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Lula recebe equipe da Acadêmicos de Niterói e ouve samba-enredo para o Carnaval 2026 em sua homenagem

Às vésperas do lançamento do samba-enredo para o carnaval de 2026, a Diretoria da Acadêmicos de Niterói foi recebida pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. Super honrado em ser o enredo da agremiação para 2026, Lula recebeu a camisa oficial da escola das mãos do Presidente Wallace Palhares.

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Fotos: Ricardo Stuckert / PR

Lula também ouviu em primeira mão o samba-enredo através dos compositores presentes Teresa Cristina, Paulo César Feital, André Diniz, Fred Camacho, Júnior Fionda e Lequinho.

A festa de lançamento do samba-enredo da agremiação acontecerá neste domingo, 21 de setembro, a quadra localizada na rua Xavier Brito, 22 – Niterói, a partir das 14h. A entrada será 1kg de alimento não-perecível.

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Vai-Vai busca novo espaço para sede na rua Rui Barbosa, no Bixiga

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Uma das grandes questões envolvendo a infraestrutura de escolas de samba em São Paulo ganha um novo capítulo. O Vai-Vai, maior campeão do Grupo Especial da cidade e que está sem quadra desde 2021, quando o histórico espaço foi cedido para a construção de uma estação de metrô, passou a pleitear um novo local para chamar de sede. E um novo endereço já está na mente da agremiação: a rua Rui Barbosa, no Bixiga – região que, hoje, foi absorvida pela Bela Vista, terreiro histórico vaivaense. A situação, que já se arrasta por quatro anos, entretanto, ganha um novo capítulo – que foi revelado para a reportagem do CARNAVALESCO.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Novo espaço pleiteado

Se, antes, o Vai-Vai tinha um acordo para ter um novo espaço na rua Almirante Marques de Leão (que tem início no final da rua Doutor Loureço Granato, um dos endereços que formavam as históricos Cinco Esquinas, como era conhecida a antiga sede vaivaiense), a busca do Vai-Vai passou a ter olhos para outro local: o antigo Teatro Zaccaro e a Fábrica Elin, também no Bixiga, na altura do número 266 da rua Rui Barbosa.

Vale destacar que o espaço passa longe de ser desconhecido pelo Vai-Vai. O local abrigou, por exemplo, as finais de samba-enredo para os carnavais 2025 e 2026 e realizava ensaios de rua iniciados em tal ponto do endereço.

E o outro endereço?

Quando deixou a histórica antiga sede, nas já citadas Cinco Esquinas, o Vai-Vai negociou com o consórcio de empresas responsável pela construção da Linha 6 – Laranja do Metrô de São Paulo um novo espaço na rua Almirante Marques Leão. Tal espaço, entretanto, passou a ser alvo da 6ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, que alegou uma série de irregularidades no espaço.

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De acordo com a nota da agremiação, “o Vai-Vai não tentará recurso na decisão da suspensão das obras e, nesse sentido, renova seu mais profundo respeito aos Poderes constituídos (e, neste caso, o Poder Judiciário)”.

É importante destacar que, após deixar a tradicionalíssima sede, a escola passou a fazer eventos na antiga quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, na rua Tabatinguera – a 600 metros da Praça da Sé e a mais de dois quilômetros da antiga sede alvinegra. O espaço foi vendido pelo antigo locador, e a agremiação passou a realizar ensaios na quadra da coirmã Uirapuru da Mooca.

Em prol da população carente

Ainda de acordo com a nota oficial do Vai-Vai, a Escola do Povo propõe que o espaço negociado entre a escola e as empresas responsáveis pela estação de metrô “sejam utilizados pela Prefeitura para construção de moradia social, preferencialmente para permanência da população negra”.

Cinco esquinas

A antológica antiga quadra da escola, localizada em um raro imóvel no entroncamento das ruas São Vicente, Doutor Lourenço Granato e Cardeal Leme, foi requisitada em 2015 pela Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos por meio da Prefeitura de São Paulo. Na área, está prevista a construção de uma estação de metrô da Linha 6-Laranja, que ainda será inaugurada.

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Originalmente, a estação estava prevista para se chamar 14-Bis – nome de uma conhecida praça na avenida Nove de Julho, das principais vias de São Paulo, e que ficava distante apenas um quarteirão da antiga quadra. Em 2021, a agremiação deixou o espaço após chegar a um acordo com o consórcio de empresas encarregado de construir a estação – posteriormente, foi descoberto que o Quilombo Saracura, sempre lembrado pelo próprio Vai-Vai, estava sediado exatamente no local.

Por conta de tal descoberta arqueológica, a futura estação teve o nome alterado para 14 Bis – Saracura. As peças, entretanto, fizeram com que a inauguração da estação fosse adiada para 2029 – enquanto a própria Linha 6 – Laranja tem previsão de inauguração para 2026.

Confira a íntegra da nota

“O Vai-Vai não tentará recurso na decisão da suspensão das obras e, nesse sentido, renova seu mais profundo respeito aos Poderes constituídos (e, neste caso, o Poder Judiciário).

Cabe esclarecer que a opção pelo imóvel da Rua Rocha com a Marques Leão foi a única viável diante da desapropriação por que passamos para a realização das obras do metrô.

Considerando a inviabilidade de construção de nossa sede no local, a proposta de permuta do terreno da Marques Leão por moradia popular segue em negociação com a prefeitura, em outras esferas do poder público, tanto municipal, quanto estadual e federal.

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A proposta é que os terrenos da rua Rocha e Almirante Marques Leão sejam utilizados pela Prefeitura para construção de moradia social, preferencialmente para permanência da população negra, conforme determina o Plano Diretor sobre o TICP do Bixiga.

Em troca, a escola solicita a desapropriação por interesse cultural dos terrenos do Antigo Teatro Zaccaro e da Fábrica Elin, na Rua Rui Barbosa, para instalação de sua nova sede social, e do centro cultural comunitário do Bixiga.

Vale ressaltar que a escola segue lutando para preservar suas raízes ancestrais no bairro em que nasceu e se consolidou como um patrimônio cultural da cidade”.

Leandro Vieira sobre enredo da Imperatriz: ‘O Ney é muito combustível para fazer carnaval’

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O carnavalesco Leandro Vieira abriu o jogo sobre a escolha do enredo da Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval 2026, que vai homenagear o cantor Ney Matogrosso. Em entrevista ao “Só se For Agora Podcast”, apresentado por Jorge Perlingeiro, o artista revelou que já alimentava esse desejo há muitos anos e que não perdeu a oportunidade de convencer o ícone da música brasileira.

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“O enredo sobre o Ney estava na minha gaveta. Soube pedir. Nem deixei ele pensar. Joguei mais pesado. Falei: ‘tenho uma ideia e só queria pedir uma coisa: não me negue o direito de sonhar em tê-lo como enredo’”, contou.

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Foto: Reprodução de internet

Apelo carnavalesco de Ney Matogrosso

Para Leandro, Ney sempre foi uma figura que dialoga naturalmente com o universo do carnaval, tanto pelo impacto de sua música quanto pela estética visual de sua carreira.

“Eu já tinha o desejo de fazer o enredo sobre o Ney há muitos anos. Sempre achei que ele era uma figura altamente carnavalesca. A música, os grandes intérpretes da música brasileira, são acompanhados por imagem. O Ney, no caso, é mais ainda. Ele é um intérprete consagrado, com grandes clássicos, tem coisas muito alegóricas e visuais. Ele fez do corpo uma bandeira, introduziu a performance. Os figurinos dele são um desbunde visual. Muito combustível para fazer carnaval”, destacou.

Nova fase da Imperatriz

O carnavalesco também analisou a evolução recente da escola de Ramos, que passou por uma transformação estética e artística nos últimos anos.

“A Imperatriz, nos últimos anos, acabou traçando um caminho de muita pluralidade. Agora, ela é a ex-certinha de Ramos. É uma escola mais aquecida. Foi cangaceira, cigana e filha de Oxalá e no ano seguinte experimenta a ruptura. A escola está mais solta, mais livre das amarras e livre para jogo. A Imperatriz tem apresentado carnavais de alto nível em fantasias”, avaliou.

Ambição de título

Mesmo reconhecendo o desafio de transformar Ney Matogrosso em enredo, Leandro Vieira deixou claro que o trabalho é focado na busca pelo campeonato.

“A escola quer ganhar, ela está na briga, porque acreditamos que é possível. Por isso, a gente trabalha antecipadamente”, afirmou.

Com essa proposta ousada, a Imperatriz chega ao Carnaval 2026 reafirmando seu protagonismo e prometendo um desfile que une música, estética e a potência de um dos maiores artistas brasileiros.

Compositores finalistas exaltam vitória da parceria de André Diniz na Vila Isabel: ‘O samba que o povo cantou’

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A Unidos de Vila Isabel retomou a tradição de grandes disputas de samba-enredo e coroou a parceria de André Diniz, Evandro Bocão e Arlindinho como vencedora da safra para o Carnaval 2026. Em uma final que emocionou o “Povo do Samba”, a escola de Noel e Martinho anunciou, em vídeo feito pelo patrono Capitão Guimarães, a vitória por aclamação, sem a necessidade de apresentação das parcerias concorrentes. O enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, assinado pelo enredista Vinicius Natal e os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, ganhou um hino, aclamado antes mesmo que a disputa chegasse ao fim.

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Foto: S1 Comunicação/Divulgação Vila Isabel

Mais do que a consagração de uma parceria histórica, o concurso da Vila neste ano chamou atenção pela organização e pela decisão da diretoria de premiar também o segundo e o terceiro colocados. O gesto foi entendido como reconhecimento ao trabalho coletivo dos compositores da escola.

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Reconhecimento dos concorrentes

Entre os que exaltaram o resultado, o compositor Daniel Baga, da parceria de Moacyr Luz, destacou o caráter democrático do processo e a força do campeão. “Hoje é um dia de festa, é um dia de Vila. A disputa foi absolutamente justa. O nosso samba era bonito, mas esse que venceu está sendo cantado pelo Morro dos Macacos. E isso é o que interessa. Ganhou um samba que o povo cantou”, declarou o compositor.

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Compositor Daniel Baga

Já Danilo Garcia, da parceria de PC Feital, reforçou a inspiração de André Diniz e a seriedade da condução da disputa: “É um samba belíssimo. Mais uma vez, inspirado. Caiu nas graças da comunidade e era o resultado que tinha que ser. A escola está se reencontrando com suas origens afro e isso é muito bonito. A Vila tem tudo para ser favoritíssima ao título”.

Valorização da obra

A Vila decidiu oferecer premiação também ao segundo e terceiro colocados, reconhecendo a excelente safra apresentada pelos compositores, que resultou em uma das melhores disputas da temporada do Carnaval 2026.

André Diniz, unanimidade na Vila Isabel

A vitória confirma mais um capítulo da trajetória de André Diniz como o maior vencedor da história recente da Vila Isabel. São 20 vitórias em disputas de samba na escola. Em meio às comemorações, o que chamou atenção foi a reverência dos próprios adversários à sua obra, uma unanimidade rara no mundo competitivo dos concursos de samba-enredo.

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Compositor Danilo Garcia

Com um enredo que dialoga com as raízes afro-brasileiras e uma safra celebrada por sua qualidade, a Vila Isabel dá o tom da disputa do próximo carnaval. Como resumiu Danilo Garcia, “a obra vencedora tem tudo para figurar entre os grandes sambas do ano”.

Veja a agenda de ensaios técnicos no Anhembi para o Carnaval SP 2026

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A temporada de ensaios técnicos para o Carnaval SP 2026 já tem data para começar. A partir do dia 10 de janeiro, as 32 escolas de samba filiadas à Liga-SP passam pelo Sambódromo do Anhembi. Ao todo, são mais de 50 ensaios técnicos abertos ao público, com entrada gratuita, de sexta a domingo. A grade de ensaios está sujeita a alteração.

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Foto: Fábio Martins/CARNAVALESCO

Veja a programação:

10/01 – Sábado 
17h30 – IMPERATRIZ DA PAULICEIA
18h30 – UNIDOS DE VILA MARIA
19h30 – MANCHA VERDE
20h35 – ACADÊMICOS DO TUCURUVI
21h40 – CAMISA VERDE E BRANCO
22h45 – NENÊ DE VILA MATILDE

11/01 – Domingo
17h30 – PRIMEIRA DA CIDADE LÍDER
18h30 – UNIDOS DE SÃO LUCAS
19h30 – INDEPENDENTE TRICOLOR
20h35 – IMPERADOR DO IPIRANGA
21h40 – AMIZADE ZONA LESTE

16/01 – Sexta-feira
20h30 – UIRAPURU DA MOOCA
21h30 – MOCIDADE ALEGRE
22h35 – IMPÉRIO DE CASA VERDE

17/01 – Sábado 
17h30 – DOM BOSCO DE ITAQUERA
18h30 – BARROCA ZONA SUL
19h30 – ÁGUIA DE OURO
20h35 – ROSAS DE OURO
21h40 – TOM MAIOR
22h45 – GAVIÕES DA FIEL

18/01 – Domingo 
17h30 – X-9 PAULISTANA
18h30 – COLORADO DO BRÁS
19h30 – DRAGÕES DA REAL
20h35 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
21h40 – CAMISA 12

23/01 – Sexta-feira
20h30 – MORRO DA CASA VERDE
21h30 – VAI-VAI
22h35 – MOCIDADE UNIDA DA MOOCA

24/01 – Sábado 
17h30 – UNIDOS DO PERUCHE
18h30 – UNIDOS DE VILA MARIA
19h30 – NENÊ DE VILA MATILDE
20h35 – MOCIDADE ALEGRE
21h40 – GAVIÕES DA FIEL
22h45 – BARROCA ZONA SUL

25/01 – Domingo
17h30 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
18h30 – PÉROLA NEGRA
19h30 – ACADÊMICOS DO TUCURUVI
20h35 – INDEPENDENTE TRICOLOR
21h40 – CAMISA 12

30/01 – Sexta-feira 
20h30 – TORCIDA JOVEM
21h30 – DOM BOSCO DE ITAQUERA
22h35 – VAI-VAI

31/01 – Sábado
17h30 – CAMISA VERDE E BRANCO
18h30 – MANCHA VERDE
19h30 – ÁGUIA DE OURO
20h35 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
21h40 – ROSAS DE OURO
22h45 – IMPÉRIO DE CASA VERDE

01/02 – Domingo 
17h30 – TOM MAIOR
18h30 – COLORADO DO BRÁS
19h30 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
20h35 – DRAGÕES DO REAL
21h40 – MOCIDADE UNIDA DA MOOCA

Ensaios técnicos

Os ensaios técnicos das escolas de samba se transformaram, ao longo do tempo, em um evento indispensável no calendário do Carnaval paulistano. Muito aguardados pelos sambistas mais apaixonados, esses ensaios são como um prelúdio do desfile oficial, mas sem as fantasias e alegorias completas. Para as escolas, é uma etapa crucial para testar e ajustar o planejamento do espetáculo. Já para o público que lota as arquibancadas, é uma chance de ter um gostinho do que está por vir, socializar e até escolher o melhor local para assistir aos desfiles oficiais. Os ensaios acontecem no sambódromo do Anhembi e são abertos ao público, com entrada gratuita.

+ Veja a ordem dos desfiles do Carnaval SP 2025

Os Desfiles das Escolas de Samba de São Paulo retornam ao sambódromo do Anhembi nos dias 22 e 28 de fevereiro, 1, 2 e 8 de março. A entrada para assistir às agremiações do grupo de Acesso 2, no sábado, 22 de fevereiro, é gratuita. Garanta um lugar em www.clubedoingresso.com/carnavalsp/ 

Paulo Pinna promete tributo emocionante a Rosa Magalhães no desfile do Salgueiro 2026

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Em uma entrevista ao CARNAVALESCO, o coreógrafo da comissão de frente do Salgueiro, Paulo Pinna, abriu o coração ao falar sobre a responsabilidade de homenagear Rosa Magalhães, considerada por muitos a maior carnavalesca da história do Brasil.

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“É uma responsabilidade muito grande a gente falar sobre a maior carnavalesca brasileira que nós tivemos. Sou um coreógrafo novo e tenho memórias muito afetivas com a Rosa, de imagens marcantes do meu segmento. Ela e o Fábio de Melo mudaram a cara do meu segmento. Fiquei com aquele frio na barriga gostoso da responsabilidade que é falar sobre Rosa. É uma delícia embarcar nessa viagem louca, essa jornada louca que a carnavalesca viveu durante esses quase 50 carnavais”, contou Pinna, que assinou a direção coreográfica do tributo preparado pela vermelho e branco.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Emoção nos ensaios e conexão com a história de Rosa

O ponto alto da criação para o Tributo, segundo Pinna, veio quando reviveu um dos momentos mais icônicos da carreira de Rosa: a inesquecível comissão de frente dos piratas, da Imperatriz Leopoldinense em 2003.

“Homenageamos uma das comissões de frente dela. Sou fã de várias. A gente escolheu uma para poder representar com símbolos. Isso mexeu comigo porque eu vi uma comissão marcante que via durante muito tempo”, revelou, emocionado.

Pesquisa e mergulho no legado de Rosa

Para dar forma à homenagem, Paulo Pinna mergulhou em uma intensa pesquisa que envolveu conversas com antigas colaboradoras da carnavalesca, como Alessandra, assistente, e Andreia, escultora. “Elas falaram para a gente que a Rosa tinha muito carinho com a formação de Arte”, explicou.

A relação pessoal do coreógrafo com Rosa também reforçou a emoção do trabalho. “Eu trabalhei com a Rosa na Imperatriz, em 2022. Eu era diretor artístico da escola e o Thiago Soares era o coreógrafo. Lidei com ela durante momentos em que ela realmente marcava presença na comissão de frente. Ela tinha um xodó por esse segmento”, relembrou.

Promessa de um espetáculo inesquecível no Salgueiro

Com o coração tomado pela responsabilidade e pela inspiração, Paulo Pinna garantiu que o Salgueiro vai emocionar o público.

“Já estou estudando, e acho que a gente vai poder homenagear de uma forma muito legal e as pessoas vão reviver momentos muito bons”, prometeu.

O desfile da vermelho e branco promete unir emoção, memória e inovação, celebrando o talento de Rosa Magalhães e reforçando a tradição de grandes espetáculos do Salgueiro no Carnaval 2026.

‘O Zaca chegou!’ Comemorando a nova casa, Tucuruvi define samba-enredo para o Carnaval 2026

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Na noite deste domingo, a Acadêmicos do Tucuruvi escolheu o samba-enredo que representará a escola no Anhembi, no Carnaval de 2026. A final foi cercada de expectativa, pois foi a primeira realizada na nova quadra da agremiação, localizada na Rua Manuel Gaya. Por isso, a comunidade e os segmentos esbanjaram felicidade. A escola agora conta com uma nova casa, ampla e estruturada para receber eventos e ensaios da Cantareira. Quatro sambas-enredo estavam na disputa. Exceto o primeiro a se apresentar (Denis Moraes e cia.), todos os outros levaram torcidas que abrilhantaram ainda mais a festa. A obra campeã foi a última a subir ao palco: o Samba 7, de autoria dos compositores Fábio Jelleya, Maurício Pito, Felipe Mendonça, Matheus Nassar e Newtinho. A apresentação foi marcada por um grande contingente de torcedores, bexigas e bandeiras, com um canto forte.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

A Tucuruvi será a terceira a desfilar no domingo de carnaval, pelo Grupo de Acesso I, com o enredo “Anti-herói Brasil”, desenvolvido pelo carnavalesco Nicolas Gonçalves.

“Não tem nada que explique. Eu sou abençoado. Tenho muita gratidão à escola, porque é o oitavo ano que participo de uma parceria que vai para a avenida, e a construção é sempre em conjunto. Tenho muito agradecimento aos meus parceiros e aos amigos que estão sempre juntos na caminhada. São oito sambas na escola do coração. Cada disputa é nova”, celebrou o compositor Fábio Jelleya, prata da casa e octacampeão de sambas-enredo na Tucuruvi.

Vencendo em casa

Jelleya também destacou o elo da parceria com a escola: “É indescritível. É a escola do coração do nosso time. Foi uma disputa acirrada com parceiros que também são amigos, mas a gente está muito feliz. Acho que conseguimos traduzir o enredo, esse sentimento do anti-herói, que é o mais importante. Só gratidão à escola, à diretoria e à comunidade… Que a gente volte para o nosso lugar”, disse.

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Outro nome da parceria campeã, Maurício Pito, comemorou a vitória em casa: “A sensação é maravilhosa, de voltar para a Tucuruvi, que a gente considera nossa casa também. Foi onde começamos, há mais de 15 anos, a compor. Acho que esse momento que a escola está vivendo também é um chamado para quem tem carinho pela Tucuruvi estar aqui. E a sensação é maravilhosa”, afirmou.

Desafios da composição

O tema “Anti-herói” é amplo, mas tem como ponto de partida celebrar o povo brasileiro que vive em meio às contradições do país, utilizando figuras históricas como João Grilo e Macunaíma. A ideia é mostrar que os verdadeiros heróis do Brasil são os anônimos da sociedade. Jelleya comentou sobre o processo de criação do samba.

“Acho que foi um mergulho mesmo. Antes de começar a fazer o samba, ficamos uns 20 dias só estudando a sinopse. Tivemos uma descrição detalhada do enredo pelo Nicolas e pelo enredista Cleiton Almeida para entendermos a alma do anti-herói, porque o objetivo é levar para a avenida esse sentimento anti-heroico que está presente em cada um de nós e que também está ligado à Tucuruvi. São 50 anos de história. Foi um carnaval maravilhoso em 2025, que acabou sendo imperfeito, mas ficou no coração, como diz o refrão, e que a justiça seja feita à nossa emoção”, declarou.

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Maurício reforçou que o objetivo foi seguir à risca o tema proposto: “A gente tentou seguir uma linha de entregar, logo de cara e de forma direta, o que é esse enredo: o enredo dos anti-heróis. A Tucuruvi também se coloca, em função do que aconteceu no carnaval passado, nessa posição de ‘anti’ — aqueles que têm um propósito legítimo e, muitas vezes, apesar das imperfeições, se conduzem por esse propósito. A maior parte dos brasileiros se identifica com isso. Acho que o nosso maior desafio é tentar entregar essa mensagem da forma mais clara possível”, revelou.

Pito também destacou seu trecho favorito do samba: “Acho que, a partir do trecho ‘Corre é Mil Graus’, a arquibancada vai reconhecer o herói que há em mim e em você. Porque isso resume muito esse enredo: os anti-heróis, aqueles que, apesar de falhos e de muitas vezes não terem o devido reconhecimento, são pessoas guerreiras e batalhadoras. Acho que essa parte, para mim, é a mais representativa do samba”, disse.

Visão do cantor: escolha certeira

O intérprete oficial da escola, Hudson Luiz, elogiou a capacidade da Tucuruvi de escolher ótimos temas, que resultam em grandes sambas.

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“Grandes enredos geram grandes sambas, e acho que isso é natural. ‘Ifá’ em 2024 e ‘Assojaba’ em 2025 foram enredos incríveis, e o ‘Anti-herói’ também é um grande tema. Era natural que a safra fosse muito boa. Tivemos, hoje na final, quatro sambas maravilhosos, de grandes compositores que ganham vários concursos por aí. Fomos fazendo um processo para ver qual se enquadrava mais no nosso projeto, e chegamos à conclusão de que, na disputa, o Samba 7 era o que mais se encaixava. Nós estamos muito felizes pelas grandes obras que recebemos e pela escolha feita”, celebrou.

Hudson afirmou que o samba escolhido combina perfeitamente com seu estilo: “A gente vai estudando aos poucos, mas eu adorei interpretar. Na verdade, eu gravo todos os sambas, e adorei interpretar todos. Cada um com sua peculiaridade e sua característica. Mas fiquei muito feliz e confortável com esse samba, que tem uma melodia maravilhosa, passeia entre o tom menor e o maior, com um refrão do meio muito dançante. Fiquei feliz de poder receber esse samba, que caiu como uma luva para que eu possa fazer mais um bom desfile junto com a escola e, quem sabe, marcar o carnaval”, contou.

Mensagem do enredo sendo passada com sucesso

O carnavalesco Nicolas Gonçalves esbanjou felicidade ao comentar o samba vencedor. Segundo ele, a realização da final na nova quadra simboliza o crescimento da escola.

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“É uma felicidade! É um enredo muito denso e complexo, e quando você vê os sambas traduzindo isso para as pessoas e elas se identificando, você sente que a mensagem chegou. Hoje foi bonito ver o povo abraçando esse samba. E o mais legal de tudo é se reconhecerem — e é isso que a gente quer: mostrar para o Tucuruvi que, apesar dos pesares, cada um aqui dentro é um anti-herói. E que está tudo bem não ser o herói campeão, porque às vezes é melhor ser esse anti-herói que faz as histórias acontecerem. É isso que o Tucuruvi vem fazendo. A escola está em uma crescente incrível, e fazer a final na quadra nova já deu uma emoção ainda maior. Agora é preparar o coração, porque vai ser emocionante, vai ser bom demais”, declarou.

Samba correto e um tema incrível

Rodrigo Delduque, vice-presidente e diretor de carnaval da escola, afirmou que todos ficaram satisfeitos com a escolha.

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“É um passo bem dado, não só pela estrutura que está sendo mostrada para a comunidade, mas também pela escolha do samba. Um samba diferente do que se esperava, que supriu todas as nossas necessidades. É de uma parceria antiga da escola, que estava distante e agora voltou, conseguindo acertar. Agradecemos também a todas as parcerias que contribuíram. A parte musical da escola aprovou, os segmentos ficaram felizes. Assim, podemos idealizar um carnaval forte e de alto nível, em busca do que tanto almejamos”, disse.

Delduque também exaltou o enredo “Anti-herói Brasil”, idealizado pelo carnavalesco Nicolas Gonçalves, e elogiou seu trabalho.

“O Nicolas me surpreende a cada conversa. Quando ele trouxe o enredo do anti-herói para nós, foi difícil explicar, mas depois entendemos que não era só sobre o momento da escola, e sim sobre o momento do brasileiro. É um enredo extremamente inteligente, desenvolvido por ele e pelo Cleiton, no qual exaltamos o trabalho. O resultado é importante, mas exaltamos também o trabalhador do dia a dia, do nosso universo, que nem sempre volta com a vitória para casa, mas que não deixa de trabalhar e de correr atrás dos seus sonhos”, concluiu.

Parou geral! Vai-Vai lota as ruas do Bixiga e escolhe samba para o Carnaval 2026

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Por Naomi Prado e Will Ferreira

O domingo (14 de setembro) frio na Bela Vista, Centro de São Paulo, teve muita agitação popular e cultural no meio da rua. Instituição mais conhecida do histórico e boêmio bairro, o Vai-Vai realizou a final da eliminatória de samba-enredo da Saracura e elegeu o samba 06 do concurso, de autoria de Danni Almeida, Vagner Almeida, Marcinho Zona Sul, Anderson Bueno, Thiago de Xangô, Mário Lúcio, Luciano Bicudo, João 10, Xavier, Cris Viana e Tião, para embalar o enredo “Em cartaz: A saga vencedora de um povo heróico no apogeu da vedete da Paulicéia”, desenvolvido por uma Comissão de Carnaval. A agremiação será a sexta a se apresentar na sexta-feira de carnaval (13 de fevereiro), no Grupo Especial da cidade.

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Fotos: Naomi Prado e Will Ferreira/CARNAVALESCO

Sempre presente em eventos importantes para escolas de samba, o CARNAVALESCO esteve presente na final da eliminatória alvinegra, realizada na rua Rui Barbosa, no coração do Bixiga (região boêmia que não existe mais de maneira oficial nos mapas da cidade de São Paulo e é sempre exaltado pela agremiação., sendo absorvido pelo bairro da Bela Vista), e entrevistou alguns nomes para o desenvolvimento do desfile vaivaiense em 2026.

Retornado às conquistas

Um dos compositores campeões da eliminatória da agremiação, Marcinho Zona Sul resumiu o sentimento de muitos da parceria vencedora: “Cada vitória tem um gosto diferente. Essa já é a minha quarta vitória na escola, mas esse ano, especialmente, o nosso samba foi aclamado pela comunidade. Tem um gostinho diferente, porque a comunidade do Vai-Vai está precisando dessa energia e dessa união”, destacou.

Era perceptível o quanto o samba em questão, de fato, tinha a preferência da comunidade – ele foi o mais cantado enquanto se apresentava e teve boa recepção do público tão logo foi anunciado enquanto campeão, por exemplo. Em redes sociais e aplicativos de mensagens, muitos também falavam sobre a preferência por tal obra.

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Marcinho, por sinal, foi o campeão das eliminatórias internas do Vai-Vai também nos anos de 2024 (“Capítulo 4, Versículo 3 – Da Rua e do Povo, o Hip Hop: Um Manifesto Paulista”), 2014 (“Nas chamas da Vai-Vai, 50 anos de Paulínia”) e 2006 (“São Vicente aqui começou o Brasil”).

Também na parceria vencedora em 2026 e 2024, Danni Almeida, outro compositor, começou a entrevista com a reportagem destacando um ponto de partida que trouxe algumas questões para os poetas: “Nós ficamos com uma dúvida no início: se iria ser um samba mais geográfico, sobre a cidade em si. Apesar disso, fomos para outras vertentes: falamos da luta do povo, da cidade e do pessoal que construiu a cidade”, destacou.

Danni aproveitou para elogiar a equipe responsável pela produção do desfile: “Acredito que é um enredo bem interessante e posso atestar a qualidade da sinopse. Foi tranquilo para escrevemos: nos encontramos umas três vezes e já fechamos a melodia junto com bastante parte da letra. Conversamos com a Comissão de Carnaval para ver se a gente estava no caminho certo e fomos felizes”, comemorou.

A equipe em si

Vale destacar que a Comissão de Carnaval do Vai-Vai para 2026 é composta por quatro nomes: Marcus Tibechrani, Tati Gregório, Renato Anveres e Gleuson Pinheiro. Em entrevista para o CARNAVALESCO no evento ”Carnaval de São Paulo como patrimônio: cidade, política, sociedade”, o último citado destacou a função de cada um deles no projeto: “A Tati é a enredista do Vai-Vai, assim como ela era nos carnavais anteriores, é uma continuação do trabalho – logo, a responsabilidade é dela nessa narrativa em questão. Eu e o Renato Anveres somos os responsáveis pelas alegorias – ele já era participava da direção de barracão, já tinha uma função de cuidar da realização, sobretudo, das estruturas dos carros alegóricos. Eu estou entrando para ser o responsável pelo projeto, desenvolvimento e todo o trabalho que se refere às alegorias, especificamente. Por fim, Marcus Tibechrani, o Marcão, cuida das fantasias. Essa é a divisão atual do trabalho”, detalhou.

Enredista aprova samba

Citada pelo companheiro de Comissão de Carnaval, Tati Gregório “Nós estamos muito felizes com as obras apresentadas! Percebemos que as parcerias conseguiram captar a mensagem da sinopse e a mensagem do enredo – em especial, é claro, o samba campeão”, pontuou.

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A diversidade de finalista também foi comemorada pela profissional: “A gente teve, apesar de diferentes, sambas que condizem muito com o enredo, que condizem muito com a sinopse e que tem a cara do Vai-Vai. Viemos para uma final com três sambas muito bons, com três sambas de qualidade. Estamos muito felizes com o resultado desse processo de samba-enredo”, disse.

Mudanças

Em entrevista, Clarício Gonçalves, presidente do Vai-Vai, começou reafirmando o quanto a eliminatória teve alto nível: “Eu posso dizer que, dentro dessas três obras, eu agradeço primeiro a todos os compositores que fizeram alguma canção. É lógico que, dessas obras ficaram três – e, graças a Deus, todas elas estavam dentro do contexto, dentro da sinopse – e é claro que o samba campeão teve um destaque extra”, afirmou.

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Pouco depois, ele fez menção a uma novidade em uma escola quase centenária: “Quem decidiu, pela primeira vez, foram os nossos jurados: é um modelo diferente, cada um representando a nossa comunidade. E, esse ano, teve um diferencial: nós ouvimos todas as alas e todo mundo opinou em relação ao samba que tem preferência. Eu acredito e digo com certeza: a voz do povo é a voz de Deus. Tenho certeza que a nossa escola foi a melhor”, comentou.

Perguntado sobre mais detalhes dessa ‘primeira vez’, o mandatário vaivaiense foi mais detalhista: “Nesta nova dinâmica que fizemos nesse ano, votaram pessoas de cada setor da escola. O diferencial que tivemos é fazer com que todos os diretores de alas e diretores de departamentos, que são lideranças, consultassem o seu grupo e vissem qual samba foi de sua preferência. Eles fizeram uma votação entre eles que, depois, foi ouvida por meio do voto de um jurado na nossa apuração final. É lógico que, dentro desse contexto, a comissão de carnaval, junto com os jurados, fez uma análise para verificar se todas as canções estavam dentro da sinopse. Depois dessa dinâmica, tenho certeza que venceu a melhor canção”, explicou.

Números para ratificar

Luiz Felipe, intérprete da Saracura, foi mais um a destacar o quanto gostou das obras finalistas e do samba campeão, mas utilizou alguns dados para se basear: “Recebemos quinze sambas, desses quinze ficaram cinco e, desses cinco, passaram os três melhores. Nossa safra de samba-enredo foi boa – melhor que o do ano anterior, diga-se. A nossa intenção é sempre essa. Estamos com três obras de nível Vai-Vai. Mas, como dizia Beth Carvalho: samba-enredo só ganha um”, finalizou.

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Mais que a final

Desde a metade da tarde de domingo até o meio da noite, o Vai-Vai deu uma mostra do quanto pode mudar completamente a rotina do Centro de São Paulo. O evento foi inteiramente realizado na rua Rui Barbosa, espaço dominado por restaurantes e bares. O público, é claro, curioso, começou a tomar todo o local – tornando a festa ainda mais popular.

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A primeira atração foi o pagode da ala dos compositores do Vai-Vai, seguidos pelo esquenta da bateria e com shows de segmentos – como casais de mestre-sala e porta-bandeira, destaques e comissão de frente, sempre embalados pelo sem fim de sambas-enredo e sambas-exaltação históricos da Saracura.

Também houve tempo para Rosiane Pinheiro, nova madrinha da Pegada de Macaco, bateria da agremiação, ser apresentada à comunidade; bem como para todos os presentes se despedirem de “O Xamã Devorado y A Deglutição Bacante de Quem Ousou Sonhar Desordem”, samba vaivaiense de 2025; e para a troca do pavilhão de enredo acontecer.

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Portela chega à semifinal com sambas consistentes e reafirma força de sua disputa no Carnaval 2026

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A Portela realizou, no último domingo, mais uma eliminatória de sambas-enredo para o Carnaval 2026, agora com todos os concorrentes em uma única chave. Quinze obras se apresentaram na quadra da azul e branco, defendendo o enredo “O Mistério do Príncipe de Bará: A Oração do Negrinho e a Ressurreição de sua Coroa sob o Céu Aberto do Rio Grande”. Os sambas classificados serão anunciados na segunda-feira. O CARNAVALESCO apresenta a seguir a análise das apresentações.

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Parceria de Hebinho: O samba de Hebinho, Sheila Marques, Luizinho Du Kavaco, Matheus, Marcelo Vai Vai e Regina Silva teve Leonardo Bessa como intérprete principal. A obra apresentou um desempenho regular, bem conduzido por Bessa. O refrão de cabeça se destacou com os versos “voa, Negrinho, farol do meu caminho, rei Neguinho, você não está sozinho, Portela, pastoriando a minha história, voa alto, minha águia, faz a ronda da vitória”. A missão de abrir a disputa foi cumprida com correção.

Parceria de Nei Brito: A parceria de Nei Brito, Gadelha da Portela, Ricardo Pinto, Robertinho Sorriso, Valtemir Brandão, Le Gaúcho e Douglas Chocolate apresentou um samba de rendimento irregular. O refrão de cabeça “batuqueiro, no cruzeiro do Bará, vou cantar Alupagema, pra saudar meu orixá, no embalo do Ylu, o manto azul revela, abre os caminhos pro desfile da Portela” passou sem grande impacto. No entanto, outros trechos tiveram melhor sustentação, como o refrão central “amor a Lalumpaô, agô mojubá, hoje é dia de xirê, tem batuque pra Bará, tocam tambores até de manhã, Kaô, Xangô, Abau, Xapanã”.

Parceria de Valtinho Botafogo: O samba de Valtinho Botafogo, Raphael Gravino, Gabriel Simões, Braga, Cacau Oliveira, Miguel Cunha e Dona Madalena foi defendido por Zé Paulo e Pitty de Menezes. A apresentação mostrou força e qualidade musical. O refrão de cabeça “Aê oni Bará, aê babá Lodê, a Portela reunida carregada no dendê, sob o céu do Rio Grande tem reza pra abençoar, o príncipe herdeiro da coroa de Bará” pulsou forte na quadra. A melodia bem conectada em todas as partes manteve consistência, apesar de poucas variações. A parte final, com os versos “enquanto houver um pastoreio, a chama não apagará, não há demanda que o povo preto não possa enfrentar”, também se destacou.

Parceria de Luiz Carlos Máximo: O samba da parceria de Luiz Carlos Máximo, Manu da Cuíca, Buchecha, Belle Lopes, Ximeninho, Regis e Heitor César teve Marquinho Art Samba como intérprete. A obra trouxe trechos gingados, característicos da parceria, principalmente na primeira parte. A segunda, mais dolente, apresentou bons versos como “foi aí que o Bará, entre as quinas do quintal, apontou pro piá a coroa ancestral, tua hora chegou, Negrinho, de ser coroado”. O refrão central teve alguma dificuldade de sustentação, mas o de cabeça funcionou bem: “chegou minha águia batuqueira, gaúcha, sim, senhor, negritude não tem fronteira, é nação de mil bandeiras que a Portela incorporou”. No geral, foi uma boa apresentação.

Parceria de Luis Caffé: A obra de Luis Caffé, Guilherme Baptista, Flavinho Bento, Rayni Agatha, Vinicius Santos, Ornellas Junior e Rafael Santos contou com Daniel Silva no microfone principal, contribuindo para uma apresentação competente. O samba, de boa melodia, foi valorizado pelo excelente desempenho do intérprete. O refrão central “a chave erguida, raiz assentada, as torres indicam a encruzilhada, Porto Alegre a ser fundamentado, Laroyê, Babá, Alupo, Bará do mercado” se destacou, assim como a parte final “coroa seu menino em cavalgada, no toque das nações em axé, ecoam os ilus na madrugada, pro nosso povo então louvar de pé”.

Parceria de César Antunes: O samba de César Antunes, Miguelzinho PQD, Artur Mangia, Ruan Lucena, Renan Siqueira, Krys Show e Norma Portela foi defendido por Rodrigo Tinoco. A apresentação se apoiou nos dois refrãos da obra, ambos bem recebidos, especialmente o de cabeça: “eu sou Portela, deixa clarear, a luz da realeza resplandece em meu gongá, leve as amarras do racismo pra longe de mim, o recomeço não terá fim”. O refrão central “ajudá guerreiro, negro curandeiro, neste sul afro-brasileiro, bendito seja alupô, ori coroado, assentei meu terreiro no chão sagrado” também obteve bom rendimento, garantindo à obra um desempenho sólido.

Parceria de Mattos: O samba da parceria de Mattos, Wagner Alves, Naldo, Paulo Formigão, Anna Moura, Rogério Lobo e Araguaci teve Tem Tem Jr. como intérprete. A apresentação foi muito consistente, destacando-se já no refrão de cabeça, de melodia dolente: “sou batuqueiro, avenida é terreiro, o meu samba é oração, canta forte, Portela, a coroar a resistência que emana desse chão”. A obra, em tom maior, apresentou variações bonitas, como no refrão central “Alupô Bará, Alupô ao grande mensageiro, pra trazer à luz quem devemos exaltar, faz galopar, Neguinho do Pastoreio”. Outro bom momento foi o início da segunda parte: “hoje vai ter xirê, pra agradecer, em sua lembrança, povo gaúcho mais forte com a negritude, herança”.

Parceria de Toninho Geraes: O samba de Toninho Geraes, Eli Penteado, Paulo César Feital, Alexandre Fernandes, Victor do Chapéu, Juca e Juninho Luang foi interpretado por Tinga. Com sua força e vibração habituais, o cantor potencializou a obra, especialmente no refrão de cabeça “acende a vela pro pedido acontecer, acende a chama no olhar de um erê, na luta por igualdade reencontrar a história, avante portelense pra vitória”. O refrão central, mais melodioso, também manteve firmeza: “Caô, salve os herdeiros de Xangô, dos oprimidos e bastardos, bastião da fé do povo que o branco negou”. Foi uma apresentação muito boa, que reforçou as credenciais do samba.

Parceria de Rafael Gigante: A obra de Rafael Gigante, Wanderley Monteiro, Vinicius Ferreira, Jefferson Oliveira, Bira, Hélio Porto e Neyzinho do Cavaco teve Wander Pires como voz principal. O intérprete, como de costume, brilhou no palco e valorizou os pontos fortes do samba, em especial o refrão de cabeça “Sou Portela de Bará, águia de Exú, meu samba é raiz, batuque do sul, a história de Custódio nos ensina, o Brasil é mais preto que se imagina”. A primeira parte também teve impacto, com os versos “agô n’ilê n’ilê madagô (oi agô), gira na roda do tempo, gira, dissipa a névoa branca da maldade, Negrinho do Pastoreio, hoje é sua a majestade”. No entanto, houve queda de sustentação em alguns trechos, principalmente na transição melódica da segunda parte para o refrão principal. Apesar disso, foi uma boa apresentação.

Parceria de Daiane Molet: O samba de Daiane Molet, Anderson Xilico, Chico Professor, Fagner Presidente, Fred Feijó, Maninho Veiga e Marcele Salles teve Renan Ludwig como intérprete e realizou uma boa apresentação. A segunda parte, muito bem construída, guiou o desempenho da obra com versos como “no pago onde o minuano assovia, troveja o couro no afago da mão preta”. O refrão de cabeça “majestade da minha vida, traz axé e vai na ginga, façanha com seu manto branco e azul, batuqueira bota a cara na avenida, é gente preta do Rio Grande do Sul” também foi destaque.

Parceria de Cecília Cruz: A parceria de Cecília Cruz, Claudio Cruz, Luciano Fogaça, Fabinho Gomes, Gêmeos, Osmar Fernandes e Julio Pagé teve Pixulé na defesa do samba. Com uma melodia ousada e arranjos pouco convencionais, a obra rendeu muito bem na quadra, sendo agradável de ouvir. O refrão de cabeça “meu batuque tem xirê pro santo rodar, do Rio Grande a Madureira, Portela, pisa forte e tira o véu, o axé que vem do sul vai de azul até o céu” funcionou com qualidade. O samba manteve consistência, com belas variações melódicas, como no início da segunda parte: “Cabinda, ijexá, Oyó, Jeje e Nagô, no Guaíba o sopapo ecoou”. Outra excelente apresentação.

Parceria de Mariene de Castro: A obra de Mariene de Castro, Lico Monteiro, Leandro Thomaz, Laura Romero, Binho Teixeira e Salgado foi conduzida por Freddy Vianna. O samba apresentou grande fluidez, rendendo com facilidade. O refrão central “canta nação ijexá, toque de Jejê Nagô, Bará adê, Bará adê, na encruza do tambor, herança de Oyó e Cabinda, onde assentei meu axé, Exú janala fun malé” teve ótimo rendimento, assim como o refrão de cabeça “Exú me guia pra que eu possa caminhar, Bará me guia pra que eu possa caminhar, é dia de coroação, Portela, Laroyê menino de Sakpatá”. Uma melodia de fácil assimilação sustentou a excelente apresentação.

Parceria de Noca da Portela: A parceria de Noca da Portela, Samir Trindade, Brian Ramos, JP Figueira, Leandro Custódio, Marcão da Gráfica e Ricardo Castanheira trouxe Wantuir como voz principal. A apresentação foi vibrante, destacada pela sequência do refrão de cabeça “nosso príncipe é negro, e sua gente macumbeira, guia meu povo, luz de Madureira, rezo pra voltar, Babá sentinela, Oranian ensinou o que é Portela (sou Portela)” e pelo bis “Onibará ê seja nossa voz, Lalupo Bará Exú”, que deu explosão ao samba. A letra também merece elogios, com versos como “Palha que dança, sol de África, o herói, sua herança é mandinga dos pampas, rei dos pobres e feitiços, tinha o olhar da caridade, entre damas e vadios, lutou por dignidade, a voz da liberdade”. Mais uma das grandes apresentações da noite.

Parceria de Claudinho DVD: O samba de Claudinho DVD, Nei Negrone, Farid da Portela, Dinho PQD, Marcelo Tricolor, Rodrigo França e Marcelo Vieira foi defendido por Clóvis Pê. A melodia bem estruturada teve trechos swingados, como no bis “adague adague aê Exú bi Lanã”. O refrão de cabeça “Sakpatá ajudá a curar o mundo, das mazelas dos escuros, a negra coroação, Sakpatá ajudá a curar o mundo, em Madureira todo negro é irmão” teve bom rendimento, garantindo uma apresentação de bom nível.

Parceria de Marcello Luz: A obra de Marcello Luz, Fred Lima, Chicão do Cavaco, Robinho da Portela, Márcio Lopes, Fagundinho e Licio Pádua foi interpretada por Evandro Malandro. Encerrando a noite, a parceria apresentou um samba de rendimento irregular, alternando momentos de queda e de maior sustentação. O refrão de cabeça “negro é raiz e faz história, é resistência, luta, força e fé, Rio Grande do Sul, o Pampa volta a brilhar, com a Portela e os mistérios do Pará” foi um dos pontos altos. Já a segunda parte teve desempenho inferior.

Três sambas, uma paixão: semifinal da Mocidade projeta final eletrizante

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No último domingo, a Mocidade Independente de Padre Miguel realizou a semifinal de seu samba-enredo para o Carnaval 2026. Cinco composições foram apresentadas na voz do intérprete oficial da escola, Igor Vianna, com duas eliminações. As parcerias de Franco Cava e de Santana deixaram a disputa, enquanto as demais avançaram para a final, que acontece no próximo sábado, na quadra da Avenida Brasil. Os sambas classificados receberam aprovação semelhante por parte da torcida presente, com todas as passadas consistentes. Confira abaixo a análise do CARNAVALESCO sobre o desempenho de cada obra classificada.

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Parceria de Jefinho Rodrigues: O samba de Jefinho Rodrigues, Diego Nicolau, Xande de Pilares, Marquinho Índio, Richard Valença, Orlando Ambrósio, Renan Diniz, Lauro Silva, Cleiton Roberto e Cabeça do Ajax abriu a noite da semifinal mostrando porque chegou como um dos favoritos. A apresentação mobilizou a comunidade, que respondeu com um canto forte em versos como “Mocidade êêê…” e “se joga comigo, no céu, no mar, na rua, na Vila Vintém”. As alusões às músicas de Rita Lee seguem como ponto alto, trazendo identificação imediata do público. Desde as eliminatórias, a obra se destaca por manter trechos de fácil assimilação, já na ponta da língua da torcida.

Parceria de Paulinho Mocidade: A obra de Paulinho Mocidade, Sandra Sá, Gabriel Teixeira, Lico Monteiro, Gabriel Simões, Rodrigo Feiju, Tamyres Alves, Christiane e Trivella conquistou boa aceitação, principalmente entre setores tradicionais da escola, como a ala das baianas. A melodia busca unir o rock da homenageada ao samba, além de rechear a letra de referências marcantes. O refrão “eu não sou puta, nem sou freira, Santa profana, a padroeira, desculpe o auê, ardente o querer, agora só falta você” foi um dos momentos mais fortes da noite, cantado em coro por grande parte da quadra. A performance credencia a parceria como candidata de peso à grande final.

Parceria de Paulo César Feital: A composição de Paulo César Feital, Dudu Nobre, Claudio Russo, Alex Saraiça, Denilson do Rozário, Carlinhos da Chácara, Julio Alves, Marcelo Casa Nossa, Anderson Lemos e Leo Peres apresentou versos que evocam a irreverência e a poesia de Rita Lee: “é som obsceno que beira a loucura, um tanto divino, metade animal, num frasco pequeno: veneno e doçura, beber bossa nova é viver carnaval”. A apresentação contou ainda com uma intérprete caracterizada como Rita, que performou e envolveu o público com presença cênica marcante. O refrão “por toda menina da Vila Vintém, na luta pela liberdade, independente não teme ninguém” ganhou força, principalmente entre os mais jovens, com destaque para a participação vibrante das mulheres. O resultado reforça a disputa acirrada que a Mocidade levará para a final.