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Dragões da Real tem final acirrada e opta por melodia alegre para homenagear Reinaldo

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Por Gustavo Lima e Pedro Ribeiro

A Dragões da Real realizou na noite do último sábado sua final de samba-enredo. Com o objetivo de escolher o hino definitivo, a escola da Vila Anastácio se deparou com uma decisão completamente acirrada. As apresentações mostraram que todas as parcerias deram o máximo de si, com obras de nível bastante equilibrado. Desta vez, não havia um favorito claro, e também era evidente que a comunidade estava dividida. São poucas as ocasiões em que o povo da Dragões não define previamente um favorito, mas, desta vez, até entre os componentes a escolha estava em aberto. Entretanto, o time formado por Pedroca, Chanel, Ailson Picanço, Daniel e Santos saiu vencedor, apresentando um refrão de cabeça com alto nível de animação e uma apresentação marcada pela energia da torcida.

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Fotos: Gustavo Lima e Pedro Ribeiro/CARNAVALESCO

“Foram 365 dias desde que estivemos aqui, no ano passado, disputando um samba. Sabemos que a Dragões da Real tem uma disputa muito difícil, concorrida e estruturada. O mais importante de tudo isso é mostrar que novos compositores também conseguem chegar. Essa é a principal mensagem para quem pensa em escrever samba-enredo, mas acha que nada funciona. Funciona, sim. É preciso insistir, persistir e acreditar que vai dar certo. Hoje, um ano depois, voltamos à Dragões da Real e conquistamos o samba do carnaval da escola. É uma alegria imensurável. Faltam palavras para descrever”, disse o jovem compositor Pedroca, que encabeçou a parceria vencedora.

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Jovem compositor Pedroca

A Dragões da Real será a quarta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval com o enredo “Sob as Bênçãos de Xangô, a Coroação do Príncipe Reinaldo”, em homenagem ao príncipe do pagode. O tema é assinado pelo carnavalesco Jorge Freitas.

Processo de composição e o prazer de vencer na Dragões

O compositor Wagner Forte, que formou parceria com o escritor Santos, revelou que não foi fácil compor para Reinaldo.

“Foi bem complicado, porque tentávamos pensar em melodias e em alguma coisa que remetesse a ele. Tanto que trouxemos o nosso cantor, o Dinho, para defender o samba. Algumas pessoas confundiram e acharam que era o próprio Reinaldo, porque ele tem um timbre muito parecido”.

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Compositor Wagner Forte

Wagner também revelou que, em oito finais disputadas, conquistou sete vitórias, e se disse muito feliz com o desempenho na escola.

“Esta foi a minha oitava disputa de final na Dragões da Real. Ganhei sete, graças a Deus. Tenho essa felicidade ímpar de conquistar o meu sétimo título aqui na escola. Eu nunca vi uma apresentação como a de hoje. Os outros sambas eram de um nível elevadíssimo, e isso engrandeceu ainda mais a nossa vitória. Esse foi o pontapé inicial. Também preciso citar o Chanel, que faz parte da nossa parceria, e o Ailson Picanço. A partir daí, o samba deslanchou. Fomos construindo a obra, tudo aconteceu e deu certo”.

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Parceria vencedora na Dragões

Pedroca completou a fala sobre a importância da vitória. “Nós estávamos em uma semifinal com cinco sambas maravilhosos e chegamos à final com três obras igualmente fortes. Conseguir sair campeão de uma final como essa é incrível. Isso mostra todo o trabalho e todo o cuidado que tivemos com o samba da Dragões da Real”.

Samba diferente do habitual

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Presidente Tomate

O presidente Tomate avalia que a obra é animada e diferente do que a Dragões da Real está acostumada. Segundo ele, o objetivo agora é trabalhar em busca do título. “É um samba diferente do que a gente está habituado. É um samba literalmente para levantar arquibancada! Um samba para homenagearmos ele, um ídolo para todo mundo que ama o samba e ama o pagode. E o samba caiu nas graças do nosso povo. Agora é trabalhar um samba maravilhoso, junto com uma plástica maravilhosa, e, se Deus quiser, ao final dessa jornada, a gente vai poder homenagear o Reinaldo com o campeonato 2027”.

Samba que contagia e escola que se reinventa

Empolgado com o samba, o diretor de carnaval, Márcio Santana, revelou que a obra foi escolhida por detalhes e tem a cara da escola. “Eliminatória é sempre um assunto delicado em escola de samba. Mas, graças ao Papai do Céu, esse ano a gente foi presenteado. Costumo dizer que enredo bom dá em bons sambas. Tivemos 13 obras, todas em condições de competir aqui na quadra. Cinco vieram em toque de semifinal e três seguiram para a final. Uma disputa acirrada, tecnicamente com três grandes obras. Os compositores nos colocaram um problema mesmo para a final, mas um problema positivo, e, por detalhe, a obra de número 90 acabou se sagrando vencedora. Um samba alegre, que contagia e que tem a cara da escola. Sem dúvida nenhuma, vai trazer muita alegria para a gente ao longo de todo esse processo, porque o samba é aquele embrião do qual vamos colher efetivamente os frutos dessa escolha no dia do desfile. Sem dúvida nenhuma, tenho certeza de que teremos bons frutos com essa grande obra”.

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Diretor de carnaval, Márcio Santana

De acordo com Márcio, o fato de a Dragões da Real se reinventar a cada ano é uma das chaves para o sucesso nos carnavais. “A Dragões tem uma característica muito marcante: a de se reinventar a cada carnaval e começar praticamente do zero. E talvez seja isso que dê a jovialidade da nossa escola, a energia para o nosso povo. E, sem dúvida nenhuma, esse enredo traz isso. Uma homenagem que, acima de tudo, traz essa identidade aguerrida da escola. Ele traz a história de um homem vencedor, que é o Reinaldo. Isso é o que vai nos inspirar e nos embalar até o carnaval”.

Sentindo o samba para impor seu ritmo

A partir da escolha do samba-enredo, mestre Klemen revelou como pretende trabalhar o ritmo da bateria dentro da trilha sonora. “O Reinaldo nos proporciona fortes emoções, sambas muito bons e um carnaval da Dragões que está vindo para arrebentar com tudo. Não tem como pensar pequeno quando se fala de um sambista desse tamanho. O processo que eu e minha diretoria sempre pensamos é sentir primeiro o samba na quadra, para identificar onde ele está explodindo e onde precisa de uma bossa, inclusive nos pontos mais fracos. Todo samba tem aquele momento em que precisamos dar uma crescida. Daí nós colocamos uma bossa para ganhar um pouco mais de força. Nos pontos altos, fazemos uma parada ou uma bossa para provocar aquela explosão. Esse é o processo”.

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Mestre Klemen

Questionado sobre uma possível ousadia, Klemen declarou que não é possível fazer muitas mudanças por causa do regulamento. “Por mim, eu faria dez bossas. Mas o nosso regulamento não permite. Ele acaba nivelando o nosso trabalho por baixo. Então, vai ser aquele clichê de fazer dois ou três arranjos e, talvez, um apagão para a nossa comunidade cantar”.

Final disputada e uma ótima música

De acordo com o carnavalesco Jorge Freitas, que chegou à escola em 2022 para trabalhar no Carnaval 2023, esta foi a final mais difícil que presenciou na Dragões da Real. Apesar disso, ele está satisfeito com o resultado. “Pelo menos nos meus anos aqui, foi a final mais difícil. Tivemos três sambas muito fortes na decisão. Na semifinal, já tínhamos deixado pelo caminho obras muito boas, mas acho que o resultado está aí: nossa comunidade cantando firme e mostrando que está realmente comprometida com aquilo que se propõe a fazer. Tenho certeza de que vem aí mais um grande carnaval da Dragões da Real. Estamos desempenhando um trabalho muito bom e, agora, com esse hino tão impactante, que mexeu com toda a nossa comunidade, temos tudo para fazer um grande desfile”.

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Carnavalesco Jorge Freitas

Jorge costuma colocar o conceito da letra do samba-enredo em segundo plano, pois entende que esse aspecto pode ser ajustado. Para ele, o mais importante é ter uma trilha sonora que permita aos componentes cantar e se envolver com a obra. “Todos os sambas estavam de acordo com aquilo que projetamos. Eu sempre falo que a letra você ainda consegue ajustar. O que vale é ter uma música bonita, que seja cantada e tenha momentos realmente impactantes, que mexam com o corpo. Quando você ouve a música e começa a se movimentar, é porque ela está funcionando. Nosso componente está muito feliz. Tenho certeza e afirmo: estamos preparando um grande carnaval e, acima de tudo, uma comunidade muito bem preparada para executar essa obra maravilhosa na avenida”.

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De acordo com o artista, a partir da próxima semana, a escola iniciará o trabalho interno e está confiante na realização de um grande desfile. “Nós temos um calendário a seguir. A partir da próxima semana, já teremos nossas atividades internas. Vocês sabem que a Dragões é uma escola que zela muito pelo trabalho com a sua comunidade dentro da quadra. A partir de agora, com o samba escolhido e o hino que vamos executar na avenida, nossa comunidade está feliz e cantando como nunca. Temos certeza de que vamos iniciar um trabalho muito bom para fazer um grande desfile, executar um grande projeto e proporcionar um espetáculo na avenida”.

Samba popular

O intérprete Emerson Dias elogiou a escolha da obra para o Carnaval 2027. De acordo com o cantor, o samba tem a cara dele, pois é forte e popular. “Achei a escolha acertada. É uma opção de desfile da escola, um desfile alegre, para cima e vibrante. As características desse samba são totalmente voltadas para isso. É um tema que vai ser muito cantado no Anhembi, um tema muito divertido e gostoso de ser executado, porque é de sambista para sambista, é de samba para samba, é do Carnaval para o Reinaldo, Príncipe do Pagode. Então, acho que tem tudo a ver. Para executar o meu trabalho, o samba já me ajuda bastante, porque ele tem as características que eu mais gosto em um samba. Tem uma magia gostosa de cantar, é simples, forte e popular. Acho que o grande segredo dessa música é a popularidade. Vai ser um samba muito fácil de ser assimilado. Para aquele folião que chegar em cima da hora no desfile, dão dois minutos e ele já vai estar cantando, porque a característica é essa”.

Emerson também exaltou o trabalho de Jorge Freitas junto a parte musical e a direção do carro de som. O cantor está entusiasmado com uma boa performance que poderá ter no Anhembi. “Acho que esse é o grande ganho que a gente vai ter. Isso vai facilitar muito o trabalho da ala musical, porque vamos levar muito, através da regência. Apesar de ser um carnavalesco, o Jorge é um regente, e o trabalho de direção do Cicinho vai facilitar demais a nossa execução. Então, ali, juntamente com os meus companheiros, vamos fazer um trabalho maravilhoso neste carnaval de 2027”.

Trabalho em equipe por uma dança de excelência

O mestre-sala Rubens de Castro revelou que já estudava todos os sambas antes mesmo da final e que, na próxima semana, começará o trabalho específico com a obra escolhida. “A proposta minha e da Jéssica veio com uma parte técnica já montada. Agora, com o samba definido, a gente passa a fazer uma leitura desse samba específico. Estávamos estudando todos, para trazer toda nossa criatividade e interpretação, porque nós somos dois personagens. Vamos fazer um grande show para o público do Anhembi, dentro desse samba campeão. É um samba campeão aguerrido! Senti um samba forte, para cima e alegre. Eu sou o rei, eu sou Reinaldo; muito prazer. Quarta-feira começa o nosso estudo em cima desse samba”.

A porta-bandeira Jéssica Gioz contou que o samba será importante para o desenvolvimento da coreografia. “O samba vai nos ajudar muito a fazer a coreografia. A gente já tem algumas coreografias na cabeça, porque já vem estudando desde a semifinal. Quando os sambas foram apresentados, qualquer um dos três estava dentro da proposta. Vai dar show; dar jogo. A gente tem um apoio, uma equipe. Mas a coreografia em si é pensada por mim e pelo Rubens. Fazemos a coreografia e temos essa equipe que avalia, além dos nossos apoios. É uma equipe que trabalha junto, mas a gente não tem um profissional que passa essa coreografia para a gente, não. Vem tudo da nossa criatividade mesmo”.

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Casal Rubens de Castro e Jéssica Gioz

Rubens exaltou o trabalho coletivo, principalmente a participação da porta-bandeira na construção da apresentação. “Nossa bagagem é enorme. Há muitos anos, eu vi a Jéssica pequena, e estamos juntos aqui hoje. Olha o mundo como é. A nossa experiência nos traz meios de criar muita coisa. Como a gente não consegue se ver dançando, nós somos muito ‘pé no chão’ ao trabalharmos em equipe. O Vado deixa a gente fluir, criar e encenar. E, de repente, ele vem como se fosse uma régua, falando: ‘isso aqui está fora do julgamento; isso não está, isso está muito exagerado ou não’. Mas a Jéssica tem um carinho muito especial pelos apoios, e isso é perfeito, porque todo mundo pode dar opinião. Todo mundo ‘tem’ que dar opinião. É um pedido da Jéssica. Todo mundo faz parte da nossa nota! A escola faz parte da nossa nota”.

Morro da Casa Verde apresenta fantasias para exaltar o catimbó em 2027

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

A sexta-feira foi importante para uma escola que está retornando ao Grupo de Acesso I da cidade de São Paulo. Na data, o Morro da Casa Verde apresentou, na Fábrica de Cultura da Vila Nova Cachoeirinha, os protótipos para o desfile da verde e rosa no ano de 2027, em que se apresentará com o enredo “Reconto Minha Fé: O Conto de um Ponto Catimbozeiro”, assinado pelo carnavalesco Ulisses Bara. Sétima escola a desfilar no Grupo de Acesso I, o Morro da Casa Verde recebeu o CARNAVALESCO e a comunidade para apresentar os protótipos. A verde e rosa também aproveitou o momento para cantar o samba-enredo de 2027.

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Enredo cromatizado

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Ao contar a história de uma religião integralmente brasileira e que ganhou o sobrenome de Zé do Catimbó, principal responsável por difundi-la e figura central do enredo, o Morro da Casa Verde fez questão de deixar clara a força da temática até mesmo na escala cromática utilizada pela escola.

Quem explica é Ulisses: “Em relação à parte estética, acontece uma virada. Nós começamos no Nordeste, com uma caatinga seca, uma caatinga mais rústica. Nosso Carnaval começa mais seco, com tons mais frios, e ele vai começando a ganhar vida conforme o enredo vai se desenvolvendo. Quando chega no Sudeste, ele já explode mais em cores, inclusive em materiais com mais brilhos como o acetato, por exemplo. Se você pegar a primeira parte, você não vê acetato em nada. Até mesmo nas placas eu não estou usando acetato. Eu uso acetato já no último setor, porque já chegou aqui no Sudeste, já é uma coisa mais moderna. A preocupação foi essa, deixar o Carnaval com os tons mais frios para o Nordeste e, quando chegasse no Sudeste, deixar o desfile com mais calor”, comentou.

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Carnavalesco Ulisses Bara

Tecidos preferenciais

O carnavalesco também destacou quais materiais tiveram mais destaque na confecção das fantasias: “Em 2027 eu estou usando bastante espuma. Tenho outras coisas em espuma que ainda não foram apresentadas hoje, também. Principalmente no último setor eu tenho bastante acetato e EVA. É o meu quarto ano no Morro e eu não tinha trabalhado com tanto EVA como eu estou fazendo nesse Carnaval. Eu tenho catorze alas e, das catorze, dez alas têm as placas inteiramente com EVA”, afirmou.

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Satisfação

Presidente do Morro da Casa Verde, Diego de Campos elogiou bastante o trabalho do carnavalesco: “Eu sou até suspeito em falar! Desde quando a gente começou o projeto, eu falo internamente que é o Carnaval das nossas vidas. Cada um está colocando o seu sentimento, o que o Morro sente, está colocando a sabedoria e todo o talento para desenvolver o Carnaval do Morro da Casa Verde para 2027. Eu fiquei surpreso com o que o nosso carnavalesco Ulisses Bara, junto com os nossos enredistas, estão apresentando. Falo isso tanto em relação à sinopse de enredo quanto na defesa das fantasias e das fantasias em si. Além de bonitas, todas elas têm leitura, têm os signos que são necessários para o julgamento. O Morro da Casa Verde está me surpreendendo de verdade em todos os quesitos. Ulisses Bara, muito obrigado mesmo, de coração. Eu realmente estou impactado. Espero que vocês gostem, também”, comemorou.

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Presidente do Morro da Casa Verde, Diego de Campos

Citado pelo mandatário, o carnavalesco fez questão de elogiar o conjunto de fantasias no geral, mas não deixou de citar qual a favorita dele próprio: “Se for para escolher uma só, eu gostei da fantasia da Ala das Baianas. Das Passistas também, gostei muito do resultado final. Gosto da ala da farmacopeia, que é a Ala 7, que tem as raízes e as folhagens sobre o ombro. A fantasia da Bateria é sempre um desafio, gostei bastante do como ficou, principalmente do chapéu da Bateria com os fundamentos dos mestres juremeiros. Mas Baiana é Baiana!”, brincou.

Acesso bem-vindo

Campeão do Grupo de Acesso II de 2026 com o já histórico “Santo Antônio de Batalha, faz de mim batalhador!”, o Morro da Casa Verde ganhou o direito de desfilar um pelotão acima no Carnaval paulistano. Tal mudança, é claro, também faz com que a escola evolua plasticamente.

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Diego destacou que a identidade da agremiação não muda, apenas terá ganhos plásticos: “A verba é um pouco reduzida no Grupo de Acesso II, “um pouco bastante”, como eu costumo brincar. A plástica da escola era um pouco diferente da que a gente vai apresentar em 2027. Em 2027, a gente vem com uma plástica mais bonita, uma plástica mais alta. Nos demais quesitos, entretanto, vai ser aquilo que a gente sempre apresentou nos últimos anos: uma escola aguerrida, uma escola que tem chão. A gente vem numa evolução constante, graças a Deus, e pretendemos fazer mais um excelente Carnaval”, detalhou.

Já Ulisses foi ainda mais didático sobre a parte orçamentária: “Subir de grupo ajudou muito! Nós estamos com uma verba quatro vezes maior, quase cinco vezes maior. Eu consigo fazer muita coisa que eu não conseguia no Acesso II. Quem está no Acesso II sabe o quanto é difícil ali. Quando você chega no Acesso I, você tem uma verba mais elástica. Não dá para deslumbrar, mas você consegue ir além. Você consegue fazer fantasias com mais detalhes, fantasias maiores, alegorias também com mais detalhes e maiores. Não que tamanho ganhe Carnaval, mas você consegue dar um acabamento mais requintado. Facilita muita coisa, muita coisa mesmo”, finalizou.

Detalhes do evento

A apresentação começou com Wantuir, intérprete oficial da escola, cantando o hino da escola e sambas-exaltações ligados ao Morro da Casa Verde, com os primeiro e segundo casais de mestre-sala e porta-bandeira defendendo os respectivos pavilhões. Todos eram acompanhados por ritmistas da “Bateria do Morro”, com a presença de mestre Léo Bonfim.

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Todo o evento teve apresentação de Matheus Godoy e Gabriela Bertti, enredistas e diretores do Departamento Cultural da escola. Vale destacar, também, o reconhecimento de cada chefe de ala, chamado nominalmente para o palco de surpresa quando a respectiva fantasia do grupo comandado por ele era apresentada, com a entrega de um presente.

Quem também compareceu e sambou ao final do evento, quando a escola fazia o apogeu das fantasias e se retirava inteira do local, foi Andreya Venâncio, rainha de bateria do Morro.

Carnaval de São Paulo: veja o que aconteceu nas escolas nesta semana

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SEXTA

QUINTA

QUARTA

TERÇA

SEGUNDA

 

CARNAVALESCO abre votação para o público eleger o melhor enredo do Grupo Especial do Rio para o Carnaval 2027

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A disputa pelo Carnaval 2027 já começou também fora da Marquês de Sapucaí. O CARNAVALESCO abriu nesta sexta-feira a votação para o público escolher qual é o melhor enredo do Grupo Especial do Rio de Janeiro para o próximo carnaval. A enquete ficará disponível até 28 de agosto. O resultado será divulgado no dia 31 de agosto. O público poderá escolher entre os seguintes enredos:

 

União de Maricá — “Utopia Brasil: Darcy Ribeiro”
Beija-Flor de Nilópolis — “Zeneida – O Sopro do Pé de Louro”
Paraíso do Tuiuti — “Ciata – A Mãe Preta do Samba”
Unidos de Vila Isabel — “Torto Arado – Sobre a terra há de viver sempre o mais forte”
Mocidade Independente de Padre Miguel — “Latinamente Independente – Nosso norte é o Sul em Remanifesto”
Unidos da Tijuca — “A Cabeça do Santo”
Acadêmicos do Salgueiro — “Laroyê Xica da Silva – A história por trás da história”
Imperatriz Leopoldinense — “A Memória do Rei e o Sumiço de Dona Júlia”
Portela — “Ao Mestre, com Carinho”
Unidos do Viradouro — “Griôs”
Acadêmicos do Grande Rio — “Sankofa Tabon – Os Retornados da Costa do Ouro e a Estrela Negra da Liberdade”
Estação Primeira de Mangueira — “Oyá Por Nós”

Os temas apresentam propostas bastante diferentes para a Sapucaí. A União de Maricá fará sua estreia no Grupo Especial com uma homenagem a Darcy Ribeiro, enquanto a Beija-Flor contará a trajetória de Zeneida Lima e sua relação com a cultura marajoara. O Tuiuti terá Tia Ciata como personagem central, e a Vila Isabel levará para a avenida uma narrativa inspirada no romance Torto Arado, de Itamar Vieira Junior.

Na segunda-feira de carnaval, a Mocidade apresentará uma reflexão sobre a América Latina, a Unidos da Tijuca apostará na literatura de Socorro Acioli, o Salgueiro revisitará a história de Xica da Silva e a Imperatriz contará a história de Dona Júlia, boneca sagrada do maracatu que desapareceu durante décadas.

Na terça-feira, a Portela homenageará Monarco, a Viradouro contará a história dos griôs, a Grande Rio abordará os africanos escravizados que retornaram ao continente africano após conquistarem a liberdade, enquanto a Mangueira levará Oyá, também conhecida como Iansã, para o centro de sua narrativa.

Mocidade transforma seleção de passistas em grande evento na Zona Oeste

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Foto: Divulgação/Mocidade

A ala de passistas da Mocidade Independente de Padre Miguel vive uma fase de protagonismo e ganhou mais um capítulo rumo ao Carnaval 2027. A escola realizou uma grande audição para a formação de seu novo elenco, com mais de 130 candidatas inscritas e oito jurados responsáveis pela avaliação.

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O processo seletivo enaltece o tamanho que as audições vêm ganhando dentro da Verde e Branco. Depois de reunir centenas de candidatos na seleção da comissão de frente, a Mocidade transformou também a escolha das passistas em um verdadeiro evento, com show, bar e uma programação pensada para receber candidatas, integrantes da comunidade e público da região.

A movimentação faz parte de um projeto de profissionalização dos segmentos da escola e acompanha o momento de valorização da ala de passistas. Mais do que uma audição, a seleção se tornou uma atração para a região de Padre Miguel, aproximando a comunidade da rotina de preparação para o carnaval. A escola também preparou lembranças especiais para as candidatas, como forma de agradecer a participação e marcar a experiência de quem sonha em defender o verde e branco na Avenida.

A grande procura pela seleção demonstra a força do segmento e o interesse de novas passistas em integrar a Mocidade. A partir dos critérios avaliados pelo corpo de jurados, a escola busca formar um elenco que reúna samba no pé, técnica, personalidade, presença cênica e identificação com a identidade da agremiação.

“A ideia foi realizar uma seleção criteriosa, mas também acolhedora. Receber tantos candidatos mostra a força do nosso carnaval e o desejo dessas mulheres de fazer parte da Mocidade. Queremos formar um elenco que tenha técnica, personalidade, samba no pé e, principalmente, identificação com a escola”, conta George Louzada, diretor artístico da Mocidade.

A iniciativa integra uma série de ações que vêm movimentando a preparação da Mocidade para 2027 e reforça uma característica que a escola pretende levar para o próximo Carnaval: “Tudo ganha dimensão de espetáculo — dos grandes ensaios às audições que começam a revelar quem estará na Avenida”, finaliza Louzada.

Unidos de Vila Isabel participa da Fligê, em Mucugê, para apresentar enredo do Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Vila Isabel

A Unidos de Vila Isabel vai levar o Carnaval para dentro da programação da Fligê – Festa Literária de Mucugê, que acontece entre os dias 13 e 16 de agosto, na Chapada Diamantina, na Bahia. A escola participa do evento como parte do processo de pesquisa e imersão cultural para o Carnaval 2027, quando apresentará na Marquês de Sapucaí o enredo “Torto Arado – Sobre a Terra Há de Viver Sempre o Mais Forte”, inspirado no livro de Itamar Vieira Junior.

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A azul e branca estará na mesa “Literatura e Carnaval”, ao lado do escritor Itamar Vieira Junior. O encontro será mais uma oportunidade de aprofundar a relação da escola com a obra e trocar experiências sobre o processo de transformação da história de Torto Arado em um desfile.

Para o carnavalesco Gabriel Haddad, estar na Chapada Diamantina e participar de um evento que reúne literatura, cultura e moradores da região é fundamental para o desenvolvimento do enredo.

“A importância de participar do Festival Literário de Mucugê é muito grande porque a gente consegue continuar estudando e entendendo o enredo. Na verdade, esse processo só para quando a gente entrega o livro abre alas. Estar aqui também nos permite conversar com o Itamar Vieira Junior, entender melhor alguns detalhes da obra e como vamos apresentar tudo isso nas fantasias e alegorias. E existe uma outra troca que é muito importante: fazer com que as pessoas daqui da Chapada entendam como vamos levar essa história para a Avenida, desde a divisão dos setores até a construção das alegorias e fantasias. Esses cenários precisam estar integrados à narrativa do enredo. Por isso, essa conversa entre a equipe de Carnaval, o Itamar e a população da Chapada Diamantina é tão importante”, afirma Gabriel Haddad.

Em 2027, a Unidos de Vila Isabel será a quarta escola a desfilar no Domingo de Carnaval, dia 7 de fevereiro. A azul e branca levará para a Avenida o enredo “Torto Arado – Sobre a Terra Há de Viver Sempre o Mais Forte”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, em parceria com o pesquisador Vinicius Natal.

Feijoada da Unidos de Padre Miguel terá Marquinhos Sensação e Imperatriz Leopoldinense neste domingo

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Foto: S1 Fotografia

No domingo, 16 de agosto, a quadra da Unidos de Padre Miguel será palco de mais uma edição da tradicional Feijoada da UPM. A partir das 13h, o evento promete reunir sambistas, componentes e admiradores do Carnaval em uma tarde de muito samba, gastronomia e confraternização na Vila Vintém.

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A programação reúne atrações para todos os gostos. O cantor Marquinhos Sensação sobe ao palco levando grandes sucessos do pagode, enquanto o grupo Cafofo de Iaiá promete colocar o público para cantar e sambar. A festa contará ainda com a apresentação da UPM Show, e a escola convidada é a Imperatriz Leopoldinense, com seu elenco show.

Para quem quiser aproveitar a tradicional feijoada, o prato será vendido por R$ 20,00. Já a entrada é gratuita, sem necessidade de compra de ingresso. As mesas e os camarotes estão esgotados, com todos os lugares vendidos antecipadamente.

A festa acontece na quadra da Unidos de Padre Miguel, na Rua Mesquita, 8, em Padre Miguel. Realizada mensalmente, a Feijoada da Unidos de Padre Miguel já faz parte do calendário da escola e se consolidou como um dos principais encontros de sambistas na Zona Oeste.

Membros da Fundação Darcy Ribeiro conhecem detalhes da União de Maricá para o Carnaval 2027

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Foto: Emerson Pereira/União de Maricá

A União de Maricá recebeu em seu barracão, na Cidade do Samba, representantes da Fundação Darcy Ribeiro e Renato Penellupi, presidente do Conselho de Cidadãos Brasileiros em Pequim, que esteve à frente do lançamento do livro “O Povo Brasileiro”, na China. A visita foi marcada por uma manhã de muita troca, reencontros e emoção, com a apresentação do projeto que a escola está preparando para o Carnaval 2027. Durante o encontro, os convidados conheceram de perto detalhes da construção do desfile e acompanharam parte do trabalho que está sendo desenvolvido para levar a trajetória e o pensamento do escritor para a Marquês de Sapucaí.

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A presença de Renato Penellupi também trouxe ao encontro uma perspectiva internacional sobre o alcance da obra de Darcy Ribeiro. À frente do lançamento de “O Povo Brasileiro” em Pequim, ele compartilhou experiências relacionadas à divulgação do pensamento do antropólogo fora do país e reforçou a importância de iniciativas que mantêm seu legado vivo.

Durante a visita, eles acompanharam a construção dos elementos que irão compor o desfile e conheceram mais detalhes do enredo “Utopia Brasil: Darcy Ribeiro” junto ao carnavalesco Edson Pereira e o enredista Mauro Cordeiro. O encontro também permitiu uma nova aproximação entre a Fundar e a equipe da escola, fortalecendo uma parceria que vem sendo construída ao longo da preparação para o Carnaval.

“Na minha opinião, Darcy ficaria enlouquecido com tudo isso. Ele ficaria completamente impactado com a comunicação, com a forma de transmitir as coisas e com a maneira como esse projeto está conseguindo levar o pensamento dele para as pessoas. Acho que ele ficaria completamente encantado em ver tudo isso acontecendo”, afirmou Lúcia Velloso, diretora administrativa e financeira da Fundação Darcy Ribeiro.

A visita faz parte da série de encontros que a União de Maricá vem promovendo para o Carnaval 2027. Ao longo desse processo, a escola já esteve na própria Fundação Darcy Ribeiro, na Aldeia Mata Verde Bonita e recebeu diferentes pessoas ligadas à trajetória, à obra e ao legado do antropólogo. Cada encontro tem contribuído para ampliar as referências e os olhares que irão compor o desfile.

A União de Maricá abrirá os desfiles do Grupo Especial no domingo, 7 de fevereiro de 2027. Com o enredo “Utopia Brasil: Darcy Ribeiro”, a escola levará para a Marquês de Sapucaí uma homenagem a um dos maiores intelectuais brasileiros, celebrando sua trajetória, seu pensamento e sua defesa da educação, da cultura e dos povos originários. O desfile também apresentará o sonho de Darcy por um Brasil mais justo, democrático e consciente de sua própria identidade.

Unidos do Jacarezinho anuncia Cadu como carnavalesco para o Carnaval 2027

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Foto: Benilton Paulo/Divulgação Jacarezinho

O retorno carrega um significado especial para a comunidade. Foi sob a assinatura de Cadu que o Unidos do Jacarezinho viveu um dos momentos mais importantes de sua história recente: o título da Série Prata em 2025, com o enredo “Eureka! E fez-se a luz!”, conquista que garantiu à escola o acesso à Série Ouro e o retorno à Marquês de Sapucaí.

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Agora, Cadu reencontra o Jacarezinho para iniciar um novo capítulo dessa parceria vitoriosa. Com experiência em diferentes divisões do carnaval carioca, o artista acumula passagens por escolas como Vila Isabel, Unidos de Padre Miguel, União da Ilha e Em Cima da Hora. Mais recentemente, esteve à frente do projeto artístico da São Clemente, alcançando o vice-campeonato com a escola e conquistando seu segundo acesso consecutivo à Sapucaí. Pelo trabalho desenvolvido, Cadu foi premiado como melhor carnavalesco da Série Prata de 2026 pelo Prêmio Plumas & Paetês.

A volta ao Jacarezinho acontece justamente em um momento de reconstrução e renovação da escola para 2027. Mais do que a contratação de um profissional, o reencontro recupera uma parceria que já mostrou resultado dentro da Avenida e que permanece ligada a uma conquista histórica para a comunidade.

Com Cadu novamente comandando a concepção artística do desfile, a Unidos do Jacarezinho começa a desenhar o Carnaval de 2027 apostando em experiência, identidade e, principalmente, em uma parceria que já sabe o caminho da vitória.

O enredo que será desenvolvido por Cadu para o Carnaval de 2027 será anunciado em breve pela agremiação e promete muitas surpresas.

Conheça os novos coreógrafos da comissão de frente da São Clemente para o Carnaval 2027

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Foto: Maurício/FeroxDrip

A São Clemente terá a dupla Aline Kelly e Paulo Borges no comando da comissão de frente para o Carnaval 2027. Ela é bailarina profissional, coreógrafa, preparadora física, diretora artística e pesquisadora da cultura popular brasileira. No último Carnaval, esteve à frente do quesito na Porto da Pedra e já atuou na equipe coreográfica da Unidos do Viradouro.

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Já Paulo, atualmente, integra produções audiovisuais da Rede Globo, no elenco de apoio/dublê na novela “A Nobreza do Amor”. No Carnaval, desenvolveu uma trajetória consistente como criador e compositor. É um dos autores do samba-enredo “Igi Osè Baobá”, da Portela (2022), e autor dos sambas-enredo da Porto da Pedra nos carnavais de 2017, 2018 e 2019.

No ano que vem, a preto e amarelo será a primeira a desfilar na sexta-feira de Carnaval, no dia 5 de fevereiro de 2027, com enredo “Crialogia – gambiarra à brasileira”, da carnavalesca Annik Salmon.