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Salgueiro se prepara para uma final eletrizante com disputa indefinida

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O Acadêmicos do Salgueiro realizou, na noite do último sábado, a semifinal de samba-enredo para o Carnaval 2026. Cinco obras se apresentaram. Os classificados devem ser divulgados na segunda-feira. A final acontece no próximo sábado. Veja abaixo a análise do CARNAVALESCO.

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Foto: Roberto Narciso/Divulgação Salgueiro

Parceria Marcelo Adnet: O primeiro samba da noite, foi assinado pelos compositores Marcelo Adnet, Gustavo Albuquerque, Babby do Cavaco, Andre Capá, Bruno Zullo, Marcelinho Simon, Rafael Castilho, Luizinho do Méier, Igor Marinho e Fabiano Paiva. Wander Pires deu mais um show na apresentação. A torcida do samba mostrou o samba na ponta da língua, cantando sem parar. O refrão principal teve um rendimento excelente ‘Deixa meu povo festejar/ Lembra, sou eu….O seu Carnaval/ No meu jardim quem te viu primeiro/ Ó linda Rosa, foi o morro do Salgueiro’. Outra parte de destaque da apresentação foi ‘Aplausos! Desfilo pra eterna professora’. O refrão do meio assim como o refrão de cabeça, foi muito bem cantado pela torcida ‘Vem provar minha cachaça/ Puxa o banco e vem prosear/ Nesses bares da Ouvidor/ Tem paticumbum! Um brinde à minha flor’. Mais uma apresentação sólida dessa parceria que vem colecionando grandes apresentações.

Parceria Marcelo Motta: A obra assinada pelos poetas Marcelo Motta, Dudu Nobre, Julio Alves, Manolo, Daniel Paixão, Jonathan Tenório, Kadu Gomes, Zé Moraes, Jorge Arthur e Fadico, teve como intérprete a excelência de Tinga. A torcida deu conta do recado e cantou bastante a obra. O samba possui uma riqueza poética muito grande e isso já fica perceptível na cabeça do samba ‘Plantei no velho Salgueiro, aos pés da ladeira/ No ventre da arte, uma linda roseira / Onde a cada ano colhi um buquê’. O samba teve um ótimo rendimento, embalado por um excelente refrão de cabeça ‘Ô lelê! Eis a flor dos amanhãs/ A décima estrela brilha em Rosa Magalhães/ Onde o samba é primavera que florece em fevereiro/ Nem melhor, nem pior… Salgueiro’. Outro momento importante na apresentação foi na virada melódica onde exaltam os Carnavalescos que são legado de Rosa Magalhães. Esta parceria cresceu muito nas últimas duas semanas e hoje realizou uma grande apresentação.

Parceria de Rafa Hecht: O terceiro samba da noite teve a assinatura dos compositores Rafa Hecht, Samir Trindade, Thiago Daniel, Clairton Fonseca, Fabrício Sena, Deiny Leite, Felipe Sena, Ricardo Castanheira, JP Figueira e Deco. Leonardo Bessa e Marquinho Artsamba conduziram muito bem o samba durante toda a apresentação. A torcida apaixonada, cantou alto durante os 20 minutos. É impressionante a qualidade das apresentações desta parceria e hoje foi mais uma noite inspirada. O refrão principal foi um dos grandes destaques, obtendo um grande rendimento ‘Professora volta pra Academia/ Traz pamplona e Arlindo pra celebrar/ Não esquece João, é desse terreiro/ Revoluciona outra vez, Salgueiro!’ A parte final do samba preparando para o refrão principal é de muita sensibilidade e emoção ‘Mestra, você me fez amar a festa / E eu virei Carnavalesco/ Sonhei ser Rosa, te faço enredo/ Mestra, você me fez amar a festa/ Tantos alunos por aqui/ Segue o legado na Sapucaí! Foi uma apresentação que somou qualidade e emoção. Grande apresentação!

Parceria de Moisés Santiago: A obra assinada pelos poetas Moisés Santiago, Pedrinho da Flor, Gilmar L. Silva, Leonardo Gallo, Orlando Ambrosio, Zeca do Cavaco, Alexandre Cabeça, Bruno Dallari, Marquinho Bombeiro e D’Miranda, teve os intérpretes Ito Melodia, Tem-Tem Jr e Tuninho Junior que incendiaram a quadra mais uma vez. O refrão principal mostrou a sua força em mais uma vez e embalou a apresentação da parceria ‘Balança a roseira! Ferve o caldeirão! / Avenida inteira marejada de emoção/ Lá vem Salgueiro no perfume das manhãs/ Raiz de Rosa Magalhães’. O samba conta com uma melodia que funciona, com alguns momentos de alegria, como por exemplo no refrão de meio e na segunda do samba no verso ‘De lá pra cá, daqui pra lá eu naveguei’ Mais uma grande apresentação da parceria que vem passando muito bem desde o início da disputa.

Parceria de Xande de Pilares: O último samba da noite teve a assinatura dos poetas Xande de Pilares, Fred Camacho, Betinho de Pilares, Renato Galante, Miguel Dibo, Jorginho Via 13, Jefferson Oliveira, Jassa, João Diniz e W Corrêa. Charles Silva conduziu com maestria a obra fazendo com que o samba tivesse um bom rendimento. A torcida compareceu mais uma vez em grande número. Destaque principal da apresentação mais uma vez foi o refrão principal, fechando com o verso de efeito que o Salgueirense adora ‘À Rosa imortal, a poesia/ É teu o Carnaval da academia / Não há argumento que negue o fato/ Eu sou Salgueiro e fim de papo’. O samba conta o enredo, trazendo personagens marcantes dos carnavais da Rosa e também momentos importantes da carnavalesca. Foi uma boa apresentação da parceria, fechando assim a noite da Academia do Samba.

Com samba elogiado e fantasias vibrantes, Camisa 12 apresenta projeto para o Carnaval 2026

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A Camisa 12 realizou em sua quadra, na noite do último sábado, o lançamento do samba-enredo para o Carnaval 2026 e apresentou as fantasias que estarão na avenida no desfile oficial. O evento começou com a tradicional feijoada no almoço e contou com diversas atrações musicais até chegar o momento de a agremiação executar o seu show e revelar suas fantasias. Para encerrar a festa, a coirmã Império de Casa Verde foi a convidada especial. A escola alvinegra do Belenzinho retorna ao Grupo de Acesso 1 após um longo período desfilando na terceira prateleira do Carnaval paulistano. O clima de emoção e ânimo tomou conta do terreiro da “12”, sobretudo na despedida do samba-enredo de 2025, que garantiu a segunda colocação no Acesso 2 e, consequentemente, a vaga no grupo de cima. A Camisa 12 será a primeira escola a desfilar no domingo de Carnaval com o enredo “Princesas Nagô, Rainhas do Brasil — A Origem da Fé, Herança de Ketu”, assinado pelo carnavalesco Delmo Moraes.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Modelo que vem dando certo

A dupla de intérpretes Tim Cardoso e Clóvis Pê teceu elogios à obra da Camisa 12. O paulistano da dupla opinou que o samba é um dos melhores do carnaval. “Assim como o samba de 2025, este também é um dos grandes sambas do carnaval, podendo estar na primeira prateleira. Acho que está em um nível muito alto, até superior ao do ano passado. No meu gosto pessoal, gostei mais deste samba do que do anterior. Pode esperar: é um samba muito bom, bonito, valente. Vamos para a avenida lutar até o fim”, disse.

Em uma análise técnica, Clóvis Pê exaltou a gravação realizada e destacou a sintonia da dupla. “Fizemos uma gravação fantástica. Temos uma parceria muito forte, muito boa. Procuramos sempre ajudar um ao outro para fazermos o melhor. A nossa ala musical sempre funciona nesse contexto. O Nilber André é um cara que trabalha bastante, se entrega muito. Temos tudo para fazer mais um grande carnaval, como no ano passado. Quem sabe até a Camisa 12 consiga gravar o especial”, afirmou.

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Tim Cardoso detalhou como funciona o processo de composição de um samba-enredo encomendado. De acordo com o cantor, os compositores atenderam novamente à vontade da escola. “A maioria dos sambas de encomenda funciona desta maneira: existe um grupo de compositores que escreve, manda para a gente, e então vemos se está adequado ao que a escola precisa, melodia, refrão, possíveis ajustes. Graças a Deus, temos uma ótima parceria com os compositores deste ano, que fizeram 2025 também. Eles entendem a nossa vontade e vão fazendo tudo aos poucos, do jeito que pedimos. O resultado ficou muito bom”, declarou.

Seguindo a linha do parceiro, Clóvis Pê afirmou que a metodologia adotada pela escola tem dado certo e deve ser mantida. “No caso da nossa ala musical, eu e o Tim fazemos os acertos finais da música. O enredo é desenvolvido junto com o carnavalesco, e vamos ajustando as palavras mais adequadas para termos um grande samba e, assim, um grande trabalho. Já faz bastante tempo que a Camisa 12 trabalha dessa forma, e tem dado certo, tem dado resultado. Isso é o mais importante: que seja sempre bom para a escola”, completou.

Foco na sinopse e fantasias diferentes

O carnavalesco Delmo Moraes, que caminha para o seu segundo ano na agremiação, explicou como funciona a sua participação no processo do samba-enredo. Segundo ele, o trabalho se restringe basicamente à sinopse.

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“Eu passo a sinopse para os compositores, e eles vão criando e me perguntando o que é mais interessante. Algumas coisas eu direciono, outras eles já têm o fio da meada e sabem como gostamos do samba. E esse samba ficou espetacular. Ele já está na boca da comunidade. Lançamos de ontem para hoje porque não queríamos que vazasse antes — e, por isso, o pessoal abraçou tão rápido”, declarou.

A Camisa 12 levará um enredo afro para a avenida e as fantasias apresentadas são coloridas. O artista contou que a ideia partiu de um conjunto, e será assim também nos carros alegóricos.

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“As fantasias são bonitas, volumosas, e vão preencher bem a avenida, trazendo um colorido bacana. O fato de a escola ser preta e branca não significa que precisamos usar só essas cores. Viremos no colorido! Essa concepção é minha, do Demis e do presidente. Trabalhamos muito juntos, dividimos bastante ideias. Nos carros alegóricos, podem esperar muitas novidades também”, explicou.

Trilogia de enredos bem realizados

O diretor de carnaval, Demis Roberto, elogiou o samba-enredo feito pelos compositores e também deu os seus prognósticos para 2026.

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“Esse samba foi muito desejado por nós. Tínhamos várias linhas de trabalho, e aí os compositores Rafa do Cavaco, Turko, Maradona, Silas, além de dois meninos do Rio que também participaram, mandaram algumas propostas. No fim, seguimos essa, e acreditamos que fomos felizes na escolha. É claro que respeitamos todas as coirmãs, mas sabemos que podemos fazer um grande trabalho — e é isso que vamos buscar. Preparamos as fantasias com muito cuidado. Esse grupo é muito difícil: são oito escolas, duas sobem e duas caem. Não existe gordura. Então temos que fazer um Carnaval muito acima das nossas próprias possibilidades para nos mantermos numa posição intermediária. Vamos fazer de tudo. Sabemos que abrir o Carnaval é muito difícil, mas vamos pra cima — e, se vacilarem, a gente aproveita”, declarou.

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O dirigente também comentou sobre a trilogia de enredos afro, que iniciou em 2024 com Chico Rei, passou por Xangô em 2025 e, no próximo Carnaval, terá como destaque as três princesas nagôs.

“Estamos trazendo Iyá Kalá, Iyá Detá e Iyá Nassô. Não é uma homenagem às casas de axé, mas sim à ancestralidade, às três princesas nagôs. Sempre ressaltamos que o samba e o enredo precisam deixar um legado, e se vocês observarem, começamos com Chico Rei em 2024, depois Xangô neste ano e agora chegou o nosso samba para 2026, para fechar a trilogia”, destacou.

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Por fim, Demis comentou sobre sua participação no processo de escolha do samba. “Não sou compositor, mas sou palpiteiro. O diretor de carnaval participa, mesmo quando o samba não é encomendado. Ele sempre participa da escolha. É normal, faz parte da arte do nosso ofício”, concluiu.

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Axé no Anhembi! Torcida Jovem apresenta samba-enredo e revela projeto para o Carnaval 2026

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A Torcida Jovem apresentou à comunidade o samba que embalará o Carnaval de 2026. Terceira escola a desfilar pelo Grupo de Acesso 2, a agremiação levará para a avenida o enredo “Axé – Raízes e Ritmos da Cultura Afro-Baiana”, assinado por uma comissão de carnaval. A obra foi encomendada e criada pela parceria de Turko e cia. O evento marcou não apenas a revelação do hino, mas também a troca do pavilhão de enredo e a posse do casal mirim, conduzida pelo presidente da Amesp, Ednei Pedro Mariano. O CARNAVALESCO esteve presente e conversou com alguns representantes do projeto para 2026.

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Fotos: Naomi Prado/CARNAVALESCO

Samba encomendado e lapidado desde maio

O diretor de carnaval, Evandro, explicou como foi o processo de escolha e construção da obra. “Demoramos bastante no processo de construção do samba-enredo. Esse samba está com a gente desde maio, foi encomendado ao Turko e cia e entregue nesse período. Desde então, trabalhamos nele com todos os cuidados, ajustando cada detalhe da letra, porque não queremos correr riscos no quesito samba-enredo”, disse.

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Ele destacou que o planejamento começou cedo, ainda no calor do último carnaval. “Assim que acabou o Carnaval 2025, já emendamos os trabalhos para 2026. Começamos a pensar no enredo, mapeamos as ideias e surgiu essa proposta, vinda de um integrante da comissão de carnaval. Pesquisamos bastante para avaliar se valeria a pena e, no fim, batemos o martelo. Acreditamos que é um ótimo enredo para a escola”, relatou.

Ritmos afro-brasileiros na cadência da ‘Firmeza Total’

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A sintonia entre enredo e samba também se refletiu no coração rítmico da escola. O mestre de bateria, Caverna, destacou o entrosamento entre a obra e o trabalho da “Firmeza Total”.

“Optamos por não realizar eliminatórias e encomendamos diretamente o samba. Criamos uma tendência de sambas afros e homenagens à nossa ancestralidade dentro da formação social do Brasil. Com essa parceria que desenvolveu a obra, encontramos uma sintonia muito bonita e rara”, celebrou.

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O mestre ainda adiantou algumas surpresas para o desfile. “Nosso enredo é maravilhoso e o samba para 2026 ainda mais. Vamos homenagear a cultura afro-brasileira, em especial a de Salvador. A bateria gostou tanto do samba que, se pudesse, faria bossas do início ao fim. Mas, com certeza, teremos bossas nos dois refrões principais e uma surpresa especial nas homenagens aos blocos e aos afoxés. Vamos dialogar com os ritmos afro-brasileiros, o que já é uma marca da Firmeza Total”, contou.

Comissão de carnaval segue como aposta da gestão

O presidente Jefferson explicou que a escola mantém a opção pelo modelo de comissão de carnaval, reforçando a união de ideias e a agilidade no processo criativo. “A Jovem opta por encomendar samba também por questões de prazo. Às vezes, precisamos acelerar o processo de ensaio e de evolução com a comunidade, e percebemos que esse modelo tem dado certo”, afirmou.

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O líder falou sobre a escolha pelo trabalho coletivo em vez de um carnavalesco fixo. “Não temos um carnavalesco, mas contamos com uma comissão muito capacitada, que debate desde o enredo até a montagem da escola para o desfile. Quando assumimos a gestão, optamos pela comissão em vez de um carnavalesco, e esse trabalho vem dando muito certo. Mesmo com esse formato, a Jovem tem alcançado grandes resultados no carnaval paulistano”, disse.

Estreia confiante do intérprete oficial

O intérprete Juninho Branco, voz principal da Torcida Jovem em 2026, celebrou sua chegada à escola e a escolha do samba. “Minha chegada foi de muita alegria. Descobri uma comunidade, uma diretoria e uma escola muito querida, dedicada e acolhedora. Estou muito feliz e satisfeito com tudo isso. O samba de 2026 é excelente. Sabemos que a Jovem faz um Carnaval bonito, competitivo, e estou confiante de que teremos um grande desfile”, comemorou.

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Juninho também comentou sobre o processo musical que envolveu toda a equipe. “Junto com o time musical e o mestre Caverna, que teve um papel fundamental, trabalhamos na adaptação da obra. É um samba bonito e forte, que fala da Bahia, dos tambores e dos ritmos baianos. A Torcida Jovem foi muito feliz na escolha do enredo e temos tudo para realizar um grande Carnaval”, concluiu.

Em recepção apoteótica, Paulo Barros se emociona com homenagem da Primeira da Cidade Líder para o Carnaval 2026

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A Primeira da Cidade Líder realizou, no último sábado, uma festa para o lançamento do samba-enredo da escola para o Carnaval de 2026. A comunidade compareceu em peso à quadra da agremiação da Zona Leste e conheceu a obra que contará, no Anhembi, a história do enredo “Paulo Barros, o Gênio do Carnaval”, assinado pelo carnavalesco Anderson Rodrigues.

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Fotos: Lucas Sampaio/CARNAVALESCO

Recepção apoteótica a Paulo Barros

O público presente na quadra da Cidade Líder foi surpreendido com a forma marcante com que o samba foi apresentado. A festa transcorria normalmente, com os tradicionais cortejos de segmentos ao som de sambas históricos. Mas a despedida do samba de 2025, naquele momento, indicava que algo diferente estava prestes a acontecer. O diretor de Carnaval, Rodrigo Minuetto, pediu que as luzes da quadra fossem apagadas e que as pessoas acendessem os celulares. Em seguida, anunciou a chegada do homenageado, o carnavalesco Paulo Barros, que se emocionou ao ser recebido não apenas com uma salva de palmas, flores e carinho conforme descia a rampa de acesso à quadra, mas também com o samba de 2026 sendo recitado em primeira mão para ele pelo intérprete Thiago Melodia.

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A ideia de transformar em desfile o legado de Paulo Barros partiu de Rodolfo Minuetto, irmão de Rodrigo e também diretor de carnaval da Primeira da Cidade Líder. Rodolfo explicou que a inspiração surgiu justamente enquanto assistia a desfiles do carnavalesco em busca de ideias para a construção de um enredo.

“O Paulo Barros é um grande carnavalesco, um cara que merece aplausos de fato, é um dos revolucionários do carnaval. Quando estava buscando enredos, estava em casa assistindo aos desfiles dele para pegar uma inspiração pelas coisas que ele faz. E, buscando vários ‘takes’ dos desfiles, eu falei: ‘não é possível! Esse cara, com essa quantidade de enredos magníficos, essa quantidade de loucuras que ele fez na Avenida, não é possível que ninguém o tenha homenageado em São Paulo’. Partiu disso essa homenagem ao Paulo Barros”, declarou.

Rodolfo Minuetto

Um gesto de carinho ao gênio do carnaval

A maneira como Paulo Barros foi recebido na quadra emocionou tanto o homenageado quanto a comunidade da Primeira da Cidade Líder, mas esse não era o plano original. O presidente Mario Alves Lucas explicou como uma ideia espontânea gerou esse momento tão marcante da festa.

Mario Alves Lucas

“Para ser sincero, o nosso planejamento era finalizar com o samba. Mas, na hora, nós achamos melhor fazer essa homenagem para ele, para aproveitar o bom momento, em que o pessoal estava feliz e cantando. Foi um momento em que nós falamos: ‘vamos fazer agora, vambora’, mas não foi nada planejado”, afirmou.

O presidente acredita que a homenagem da Cidade Líder é uma oportunidade de dar a Paulo Barros não apenas o merecido reconhecimento, mas também um gesto de carinho vindo do Carnaval para quem tanto contribuiu para a festa.

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“A nossa intenção é a seguinte: ele é uma pessoa maravilhosa, um grande carnavalesco, excelente. Estamos fazendo o quê? Elevando a autoestima dele. Fazendo o que realmente é preciso para que ele se sinta bem na nossa escola. E ele merece tudo isso que estamos fazendo para ele. Ele merece muito”, explicou.

De carnavalesco para carnavalesco

A história de Paulo Barros será contada no desfile assinado pelo carnavalesco Anderson Rodrigues, que fará sua estreia na Primeira da Cidade Líder. O artista falou sobre a missão de transformar em desfile a trajetória de um colega de profissão aclamado no Carnaval brasileiro.

Anderson Rodrigues

“Primeiro, eu sou superfã dele. A vida inteira o pessoal me conheceu pelas minhas comissões de frente, e ele é o mago da comissão de frente. Falar desse cara é simplesmente pensar fora da curva. Estamos muito felizes e ele também está muito feliz com o projeto. Eu estou adorando, tudo vai ter a cara de Paulo Barros”, disse.

Anderson também comentou sobre o processo de desenvolvimento do samba e destacou a facilidade de leitura da obra como trunfo para o andamento do desfile da Primeira da Cidade Líder em 2026.

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“Eu acompanhei todo o processo dos meninos, desde a ideia da melodia até a letra. Tiveram várias discussões para chegarmos ao samba que apresentamos hoje. Acreditamos que é um samba fácil para as pessoas entenderem o que queremos contar e, principalmente, para narrar o nosso enredo”, afirmou.

Em busca do sonhado título

O auge da festa de lançamento do samba da Primeira da Cidade Líder pegou até mesmo o intérprete Thiago Melodia de surpresa. O artista demonstrou desenvoltura diante da espontaneidade dos irmãos Minuetto e recitou o samba de 2026 para Paulo Barros com primor. Thiago contou como lidou com o momento.

Thiago Melodia

“Hoje foi um momento muito emocionante para nós. Como vocês sabem, a nossa escola sofreu um acidente ano passado, e agora estamos indo com esse enredo maravilhoso, que é o Paulo Barros. Vou te confessar que não foi programado, não teve ensaio. Foi em cima da hora. O Rodrigo e o Rodolfo olharam para mim e falaram: ‘vai’. Eu até falei para eles: ‘vai para onde?’. Aí deu aquele negócio do Rodrigo pedir para apagar a luz da quadra, o público acender o celular e aí foi automaticamente, deixamos o coração levar”, explicou.

O intérprete exaltou o legado de Paulo Barros ao falar da responsabilidade que é dar voz ao samba em homenagem a um ícone do Carnaval brasileiro na Avenida, e demonstrou otimismo em relação ao desempenho da Cidade Líder em 2026.

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“A responsabilidade sempre é grande, e quando se fala de uma pessoa consagrada no samba dá aquele friozinho na barriga, mas vai dar tudo certo. Mais uma vez, graças a Deus, estou pelo quarto ano na escola e vou cantar mais um sambão. A responsabilidade é sempre grande pela Cidade Líder, que é uma escola em evidência, crescendo a cada ano que passa e louca para subir para o Acesso 1. Se Deus quiser, é a nossa hora em 2026. Vai ser uma honra, um prazer. Eu, que já acompanhava o Paulo Barros lá atrás, quando vi ele colocando uma bateria em cima da alegoria, muitas comissões de frente, cabeças caindo e outros carnavais… Vai ser um Carnaval maravilhoso. O samba está lindo, digno de Paulo Barros, uma grande homenagem. Estou muito feliz. A responsabilidade é grande, mas vamos chegar na Avenida, dar conta do trabalho e, se Deus quiser, alcançar o título sonhado”, concluiu.

Mais imagens do evento

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Mangueira vive noite intensa na semifinal e confirma os finalistas da disputa de samba para o Carnaval 2026

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A Estação Primeira de Mangueira realizou a semifinal da sua disputa de sambas-enredo para o Carnaval 2026. Seis obras se apresentaram na quadra da Verde e Rosa, competindo pelo direito de contar o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra” na Marquês de Sapucaí. Duas parcerias, vindas do Amapá, já estavam classificadas para a final. Outras quatro, do Rio de Janeiro, disputaram duas vagas para a última fase, que será realizada no sábado, dia 27. Os sambas eliminados foram os das parcerias de Ivo Meirelles e Beto Savanna. Abaixo, o CARNAVALESCO analisa o desempenho de cada obra classificada.

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Parceria de Francisco Lino (Amapá): O samba 105 veio diretamente da terra onde nasceu o enredo. A obra amapaense, da parceria de Francisco Lino, Hickaro Silva, Camila Lopes, Silmara Lobato e Bruno Costa, já estava classificada para a final por vencer a disputa no Amapá. Na sua primeira apresentação em solo verde e rosa, o samba foi recebido de forma tímida pela quadra, não sendo tão cantado quanto os demais. Apesar do refrão empolgante — “Mangueira chamou: ‘Sacaca!’ / Minha voz ecoou na mata! / O meio do mundo é a nossa aldeia / Incorporou! A Amazônia é negra!” —, neste momento da disputa, a obra não se mostrou capaz de avançar sem a classificação prévia. Isso, porém, não esteve ligado ao desempenho dos cantores, que foi satisfatório. Na única passada em que o samba ficou apenas com a galera, sem bateria nem intérpretes, o canto desapareceu. É preciso ajustar alguns pontos se a parceria quiser fazer bonito na final.

Parceria de Verônica dos Tambores (Amapá): Na sequência, outra obra vinda do extremo norte do país e também já finalista: o samba 103, da parceria Verônica dos Tambores, Piedade Videira, Laura do Marabaixo, Antônio Neto, Clovis Junior e Marcelo Zona Sul. Desde antes de subir ao palco, já era apontado como favorito, e a apresentação confirmou as expectativas. O público entoava o refrão antes mesmo de a parceria começar a cantar, e o samba foi muito bem recebido ao longo de toda a execução. O refrão do meio — “É de manhã, é de madrugada / É de manhã, é de madrugada / Couro de sucuriju no batuque envolvente / Quilombola da Amazônia jamais se rende!” — sacudiu a quadra e funcionou muito bem em todas as passadas. Quando ficou apenas a cargo do público, o canto não se manteve uníssono em tom alto, o que gerou uma sutil decepção em alguns fãs, mas nada que diminuísse o mérito da classificação. Foi uma apresentação consistente, que reafirmou o favoritismo da obra amapaense.

Parceria de Alexandre Naval: O terceiro classificado foi o samba 11, da parceria de Alexandre Naval, Wendel Uchoa, Ronie Machado, Giovani, Marquinho M. Moraes e Ailson Picanço, defendido por Wantuir em grande performance. Assim como o anterior, o samba começou a ser entoado pelo público antes mesmo dos intérpretes no palco. A obra foi bem recebida na quadra e mostrou força. O trecho “Canta! No terreiro oração se dança! / No toque de caixa ligeiro / A bandaia se faz entender / Samba! / No Laguinho, rei sentinela / Com os crias da favela / A floresta vai vencer!” abre caminho para o refrão principal com impacto, transmitindo a sensação de uma explosão mais adiante na obra. Quando entregue à galera, o canto se manteve coeso e forte do início ao fim. Foi mais um samba que se mostrou indispensável na final.

Parceria de Pedro Terra: Encerrando a noite, o samba 15, de Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal, interpretado por Igor Sorriso e Tinga. A obra mostrou grande aderência na quadra, sendo muito bem cantada pelo público. Apesar da letra extensa, o samba demonstrou potência para estar na final. Seu grande trunfo está no trecho final do refrão — “Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá / Na Estação Primeira do Amapá” —, que caiu no gosto da galera e foi cantado de forma animada e coesa em todas as passadas. Após a apresentação, a torcida ainda promoveu um arrastão ao som do samba na saída da quadra, confirmando sua força.

Em final histórica e com dez mil pessoas no Maracanã do Samba, Mocidade escolhe samba da parceria de Jefinho Rodrigues

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Por Allan Duffes, Ana Júlia Agra, Carolina Freitas e Matheus Morais

A Mocidade Independente de Padre Miguel definiu na madrugada deste domingo o hino que irá embalar a Verde e Branco da Zona Oeste no Carnaval 2026. A obra vencedora, assinada pelos compositores Jefinho Rodrigues, Diego Nicolau, Xande de Pilares, Marquinho Índio, Richard Valença, Orlando Ambrosio, Renan Diniz, Lauro Silva, Cleiton Roberto e Cabeça do Ajax, foi aclamada pela comunidade no Maracanã do Samba. A escola levará para a Avenida o enredo “Rita Lee, a Padroeira da Liberdade”, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Lage. A Mocidade será a primeira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, no Grupo Especial.

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“Aqui é a minha escola de coração. Sempre ganhar samba aqui parece que foi a primeira vez. Tem a emoção, o nervosismo, a vontade de ganhar e a vontade de realizar um bom espetáculo para minha escola sempre. Muita felicidade. O refrão do nosso samba mostrou a força que ele tem. É um som muito popular, remetendo a uma música famosa da Rita, que é a nossa homenageada, e mesclando com o sentimento de amor do Independente pela escola. O mais forte é: ‘Mocidade, ê, ê, ê, minha mocidade, voltei por você. Desbaratina a razão, se joga, meu bem, no céu, no mar, na lua, na Vila Vintém”, disse o compositor Diego Nicolau.

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Emocionado com a vitória, o compositor Richard Valença destacou a simbologia de homenagear Rita Lee na voz da Mocidade. “Essa semana eu dei uma entrevista e afirmei que a Mocidade se fala no feminino. A Rita Lee é uma voz plural de feminilidade, de combate a qualquer preconceito que seja voltado ao público feminino. São histórias que se cruzam, são perfis que se cruzam: a Mocidade é a Rita Lee, e a Rita Lee é a Mocidade. É uma honra poder vencer essa disputa pela quinta vez com a minha parceria e ser a voz da Rita Lee na Sapucaí pela Mocidade. É algo indescritível, único. A Mocidade merece falar de Rita Lee, e a Rita Lee merece passar no carnaval carioca”, afirmou.

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Sobre a força do samba, Richard Valença ressaltou: “O refrão principal vai ser uma coqueluche, vai ser um absurdo na Sapucaí. Mas o trecho ‘sou Independente, fácil de amar, livre de qualquer censura’ tem uma identidade muito forte com a Mocidade. O público do carnaval ama a escola, mas ao mesmo tempo chega com o pé atrás por conta dos últimos resultados. Então, o Independente precisa falar isso: que é fácil de amar, que tem a ver com ele e tem a ver com a Rita Lee. Eu acho que todo samba pega, mas esses dois refrões vão levantar a Sapucaí”.

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O compositor Cabeça do Ajax falou sobre a conquista. É o meu quinto título na Mocidade, mas é como se fosse o primeiro de novo. Mocidade é onde eu nasci, onde eu me criei e onde me projetou para o samba. Eu sou cria de Padre Miguel, da Vila Vintém, para mim é muito especial ganhar na Mocidade. É sempre bom ganhar samba, mas ganhar na Mocidade tem um gosto diferente, em especial, falando da Rita Lee. Eu sou muito fã da Rita Lee, e isso aí foi passando para as minhas filhas, a identidade, a qualidade da música. E as minhas filhas gostam muito ainda do que eu gosto. E a minha filha é muito fã da Rita Lee. Ela tem 17 anos, a Nicole. Ganhar esse samba teve um sabor especial porque eu dediquei a ela. A emoção foi diferente de todos os outros anos. E a importância da gente trazer a Rita Lee para o carnaval, um ícone da nossa música. Isso aí para mim, é o carnaval, é para isso. É para falar dos grandes ídolos que nós tivemos, é para falar de política, é para falar de orixá, é para falar de tudo. E a gente tem que trazer isso para o carnaval.

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“Ser vencedor na escola da gente é sempre a melhor coisa. É o meu segundo samba campeão na escola e com um enredo feminino. O primeiro ano que eu ganhei foi Elza e agora a Rita Lee. Duas lendas! A felicidade é imensa. Minha escola de coração … Ah, nem sei o que falar. Só sei comemorar e ser feliz! Agradecer à minha parceria. A gente fez um trabalho árduo, com dias perdidos de sono e fora de casa, mas no final compensa tudo. A expectativa agora é a maior possível. Esse samba já caiu na boca do povo desde o lançamento. Na quadra da Vila Vintém já era abraçado pela comunidade. Por isso, a expectativa está lá em cima para a escola fazer um ótimo carnaval e ser feliz!”, comemorou o compositor Renan Diniz.

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Indo para sua segunda vitória na escola, Lauro Silva exaltou a emoção do momento: “É indescritível. Estamos há três anos chegando na final e graças a Deus esse ano vencemos. A felicidade é sem igual. Esse é o segundo samba que venço aqui. O primeiro foi o Don Quixote. Este agora é todo muito melódico, muito bonito. Tenho certeza que será um sambão na Avenida. A expectativa é a melhor de todas. A Sapucaí vai cantar, principalmente o refrão, a plenos pulmões”.

Igor Vianna: ‘Um momento único na minha escola do coração’

O intérprete Igor Vianna viveu uma noite especial ao defender o hino campeão. “Um momento único, estar na minha escola do coração. Eu só tenho a agradecer a Deus e aos meus Orixás. É muito diferente cantar aqui, a emoção bate diferente”, contou.

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Sobre a parceria com o mestre de bateria, foi enfático: “Podem esperar um grande trabalho na Avenida. A minha troca com o Dudu é excelente e o nosso hino vai levantar a Sapucaí”.

Renato Lage: Um enredo que é a cara da Mocidade

O carnavalesco Renato Lage explicou a origem do enredo: “Sempre tive vontade de fazer um enredo sobre Rita, ela é minha contemporânea. Coincidiu eu voltar pra Mocidade e querer fazer aqui. Gostaria de ter feito com ela em vida, mas não foi possível. A família está apoiando, adorando. O Roberto e o João, filhos dela, estão presentes”.

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Sobre o desenvolvimento do desfile, adiantou: “Os protótipos já foram apresentados internamente, a reprodução já começou, barracão em andamento. O projeto está todo pronto”.

Mestre Dudu: ‘A Rita abre caminhos para uma bateria ousada’

O comandante da “Não Existe Mais Quente”, mestre Dudu, não escondeu a empolgação com o samba escolhido e com as possibilidades musicais que o enredo proporciona.

“A Mocidade está se reinventando com uma direção que escuta a gente. E eu sempre digo: um samba bem escolhido já é metade do caminho de um grande carnaval. Falar de Rita Lee é falar de música, de criatividade. Esse enredo abre a mente para a gente pensar em novas nuances de paradinhas e ousadias. Agora é virar a página, esquecer o que passou e fazer um belo carnaval. O Independente merece e não vai ser diferente”, afirmou.

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Sobre o repertório de inovações que sua bateria prepara para 2026, deixou no ar um suspense: “Todo mundo só fala em guitarra, mas a nossa bateria é pioneira. Ainda não temos um instrumento específico definido, mas podem ter certeza que, quando virem o nosso desfile, vão pensar: ‘o Dudu só pode ser maluco’. Queremos surpreender e fazer algo totalmente diferente. É para marcar história”.

Wallace Capoeira: ‘Queremos 3 mil Ritalizados na Avenida’

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O diretor de carnaval Wallace Capoeira ressaltou a união da escola: “O saldo de 2025 foi muito positivo. Agora, após a escolha do hino, a comunidade vem junto com a nossa família. O projeto é audacioso, de muita musicalidade. O Renato é o nosso mago. Temos condições reais de fazer um grande desfile. Quanto mais componentes, melhor, quero os meus Ritalizados. Vamos desfilar com 2500 a 3000 pessoas”.

Doutora Valéria: ‘Projeto do Lage vai para a Avenida inteiro’

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Representando a escola na Liesa, a advogada Valéria foi categórica: “Muita garra, muita luta, muito samba, desfile digno da Mocidade. O projeto do Renato Lage vai para a Avenida inteiro, como foi em 2025. Não damos atenção a boatos, vamos chamar vocês para dentro do barracão para acompanhar”.

João Lee:’Minha mãe estaria vibrando de felicidade’

Filho da homenageada, João Lee se emocionou com a vitória do samba: “É emocionante. Ela era apaixonada por carnaval, incluía o espírito do carnaval em muitas músicas. Tenho certeza que, de onde estiver, vai estar vibrando de felicidade. A família está encantada com o projeto. Vamos desfilar, nossa família e amigos mais próximos estarão presentes”.

Sandro Menezes: ‘Igor será uma grande revelação na Avenida’

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O diretor de harmonia, Sandro Menezes, exaltou o trabalho do carro de som: “O Igor e a equipe têm feito um trabalho maravilhoso. Tenho certeza que ele será, mais uma vez, uma revelação na Avenida. Após a escolha do hino, começaremos os ensaios de canto na quadra. Tudo já está planejado para dar muito certo”.

Diogo e Bruna: ‘Desafio da cabine espelhada é gostoso’

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diogo e Bruna, comemorou o saldo positivo de 2025 e projetou o próximo carnaval: “Foi um dos nossos melhores desfiles, superamos expectativas e conseguimos as notas máximas. Agora é melhorar ainda mais”, disse Bruna.

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Sobre o enredo e o samba: “Rita sempre foi inspiração. O samba vai nos ajudar na coreografia, que será preparada para encantar o público e os jurados. A cabine espelhada é um desafio, mas gostamos de desafios. Vamos para cima”, completou Diogo.

Como passaram os sambas na final

Parceria de Jefinho Rodrigues: Primeiro samba a se apresentar na final, entrou em cena já como favorito. A exibição da parceria foi em grande estilo, liderada por Wander Pires, cantor da Viradouro, mas que na Mocidade sempre se mostra à vontade. Os compositores Jefinho Rodrigues, Diego Nicolau, Xande de Pilares, Marquinho Índio, Richard Valença, Orlando Ambrósio, Renan Diniz, Lauro Silva, Cleiton Roberto e Cabeça do Ajax viram a última estrofe, encabeçada pelo verso “vem, seja Pagu, se entrega”, ser cantada a plenos pulmões pela grandiosa torcida da parceria. O refrão, como era esperado, pegou e o povo se jogou em cada repetição. O samba se sustentou durante as sete passadas, com torcida e grupo de palco incansáveis. A obra se mostrou fortemente credenciada para ser o hino da Mocidade em 2026.

Parceria de Paulinho Mocidade: O samba da parceria formada por Paulinho Mocidade, Sandra Sá, Gabriel Teixeira, Lico Monteiro, Gabriel Simões, Rodrigo Feiju, Tamyres Ayres, Christiane e Trivella foi o segundo a se apresentar. Uma exibição vigorosa, tanto da torcida, embora em menor número que a do primeiro samba, quanto dos cantores Dowglas Diniz (Mangueira), Rafael Tinguinha (São Clemente), Sandra Sá e Paulinho Mocidade. O refrão do meio, construído sobre a melodia de “Erva Venenosa”, foi o ponto mais forte da obra. Quando jogado para a torcida, foi correspondido, mas sem animar a quadra tanto quanto o primeiro samba. Uma boa apresentação, suficiente para colocar um tempero a mais na disputa.

Parceria de PC Feital: O samba da parceria formada por Paulo César Feital, Dudu Nobre, Cláudio Russo, Alex Saraiça, Denilson do Rozário, Carlinhos da Chácara, Júlio Alves, Marcelo Casa Nossa, Anderson Lemos e Léo Peres fechou as apresentações da final da Mocidade sem empolgar. Uma integrante caracterizada como Rita Lee esteve no palco junto com o time de cantores, liderados por Tinga (Vila Isabel), que tentou cativar a torcida, mas o público não pareceu muito animado. Houve bandeiras sacudidas e pulos no refrão principal, porém sem grande brilho. A letra, sem apelos populares como os dois primeiros sambas, não se sustentou na melodia e, durante a apresentação, refletiu o ânimo da parceria. E foi assim até o final.

Galeria de fotos: final de samba da Mocidade para o Carnaval 2026

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‘A revolução já começou!’ Parceria de Ailson Picanço conquista o bi na disputa de samba da Grande Rio para o Carnaval 2026

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Por Matheus Vinícius, Juliana Henrik, Gabriel Radicetti e Raphael Lacerda

A Acadêmicos do Grande Rio escreveu mais um capítulo memorável de sua trajetória neste sábado, em sua quadra em Duque de Caxias. Com casa cheia e clima de celebração, a escola escolheu o samba que vai embalar o enredo “A nação do mangue”, assinado pelo carnavalesco Antônio Gonzaga. O hino de 2026 é de autoria dos compositores Ailson Picanço, Marquinho Paloma, Davison Wendel, Xande Pieroni e Marcelo Moraes. A tricolor caxiense será a terceira escola a desfilar na terça-feira de carnaval na Marquês de Sapucaí.  A noite também marcou momentos simbólicos: Virginia Fonseca foi coroada rainha de bateria e Paolla Oliveira recebeu a faixa de rainha de honra, levando a comunidade ao delírio.

Um dos grandes nomes do concurso, o compositor Ailson Picanço comemorou o bicampeonato na Grande Rio. “A emoção é indescritível. A Grande Rio é grandiosa, valoriza o samba e honra seus sambistas. Ser bicampeão hoje é algo inestimável. No ano passado conquistei a vitória com A Mina e o Cocoriô e, neste ano, com Manamaue Maracatu. Caxias demonstrou um engajamento total”, disse.

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Compositor Ailson Picanço

Para ele, um dos versos explica a força do samba: “Creio que o trecho ‘A vida parecida com as águas, não é doce como o rio nem salgada feito o mar’ ressoou profundamente na comunidade”.

Vindo do Pará, o compositor Marcelo Moraes ressaltou o significado cultural da vitória. “É uma satisfação muito grande. Ano passado vencemos com A Mina é Cocoriô, que explodiu na Sapucaí, e agora trazemos de novo esse movimento da Nação do Mangue, do Manguebeat. Ser bicampeão na Grande Rio é indescritível. Esse samba é um manifesto”.

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Entre os trechos preferidos, ele destacou: “A parte que eu mais gosto é ‘Freire, ensine um país analfabeto que não entendeu o manifesto’. Tenho certeza que a Grande Rio vai mais uma vez emocionar a Avenida e lutar pelo título em Caxias”.

O também bicampeão Marquinhos Paloma resumiu em poucas palavras a sensação. “A emoção de ser bicampeão pela Grande Rio é algo que não dá para explicar. Estou superfeliz. Vai ser muito bonito, muito legal, muito empolgante desfilar esse samba na Avenida. Vamos embora, Grande Rio”.

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Gonzaga aposta em identidade própria

Carnavalesco da Grande Rio em 2026, Antônio Gonzaga falou sobre o desafio de assumir o projeto após a saída da dupla Gabriel Haddad e Leonardo Bora.

“A Grande Rio é uma escola que eu já conhecia, tenho amigos aqui e me sinto em casa. A diferença é entender as características próprias da escola: o que gosta de vestir, cantar, como quer se ver na Avenida”.

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Segundo Gonzaga, o diálogo com os compositores foi essencial: “Tivemos uma safra excelente, e o samba escolhido se encaixa perfeitamente no projeto plástico e no discurso que vamos levar para a Sapucaí. Os protótipos estão prontos, a reprodução já começou e o barracão caminha muito bem. Estou confiante em um grande carnaval”.

Milton Perácio: ‘Caxias está em festa’

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O presidente da Grande Rio, Milton Perácio, lembrou a fundação da escola e enalteceu a noite de festa. “Hoje a cidade está em festa. Daqui a dois dias, a Grande Rio completa 37 anos. Quando fundamos esta escola, sonhávamos em criar uma vitrine cultural para a nossa cidade, e hoje isso se tornou realidade. É uma noite histórica, que celebra o samba e a nossa comunidade”.

Helinho Oliveira: ‘Os protótipos das fantasias estão maravilhosos’

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O presidente Helinho Oliveira mostrou confiança no trabalho do carnavalesco e no projeto plástico. “A Grande Rio sempre entra para fazer espetáculo. Fantasia e alegoria são quesitos que trazemos de casa. O protótipo foi um espetáculo. O Gonzaga já deu respostas e tem a confiança da diretoria. O meu dez ele já tem”.

Thiago Monteiro: ‘O melhor projeto plástico da história’

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Diretor de carnaval, Thiago Monteiro projetou o desfile de 2026. “O Carnaval de 2025 foi bom, mas queremos mais. Estamos 100% focados no enredo do Manguebeat. O nome do Gonzaga foi natural, ele tem a identidade que a Grande Rio precisa. O projeto plástico é o melhor de todos os tempos. Pretendemos manter 3.200 componentes e os ensaios de rua começam no fim de novembro”.

Evandro Malandro: ‘Cantar na Grande Rio é único’

Intérprete da escola, Evandro Malandro falou sobre a preparação para gravar os sambas concorrentes. “Não foi fácil, mas consegui chegar próximo da excelência que todos esperavam. Meu jeito de cantar é único porque busco clareza, palavra por palavra. Isso casa com a identidade da Grande Rio”.

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Ele também destacou a parceria com mestre Fafá: “O Fafá é muito musical. Quando acaba a disputa, ficamos até de madrugada pensando em novidades. É uma parceria de irmãos.”

Mestre Fafá: ‘Uma segunda chance’

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Após a perda do título em 2025 tendo bateria penalizada, mestre Fafá disse que 2026 será a redenção. “Foi doloroso, mas serviu de aprendizado. O enredo sobre Chico Science é muito musical, e isso nos dá uma nova chance de mostrar a força da nossa bateria. Já estudamos maracatu, coco e outras misturas. Queremos chegar fortes na gravação e na Avenida. A bateria nunca esteve tão unida”.

Clayton e Jefferson: ‘Harmonia é família’

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Os diretores de harmonia, Clayton e Jefferson, destacaram a parceria dentro e fora da escola. “Somos irmãos de vida, e essa união se reflete no trabalho. Além de nós dois, temos o Andrezinho e o Kaká. A comunidade de Caxias é nota mil. Trabalhar com Fafá e Evandro é fora da curva, é um casamento perfeito”.

Daniel e Taciana: ‘Um enredo que inspira’

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Daniel e Taciana, exaltou o figurino e o enredo. “Em 2025, conquistamos 40 pontos mesmo enfrentando desafios, como a gravidez da Taciana. O figurino de 2026 é deslumbrante. O Gonzaga nos surpreendeu com um trabalho primoroso. O enredo é riquíssimo, vai inspirar uma coreografia especial baseada em referências como maracatu e dança do coco”, disse o mestre-sala.

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Taciana completou: “A riqueza de detalhes impressiona. Vamos estudar muito para entregar uma apresentação inesquecível. Mais uma vez, a Grande Rio vai brigar pelo título”.

Como passaram os sambas na final

Parceria Pérola do Samba (Recife): “DOBRA SURDO DE TERCEIRA E ALFAIA/ NESSE ‘GRANDE RIO’ DE LAMA VOU PLANTAR MINHA RAIZ”. O refrão do meio também apresentou carisma. Infelizmente, a segunda parte do samba teve uma queda de rendimento ao longo da apresentação. No fim, não conseguiu levantar o público da quadra.

Parceria de Samir Trindade: A parceria de Samir Trindade foi a segunda a se apresentar na final da tricolor. Trouxe uma torcida animada, mas a performance não cativou o público caxiense presente na quadra. O samba tem uma melodia dinâmica, ora acelerada, ora cadenciada. Um dos trechos mais destacados foi “EM CAXIAS, BATIDA ECOOU/ É BAIXADA E RECIFE A LUTAR/ DOIS MUNDOS, O MESMO CLAMOR/ MANGUEBEAT, UM PAÍS, MEU LUGAR!”. Além disso, o refrão principal é marcante, com imperativos de fácil memorização, que têm potencial de permanecer na lembrança do sambista.

Parceria de Marcelinho Santos: A composição de Marcelinho dos Santos e Cia teve como intérpretes Tem-Tem Jr, Ito Melodia, Vitor Cunha e Thiago Brito. Além de contar com a torcida mais animada entre as três primeiras apresentações, foi o samba que mais movimentou a quadra. O refrão principal é “chiclete” e aguerrido, com os versos “Caranguejo em movimento não aceita ser refém” e “O tambor da Grande Rio não se rende para ninguém”. O “Anamauê aueia ae” recupera a segunda parte quando ela começa a perder rendimento. Vale reforçar que o início da primeira parte demonstra força até o verso “A voz que vem do lamaçal”.

Parceria de Ailson Picanço: Interpretado por Dodô Ananias e Fábio Moreno, o samba encabeçado por Ailson Picanço se mostrou aguerrido. Os trechos “FREIRE, ENSINE UM PAÍS ANALFABETO” e “CHICO! MANGUEBEAT ESTÁ NA RUA/ CAXIAS COMPROU A LUTA” foram os mais cantados. A preparação para o refrão principal é intensa, com “RESPEITE OS TAMBORES DO MEU ILÊ/ RESPEITE A CADÊNCIA DO MEU GANZÁ”. Já o refrão do meio apresenta uma metáfora bem fundamentada. Por último, o refrão principal se destaca pelos versos “EU SOU DO MANGUE, FILHO DA PERIFERIA” e “A REVOLUÇÃO JÁ COMEÇOU!”.

Parceria de Myngal: A parceria que fechou a noite foi a de Myngal e Cia, interpretada por Charles Silva e Tinguinha. A estrofe “O POVO ANTENADO NA PERIFERIA/ NUM BEAT APERREADO PRO BAQUE VIRAR/ O NOSSO MANGUE É DUQUE DE CAXIAS/ ME ORGANIZEI PRA DESORGANIZAR” introduz com muita eficiência o refrão principal. O segundo refrão é cativante, com os versos “Daruê malungo ê” e “Paruê malungo ê”. No entanto, o público não acompanhou a animação transmitida pelo samba e pela torcida.

Galeria de fotos: final de samba-enredo da Grande Rio para o Carnaval 2026

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CLIQUE EM CADA IMAGEM PARA AMPLIAR A FOTO (POR MATHEUS VINÍCIUS, RAPHAEL LACERDA, JULIANA HENRIK E GABRIEL RADICETTI)