Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo

Com presença maior do público no Anhembi, a Dragões da Real mostrou evolução em diversos quesitos, e clima empolgante dos componentes se destacaram na noite. Número considerável de componentes e padrão no andar fizeram com que a escola terminasse o ensaio no limite do tempo estipulado, com 65 minutos.

“Eu achei que esse foi muito mais animado, mais coeso. O povo estava muito mais alegre, com mais empolgação. Hoje realmente a Dragões mostrou para o que veio, mais técnica, eu fiquei muito satisfeito, não vi nenhum erro”, afirmou o carnavalesco Mauro Quintaes.

Comissão de frente

A comissão de frente trouxe o quadripé oficial do desfile, que impressiona pelo tamanho. O quesito apresenta duas coreografias, e o elemento cenográfico tem a função da máquina do tempo. A reação do rosto dos bailarinos também chama atenção durante a performance.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Após ter sofrido com o clima quente do primeiro ensaio, Rubens e a Evelyn bailaram com maior confiança. Até por precaução com o ocorrido, a dupla trouxe no figurino leve, terno Vermelho do mestre-sala e vestido azul com detalhes em vermelho para a porta-bandeira. Ambos demonstraram leveza e passos modernos. Ambos voltaram no final da escola e vibraram bastante com o desempenho.

Samba-enredo

Destaque do primeiro ensaio, o intérprete Renê Sobral manteve alto nível. Abertura de vozes e cacos melódicos são pontos fortes do cantor. Pontos da canção, como o refrão principal, é bem cantado pela comunidade e com clareza, fato dado pela melodia proposta.

“É colocar a fantasia, trazer as alegorias, porque a escola está pronta”, disse o cantor.

Bateria

A bateria do mestre Tornado mantém estilo de recuo diferenciado do padrão, onde os diretores ficam na frente e puxam a fila. A batucada usou bastante bossas, principalmente em frente ao setor B (monumental). Um destaque notado foi a nova adesivagem dos instrumentos, cada surdo tem o nome do ritmista em questão na pele.

“Foi bem legal, muito melhor que o primeiro, a rapaziada já estava mais descontraída. Acho que o desfile fosse hoje a nota viria, com qualidade, com trabalho e com muita humildade. Vamos fazer o que fizemos hoje, nada muda, time treinado é o que joga”, explicou mestre Tornado.

Evolução

A escola fez uma boa entrada no recuo. Passos em determinadas partes tem a interação com toda a escola, assim como os movimentos de braços. Boa organização foi também um item positivo em comparação com o primeiro técnico. Os componentes fazem coreografias que dão a sensação de uma escola mais solta. A presença de bexigas enriqueceram o visual da escola visto de cima.

Harmonia

A Dragões da Real apresentou uma clara evolução também no quesito comentado. Empolgação e canto forte foi notado com clareza no terceiro setor. A última parte do desfile da agremiação também se destacou e encerrou o ensaio com boa impressão. Trechos do “Eu quero ver” no segunda refrão e “Quando a sirene tocar” são cantados com mais empolgação pelos foliões.

Destaque

Um destaque positivo foi a presença do carro similar ao usado no filme “De Volta Pro Futuro”, que esteve presente na terceira alegoria.

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