Por Vinicius Vasconcelos
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Por Vinicius Vasconcelos
Mangueira 2019: arrancada do samba no ensaio técnico
Por Vinicius Vasconcelos
Dragões mostra clara evolução no ensaio e promete brigar no topo
Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo

Com presença maior do público no Anhembi, a Dragões da Real mostrou evolução em diversos quesitos, e clima empolgante dos componentes se destacaram na noite. Número considerável de componentes e padrão no andar fizeram com que a escola terminasse o ensaio no limite do tempo estipulado, com 65 minutos.
“Eu achei que esse foi muito mais animado, mais coeso. O povo estava muito mais alegre, com mais empolgação. Hoje realmente a Dragões mostrou para o que veio, mais técnica, eu fiquei muito satisfeito, não vi nenhum erro”, afirmou o carnavalesco Mauro Quintaes.
Comissão de frente
A comissão de frente trouxe o quadripé oficial do desfile, que impressiona pelo tamanho. O quesito apresenta duas coreografias, e o elemento cenográfico tem a função da máquina do tempo. A reação do rosto dos bailarinos também chama atenção durante a performance.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Após ter sofrido com o clima quente do primeiro ensaio, Rubens e a Evelyn bailaram com maior confiança. Até por precaução com o ocorrido, a dupla trouxe no figurino leve, terno Vermelho do mestre-sala e vestido azul com detalhes em vermelho para a porta-bandeira. Ambos demonstraram leveza e passos modernos. Ambos voltaram no final da escola e vibraram bastante com o desempenho.
Samba-enredo
Destaque do primeiro ensaio, o intérprete Renê Sobral manteve alto nível. Abertura de vozes e cacos melódicos são pontos fortes do cantor. Pontos da canção, como o refrão principal, é bem cantado pela comunidade e com clareza, fato dado pela melodia proposta.
“É colocar a fantasia, trazer as alegorias, porque a escola está pronta”, disse o cantor.
Bateria
A bateria do mestre Tornado mantém estilo de recuo diferenciado do padrão, onde os diretores ficam na frente e puxam a fila. A batucada usou bastante bossas, principalmente em frente ao setor B (monumental). Um destaque notado foi a nova adesivagem dos instrumentos, cada surdo tem o nome do ritmista em questão na pele.
“Foi bem legal, muito melhor que o primeiro, a rapaziada já estava mais descontraída. Acho que o desfile fosse hoje a nota viria, com qualidade, com trabalho e com muita humildade. Vamos fazer o que fizemos hoje, nada muda, time treinado é o que joga”, explicou mestre Tornado.
Evolução
A escola fez uma boa entrada no recuo. Passos em determinadas partes tem a interação com toda a escola, assim como os movimentos de braços. Boa organização foi também um item positivo em comparação com o primeiro técnico. Os componentes fazem coreografias que dão a sensação de uma escola mais solta. A presença de bexigas enriqueceram o visual da escola visto de cima.
Harmonia
A Dragões da Real apresentou uma clara evolução também no quesito comentado. Empolgação e canto forte foi notado com clareza no terceiro setor. A última parte do desfile da agremiação também se destacou e encerrou o ensaio com boa impressão. Trechos do “Eu quero ver” no segunda refrão e “Quando a sirene tocar” são cantados com mais empolgação pelos foliões.
Destaque
Um destaque positivo foi a presença do carro similar ao usado no filme “De Volta Pro Futuro”, que esteve presente na terceira alegoria.
Tucuruvi realiza último ensaio técnico e comissão de frente impacta
Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo
Sem chuva e com a presença modesta do público, a Acadêmicos do Tucuruvi Iniciou a noite de ensaios técnicos de domingo. A escola traz para o desfile uma proposta mais coreografada, e essa nova postura chamou a atenção.
“Foi um ensaio muito bom mesmo, a escola teve uma crescente muito boa, tudo que a gente ensaiou aconteceu hoje. A escola ta leve, uma escola tranquila, o carnaval é isso, não tem que ter nada forçado. De noite nós trazemos as nossas alegorias pra cá, e a Tucuruvi está pronta pro grande dia”, comentou Dione, carnavalesco da escola.
Comissão de frente
Diferente do último ensaio, os bailarinos não vieram com os rostos pintados. Parte dos integrantes vieram com roupas de um padrão considerado “burguês” e outros com roupas sujas e rasgadas. A interação com tripé foi um detalhe bastante presente durante o desempenho da comissão. O carnavalesco Dione Leite acompanhou o desempenho da ala até o recuo.
Mestre-sala e porta-bandeira
A primeiro casal, Kauã e Waleska, optou por uma roupa leve, de cor dourada. Ambos mostraram bom entrosamento em frente a torre 04. O Mestre-sala trabalha bastante as reações do rosto durante o cortejo ao pavilhão e a porta-bandeira cativa pelo domínio que tem sobre o pavilhão.
Evolução
O primeiro setor da escola é bem trabalhado nas coreografias. Antes do abre-alas, três alas com passos diferentes são presentes. A Entrada no recuo beirou a perfeição. Tirando de base os ensaios, a Tucuruvi traz uma proposta onde cada setor carrega um forte significado. A escola trouxe uma boa uniformidade no andar, mas ainda foi visto desorganização em determinadas alas, como no segundo e quinto setor.
Bateria
A Bateria do Zaca apresentou a adesivagem nova e oficial para o desfile de 2019. Responsável principal pela bateria, o Mestre Guma adotou uma postura mais cautelosa no começo do ensaio, porém foi usando mais bossas conforme o ensaio chegava ao fiim. A batucada trouxe uma sustentação segura e padrão até os últimos momentos.
“Todo treino é treino, jogo é jogo. A sensação que a gente tem é que correu tudo bem, ainda é possível alguns ajustes sim, mas acho 95% da nossa lição de casa foi feita”, explicou o mestre.
Harmonia
Talvez por conta das alas coreografadas, a escola transmite uma impressão de pouca empolgação, porém a animação foi notada no terceiro setor, sendo onde os componentes mais cantaram. O refrão de cabeça, mais precisamente na parte “vai ecoar”, é o trecho em que a comunidade mais reage. No quinto setor foi notado uma queda de desempenho no quesito observado. Placas de incentivo em frente às Torres do quesito é uma alternativa adotada pela direção de harmonia para animar seus desfilantes.
Samba-enredo
O intérprete Leonardo Bessa teve um bom desempenho. O cantor valorizou o canto e realizou cacos que alegravam os componentes. Algumas partes do samba exigem a pronuncia rápida, trechos que não se ouvia com clareza por parte dos componentes.
“Muita energia e muita alegria, a Tucuruvi vai proporcionar isso, a questão de refletir. A gente busca a liberdade e igualdade, e esse canto de liberdade da Tucuruvi. A comunidade está de parabéns, muito canto, muita alegria e pode esperar, vamos fazer um ótimo desfile”, afirmou Bessa.
Destaque
Um destaque foi a quarta alegoria, onde contém muitas pessoas que aderem ao movimento LGBT. O carro contém muita movimentação de diferentes estilos de pessoas.
Bateria contagia, mas X-9 Paulistana continua com correções para o desfile
Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo

Finalizando a noite de ensaios técnicos do domingo, a X-9 Paulistana entrou na avenida com um contingente menor em relação aos últimos ensaios. Roupas dos ritmistas e dos mestres, valorização do ritmo e clima descontraído influenciaram no bom desempenho da bateria. A escola ainda mostra ter detalhes a serem concertados no quesito de evolução e harmonia.
“Pelo ponto de vista nosso nós fizemos um ensaio bom, mas vamos ver a filmagem e identificar os erros. Todo mundo erra porque é um dia de treinamento, mas agradeço a todos, juntos venceremos”, afirmou Branco, presidente da escola.
Comissão de frente
A comissão surpreendeu com a presença de um grande quadripé e com as movimentações que faz no desfile. A ala foi apresentando a coreografia oficial aos poucos. No primeiro a coreógrafa trouxe passos que fazem na quadra, no segundo revelou parte e na noite de domingo revelou ela total. Alguns Integrantes representam os orixás, Oxum e Xangô.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
O casal oficial, Marcos e Lyssandra, mostraram mais uma vez a leveza característica do casal. A porta-bandeira carrega um sorriso constante que dura boa parte do ensaio. A expressividade no rosto do mestre-sala também o destaca. Após cruzar a linha final, a Lys voltou para a pista e encerrou o ensaio junto à bateria.
Bateria
Comandada pela dupla Kito e Fábio, a Pulsação Nota Mil foi o destaque da noite. Os ritmistas vieram fantasiados através do tema “favela”, e isso gerou roupas cômicas. Capacete de motociclista, óculos espelhado, meia na canela, raquete de matar moscas, colete de moto táxi e até pipa voando por cima da bateria ajudaram a proporcionar um clima leve por parte da bateria.
“Esse foi de bom agrado, a gente chegou aonde precisávamos. Andamento ideal, foi um ensaio pra escola. Chegamos num denominador e agora é esperar o grande dia, a escola está de parabéns”, explicou o mestre.
Evolução
No primeiro setor algumas alas estavam bagunçadas. Não houve uniformidade no andar, e em determinadas partes alguns componentes até correram para preencher buraco. Poucas coreografias são vistas e alguns foliões não interagem com a escola.
Harmonia
O primeiro setor cantou pouco, porém o seguinte foi a que melhor desempenhou o quesito na escola da zona norte. As pessoas que estavam dentro das marcações das alegorias não cantavam. O pico de animação do cantar é no trecho “Favela”, na segunda estrofe.
“Hoje nós tínhamos que tirar algumas dúvidas, arrumar algumas coisas, mas a gente conseguiu passar para as pessoas que não era um ensaio ‘técnico’, que elas podiam ficar soltas. Eu vi muita gente cantando feliz, se tava cantando muito eu não sei, mas elas estavam felizes. Esse ponto foi alcançado, as pessoas tem que estar felizes”, afirmou o cantor.
Samba-enredo
O intérprete oficial Darlan Alves valorizou o cantar do samba e realizou poucos cacos. A construção da obra é estratégica e, efetuada de forma correta, faz com que o componente se aproxime da ala musical. O samba empolga, mas sem perder as partes melódicas que o enredo exige.
Destaque
Um destaque visível foi o grupo de japoneses no abre-alas, os orientais sambavam e cantavam com muita alegria.
Tatuapé conserta detalhes do último ensaio e beira a perfeição técnica
Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo

A atual bicampeã do carnaval de São Paulo, a Acadêmicos do Tatuapé proporcionou um clima de desfile oficial para todos os presentes no sambódromo, principalmente logo na largada. A cantora Leci Brandão abriu o ensaio da agremiação. O técnico beirou a perfeição em praticamente todos os quesitos, tendo poucos detalhes a serem acertados para o desfile oficial.
Comissão de frente
A ala veio com roupa branca e um enorme costeiro. 15 bailarinos dançam juntos e evoluem constantemente. A comissão de frente da azul e branca não usa tripé e tem um estilo em que preenche um grande espaço da avenida durante a coreografia.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
O casal oficial da Tatuapé, Diego e Jussara, teve um desempenho satisfatório na noite. Ambos optaram por uma roupa mais leve, misturando o azul com o dourado. Um destaque emocionante ficou por conta do pai da porta-bandeira, ele acompanhou a filha do lado abraçado ao pavilhão reserva muito emocionado, sentimento que durou o trajeto inteiro.
Samba-enredo
O intérprete Celsinho Mody mantém postura que da mais liberdade para a comunidade cantar, ato que vem se tornando uma característica do cantor. O chão da escola é bem trabalhado e enriquece diretamente o hino de 2019. O time de cordas realiza arranjos em grande parte do samba e de forma ousada. Durante o grande apagão da bateria, os músicos responsáveis pelos cavacos e violões contribuem para que o compasso do andamento não caia através dos solos. São três cavaquinistas e dois violões.
Evolução
A entrada no recuo da bateria foi melhorada em comparação ao último ensaio, mas mesmo assim foi notado o buraco. O conserto foi efetuado de maneira rápida. Movimentos de mãos praticamente constante são vistos durante a passagem, todas alas tem coreografia, e difere de uma pra outra. A entidade trouxe uma organização perfeita, até mesmo nas camisetas, cada ala com a sua camiseta, e o nome que representa no desfile. O último setor é o que mais traz elementos que prometem impactar.
“Com muita humildade, pés no chão e garra nós estamos indo para o nosso sonho. Como a gente, a cada dia a gente vai aprendendo e melhorando. Do ensaio passado pra esse a gente já cresceu, queremos crescer mais para os próximos e pro dia do desfile”, comentou o intérprete.
Harmonia
A Tatuapé foi a agremiação que melhor mostrou regularidade no canto dentre todas que realizaram o ensaio. Os integrantes da harmonia estão atentos no desempenho dos componentes, e durante os extensos apagões eles marcam nas mãos o andamento, isso faz com que não haja descompasso do canto.
“No primeiro ensaio nós identificamos alguns erro, simples mas eles aconteceram. No meu ver o que aconteceu hoje nós conseguimos solucionar esses erros. Ainda temos mais um ensaio pra corrigir os defeitos que aparecer, e chegar preparado. Passamos na avenida com uma hora e quarenta segundos”, disse Edu Sambista, diretor de carnaval.
Bateria
A bateria Qualidade Especial, do mestre Higor, continua com postura de ritmo que sustenta o canto, mas sem perder a ousadia. A batucada carrega uma característica de sempre deixar lacunas que a comunidade preenche com o canto. Já mencionado, a ala de cuícas da Tatuapé é a única do carnaval que só é preenchida por mulheres.
“O ensaio teve uma crescente do primeiro, em questões da escola e da bateria. A gente sentiu a evolução, e esperamos ter também no terceiro ensaio e por fim no desfile”, explicou mestre Higor.
Outros Destaques
O enredo da escola homenageia os guerreiros, e no quarto setor uma ala em específica traz a representação do jornalista. Integrantes trouxeram placas com a imagem do Ricardo Boechat, jornalista que faleceu recentemente num acidente de helicóptero. A última ala também chamou a atenção, isso porque eles homenageiam os profissionais do carnaval.



