O presidente da Beija-Flor de Nilópolis, Almir Reis, exaltou o sucesso do reality “A Voz do Carnaval”, que coroou Jéssica e Nino como os novos intérpretes da escola para o Carnaval 2026. O programa, fruto de parceria entre Multishow, Globoplay, AfroReggae, Formata e a escola, permitiu à comunidade e ao público acompanhar de perto o processo de sucessão vocal após a aposentadoria de Neguinho da Beija-Flor.
“Eu acho que foi um sucesso. O pessoal do AfroReggae… me surpreendeu. Acho que isso aí tem tudo para somar, não só para o programa, mas para o mundo do samba”, afirmou Almir, reforçando que o reconhecimento do projeto junto ao legado de Neguinho é fundamental.
A final surpreendeu ao coroar dois intérpretes em vez de apenas um, decisão que refletiu não só o desempenho dos finalistas, mas também o desejo de inovação por parte da direção da escola.
“Como eu falei, o Neguinho é insubstituível, mas eles estão fazendo o papel deles muito bem e acho que a gente vai fazer um bom trabalho na avenida. Vocês vão ver que a gente não vai deixar a desejar, que eles dois são muito bons”, disse ele.
A troca de vozes representa um novo ciclo para a escola: saindo do ciclo Neguinho, mas mantendo a ambição de construir sob nova direção vocal. Almir disse que os vencedores precisarão “presença de espírito e equilíbrio” para lidar com a pressão da Sapucaí.
“Além da emoção da avenida, é a emoção de olhar e pensar: ‘Olha o lugar em que eu estou’”, comentou o presidente.
Para 2026, a Beija-Flor optou por levar para a avenida o enredo “Bembé”, inspirado no Bembé do Mercado, manifestação religiosa afro-brasileira tradicional da Bahia, e considerada o maior candomblé de rua.
Expectativas e desafios
A mudança vocal, o enredo de matriz afro e o formato do reality representam escolhas ambiciosas e simbólicas para a escola. Se bem executados, podem reforçar a imagem da Beija-Flor como vanguardista, conectada com o presente e respeitosa da tradição.
Mas o desafio é grande: substituir uma voz histórica como a de Neguinho, agradar a comunidade exigente e impressionar o público da Sapucaí sob nova sonoridade.
Renovação parece mesmo ser a principal aposta da Unidos da Ponte para o Carnaval 2026. Desde o fim da última temporada, a escola de São João de Meriti anunciou a contratação de novos nomes para os principais segmentos da agremiação. Do carnavalesco à direção de carnaval, passando pela coreógrafa da comissão de frente, pela ala de passistas e, até mesmo, pelo comando da bateria “Ritmo Meritiense”, a azul e branco se prepara para encerrar o segundo dia de desfiles da Série Ouro, no sábado de carnaval.
Em entrevista ao CARNAVALESCO, o novo diretor de carnaval, Camarão Netto, afirmou que a renovação da escola é uma das estratégias da atual gestão para fazer um grande carnaval. “Viemos com mudanças drásticas em todos os segmentos. Isso mostra que a escola está adotando um pensamento diferente. A Ponte vai brigar, sim, para estar lá nas cabeças da Série Ouro”, afirmou Netto, que passou pela direção de carnaval de escolas como União de Jacarepaguá, Acadêmicos da Rocinha e Acadêmicos da Abolição.
A agremiação também trouxe de volta ao Rio o carnavalesco Nicolas Gonçalves, que em 2025 assinou o desfile da Acadêmicos do Tucuruvi no Grupo Especial de São Paulo. Ele será o responsável pelo enredo que fechará os desfiles da Série Ouro. Além dele, a escola reforçou seu time com o casal Thiaguinho Mendonça e Jessica Ferreira, a coreógrafa Juliana Frathane, o diretor de harmonia Alexandre Dias, a diretora artística Nath Menezes, os coordenadores de passistas Thamires Matos e Bruno Bezerra, o enredista Cleiton Almeida e os mestres de bateria Alex Vieira e Juninho.
Sobre a posição da Ponte no encerramento dos desfiles de 2026 da Série Ouro, Camarão Netto afirmou que é um desafio que a escola meritiense entra com toda a força da sua história. “Fechar o Carnaval da Série Ouro é uma responsabilidade de uma escola grande. A Ponto é uma escola de peso, com mais de 70 anos de idade, e irá apresentar um grande Carnaval à altura do seu nome e da sua bandeira”, finalizou.
O 24 Horas de Samba, evento anual organizado pela Mocidade Alegre para comemorar o próprio aniversário, tem uma tradição: eleger um Sambista Imortal. Em 2025, pela primeira vez na história da festividade iniciada em 1972, houve uma ‘brecha’ em uma das tradições para a escolha: normalmente, o indicado não é ligado à Morada do Samba; mas, na temporada atual, Sidnei França recebeu a honraria. Criado na Mocidade Alegre não apenas enquanto profissional, Sidnei França falou sobre a honraria com o CARNAVALESCO durante o evento.
Ao ser perguntado se esperava ser eleito o Sambista Imortal, Sidnei França fez questão de explicar o ponto de vista para a reportagem: “Eu não esperava por dois motivos. O primeiro deles: por eu ter uma história muito forte aqui – e essa história nem é tão antiga. No Carnaval de 2026, vão fazer dez anos do último que eu fiz na Mocidade Alegre – que foi em 2016, ‘Ayô – A Alma Ancestral do Samba’. Não é uma história antiga, uma história superada – ainda mais em tempos de rede social. Todo mundo entra no YouTube e pode ver os desfiles, é a gestão da Solange na qual eu atuei, que é atual presidente. Eu não esperava por eu ter atuado na escola muito recentemente e também não esperava agora. Daqui a 20 anos, talvez”, surpreendeu-se.
Reflexo de um pensamento maior
Na visão de Sidnei, elegê-lo enquanto Sambista Imortal traz uma contemplação sobre os dias que virão na folia paulistana: “Entendo que ser homenageado agora é reflexo de, talvez, a necessidade de renovar a identidade dos sambistas em São Paulo. De olhar e falar para onde São Paulo está apontando como manutenção das tradições, o respeito à ancestralidade do samba. A gente vive tempos no Carnaval de São Paulo muito decisivos para o que a gente quer para os próximos 20, 30, até 50 anos. A Mocidade sempre foi uma escola de vanguarda e continua sempre apontando para o futuro e falando o que quer para o mundo do samba – e a Mocidade deve olhar para mim como não só o fruto da própria história dela, mas como alguém que, hoje, defende muito a bandeira do samba para além de mais um carnaval”, refletiu.
O próprio carnavalesco segue: “A Mocidade Alegre dá um recado com a escolha do meu nome para Sambista Imortal para falar que nós precisamos, hoje, enxergar caminhos para um futuro do samba de São Paulo. Um samba que ainda respeita suas origens, seu berço e seu caminho. Hoje eu trabalho no Rio, mas eu ainda sou muito ligado ao Carnaval de São Paulo. Não só identitariamente, mas afetivamente, estou aqui torcendo. Não vou participar para 2026, mas estou torcendo por muitas escolas que eu tenho passagem, que eu tenho carinho. A Mocidade Alegre, ao me escolher, sinaliza o olhar para o futuro e entender que sambista o Carnaval de São Paulo está legando para o amanhã”, revelou.
Respeito às coirmãs
Mesmo estando há décadas na Mocidade Alegre, Sidnei começou a assinar desfiles em 2009, em uma Comissão de Carnaval – por sinal, ele teve um único desfile solo em tal posto: o já citado ‘Ayô – A Alma Ancestral do Samba’. Do Limão, foi para outras escolas de samba, como ele próprio relembra: “Eu sempre digo que, além de ganhar ou perder mais um carnaval, eu quero sempre honrar as cores das bandeiras por onde eu passo. Depois da mocidade eu fui pra Vila Maria: foi uma história curta, mas intensa. Eu procurei respeitar aquela comunidade. Fui para os Gaviões, respeitei a identidade de não usar verde, de ser torcida. Fui para o Águia de Ouro, e falam que a escola é fechada, mas eu respeitei a identidade da escola. Fui para o Vai-Vai, que é um colosso. Não sou eu que preciso falar sobre Vai-Vai: é uma escola que transcende o que é ser escola de samba. E, mesmo assim, procurei honrar a história e respeitar a Velha Guarda, as baianas, a bateria, a comunidade”, detalhou.
Memórias doces e simples
Quando perguntado sobre um momento especial na Mocidade Alegre, Sidnei França mostrou um sentimento de ser da comunidade como poucas vezes foi visto. Ao invés de falar um dos quatro títulos conquistados na escola ou de algum grande desfile, ele lembrou de instantes muito mais intimistas: “Eu lembro, olha só, quando a Solange comprou o primeiro projetor para projetar o conteúdo das oficinas socioculturais da Mocidade; porque, até então, a gente pegava emprestado do Rosas de Ouro, que era uma escola mais rica e poderosa – e a Mocidade não tinha a mesma estrutura. E a gente emocionado por um projetor! Eu lembro quando a Solange comprou o primeiro caminhão da Mocidade Alegre, a gente chorando porque, agora, a gente tem um caminhão. Isso não é o que a avenida traduz, não é o título: é aquilo que você vive dentro dos domínios de uma escola de samba”, disse.
Pouco depois, com um olhar mais macro não apenas sobre a própria história na Morada do Samba como também em relação à própria agremiação, Sidnei relembrou como, pouco a pouco, ele foi crescendo juntamente com a escola: “É uma vida nessa escola de samba. Eu não tenho uma memória, eu tenho várias. Eu lembro quando a Solange assumiu a Mocidade: era uma escola que não tinha performance de organização, não tinha uma estrutura – e nós nos unimos. A Solange montou uma Comissão de Carnaval e eu não era carnavalesco: eu era integrante de uma Comissão de Carnaval que não era pra criar o Carnaval, era uma espécie de uma direção de Carnaval que era para organizar as coisas e retomar o rumo da escola. Foi o momento decisivo para tirar a Mocidade do buraco, do sufoco que ela se encontrava. E eram coisas muito bobas que, para a gente, fazia sentido”, destacou.
Baluartes
Ainda falando sobre memórias, Sidnei fez questão de, dentre tantos nomes que colaboraram para a formação dele enquanto carnavalesco e cidadão, foram fundamentais para a história da Mocidade Alegre como um todo: “A Solange é uma pessoa muito oito ou oitenta. Ela é muito de personalidade forte. Tem gente que fala que essa mulher é muito brava, mas eu aprendi com ela que a determinação é a mãe do resultado. Tudo que, hoje, eu faço no Carnaval, eu aprendi na Mocidade Alegre. Seo Juarez primeiro, Elaine, depois Solange”, afirmou.
Por fim, ele pontuou o motivo pelo qual cada um desses baluartes tornou-se um exemplo: “Cada um trouxe um exemplo. Seo Juarez me deu o exemplo de identidade: seja autêntico, seja você. Elaine trouxe a sensação de valorização de cultura: seja um sambista orgulhoso da sua cultura e não deixa ninguém te desmerecer. E a Solange trouxe a determinação de se fazer bem feito o que se propõe a fazer. Hoje, eu sou o resumo de quem me formou sambista. Eu vejo a Mocidade Alegre como o meu berço enquanto sambista, mesmo”, emocionou-se.
Via de mão dupla
Solange Cruz, presidente da Mocidade Alegre, também fez questão de exaltar o, agora, Sambista Imortal da Mocidade do Samba: “É um filho que ganhou o mundo! Saiu daqui de casa, foi criado aqui, no nosso terreiro, no nosso chão. O Sidnei, com toda a família, fez parte da Mocidade Alegre desde lá de trás. Realmente, o Sidnei cresceu na Mocidade Alegre. A mãe dele era da ala Em Cima da Hora e eles participaram de várias ações, de várias coisas dentro da escola. E essas oportunidades ele foi tendo aqui”, recordou, citando o tradicionalíssimo que desfilou por 54 anos na Morada do Samba e foi reconhecida na final do samba-enredo da Mocidade Alegre de 2025.
A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, visitou nesta segunda-feira o barracão da Acadêmicos de Niterói, localizado na Cidade do Samba, no Rio de Janeiro. Durante o encontro, a socióloga conheceu os preparativos da escola para o Carnaval 2026 e confirmou presença no desfile que prestará homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Marquês de Sapucaí.
Recepcionada pelo presidente da agremiação, Wallace Palhares, e pela primeira-dama da escola, Amanda Palhares, Janja percorreu os setores de confecção de fantasias e alegorias. O carnavalesco Tiago Martins e o enredista Igor Ricardo apresentaram à visitante os detalhes do enredo e explicaram como a homenagem será traduzida na avenida.
A visita também contou com a presença das ministras Anielle Franco (Igualdade Racial) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), além de Elmo José, diretor de varnaval da Liesa; Marcos Vinicius, prefeito da Cidade do Samba; e o carnavalesco e comentarista Milton Cunha.
Com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a Acadêmicos de Niterói será a primeira escola a desfilar no domingo, 15 de fevereiro, abrindo oficialmente os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026.
A Imperatriz Leopoldinense prepara uma tarde de pura emoção e samba no pé para celebrar oficialmente a coroação de Iza como rainha de bateria da escola. A festa acontece no próximo domingo, 26 de outubro, na quadra da agremiação em Ramos, e promete reunir comunidade, admiradores e grandes nomes do mundo do samba.
O evento contará com show de Tiee, apresentação da bateria “Swing da Leopoldina” e a tradicional feijoada da Imperatriz, uma das mais queridas pelos sambistas cariocas. A coroação marca a estreia oficial de Iza à frente dos ritmistas comandados por Mestre Lolo, em um momento aguardado com grande expectativa pela comunidade.
“Vai ser um domingo inesquecível, com muito samba e alegria para marcar o início de um novo ciclo ao lado da nossa Rainha Iza”, destacou a diretoria da escola.
Ingressos e informações
Os ingressos de pista e mesas já estão disponíveis para compra pela Sympla, enquanto os camarotes podem ser reservados pelo telefone (21) 98317-6137.
A Imperatriz se prepara para o Carnaval 2026 com grandes expectativas após o título conquistado em 2023 e o vice-campeonato em 2024. Com o carisma e a força de Iza à frente dos ritmistas, a escola busca repetir o brilho dos últimos carnavais e seguir entre as protagonistas da Marquês de Sapucaí.
📍 Serviço
Evento: Coroação da Rainha Iza
Data: 26 de outubro (domingo)
Local: Quadra da Imperatriz Leopoldinense – Ramos
Atrações: Tiee, Bateria da Imperatriz e feijoada especial
Ingressos: Sympla
Camarotes: (21) 98317-6137
No próximo domingo, 12 de outubro, o Beco do Rato promove, pela primeira vez, uma programação especial dedicada ao Dia das Crianças. A tradicional casa de samba da Lapa abrirá suas portas para uma festa voltada às famílias, com entrada gratuita até 14h para pais e/ou mães acompanhados de filhos. Além da música, o público poderá aproveitar o já tradicional almoço de domingo disponível no cardápio da casa, e as crianças terão à disposição brinquedos como pula-pula, garantindo diversão para todas as idades.
A tarde começa com uma roda de samba inédita, formada exclusivamente por músicos mirins, que já despontam como promessas do gênero. Entre eles, destaque para Moleke Cris e Moleke Badi, irmãos que cresceram embalados pelo ritmo e hoje encantam plateias com talento, carisma e uma impressionante naturalidade no palco. Cris iniciou no canto aos 7 anos, enquanto Badi, ousado e irreverente, já domina a percussão, cavaquinho e banjo desde a primeira infância.
Acompanhando a dupla, jovens prodígios do samba: Neco e Theo (filhos do músico Cuquinha e netos de Sombrinha), Renanzinho (filho de Naldinho, do grupo Balacobaco), Nathan Gusmão (multi-instrumentista de apenas 11 anos, já com passagens ao lado de nomes como Dudu Nobre e Tiee), Henri (filho do músico Riquinho, hoje no grupo Nos Pagodes da Vida), Cadu Batuqueiro (10 anos, ritmista da Estrelinha da Mocidade e mestre-sala na Filhos da Águia) e a cantora Yullie Maciel, que vem conquistando espaço com sua voz marcante.
Após a apresentação dos pequenos, a festa segue com a roda de samba comandada por Leonardo Bessa, intérprete oficial do Salgueiro e nome consolidado na cena carioca, que promete um show cheio de energia, com sucessos e homenagens à tradição do samba.
“Para nós é uma alegria imensa abrir as portas do Beco do Rato para celebrar o Dia das Crianças. É um momento de renovação do samba, de ver a garotada já brilhando nos palcos, e também de proporcionar às famílias um domingo de música, lazer e convivência”, destaca Lúcio Pacheco, sócio do Beco do Rato.
O Dia das Crianças no Beco do Rato promete ser uma celebração inesquecível, unindo gerações em torno da cultura do samba, da amizade e da alegria.
A disputa de samba da Unidos do Jacarezinho avançou mais uma etapa. Após a primeira eliminatória realizada na última sexta-feira com oito parcerias na quadra da escola, a direção definiu as seis obras que estarão na semifinal do concurso que escolherá o hino oficial para o enredo “O ar que se respira agora inspira novos tempos”, uma homenagem ao cantor, compositor e ator, Xande de Pilares.
Confira as parcerias classificadas
Samba 1 – Partidinho da Mangueira, Serginho Raiz do Jacaré, Papai Noel do Leblon, Vitória Gomes, Rômulo Nazareth e Gilmar Olímpio
Samba 2 – Macambira, A. Campeão, Juruna Zona Sul, Waltinho Xavier, Lício Pádua, Robinho da Portela, Jorginho PQD e Darlem Chopp Brahma
Samba 4 – Edson Jacaré, Claudio Vagareza , Fabrício Amaral, Cosme Araújo, Roxinho, Sidnei Miranda, Nino Smith e Henrique César
Samba 5 – Neguinho da Beira, Marcelo Poesia, Bruno Camarote, Hailton Lima, Ricardo Construção, Vinícius Bin Laden, Dudu de Paula e Cristiane Mazarim
Samba 6 – Paulinho Bandolim, Tomate Show, Rodrigo Jacopetti, Bruno Dallari, Godoi, Guto Cachaça, Dodô Ananias e Rafa Cria
Samba 8 – Pedrinho da Flor, Karlinhos Madureira, Jorge Matos, Alexandre Cabeça, Hugo Rosa, Regiane Guerra, Josemar Manfredini e Alemão SP
A semifinal do concurso acontece no próximo sábado, 11 de outubro, durante a edição mensal da Feijoada do Jacarezinho. A festa começa a partir das 14 horas na quadra da escola recebendo a apresentação do grupo S.E.R. – Samba Enredo de Raíz, do cantor Bill Bem Mais e o show do cantor Dudu Nobre. A festa contará com a coroação da rainha da bateria Show Mil de mestre Pelezinho, Karen Lopes.
A quadra da escola fica localizada na Avenida Dom Hélder Câmara nº 2233. A entrada é franca e as mesas estão à venda no Sympla https://www.sympla.com.br/evento/feijoada-do-jacarezinho/3153727. A mesa para 4 pessoas com feijoada sai por R$ 150,00. A grande final está marcada para o dia 17 de outubro.
O próximo sábado promete ser de muita animação e reencontros na quadra da União de Maricá. A partir das 13h, a escola abre as portas para a Feijoada da Maricá, que terá um sabor ainda mais especial com o pontapé inicial dos ensaios de comunidade rumo ao Carnaval 2026. O evento contará com entrada solidária mediante doação de 1kg de alimento não perecível.
A programação será marcada por grandes atrações. O Salgueiro e o Império Serrano participarão da festa, levando seus grandes clássicos à cidade. O grupo Os Puxadores do Samba será responsável por comandar um show repleto de sambas-enredo que marcaram época, com os intérpretes Wantuir, Marquinhos Art’Samba, Bruno Ribas, Tinga e Serginho do Porto.
Além da boa música, o público poderá saborear a tradicional feijoada, servida ao valor de R$ 40,00. As mesas serão gratuitas, mas limitadas e distribuídas por ordem de chegada.
Em 2026, a escola será a sexta a desfilar no sábado, 14 de fevereiro, pela Série Ouro, com o enredo “Berenguendéns e Balagandãns”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira.
Serviço
Feijoada da Maricá
Data: 11 de outubro (sábado)
Horário de início: 13h
Endereço: Rodovia Amaral Peixoto, 29024 – Centro de Maricá
Atrações: Os Puxadores do Samba, Salgueiro e Império Serrano
Entrada solidária: 1kg de alimento não perecível
Feijoada: R$ 40,00
Mesas: Gratuitas (limitadas por ordem de chegada)
Em parceria com a Tijuquinha do Borel, a Unidos da Tijuca abre inscrições para os adolescentes que desejem desfilar em ala no enredo que homenageia Carolina Maria de Jesus no Carnaval 2026. Para os interessados em desfilar é necessário ter entre 12 e 17 anos e comparecer à quadra de ensaios que fica na Avenida Francisco Bicalho n° 47 – Santo Cristo, todas as quintas de 19h às 21h. A agremiação também realiza o preenchimento das últimas vagas para as alas da comunidade.
As mães que desejarem, também poderão se inscrever e desfilar em ala específica que ficará próxima ao grupo de seus filhos. Para os interessados em desfilar é necessário apresentar os seguintes documentos: cópia do RG do responsável, cópia do RG ou certidão de nascimento do adolescente, declaração escolar, comprovante de residência e 1 foto 3×4. Vale lembrar que os segmentos da escola e componentes inscritos para as alas devem comparecer aos treinamentos, que ocorrem todas as quintas, para terem direito à fantasia.
“A procura pelas inscrições está bem grande. A comunidade tijucana é o trunfo do nosso desfile. Quem não se apressar para o recadastramento ou quem quer desfilar conosco pela primeira vez, pode não conseguir, se demorar a se inscrever” – alerta o diretor de carnaval Fernando Costa.
A Unidos da Tijuca desfilará na segunda-feira de carnaval, dia 16 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí pelo Grupo Especial do carnaval carioca com o enredo “Carolina Maria de Jesus” assinado e desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira.
O domingo (05 de outubro) de Sol e calor na cidade de São Paulo teve um anúncio importante na Vila Nova Savoia, na Zona Leste da cidade. Na quadra da Imperatriz da Pauliceia, agora oficialmente chamada de Palácio da Imperatriz, a Princesinha da Zona Leste apresentou, de maneira oficial, o samba que embalará o desfile de “Congá, o altar sagrado da minha fé”, desenvolvido pelos carnavalescos Leandro Santana, Francis Santos e Fran da Vila, que será o segundo a ser apresentado no Grupo de Acesso II – pelotão que desfilará no dia 07 de fevereiro. A canção foi composta por Léo PZ, André Valencio, Sukata, Daniel Rizzo, Pingo Nascimento, Vitor Neto, Wil, PH, Jadson Fraga e Tubino. Presente em eventos importantes para as escolas de samba paulistanas, o CARNAVALESCO entrevistou figuras importantes da agremiação para descobrir detalhes e buscar a repercussão em volta da canção.
Diretor da ala musical da Imperatriz da Pauliceia, Eduardo Formiga destacou o que a agremiação, que realizou uma eliminatória interna, pediu para os grupos interessados em inscrever sambas na disputa: “O que a gente passou para os compositores é que queríamos um samba leve, um samba solto, e que agregasse ao propósito que o trio de carnavalescos pediu da sinopse. Um samba com muito axé, com muita alegria e explosão para contagiar não só a escola como também os simpatizantes e a galera que vai estar nos assistindo na nossa noite de desfile, se Deus quiser”, destacou.
A parceria vencedora tem alguns nomes que fazem parte do grupo que costuma assinar sambas do Barroca Zona Sul – agremiação que se especializou em desenvolver temáticas afro e canções premiadas. Para Formiga, a familiaridade dos nomes em questão ajudou a Imperatriz da Pauliceia: “Todas essas experiências deles agregaram demais para o nosso samba. Quando chegou aqui, a gente ouviu e logo pensamos que esse samba vai brilhar na avenida. A gente foi ouvindo tudo, eliminamos algumas coisas e outros sambas, incluímos outras e vimos que era esse. Quando afunilou a disputa, a gente sentou e viu que já não tínhamos mais dúvidas em relação ao campeão da disputa. Foi só levar para o estúdio e a criação saiu como a gente imaginava. O filho está pronto, agora é só soltar para a galera. E eu espero que a galera curta, goste e cante com a gente”, destacou.
O próprio diretor musical inaugurou uma lista de pessoas importantes na Imperatriz da Pauliceia que elogiaram o samba-enredo: “A gente ficou emocionado com o samba finalizado. É um samba muito bom, agregou demais à expectativa que a gente tinha. Ele já chegou muito legal e ele finalizado é ainda melhor, com alguns ajustes que foram feitos. A ala musical está fazendo um trabalho em conjunto com a bateria, que deu uma somatória super positiva para a gente fazer esse trabalho para 2026, se Deus quiser”, comemorou.
Falando em elogios…
Maralice Lazarini, presidente da Imperatriz da Pauliceia, também fez elogios à obra, detalhando a presença de outros quadros importantes na composição: “Gostei do samba! Foi um samba que nós trabalhamos bastante, nós nos empenhamos muito. Teve muita gente colocando a mão: os compositores foram sensacionais, eles adequaram bem ao que a gente queria. O Dom Junior ajudou bastante os meninos, ele e a Rafa estiveram sempre em cima dos trabalhos na composição. Foi um trabalho a muitas mãos, mas ficou muito bacana, eu estou muito satisfeita”, afirmou.
Com a palavra, os citados
Um dos citados pela presidente Mara (como é popularmente conhecida), Dom Junior, intérprete da agremiação, também fez elogios à obra: “Eu gostei demais! Para mim é um grande samba, é um dos melhores sambas do Grupo de Acesso II. Estou muito feliz, é uma parceria diferente quem fez a composição. Tivemos muitas conversas entre nós, da escola, e os compositores em geral (em especial aos campeões, obviamente) para chegar nesse samba que estamos apresentando hoje. É um samba que, tenho certeza, vai levar a gente ao Grupo de Acesso I”, prometeu.
Rafaella Rocha, popularmente conhecida como mestra Rafa, ritmista-mor da Swing da Pauliceia, bateria da instituição, também celebrou o enredo como um todo: “Eu estou muito feliz! Esse samba é como se fosse um presente. O enredo é muito expressivo e muito significativo, principalmente para mim, que sou da religião, entendo a história de como as pessoas sofreram para ter o sincretismo e tudo mais. É um samba muito legal, muito para cima e muito gostoso para bateria trabalhar. É um samba que traz muitas possibilidades. Eu não poderia estar mais feliz”, destacou.
Enredo citado, carnavalesco entrevistado
Integrante do trio de carnavalescos da Imperatriz da Pauliceia e responsável direto pela condução do enredo (que, obviamente, dá origem ao samba), Leandro Santana foi mais um integrante da Princesinha da Zona Leste a elogiar a obra: “Eu amei, eu adorei! É um grande samba, tenho certeza que a comunidade (e não falo só da Imperatriz, falo do samba paulistano no geral) vai ficar muito feliz com o que a gente apresentou aqui hoje e vai apresentar na avenida. O samba é incrível!”, destacou.
Leandro, por sinal, observou que a temática também sofreu algumas modificações por conta da canção: “É natural a gente ter encontros para poder alinhar melhor o enredo com o samba, mas isso é uma via de mão dupla. O enredo nunca é fechado em si. Ele está sempre, também, em transformação – justamente por conta das possibilidades que o samba pode trazer para a gente enquanto criação do nosso visual. A gente alinhou tudo nesse sentido. A gente fez alterações no enredo com base no samba também buscando preservar a obra sonora – que é muito boa. Todas as muitas conversas que tivemos com os compositores foi muito harmônica para fazer a melhor obra para a Imperatriz da Pauliceia”, comentou.
Por fim, o carnavalesco afirmou que o trio representado por ele deu total liberdade para os compositores da eliminatória: “As alterações que nós solicitamos foram pontuais. Não teve nenhuma questão objetiva que a gente tenha falado que precisava ou não precisava ter. A gente conversou com muita naturalidade com todos eles, mesmo. A obra que a gente está levando para a Avenida é muito próxima da que os próprios compositores criaram. Os ajustes foram pequenos, foram mais pontuais”, finalizou.
Mais sobre o evento
Além da apresentação do samba-enredo, a tarde no Palácio da Imperatriz teve uma série de outras atrações. A festividade começou com a formatura da escolinha da bateria – com ritmistas de várias faixas etárias, diga-se. O terreiro foi oficialmente aberto com o hino da agremiação e pontos de Ogum e Iansã.
Os novos casais da agremiação (o mirim, formado por Breno e Laura; o terceiro, por André Gogoi e Isabella Bueno; e o segundo, por Fernando Cunha e Gabriella Giovana) foram apresentados para a comunidade, e o pavilhão de enredo também foi trocado.
Logo na sequência, um dos grandes momentos da tarde: a coroação de Kamila Simioni, nova rainha da Swing da Pauliceia. Além de sambar, ela também discursou para os presentes. E, por fim, enquanto o samba-enredo de 2026 era apresentado, os segmentos da Princesinha da Zona Leste se apresentaram – comissão de frente, Ala das Baianas, Velha Guarda, Ala das Crianças e Passistas e Malandros.