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Eugênio Leal analisa o desfile da Viradouro

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Império Serrano fecha desfile com homenagem a Dona Ivone Lara, a Dama do Samba

Por Larissa Rocha

A escola do morro da Serrinha deu a largada para o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. Com o enredo “O que é, o que é’?’, samba de composição de Gonzaguinha, a escola finalizou sua passagem pela Avenida com uma homenagem a Dona Ivone Lara em seu sexto carro alegórico e na 28ª ala.

Carro dona Ivone LarA Império Serrano 3O carro, intitulado ” A Beleza de Ser um Eterno Aprendiz”, levou ao Sambódromo a coroa do Império Serrado – símbolo da escola – e muitos detalhes em dourado e verde. Parte da Velha Guarda também se apresentou na alegoria. No alto do carro, podiam ser vistas fotos de Dona Ivone em suas diferentes fases da vida.

A emoção de representar parte da história da primeira mulher do samba tomou conta de todos os componentes. De cima do carro alegórico, Iraci dos Santos, que desfila há mais de 30 anos na escola, falou sobre o sentimento de prestar esta homenagem.

”É uma emoção sem tamanho. Homenageamos Ivone há dois anos com ela em vida aqui no carro, junto da gente. Este ano, ela não está presente, mas está em nossos corações”, disse, feliz e emocionada.

Jorgina Ribeiro, que também cruza a Avenida pelo Império há mais de três décadas, foi mais uma componente que se sentiu honrada por fazer parte deste momento.

“É um carro lindo! Ela merece! O carnavalesco foi certeiro, porque Dona Ivone Lara foi e sempre será a Dama do Samba. O Império tinha mesmo que homenageá-la, uma mulher tão grandiosa em tudo que fez”, afirmou.

Já a ala 28, tradicional departamento feminino, foi batizada de “A Dama Imortal do Samba”. Todas as componentes vestiam uma saia verde, sapatos dourados e uma blusa com o rosto de Dona Ivone Lara estampado. No cabelo, exibiam um arranjo também em dourado.

Apesar das idas e vindas na escola, o diretor da ala, Ademir Paixão, garantiu que tem o coração imperiano e se arrepiou ao falar da importância de Dona Ivone para o cenário da cultura e música brasileiras.

“A dona Ivone Lara foi tudo para a gente. Ela foi compositora do Império! Onde ela estiver hoje, ela está olhando por nós”, se emocionou.

A desfilante da ala Terezinha de Silva Soares, que integra o time de apaixonados pela Império há quase 30 anos, acredita que falar sobre a Dama do Samba ajudará a escola a permanecer no Grupo Especial do Carnaval Carioca.

”Ela era uma imperiana muito dedicada. Além de ter sido baiana da escola, foi compositora da agremiação e a primeira mulher no mundo do samba. É muito gratificante fazer parte desta homenagem”, agradeceu.

Cubango conquista a Sapucaí com desfile de fácil leitura

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Por Nathália Marsal

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A Acadêmicos do Cubango montou, pelo segundo ano consecutivo, um espetáculo autoexplicativo para seu enredo, sem deixar de lado a grandiosidade do seu desfile. Característica dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, a escola entrou na Avenida com uma leitura fácil, aproximando ainda mais seus integrantes e o público da arquibancada, ganhando assim novos fãs.

“É uma oportunidade de traduzir o que está no caderno que só chega ao júri. Uma mensagem artística, mas que é possível identificar cada parte do enredo”, conta o carnavalesco Gabriel Haddad.

Na segunda alegoria, é possível ver a influência barroca com anjos e guirlandas circundando a baiana de tabuleiro, entendida, segundo o enredo, como símbolo da fé popular. Elementos utilizados para pedir proteção, como as fitas do Bonfim, também estavam no carro.

Em seu primeiro desfile pelo Cubango, Thiago Albuquerque, de 24 anos, destaque no carro dos Romeiros, elogiou o trabalho detalhista dos carnavalescos.

“A leitura que eles trazem é muito fácil. Eles atingiram um requinte máximo para esta proposta. Está tudo muito bonito. Tenho muita admiração por esse trabalho artístico”, diz Thiago, que desfilou na escola com a companhia da irmã Beatriz Albuquerque, de 2 anos.

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Thiago desfilou na terceira alegoria, que levou a força que a “Sala dos Milagres” ou “Sala de Promessas” exerce sobre peregrinos, romeiros e visitantes. Isso é demonstrado com a quantidade intensa de elementos visuais, fazendo uma miscelânea de imagens, memórias e fragmentos de histórias.

Moradora de Niterói, Adriana Batista desfilou pela primeira vez na escola com a fantasia de Igreja da Penha. Ela, que se identificou com o enredo, ficou ainda mais animada ao ver as alegorias e fantasias dos colegas: “Dei uma fugida para dar uma olhada e percebi que está tudo ali e é de fácil compreensão”.

A Acadêmicos do Cubango fechou o desfile com a ala “Criador das Alegorias”, celebrando a capacidade de festejar, mesmo nos tempos de intolerância religiosa.

Na expectativa do título, Cubango leva amuletos da sorte para a Avenida no segundo dia de desfiles da Série A

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Por Nathália Marsal

Cubango Desfile2019 035O Acadêmicos do Cubango levou à Sapucaí uma força extra neste sábado para garantir mais notas dez dos jurados. Com o enredo “Igbá Cubango: A Alma das Coisas e a Arte dos Milagres”, a escola niteroiense trouxe para a Avenida a imagem de São Lázaro, padroeiro da agremiação, uma réplica do babalotim que desfilou na escola em 1979, além de muitos objetos de poder e de devoção, entrelaçados nos componentes, alegorias e alas da agremiação.

O coreógrafo Sérgio Lobato, há dois anos na Cubango, levou seu cordão feito com raízes e um crucifixo prateado: um, instrumento de sua religião e o, outro uma herança familiar e de agradecimento.

“Me sinto mais forte. Tivemos algumas notas dez no ano passado, mas tivemos uns problemas por causa da roupa”, disse, confiante para o resultado de 2019.

O carnavalesco da escola de Niterói repetiu a camisa do ano passado, quando o enredo “O Rei que Bordou o Mundo”, em homenagem a Arthur Bispo do Rosário, rendeu 16 prêmios à escola.

“Não tenho muito costume de ter um objeto de sorte, mas resolvi apostar no que deu certo”, brincou Gabriel Haddad.

Já Gustavo Almeida, de 33 anos, que cruzou a Avenida desfilando na ala dos compositores, mostrou as guias que leva por baixo da roupa: uma de Ogum, outra de Xangô e mais uma de Preto velho.

“É para tomar conta dos caminhos, ter justiça e afastar o que for de ruim”, explicou o jovem, que usa as guias desde que nasceu.

Se depender dos esforços de Maria Penha, de 63 anos, baiana na Cubango há cinco anos, a escola já subiu para o Grupo Especial. Além da dedicação, ela usa pulseira com símbolos de figa, pimenta, trevo e número 13. A baiana tenta tudo que está ao seu alcance. “Adoro um misticismo!”.

Cubango Desfile2019 027Os amuletos e as esculturas religiosas aparecem ao longo de todo o desfile para mostrar a alma dos objetos. Desde o igbá e crucifixos aos falsos profetas, a escola mostra que, apesar de toda mandinga, só é campeã aquela que brilha em todos os quesitos.

Estácio de Sá leva para a Avenida representatividade na fé

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Por Nathália Marsal

 

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O enredo “A fé que emerge das águas” levou para a Marquês de Sapucaí muito mais que  fantasias e alegorias bonitas para desfilar neste sábado. A Estácio de Sá, que contou a história de Jesus de Nazareno, o Cristo Negro, de Portobello, no Panamá, apresentou também representatividade na fé.

Emocionada, Elizângela Alcântara dos Santos, de 31 anos, não conhecia a história sobre o Cristo Negro até desfilar na Ala Curandeiros, neste sábado. Na Estácio de Sá desde os 10 anos, a componente passou a se interessar depois que a coreógrafa de sua ala incentivou todos a lerem sobre o tema.

“Minha coreógrafa mandou toda a história dele para conhecermos e nos engajarmos com o desfile. Fiquei apaixonada porque sempre que vemos a imagem de Cristo, ele é branco e tem olhos azuis. Estou emocionada por estar representada”, contou a desfilante.

A imagem do Cristo Negro esteve representada de três formas ao longo da evolução da escola na Avenida: na comissão de frente, pelo ator Evandro Machado; em uma escultura no carro; e pelo intérprete Serginho Porto. Ator e dançarino, Evandro fez seu primeiro desfile pela Estácio de Sá este ano.

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“Fiquei surpreso com o convite, me aprofundei no personagem e descobri o quão importante é essa história. Se formos fazer uma pesquisa acharemos uma referência mais europeia de Cristo. É emocionante dar vida a esse personagem e trazer à tona essa história”, conta o dançarino.

Passista há dez anos, Avelino José de Souza, de 52 anos, reforça a necessidade de enredos deste tipo para o enriquecimento cultural.

“A informação que vem através da cultura do carnaval é muito importante, nos enriquece. É bom ter conhecimento da história a nível mundial”, aponta.

Também na ala de passistas, Suellen da Costa, de 18 anos, lembra que ninguém sabe como Cristo é de verdade.

“É bom mostrar que existe outra versão da história. É um enredo difícil de expor e montar alegoria. Mas o resultado está ótimo”, apontou.

Canal do Panamá é representado no terceiro carro do Estácio de Sá

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Por Larissa Rocha

Estacio Desfile2019 123No segundo dia de desfiles da Série A, o Estácio de Sá entrou na Avenida homenageando o Cristo Negro, imagem encontrada por um pescador das águas de Porto Belo, no Panamá. O terceiro carro da escola, intitulado “Orgulho Panamenho: O canal de amor para unir dois oceanos”, representava o Canal do Panamá – o elo entre os oceanos, uma das sete maravilhas do mundo moderno.

O carro coreografado trouxe as cores vermelho e azul para representar as águas do Atlântico e do Pacífico, e a união entre elas. Além de destaques da comunidade, a alegoria também trouxe a Miss Panamá e cavalos azuis e vermelhos para ajudar na composição.

Estacio Desfile2019 125Por ter pouco conhecimento sobre o Canal do Panamá, Roberto dos Santos, um dos componentes da alegoria, fez o dever de casa para representar uma das sétimas maravilhas do mundo na Avenida e acredita na vitória da agremiação.

“A escola está muito bonita, os ensaios foram maravilhosos. A Estácio vem batendo na trave nos últimos anos, mas, este ano, a vitória será nossa”, disse, confiante.

Já a atriz Roberta Chavez se emocionou ao representar na Sapucaí parte da história de um país que visitou recentemente.

“Eu já passei pelo Panamá em uma viagem e agora desfilei em uma escola que contou um pouco da história do povo de lá. Para quem não conhece, é impossível não sentir vontade de ir’, disse.

Em desfile sobre Antônio Pitanga, Porto da Pedra apresenta tigre imponente reinando nas ruas de Salvador

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Por Lucas Lunus

 

Porto da Pedra Desfile2019 037Ao iniciar seu desfile apresentando toda a religiosidade, axé e tradição das ruas de Salvador, a Porta da Pedra não poderia deixar seu tradicional mascote de fora. O tigre veio de branco (com as tradicionais listras na cor preta) assim como todo o carro abre-alas da escola para representar também a força da fé do povo baiano. Com dois carros acoplados, a escola trouxe sob as ladeiras de Salvador o tigre em riqueza de detalhes como a cauda e as patas na parte traseira da primeira alegoria, inclusive com movimentos. É como se o animal abraçasse a cidade natal do homenageado.

A imponência da primeira alegoria é louvável visto que a escola teve problemas causados por um incêndio em julho do ano passado no barracão da escola, que fica na Zona Portuária do Rio, danificando justamente uma parte do carro alegórico. Uma das componentes do abre-alas, Caroline Albertino, que desfila pela primeira vez na agremiação, disse estar muito feliz por ter visto a escola dar a volta por cima em relação ao problema.

“Estou achando o tigre lindo, vindo em uma cor diferente. Ele veio branquinho, normalmente vem amarelo. Estou achando a escola linda e pensando no que ela passou por conta do incêndio e a conseguiu se reerguer”, disse.

Se para Caroline, a cor do tigre foi mais um destaque do carro, também teve gente que estranhou em um primeiro momento. Cristina Pitanga, de mesmo sobrenome que o homenageado e com 22 anos desfilando pela escola de São Gonçalo, percebeu a mudança na cor tradicional da mascote mas ressaltou a beleza da escola este ano.

“O meu tigre está lindo porém não veio em uma cor que eu sempre vejo. Mas ele tá lindo, está imponente e vai impressionar muita gente na Avenida”, disse minutos antes de cruzar a Marquês de Sapucaí.

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E teve até gaúcho na alegoria também. Ilton Garder, pelo segundo ano consecutivo, veio de Porto Alegre junto com a esposa para desfilar pela Porta da Pedra. A sua fantasia vinha representando a Bahia e o seu povo de muito axé. Ilton acredita que a escola vai dar trabalho e ficou impressionado com a mascote da escola.

“Olha, é o maior que eu já vi na Porto da Pedra, “tá” muito bonito mesmo. A escola está muito harmônica. Acho que ano que vem vamos ter um trabalho muito grande, porque vamos planejar para o especial (risos). O tigre é o símbolo da escola e como vem o Pitanga, tinha que mostrar Salvador”.

Desfiles Especial domingo: acompanhe a cobertura direto do Sambódromo

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    Site CARNAVALESCO recomenda: razões para assistir ao desfile da Tijuca em 2019

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    tijuca cd2019 52A equipe do site CARNAVALESCO se reuniu e elencou razões para os apaixonados por carnaval assistirem aos desfiles de cada escola do Grupo Especial do Rio. Você concorda? Tem mais razões conta pra gente. Agora é a vez da Tijuca.

    – A estreia de Laíla na agremiação em busca do título;

    – O barracão é um dos mais imponentes da Cidade do Samba;

    – Depois de dois anos afastada das campeãs a expectativa é por um desfile competitivo;

    – O novo casal Alex Marcelino e Raphaela Caboclo;

    – A estreia no Grupo Especial do coreógrafo Jardel Lemos;

    – A sempre competente bateria Pura Cadência;

    – O samba-enredo, um dos mais belos da safra;

    – A volta de Wantuir ao carro de som da Unidos da Tijuca.

    Site CARNAVALESCO recomenda: razões para assistir ao desfile da Imperatriz em 2019

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    Imperatriz ensaiotecnico 2019 42A equipe do site CARNAVALESCO se reuniu e elencou razões para os apaixonados por carnaval assistirem aos desfiles de cada escola do Grupo Especial do Rio. Você concorda? Tem mais razões conta pra gente. Agora é a vez da Imperatriz.

    – Um novo estilo estético completamente diferente daquele que a Imperatriz possui como marca histórica;

    – A volta de Mário Monteiro ao carnaval carioca depois de 13 anos de seu último trabalho;

    – Será interessante observar o comportamento do samba de estilo muito diferente da bateria e do intérprete Artur Franco;

    – O desfile promete ser interativo ao melhor estilo Paulo Barros;

    – Estreia do coreógrafo na comando da comissão de frente;

    – Mestre Loll e a Swing da Leopoldina;

    – Miss Simpatia do Carnaval Simone Drumond;

    – Casal Thiaguinho Mendonça e Rafaela Teodoro;

    – Como os componentes tão acostumados a temas culturais vão se comportar com um tema mais alegre e divertido, com fantasias mais leves e te a tarefa de “brincar” mais.