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Unidos de Padre Miguel vai tocar em temas políticos e sociais através de seis personagens de Dias Gomes

A Unidos de Padre Miguel aposta em seis inesquecíveis personagens criados por Dias Gomes para realizar o sonho de voltar ao Grupo Especial em 2020. A intenção do carnavalesco João Vítor Araújo é abordar temas necessários no contexto sócio-político brasileiro usando como fio condutor essas figuras do autor, que é o enredo da agremiação no ano que vem.

“O nosso enredo traz as obras e seis personagens criados pelo escritor Dias Gomes, cujos temas abordados em peças, filmes e novelas são um retrato do Brasil de hoje. As obras de um dos mais importantes autores de teatro, rádio, cinema e TV, abordam com reflexão e bom humor questões sociais que estão em pauta ainda hoje no país. Serão trazidos em desfile temas como intolerância religiosa (em o Pagador de Promessas), a vida no interior e os dribles que os políticos dão no povo (O bem Amado e Roque Santeiro), a vida nas grande cidades (tratados em O Espigão e Bandeira 2) e o realismo fantástico (presente em Saramandaia, cuja história até hoje permeia a imaginação do povo brasileiro)”, adianta João.

O carnavalesco da Unidos de Padre Miguel, que já deixou claro que o desfile da vermelha e branco não se limitará a uma escalação de novelas e personagens de Dias Gomes, comenta que a obra favorita do homenageado em sua opinião é Roque Santeiro, censurada em sua primeira exibição pela ditadura militar em 1975 e um dos maiores fenômenos de audiência da TV brasileira a partir de sua segunda exibição em 1985.

“Já fui noveleiro. Roque Santeiro é minha preferida, embora eu não fosse nascido. Revi a novela toda. Saramandaia também tenho muito carinho. Duas novelas que representam a apoteose do absurdo. Coisas inimagináveis. Que me cativam bastante. Sinto falta disso nos folhetins de hoje. Dias Gomes sempre alfinetou a política brasileira. Tudo que ele sempre escreveu está acontecendo hoje”, aleta João.

Com o samba da Unidos de Padre Miguel percorrendo o mundo através do lançamento do CD da Série A na última semana, João Vítor acredita que a obra atende perfeitamente a seu projeto estético e revela que tentou nortear a forma com que os compositores criassem o samba-enredo.

“Eu gosto muito de dar liberdade. Mas fiz um pedido especial que as obras não fossem focadas em novelas. Que não houvesse uma exploração de personagens e títulos. A proposta é falar do Dias Gomes e fazer um link com os dias atuais. Não estou falando de novela”, finaliza.

A Unidos de Padre Miguel será a quinta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval da Série A com o enredo ‘Qualquer semelhança não terá sido mera coincidência’.

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