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Viradouro 2026: alegorias na área de concentração para o Carnaval 2026

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Beija-Flor 2026: alegorias na área de concentração para o Carnaval 2026

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Freddy Ferreira analisa a bateria da Portela no desfile no Carnaval 2026

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Um ótimo desfile da bateria “Tabajara do Samba” da Portela, sob o comando do estreante mestre Vitinho. Uma conjunção sonora impactante e bem dançante foi produzida. Bossas profundamente atreladas à cultura religiosa de matriz africana gaúcha foram exibidas com requinte. Um ritmo enxuto, equilibrado e muito bem sincretizado.

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Na cabeça da bateria da Águia, uma fileira sólida de agbês ajudou a dar molho na sonoridade das peças leves junto de ritmistas com tambores de Ilú, que também auxiliaram em bossas. Um naipe ressonante de cuícas deu brilho sonoro à parte da frente do ritmo, junto de agogôs sólidos, que pontuaram a melodia do samba em sua convenção rítmica. Uma ala de chocalhos de imensa qualidade coletiva tocou interligada a um naipe de tamborins de absoluta excelência musical. A produção de ambos os naipes em conjunto valorizou o belo trabalho envolvendo as peças leves. Sublime o balanço impressionante do carreteiro dos dois, evidenciando um casamento musical que fez com que as duas peças ecoassem de forma uníssona.

Na parte de trás do ritmo da “Tabajara”, uma afinação muito boa e pesada de surdos foi notada, ajudando na pressão sonora envolvendo as paradinhas. Marcadores de primeira e segunda foram vigorosos, mas bem precisos. Surdos de terceira com balanço bem envolvente ajudaram a destacar o grande trabalho dos graves. Repiques de boa técnica musical tocaram juntos de um naipe de caixas de guerra excepcional, com a clássica batida rufada praticamente uníssona.

Bossas bem musicais utilizavam a pressão sonora proporcionada por uma afinação mais pesada dos surdos para consolidar seu ritmo. Musicalmente densas, as paradinhas portelenses ajudaram a impulsionar o valente samba da escola de Osvaldo Cruz e Madureira, além de auxiliar os componentes da agremiação a evoluírem. Muito impactante a sonoridade dos graves no arranjo do refrão do meio, com marcadores potentes e uma conversa rítmica bem refinada. Praticamente todos os toques do Batuque (também conhecido como Nação) foram adicionados ao conjunto de bossas, conectando a sonoridade portelense à cultura religiosa de matriz africana do Rio Grande do Sul de forma sublime. Uma criação musical orgânica, intuitiva e bem atrelada à cultura gaúcha.

Uma ótima apresentação da bateria da Portela, na estreia de mestre Vitinho na Águia. Um ritmo bastante vinculado à musicalidade africana gaúcha foi exibido com classe e garbo. A sonoridade das paradinhas foi um diferencial, dentro de uma criação musical que valorizou o melodioso samba portelense, auxiliando os componentes no desfile. Uma pena não ter dado para fazer uma apresentação condizente com o grande ritmo que foi produzido na última cabine, sendo possível fazer somente a bossa da segunda do samba, devido a problemas de evolução. Mas nada capaz de tirar o brilho da grande estreia de Vitinho como mestre da bateria da “Tabajara do Samba”.

‘Esse desfile vai ficar marcado na história’, declara coreógrafo da Mangueira

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Com o enredo “Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, a Estação Primeira de Mangueira fechou a primeira noite de desfiles em grande estilo e se colocando como uma das candidatas ao título.

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Com coreografia assinada por Lucas Maciel e Karina Dias, em “Te Invoco do Meio do Mundo”, animais sagrados e uma árvore erguida ambientavam o público com a Amazônia Negra, território afro-indígena do extremo norte do Brasil.

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“Esse desfile vai ficar marcado. No que a gente se propôs a fazer, acho que conseguimos emocionar as pessoas”, disse Lucas em entrevista ao CARNAVALESCO.

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“É a realização de um trabalho que começa com muita antecedência e no desfile é a coroação”, complementou Karina.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Estação Primeira de Mangueira, Matheus Olivério e Cintya Santos, coreografado por Ana Paula Lessa, veio inserido na abertura do desfile da Verde e Rosa, personificando os participantes indígenas do Turé. O ‘Casal Furacão’, como é conhecido, fez uma apresentação com muita imposição, dança e elegância.

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“Sensação de dever cumprido. É um trabalho árduo. Espero que os jurados gostem. Viva a Mangueira e Mestre Sacaca”, disse Cinthya.

‘Esperamos voltar no desfile das campeãs’, declara mestre-sala da Portela

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Com o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará, a Oração do Negrinho e a Ressurreição de sua Coroa sob o Céu Aberto do Rio Grande”, a Portela foi a terceira escola a entrar na avenida e enfrentou alguns problemas durante o desfile, o maior deles, na entrada do quinto carro na avenida que apresentou dificuldades técnicas extremas para entrar na pista, gerando um buraco imenso no início do desfile, porém não nos módulos de julgamento. A escola permaneceu parada por muito tempo, o que obrigou as alas seguintes a apertarem o passo nos módulos finais para não estourarem o tempo. O diretor de carnaval da agremiação, Junior Schall, falou sobre os problemas enfrentados em entrevista ao CARNAVALESCO. 

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“A gente vinha muito bem até o quinto carro. Entendemos que ali houve uma falha de alguma ordem. Na curva seguramos o máximo que pudemos para que pudesse acontecer o acoplamento de novo da escola. Evidentemente, quando isso acontece, você tem ali um ausência de tempo prevista para uma situação como essa”, comentou.

Os problemas de evolução não podem apagar o belíssimo trabalho apresentado pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon e Squel.

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“A Portela não se descreve. Eu nunca consegui achar uma palavra que chegasse perto do que significa a Portela na minha vida. Hoje a Portela mostrou porque é a maior campeã do carnaval e espero que no desfile das campeãs a gente esteja aqui de novo”, declarou Marlon.

A comissão de frente assinada por Claudia Motta e Edifranc Alves, buscou traduzir o diálogo místico entre o Negrinho do Pastoreio e Bará. A apresentação foi competente e atingiu o seu ápice emocional ao exibir a do saudoso Gilsinho no final, gerando comoção imediata. O uso de um drone foi classificado como “arrebatador”, embora a sua integração com o restante da coreografia tenha parecido, por vezes, avulsa.

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“Sonho realizado. Quando você tem qualidade de trabalho, a diretoria confia e te dá todo suporte faz toda diferença. Independente de qualquer coisa, nós fizemos exatamente o que gostaríamos de ter feito”, declarou Claudia.

Diretor Carlão comenta desfile e revela ajustes na gestão da Estrela do Terceiro Milênio

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Na madrugada de domingo, a Estrela do Terceiro Milênio levou para a avenida do Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, seu terceiro desfile no Grupo Especial, com um enredo em homenagem ao sambista e compositor Paulo César Pinheiro. A apresentação marcou mais um capítulo da trajetória recente da escola na elite do carnaval paulistano e serviu como termômetro para avaliar o projeto artístico desenvolvido ao longo do último ano.

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Responsável pela estratégia e organização dos desfiles da agremiação desde 2018, o diretor de Carnaval Carlos Eduardo Justo, o Carlão, falou sobre o que a escola conseguiu alcançar com o desfile. Segundo ele, a proposta foi cumprida conforme o planejamento da direção.

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“O nosso projeto foi bem pensado do começo ao fim, então quem estava assistindo conseguia entender o enredo. Sentimos que a proposta foi didática e, por isso, a expectativa é brigar pelo título”, afirmou.

Ao projetar os próximos anos, Carlão também comentou as expectativas da Estrela do Terceiro Milênio no Grupo Especial e os objetivos da escola a partir da experiência deste carnaval. De acordo com o diretor, o desfile deste ano deixa um sentimento de otimismo para a continuidade do trabalho.

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“Tenho o entendimento de que, com respeito a todas as outras escolas, nós fizemos um esforço para voltar ao acesso. Tenho plena consciência disso, vamos aguardar. A gente não sabe o que está na cabeça dos jurados, mas a gente cumpriu o projeto”.

Dentro dos últimos meses, alguns alinhamentos internos na escola também foram feitos, com mudanças administrativas e um novo regulamento que trouxe novidades para a composição da escola na avenida. Carlão comenta que tudo isso agrega para criar melhorias, mas que é necessário preparo e dedicação.

“O regulamento permitiu que a gente andasse com mais alegorias. A gente veio com mais três tripés, estávamos preparados, então foi tudo projetado e saiu conforme a gente achou que tinha que sair”, completa o diretor.

 

14 anos de reinado, uma vida na escola: Aline Oliveira e o pertencimento na avenida

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Na madrugada do dia 15, a Mocidade Alegre cruzou a avenida com um desfile marcado por força simbólica, identidade e emoção. À frente da bateria, Aline Oliveira traduziu em corpo, ritmo e presença uma trajetória construída ao longo de décadas dentro da escola.

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Cria da casa, Aline não viveu a avenida apenas como rainha. Viveu como alguém que conhece o chão que pisa, o som que conduz e a responsabilidade que carrega. São 23 anos de Mocidade e 14 anos à frente da bateria, transformando experiência em maturidade e entrega.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, a rainha falou sobre o peso simbólico do posto e a dimensão que ele ocupa em sua vida, destacando que representar vai muito além da imagem.

“Eu sempre gosto de falar da responsabilidade que isso traz, né? Eu acho que vai muito além do glamour. Eu sou cria da casa. 23 anos em Mocidade, 14 anos como rainha, e cada ano é um ano literalmente novo de desafio, de responsabilidade, que eu me sinto muito honrada de poder representar tantas mulheres poderosas, rainhas, de crianças, inspirarem um dia e chegar a esse cargo”, declarou a rainha.

Na avenida, essa responsabilidade se refletiu em postura firme, olhar atento e diálogo constante com a bateria. Aline ocupou o espaço com consciência, sabendo exatamente o que significa ser referência dentro e fora do desfile.

“É um posto que eu fico com muito carinho, com muito amor, mas com certeza a responsabilidade é uma coisa que… ela é muito de verdade, assim, sabe? Mas eu fico muito honrada de saber que eu represento positivamente. E eu brinco que se não fosse positiva, eu não teria. Já há 14 anos.”

A relação profunda com o ritmo é outro elemento que diferencia sua atuação. Bailarina de formação, Aline construiu sensibilidade musical antes mesmo de ocupar o posto de rainha, algo que se fortaleceu com o tempo dentro da própria escola.

“Eu sou bailarina, sempre estudei ballet clássico e jazz, então eu já tinha um feeling musical. Mas quando eu entrei na Mocidade e vi Nanny Moreira, que era rainha, tocando tamborim, eu percebi novas possibilidades. Quando entrei na escola, nem imaginava ocupar o posto de rainha. Entrei para aprender e crescer.”

O aprendizado virou prática. Dos primeiros passos à vivência nos instrumentos, Aline percorreu caminhos que hoje se refletem na forma como conduz a bateria na avenida.

“Fui para a escolinha. Quando eu toquei tamborim, eu já fui para o surdo, agogô, caixa. Aí eu fui indo, eu amo.”

Na madrugada do desfile, essa intimidade com o som ficou evidente. Aline não acompanhou a bateria, ela se integrou a ela. Corpo, ritmo e energia funcionaram como uma engrenagem única, resultado de anos de convivência com os mesmos ritmistas e de uma relação construída com respeito e escuta.

Segundo a própria rainha, a maturidade adquirida ao longo dos anos foi essencial para alcançar esse equilíbrio entre pessoa e posto.

“Acho que ao longo dos anos a gente vai ganhando mais maturidade também para conseguir equilibrar todas as coisas, tanto ser rainha dentro e pessoa sem ser rainha. E a gente vai equilibrar tudo. Para não cair na maturidade, para ser um corpo só, dentro da bateria.”

Ao cruzar a avenida na madrugada do dia 15, Aline Oliveira reafirmou que sua presença não é apenas simbólica. É fruto de história, pertencimento e dedicação contínua. Uma rainha que representa não apenas um posto, mas uma vida inteira ligada à escola e ao coração da bateria.

Espectadores comentam emoção ao acompanhar desfiles do Grupo Especial de São Paulo

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Quem esteve no Sambódromo do Anhembi Morumbi relatou a emoção de ver as escolas cruzarem a avenida.

Durante os desfiles do Grupo Especial no sábado (14), espectadores relataram como viveram a noite de carnaval.

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O sábado (14) de carnaval no Sambódromo do Anhemb, pelo Grupo Especial, trouxe à avenida Império de Casa Verde, Águia de Ouro, Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel, Estrela do Terceiro Milênio, Tom Maior e Camisa Verde e Branco, ecoando diferentes enredos junto às comunidades das agremiações, responsáveis por criar as alegorias que enfeitam a passarela uma vez ao ano. Enquanto o público acompanhava a passagem de uma das maiores celebrações coletivas, entre fantasias e muita festa, a disputa do dia dos desfiles quase ficou em segundo plano.

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No meio de quem foi apenas para apreciar, o CARNAVALESCO também marcou presença para acompanhar de perto os desfiles e sentir a reação do público nota a nota, ala a ala. Conversando com quem aproveitou intensamente o sábado de apresentações, ao longo da noite, os espectadores falaram sobre a emoção de estar no sambódromo, o orgulho pelas escolas e a energia que só o desfile ao vivo proporciona.

“Acho que o carnaval está mostrando muita representatividade da mulher negra, e isso está sendo muito importante para nós, que não temos caminho dentro da sociedade. Então, é importante trazer o poder da mulher negra dentro do nosso país, porque a mulher negra está perdendo seu espaço. Assim, eles trazem para a avenida o poder e a representatividade que a mulher negra tem”, diz Adriana Domingues, 41.

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Para quem chegou cedo e viu desde o início, o sentimento foi de expectativa renovada a cada escola que entrava na pista, observando de perto toda a festa, como para Thalyta Andrade, 39, que acompanha todos os anos.

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“A experiência aqui no Anhembi é maravilhosa. O carnaval emana uma energia incrível. Muitas pessoas juntas, felizes, transbordando alegria, amo isso daqui. Sou de São Paulo, sou cria da Zona Norte, já desfilei muito, já vim para assistir muitas vezes; sempre que posso, todos os anos eu venho para prestigiar o Carnaval de São Paulo”, contou a apaixonada por carnaval.

Já os mais fiéis, que vestiam as cores de suas agremiações, relataram a experiência de ver sua escola do coração cruzar a avenida.

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“Tenho 16 anos de Mocidade Alegre, e este enredo é um enredo muito importante, que fala de uma mulher preta ativista. Este desfile tinha muito amor, tinha muita emoção, tinha muita verdade, muita representatividade. E eu, como uma mulher preta, estou muito orgulhosa. Ontem eu desfilei em duas escolas do Grupo Especial e, assim, o nível está altíssimo, a competição está igualada. As escolas têm trabalhado muito, as escolas têm se estruturado, têm se preparado para o carnaval. Então, cada escola que passa nessa passarela, cada uma conta uma história, e conta uma história muito bem elaborada. E eu estou muito orgulhosa de fazer parte do carnaval de São Paulo”, diz Clay Cristine Inácio, 49, desfilando pela Mocidade Alegre, mas que vive o carnaval em demais agremiações.

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Para Marcos Alexandre, 43, é também um momento de viver a alegria da avenida; fazer parte do público também é estar junto das escolas enquanto torcedor: “É a segunda vez que venho, gosto bastante de vir assistir aos desfiles. E o carnaval, para mim, vem melhorando a cada ano. Achei as escolas bastante luxuosas. A gente fica feliz de poder também estar desse lado curtindo e gritando, torcendo por todas”, ele afirma.

Entre uma apresentação e outra pelo Anhembi, o sábado confirmou o que o público já sabe: o carnaval é feito por um grande espetáculo na avenida, mas também pelo que gera de emoção nas arquibancadas.

 

Imperatriz relata prejuízo na evolução após bloqueio de alegorias da Acadêmicos de Niterói

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A Imperatriz Leopoldinense se pronunciou nas redes sociais após ter problemas de Evolução durante o desfile no Carnaval 2026. Veja abaixo.

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“O G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense, em nome da presidente Catia Drumond e de sua diretoria, esclarece que a escola teve sua evolução impactada devido a um problema na dispersão provocado por alegorias da escola que a antecedeu na ordem de apresentação.

Três carros alegóricos da Acadêmicos de Niterói bloquearam a passagem da Imperatriz, ocasionando aproximadamente 5 minutos de paralisação.

A presidência e a direção da Imperatriz contactaram representantes da LIESA para relatar o ocorrido imediatamente. A escola segue em diálogo com a entidade nesta segunda-feira (16) para acompanhar o caso.

A Imperatriz reforça que cumpriu seu planejamento e que o ocorrido é alheio à responsabilidade da agremiação. Diante dos prejuízos causados, a escola avalia as providências cabíveis para resguardar seus direitos no processo de apuração”.

Mancha Verde se sobressai em noite marcada pelo equilíbrio entre as escolas do Acesso 1

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A reedição do samba-enredo de 2012 impulsionou o belo desfile da Mancha Verde e deve assegurar o retorno da escola à elite do samba paulistano. Já a segunda vaga promete uma acirrada disputa na apuração, uma vez que as outras escolas da noite realizaram desfiles nivelados.

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Dom Bosco de Itaquera, Independente Tricolor e Pérola Negra foram as escolas que aparentemente fizeram apresentações mais técnicas e estão fortes na disputa. Vila Maria, Nenê, Tucuruvi e Camisa 12 ainda correm por fora, ao mesmo tempo em que também brigam pela permanência em um grupo extremamente nivelado com tradicionais agremiações.

CAMISA 12

De volta ao Grupo de Acesso 1 do carnaval de São Paulo, a Camisa 12 abriu o domingo de desfiles com o enredo “Princesas Nagô, Rainhas do Brasil – A origem da fé, Herança de Ketu”. A comissão de frente veio com integrantes em preto, azul e dourado, além de três mulheres de saias rodadas que mudavam de vestimenta ao longo da pista, representando as princesas nagô que vieram a um Brasil ainda escravocrata.

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Foto: Woody Henrique/Felipe Araujo – Liga SP

O primeiro casal fez uma apresentação segura e empolgante em frente ao segundo módulo de jurados. Destaque para os belos giros dela e pela leveza dos movimentos dos dois. Com meia hora de apresentação a bateria entrou, saindo aos 44 minutos. O samba-enredo rendeu nas vozes de Clóvis Pê e Tim Cardoso. Da mesma forma que a bateria ajudou a elevar o canto da comunidade alvinegra.

As alegorias eram de bom gosto e com bastante capricho. O abre-alas veio “puxado” por três panteras negras, que vinham à frente de uma igreja e de uma grande escultura que carregava arco e flecha. Vale destacar o último carro, que continha quatro esculturas de ogãs tocando atabaque nas pontas, e um grande Oxalá na parte central. A escola fechou seu desfile com 57 minutos, dentro do tempo estabelecido pelo regulamento.

VILA MARIA

Com “fome de Grupo Especial”, a Vila Maria exaltou a culinária brasileira neste carnaval. A comissao de frente da agremiação da Zona Norte veio representando uma verdadeira feira, com direito a barraquinha de frutas nas cores da escola, com preço e tudo. Foi uma apresentação de fácil leitura, e que contou ainda com a participação de uma criança em alguns momentos da coreografia. As duas primeiras alas e o carro abre-alas passaram simbolizando o cultivo e a colheita de milho e do açaí, todo em tons de roxo, verde e amarelo, com esculturas de indígenas e camponeses.

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Foto: Woody Henrique/Felipe Araujo – Liga SP

A bateria de cozinheiros trouxe um molho especial ao samba-enredo, interpretado por Clayton Reis de forma segura. A Cadência da Vila fez um breque no refrão principal em que um apagão, sustentado na palma da mão por toda a escola, levantou as arquibancadas. Os batuqueiros entraram no recuo aos 26 minutos de desfile, saindo de lá com 42. As baianas vieram todas de branco, com detalhes em verde e azul, além de um prato de acarajé na mão.

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Foto: Woody Henrique/Felipe Araujo – Liga SP

O segundo carro era “puxado” por 2 charretes, com dois burros em cada. A alegoria trouxe também um grande fogão à lenha, colheres de pau e duas esculturas de chefes de cozinha na parte de trás. Por sua vez, no último carro havia um grande banquete, com a velha guarda nas laterais, sentados em mesinhas de bar, cercados de diversos copos de chopp com merchandising da marca de cerveja patrocinadora do carnaval paulistano. A escola encerrou seu desfile com o relógio marcando 1h, escapando de estourar o tempo por 5 segundos.

TUCURUVI

Terceira a desfilar no Anhembi no último domingo de carnaval, a Acadêmicos do Tucuruvi exibiu seu enredo crítico “Anti-Herói Brasil”, exaltando a resiliência do povo brasileiro. A comissao de frente passou toda no chão, com alguns integrantes descalços e outros vestidos com roupas feitas de sacola plástica preta. Eles fizeram uma coreografia intensa e repleta de movimentações em cima da letra do samba. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Luan e Beatriz, fizeram uma passagem bastante segura, esbanjando sintonia nos passos para apresentar o pavilhão da Tucuruvi.

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Foto: Woody Henrique/Felipe Araujo – Liga SP

O carro abre-alas, de extremo bom gosto, entrou no Anhembi imponente, porém, uma parte dos elementos da decoração se desprendeu da alegoria e precisou ser retirada em frente ao recuo da bateria, que possui um módulo de julgamento. A versátil bateria do Zaca, de mestre Serginho, deu sustentação ao samba-enredo durante toda a passagem da escola. Entraram no recuo com meia hora de desfile e saíram de lá aos 44 minutos. As alas vieram com fantasias bem coloridas e com certa variação nas formas.

Destaque para a ala com os guardas-chuva, em referência aos bailes funk de São Paulo, que entre os dizeres trazia escrito “É o fim 6×1”, criticando a escalada de trabalho que fornece apenas uma folga semanal. Também vale mencionar a ala seguinte, que trazia escudos em que podia-se “Tá em Choque Malandragem”, além de materiais escolares no costeiro, passando a mensagem de que a educação pode ser uma “arma” perante às injustiças. A última alegoria trazia integrantes na parte do meio fazendo uma movimentação coletiva, às vezes balançando bandeiras, o que dava um belo efeito. Um grande Exu, ajoelhado, encerra o carnaval da escola da Cantareira.

MANCHA VERDE

Reeditando seu histórico samba-enredo de 2012, a Mancha Verde apresentou na avenida o enredo “Pelas Mãos do Mensageiro do Axé, a Lição de Odu Obará: a Humildade”. Novamente interpretado por Freddy Vianna, o samba foi o mais cantado da noite pelas arquibancadas. A escola refez toda a coreografia da comissão de frente, se comparada ao desfile original, trazendo um elemento alegórico para sustentar a representação dos orixás.

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Foto: Woody Henrique/Felipe Araujo – Liga SP

O primeiro casal da Mancha, Adriana e Thiago, demonstrou equilíbrio e leveza ao conduzirem o pavilhão da agremiação alviverde, mesmo com uma fantasia luxuosa em tons terrosos e que aparentava ser pesada. A ala das baianas foi fragmentada em quatro fileiras de fantasias com cores distintas: azul, branco, amarelo e vermelho. O carro abre-alas era gigantesco e suntuoso, todo em marrom, bege, branco e dourado, digno de Grupo Especial.

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Foto: Woody Henrique/Felipe Araujo – Liga SP

Já o segundo carro trouxe cinco leões dourados na parte frontal, repleto de crianças nas laterais e com uma enorme coroa vermelha e dourada na parte superior. Também havia abóboras recheadas de ouro, que estão diretamente ligadas a lição abordada no enredo, em que a prosperidade provém da humildade. O apagão geral da bateria nos últimos versos do samba fez ressoar o canto da escola. O desfile foi encerrado aos 59 minutos, sem alterações de andamento. Sem dúvidas a Mancha é fortíssima candidata a retornar ao Grupo Especial em 2027.

PÉROLA NEGRA

Tentando retornar ao Grupo Especial do carnaval paulistano, a Pérola Negra homenageou a figura de Maria Bonita, a rainha do cangaço, retratando-o como símbolo de coragem, inteligência e ruptura. A comissão de frente mostrou um certo duelo entre cangaceiros e militares, em que um grupo rendia o outro, apontavam-se as armas e assim prosseguia o embate.

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Foto: Woody Henrique/Felipe Araujo – Liga SP

O primeiro casal veio com suas roupas nas cores laranja, dourado, marrom e branco. Eles realizaram uma apresentação segura e síncrona, sem intercorrências. Vale ressaltar a beleza e originalidade da ala das baianas, com saias vazadas, inteira em tons de marrom, bege e branco. De modo geral, as fantasias eram de fácil leitura dentro do enredo, muitas delas com costeiros de penas que se sacudiram no ar conforme o balanço dos componentes.

Enquanto o abre-alas vinha com Lampião, o cangaceiro, o segundo carro trazia bonecos característicos de Mestre Vitalino e uma grande escultura de Luiz Gonzaga, no alto. Já o último carro carregava uma escultura de Maria Bonita empunhando um facão. Grande apresentação da bateria do Pérola e de seu carro de som, que trazia também uma sanfona na melodia do samba. O ponto alto da parte musical do desfile foi o ritmo de xota que era feito em uma das bossas da Swing da Madá.

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NENÊ DE VILA MATILDE

A Nenê de Vila Matilde levou ao Anhembi o enredo “Encruzas – Nenê de Corpo e Alma no Coração de São Paulo” para falar da esquina mais famosa do Brasil, o cruzamento da Rua Ipiranga com a Avenida São João. A comissão de frente foi um dos pontos fortes da Vila Matilde, trazendo um tripé com muita boemia, Exu e malandragem, resumindo bem o enredo e apresentando a escola ao público. O primeiro casal Edgar e Graci veio com uma coreografia baseada no samba, com movimentos bem sincronizados e muita simpatia. Eles usavam belas fantasias em azul, prata e branco.

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Foto: Woody Henrique/Felipe Araujo – Liga SP

Já a ala das baianas desfilou de azul e amarelo, logo à frente de uma belíssima Águia, símbolo da escola, que vinha no carro abre-alas. Bondes e o Teatro Municipal também faziam parte da alegoria, além da ala das crianças, presente no primeiro chassi desse grandioso carro. As fantasias eram de bom gosto e fácil leitura, fazendo no Anhembi um verdadeiro festival de cores.

A bateria de Bambas fez um breque de apagão no refrão de cabeça que contagiou todo o público presente no sambódromo. Eles entraram no recuo aos 29 minutos de desfile e saíram com 40. A Harmonia da Águia Guerreira da Zona Leste foi uma das melhores da noite, com a comunidade cantando forte o samba, muito bem puxado por Tiganá e seu afiado time de canto. A escola enfrentou alguns problemas de evolução na pista, mas conseguiu encerrar sua passagem dentro do tempo.

DOM BOSCO

Penúltima agremiação a pisar na passarela do samba paulista, a Dom Bosco trouxe o enredo “Mariama – Mãe de todas as raças, todas as cores. Mãe de todos os cantos da terra. A escola cantou Nossa Senhora Aparecida em sua identidade negra, reafirmando sua essência litúrgica e popular. Destaque para a bossa na parte final do samba, em que os surdos de terceira seguravam o andamento enquanto a comunidade da escola cantava alto o melodioso samba.

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Foto: Woody Henrique/Felipe Araujo – Liga SP

Logo de início, pode-se ver uma comissão de frente dinâmica e com movimentos extremamente precisos. O ponto alto da coreografia foi a aparição de uma componente simbolizando Nossa Senhora Aparecida no alto do belo elemento alegórico. O primeiro casal, Leonardo e Mariana, manteve o alto nível de abertura da escola, praticamente toda em dourado. Ele veio com uma rede de pescadores como capa, demonstrando originalidade na fantasia.

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Foto: Woody Henrique/Felipe Araujo – Liga SP

As baianas e o abre-alas, que trazia uma escultura de Nossa Senhora com tom de pele negra, seguiram no mesmo tom. A alegoria tinha ainda água como parte da decoração do piso. Em frente à arquibancada monumental, a bateria da Dom Bosco soltou balões de gás helio que formavam um belo terço nos ares, enquanto a escola dava sequência ao seu cortejo. As fantasias das alas também merecem elogios por conta do belo acabamento, algumas delas traziam adereços de mão, dando volume e movimento na evolução da escola, que passou tranquila no tempo, fechando com 59 minutos.

INDEPENDENTE

Faltavam 20 minutos para as 5 horas da manhã de segunda quando a Independente Tricolor deu início ao seu desfile, com certo atraso por conta de ter um rastro de água na pista, que foi seca pelos funcionários da limpeza do sambódromo. Com um enredo entitulado “N’goma – A Primeira Festa na Manhã do Mundo”, a Tricolor trouxe a história de como o tambor funda o Brasil.

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Foto: Woody Henrique/Felipe Araujo – Liga SP

A comissão de frente trouxe um tripé onde dançavam sete orixás, entre eles Oxalá, além de outros integrantes que compunham a coreografia. O primeiro casal da Independente, Thais e Jeff, fez uma apresentação segura nos movimentos e encantadora pela fantasia. Fantasias da escola, aliás, que fizeram boa utilização dos costeiros. Já as alegorias também estavam bem acabadas. Vale destacar o luxo do abre-alas e a alegria das crianças, que vieram no último carro, que também tinha esculturas de ogãs e um grande Xangô no alto da alegoria.

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Foto: Woody Henrique/Felipe Araujo – Liga SP

A bateria Ritmo Forte transformou o Anhembi em um verdadeiro xirê, especialmente com o apagão geral feito no refrão principal do samba-enredo, que foi intensamente cantado. A bateria entrou no recuo aos 25 minutos e saiu quando o relógio marcou 40, porém a escola não conseguiu cumprir o tempo máximo do desfile, estourando em 1 minuto sua apresentação, o que poderá custar alguns décimos preciosos na apuração.