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‘Cereja do bolo’: Igor Sorriso exalta encontro da Mocidade com João Carlos Martins na Virada Cultural

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Fotos: Divulgação/Virada Cultural

No final de semana, aconteceu a Virada Cultural na cidade de São Paulo e, pela primeira vez, o evento recebeu escolas de samba em três dos palcos que fazem parte da festa. Muitos sambistas cobravam a presença das agremiações no “festival dos festivais”, já que a data é marcante para São Paulo e as entidades contribuem significativamente para a cultura da capital paulista. A indagação era a seguinte: tantos artistas participam do evento, mas por que as escolas de samba são deixadas de lado? Desta vez, a Secretaria Municipal de Cultura e a Liga-SP tiveram a iniciativa de firmar esse acordo. A Mocidade Alegre, grande campeã do Carnaval 2026, se apresentou no principal palco, o Anhangabaú, localizado no Centro. A Tucuruvi, vencedora do Grupo de Acesso I, marcou presença na Parada Inglesa, na Zona Norte, enquanto o Morro da Casa Verde também se apresentou na região, no palco Freguesia/Brasilândia. O CARNAVALESCO esteve presente nos palcos do Anhangabaú e da Parada Inglesa, acompanhando os repertórios apresentados pela Mocidade Alegre e Acadêmicos do Tucuruvi.

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Honra em participar e espetáculo de qualidade

No centro da cidade, o intérprete Igor Sorriso falou sobre a importância de estar presente na festa paulistana. “É um momento muito importante, valorizando a cultura e a arte aqui na cidade de São Paulo. Poder fazer parte desse momento junto com outras escolas de samba, com a nossa Mocidade Alegre e com a orquestra do João Carlos Martins é muito prazeroso. Estamos muito felizes por participar desse evento. Vai ser uma tarde e uma noite muito lindas”, disse.

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O cantor comentou que a presença das escolas é importante para proporcionar espetáculos de qualidade às pessoas presentes na festa. “Cada vez mais estamos abrindo espaço para o samba, para o carnaval e para a música popular, promovendo essa integração entre ritmos e estilos, valorizando a arte e a cultura para que os jovens e todo o público tenham acesso a bons eventos. A cereja do bolo foi essa junção da orquestra do João Carlos Martins com a bateria Ritmo Puro”, completou.

Responsabilidade, mas objetivo cumprido

A presidente da Mocidade Alegre, Solange Cruz, celebrou a participação da escola na Virada Cultural. “Foi incrível estar em um dos palcos centrais, um dos mais importantes e maiores do evento, além da responsabilidade de tocar com a orquestra e ser regida por esse ícone incrível que é o maestro João Carlos Martins. Ficamos felizes e lisonjeados. Tivemos muito cuidado com a nossa apresentação e acredito que conseguimos atingir o objetivo, pois recebemos várias mensagens positivas. É muito importante ressaltar esse engajamento e elevar cada vez mais o nome do samba dentro da nossa cultura. Acho que conseguimos isso junto com o secretário Totó Parente”, declarou.

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Carnaval invade a Virada Cultural e Tucuruvi celebra estreia histórica das escolas de samba

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Foto: Renato Cipriano/Divulgação

Por Nabor Salvagnini e Will Ferreira

A estreia oficial das escolas de samba na programação da Virada Cultural 2026 marcou um momento histórico para a cultura popular paulistana. Na tarde do último sábado, o Tucuruvi foi uma das atrações do Palco Parada Inglesa, na Zona Norte da capital, levando o clima do carnaval para um dos maiores eventos culturais do país. Rodrigo Delduque, presidente do Zaca, diz que, de fato, essa iniciativa deveria ter sido feita antes, e que é o seu desejo é ver um palco único com todas as escolas.

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“Acho que isso é uma iniciativa que já poderia ter acontecido há muito tempo. As escolas de samba, hoje, propriamente ditas, dentro da cultura carnavalesca, têm muito a oferecer para o povo. Então, nada mais justo do que elas estarem presentes nessa data cultural, abertas e recebendo o seu povo dentro da quadra. Meu sonho é ver um palco único de carnaval contextualizado. Meu sonho é ver artistas que o carnaval formou também se apresentando, independentemente da atividade. É isso: fortalecer cada vez mais o povo do carnaval e mostrar o que o carnaval faz de bom na vida de todo mundo, com muita cultura”, afirmou.

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Foto: Renato Cipriano/Divulgação

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Fotos: Nabor Salvagnini/CARNAVALESCO

Galeria de fotos: premiação do Estrela do Carnaval Palácio dos Cristais 2026

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‘Laroyê Xica da Silva: a história por trás da história’; Salgueiro anuncia enredo para o carnaval de 2027

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O Acadêmicos do Salgueiro anunciou, na madrugada desta segunda-feira, o enredo que levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval 2027. Com o título “Laroyê Xica da Silva: a história por trás da história”, a vermelho e branco da Tijuca promete revisitar uma das personagens mais emblemáticas da cultura brasileira a partir de novas descobertas históricas e reflexões sobre os mitos construídos em torno de sua imagem.

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A proposta do desfile nasce da pesquisa de mestrado do enredista Leonardo Antan e ganha força após a divulgação pública, em 2025, do testamento de Francisca da Silva Oliveira pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O documento trouxe novas informações sobre a mulher real por trás da personagem eternizada em novelas, filmes e até mesmo do desfile de 1963 do Salgueiro, ampliando o debate sobre os estereótipos que marcaram sua representação ao longo das décadas.

Segundo o Salgueiro, o desfile irá explorar justamente as fronteiras entre a figura histórica e o imaginário popular criado em torno de Xica da Silva, personagem que se tornou símbolo de transgressão, liberdade e resistência feminina. Na proposta da escola, Xica será apresentada a partir do arquétipo das pombas-giras, entidade das encruzilhadas, ligada à força feminina, à irreverência e à quebra de padrões sociais. O desfile propõe um paralelo entre a trajetória da personagem e essa potência simbólica que atravessa o imaginário afro-brasileiro.

“O Salgueiro terá a oportunidade de revisitar a história de uma de suas personagens mais importantes e ressignificá-la. Com a descoberta do testamento de Francisca da Silva, vamos conhecer a mulher por trás do mito construído. É o Salgueiro se reencontrando com suas grandes narrativas, colocando em destaque a negritude, ancestralidade e resistência cultural”, afirma o carnavalesco Jorge Silveira.

Para o enredista Leonardo Antan, a história da Xica revela também o poder de uma escola de samba na cultura brasileira. “Foi o Salgueiro que transformou essa personagem em referência mundial ao apresentá-la no histórico desfile de 1963”.

Com o anúncio, a Academia do Samba reafirma sua histórica trajetória de valorização das narrativas negras. Neste carnaval, a escola volta seu olhar para a força da mulher negra brasileira, exaltando sua potência, ancestralidade e capacidade de romper estruturas sociais através da arte, da cultura e da resistência.

Mileide Mihaile não segue como rainha de bateria da Unidos da Tijuca no Carnaval 2027

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

A Unidos da Tijuca não terá Mileide Mihaile à frente da bateria Pura Cadência no próximo carnaval. A maranhense, influenciadora e empresária Mileide Mihaile desfilou como rainha de bateria da agremiação no Carnaval 2026.

Ao longo de sua trajetória na amarelo ouro e azul pavão do Morro do Borel, Mileide representou a escola com simpatia e respeito à comunidade tijucana, participando de momentos importantes da temporada e fazendo parte da história.

A Unidos da Tijuca agradece por toda parceria, carinho e entrega, desejando muito sucesso e deixando as portas abertas para o amanhã.

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Vila Isabel recebe prefeita de Lençóis e fortalece conexão com a Chapada Diamantina

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Foto: Divulgação/Vila Isabel

A Unidos de Vila Isabel recebeu a visita da prefeita de Lençóis, Vanessa Senna, no barracão da escola. O encontro reuniu a diretoria e a presidência da agremiação e marcou mais um passo importante na consolidação da parceria entre a escola e a cidade baiana para o Carnaval de 2027. A visita aconteceu um dia após a leitura da sinopse do enredo, realizada na quadra da escola, na última quarta-feira, e reforçou os laços entre a Vila Isabel e a região da Chapada Diamantina, cenário que inspira a narrativa do próximo desfile.

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A escola levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Torto Arado: Sobre a Terra há de viver sempre o mais forte”, inspirado no romance de Itamar Vieira Junior. Será desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinícius Natal.

Para o presidente da escola, Luiz Guimarães, a aproximação com as instituições ligadas ao enredo fortalece o projeto desenvolvido pela agremiação.

“Esse estreitamento é fundamental para que a gente tenha ainda mais base e consiga consolidar essa parceria não só com o autor do livro e com a editora, mas também com o Governo do Estado da Bahia e com a Prefeitura de Lençóis, já que essa história se passa lá.

Ter esse alinhamento entre todas as partes é muito importante para criar ainda mais sinergia em torno do enredo. Isso impulsiona o nosso trabalho e nos dá as melhores condições para desenvolver um grande desfile de Carnaval. Todos esses elementos são fundamentais para que a gente possa realizar um grande trabalho e buscar um excelente resultado na avenida”, destacou o presidente.

A prefeita Vanessa Senna celebrou a homenagem e destacou a importância da visibilidade para a cultura e a história da Chapada Diamantina.

“Foi uma grande surpresa para a gente, uma surpresa maravilhosa. Sem dúvida, a melhor surpresa de 2026 até agora. A Chapada Diamantina já é conhecida internacionalmente por suas belezas naturais, mas agora teremos a oportunidade de mostrar também a nossa história, a nossa cultura, as nossas raízes e a força do nosso povo.

O povo da Chapada carrega uma trajetória de luta, resistência e muita identidade. Então, para nós, é um enorme prazer ver essa história sendo levada para a avenida pela Vila Isabel”, afirmou.

A Unidos de Vila Isabel será a quarta escola a desfilar no domingo de Carnaval de 2027, no dia 7 de fevereiro.

Mocidade 2027, leia a sinopse do enredo

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LATINAMENTE INDEPENDENTE
Nosso Norte é o Sul em Remanifesto

Desperta, América latina!
Pelas tuas veias abertas, organizamos o movimento.
Pela flecha de Oxóssi nos guiamos, caçadores.
/AI, SE/ te pego… porque nós não seremos mais a caça nem o quintal de ninguém.
Levante, hemisfério rebelde!
Erga nossa bandeira e plante nossa raiz no topo do mundo.
Vire ao contrário o mapa americano, pero sem perder a ternura.
Desnorteie, América invertida!
A partir de agora, o Sul é o Norte.
O poder do Norte Global está sob nova direção. Sulear.
Viva a Revolução Latino-Americana Independente de Padre Miguel!
Após eras sobrevivendo a reis, torres, cavalos e bispos, comamo-los.
Assim como os Caetés fizeram com Dom Sardinha, saciamos nossa fome com os nossos invasores, catequistas, escravizadores e interventores.
Retomamos o que nos foi tirado:
Nossa memória levada para museus, nosso ouro extraído para ornar palácios,
igrejas e coroas, nossa história apagada para nos manipular, nossa soberania
atacada para nos dominar…
Ó, Tecô-munhangaua!
Evocamos Jurupari, o civilizador Tupi, para restaurar a ordem e o mando justo.
Sem mais homenagens e monumentos a quem nos causaram tanta dor.
Retupinizar em honra e gloria a nossos heróis vencidos pelo poder branco.
Para que nossas riquezas não mais alimentem nossa pobreza.
Restabelecer a cosmovisão das civilizações originárias.
Pachamama nos ensina:
Somos frutos da natureza e do universo unidos por Quetzalcóatl.

O que se planta, cresce e floresce no matriarcado de Pindorama.
As maravilhas da Mãe Terra são patrimônio, não apenas recurso ou mera mercadoria.
São parte viva e sagrada da existência.
O tesouro da nação Independente.
Entendemos que a verdadeira evolução está conectada às raízes.
Olhar para trás antes de olhar para frente é preciso.
Nossa visão de futuro caminha com os passos de quem veio antes de nós.
Somente a inteligência amefricana, centrada na experiência dos povos indígenas e africanos, salva.
Com os pés aterrados na floresta, vos dizemos: kosi ewé, kosi amanhã.
REconhecemos a vanguarda dos saberes milenares no quilombo tecnológico forjado por Ogum, HiTech ancestral.
Mostrando nossa identidade, avançamos.
A latinidade é capital.
O jeitinho latino-americano vende pra Iô Iô, vende pra Iá Iá.
Pois nós temos muito mais que bananas. Temos o molho.
Dominamos a gambiarra, o maior contra-ataque criativo desde a pedra lascada.
Nosso estilo de vida não tem preço, tem valor.
Nos sentimos melhor coloridos para enfrentar os tempos de cólera.
Festejamos porque a alegria é a força latina de resistência popular.
Celebramos, apesar da dor… E também por causa dela. Desobedientes.
Nosso sorriso insurgente combate a opressão, não reconhece domínio.
Somos um povo que teima em se manter de pé, vivo. Contente.
À folia, América-Latina independente!
Comemore!
Desfile seu orgulho para que nossas lágrimas sejam somente de felicidade.
Que nosso suor seja resultado de conquistas.
Daqui para frente e para sempre.
Independentemente…

Perdoe, mas não esqueça.
¡Dale!

Jack Vasconcelos
Carnavalesco
Em Rio de Janeiro, Ano 534 da Ocupação.

EXPERIÊNCIAS INICIAIS
BANIWA, Braulina; APURINÃ, Francisco. Bioeconomia indígena: saberes ancestrais e tecnologias sociais. São Paulo: Uma Concertação pela Amazônia;Arapyaú, 2024.
D’OLNE CAMPOS, Marcio. A arte de sulear-se. In: SCHEINER, Teresa Cristina (coord.). Interação museu-comunidade pela educação ambiental: manual de apoio ao curso de extensão universitária. Rio de Janeiro: UNIRIO/TACNET, 1991.
GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. 2. ed. Porto Alegre: L&PM, 2012.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Organização de Flávia Rios e Márcia Lima. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
KRENAK, Ailton. Futuro ancestral. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
LÓPEZ, Emiliano (Org.). As veias do Sul continuam abertas: Debates sobre o imperialismo do nosso tempo. São Paulo: Expressão Popular, 2020.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2000.
BAIANASYSTEM. Sulamericano. Participação de Manu Chao. In: Faixa 2,
BAIANASYSTEM. O Futuro Não Demora. [S. l.]: Máquina de Louco, 2019. Disponível em: Deezer, 2019.
CALLE 13. Latinoamérica. Intérprete: Calle 13. In: CALLE 13. Entren los que quieran. Sony Music, 2010. Faixa 5. Álbum digital. Disponível em: Deezer, 2009.
GIECO, León. Eu só peço a Deus. Intérpretes: Beth Carvalho e Mercedes Sosa. In: Beth Carvalho: ao vivo no Olympia. Sony Music, 1991. Faixa 11.
Disponível em: Deezer, 1986.
MIRIM, Katú. Indígena Futurista. Intérprete: a autora. [S.l.]: Independente, 2021. 1 álbum digital.1 faixa, 04 min. Disponível em: Deezer, 2021
LOS CORONEZOS. Manifesto Decolonial. Disponível em: Deezer, 2019.
MACHADO, Paulo. Intérprete: Ney Matogrosso. América do Sul. In:
MATOGROSSO, Ney. Água do Céu – Pássaro. Rio de Janeiro: Warner Music Brasil, 1975. Disponível em: Deezer, 2005.
RESIDENTE. This Is Not America. Intérprete: Residente. Participação: Ibeyi.
2022. Faixa 1. In: This Is Not America. Disponível em: Deezer, 2022.
SOSA, Mercedes. Cuando tenga la tierra. In: Hasta la victoria. Universal
Music, 1972. Disponível em: Deezer, 2010.

Dragões da Real ‘rouba a cena’ e anuncia Emerson Dias para 2027; intérprete assume foco total na Vila Anastácio

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Foto: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

A Dragões da Real apresentou sua nova voz. Para o Carnaval 2027, o renomado intérprete Emerson Dias irá defender a agremiação da Vila Anastácio, substituindo o cantor Renê Sobral, que permaneceu nove anos na escola. Em 2026, o músico esteve à frente dos microfones da Mocidade Unida da Mooca, em São Paulo, e da Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro. Inclusive, Emerson estava confirmado na agremiação carioca para 2027, mas abriu mão após receber a proposta da Dragões da Real.

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O evento foi cercado de expectativa, já que a escola não havia revelado detalhes nas redes sociais. A festa foi realizada exclusivamente para apresentar o cantor. Emerson Dias surgiu na Caverna do Dragão interpretando Reinaldo, artista que será homenageado no enredo da escola para 2027. O intérprete também cantou o hino alusivo, o samba do Carnaval 2026 e duas obras marcantes de sua trajetória no carnaval carioca: “Hutukara”, do Acadêmicos do Salgueiro, e “A Grande Rio é do Baralho”, da Acadêmicos do Grande Rio. Emerson Dias conversou com o CARNAVALESCO e falou sobre a emoção de ser o novo intérprete oficial da escola da Vila Anastácio.

Proposta irrecusável

Emerson não escondeu a felicidade por receber a proposta da Dragões da Real. De acordo com o cantor, o slogan “Lugar de gente feliz” define sua personalidade.

“Foi inesperado, mas aqui é time grande. Ser lembrado por uma escola de potência como a Dragões da Real é motivo de muito orgulho. Não teve como negar. Assim que o convite chegou, aceitei com muita alegria e felicidade. Esse slogan da escola tem muito a ver com a minha personalidade. Aqui é um ‘lugar de gente feliz’, e eu sou feliz. Tento passar isso no meu trabalho e na forma de interagir com o povo. Meu professor é o Quinho do Salgueiro. Eu vim do povo, sou do povo e canto para eles”, disse.

Recepção calorosa

Logo após a apresentação, Emerson Dias desceu do palco para tirar fotos com a comunidade presente na Caverna do Dragão. O cantor comentou o carinho recebido.

“Essa recepção é fruto de tudo isso que eu falei: dos meus carnavais, das minhas performances, da forma como interajo e da minha popularidade. O povo gosta disso. Para mim, o samba é isso, independentemente da região geográfica. É troca, energia e alegria. Tenho certeza de que vou encontrar isso aqui na Dragões da Real. A gente vai botar para quebrar”, celebrou.

Adaptação ao carnaval de São Paulo

O intérprete também falou sobre sua trajetória no carnaval paulistano, especialmente na Mocidade Unida da Mooca, e desejou sorte à comunidade da Zona Leste. Ele afirmou estar totalmente adaptado à folia paulistana.

“A minha primeira vez no carnaval de São Paulo foi em 2004. Meu amigo Moisés Santiago me levou para a Imperador do Ipiranga. Anos depois, vim trabalhar na Mocidade Unida da Mooca. Foram resultados incríveis construídos pela escola. Espero que eles sejam muito felizes nessa nova caminhada também. Hoje, o carnaval é muito profissional. Quando um vai, outro vem. Quando um vem, outro vai. É assim que funciona. Mas o carnaval de São Paulo é gigante, e estou totalmente adaptado”, declarou.

Prioridade para a Dragões da Real

Emerson Dias revelou que, apesar de cantar em outras praças, sua prioridade em 2027 será a Dragões da Real.

“Uma semana antes, eu canto no carnaval de Vitória. No pós-carnaval, vou desfilar em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Mas, em todo o processo, a prioridade é a Dragões da Real. A dedicação total será à escola. Eu quero isso. Independentemente do que conversei com o presidente Tomate, acredito que minha carreira precisa desse foco, e estar aqui será muito importante para mim como profissional”, afirmou.

‘Nenhuma escola contaria esse enredo como a Vila Isabel’, diz presidente sobre ‘Torto Arado’

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

A Unidos de Vila Isabel apresentou, na noite da última quarta-feira, a sinopse do enredo “Torto Arado: sobre a terra há de viver sempre o mais forte”, assinado pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora e pelo pesquisador Vinícius Natal. Adaptação do aclamado livro do escritor baiano Itamar Vieira Júnior, o projeto levará para a Marquês de Sapucaí a resistência quilombola e a tradição religiosa do Jarê. O presidente Luiz Guimarães não escondeu o entusiasmo: a proposta foi apresentada, e ele a abraçou de imediato.

“É um grande livro, com uma grande história, que tem tudo a ver com a Vila Isabel. Nenhuma outra escola poderia contar esse enredo como a Vila, como já fizemos em outros carnavais”, afirmou Guimarães.

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A conexão entre a narrativa de Itamar e a identidade da escola foi, segundo ele, se tornando ainda mais evidente ao longo do processo de imersão na pesquisa. “Fiquei encantado. Essa sinergia já vem desde o início. Foi uma conexão que potencializou essa sinopse tão rica, e tenho certeza de que faremos um grande carnaval”, disse.

Vila Isabel, 2027: leia a sinopse do enredo

Dia de desfile não muda os planos

Com o enredo já definido antes mesmo do sorteio da ordem dos desfiles, realizado em abril, a posição do dia na grade de competição passou a ser fator secundário para a direção da escola. A Vila Isabel vai desfilar como última escola no domingo de carnaval, dia que, historicamente, não é o preferido entre as agremiações. Para Guimarães, porém, o assunto está encerrado antes de começar.

“O dia de desfile é indiferente à nossa escolha de enredo. Já estávamos com isso bem desenhado”, disse o presidente.

Disputa de samba enxuta e respeitosa

A disputa de samba-enredo de 2027 também já tem formato definido. A Vila Isabel optou por uma competição mais compacta, com previsão de duração entre três e quatro semanas. O calendário foi pensado para atender à agenda dos compositores e amortizar o impacto financeiro que disputas longas costumam gerar.

“Será uma disputa muito forte, mais um ano de grandes obras. Uma disputa bem simples para otimizar o tempo e o financeiro dos compositores. Procuramos pensar em todos os lados. As portas do barracão da Vila Isabel vão estar sempre abertas para que todas as parcerias possam conversar conosco. É um ambiente acolhedor, e a gente sempre trata todo mundo com o maior respeito”, afirmou.

Evento na Chapada Diamantina?

Quem acompanhou o lançamento do enredo de 2026, quando a Vila Isabel levou o público à Pedra do Sal, reduto histórico do homenageado Heitor dos Prazeres, e depois retornou ao espaço para a final do samba, sabe que a escola sabe criar experiências fora da quadra. O sucesso daquelas duas edições acendeu uma pergunta natural: a Vila vai repetir o formato para “Torto Arado”?

Luiz Guimarães não fechou a porta. “Quem sabe a gente não faça, ainda nesse processo deste ano, um evento lá na Chapada”, disse, sinalizando que a possibilidade está sendo avaliada. A confirmação, por ora, fica para os próximos capítulos.

Acervo virtual da Mangueira fortalece a memória de mulheres históricas da escola

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Foto: Divulgação/Acervo Mangueira

A Estação Primeira de Mangueira disponibiliza, em seu site oficial, o Acervo Virtual da Mangueira, uma plataforma digital criada com o objetivo de preservar, organizar e difundir a trajetória de uma das mais tradicionais escolas de samba do Brasil. A iniciativa reafirma o compromisso da agremiação com a valorização de sua história e, sobretudo, com o reconhecimento do papel fundamental das mulheres, em sua maioria negras, que ajudaram a construir, e seguem construindo, a identidade, a resistência e a grandeza da Escola ao longo das décadas.

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Dentro desse espaço, a coleção Ancestralidade Matriarcal reúne imagens raras e registros simbólicos de mulheres que evidenciam o protagonismo feminino que atravessa gerações na Mangueira. Mais do que um resgate histórico, o projeto se consolida como um instrumento de valorização da ancestralidade, dando visibilidade a trajetórias que, por muito tempo, foram invisibilizadas.

“Ao destacar essas narrativas, o acervo contribui para o fortalecimento da memória coletiva e para o reconhecimento da centralidade das mulheres na cultura do samba. Preservar a memória dessas mulheres é reconhecer que a história da Mangueira foi, e continua sendo, escrita por mãos femininas que sustentam, inspiram e transformam a nossa comunidade”, celebra Guanayra Firmino, presidenta da Escola.

Contando com a colaboração de pesquisadores do Departamento de História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o acervo amplia o acesso público a conteúdos históricos da agremiação com registros raros, como a celebração do aniversário de 70 anos de Dona Zica, publicado pela Rede Globo, em 1983.

Com acesso gratuito, o espaço reúne centenas de itens digitalizados, entre fotografias, vídeos, documentos, áudios e registros de memória oral, que percorrem diferentes períodos da história da escola, fundada em 1928. O material permite ao público conhecer de perto fantasias icônicas, instrumentos musicais, troféus, enredos e momentos marcantes dos desfiles, além de projetos sociais e atividades que integram o cotidiano da Mangueira.

“Aqui temos fragmentos que nos ajudam a contar e celebrar um legado de quase um século de resistência. A Mangueira perpetua a sua trajetória de criatividade, pioneirismo e de identidade afro-brasileira, colocando-se enquanto uma referência para todos aqueles interessados e pertencentes à cultura brasileira”, afirma Guanayra Firmino.

Além de preservar a memória, o projeto tem potencial educativo e de pesquisa, servindo como fonte para estudantes, pesquisadores e interessados na cultura afro-brasileira e na história do carnaval. A digitalização do acervo também contribui para a democratização do acesso à informação, especialmente para públicos que historicamente enfrentam barreiras no acesso a bens culturais.

O Acervo Virtual da Mangueira segue em constante atualização, com a inclusão de novos conteúdos e a possibilidade de ampliação das coleções ao longo do tempo. “O acervo reforça a Mangueira como território de cultura, memória e produção de conhecimento. E segue em constante construção, crescendo com o tempo e com a contribuição de todos”, completa Guanayra.

A iniciativa ganha ainda mais relevância no ano em que a escola celebrou 98 anos de história, reafirmando seu papel não apenas como protagonista do carnaval carioca, mas como guardiã da memória e da identidade cultural brasileira.