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Estácio de Sá vive expectativa por retorno ao Especial e confirma enredo sobre seu centenário

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Foto; Allan Duffes/CARNAVALESCO

A Estácio de Sá, uma das mais tradicionais instituições do carnaval carioca, atravessa um momento de grande ansiedade e planejamento. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente da agremiação, Edson Marinho, detalhou o clima de otimismo que envolve a escola enquanto aguarda uma decisão oficial da Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA) sobre o preenchimento de vagas no Grupo Especial.

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Apesar de rumores e movimentações políticas, Marinho foi enfático ao afirmar que a palavra final pertence exclusivamente à Liga. Embora figuras públicas tenham se manifestado, o dirigente mantém os pés no chão. “A fala do prefeito foi muito boa, mas quem define é a Liesa que vai definir”, pontuou o presidente, esclarecendo que, até o momento, não houve uma convocação oficial para conversas formais.

A confiança da escola em um possível convite ou ascensão baseia-se no desempenho técnico recente. “A expectativa é grande. A Liesa vai definir e vai ver agora como vai ser o critério que vai ser usado. A Estácio está apoiando nosso centenário. Estamos apoiando e acreditando positivo até por causa do ranking; a Estácio está bem ranqueada”, afirmou Marinho.

Independentemente da divisão em que a escola desfilará, o enredo já está definido e será uma celebração histórica: os 100 anos da Estácio de Sá. Segundo o presidente, a equipe já está em campo para garantir que a homenagem à altura. “O carnavalesco já está pesquisando, estamos estudando e trabalhando”, revelou.

O planejamento estratégico também passou por mudanças internas, com a chegada de novos profissionais para gerir a imagem da agremiação. “Estamos com uma equipe nova de marketing. E estamos já trabalhando para o Especial. Se caso não for, nós vamos manter o mesmo enredo, que é o centenário da escola”, garantiu Edson Marinho, mostrando que a celebração é uma prioridade institucional.

Segundo Marinho, o sentimento é de união e esperança. “A comunidade está acreditando muito . Todo mundo muito eufórico esperando a definição da Liesa”, concluiu o dirigente.

Leandro Vieira fala sobre renovação e reafirma seu compromisso com a comunidade leopoldinense

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Foto: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

Após conquistar o título na Série Ouro, garantir que a União de Maricá suba para a elite do carnaval e terminar na quinta colocação com a Imperatriz no Grupo Especial no Carnaval 2026, Leandro Vieira conversou com o CARNAVALESCO e disse que a renovação com a escola de Ramo vai além de um contrato: é uma forma de estar mais conectado à escola e à sua comunidade, além da oportunidade de aprimorar sua identidade como artista.

“Continuar a fazer mais um carnaval na Imperatriz é ter a possibilidade de continuar me encontrando como artista e ter a possibilidade também de aprimorar a minha maneira de estar mais adequado à Imperatriz, à sua comunidade e às expectativas da escola”, afirmou o carnavalesco.

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Quando criança, Leandro viu Rosa Magalhães consolidar sua carreira no lugar que, atualmente, é ocupado por ele. A Imperatriz fez parte do seu imaginário de infância e, quando se pensa na longevidade da sua estadia na agremiação, ele afirma que depende da qualidade do trabalho entregue.

“Eu me sinto muito em casa. A Imperatriz é uma escola que está no meu imaginário de criança, é a escola onde a Rosa Magalhães consolidou a sua carreira. Quando eu era criança, a Imperatriz era uma escola que eu via na televisão. Agora, essa ideia de ‘para sempre’, de continuidade, quem constrói isso é o futuro e o trabalho. Essa ideia de permanência se dá com o trabalho sendo apresentado com qualidade. Acho que, enquanto o trabalho puder ser apresentado com qualidade, a gente vai ficando”, contou Leandro.

Sobre as especulações, o carnavalesco trata com indiferença; seu foco é na qualidade do trabalho entregue. Para ele, o fim de cada carnaval é o momento de ajustar e alinhar os interesses de todos os envolvidos.

“Na verdade, eu não sei sobre esse falatório todo. O carnaval é feito de ciclos, e todo ciclo que chega ao fim, ao final de um carnaval, precisa de conversa, precisa de diálogo, precisa da atualização, do alinhamento dos interesses de todos os envolvidos. É natural a gente terminar o carnaval tendo o que conversar e ajustar”, disse.

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Para 2027, não há nenhum enredo confirmado, apenas ideias a serem amadurecidas. A pele camaleônica é algo oficializado, ou seja, a busca por um tema, uma estética que fuja do óbvio. Embora a temática brasileira seja uma marca registrada, a ideia é se distinguir dos outros carnavais apresentados.

“Eu ainda estou de férias, mas, se eu disser que eu não estou pensando em nada, eu também estou mentindo. Eu tenho algumas ideias, algumas coisas na cabeça que eu estou alimentando. Esse período de ócio também é um período de leitura, de juntar coisas. Um caminho que eu tenho seguido na Imperatriz é o de explorar universos distintos e promover rupturas do trabalho que virá em relação àquilo que passou. Acredito que eu vou seguir com essa pele camaleônica para a Imperatriz, no sentido de transformação, sem me escorar naquilo que eu já fiz nos últimos anos”, afirmou Leandro.

Presidente da Vila sobre a possibilidade de 15 escolas no Especial: ‘Todos os contratos foram assinados para 12 escolas’

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

O debate sobre a ampliação do Grupo Especial de 12 para 15 escolas ganhou mais uma voz crítica. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente da Vila Isabel, Luizinho Guimarães, apontou que a chegada de 3 escolas já no Carnaval 2027 pode criar situações difíceis de resolver para a Liesa.

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“Não consigo enxergar solução por uma questão de desdobramento estrutural da Cidade do Samba e também de verba. Todos os contratos foram assinados para 12 escolas, do Mercado Pago, da Ambev, de vários patrocinadores. Mudar isso não acontece por um simples pedido”, argumentou o dirigente.

O presidente apontou ainda um risco concreto de efeito cascata. Sem barracões disponíveis em condições equivalentes para todas as agremiações, uma escola rebaixada poderia reivindicar que não competiu em igualdade. “No ano seguinte, teremos 16 escolas”, alertou.

Para Luizinho, a discussão precisa sair do campo do discurso e enfrentar a realidade prática. “Temos que botar o pé no chão e trabalhar com consciência para construir algo que se torne viável de fato”, disse.

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Proposta

A proposta de ampliação do Grupo Especial para 15 escolas ganhou força após um tweet do ex-prefeito Eduardo Paes, que sugeriu três nomes para as vagas: Estácio de Sá, Império Serrano e União da Ilha. Cavaliere reafirmou o compromisso nos primeiros dias à frente da prefeitura. A Liesa, por sua vez, levantou dois problemas principais: a falta de barracões disponíveis na Cidade do Samba e a necessidade de manter o atual aporte financeiro para todas as escolas.

Os detalhes seguem sem resposta. O próximo prazo concreto é o sorteio de posição para o Carnaval de 2027, marcado para 16 de abril. O debate saiu do campo das intenções. Falta saber se o calendário dará tempo.

Estação Primeira de Mangueira celebra 98 anos com Alvorada, ações sociais e Samba da Volta

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Foto; Allan Duffes/CARNAVALESCO

No mês em que comemora o seu 98º aniversário, a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira realiza uma série de ações sociais e culturais para celebrar a passagem da data. Dentro da programação, está a tradicional Alvorada, realizada no dia 28 de abril, no Palácio do Samba. Evento inclui café da manhã comunitário, hasteamento da bandeira e hinos, além de atividades sociais, que vão de orientações sobre documentos e questões relacionadas à saúde até serviços de beleza. Reconhecida como um dos grandes berços do samba no Rio de Janeiro, a Mangueira celebra seu aniversário como manda a tradição: com muita música e alegria. Neste ano, o Samba da Volta assume o comando da festa e promete fazer o morro pulsar no ritmo do samba, no dia 1º de maio, no Palácio do Samba.

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“Celebrar os 98 anos da Mangueira é reafirmar o compromisso da escola com o seu território e com a transformação social. Mais do que festa, é um momento de fortalecer vínculos, valorizar a cultura popular e abrir caminhos para o conhecimento chegar a quem mais precisa”, aponta Adair Machado, vice-presidente cultural da Escola.

Atividades de parceiros

Dentre as ações realizadas no evento, o Centro de Cidadania Verde e Rosa disponibilizará serviços de emissão de segunda via de documentos, incluindo certidões de nascimento, casamento, óbito, carteira de identidade e habilitação de casamento. Haverá também área de lazer para crianças com  brincadeiras, contação de histórias e distribuição de livros.

A comemoração conta ainda com a presença do Ciência Móvel, uma unidade itinerante do Museu da Vida Fiocruz, que viaja em uma carreta, levando ciência, cultura e diversão para municípios da Região Sudeste por meio do projeto Arte e Ciências sobre Rodas no Rio de Todos Nós. Na celebração da “Velha Manga”, o público também contará com uma série de serviços oferecidos por instituições parceiras. Entre elas, a ONG África, que disponibilizará cortes de cabelo masculinos, design de cílios, tranças, aferição de pressão arterial e glicose, além de inscrições para cursos gratuitos. Já a ONG Meninas e Mulheres do Morro, promoverá oficinas de contação de histórias, distribuição de livros, palestras e a entrega de sabão e detergente produzidos a partir do reaproveitamento de óleo de cozinha coletado na comunidade.

A expectativa é de que as ações promovidas alcancem e beneficiem diretamente cerca de três mil moradores da comunidade e de áreas adjacentes ao Morro da Mangueira, ampliando o acesso a serviços, fortalecendo vínculos sociais e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no território.

“Mais do que celebrar a história da Mangueira, queremos fortalecer laços com a comunidade, oferecendo serviços, conhecimento e oportunidades. Essa parceria com as ONGs amplia o impacto social do evento e reafirma nosso compromisso com o cuidado, a inclusão e o desenvolvimento coletivo”, finaliza a presidenta da Escola de Samba.

‘Zeneida: O Sopro do Pó de Louro’ é o enredo da Beija-Flor para o Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Beija-Flor

A Beija-Flor de Nilópolis definiu o enredo que levará à Marquês de Sapucaí no Carnaval 2027. Com o título “Zeneida: O Sopro do Pó de Louro”, a agremiação apresentará a trajetória de Zeneida Lima, reconhecida como a última pajé marajoara, uma das principais referências culturais do arquipélago do Marajó, no Pará, e também como destaque nacional por sua atuação como ambientalista.

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Após o vice-campeonato no Carnaval de 2026 com o enredo “Bembé”, a escola direciona seu olhar para a região Norte do país e propõe um mergulho na ancestralidade e nos saberes da cultura marajoara. Nesse contexto, a trajetória de Zeneida ganha centralidade: pajé, compositora, escritora, poeta, ambientalista e ativista social, ela se destaca pela preservação de conhecimentos ancestrais, pela defesa do meio ambiente e pela formação de novas gerações. À frente da Instituição Caruanas do Marajó Cultura e Ecologia (ICMCE), atende cerca de 180 crianças e adolescentes com educação e atividades culturais e ambientais.

Sua trajetória foi registrada no livro O Mundo Místico dos Caruanas da Ilha do Marajó (1992), que deu origem ao desfile campeão da Beija-Flor em 1998 e selou o primeiro encontro entre a pajé e a escola. Agora, quase 30 anos depois, a agremiação retoma esse encontro sob uma nova ótica: a própria trajetória de vida de Zeneida, em um reencontro marcado pela força simbólica de sua história.

A história da pajé também foi reconhecida institucionalmente. Em 2021, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade do Estado do Pará, em reconhecimento à sua contribuição para a cultura, a educação e a preservação dos saberes tradicionais da Amazônia, e teve sua história retratada no cinema no filme Encantados, dirigido por Tizuka Yamasaki.

Como parte do processo de desenvolvimento do enredo, a equipe da Beija-Flor realiza pesquisa de campo em Soure, no Marajó, aprofundando o contato com o território e a trajetória de Zeneida. O projeto é assinado pelo carnavalesco João Vitor Araújo, em parceria com os pesquisadores Vivian Pereira, Guilherme Niegro e Bruno Laurato.

“É um mergulho na encantaria marajoara e na força simbólica dos Caruanas. A ideia é transformar em desfile a potência espiritual e a trajetória de Zeneida”, afirma João Vitor Araújo.

Para o presidente Almir Reis, o enredo marca um momento especial para a escola. “Zeneida é da família Beija-Flor. Desde 1998, esse elo nunca se rompeu. Retomar sua história agora é celebrar esse reencontro e reafirmar nossa identidade com as raízes do Brasil”, destaca.

Barroca Zona Sul completa trilogia e terá Obá como enredo em 2027

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Foto: Divulgação/Barroca Zona Sul

Mais uma grande escola do Carnaval de São Paulo anunciou enredo para o desfile de 2027. Nesta terça-feira, o Barroca Zona Sul divulgou nas redes sociais da agremiação que a temática para a próxima apresentação da Faculdade do Samba será “Elekô Obá Xirê”, assinado pelo carnavalesco Pedro Alexandre, popularmente conhecido como Magoo, em homenagem a Obá – senhora das águas revoltas, pororocas e quedas d’água nas religiões de matriz africana.

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O enredo completa uma trilogia proposta pelo Barroca Zona Sul desde 2025. Com “Os Nove Oruns de Iansã” (samba-enredo campeão do Estrela do Carnaval, concedido e organizado pelo CARNAVALESCO) e com “Oro Mi Maió Oxum” no ano seguinte, a verde e rosa teve como enfoque uma orixá que teve Xangô como amor em algum momento da existência – a terceira mulher do senhor da justiça nas religiões de matriz africana terá, agora, um desfile para chamar de seu.

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Um detalhe no logotipo do enredo dá uma possível dica sobre o fio condutor do enredo. Logo abaixo da imagem, a inscrição “A Força da Mulher Que Não Se Curva” indica um desfile exaltando a força feminina.

Evento

O Barroca Zona Sul fará uma explanação do enredo para a comunidade e para todos os interessados no dia 12 de julho – com direito a feijoada. Horário e local não foram informados.

Capitão Guimarães classifica como ‘retrocesso’ possível expansão do Grupo Especial para 15 escolas em 2027

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Foto: Reprodução redes sociais

Em vídeo divulgado em suas redes sociais nesta terça-feira, Capitão Guimarães, ex-presidente da Liesa e atual patrono da Unidos de Vila Isabel, manifestou sua preocupação e posicionamento contrário à possibilidade de o Grupo Especial do Rio de Janeiro passar a contar com 15 agremiações a partir do Carnaval 2027. Atualmente, o grupo de elite do samba carioca é composto por 12 escolas.

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Para Guimarães, qualquer mudança no regulamento deve priorizar o nível técnico do espetáculo, e não apenas o aumento numérico de participantes. “A Liga foi fundada justamente para preservar a qualidade do desfile e as grandes escolas. Aumentar o carnaval tem que ser qualitativo”, afirmou o dirigente, ressaltando que o debate sobre o regulamento de 2027 precisa considerar o dinamismo do evento.

Impacto na grade horária e no público

Um dos pontos centrais da crítica de Guimarães reside na logística e nos horários dos desfiles, que já são impactados pelas exigências da grade televisiva. Ele destacou que, devido aos horários de início condicionados à programação da Rede Globo, as escolas já entram na Avenida muito tarde.

“Hoje uma escola demora 2 horas para desfilar. A última escola entra 4h15 da manhã, em torno de 4h15 a 4h30, quando devia entrar 2h30. Colocar uma quinta escola seria ainda desfilar de 6h30 da manhã. Seria um retrocesso na minha modesta opinião”, explicou.

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Independência da Liesa e foco no telespectador

Guimarães também fez questão de reforçar a autonomia da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) em relação ao poder público. Embora reconheça o papel da prefeitura, ele pontuou que “o dono do carnaval é o prefeito, mas a Liga não pertence à prefeitura”.

O dirigente alertou ainda para a necessidade de olhar para quem assiste ao espetáculo de casa, lembrando que a audiência televisiva é massivamente superior ao público presente no Sambódromo. “Se tem 100 mil pessoas na avenida, em casa tem 10 milhões assistindo. Isso tem que ser olhado, essa dinâmica tem que ser olhada outra vez”.

Ao encerrar sua declaração, Capitão Guimarães reiterou que foi pego de surpresa pelo assunto e que sua opinião é pautada na manutenção do prestígio do carnaval carioca: “Eu acho que carnaval é qualidade”.

União de Maricá acelera obras no barracão da Cidade do Samba para estreia no Grupo Especial

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Foto: Diogo Tim/União de Maricá

A União de Maricá segue avançando com as reformas do seu futuro barracão, na Cidade do Samba. Após conquistar o título da Série Ouro em 2026, a escola trabalha na reestruturação completa do espaço, que abrigará a produção de alegorias, ateliês de fantasias, salas de ensaio e o setor administrativo, visando à estreia no Grupo Especial. Presente diariamente na obra, o diretor de carnaval Mauro Amorim destacou a importância da liberação antecipada do espaço para o andamento do planejamento da União de Maricá. Segundo ele, esse tempo a mais tem sido determinante para o avanço das intervenções estruturais.

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“Estamos com muito trabalho e orgulho com o que vem sendo construído. Estamos preparando todo o barracão para receber a nossa escola para o Grupo Especial. Quero agradecer à administração da Cidade do Samba e à coirmã Acadêmicos de Niterói, que permitiram a nossa entrada de maneira antecipada para poder avançar com as obras”, ressaltou Mauro Amorim.

Responsável pelos ateliês, o diretor Julio Cerqueira ressaltou a atenção dedicada aos espaços de produção de fantasias. Ele destacou que o local será estratégico para a organização das equipes e dos processos criativos. Além disso, reforçou a importância de oferecer estrutura adequada para o rendimento dos profissionais.

“Um dos espaços que estamos reformando com muita atenção é o quarto andar, onde vão funcionar os ateliês para as reproduções das fantasias. É fundamental garantir as melhores condições de trabalho para toda a equipe. Já consigo visualizar esse espaço pronto, ganhando cor, movimento e vida”, disse Cerqueira.

Já o diretor de barracão Rodrigo Foca enfatizou o planejamento estrutural do espaço. Ele explicou que a organização dos ambientes está sendo pensada para atender todas as áreas da escola de forma eficiente. O objetivo, segundo ele, é unir funcionalidade e qualidade na execução do projeto.

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“As obras estão avançadas. Estamos organizando as salas, os departamentos e também a área de ensaio, que será utilizada pelos casais de mestre-sala e porta-bandeira e pela comissão de frente. Tudo está sendo pensado de forma estratégica para atender bem todos os profissionais e construirmos um grande carnaval”, garantiu.

Com o cronograma das obras em andamento, a União de Maricá ocupará oficialmente a Cidade do Samba nas próximas semanas. Enquanto isso não acontece, a escola já desmontou todas as alegorias no barracão utilizado na Série Ouro, aguardando a mudança.

Veja como foi o PodCarnavalesco SP com o carnavalesco Caio Araújo, da Mocidade Alegre

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‘Escola está no caminho certo!’ Diretor de carnaval da Beija-Flor comenta sobre o vice-campeonato e o planejamento para 2027

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Foto: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

A temporada de 2026 mal acabou, e as agremiações já estão arquitetando os primeiros detalhes para o próximo carnaval. O carnaval, que homenageou o maior candomblé de rua do mundo, Bembé do Mercado, foi responsável por reafirmar a união da comunidade e destacar a gestão de trabalho da escola. Afinal, é um vice-campeonato após um título. Sem dúvidas, no mundo da folia, ganhar ou perder por um décimo é reflexo de um trabalho de excelência e qualidade entre as escolas; portanto, cada detalhe conta. Marino, diretor de carnaval da agremiação, analisou o resultado de 2026.

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“Vir de um título, de um vice-campeonato, mostra que a escola está no caminho certo. A comunidade está muito feliz, a escola está muito unida. O resultado foi positivo no final de tudo, porque o pior seria se a gente fizesse o máximo e o resultado não viesse. Isso desmotiva o componente, às vezes coloca em xeque se realmente a filosofia de trabalho está certa ou não. A escola ter brigado até o último momento mostra que está no caminho certo e mostra para a gente também aquilo que eu venho falando sempre: a disputa é com escolas também muito qualificadas. Ganhar em um décimo e perder em outro, a gente tem que estar preparado para isso”.

Sobre as notas e justificativas dos jurados, Marino completou: “A gente tem que se colocar no lugar do jurado também, porque é um trabalho muito difícil achar erros em escolas que estão tão preparadas como estão ultimamente… Não tem que reclamar nem questionar julgamento, não”.

Outro grande destaque no Carnaval 2026 foi a estreia de Nino e Jéssica Martin, que tomaram posse de um lugar que, por décadas, foi ocupado pelo lendário Neguinho da Beija-Flor. Assim que chegaram à frente do carro de som, a dupla enfrentou resistência de uma parte da torcida nas redes sociais. Porém, o diretor de carnaval, junto ao presidente da agremiação, sempre deixou clara a confiança na capacidade vocal e técnica da dupla.

“Eu sabia que ia dar certo desde o começo, eu e o presidente fomos quem mais apostamos. Eu falo muito isso com os componentes; com o torcedor a gente não fala tanto porque acaba sendo mais através da internet, mas, no dia a dia com o componente, falamos muito que as pessoas têm que acreditar no trabalho que a gente está fazendo. São pessoas qualificadas, pessoas que sabem o que estão fazendo. A gente teve uma escolha de samba de que o torcedor reclamou muito na internet, mas não aguardou o resultado, porque a gente sabia o que ia acontecer. A mesma coisa com Nininho e Jéssica: tinha torcedor da própria escola reclamando. Eu falo para esses torcedores entenderem que há pessoas qualificadas tomando conta do trabalho e que eles precisam apoiar. Já basta o torcedor das outras escolas tacando pedra; não precisamos do nosso torcedor fazendo o mesmo. É confiar e acreditar. Escolhemos um samba, nos unimos, e deu certo. Escolhemos Jéssica e Nino, e acho que o resultado está aí para todo mundo ver. É só confiar na equipe, é boa”, declarou Marino.

Segundo o diretor, para 2027, a agremiação tem três opções de enredo, e todas são autorais do carnavalesco João Vitor Araújo. Desta vez, o spoiler é que a decisão será tomada após debates nas próximas semanas e, até o fim do mês, a soberana tomará sua decisão.

“Até o final do mês a gente está definindo. Temos três propostas do carnavalesco e são todas autorais, que agradaram a presidência. Semana que vem a gente vai debater para poder fechar e lançar o enredo”, revelou Marino.

O mistério sobre qual tema a azul e branco de Nilópolis vai optar em 2027 permanece no ar: “Eu não posso falar muito, senão vou entregar, mas, assim, a escola tem vários caminhos para seguir, e eu estou feliz com os caminhos que tem”.