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Milênio conta ao CARNAVALESCO detalhes sobre a experiência imersiva na explanação do enredo da escola

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

A explanação do enredo de 2027 da Estrela do Terceiro Milênio para os compositores foi surpreendente para todos os presentes. Intitulado “Incrível, Fantástico, Extraordinário!”, a agremiação surpreendeu revelando a temática poucas horas antes do encontro com o carnavalesco Paulo Barros por meio das redes sociais da Coruja. Ao chegar no barracão da escola na Fábrica do Samba, entretanto, diversas surpresas impactaram os presentes. Para saber tudo sobre o evento que marcou quem esteve na Fábrica do Samba na véspera da Sexta-Feira Santa, o CARNAVALESCO entrevistou os apontados como autores da ideia imersiva.

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Em cima da hora

Apontados como idealizadores da experiência na explanação, os diretores de Harmonia e Carnaval da Estrela do Terceiro Milênio, Vinícius Freitas e Wilson Costa, popularmente conhecido como Japa, revelaram como a ideia surgiu: “O Japonês e eu sentamos nessa semana para verificar o que estávamos produzindo para essa explanação de enredo – estamos nessa correria há três semanas. Nós conseguimos fechar todas as pessoas, nessa correria de trabalho, ontem. Pelo que eu pude ouvir e perceber, elas ficaram tão felizes, foi um privilégio participar. E, para a gente, foi uma honra”, destacou o profissional que chegou à Coruja para o Carnaval 2027.

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Comunidade privilegiada

Vinícius destacou que, para os compositores se sentirem dentro da temática abordada pela escola em 2027, profissionais da própria agremiação fizeram questão de participar do evento: “As meninas são todas da comissão de frente da escola e são atrizes profissionais. Isso, claro, além da produção cênica. Na nossa opinião, o Carnaval é muito além o desfile. Lógico que é no palco principal o local em que o grande espetáculo acontece; mas, durante o ano, a gente tem que apresentar vários espetáculos: a comunidade da escola merece”, comentou.

Dentre as atrizes citadas por Vinícius, estavam, por exemplo, Tayná Moura, em cartaz com o espetáculo “Abracadabra”, no teatro do West Plaza Shopping e ex-atleta da Seleção Brasileira de Ginástica Acrobática; e Kelyane Carvalho, bailarina com passagem pelo Show dos Famosos, talent show do Domingão do Faustão/Domingão com Huck.

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Inspiração para compor

Na visão de Vinícius, um autor de sambas-enredo pode ter a criatividade aflorada por conta da experiência imersiva proporcionada pela Milênio: “A gente achava que, por exemplo, o compositor chegar, pegar a sinopse, ouvir a bela explanação do nosso carnavalesco, tirar as dúvidas e vai embora… será que ele não pode participar mais dessa explanação? Se sentir dentro do evento? Se sentir dentro do enredo? Fizemos questão que o compositor se sentisse no enredo. Ele já vai começar a criar desde o portão do barracão graças ao cenário que a gente conseguiu montar junto com a estrutura disponibilizada pela diretoria, com a ideia que o Japonês e eu tivemos”, destacou.

Japa deu detalhes mais concretos sobre o trabalho de cenografia realizado: “Montamos essa estrutura de montar da porta do barracão até o sistema de elevador, corredor, salas com as atrizes e essa luz toda cênica para abrilhantar cada vez mais todos os profissionais que participam do Carnaval. E hoje, graças a Deus, foi a vez dos compositores sentirem tudo isso”, comemorou.

Execução

Para colocar toda a ideia dos diretores em prática, era necessário que um profissional de altíssimo gabarito comandasse quem estivesse disposto e tivesse disponibilidade para se apresentar. Régis Santos, coreógrafo da comissão de Frente da Estrela do Terceiro Milênio e bicampeão do Estrela do Carnaval, organizado e concedido pelo CARNAVALESCO, tirou de letra – e contou à reportagem como executou tudo que foi pensado.

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Para entrar no clima do enredo, Régis fez menção ao título da temática: “Foi uma forma de fazer tudo ficar incrível, fantástico e extraordinário. Foi só isso. Nesse carnaval lúdico, mágico e místico, é importante para o compositor já chegar na atmosfera, com elfas, fadas, faunos, gnomos e por aí vai. É uma inspiração, já. Claro que isso é uma brincadeira, é uma recepção, é um acolhimento; mas criar o túnel, trazer a luz, trazer os personagens caracterizados e maquiados é uma junção. O Vinícius, nosso Diretor de Carnaval, veio com a ideia de fazer uma decoração – e, aí, eu já vim com a parte teatral, o Japonês já trouxe a luz… Talvez isso seja um sinal de que, junto, a gente sempre é mais forte. O Carnaval é isso”, finalizou.

Nenê de Vila Matilde anuncia equipe para 2027; Chico Ângelo é o carnavalesco

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Foto: Divulgação/Álbum pessoal

Onze vezes campeã do Grupo Especial de São Paulo, a Nenê de Vila Matilde anunciou, em duas publicações nas redes sociais, boa parte dos nomes que integrarão o staff da escola no Carnaval de 2027. Na primeira delas, as renovações de quadros; nos seguintes, os novos nomes que passarão a contar a história da Águia Guerreira da Zona Leste. Seguem na Nenê de Vila Matilde para 2027.

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– Alessandro Tiganá, intérprete
– Mestre Matheus Machado, Diretor da Bateria de Bamba
– Bruna Moreira, popularmente conhecida como Babalu, Diretora de Carnaval
– Rodney Elias, diretor Artístico
– Rodrigo Oliveira, que era Diretor de Harmonia, agora é o Diretor Geral da escola
– Cristiano Paixão, Diretor de Barracão
Chegam na Nenê de Vila Matilde para 2027
– Douglas Neto, Diretor de Harmonia
– Sérgio Cardoso, Diretor Artístico da Comissão de Frente
– Jonathan Paulino, coreógrafo da Comissão de Frente
– Chico Ângelo, carnavalesco

Independente Tricolor homenageia três artistas filhos de Xangô em enredo para 2027

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Foto: Divulgação/Independente Tricolor

A Independente Tricolor anunciou, na última sexta-feira, o enredo para o desfile de 2027. Trata-se de “Os Três Obás do Rei: Na Bahia da Poesia, dos Traços e das Canções”, assinado pelos carnavalescos Yuri Aguiar e Luiz Marques. A temática trará a ligação de três grandes artistas muito identificados com a Bahia reconhecidos como filhos de Xangô (o rei citado no título): o escritor Jorge Amado, o músico Dorival Caymmi e o artista plástico Hector Carybé.

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O trio, por sinal, foi tema do documentário “3 Obás de Xangô”, dirigido por Sérgio Machado e vencedor de uma série de prêmios – como o de Melhor Longa-Metragem Documentário do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro; o Melhor Documentário do Festival do Rio 2024, o Melhor Filme pelo Júri Popular na Mostra de Cinema Tiradentes de 2024; e o Melhor Documentário do Ano de 2024 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Em 2026, com o desfile de “Ngoma, A primeira festa na manhã do mundo”, assinado por Yuri Aguiar e Léo Cabral, a Independente Tricolor ficou na quarta colocação do Grupo de Acesso I.

Saiba mais sobre o enredo

Por meio das redes sociais, a Independente Tricolor publicou um breve descritivo sobre a temática:

“A Independente Tricolor pede licença a Exu e saúda o Rei de Oyó para levar à avenida uma ode à amizade, à espiritualidade e à identidade nacional. Ao escolher como enredo a interseção cultural entre Jorge Amado, Hector Carybé e Dorival Caymmi, a escola não apenas celebra três gênios da arte, mas mergulha no âmago do que define o ser brasileiro: a resistência ancestral e o sincretismo que transborda em axé. A justificativa para este enredo reside na necessidade de resgatar as raízes que sustentam a nossa cultura popular. Jorge, Carybé e Caymmi não foram apenas observadores da Bahia. Eles foram seus arquitetos espirituais. Através da literatura, das artes plásticas e da música, eles transformaram o Candomblé, as ladeiras de Salvador e a vida do povo simples em um patrimônio universal.

Levar esse tema para o Carnaval é reafirmar que a arte é uma ferramenta de luta e preservação. A Independente Tricolor escolhe exaltar a trajetória desses três amigos que, iniciados sob as bençãos dos orixás, dedicaram suas vidas a dar voz e cor aos deuses africanos e ao povo negro. Ao cruzar a linha de chegada, a Independente Tricolor não terá apenas realizado um desfile. Terá erguido um altar em plena avenida, provando que a amizade de Jorge, Carybé e Caymmi é a chama eterna que ilumina a alma do Brasil”.

Unidos de São Lucas apresenta N’kodya, concha sagrada do Kongo, como enredo para 2027

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Foto: Divulgação/São Lucas

A Unidos de São Lucas revelou, na última sexta-feira, o enredo para o Carnaval 2027: trata-se de “N’Kodya – O Poder Supremo Africano”, assinado por Danilo Dantas – que estreia na agremiação. A temática reforça a ligação da agremiação, atualmente no Grupo de Acesso II, com temáticas afro: será o terceiro desfile consecutivo com temática ligada ao continente negro – e o quarto em cinco anos.

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Os últimos anos foram bastante agitados na agremiação da Zona Leste. Em 2023, com “Jongo”, a agremiação ainda desfilava no Grupo Especial de Bairros da União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP) e, com o título, voltou a ter o direito de desfilar no Anhembi, nos grupos da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP). Em 2024, com “O Canto das Três Raças… o grito de alforria do trabalhador!”, o vice-campeonato do Grupo de Acesso II garantiu uma nova subida de divisão – e, em 2025, o celebrado “Ijexá” fez com que a agremiação retornasse ao terceiro pelotão da cidade. Por fim, em 2026, “Meu tambor é ancestral. Heranças e Riquezas de um Povo… Um Brasil de Festas Pretas” garantiu a sétima colocação no agrupamento.

Saiba mais sobre o enredo

Por meio das redes sociais, a Unidos de São Lucas trouxe um breve descritivo do que será apresentado:
“A Unidos de São Lucas leva para a avenida um chamado ancestral que ecoa da África para o coração da nossa comunidade: ‘N’kodya: O Poder Supremo Africano’.

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Nosso enredo mergulha na grandiosidade do Reino do Kongo, onde a sagrada concha N’kodya simbolizava muito mais que poder, era a conexão entre o mundo dos vivos e dos ancestrais, a força espiritual que legitimava reis e guiava destinos.
Guardada, disputada e envolta em mistérios ao longo do tempo, a N’kodya atravessou guerras, traições e séculos de silêncio… mas jamais perdeu sua essência. Seu poder resistiu, renasceu na diáspora e hoje vive na fé, na cultura e na identidade do povo preto.

Dos reinos africanos aos terreiros e altares do Brasil, a N’kodya se transforma em símbolo de resistência, espiritualidade e ancestralidade. Está no toque do tambor, na força dos orixás, na memória que nunca se apaga.
Em 2027, nossa escola canta essa história com orgulho, reafirmando que essa força suprema não se perdeu, ela vive em cada um de nós”.

Vai-Vai anuncia retorno de Alexandre Louzada ao lado de Victor Santos para 2027

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Foto: Divulgação/Vai-Vai

Maior campeão do Grupo Especial de São Paulo, o Vai-Vai anunciou uma dupla de carnavalescos para comandar os trabalhos na Escola do Povo em 2027. Um deles, mais que experiente, é extremamente identificado com a comunidade; o outro é um profissional bastante novo que ganha uma imensa oportunidade na Saracura.

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O experiente é Alexandre Louzada, carnavalesco que venceu as duas últimas taças do pelotão principal do Carnaval paulistano pelo Vai-Vai: em 2011, com “A Música Venceu”, e em 2015, com “Simplesmente Elis. A Fábula de uma Voz na Transversal do Tempo” – no último desfile citado, ele formava uma Comissão de Carnaval com Eduardo Caetano e André Marins. Na Escola do Povo, ele também assinou dois desfiles que abocanharam a terceira colocação: “Mulheres que brilham – A Força Feminina no Progresso Social e Cultural do País”, em 2012; e “No Xirê do Anhembi, a Oxum mais bonita surgiu… Menininha, mãe da Bahia – Ialorixá do Brasil”, em 2017 – esse último em nova comissão de Carnaval, com André Marins e Júnior Schall.

Em 2026, Alexandre Louzada assinou o desfile de “Mokum Amsterdã – O voo da Águia à cidade libertária” na coirmã Águia de Ouro, décima quarta colocada no Grupo Especial.

O novato no posto de carnavalesco é Victor Santos – já que ele tem histórico no Vai-Vai como diretor de Carnaval na reedição de “Eu Também Sou Imortal”, campeão do Grupo de Acesso I de 2023. Enquanto principal nome de um desfile, ele soma títulos em Guaratinguetá, na Embaixada do Morro; em Uruguaiana, com a Imperador do Sol, e em Artigas, no Uruguai, com a Academicos.

Experiência compartilhada

Nos últimos anos, Alexandre Louzada tem se acostumado a trabalhar em dupla com jovens carnavalescos. Em 2026, por exemplo, o ciclo começou com o profissional ao lado de Chico Ângelo – que saiu do Águia de Ouro antes do desfile. Em 2025, na Unidos de Padre Miguel, ele assinou “Egbé Iyá Nassô” com Lucas Milato. Em 2023, na Beija-Flor de Nilópolis, o carnavalesco trabalhou ao lado de André Rodrigues no desfile de “Brava Gente! O Grito dos Excluídos no Bicentenário da Independência”.

Campeã do carnaval paulistano, Mocidade Alegre apresenta casal para o Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Mocidade Alegre

Com a tradição de quem carrega no peito o peso e o orgulho de um Pavilhão Sagrado, a Mocidade Alegre, atual campeã do carnaval paulistano, abre as portas da Morada do Samba para apresentar o Departamento de Casais que representará a agremiação na avenida em 2027. Em um encontro reunindo representantes dos departamentos da escola, o novo primeiro casal foi apresentado oficialmente à família vermelho e verde: Emerson Ramires como mestre-sala e Graci Araújo como porta-bandeira.

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Com 36 anos de carreira dedicados à arte do mestre-sala, Emerson construiu seu nome na avenida com elegância, sorriso, postura e um respeito reverente ao pavilhão. Sua história com a Mocidade Alegre começou ainda em 1990, quando deu seus primeiros passos como quarto Mestre-Sala ao lado de Rubia. De lá para cá, o mundo do carnaval o levou por outras rotas, Vai-Vai, Riachuelo de Batatais, Unidos do Peruche, mas a Morada do Samba nunca saiu do seu coração.

Em 2005, atendendo ao chamado da presidente Solange, Emerson retornou à Mocidade Alegre para ocupar a posição de primeiro mestre-sala. Foram 14 anos de entrega total, coroados com cinco títulos pelo Grupo Especial: 2007, 2009, 2012, 2013 e 2014. Agora, em 2026, ele volta mais uma vez. Não apenas como um nome de peso, mas como um guardião da tradição que rege a escola do Limão.

“Representar o pavilhão da Mocidade é honrar a história dos que vieram antes, com respeito e dedicação”, afirma Emerson. “É uma honra que exige responsabilidade, amor pelo samba e o compromisso de transmitir, através da dança, a identidade e a emoção que a agremiação representa na avenida”.

Seu estilo é inconfundível: tradicional, com giros precisos, condução segura e uma dança que transmite harmonia e leveza — e novamente fará história no chão do nosso terreiro.

Ela chega à Morada do Samba com passos firmes e olhar de quem conhece o peso de um pavilhão. Graciela Araújo traz na bagagem 23 anos dedicados ao carnaval e uma carreira de porta-bandeira oficial construída nos três maiores carnavais do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Santos.

Oito anos como defensora oficial de pavilhões, passagens por agremiações como Nenê de Vila Matilde, X-9 Paulistana, Imperatriz da Pauliceia e Caprichosos de Pilares, onde conquistou nota máxima em 2024 pelo Rio de Janeiro e uma sequência de conquistas que impressionam: oito desfiles com notas máximas, prêmios como Estrela do Carnaval e a distinção de ter sido, em 2025, a única porta-bandeira a conquistar nota 40 no Grupo de Acesso 1 de São Paulo.

“Chegar à Mocidade Alegre é entrar em um templo onde a tradição é herança e a excelência não é apenas um objetivo, mas um estilo de vida”, declara Graci. “Peço licença a esta comunidade que respira samba e a este pavilhão sagrado, que é a alma e a história de cada um de vocês”.

Com um bailado de referência clássica, elegante e altivo, fundamentado na precisão dos movimentos e na total reverência à melodia do samba, Graci promete traduzir cada enredo com expressividade e entrega.

“Ao lado do meu mestre-sala, conduzirei este pavilhão sabendo que não seremos apenas dois corações, mas, sim, milhares batendo no mesmo compasso”.

A Mocidade Alegre acredita na formação de seus talentos e o Departamento de Casais para este ano é a prova viva dessa filosofia. Ao lado do primeiro casal, a agremiação apresenta uma composição que une experiência e juventude, passado e futuro.

Seguem com a escola o casal Viny Bichara e Carol Garroti, que continuam sua trajetória vermelho e verde, trazendo vivência e consistência para o departamento. Eles assumem o pavilhão de enredo. E é com enorme orgulho que anunciamos dois casais que farão sua estreia no Anhembi em 2027, vindos da Moradinha do Samba, a escola mirim da agremiação: Thayra Ynaye dos Santos Comito, 15 anos, e Marcos Felipe dos Santos Comito, 19 anos, irmãos que chegam ao Anhembi carregando o mesmo sobrenome e a mesma paixão pelo pavilhão; e Stephanie Moreira Quaglio, 16 anos, e André Silva Godoi Oliveira, 15 anos, jovens que chegam com a garra de quem já viveu o samba por dentro e agora se preparam para um desafio ainda maior.

Esses jovens representam mais do que uma estreia: são a demonstração de que a Morada do Samba não apenas celebra o carnaval ela o constrói com cuidado e visão de futuro.

Com um departamento de casais renovado, talentoso e cheio de história, a agremiação caminha com determinação rumo a mais um ciclo de excelência na avenida, porque, para a Mocidade Alegre, ser campeã não é apenas um título conquistado: é uma forma de viver o samba todos os dias do ano.

‘Ao mestre, com carinho’ Portela anuncia Monarco como enredo para o Carnaval 2027

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Foto: Leonardo Nogueira/Divulgação Portela

A Portela revelou neste sábado o enredo que levará para a Avenida no próximo Carnaval. Durante a feijoada de 103 anos da escola, a azul e branco anunciou “Ao mestre, com carinho”, homenagem a Monarco, cantor, compositor, baluarte e uma das vozes mais importantes de sua história. O enredo é assinado pelo carnavalesco Paulo Barros.

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O anúncio ganhou ainda mais força com a participação de grandes nomes da música brasileira. Artistas como Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Marisa Monte, Maria Rita, Roberta Sá, Mauro Diniz, Diogo Nogueira, Teresa Cristina, Marquinhos de Oswaldo Cruz, entre outros, exaltaram a grandeza artística e humana de Monarco em uma superprodução.

Baluarte portelense

Nascido Hildemar Diniz, em 1933, no Rio de Janeiro, criado em Oswaldo Cruz e ligado à escola desde menino, Monarco entrou para a Ala de Compositores da Portela em 1950. Ao longo de décadas, construiu uma obra inseparável da identidade portelense, com composições que atravessaram gerações e foram gravadas por nomes como Paulinho da Viola, João Nogueira, Beth Carvalho, Roberto Ribeiro e Zeca Pagodinho. Entre elas estão “Lenço”, “Passado de glória”, “O passado da Portela”, “Coração em desalinho”, “Portela desde criança” e “Portela é uma família reunida”. Monarco morreu em 11 de dezembro de 2021, aos 88 anos.

A viúva de Monarco, Dona Olinda, recebeu o anúncio com emoção e definiu a homenagem como um gesto de amor da escola ao seu mestre.

“Ver a Portela transformar Monarco em enredo é como ver a escola devolver, em forma de carinho, tudo o que ele entregou a ela ao longo da vida. Monarco cantou a Portela em sentimento. Deixou obras que viraram memória afetiva do samba brasileiro”, afirmou.

Autor do enredo, Paulo Barros destacou que a escolha parte da memória, da emoção e da dimensão artística de um compositor que ajudou a moldar a história da escola.

“Estamos falando de um mestre que ajudou a construir a memória musical da Portela e do samba brasileiro, com uma obra que atravessou o tempo e ganhou a voz de artistas imensos”, disse. O carnavalesco terá a companhia e participação de Isabel Azevedo e Simone Martins na pesquisa e no desenvolvimento do enredo. A parceria entre os profissionais dura mais de 20 anos.

O presidente da escola, Júnior Escafura, contou que a escolha reafirma a ligação da Portela com sua história e com aqueles que a fizeram gigante.

“Monarco foi, talvez, o maior portelense de todos os tempos. Sua obra ajudou a construir a identidade da Portela, que tem mais de 100 anos. A gente reverencia e agradece a esse homem que transformou a própria vida em legado para o samba”, declarou.

Uma nova Portela para 2027

A Portela apresentou uma série de mudanças em quesitos e departamentos, sinalizando uma nova fase para a azul e branco. Além da chegada de Paulo Barros como carnavalesco, Bruno Ribas foi anunciado como intérprete oficial, 21 anos depois de sua última passagem pela agremiação. Na comissão de frente, Sérgio Lobatto e Patrícia Salgado passam a conduzir o quesito. Já a direção de Carnaval será formada por Dudu Falcão, Elisa Fernandes e Camarão Netto.

Na direção de harmonia, a Portela promoveu Marcelo Jacob, Almir Souza e Vitor Leite à direção geral. Marlon Lamar e Squel Jorgea seguem como o 1º casal de mestre-sala e porta-bandeira. Mestre Vitinho também permanece no comando da bateria Tabajara do Samba.

Mocidade Unida da Mooca exalta raízes do samba e anuncia ‘Modupé, Cardeais!’ para o Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/MUM

A Mocidade Unida da Mooca divulgou neste sábado o enredo que levará para o desfile do Carnaval 2027. Por meio de uma publicação em suas redes sociais, a agremiação apresentou “Modupé, Cardeais!”, proposta que promete exaltar as raízes do samba paulista e a força da ancestralidade negra na construção da festa.

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No texto divulgado, a escola destaca um percurso simbólico e histórico que vai de Pirapora do Bom Jesus ao Largo da Banana, passando por bairros tradicionais como o Bixiga e a própria Mooca. A narrativa aponta para a formação do samba como expressão de resistência cultural, nascida muito antes da oficialização do carnaval na cidade.

A escolha do enredo dialoga diretamente com um marco importante: em 2027, o carnaval paulistano celebra 60 anos de sua oficialização. Nesse contexto, a MUM propõe uma homenagem aos chamados “cardeais do samba”, figuras fundamentais para a consolidação da cultura carnavalesca em São Paulo, além de reverenciar todos aqueles que, de forma anônima ou coletiva, mantiveram viva a tradição nas ruas e nos terreiros.

A publicação reforça o tom de valorização histórica e identitária ao destacar que “antes do decreto, já havia tambor” e que a essência do samba está enraizada na negritude e na vivência popular. A mensagem também celebra o Dia Nacional da Escola de Samba, comemorado em 11 de abril, data escolhida para o anúncio. Com “Modupé, Cardeais!”, a Mocidade Unida da Mooca sinaliza um desfile pautado pela memória, pela ancestralidade e pelo reconhecimento daqueles que pavimentaram o caminho do samba paulista até a avenida.

Unidos de Padre Miguel anuncia Vânia Reis como coreógrafa do primeiro casal e nova diretora artística para o Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/UPM

A Unidos de Padre Miguel segue se fortalecendo para o Carnaval 2027 e anuncia Vânia Reis como coreógrafa do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, além de assumir também o posto de diretora artística da escola.

“É uma alegria imensa contar com a Vânia em duas funções tão importantes dentro da nossa estrutura. Sua sensibilidade, experiência e olhar artístico chegam para somar ainda mais ao nosso projeto para 2027. Estamos confiantes no trabalho que será desenvolvido, especialmente com o nosso primeiro casal”, destacou a presidente Lara Mara.

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Com uma trajetória consolidada na dança, Vânia Reis é formada em Licenciatura Plena pela Faculdade Angel Vianna e possui formação em jazz, ballet clássico e dança afro, além de aperfeiçoamento no Broadway Dance Center, em Nova York.

No carnaval, construiu uma história de destaque, com passagens pela Mocidade Independente de Padre Miguel, onde atuou com passistas, shows e casais de mestre-sala e porta-bandeira, além de integrar a comissão de carnaval. Também se destacou na Caprichosos de Pilares, onde conquistou nota máxima com a comissão de frente.

Em 2025, Vânia esteve na Unidos de Padre Miguel exclusivamente como coreógrafa do primeiro casal, reforçando sua ligação com a escola. Agora, retorna em um novo momento, ampliando sua atuação como diretora artística e seguindo à frente do trabalho com o casal para o Carnaval 2027.

Unidos de Vila Maria reeditará desfile sobre o circo em 2027

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Foto: Divulgação/Vila Maria

A Unidos de Vila Maria revelou o enredo para o Carnaval 2027. A agremiação reeditará “Sonho, realidade: No Circo da Vida”, desfile que foi para o Anhembi em 2005 na própria escola e ficou na quarta colocação do Grupo Especial. Na apresentação original, o carnavalesco era Wagner Santos – e, em 2027, quem conduzirá a agremiação será Mauro Quintaes, anunciado no dia 18 de março pela escola.

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Apesar da óbvia homenagem ao circo, o enredo também trouxe (e novamente trará) uma forte dose de crítica social por meio de analogias da vida no picadeiro com o cotidiano brasileiro.

Em 2026, a Unidos de Vila Maria foi a quinta colocada do Grupo de Acesso I com o enredo “Do chão que alimenta à culinária que encanta: Brasil, um banquete de sabores”.

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