As escolas da Série A mostraram no Grito de Carnaval do Sambista, que aconteceu na tarde de sábado, na quadra da Viradouro, que os sambas-enredo para os desfiles de 2019 prometem tornar a competição acirrada e com nível elevado de qualidade. Veja abaixo os vídeos (feitos por Vinicius Vasconcelos) de todas apresentações e um breve resumo. * VEJA AQUI FOTOS
UNIDOS DE PADRE MIGUEL: Pixulé, como sempre, arrebentou na apresentação. Bateria oficial da Série A no Grito do Sambista, os ritmistas da Guerreiros deram um verdadeiro show. O casal Vinicius e Jéssica caminha para um grande desfile em 2019.
PORTO DA PEDRA: A escola de São Gonçalo praticamente realizou um desfile na Viradouro, inclusive, o samba sobre sobre Antonio Pitanga cresceu demais nas vozes de Luizinho Andanças e Pitty. O casal Rodrigo e Cintya Santos é um dos melhores da Série A.
INOCENTES: Nino do Milênio está em casa. Peixinho e Jaçanã passam experiência e segurança nas apresentações.
CUBANGO: Arrepiou com o samba totalmente encaixado na voz de Thiago Britto. Diego e Patricia formam um casal que tem tudo para dar os 40 pontos para a escola de Niterói.
ESTÁCIO: Serginho do Porto exibiu todo o seu talento no belo samba da Estácio. A escola do morro de São Carlos é certamente uma grande postulante ao título, já que possui segmentos fortes.
IMPÉRIO DA TIJUCA: Outra escola que é sempre uma força na Série A. O intérprete Daniel Silva faz o samba-enredo render sempre mais. O casal une a juventude de Renan e a experiência de Gleice Simpatia.
ALEGRIA DA ZONA SUL: Igor Vianna é um dos cantores que mais vem se destacando nos últimos anos. Consegue interpretar o samba-enredo como ele merece ser cantado. Formado há pouco tempo, o casal Diego e Thais também é um ponto forte da escola.
RENASCER DE JACAREPAGUÁ: Grande apresentação da escola no Grito de Sambista. Presença forte dos segmentos. O cantor Diego Nicolau é um craque e o casal Luís Augusto e Thainá Teixeira forma uma boa dupla.
SANTA CRUZ: Eleito o melhor samba-enredo da Série A pelo Júri do CARNAVALESCO, a Santa Cruz também passou muito bem com o cantor Roninho na apresentação da obra. Mosquito e Roberta se encontram no olhar. Bonito de ver a dança do casal.
ROCINHA: O experiente Ciganerey garantiu a boa apresentação da escola. Destaque para o casal Vinicius Jesus e Viviane Oliveira.
BANGU: Luis Oliveira conduziu muito bem a apresentação do samba. O jovem demonstra que tem futuro no carnaval do Rio de Janeiro.
SOSSEGO: Destaque para a excelente dupla de cantores Juliana Pagung e Guto. A escola fez uma grande apresentação, incluindo, a participação da ala de passistas. Marcinho e Bruna formam um casal de mestre-sala e porta-bandeira com muito futuro.
PONTE: Lico Monteiro deu segurança a reedição “Oferendas” da Unidos da Ponte. A escola possui um casal jovem Yuri Souza e Camylinha Nascimento e que pode garantir boas notas em 2019.


“Família Salgueirense,
“Eu sempre levo em conta o fato de eu ter sido ritmista. Falo para as pessoas que eu não cai de paraquedas, desde a Avenida São João, Tiradentes, essa experiência leva muito em conta, eu nunca desfiz de ritmista. O maior bem de uma bateria é o ritmista, se você não tem o ritmista do seu lado, não consegue tirar o melhor dele, por isso procuro estar próximo dele” afirma mestre Tornado, que acrescenta também: “E outra, eu faço muito escolinha de bateria, e deixo claro, você chega cheiroso e vai embora fedendo, é o primeiro a chegar e o último a sair, às vezes ganha uma latinha de cerveja ou de água. Algumas escolas tratam como último quesito, mas a bateria precisa ser bem tratada, como o coração. É isso que eu faço, trato meus ritmistas com o máximo respeito”, finaliza.
A Ritmo que Incendeia segue um estilo de trabalho próprio do Tornado. A caixa segue a levada padrão, com acentuação no contratempo. Os surdos de terceira são padronizados e tem o desenho seguindo o samba-enredo trabalhado. Uma identidade forte da bateria são os agogôs, desenhados em cima da melodia e sempre estão destacando as bossas.
Novidade na Unidos da Tijuca. A Azul e Amarelo terá padre Omar no seu carro de som no Carnaval de 2019. O religioso estudou piano no Conservatório Brasileiro de Música, é membro honorário da Academia Internacional de Música e fez o Curso de Música Sacra da Universidade Santa Cecília de Roma, além de ter forte vocação em evangelizar através da música.
Quem conhece e vive de perto a realidade das escolas de samba sabe que as agremiações estão muito além de um desfile. Muitas possuem projetos sociais capazes de mudarem a vida das pessoas, e em diversos casos salvarem da criminalidade, quando se trata das agremiações que estão localizadas em áreas de alta periculosidade. Some-se a isso o fato de que elas geram diversos empregos diretos em seus barracões e quadras, além de indiretos com seus eventos e ensaios de rua.
Como acontece com todas as pessoas que sofrem da Síndrome do Pânico, Rafaella em um primeiro momento relutou ao convite devido à grande aglomeração de pessoas nos desfiles da Sapucaí. Mas ela foi convencida pelos amigos e voltava a desfilar, atividade que fez por muitos anos em sua vida. O desfile jamais sairá da cabeça da componente, pois segundo ela foi um momento determinante para se curar das duas doenças, como a própria relata à reportagem do CARNAVALESCO.
“É uma história extremamente tocante. A gente vive um momento de tamanho ataque à cultura do carnaval, e recebemos um presente desses, porque uma história como a da Rafaella é algo que não tem como não emocionar a gente. Pensar que um desfile, onde milhares de pessoas estão envolvidas, pode significar tanto para uma pessoa. Fazemos questão de convidar Márcia para estar no nosso desfile, na nossa alegoria dos ex-votos. Ela é o nosso grande amuleto para o desfile de 2019”, conta Leonardo Bora.
“Não consigo nem traduzir em palavras algo como isso. Não esperava mesmo que a minha história fosse comover assim. Estou muito emocionada. Vocês não sabem o bem que estão me proporcionando. Eu amo o carnaval e foi ele quem salvou a minha vida. Eu jamais vou esquecer uma homenagem como essa”, declarou Rafaella aos prantos.
Quando uma escola opta por reeditar um desfile na avenida ela assume o risco da comparação com uma apresentação de sucesso, seja dela própria ou de outra agremiação. A São Clemente escolheu por reeditar o seu mais bem sucedido desfile (‘E o samba sambou’ de 1990) em 2019 na volta de uma reedição ao Grupo Especial depois de dez anos.
– Essa percepção de repetição foi destruída com a divulgação da sinopse. Eu estou fazendo uma nova crítica, me utilizando da obra por ela ser atemporal. Não enxergo dificuldade, vejo como vantagem o tema já ter sido apresentado com um discurso diferente do meu. Foi um dos grandes momentos da escola, tenho liberdade para reinventar. Vamos flertar com o enredo de 1990 mas não será releitura literal. Iremos atualizar a temática. Houve um discurso profético e vamos reafirmá-lo adequando a 2019 com novas distorções. Não é só reeditar o samba. Foi um desfile bastante literal na ocasião. As formas foram construídas com muita inteligência, buscando o entendimento direto. Essa mesma clareza eu vou buscar como leitura e vou fazer piada e gozação – esclarece o carnavalesco.
– Decidimos reeditar porque acho um dos enredos mais atuais do carnaval. Se os jurados julgarem de uma forma coerente iremos impactar a avenida. A Tuiuti trouxe um aspecto politico e se deu bem. Faremos um manifesto político do carnaval no nosso desfile. A São Clemente cresceu e não pode ser julgada como foi em 2018. Não gostei – dispara Renatinho.
A esperada reunião entre o prefeito Marcelo Crivella e as escolas de samba do Grupo Especial deve acontecer essa semana. Em entrevista ao jornal O Globo, o prefeito do Rio disse que “em 2017 foi considerado traidor, e que esse ano vai sair de herói”.
A Estação Primeira de Mangueira abriu espaço para a diversidade e terá a primeira musa trans. A carioca de São Cristóvão, Patrícia Souza, de 25 anos, vai estrear no cobiçado posto. Mas não será sua primeira vez na Verde e Rosa. Antes mesmo de sua transição, iniciada há cinco anos, ainda com aspecto masculino, já desfilava na Estação Primeira. (Foto: Diego Mendes)
A grande procura por vagas para desfilar com a São Clemente no Carnaval 2019 fez a escola da Zona Sul abrir uma exceção a decisão de apostar 100% na comunidade e disponibilizar vagas limitadas em quatro alas do seu desfile com o enredo “E o Samba Sambou”.
“A gente sempre conta com uma procura imensa de foliões que desejam fazer parte do nosso desfile e só conseguem se adaptar com as alas comerciais. Não era uma decisão inicial, mas acabamos abrindo uma exceção devido a essa extensa procura que se repete neste ano. São poucas vagas e estarão mesclados com componentes da nossa comunidade. Temos certeza que faremos um grande desfile”, afirmou o presidente Renato Almeida Gomes.
São
“Eu recebi um convite do Mestre Zoinho, e isso foi lá pro meio de dezembro quando fui demitido do Salgueiro. Poucos dias depois ele me ligou, falou do ensaio técnico e como eu tava meio abalado ainda né, 15 anos não são 15 dias. Tive essa honra de poder aceitar o convite”, afirma.
“Eu já estive aqui, fiz um trabalho na Águia de Ouro. Tem que ser assim, a amizade tem que prevalecer, trocamos ideias né, Rio com São Paulo, até Minas Gerais e Argentina. A gente faz isso pra não acontecer o que está acontecendo com o carnaval do Rio”.