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Unidos da Tijuca recebe grupo acrobático internacional no Borel nesta quinta-feira

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TijucaA quinta-feira, 18 de julho, será especial para a Unidos da Tijuca. A agremiação receberá o grupo acrobático internacional Zurcaroh. Um grupo formado na Áustria em 2009, que apresenta coreografias que misturam acrobacias e passos de dança dirigido pelo coreógrafo brasileiro Peterson da Cruz Hora.

A quadra do Borel, onde funciona o Instituto de Cidadania será palco da integração entre as crianças e jovens da comunidade e os acrobatas, que farão uma apresentação baseada em danças e coreografias. A partir das 16 horas, o público e a comunidade poderão conferir o espetáculo.

Os acrobatas também visitarão o barracão da agremiação na Cidade do Samba onde terão uma visita guiada para conhecer de perto o processo de criação do carnaval. À noite, será a vez de visitar o ensaio da bateria Pura Cadência de mestre Casagrande, na quadra, onde serão recepcionados pelos passistas e ritmistas da agremiação.

O Instituto de Cidadania da Unidos da Tijuca fica localizado na rua São Miguel n° 430. O ensaio de bateria acontece na quadra, situada na Avenida Francisco Bicalho n° 47.

Leozinho e Jorge Silveira lembram bons desfiles da São Clemente como a 1ª escola de segunda

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Abrir o carnaval pode ser ruim para outras agremiações, mas não para a São Clemente. A escola da Zona Sul já sabe que abrirá a segunda de carnaval e não participa do sorteio nesta quinta na Liesa. Para o carnavalesco Jorge Silveira a escola se habitou com essa posição.

“Nós abriremos novamente a segunda-feira com muito gosto. Dois desfiles marcantes de nossa história recente aconteceram exatamente com essa colocação de desfile. Em 2015, ano do Pamplona e agora em 2019 na reedição de 1990. A escola se sente confortável com essa posição. O nosso lado de concentração também é um benefício, pois estaremos na porta de nossa quadra”, avalia.

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O intérprete Leozinho Nunes, que divide o microfone oficial com Grazi Brasil e Bruno Ribas, também opina. Ele concorda com Jorge Silveira e ressalta que poder se concentrar dentro da quadra é um ganho importante.

“As pessoas dizem que é a melhor colocação da São Clemente ser a primeira de segunda. Será? (risos). Acho que a gente se prepara para qualquer posição de desfile. Há uma preparação o ano inteiro. Na minha opinião estar do lado do Correios é uma vantagem por estar do lado da quadra, é mais confortável para os nossos desfiles. A escola dá suporte, tem uma roda de samba, tem uma energia bacana demais”, conclui.

Três escolas do Grupo Especial ainda não têm enredo para o Carnaval 2020

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    A Liesa realiza nesta quinta o sorteio da ordem dos desfiles do Grupo Especial para o Carnaval 2020. A maioria das escolas já deram início ao projeto de construção do desfile para o próximo ano e apenas três (das 13) que desfilam no Sambódromo no domingo e segunda de carnaval ainda não definiram suas temáticas para o próximo ano, sendo que a União da Ilha anunciará o seu enredo na hora do sorteio. Portanto, apenas Portela e Estácio de Sá conhecerão a posição de desfile antes da definição do enredo.

    Mangueira Desfile2019 102A grande campeã do Carnaval 2019 anunciou nesta semana o seu tema para 2020. A Mangueira vai apresentar o enredo ‘A verdade vos fará livre’. O título pomposo nada mais é que uma homenagem a Jesus Cristo. A escola passou por um processo eleitoral após os desfiles e elegeu Elias Riche para o lugar deixado por Chiquinho da Mangueira. Toda a equipe campeã teve o contrato renovado e vai para o desfile do ano que vem tentar o bicampeonato.

    Viradouro Campeas2019 135A Viradouro, vice-campeã de 2019, tem a responsabilidade de repetir o apoteótico desfile apresentado, que deu à escola a segunda melhor colocação em toda a sua história. Embora tenha anunciado a renovação com a escola, Paulo Barros se desentendeu com a diretoria e não permaneceu. A vermelha e branca trouxe os jovens Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira, que desenvolverão o enredo ‘Viradouro de alma lavada’. Exceto Paulo Barros, todo o restante da equipe de 2019 permanece.

    Vila Isabel Campeas2019 043Terceira colocada em 2019, a Unidos de Vila Isabel é outra que voltou a viver dias de glória, obtendo a sua melhor colocação desde 2013, ano do último título. Assim como Mangueira e Viradouro, a azul e branca não fez qualquer alteração na equipe e vai com o mesmo time para o desfile. O enredo será sobre Brasília, a capital federal, mas com uma temática indígena, desenvolvida pelo carnavalesco Edson Pereira: ‘Gigante pela própria natureza: Jaçanã e um índio chamado Brasil‘.

    Portela Campeas2019 063A Portela, quarta colocada em 2019, tem dois grandes desafios. O primeiro é seguir tendo sorte e conseguindo desfilar na segunda-feira, algo que acontece desde 2014. O segundo é emplacar o sétimo desfile das campeãs seguido, o que garante à Majestade do Samba a liderança no ranking da Liesa. A campeã de 2017 ainda não tem enredo mas realizou mudanças na equipe de 2019. Reeleito, o presidente Luis Carlos Magalhães, trocou a carnavalesca Rosa Magalhães pela dupla Renato Lage e Márcia Lage, que estrearão na azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira.

    Salgueiro Campeas2019 107Depois de conseguir colocar o carnaval na rua em um ano complicado, o Salgueiro virou a página de 2018 muito rápido. A quinta colocada de 2019 foi uma das primeiras escolas a definirem o enredo. Com a equipe totalmente mantida, Alex de Souza vai desenvolver ‘O Rei Negro do Picadeiro’, sobre o primeiro palhaço negro do Brasil, Benjamin de Oliveira.

    Mocidade Campeas2019 033Ainda mais cedo que o Salgueiro, a Mocidade foi a primeira escola do Grupo Especial a definir o seu enredo para o Carnaval 2020. Depois de anos de insistentes pedidos de seus torcedores, a Estrela Guia vai finalmente homenagear uma de suas figuras mais ilustres, a cantora Elza Soares. ‘Elza Deusa Soares’ será desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos, que chega na sexta colocada de 2019 no posto deixado por Alexandre Louzada.

    Tijuca desfile2019 152A Unidos da Tijuca, em termos de resultado, vive o momento mais conturbado desde que enfileirou três campeonato, dando fim a um jejum de 70 anos. Desde 2016 a escola não volta entre as campeãs. A aposta para o retorno é no reatar de um casamento de muito sucesso. Paulo Barros está de volta. Foi com ele que a escola venceu três de seus quatro títulos. O enredo já foi escolhido, arquitetura e urbanismo. A temática ainda será definida. Os demais integrantes da equipe foram mantidos.

    Tuiuti Desfile2019 151Depois do histórico desfile de 2018, problemas levaram o Paraíso do Tuiuti para a oitava colocação em 2019. Para voltar a encantar a avenida, muitas mudanças. Chegaram o carnavalesco João Vítor, o coreógrafo Márcio Moura e o intérprete Nino do Milênio. O enredo será ‘O Santo e o Rei: Encantarias de Sebastião’.

    Grande Rio desfile2019 149A Grande Rio é mais uma escola que busca se reinventar para voltar a figurar entre as campeãs. Desde 2015, a escola só voltou duas vezes. Em 2018 foi rebaixada, mas virou a mesa. O desfile de 2019 foi novamente decepcionante e a escola terminou na 9ª colocação. Para 2020, repaginada total. De olho na volta às origens a escola trouxe a dupla Leonardo Bora e Gabriel Haddad, que apresentou o enredo ‘Tata Londirá: O Canto do Caboclo no Quilombo de Caxias’, a primeira temática afro da escola desde 1994.

    Uniao da ilha Desfile2019 126A União da Ilha do Governador tem na figura do experiente Laíla a sua principal mudança ma equipe para o Carnaval 2020. O diretor de carnaval montou na escola uma nova versão da consagrada comissão de carnaval. Integram a equipe os experientes Fran Sérgio e Cahê Rodrigues e os novatos Larissa Pereira, Anderson Netto, Allan Barbosa e Felipe Costa. A escola promete anunciar o enredo nesta quinta no mesmo horário do sorteio.

    Beija Flor desfile2019 121Depois de um desastroso desfile em 2019, o pior em toda a sua história, a Beija-Flor de Nilópolis busca se reorganizar para voltar a brigar pelas primeiras posições. O carnavalesco campeão em 2007, 2008 e 2011, Alexandre Louzada, fará dupla com Cid Carvalho, vencedor em 1998, 2003, 2004 e 2005. Além deles chega o diretor de carnaval Dudu Azevedo. A escola apresentará o enredo ‘Se essa rua fosse minha’.

    Sao Clemente Desfile2019 135Mais uma vez injustiçada pelo julgamento, a São Clemente se encaminha para o seu décimo desfile consecutivo no Grupo Especial. É a maior sequência da outrora escola iôiô na elite do carnaval na história. Para o desfile de 2020 todo o time foi mantido e o carnavalesco Jorge Silveira vai desenvolver o enredo ‘O conto do vigário’, nova temática com crítica social irreverente.

    Estacio Desfile2019 052A Estácio de Sá volta ao Grupo Especial depois de sua última participação em 2016. A vermelha e branca foi a segunda escola a conseguir o acesso duas vezes desde a criação da Lierj em 2013. A primeira havia sido a Viradouro. A escola aposta na mesma estratégia da União da Ilha em 2010, e repatria Rosa Magalhães, autora do enredo da escola no Carnaval 1987, o inesquecível ‘O tititi do Sapoti’. O enredo para 2020 será anunciado apenas no mês de agosto.

    Podcast Papo de Redação: O que esperar do sorteio da ordem de desfile do Grupo Especial?

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      Confira o programa especial que fala deste dia de definição da ordem dos desfiles do Carnaval 2020. Entrevistados falam da influência da posição, fechamento das notas após cada dia de desfile e opinam sobre os rumos dos desfile. Ouça acima o podcast.

      evelyn mangueira

      Neguitão se afasta da presidência do Vai-Vai

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      A escola de samba Vai-Vai anunciou através de suas redes sociais o afastamento do presidente Darly Silva, Neguitão, do cargo de presidente.

      A carta ressalta as recentes conquistas da escola com a antiga gestão, anuncia a principal dupla responsável, se defende de acusações judicias e termina com um pedido para que comunidade volte.

      O Vai-Vai terminou o carnaval de 2019 em último lugar, a pior colocação da história. No carnaval de 2020, a agremiação é a responsável por encerrar o carnaval do grupo de acesso.

      Veja abaixo a carta de Neguitão:

      carta vai

      Leia a sinopse da Mangueira para o Carnaval 2020

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      SINOPSE DO ENREDO 2020

      “Vou pedir que me levem lá pro céu

      Que cada dia chega mais perto do morro

      E onde já viram Deus compondo

      Um samba para escola desfilar”

      (SAMBA de Hermínio Bello de Carvalho e Maurício Tapajós)

      A VERDADE VOS FARÁ LIVRE

      Nasceu pobre e sua pele nunca foi tão branca quanto sugere sua imagem mais popular. Sem posses e mais retinto do que lhe foi apresentado, andou ao lado daqueles que a sociedade virou as costas oferecendo-lhes sua face mais amorosa e desprovida de intolerância. Sábio, separou o joio do trigo, semeou terrenos férteis e jamais deixou uma ovelha sequer para trás.

      Exaltou os humildes e condenou o acúmulo de riqueza. Insurgiu-se contra o comércio da fé e desafiou a hipocrisia dos líderes religiosos de seu tempo. Questionou o poder do império romano e condenou a opressão. Seu comportamento pacifista e suas ideias revolucionárias inflamaram o discurso dos algozes que passaram a excitar o estado a decretar sua sentença. O fim todos sabemos: Foi torturado, padeceu e morreu.

      Séculos depois, sua trajetória ainda anda na boca dos homens e em seu nome, para o mal dito “de bem” – e com rígido contorno de moralidade – muito já foi realizado de forma estanque ao sentido mais completo do AMOR por ele difundido. O amor incondicional, irrestrito e ágape.

      Por isso, quando preso à cruz, ele não pode ser apresentado como um. Ser um, exclui os demais. Preso à cruz, ele é a extensão de tantos, inclusive daqueles que a escolha pelo modelo “oficial” quis esconder. Sendo assim, sua imagem humana não pode ser apenas branca e masculina. Na cruz, ele é homem e é também mulher. Ele é o corpo indígena nu que a igreja viu tanto pecado e nenhuma humanidade. Ele é a ialorixá que professa a fé apedrejada e vilipendiada. Ele é corpo franzino e sujo do menor que você teme no momento em que ele lhe estende a mão nas calçadas. Na cruz, ele é também a pele preta de cabelo crespo. Queiram ou não queiram, o corpo andrógino que te causa estranheza, também é a extensão de seu corpo.

      Sem anunciar o inferno, ele prometeu que voltaria. Acredito que, se ele voltasse à terra por uma encosta que toca o céu – para nascer da mesma forma: pobre e mais retinto, criado por pai e mãe humilde, para viver ao lado dos oprimidos e dar-lhes acolhimento – ele desceria pela parte mais íngreme de uma favela qualquer dessa cidade. Talvez na Vila Miséria*, região mais alta e habitada do Morro de Mangueira. Ali, uma estrela iluminaria a sala sem emboço onde ele nasceria menino outra vez. Então, ele cresceria entre os becos da Travessa Saião Lobato*, correria junto das crianças da Candelária*, espalharia suas palavras no Chalé* e no “Pindura” Saia*. Impediria que atirassem pedras contra os que vivem nas quebradas e nos becos do Buraco Quente*. Estaria do lado dos sem eira e nem beira estranhando ver sua imagem erguida para a foto postal tão distante, dando as costas para aqueles onde seu abraço é tão necessário.

      Se sobrevivesse às estatísticas destinadas aos pobres que nascem em comunidades, chegaria aos 33 anos para morrer da mesma forma. Teria a morte incentivada pelas velhas ideias que ainda habitam os homens. O amor irrestrito ainda assusta. A diferença jamais foi entendida. Estender a mão ao oprimido ainda causa estranheza. Seria torturado com base nas mesmas ideias.

      Morto, ressuscitaria mais uma vez e, por ter voltado em Mangueira, saudaríamos a possibilidade de vermos seu sorriso amoroso novamente com o que aqui fazemos de melhor. Louvaríamos sua presença afetuosa com samba e batucada. Vestiríamos todos nossa roupa mais cara. Aquela de paetês e purpurina. De cetim com joias falsas. Desfilaríamos diante dele e, em seu louvor, instauraríamos a lei que rege nossos três dias de folia. Sem pecado, irmanados e em pleno estado de graça.

      Explicaríamos nessa ocasião que a cruz pesada que carregamos como fardo ao longo do ano nos é tirada das costas no carnaval. Por ter vencido a morte e sem ter o peso de sua cruz nas costas, ele sorri para a baiana que desce para se apresentar. Ele acena com a mão direita para a passista que amarra a sandália, enquanto a mão esquerda dá a benção para o ritmista que rompe o silencio com a levada de seu tamborim.

      Fitando o céu, ele parece ver algo ou alguém acima da linha do horizonte . Sorri, como se pego em meio a brincadeira e se soubesse humano também. Entendendo que ali ele é rebento e que todos, sem exceção, são seu rebanho; ciente de que o pecado, por vezes, é invenção para garantir medo e servidão, ele pede para que toda essa gente que brinca anuncie enquanto canta sorrindo: A VERDADE VOS FARÁ LIVRE.

      Vila Miséria* Travessa Saião Lobato* Candelária* Chalé* Pindura Saia* Buraco Quente* – Todos os nomes referem-se a localidades ocupadas pela comunidade do Morro da Mangueira.

      Rio de Janeiro, Julho de 2019.

      PESQUISA, DESENVOLVIMENTO E TEXTO: LEANDRO VIEIRA

      Cinco escolas já foram campeãs encerrando o carnaval. Beija-Flor tem 100% de aproveitamento

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        Encerramento01A tarefa de fechar um carnaval é um desafio enorme para qualquer escola. Primeiro por ter a responsabilidade de ser o grande fechamento do maior espetáculo da terra. Depois o obstáculo a manter o público interessado em seu desfile, uma vez que já se passaram todas as concorrentes. E por fim manter o alto nível em um desfile muito competitivo e conquistar o caneco.

        Os desfiles de escolas de samba passaram a ser realizados em duas noites a partir da construção do Sambódromo, em 1984. No primeiro ano as noites foram no sábado e domingo de carnaval. Com a criação da Liesa, passou-se para os nobres domingo e segunda. 12 agremiações já tiveram a incumbência de passar por último, desde a modesta Villa-Rica à gigantesca Estação Primeira de Mangueira.

        Os deuses do carnaval jamais permitiram, por exemplo, que o Salgueiro encerrasse um desfile na noite derradeira. Por outro lado a Mangueira já teve essa honraria seis vezes: 1984, 1988, 1993, 1996, 2010, 2016 e 2017. Em duas dessas oportunidades a escola sagrou-se campeã do carnaval, em 84 e 16.

        Mas nenhum torcedor comemora tanto quando sua escola é sorteada para fechar o carnaval quanto o da Beija-Flor de Nilópolis. E não é por acaso. A Deusa da Passarela jamais havia fechado um desfile até 2005, quando encerrou e comemorou seu segundo tricampeonato. Em outras quatro oportunidades a azul e branca encerrou o espetáculo: 2007, 2008, 2011 e 2018. Em todas as oportunidades a Beija-Flor foi a grande campeã.

        Encerramento02Além de Mangueira e Beija-Flor, outras três escolas já ganharam títulos encerrando os desfiles de segunda: Imperatriz (1999), Unidos da Tijuca (2014) e Vila Isabel (2013). Em 36 anos de desfiles no Sambódromo, apenas essas cinco escolas encerraram o carnaval e festejaram o título, totalizando dez campeonatos.

        Outras duas gigantes da folia já encerraram a festa e nunca conquistaram o título no mesmo ano. A Portela, que fechou os carnavais de 1985, 1992, 1994, 2002 e 2006 e a Mocidade, que encerrou em 1987, 2004 e 2019. Grande Rio (2001 e 2012), Viradouro (2000 e 2009), Império Serrano (1989 e 1991), União da Ilha (1990 e 1998) e Villa Rica (1995) foram outras escolas que encerraram o maior espetáculo da terra.

        Todas as escolas que encerraram a segunda noite de desfiles:

        1984 – Mangueira
        1985 – Portela
        1986 – Imperatriz
        1987 – Mocidade
        1988 – Mangueira
        1989 – Império Serrano
        1990 – União da Ilha
        1991 – Império Serrano
        1992 – Portela
        1993 – Mangueira
        1994 – Portela
        1995 – Unidos de Villa Rica
        1996 – Mangueira
        1997 – Vila Isabel
        1998 – União da Ilha
        1999 – Imperatriz
        2000 – Viradouro
        2001 – Grande Rio
        2002 – Portela
        2003 – Imperatriz
        2004 – Mocidade
        2005 – Beija-Flor
        2006 – Portela
        2007 – Beija-Flor
        2008 – Beija-Flor
        2009 – Viradouro
        2010 – Mangueira
        2011 – Beija-Flor
        2012 – Grande Rio
        2013 – Vila Isabel
        2014 – Unidos da Tijuca
        2015 – Unidos da Tijuca
        2016 – Mangueira
        2017 – Mangueira
        2018 – Beija-Flor
        2019 – Mocidade

        Em 2019 Viradouro rompeu a barreira da segunda de domingo

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        Viradouro Campeas2019 122A Liesa sorteia nesta quinta a ordem dos desfiles do Grupo Especial para o Carnaval 2020. Nenhuma escola de samba faz mistério, a segunda-feira é o dia preferido por 10 entre 10 sambistas. Mas tem uma colocação que é o terror de muitas agremiações, principalmente aquelas que almejam serem campeãs: ser a segunda de domingo.

        A história recente dos desfiles vitimou algumas agremiações que estavam no grupo das favoritas que foram sorteadas para esta ingrata posição. Os casos mais conhecidos foram o Salgueiro, em 2013 e a Grande Rio, em 2014. A primeira não passou de um quinto lugar e a segunda foi a sexta colocada.

        Viradouro Campeas2019 016Mas em 2019 a Unidos do Viradouro parece ter desmistificado esta infeliz ordem de desfile. Oriunda do acesso no anterior, a agremiação pulverizou tabus. Tornou-se a vice-campeã desfilando como segunda de domingo, no melhor desempenho de uma escola nessa posição de desfile em toda a história. O presidente Marcelinho Calil ressalta que um trabalho bem executado pode romper a barreira do preconceito.

        “Acho que o desfile apresentado pela Viradouro em 2019 comprova que um projeto bem executado pode fazer com que uma escola, mesmo desfilando como segunda de domingo, pode sonhar com um título. A Unidos da Tijuca foi campeã em 2010 sendo a terceira de domingo. O nosso desfile desmistificou um pouco essa história de que é ruim desfilar no início da noite de domingo. Carnaval é quesito”, opina o dirigente.

        Nesta década, exceto a Unidos do Viradouro, a Grande Rio, o Salgueiro e a Portela, as demais escolas que desfilaram nesta posição se deram mal. A Mangueira, em 2015, amargou um décimo lugar. A Imperatriz em 2011, com um dos grandes sambas do ano, não conseguiu chegar ao desfile das campeãs. A União da Ilha, em 2016, teve vários problemas em seu desfile e esteve ameaçada de rebaixamento.

        Salgueiro Convida começa dia 27 de julho recebendo Viradouro e Unidos da Tijuca

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        convida sal2019

        O tradicional encontro das escolas de samba, o Salgueiro Convida, começa no dia 27 de julho, recebendo a vice-campeã do Grupo Especial em 2019, a Viradouro, e a Unidos da Tijuca.

        A novidade é que o evento começará às 20h30. A quadra do Salgueiro fica na Rua Silva Teles, 104, no Andaraí.

        Na segunda-feira, Mangueira festejou seus últimos campeonatos

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        Mangueira Campeas2019 065No Carnaval 1998 os mangueirenses homenageavam o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda. Na época o sorteio da ordem dos desfiles fez a escola torcer o nariz. A verde e rosa foi sorteada para ser a segunda da segunda noite de desfiles. Na época sem título há 11 anos, a Mangueira temia completar mais um ano na fila. Mas a escola conquistou o título naquele ano e desmistificou o pessimismo com aquela posição.

        E como sambista é muito espiritual é claro que aquela colocação virou um amuleto da escola. Quatro anos depois, a velha Manga voltou a desfilar no mesmo dia e ordem. O ano era 2002 e a escola se sagrou novamente campeã do carnaval com o inesquecível enredo sobre o Nordeste.

        “Eu me recordo das duas situações. Em 1998 houve um grande lamento por parte da escola, mas aquele foi um carnaval que não tinha como a Mangueira não vencer. Foi arrebatador. Em 2002 eu já era o presidente da escola e quando fomos sorteados na mesma posição foi aquela comparação né? Será que vamos ganhar de novo? O resto da história vocês já conhecem”, relembra o ex-presidente Álvaro Luiz Caetano, o Alvinho.

        Mangueira Campeas2019 040A Mangueira conquistou cinco de seus sete campeonatos no Sambódromo desfilando na segunda-feira. Mas em 1984 o domingo foi a segunda noite de apresentações, o que aumenta as estatísticas. Apenas em 1987 a escola desfilou na primeira noite e conquistou o título. Em três oportunidades encerrar carnaval significou título para a Mangueira: 1984, 1987 e 2016. E em 2019, a escola não fechou mas foi a penúltima de segunda. Leandro Vieira revela que a Mangueira é uma escola com cacife para fechar carnaval.

        “A Mangueira gosta de fechar e é uma grande apoteose o carnaval ser encerrado pela verde e rosa, aquele arrastão de povo maravilhoso. Eu sempre prefiro ser a última de segunda e tomara que a sorte esteja novamente com a gente”, diz Leandro Vieira, campeão pela primeira vez encerrando o desfile de 2016.