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Viradouro anuncia enredo para o Carnaval 2027 e mira o bicampeonato no Grupo Especial

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Foto: Reprodução de internet

Atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Unidos do Viradouro já iniciou a caminhada rumo ao Carnaval 2027 e vai em busca do bicampeonato com um enredo de forte ligação com a ancestralidade africana e a tradição oral. A vermelho e branco de Niterói anunciou, por meio de publicação nas redes sociais, o tema que será desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon e pelo enredista João Gustavo Melo. O título do enredo é “Griô”. A escola levará para a Marquês de Sapucaí uma reflexão sobre os griôs, figuras fundamentais na preservação das memórias, histórias e saberes de diversas populações da África Ocidental. Na publicação oficial, a agremiação destacou o papel das escolas de samba como herdeiras dessa tradição ancestral da oralidade.

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“A cada ano, as escolas de samba bordam, por meio dos seus enredos, um grandioso tecido com os fios do passado. Tecnologia cultural essencialmente preta, que espalha aquilo que o Brasil nem sabia que precisava conhecer”, escreveu a Viradouro.

Segundo o texto divulgado pela campeã carioca, o desfile abordará a importância da transmissão oral dos conhecimentos, ritos, cultos e ensinamentos passados entre gerações, exaltando personagens responsáveis pela preservação das memórias negras diante do apagamento histórico.

A narrativa partirá do mito de Kwaku Ananse, personagem tradicional das histórias africanas, passando pelos antigos clãs Djéli do Império Mali, até chegar às manifestações populares brasileiras e às próprias comunidades das escolas de samba. A proposta da Viradouro é estabelecer uma conexão entre os griôs africanos e os baluartes que mantêm viva a cultura do samba no Brasil.

A escola também ressaltou a identificação das agremiações carnavalescas como verdadeiras linhagens culturais, guardiãs de saberes transmitidos “de boca a ouvido” ao longo do tempo.

“Cada voz que se levanta para cantar um samba amplifica a voz de um Griô. Salve os guardiões da memória ancestral!”, concluiu a publicação.

Com mais um enredo de matriz afro-brasileira e forte densidade cultural, a Viradouro aposta novamente em uma temática ligada à valorização da memória e da identidade negra para tentar conquistar mais um título no Grupo Especial do Rio.

Coleção Cardeais do Samba Paulista traz uma aula de tradição com as histórias dos fundadores

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Fotos: Diego Florêncio/CARNAVALESCO

Na noite da última segunda-feira, ocorreu o lançamento da coleção Cardeais do Samba, no Espaço Cultural da Liga-SP, na Fábrica do Samba. A publicação reúne cinco volumes, cada um com uma história biográfica de nomes considerados pilares fundamentais do samba paulistano. Além do lançamento das obras, houve também a apresentação da Mocidade Unida da Mooca, que, em 2027, fará uma homenagem com o enredo “Modupé, Cardeais!”.

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Embalada pela voz do intérprete Gui Cruz, aniversariante da noite, e pela bateria “Chapa Quente”, a apresentação foi mais que especial e contou com homenagens ao embalar os sambas-exaltação da Nenê de Vila Matilde, Vai-Vai, Unidos do Peruche, Camisa Verde e Branco, Lavapés Pirata Negro e Barroca Zona Sul, escolas por onde os cardeais passaram e ajudaram a construir o que conhecemos hoje.

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Dos cinco autores, apenas Tadeu Kaçula não esteve presente no evento, por compromissos externos, mas enviou um vídeo para ressaltar o projeto, no qual contou a história de Seo Inocêncio Tobias.

“Desejo que este livro, que tive o privilégio de escrever sobre a história de Seo Inocêncio Tobias, sirva também como um importante inventário para as futuras gerações e para todas as pessoas que entendam e vejam esse homem como um farol, uma mente brilhante que ajudou a construir o samba do carnaval de São Paulo”.

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E, falando de Seo Inocêncio Tobias, não tem como não lembrar de seu melhor amigo, Seo Pé Rachado, que foi presidente do Vai-Vai por 25 anos e responsável por transformar o cordão Vai-Vai, que existiu até os anos 1940, na estrutura de uma escola de samba. Claudia Alexandre foi a escritora responsável por contar a história de Seo Pé Rachado, que teve sua trajetória escrita pela primeira vez, e ressaltou que ainda há muito a ser contado.

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“Algo que senti de diferente ao pesquisar sobre Seo Pé Rachado é que ninguém havia escrito sobre ele. Então, considero o livro dele um ensaio, que me instiga a pesquisar e me aprofundar mais sobre sua história. Como a coleção é formada por livretos, tivemos o desafio de escrever o momento em que os cardeais se inserem no carnaval. Ainda há muita coisa a ser escrita sobre Seo Pé Rachado, e quero muito aprofundar essa pesquisa e sua história”.

Agora, seguindo do Bixiga para a Vila Matilde, Seo Nenê também teve sua história contada em um dos cinco livros da coleção, escrito por Tiaraju Pablo D’Andrea, que destacou a chegada da escola ao bairro.

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“Uma coisa que me chamou a atenção durante as pesquisas é como a Nenê de Vila Matilde se transforma em uma escola que vai abrigar a população negra da Zona Leste. Isso é interessante porque a Vila Matilde não era, necessariamente, um bairro negro. Mas, quando a Nenê foi fundada, há relatos, inclusive de Seo Nenê, de que as pessoas gostariam de expulsá-los, de que não os queriam ali, e tiveram de se acostumar com a presença da escola.”

Outra agremiação marcada por histórias de superação é a Unidos do Peruche, de Seo Carlão, que foi enredo da Filial do Samba em 2025 e faleceu dias antes do desfile oficial em sua homenagem. Bruno Baronetti foi o escritor da biografia de Seo Carlão e contou que conviveu com o cardeal e teve a oportunidade de ouvir suas histórias.

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“Durante meu mestrado, em 2015, Seo Carlão foi um dos meus entrevistados e, desde 2017/2018, frequento a casa dele, onde passei a fazer uma série de entrevistas. Lancei uma biografia em 2019 e tive a oportunidade de escutar as histórias que ele viveu, como a luta por uma escola no Parque Peruche e a resistência durante a Ditadura Militar, quando a escola foi invadida. Então, me considero muito sortudo por ter convivido com ele e entrevistá-lo”.

E, encerrando a coletânea dos cinco livros, não poderia faltar ela, considerada a fundadora do samba paulista: Madrinha Eunice, fundadora da escola mais antiga de São Paulo, a Lavapés Pirata Negro. Lyllian Bragança detalhou um pouco do processo de pesquisa sobre a cardeal.

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“Madrinha Eunice teve uma pesquisa difícil na parte documental, pois ela era de Piracicaba, cidade do interior de São Paulo, e lá registraram seu nome errado. Em vez de Deolinda Madre, colocaram Mader, e foi difícil encontrá-la. Mas Madrinha Eunice tem muitos afilhados, e acredito que isso seja uma sorte. Ela entendeu que o legado dela seriam as crianças e cuidou delas. Então, automaticamente, elas falam dela”.

A coleção de livros é da Editora Dandara, em parceria com a Iniciativa Negra, e a versão digital está disponível para download em PDF no site da Iniciativa Negra.

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FliMocidade transforma quadra da Mocidade em território de leitura, cultura e formação cidadã

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Na próxima sexta-feira, dia 22 de maio, a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, em parceria com o GRES Mocidade Independente de Padre Miguel, realiza a primeira edição da FliMocidade iniciativa que integra o Circuito de Festas Literárias da Rede Municipal de Ensino. A quadra da Mocidade, espaço historicamente ligado ao carnaval, será ocupada como território de educação, memória, arte e convivência comunitária. A proposta é aproximar estudantes da literatura e das diferentes manifestações culturais por meio de atividades que valorizam identidade, pertencimento e formação cidadã.

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“Quando a escola ocupa espaços culturais do território, como uma escola de samba, ela amplia horizontes e fortalece vínculos com a comunidade. A FliMocidade nasce justamente desse encontro entre educação, cultura e pertencimento. Queremos que nossos estudantes reconheçam esses espaços como lugares de aprendizagem, criatividade, memória e construção de identidade”, afirma Hugo Nepomuceno.

A programação foi organizada para atender estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I durante o dia, além de turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no período noturno. Entre as atrações está o Planetário Móvel, com projeções imersivas em uma cúpula inflável que apresentam conteúdos ligados à astronomia e à ciência de forma lúdica e interativa.

O evento também contará com oficinas, apresentações artísticas, brincadeiras tradicionais e experiências educativas, além de apresentação do GRES Mirim Estrelinha da Mocidade, oficina de fantasias da Mocidade e uma roda de samba-enredo celebrando a tradição cultural da escola.

“Aqui na Mocidade, nós valorizamos muito a história da Escola. Fazer esse evento é um marco para reforçar a importância literária no dia a dia dos nossos e de falar do quanto a Estrela Guia mudou a vida dessa região. São 70 anos de vida e um legado gigante. Será com certeza um dia histórico para todos nós”, conclui Fernanda Mazzei, Coordenadora do Departamento Cultural da Mocidade

Confira a programação:
9h – Monique Maciel – Toda Rainha Tem Sua Beleza! Aqui Você Se Torna Uma Realeza!
10h – Priscila Januzzi – Nascer Do Coração
10h30 – Moisés Machado – Movimento Sextou
11h – Abertura com a Estrelinha da Mocidade
14h – Ellen Vieira e Maria Flores – Maria Conta Histórias
14h30 – Rosaline Alves da Silva – O Grito (Resignificando a voz do Pequeno Jornaleiro)
15h – Julio Soares – Pedrinho Adinkra
15h30 – Letícia Campos – Storytelling: What Am I Thankful For?
16h – Negra Gi – Da Minha Cor; Onde É O Lugar De Dandara?
18h30 – Oficina de Fantasias da Mocidade
19h – Oficina de Passistas da Mocidade
19h30 – Roda de Samba Enredo da Mocidade

Serviço
FliMocidade – 1ª Festa Literária da Mocidade
22 de maio de 2026
Das 9h às 21h30
Quadra do GRES Mocidade Independente de Padre Miguel
Rua Cel. Tamarindo, 38 – Padre Miguel – Rio de Janeiro

Tucuruvi convoca compositores para entrega da sinopse rumo a disputa de samba do Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Tucuruvi

Após definir a posição que irá encerrar os desfiles do grupo especial durante o carnaval de 2027, a diretoria da escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi convoca os compositores interessados para na próxima sexta-feira participarem da entrega da sinopse para o concurso que irá escolher o samba-enredo que embalará o desfile “Ogbódirin, Ògbóni”.

A explanação do enredo e a apresentação das regras com os detalhes das eliminatórias acontecerão às 20h30 no auditório da Liga-SP, na Fábrica do Samba, situada a Avenida Doutor Abraão Ribeiro, 505 – Bom Retiro.

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Coordenadora de passistas da União de Maricá, Kellyn Rosa leva o samba maricaense para os Estados Unidos

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Foto: Divulgação/Maricá

O samba de Maricá segue atravessando fronteiras. Diretora artística e coordenadora da ala de passistas da União de Maricá, Kellyn Rosa vem vivendo mais uma experiência internacional de destaque, pelo terceiro ano consecutivo, como diretora convidada da ala de passistas do Ginga Brasil, tradicional bloco carnavalesco de São Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Fundado em 1989 pela dançarina e gestora cultural baiana Conceição Damasceno, o Ginga Brasil é um dos grupos mais antigos e respeitados do Carnaval de São Francisco, considerado o maior carnaval de rua da Costa Oeste norte-americana. Voltado à valorização e difusão da cultura carnavalesca afro-brasileira, o bloco já recebeu nomes importantes como a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o tradicional Ilê Aiyê.

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Durante sua residência artística de um mês na Califórnia, Kellyn é responsável pela preparação e coreografia da ala de passistas, formada por mais de 60 bailarinos, além de ministrar workshops para estudantes de samba em diferentes regiões do estado. Segundo ela, representar a União de Maricá e o samba brasileiro em outro país é motivo de orgulho e responsabilidade.

“Voltar ao Ginga Brasil pelo terceiro ano seguido é muito especial para mim. É uma troca cultural muito forte, onde conseguimos mostrar a potência do nosso samba, da nossa dança e da nossa ancestralidade para pessoas de diferentes partes do mundo. Levar o nome da União de Maricá e da nossa cultura para fora do país é algo muito gratiante”, destacou.

Neste ano, o Ginga Brasil apresenta o enredo “Recôncavo: Umbigo do Mundo”, celebrando a força cultural do Recôncavo Baiano por meio do samba afro e samba de roda, levando às ruas de São Francisco uma bateria com mais de 30 ritmistas. A artista também ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pelo bloco nos Estados Unidos.

“O Ginga Brasil faz um trabalho essencial de preservação e valorização da cultura afro-brasileira. Ver tantos jovens e adultos interessados em aprender samba, respeitando nossas raízes e nossa história, é algo muito bonito de acompanhar”, completou.

O desfile do Ginga Brasil acontece no próximo dia 24 de maio, domingo, pelas ruas de São Francisco, na Califórnia.

Mocidade aposta em ‘três medalhões de peso’ para retornar ao pódio em 2027

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Foto: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

O resultado do Carnaval 2026 gerou um misto de sentimentos entre orgulho e frustração. Visando voltar à disputa, a Mocidade Independente de Padre Miguel passa por uma reorganização, que indica a chegada de novos integrantes, como a porta-bandeira Rafaela Theodoro e o intérprete Evandro Malandro. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o diretor executivo Bryan Clem detalhou o planejamento da escola, que busca superar a decepção do ano anterior e alcançar o topo do pódio.

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“Orgulho pelo que a gente apresentou na avenida. Um pouco de frustração pelo resultado. A gente esperava esse resultado, estarmos no sorteio hoje. Triste de não estarmos no sorteio, mas muito motivado para conseguir voltar para o sorteio no ano que vem. O resumo é esse: um pouco de tristeza, decepção, mas orgulho de ter apresentado esse carnaval”, disse Bryan Clem em relação ao último carnaval.

O diretor afirma que o pós-carnaval foi o momento em que a escola aproveitou para fazer uma análise crítica dos processos internos. A frustração por não retornar ao Sábado das Campeãs serviu como combustível para um novo momento da verde e branco.

“A gente olhou para dentro de casa e mudou muita coisa. Tivemos muitas trocas, visando à melhoria de resultado. Estamos muito felizes com o time que a gente montou e acho que isso vai render ótimos frutos para a gente”, afirmou Bryan.

Para o Carnaval 2027, a estratégia foi contratar nomes de peso do carnaval. A chegada do carnavalesco Jack Vasconcelos, do intérprete Evandro Malandro e da porta-bandeira Rafaela Theodoro expressa o que Bryan define como “medalhões de peso”.

“São três medalhões de peso no carnaval. A escola se reforçou com pessoas de muito talento, de muito peso e de muito nome também, pelo que eles entregam. A confiança no trabalho deles é muito forte para a gente”, explicou o diretor.

Quanto ao enredo, ele já foi decidido, porém há um suspense no ar, e Bryan não deu muitas informações, apenas afirmou que será “a cara da Mocidade”. Além disso, quando questionado sobre a data de divulgação, o mistério se manteve, mas ele revelou que talvez possa ser divulgado ainda neste mês de maio.

“A gente fez uma escolha. O Jack é um cara muito inteligente, que defende como poucos o enredo. Pode esperar um enredo com a cara do Jack e com a cara da Mocidade”, comentou Bryan Clem.

Samba de luto: morre Noca da Portela, ícone da Majestade do Samba

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Foto: Divulgação

O samba perdeu neste domingo um de seus maiores nomes. Morreu o cantor, compositor e instrumentista Noca da Portela, referência histórica da música popular brasileira e um dos autores mais vitoriosos da história da Portela. A notícia causou grande comoção no mundo do carnaval, especialmente entre sambistas, compositores e integrantes da azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira.

Nascido Osvaldo Alves Pereira, Noca construiu uma trajetória marcada pela elegância poética, pela defesa da tradição do samba e pela forte ligação com a Majestade do Samba. Ele chegou à Portela na década de 1960, levado por Paulinho da Viola, e rapidamente se tornou um dos nomes mais importantes da ala de compositores da escola.

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Ao longo de sua caminhada, integrou o histórico Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo, além de deixar sua assinatura em sambas marcantes como “Portela Querida”, eternizada na voz de Elza Soares, e no samba-enredo “O Homem de Pacoval”, apresentado pela escola no Carnaval de 1976.

Noca da Portela venceu sete disputas de samba-enredo na agremiação, feito que o coloca entre os maiores campeões da história portelense. Entre suas obras vencedoras estão “Recordar é viver” (1985), “Gosto que me enrosco” (1995), “Os olhos da noite” (1998) e “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal” (2015).

Integrante da Velha Guarda Show da Portela, o compositor construiu um legado de centenas de sambas, tornando-se uma das figuras mais respeitadas e admiradas do carnaval carioca. Sua obra atravessou gerações e ajudou a preservar a identidade do samba tradicional.

Confira a nota oficial da Portela

“O G.R.E.S. Portela lamenta, com profundo pesar, o falecimento do cantor, compositor e instrumentista Noca da Portela, um dos grandes nomes da nossa história.

Osvaldo Alves Pereira, o Noca, chegou à Portela levado por Paulinho da Viola, na década de 1960. Integrou o Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo, e deixou sua marca em obras como ‘Portela Querida’, defendida por Elza Soares, e no samba-enredo ‘O Homem de Pacoval’, de 1976.

Noca venceu sete vezes a disputa de samba-enredo na Majestade do Samba, marca que o coloca como um dos maiores vencedores da história da agremiação. Entre seus sambas vitoriosos estão ‘Recordar é viver’, de 1985, ‘Gosto que me enrosco’, de 1995, ‘Os olhos da noite’, de 1998, e ‘ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal’, de 2015.

Integrante da Velha Guarda Show da Portela, Noca construiu uma obra com centenas de sambas e se tornou uma das personalidades mais respeitadas do Carnaval carioca.

Neste momento de dor, a Portela se solidariza com familiares, amigos, parceiros de composição, admiradores e toda a comunidade do samba”.

Torcedores projetam Carnaval 2027 acirrado após definição da ordem dos desfiles em SP

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A definição da ordem dos desfiles do carnaval de São Paulo 2027 movimentou a comunidade do samba na noite do último sábado, durante evento realizado na Fábrica do Samba. Promovida pela Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, a cerimônia reuniu representantes das 32 agremiações para conhecerem a sequência oficial dos desfiles do próximo carnaval. A programação contou com apresentações de cada escola antes da revelação da ordem dos grupos de Acesso II, Acesso I e Especial. Entre ansiedade, comemorações e preocupação com horários e competitividade, torcedores e integrantes de diferentes escolas comentaram ao CARNAVALESCO as posições sorteadas para o desfile de 2027.

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Mocidade Alegre celebra tradição do sábado

A tradicional terceira posição de sábado agradou integrantes da comunidade da Mocidade Alegre. Karoline Lauriem, 29 anos, destacou a identificação da escola com o segundo dia de apresentações.

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Karoline Lauriem, 29 anos, destacou a identificação da Mocidade Alegre

“Fiquei muito satisfeita porque o terceiro sábado já é tradição para a nossa escola. Acredito que vamos entregar na avenida todo o trabalho que fazemos durante o ano. Apesar da preferência pelo sábado, sendo a terceira escola ou em qualquer outra colocação, seria bom da mesma forma. Tenho certeza de que a direção de carnaval sabe o que é melhor para a nossa agremiação, e vamos com tudo”.

Para a engenheira, o nível técnico do carnaval paulistano torna a disputa equilibrada em qualquer noite. “Hoje, o carnaval de São Paulo é muito nivelado, então não existe um dia mais difícil. Todas as escolas são capazes. Como a nossa está no sábado, será o dia em que vamos entregar tudo na avenida em busca do bicampeonato”.

Comunidade do Camisa destaca desafios do horário

Entre os torcedores da Camisa Verde e Branco, o assunto principal foi o horário do desfile. Última escola da sexta-feira, a agremiação novamente deverá entrar na avenida já durante a manhã.

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Jordana Freitas, torcedora do Camisa Verde e Branco

Jordana Freitas, torcedora da escola, comentou as dificuldades que a comunidade enfrenta nesse tipo de posição. “Entre os dois dias, considero o sábado mais difícil. Para nós, da comunidade, desfilar de manhã é difícil. Mas o Camisa tem dado sorte nesses horários e conseguido boas posições. Tenho certeza de que, com o nosso enredo, vamos brilhar muito no Anhembi, mesmo sendo a última escola a desfilar”.

Mesmo com os desafios, a expectativa dela é positiva para o próximo carnaval: “A expectativa é de um desfile muito colorido e alegre. Tenho certeza de que a escola vai entrar na avenida com muita garra”, falou.

Torcedora do Vai-Vai vê sexta-feira como desafio

Acostumada historicamente ao sábado, parte da comunidade do Vai-Vai terá novamente a sexta-feira como palco do desfile da escola, sendo a segunda do dia. Rubia Brito, de 40 anos e analista de importação, afirmou que a comunidade está preparada independentemente do dia:

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Rubia Brito, de 40 anos e analista de importação, torcedora do Vai-Vai

“Nós tínhamos o costume e gostávamos muito do sábado, mas a sexta-feira está aí e não vamos negar isso. A escola vai estar pronta, a comunidade vai se preparar e entregar o melhor, independentemente do dia e do horário. O Vai-Vai vai entrar na avenida preparado para fazer o melhor desfile”.

A integrante também comentou as dificuldades que costumam aparecer no primeiro dia de apresentações: “Por experiência, geralmente consideramos a sexta-feira mais difícil porque, se acontece algum problema de última hora, tudo fica mais complicado de resolver. Mas, no ano passado, conseguimos fazer um grande desfile, a escola estava pronta e tudo correu bem. Em 2027 não será diferente”, projetou Rubia.

Integrante da Tom Maior projeta disputa forte

Na comunidade da Tom Maior, a quarta posição de sábado foi recebida com entusiasmo por grande parte dos presentes. Um deles é Rafael Santos, 29 anos, assistente pessoal. Ele afirmou que o lugar já era desejado por integrantes da escola.

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Rafael Santos, 29 anos, assistente pessoal, torcedor da Tom Maior

“Foi uma colocação que nós já tínhamos pedido e Deus atendeu. Acho que a Tom Maior, vindo como quarta escola no sábado, vai pegar a arquibancada quente, e tenho certeza de que a escola vai entregar um grande desfile”.

Rafael também avaliou o alto nível de competitividade previsto para o segundo dia do Grupo Especial. “Acredito que o sábado será um dia muito difícil e competitivo, principalmente porque estamos entre escolas que ficaram em primeiro e segundo lugar no último carnaval”, analisou.

MUM aposta no trabalho para buscar resultado

Integrante do departamento de alegorias da Mocidade Unida da Mooca, Renan Xavier, 31 anos, comentou a posição da escola na sexta-feira e afirmou confiar no planejamento desenvolvido pela diretoria.

“Com certeza, o Renan e o presidente Falanga entraram em consenso e, dentro do projeto da escola, entenderam que essa era a melhor posição. Eu faço parte do departamento de alegoria, e o nosso papel é trabalhar. Se essa foi a posição definida, vamos para cima para trazer resultado”, mostrou otimismo.

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Renan Xavier, 31 anos, torcedor da Mocidade Unida da Mooca

Sobre a configuração da sexta-feira, o integrante projetou uma disputa equilibrada. “A sexta-feira está bem disputada, com escolas que subiram e outras que estão buscando o título. Acho que será um dia muito difícil, como sempre”.

Renan também comentou o enredo da escola para o próximo carnaval. “Neste ano, estamos falando sobre os nossos cardeais. Acho que a escola vai apresentar um trabalho muito bonito e também homenagear todos os cardeais que resistiram para que hoje pudéssemos estar aqui vivendo o carnaval”.

Rosas de Ouro reedita ‘Mar de Rosas’ e aposta em clássico emocionante para o Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Rosas de Ouro

A Sociedade Rosas de Ouro anunciou, na noite do último sábado, durante a Festa de Definição da Ordem dos Desfiles, o enredo que levará para o Sambódromo do Anhembi no Carnaval 2027. Com o título “Mar de Rosas”, a escola reeditará o emblemático enredo apresentado originalmente em 2005, criado pelo carnavalesco Fábio Borges, e que agora ganhará uma nova leitura pelas mãos dos carnavalescos Yago Duarte e Bruno de Oliveira.

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A proposta mergulha na trajetória da rosa, símbolo maior da agremiação. Inspirado na lenda que conta o nascimento da flor a partir das lágrimas da deusa Afrodite pela perda de seu grande amor, o enredo conduzirá o público por uma viagem poética através dos tempos, exaltando a beleza, o simbolismo e a força da rosa.

A presidente da escola, Angelina Basílio, destacou o sentimento da comunidade na escolha do tema: “A reedição de ‘Mar de Rosas’ é um desejo antigo da nossa comunidade. Entendemos que este é o momento certo para reviver essa história tão marcante e seguir juntos na busca pelo nosso lugar.”

O samba-enredo, considerado um dos mais emblemáticos da história recente da escola, é assinado por Emerson de Paula, Dema de Deus e Osmar Costa, atual vice-presidente da agremiação. Para Osmar, a volta da obra à avenida promete emocionar: “Nosso samba ficou marcado na história do carnaval paulistano, segue vivo na memória e no coração dos sambistas. Tenho certeza de que será uma grande catarse no Anhembi.”

A Rosas de Ouro será a terceira escola a desfilar pelo Grupo de Acesso no dia 7 de fevereiro de 2027.

Vai-Vai escolhe segunda posição da sexta e Tucuruvi fecha o sábado no Carnaval 2027; confira a ordem completa dos desfiles

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Foto: CARNAVALESCO

A noite do último sábado foi de celebração, emoção e casa cheia na definição da ordem dos desfiles do Carnaval 2027 de São Paulo. Realizado na Fábrica do Samba, o evento promovido pela Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo reuniu milhares de sambistas, dirigentes e torcedores em uma grande festa marcada pela organização, apresentações especiais e muita expectativa para o próximo carnaval. A Liga-SP também informou que a venda de ingressos de arquibancada para o Carnaval 2027 já está disponível através do Clube do Ingresso.

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Com entrada mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, o público lotou o espaço e acompanhou uma programação cuidadosamente preparada para valorizar as agremiações paulistanas. O grupo SP Ritmo comandou a parte musical da noite com muita qualidade, embalando apresentações de sambas históricos e também dos sambas-enredo do Carnaval 2026, escolhidos pelas próprias escolas.

O palco ainda recebeu apresentações dos casais de mestre-sala e porta-bandeira, rainhas de bateria, musas, passistas e integrantes das velhas-guardas, transformando o sorteio em um verdadeiro espetáculo de exaltação à cultura do samba paulistano.

As torcidas tiveram presença marcante durante toda a noite, protagonizando um dos pontos altos do evento. O destaque ficou para a comunidade da Mocidade Unida da Mooca, que fez muito barulho e demonstrou força mesmo antes do desfile oficial de 2027.

Outro momento de forte emoção aconteceu durante a entrada da tradicional Rosas de Ouro. Apesar do rebaixamento para o Grupo de Acesso 1 no último carnaval, a escola foi ovacionada pelo público presente. Aproveitando a grande repercussão, a agremiação revelou que reeditará no Carnaval 2027 o samba-enredo “Um Mar de Rosas”, apresentado originalmente em 2005.

Atual campeã do Grupo Especial paulistano, a Mocidade Alegre também recebeu muitos aplausos do público e mostrou a força de sua comunidade na noite da definição da ordem dos desfiles.

Entre as surpresas da definição da ordem dos desfiles, chamou atenção o Vai-Vai, maior campeã da história do carnaval paulistano, que vai desfilar na segunda posição da sexta-feira do Grupo Especial.

Ordem dos desfiles do Carnaval 2027

Grupo Especial

Sexta-feira (5 de fevereiro)
23h15: Pérola Negra
0h20: Vai-Vai
1h25: Barroca Zona Sul
2h30: Dragões da Real
3h35: Acadêmicos do Tatuapé
4h40: Mocidade Unida da Mooca
5h45: Camisa Verde e Branco

Sábado (6 de fevereiro)
22h30: Império de Casa Verde
23h35: Gaviões da Fiel
0h40: Mocidade Alegre
1h45: Tom Maior
2h50: Estrela do Terceiro Milênio
3h55: Colorado do Brás
5h: Acadêmicos do Tucuruvi

Acesso 1 – Domingo (7 de fevereiro)

21h: X-9 Paulistana
22h: Dom Bosco de Itaquera
23h: Rosas de Ouro
0h: Águia de Ouro
1h: Unidos de Vila Maria
2h: Mancha Verde
3h: Morro da Casa Verde
4h: Independente Tricolor

Acesso 2 – Sábado (30 de janeiro)

20h: Unidos de Santa Bárbara
20h50: Brinco da Marquesa
21h40: Unidos do Peruche
22h30: Imperatriz da Paulicéia
23h20: Imperador do Ipiranga
0h10: Nenê de Vila Matilde
1h: Unidos de São Lucas
1h50: Torcida Jovem
2h40: Primeira da Cidade Líder
3h30: Camisa 12