A Mocidade Independente de Padre Miguel divulgou a informação que não participará da festa de lançamento do CD do Grupo Especial 2019, na próxima segunda-feira, na Cidade do Samba. A direção da agremiação julga incoerente integrar festejos mediante tamanha indefinição sobre o repasse de verbas da Prefeitura do Rio de Janeiro para o próximo desfile.
Segundo nota divulgada pela escola, “até o presente momento, não foi confirmado o aporte, assim como a Uber informou à Liesa que não tem interesse em patrocinar o próximo carnaval”.
A nota informa ainda que “em virtude do atraso na assinatura do contrato da Riotur com a LIESA, as agremiações ainda não receberam nada referente à venda de ingressos, comprometendo todo o cronograma financeiro previamente traçado”.
A escola termina a nota divulgando que “coloca-se ao lado dos funcionários e colaboradores que lhe prestam serviços, e neste momento passam dificuldades para prover o sustento de suas famílias”.
A Mocidade já tinha cancelado do ensaio de rua do próximo domingo, 02 de dezembro, Dia Nacional do Samba.
A Mocidade Independente de Padre Miguel segue protestando contra a indefinição da liberação da verba para as escolas de samba pela prefeitura. O contrato com a Liesa e a Riotur ainda não foi assinado. Por isso, a escola segue sem realizar seu ensaio de rua.
Quem passa pelo barracão da escola na Cidade do Samba vê a explicação da escola para o atual momento. “Em virtude da indefinição relativa ao repasse de verbas por parte da prefeitura às agremiações do Grupo Especial, a Mocidade Independente de Padre Miguel informa que o barracão da Cidade do Samba estará fechado assim como foram cancelados os ensaios de rua. A roda de samba que tradicionalmente ocorre após os ensaios também não acontecerão. A medida visa protestar contra a calamitosa situação que compromete o Carnaval 2019. Havia a promessa do primeiro repasse acontecer no último dia 12 de novembro, algo que não aconteceu e nem foi justificado pelo órgão público. A Mocidade se posiciona em busca de mais respeito a quem acrescenta financeira, cultura e socialmente ao município”, diz o texto da Mocidade.
A Mocidade Independente de Padre Miguel será a última escola a desfilar na segunda-feira de carnaval com o enredo ‘Eu sou o Tempo. Tempo é Vida’ de autoria do carnavalesco Alexandre Louzada.
Contagem regressiva, sábado, será lançado oficialmente o CD Sambas de Enredo 2019. A festa que contará com a participação das 34 agremiações que integram os Grupos Especial, Acesso 1 e 2, terá início às 14h, na Fábrica do Samba. No evento que será aberta ao público, os fãs do Carnaval de São Paulo poderão comprar o CD duplo na entrada, por R$ 25 e o CD do Grupo de Acesso 2, por R$ 10. Como no lançamento do CD do Carnaval 2018, a festa terá transmissão pelo Canal da Liga SP no Youtube e pelo Facebook, por lá o internauta acompanhará “ao vivo”, os shows que serão feitos pelas 34 escolas de samba filiadas a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo.
Com o mesmo formado do ano anterior a festa de lançamento do CD 2019 é considerada uma grande celebração para aqueles que trabalham durante os 365 dias do ano para apresentar um trabalho de excelência na avenida. Os álbuns com os sambas do grupo Especial e Acesso 1, e do Acesso 2, também serão comercializados em todas as lojas físicas, com preço sugerido de R$25 e R$10. Haverá também distribuição nas plataformas digitais: Spotify, Rdio, iTunes e Google Play.
O CD Sambas de Enredo Carnaval SP 2019, com gravação ao vivo aconteceu entre os dias 28 de setembro e 08 de outubro de 2018, na Fábrica do Samba, com produção da Liga SP, co-produção, direção técnica e gravação de Rodrigo Pimentel, da RW Studios, e produção artística de Marcelo Casa Nossa. Nesses dez dias intensos de gravações os 22 sambas de enredo do Grupo Especial (14) e de Acesso 1 (8), contaram com a participação das baterias, intérpretes e um coral formado por 60 vozes da comunidade.
A Riotur se mantém otimista com relação à realização dos ensaios técnicos em janeiro e fevereiro de 2019. Os treinos das escolas não estão confirmados no Sambódromo devido à falta de verba para viabilizá-los. O diretor de operações da entidade, Bruno Mattos, atendeu a reportagem do CARNAVALESCO para uma entrevista e afirmou que, embora difícil, mantém a esperança até o fim.
“A esperança é a última que morre. Já começamos a negociar desde o ano passado com parceiros. Mas as empresas por seus motivos acabaram revisando. Não é apenas a Light que está em conversas conosco, existem outras. A possibilidade sempre existe, mas a negociação é difícil por causa do valor”, esclareceu Mattos.
Outro ponto importante debatido com Mattos foi com relação à eleição da Corte para o Carnaval 2019. A escolha está confirmada para o fim de dezembro, mas não vai acontecer em Copacabana como chegou a ser cogitado.
“A data da semifinal será dia 21 de dezembro na Cidade do Samba para o rei e a rainha do carnaval. A escolha da corte vai acontecer no dia 27 de dezembro, também na Cidade do samba. Tínhamos a ideia de fazer no palco de Copacabana, algo diferente esse ano. Mas por uma medida de segurança decidimos manter para o local onde vem sendo feito nos últimos anos”, explicou.
O dirigente descartou mudanças na iluminação do Sambódromo para o Carnaval 2019, embora esse seja um antigo desejo da gestão da Riotur no governo de Marcelo Crivella. Segundo Mattos, apenas mediante uma parceria com empresas de grande porte a reforma estaria garantida.
“Estamos batalhando pelas melhorias do Sambódromo. Para o ano que vem a questão da iluminação não dá mais tempo. Lançamos um caderno de encargos, mas no final dessa gestão do Crivella conseguiremos entregar uma nova iluminação para o Sambódromo, pois a atual é antiga. É uma operação cara e precisamos de incentivo e parcerias com grandes empresas”, explica.
Sobre o fator de maior preocupação de todas as escolas de samba cariocas, Bruno Mattos trata de tranquilizar os sambistas. Segundo ele, todos os grupos receberão a subvenção, que será liberada a outros grupos tão logo a questão com a Liesa esteja definida.
“A parte da Liesa está na Casa Civil para ser assinada. E depois de resolvida a questão com o Grupo Especial vamos assinar não só com a Lierj, mas também com a Liesb. Podem ter certeza que o carnaval vai sair. Infelizmente devido à uma questão orçamentária a liberação vai ficar um pouco em cima, mas o dinheiro será viabilizado”.
A São Clemente vem realizando todas as terças-feiras, em sua quadra de ensaios, no Centro do Rio de Janeiro, os ensaios de comunidade com vistas à preparação para o desfile no Carnaval 2019. A reportagem do CARNAVALESCO acompanhou o treino desta semana com destaque para a atuação da Fiel Bateria, um dos quesitos mais sólidos da escola, sob a competente condução dos mestres Gil e Caliquinho. Foi calcada no desempenho de seus ritmistas que a São Clemente iniciou essa fase tão importante da preparação de uma escola de samba.
“Teremos nosso ensaio de rua como no ano passado, mas nós vamos fazer na Praia de Botafogo, que além de ser mais próxima de nossa comunidade, também não afeta os jardins do Aterro. Eu tenho muita expectativa com relação a esse samba, pois é uma obra que já é conhecida há quase 30 anos e me lembro que na época foi apontada como uma das melhores do carnaval, junto das grandes agremiações da época”, confessou o presidente Renatinho.
Harmonia e Evolução
Ainda com poucas alas ensaiando na quadra, devido ao fato de o carnaval acontecer apenas em março de 2019, a São Clemente usa essa fase de treinos na quadra para treinar canto e evolução mais no aspecto de espontaneidade do componente. A fase de andamento de desfile e deslocamento será testada em ensaios de rua, que a escola realizará a partir de janeiro. Como a obra é conhecida há quase 30 anos, o canto já chega pronto e só precisa ser lapidado para o andamento atual.
“Usamos esse momento para aprimorar o andamento do samba com o canto da comunidade. Eu desconheço componente que cante e fique parado. O quesito evolução pede espontaneidade, eu cobro isso. Tem de cantar e se mexer. Nós vamos doar 100% de nossas 3 mil fantasias à nossa comunidade”, revelou Marquinho Harmonia.
Bateria
Grande atuação dos ritmistas da Fiel Bateria. No ensaio desta terça os mestres Gil e Caliquinho optaram por poucas convenções e paradinhas e buscaram a sustentação do ritmo para conduzir o ensaio da escola. A bateria foi o grande destaque do ensaio, iniciando seu treinamento antes mesmo das alas se formarem e prosseguindo após o final do ensaio.
“Eu farei duas bossas no desfile e nem adianta muita a gente tentar esconder pois hoje em dia todo mundo tem um celular, conta para o amigo, é difícil guardar tudo. Nós vamos fazer uma coisa, que é um resgate de repiques, tenho visto baterias passando com poucos repiques. Meu pai foi repique no desfile de 1990, então é uma homenagem à ele também. Podem esperar um grande desfile do nosso time de ritmo”, explicou Caliquinho.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
A dupla Fabrício e Giovana não usa o ensaio de quadra para realizar coreografia oficial de desfile. Para isso existe o treino secreto no Sambódromo. Mas os experientes dançarinos demonstraram mesmo assim toda a categoria que possuem, primeiro ao demonstrarem enorme simpatia com a comunidade, oferecendo o pavilhão e segundo aproveitando para fazer marcações de tempo e espaço, já que a configuração de montagem da escola difere daquele que será feita na avenida. A dupla já apresenta um grande entrosamento neste primeiro ano de parceria.
“O ensaio de comunidade é um momento importante para interação e, particularmente, não realizamos nada de coreografia oficial, apenas uso para a marcação de tempo e espaço, o andamento do samba e da escola, pois quando a gente ensaia sozinho não temos essa possibilidade do ao vivo. Mas eu faço sempre questão de vir pois é um momento importante para a escola”, disse a porta-bandeira.
“É uma nova parceria que está se formando, mas a Giovana oferece toda sua experiência, uma porta-bandeira consagrada, premiada. Nós sabemos dessa responsabilidade e a única forma de alcançarmos esse objetivo é intensificar os ensaios e a preparação para o desfile”, contou o mestre-sala.
Samba-Enredo
A obra da São Clemente possui a vantagem de ser uma reedição e uma das composições mais queridas pelo componente clementiano em toda a história. Leozinho Nunes foi o responsável pela condução do ensaio ao lado de um trio de cantoras de apoio, o que deu uma sonoridade interessante da obra. O carro de som ainda tem a condução de Bruno Ribas e a participação de Clóvis Pê no time de apoios.
A São Clemente apresenta no desfile de 2019 a reedição do enredo ‘E o samba sambou’, uma releitura realizada pelo carnavalesco Jorge Silveira. A escola da Zona Sul será a primeira a desfilar na segunda-feira de carnaval pelo Grupo Especial.
A Estação Primeira de Mangueira está com a bola toda neste pré-carnaval. O enredo “História para ninar gente grande” recebeu muitos elogios. O samba-enredo dos compositores Deivid Domênico, Tomaz Miranda, Mama, Marcio Bola, Ronie Oliveira e Danilo Firmino conquistou os corações dos sambistas e já é o mais ouvido no site CARNAVALESCO. Para o compositor Deivid Domênico, o carnavalesco Leandro Vieira é uma das figuras mais importantes para vitória da parceria no concurso mangueirense e todo esse sucesso da Verde e Rosa.
“Passei por muitas dificuldades para chegar até aqui. E duas pessoas foram muito importantes nesse processo. A primeira delas é o carnavalesco Leandro Vieira, ele me perguntou se eu faria samba, eu disse que não teria dinheiro, mas ele me encorajou dizendo que nunca havia visto na escola um resultado que não fosse a vitória do melhor. E o outro foi Lequinho. No dia que peguei a sinopse voltei com ele de carona e ele me disse que se eu fizesse um bom samba que seria escolhido pela escola. Posso ganhar dez sambas que esse é impar”, revelou o compositor.
Perguntado como foi surgiu a ideia de colocar na letra do samba a ex-vereadora Marielle Franco, que foi assassinada esse ano, Domênico ressaltou a força da mulher.
“A grande questão é que não é a Marielle. São todas as mulheres que lutam e são caladas. Ela foi uma mulher que lutava pelas comunidades e teve a vida tirada de uma forma brutal. A história não é só o passado, ela se faz no presente. Não fomos oportunistas, fomos oportunas. Ela era uma mulher negra, que foi calada pelo sistema”, disse.
Domênico apontou que sua parceria conseguiu quebrar o sistema de disputa de samba. Ele ainda comentou a importância do gênero para o carnaval.
“Foi uma disputa dura. Havia um projeto e fomos pragmáticos em fazer desse samba vencedor, para quebrar esse sistema de disputa caríssimo. O samba sempre vai vencer. O que está no samba faz parte da nossa luta diária. Nasceu com muita naturalidade essa obra. Eu acho que a função do compositor é quebrar paradigma e não apenas vencer. Nosso prospecto era xerox e nós não tínhamos bandeira. O povo veio junto e era isso que a gente queria. Foi a vitória do samba sobre a estrutura”.
A Unidos de Padre Miguel aposta em seis inesquecíveis personagens criados por Dias Gomes para realizar o sonho de voltar ao Grupo Especial em 2020. A intenção do carnavalesco João Vítor Araújo é abordar temas necessários no contexto sócio-político brasileiro usando como fio condutor essas figuras do autor, que é o enredo da agremiação no ano que vem.
“O nosso enredo traz as obras e seis personagens criados pelo escritor Dias Gomes, cujos temas abordados em peças, filmes e novelas são um retrato do Brasil de hoje. As obras de um dos mais importantes autores de teatro, rádio, cinema e TV, abordam com reflexão e bom humor questões sociais que estão em pauta ainda hoje no país. Serão trazidos em desfile temas como intolerância religiosa (em o Pagador de Promessas), a vida no interior e os dribles que os políticos dão no povo (O bem Amado e Roque Santeiro), a vida nas grande cidades (tratados em O Espigão e Bandeira 2) e o realismo fantástico (presente em Saramandaia, cuja história até hoje permeia a imaginação do povo brasileiro)”, adianta João.
O carnavalesco da Unidos de Padre Miguel, que já deixou claro que o desfile da vermelha e branco não se limitará a uma escalação de novelas e personagens de Dias Gomes, comenta que a obra favorita do homenageado em sua opinião é Roque Santeiro, censurada em sua primeira exibição pela ditadura militar em 1975 e um dos maiores fenômenos de audiência da TV brasileira a partir de sua segunda exibição em 1985.
“Já fui noveleiro. Roque Santeiro é minha preferida, embora eu não fosse nascido. Revi a novela toda. Saramandaia também tenho muito carinho. Duas novelas que representam a apoteose do absurdo. Coisas inimagináveis. Que me cativam bastante. Sinto falta disso nos folhetins de hoje. Dias Gomes sempre alfinetou a política brasileira. Tudo que ele sempre escreveu está acontecendo hoje”, aleta João.
Com o samba da Unidos de Padre Miguel percorrendo o mundo através do lançamento do CD da Série A na última semana, João Vítor acredita que a obra atende perfeitamente a seu projeto estético e revela que tentou nortear a forma com que os compositores criassem o samba-enredo.
“Eu gosto muito de dar liberdade. Mas fiz um pedido especial que as obras não fossem focadas em novelas. Que não houvesse uma exploração de personagens e títulos. A proposta é falar do Dias Gomes e fazer um link com os dias atuais. Não estou falando de novela”, finaliza.
A Unidos de Padre Miguel será a quinta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval da Série A com o enredo ‘Qualquer semelhança não terá sido mera coincidência’.
Na pior crise de sua história, sem garantia de subvenção da Prefeitura do Rio de Janeiro, e solução para os barracões das escolas da Série A, o carnaval do principal Grupo de Acesso do Rio de Janeiro, gerido desde 2013 pela Lierj, vive dias se total insegurança. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o presidente Renato Thor garante que as duas prioridades são resolver a questão dos barracões das escolas da Série A e assinatura do contrato da Lierj com a Riotur para a liberação de verbas para o desfile da Série A no ano que vem.
“Eu vou ser muito sincero. É maravilhosa a ideia do presidente Jorge Castanheira, que seria de uma escola da Série A sempre abrindo a noite. Mas, neste momento, não é uma prioridade para a Lierj, devido a esses problemas nos barracões. Obviamente que todos queremos os ensaios, mas existem coisas na frente”, afirma Thor.
Thor reitera que só estará tranquilo sobre a subvenção dada pela Prefeitura do Rio quando estiver com o contrato assinado.
“Não tem como ter tranquilidade. Esse vai assinar é teoria. Estamos incansáveis em busca de assinar esse contrato. Hoje eu posso dizer que não sou uma pessoa tranquila em relação a essa questão”, desabafa.
Com incertezas pairando sobre o grupo, o presidente da Lierj não garante se haverá ou não rebaixamento em 2019 e também demais eventuais mudanças no regulamento para o ano que vem. Thor confirma que algumas agremiações terão de deixar seus barracões assim que terminar o carnaval.
“O regulamento ainda não foi discutido. Somente depois das 13 escolas discutirem é que mudanças ou não serão definidas. Algumas escolas tiveram de assinar termos de responsabilidade e deixarão sim seus barracões atuais, mas nós já estamos em conversas para viabilizar novos locais para que possam ocupar depois dos desfiles. Não iremos deixar ao relento as escolas da Série A”, promete.
Nossa reportagem repercutiu com o presidente da Lierj o seu futuro na entidade e o crescimento do carnaval de São Paulo, com desfiles que ocorrem no mesmo dia que os da Série A.
“Eu não me preocupo. São desfiles totalmente diferentes. Eu sou um grande admirador do carnaval de São Paulo. O sol nasceu para todos e todo mundo consegue sua visibilidade mediante um trabalho bem feito. Sobre o futuro na Lierj eu só respondo após o carnaval”, desconversa.
Um grupo de cearenses viveu um sábado inesquecível neste dia 24 de novembro. Desembarcaram no Rio de Janeiro, no início da manhã, além de conhecerem todo o projeto de carnaval da União da Ilha do Governador, fecharam com chave de ouro na quadra da agremiação a estadia na capital fluminense. A comitiva foi homenageada na quadra da escola na noite cearense. A apresentação dos segmentos foi toda baseada em traços da cultura e dos costumes do estado homenageado pela Ilha em 2019 através dos escritores José de Alencar e Raquel de Queiroz.
Coube ao mestre-sala Phelipe Lemos e à segunda porta-bandeira, Winnie (já que a titular Dandara Ventapane ainda está de resguardo após dar a luz) a apresentação da festa. Enquanto cada segmento se apresentava eles faziam uma pequena narração sobre o que representava e Ito Melodia cantava algum clássico da música nordestina. Foram lembradas as canções ‘Asa Branca’, ‘Frevo Mulher’, ‘Mulher Rendeira’, ‘Isso aqui tá muito bom’, ‘Festa do Interior’, ‘Pagode Russo’ e ‘Só quero um xodó’.
Durante a noite de homenagens à cultura cearense o carnavalesco Severo Luzardo conversou com a reportagem do CARNAVALESCO sobre a idealização da homenagem.
“A nossa principal intenção é criar uma interação e uma empatia ainda maior entre os cariocas e os cearenses. É um povo extremamente festeiro e alegre. Por trabalhar em televisão eu conheço muitos artistas cearenses e faremos diversas parcerias que poderão ser vistas em nosso projeto na avenida”, comentou Severo, que convidou artistas e instituições do estado para desenvolverem figurinos em alas e fornecerem materiais exclusivos para o desfile.
O diretor de carnaval Dudu Azevedo foi o idealizador da noite cearense e do pocket-show que mesclou sambas da Ilha com apresentações típicas do estado do Ceará. Ele se mostrou maravilhado com os traços da cultura de um dos estados mais significativos do Nordeste.
“É realmente encantador, pois eu, por exemplo, vim a saber de coisas que se não fosse nosso enredo eu jamais teria esse conhecimento. Como a Carnaúba, que está presente até em cosméticos, e nós teremos em nosso desfile. A nossa ideia com esse evento foi criar um intercâmbio mais próximo entre a escola e os cearenses que estão sendo homenageados. Eles trazem toda a peculiaridade do artesanato, da moda e da cultura do Ceará e nós retribuímos com uma apresentação que nós cariocas e o carnaval sabemos tão bem produzir”, elogia o dirigente.
Chefiando a delegação de cearenses na quadra estava o presidente do Sindicato das Indústrias de Confecção de Roupas e Chapéus de Senhora no Estado do Ceará (Sindconfecções), Elano Guilherme. Foi através dele que a União da Ilha viabilizou seu enredo para o Carnaval 2019.
“Quando assumimos a instituição em dezembro do ano passado pensei em criar uma visibilidade maior para nossas confecções. E não há passarela mais espetacular que o carnaval do Rio de Janeiro. O povo do Ceará está muito lisonjeado com esse enredo, tão bem pensado e criado pelo Severo Luzardo. Estamos realmente vivendo uma noite muito especial nesta linda quadra”, derrete-se Elano.
Ito Melodia receberá título de cidadão de Fortaleza
O ponto alto da noite cearense se deu quando a comitiva subiu ao palco. Vieram, além de Elano Guilherme, representantes de entidades que desenvolverão figurinos e cederão materiais para o desfile da escola, a youtuber e influenciadora digital Morgana Camila e o vereador de Fortaleza pelo PDT, Marcio Martins. Coube ao político o momento de maior emoção da noite, quando anunciou uma homenagem ao intérprete da Ilha, Ito Melodia.
“Fico imaginando como devem estar felizes e orgulhosos no céu figuras notórias do nosso Ceará, como Padre Cícero, Lampião, Maria Bonita, e, claro, José de Alencar e Raquel de Queiroz. Pensamos em homenagear a escola através de um representante muito ilustre, que é o intérprete Ito Melodia. Vamos condecorá-lo no dia 18 de dezembro com o título de cidadão de Fortaleza. É a maior comenda de nossa cidade”, destacou.
A União da Ilha será a quarta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval pelo Grupo Especial em 2019. A tricolor insulana apresenta o enredo ‘A peleja poética entre Rachel e Alencar no avarandado do Céu’ de autoria do carnavalesco Severo Luzardo.
Uma coletiva apresentou na tarde deste sábado na Cidade do Samba todos os detalhes do primeiro baile dos passistas, que acontecerá no próximo dia 14 de dezembro na quadra do Salgueiro. Estiveram presentes além da organização do evento alguns passistas que irão abrilhantar o baile.
O comentarista da TV Globo Milton Cunha é o idealizador do evento. Sua ideia é criar um baile para cada segmento das escolas de samba. Para o encontro foram convidados coordenadores das alas de passistas de diversas escolas de samba de todo o país. Cerca de 40 alas estarão representadas.
Cada responsável irá criar um show com uma trilha sonora específica para exibição de sua ala. Além disso serão homenageados 10 baluartes que foram passistas no passada. A organização também garantiu algumas surpresas para a grande noite.
Além do baile dos passistas, Milton Cunha vai promover um com os casais de mestre-sala e porta-bandeira que acontecerá no dia 19 de janeiro, na quadra da Viradouro. Será o terceiro segmento lembrado, pois além dos passistas Milton já promoveu uma confraternização com os destaques.