COMPOSITORES: Wagnão, Rony Sena, João Vidal, Vinícius Moro, Renan Diniz, Paulo Beckham, JotaPê e Gigi da Estiva
INTÉRPRETE: Tem-Tem Jr.
HOJE MIRANDO O HORIZONTE
EU VI UMA “TERRA” PRA LÁ DE ESTRANHA
OLHOS VIDRADOS NO CÉU,
MODERNA BABEL QUE LOUCURA TAMANHA
SERÁ QUE O MENSAGEIRO DESSE CAOS SOU EU?
OU ESSE POVO AINDA NÃO ENTENDEU
QUE A FÉ NO PORVIR NÃO MUDA O AGORA
ACREDITAR QUE TUDO VAI SE ACABAR
SÓ DEIXA O MUNDO DE “PERNAS PRO AR”
ENTÃO NÃO SE CULPE
E SÓ SE PREOCUPE AO CHEGAR A HORA
DESCOBRI UM RIO DE JANEIRO BON-VIVANT
REBULIÇO CARIOCA DURA ATÉ DE MANHA
POESIA NAS CALÇADAS, FESTA BATUCADA
PARTIDEIRO VERSEJANDO PELAS MADRUGADAS
AO LONGE TAMBEM, EU VIVI FEVEREIRO
FIQUEI ENCANTADO COM TANTOS CORDOES
PRA FAZER HISTÓRIA ENTÃO FUI ENREDO
MEU SONHO ERA ESTAR ENTRE OS FOLIÕES
PERDER O JUÍZO, PRA MIM NUNCA FOI OPÇAO
MAS SEI QUE É PRECISO UM RASTRO DE INSPIRAÇÃO
VIVA O HOJE! ESQUEÇA O DEPOIS DE VEZ
ESSE É MEU CONSELHO A VOCÊS
ILHA… TE ENTREGO COM CARINHO O MEU DIÁRIO
LIÇÕES DESSA JORNADA QUE BENDIZ
SER PRESENTE É O SEGREDO PARA SER FELIZ
CORAÇÃO INSULANO BATE DENTRO DO PEITO
APRENDI A TE AMAR, AGORA NÃO TEM JEITO
UM DIA EU VOLTO PRA TE VER, MEU GRANDE AMOR
UNIÃO DA ILHA DO GOVERNADOR
Compositores: Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal
FINQUEI MINHA RAIZ
NO EXTREMO NORTE ONDE COMEÇA O MEU PAÍS
AS FOLHAS SECAS ME GUIARAM AO TURÉ
PINTADA EM VERDE-E-ROSA, JENIPAPO E URUCUM
ÁRVORE-MULHER, MANGUEIRA QUASE CENTENÁRIA
UMA NAÇÃO INCORPORADA
HERDEIRA QUILOMBOLA, DESCENDENTE PALIKUR
REGATEANDO O AMAZONAS NO TRANSE DO CAXIXI
CORRE ÁGUA, JORRA A VIDA DO OIAPOQUE AO JARI
ÇAI ERÊ, BABALAÔ, MESTRE SACACA TE INVOCO DO MEIO DO MUNDO PRA DENTRO DA MATA
SALVE O CURANDEIRO, DOUTOR DA FLORESTA
PRETO VELHO, SARAVÁ
MACERA FOLHA, CASCA E ERVA
ENGARRAFA A CURA, VEM ALUMIAR
DEFUMA FOLHA, CASCA E ERVA… SARAVÁ
NEGRO NA MARCAÇÃO DO MARABAIXO
FIRMA O CORPO NO COMPASSO
COM LADRÕES E LADAINHAS QUE ECOAM DOS PORÕES
ERGO E CONSAGRO O MEU MANTO
ÀS BENÇÃOS DO ESPÍRITO SANTO E SÃO JOSÉ DE MACAPÁ
SOU GIRA, BATUQUE E DANÇADEIRA (AREIA)
A MÃO DE COURO DO AMASSADOR
ENCANTARIA DE BENZEDEIRA QUE A AMAZÔNIA NEGRA ETERNIZOU
YÁ, BENEDITA DE OLIVEIRA, MÃE DO MORRO DE MANGUEIRA
ABENÇOE O JEITO TUCUJU
A MAGIA DO MEU TAMBOR TE ENCANTOU NO JEQUITIBÁ CHAMEI O POVO DAQUI, JUNTEI O POVO DE LÁ NA ESTAÇÃO PRIMEIRA DO AMAPÁ
No último domingo, a Estrela do Terceiro Milênio realizou, em sua quadra, o “Tributo a Paulo César Pinheiro”, evento que apresentou a concepção estética que a agremiação do Grajaú levará para a avenida no Carnaval 2026. A escola inovou: à medida que as fantasias eram reveladas, a intérprete oficial Grazzi Brasil e a cantora Raquel Tobias entoavam sucessos de Paulo César Pinheiro, tema da “Coruja” para o próximo desfile. Enquanto isso, o carnavalesco Murilo Lobo explicava os momentos que cada vestimenta representava. O encerramento foi marcado por uma apoteose reunindo todas as fantasias ao som do samba-enredo de 2026.
Fotos: @woody_henrique/@sambanapista
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Após conquistar a oitava colocação no Carnaval 2025, a Milênio busca emocionar com uma homenagem especial em seu novo projeto. Intitulado “Hoje a poesia vem ao nosso encontro: Paulo César Pinheiro, uma viagem pela vida e obra do poeta das canções”, o enredo será apresentado no sábado de carnaval, quando a escola será a quinta a desfilar no Anhembi. O CARNAVALESCO esteve presente e conversou com Murilo Lobo, artista responsável pelo desenvolvimento do tema da Terceiro Milênio rumo ao próximo desfile.
Desde que chegou à Estrela do Terceiro Milênio, Murilo Lobo já desenvolveu diversos enredos. No entanto, 2026 marca a primeira vez em que ele trabalha sobre a vida de uma grande personalidade musical. O carnavalesco afirma que a trajetória de Paulo César Pinheiro trouxe inspiração e fluidez.
“Acho que só facilitou. O Paulo César Pinheiro tem uma coisa muito linda: a obra dele retrata o Brasil. Ele viajou o país inteiro e compôs canções para Minas, Amazônia, Nordeste… É um cara que ia aos lugares e compunha como se fosse de lá. Isso nos inspirou a contar a história de um menino que, aos 13 anos, tem o primeiro encontro com a poesia e escreve ‘Viagem’, o primeiro grande clássico da música popular brasileira. É maravilhoso, inspirador, um desfile cheio de delicadezas e de poesia. É incrível fazer uma homenagem dessa, e as músicas são inspiradoras. Foi muito mais tranquilo do que em outros anos e, ao mesmo tempo, muito mais instigante”, celebrou.
Fantasia politizada é a preferida do carnavalesco
Conhecido por valorizar a política na avenida, Murilo revelou que sua fantasia predileta está ligada a um samba de forte crítica social:
“A minha fantasia favorita é ‘O dia em que o morro descer e não for carnaval’. Foi uma sacada nossa trazer esse samba político, que instiga as pessoas a perceberem o poder que o povo tem. No momento tão politizado em que estamos vivendo, tive a ideia de criar uma espécie de mestre-sala esfarrapado, que desce todo armado para fazer a guerra civil. Para o público, chamo atenção especialmente para as baianas. Vai ficar muito lindo”, disse.
Foto: Nabor Salvagnini/CARNAVALESCO
Samba-enredo inspira o desenvolvimento das fantasias
Apaixonado por samba-enredo, Murilo destacou como as composições influenciam diretamente o desenvolvimento visual do desfile:
“Os poetas sempre me surpreendem. A gente faz a sinopse, acompanha as letras, mas eles levantam questões que, às vezes, passam despercebidas por mim. E aí eu insiro, seja em carro ou no chão, para ajudar a fazer a referência. Sem dúvida, o samba-enredo me ajuda bastante no desenvolvimento do desfile”, afirmou.
Reprodução das fantasias é o maior desafio
Se nos pilotos as fantasias ganham forma perfeita, a reprodução em larga escala é, segundo o carnavalesco, o grande desafio:
“A reprodução é o grande desafio. Fazer o piloto não é difícil. O problema é quando você vai para as compras: enfrenta dificuldade de mercado, coisas que não existem em quantidade. Nos pilotos, às vezes, o custo é muito alto. Temos uma baiana este ano especialmente mais cara do que fazíamos antes. Você precisa do apoio da presidência e da direção da escola, que dizem: ‘Vamos juntos’ ou ‘Não, simplifica alguma coisa’. Por isso acho que a reprodução é muito mais desafiadora”, explicou.
Alegorias terão novo formato com mudanças no regulamento
Por fim, Murilo Lobo adiantou que a escola apostará em um novo formato para suas alegorias, aproveitando alterações no regulamento.
“As alegorias contam trechos dessa história. E este ano, com a mudança no critério de julgamento, em que podemos ter mais quadripés, fizemos uma alteração na forma de apresentação do desfile, que eu acho que vai ficar bem bonita”, concluiu.
Na noite deste último sábado, o Morro da Casa Verde apresentou o samba-enredo para o Carnaval 2026. Com essa revelação da obra, a verde e rosa se tornou uma das últimas agremiações a divulgar a música que irá embalar o Carnaval no Anhembi. Para celebrar a ocasião, o evento ocorreu na Cassasp e contou com a presença das coirmãs Dragões da Real e Mocidade Unida da Mooca. Na oportunidade, também aconteceram homenagens e coroações para musa, muso, rainha e madrinha de bateria, além da exposição das fantasias de 2026 logo na entrada do local. Outros dois momentos marcantes foram os cantos de pontos de orixás e a posse do pavilhão de enredo do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira. O CARNAVALESCO acompanhou a festa e todos os detalhes do lançamento do samba-enredo.
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
Morro é sentimento
Ao falar sobre a obra para o Carnaval 2026, o presidente Diego Campos afirmou estar extremamente satisfeito com o que foi apresentado. Ele também exaltou o intérprete oficial Wantuir, que não pôde comparecer, mas segue como a grande voz da verde e rosa da Zona Norte pelo terceiro ano consecutivo.
“A gente costuma falar em todas as nossas apresentações que o Morro da Casa Verde é sentimento. E o samba também faz parte desse sentimento. O nosso compositor majoritário é o Celsinho Mody, que faz parte da família e é cria do Morro da Casa Verde. Foram muitas etapas até chegar nesse samba que vocês estão ouvindo. Espero que todos gostem, que seja unânime. Realmente é um samba que superou as minhas expectativas. Estou acompanhando o processo desde a construção, então sou suspeito para falar. E, na voz de um intérprete do tamanho do Wantuir, fica ainda melhor”, disse.
O gestor detalhou ainda mais o processo de composição. Segundo Diego, várias pessoas participaram até o resultado final. “A gente vem de uma tradição de encomendar o samba porque não precisamos ficar juntando ou cortando trechos em caso de eliminatórias. Os compositores são Chocolate, Celsinho Mody, Rubens Gordinho… Tem uma porção de nomes que, no decorrer, vêm e dão uma palavra, mas às vezes não querem assinar. Tem também o nosso amigo Sandro Bernardes, que participa bastante nas questões religiosas, além do Pai Léo. Eles sempre acompanham, principalmente quando falamos das matrizes africanas. E claro, tudo em conjunto com o nosso carnavalesco e o departamento cultural. É uma construção coletiva: todo mundo participa. Não tem esse negócio de ‘o presidente quer assim’. A gente ouve todos e tenta adequar dentro do regulamento do carnaval para trazer o melhor samba”, contou.
Processo de criação
É fundamental um texto rico de sinopse para alinhar os compositores e, assim, alcançar o melhor samba. De acordo com o carnavalesco Ulisses Bara, a ideia é sempre facilitar o trabalho dos compositores a partir do conteúdo disponibilizado.
“Quando estamos no processo do enredo e do texto, eu preciso que os compositores tenham facilidade para entender o que eu quero mostrar. Minha conversa com os compositores, principalmente com o Celsinho nesses últimos dois anos, agora entrando no terceiro, é sempre nesse sentido. Eu faço o texto em uma linguagem que o samba corresponda, que seja fácil e compreensível. Como o Celsinho mesmo diz: ‘Ulisses, pelo texto que você coloca, a gente consegue fazer o samba de uma forma como se fosse um pagode do Zeca Pagodinho’. Assim como em 2024, 2025 e agora em 2026, conseguimos manter a mesma linha de samba-enredo. Eu fiquei muito feliz e gostei demais do resultado”, declarou.
Ulisses detalhou como foi a conversa com o principal compositor do samba, Celsinho Mody. “Por exemplo: este ano, quando desenvolvi o texto, o Departamento Cultural me assessorou o tempo todo, ajudando em vários pontos. Depois que o texto ficou pronto, passei para a diretoria. Eles aprovaram e gostaram. Em seguida, passei para o Celsinho, e aí começamos a conversar. Ele respondia: ‘Beleza, quando eu tiver meio caminho andado, te mando’. E assim fomos ajustando. Ele enviava, eu lia e dava meu parecer: ‘Isso está bom, pode mexer, pode seguir’ – até chegarmos ao resultado final”, explicou.
Sobre o tema de Santo Antônio, o artista revelou que sempre quis homenagear o santo, mas decidiu engrandecer a narrativa trazendo também elementos das religiões de matriz africana. “Eu já tinha vontade de falar de Santo Antônio. O Pai Léo, do Departamento Cultural, também expressou essa vontade. Nós tínhamos alguns textos, rascunhos, e batemos o martelo. Mas não queríamos ficar apenas no catolicismo. Foi então que surgiu a ideia de trazer um ponto de umbanda, o ponto de Santo Antônio de Batalha, para destrinchar o enredo em cima dele. A história vem disso, narrada pelo Exu da Lira, que conta primeiro a devoção dele e depois a história de Santo Antônio dentro do catolicismo”, esclareceu.
Obra fácil de trabalhar
O estreante mestre Léo Bonfim opinou que se trata de um samba-enredo grandioso, com a possibilidade de explorar diversos arranjos. “É um sambaço! Temos o privilégio de contar com compositores que acompanham a escola há anos. Ano após ano, o Morro vem dando uma pedrada. Este ano não foi diferente: é um baita samba, fácil de trabalhar, bastante melódico. Já começamos a preparar novidades: mostramos hoje um spoiler com uma macumba; depois, vamos trazer uma parada no rodeio e um trecho mais forrozeado. Outra parada na parte de cima do samba também irá acontecer. Vai ter muita nuance melódica e muita coisa boa para apresentar”, concluiu.
A Lins Imperial definiu na madrugada deste domingo o seu samba-enredo para o Carnaval 2026. Com cinco sambas na final, a parceria dos compositores Paulo César Feital, Marcelo Tricolor, Sidney Sá, João Neto, Telmo Augusto, Dinny da Vila, Argentina Caetano, Gilsinho da Vila e Ricardinho Professor sagrou-se a grande campeã da disputa. Cerca de mil pessoas lotaram a quadra da escola no Lins, Zona Norte do Rio para acompanhar a grande final.
Foto: Hudson Freitas/S1 Fotografia
Em 2026, a Lins Imperial exaltará as águas cristalinas de Cachoeiras de Macacu em seu enredo, na busca ao retorno à Marquês de Sapucaí. A escola realizou a grande festa com a quadra completamente lotada e comunidade presente. Também estiveram presentes autoridades de Cachoeiras de Macacu representadas pelo Secretário de Cultura Lucas Bueno. A cidade está acompanhando de perto toda a criação do carnaval da agremiação.
A verde e rosa do Lins inovou e fez a leitura dos votos no palco para todos os presentes. Representantes dos segmentos e diretoria definiram por voto a obra que será cantada no desfile da agremiação, no domingo de carnaval, 15 de fevereiro, na Intendente Magalhães pela Série Prata.
A festa começou cedo, a partir das 18 horas a escola recebeu o público com os grandes sucessos da história do carnaval cantados pela ala musical. Na sequência, um esquenta com uma passada de cada parceria finalista na voz dos intérpretes oficiais da casa. Em seguida, foi a vez do tradicional show da escola, conduzido pelos intérpretes Ciganerey e Pedro Vapor acompanhados da bateria Verdadeira Furiosa. Símbolos maiores da entidade, os pavilhões foram conduzidos com talento e elegância pelos casais de mestre-sala e porta-bandeira Jackson Senhorinho e Manoela Cardoso e, Rômulo Diniz e Duda Calvão. Os passistas da casa prepararam uma apresentação especial para a grande noite que acabou às 2 da manhã.
Confira a letra do samba da Lins Imperial para o próximo carnaval:
É DEUS QUEM TRAÇA O DESTINO DAS ÁGUAS SOB A LUZ DO CRUZEIRO DO SUL
VEM DO SEU PRANTO AS LÁGRIMAS FARTAS
DAS FONTES QUIZANGAS DE MACACU
NA REALEZA DE OXÓSSI,
OS TRAÇOS DA NATUREZA
NA COMUNIDADE, A NOBREZA DE ORUM! PURIS SE AJUSTAM NA SERRA
OS BANTUS CULTURA E BELEZA MITOLOGIA QUE VEM DE OLORUM!
NA PROCISSÃO, O SOM DO IJEXÁ FAZ ECOAR OS RIOS E CORREDEIRAS
POVO D’OXUM, MANTENDO A DEVOÇÃO AXÉ DE ODÉ, ORAÇÃO DAS BENZEDEIRAS
REZA A LENDA QUE NASCERAM AS CACHOEIRAS DE UMA HISTÓRIA INDÍGENA, DE AMOR
DAS ÁGUAS CRISTALINAS RENASCEM A FAUNA E FLORA
COMO O CANTAR DOS SABIÁS… E O IMPONENTE JEQUITIBÁ VENTRE QUE PRODUZ A FECUNDAÇÃO
DOS POVOS ORIGINÁRIOS
TRAZEM ALIMENTOS, AS ERVAS QUE CURAM RIBEIRINHOS FAZEM O SOLO FLORESCER
AS ÁGUAS JAMAIS PODEM ADOECER
E NESTE CARNAVAL, EU VOU TE SEDUZIR DIVINA FÉ, FEITO UM RITUAL
VOU MERGULHAR E ME BANHAR DE VERDE E ROSA LAVAR A ALMA COM A LINS IMPERIAL
O enredo da Lins Imperial para o Carnaval 2026 é “Macacu — No caminho das águas cristalinas, reflete a alma da criação” e será desenvolvido pela dupla de carnavalescos Agnaldo Correia e Edgley Cunha.
Desde 1972, um evento reúne todos os sambistas da cidade de São Paulo. Organizado pela Mocidade Alegre para comemorar o aniversário da escola, o 24 Horas de Samba entrou no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo, por meio da Lei 18.924, de 10 de setembro de 2025. Solange Cruz, presidente da Morada do Samba, foi entrevistada pelo CARNAVALESCO durante o 24 Horas de Samba, na Arena Morada do Samba, e fez um balanço do evento, realizado entre os dias 27 e 28 de setembro, o fim de semana seguinte depois do aniversário da agremiação do Limão, no dia 24 do mesmo mês.
A cada ano, um baluarte ganha o prêmio de Sambista Imortal outorgado pela Mocidade Alegre em pleno 24 Horas de Samba, com direito a um documento emoldurado e discursos especiais. Outra ‘regra’ da honraria é que o homenageado não pode ter ligação com a Morada do Samba. Na edição deste ano, entretanto, uma brecha foi utilizada para premiar Sidnei França, carnavalesco que assina, desde 2025, os desfiles da Estação Primeira de Mangueira.
Praticamente nascido na agremiação, Solange explica o motivo pelo qual ele foi o escolhido em 2025: “É um filho que ganhou o mundo! Saiu daqui de casa, foi criado aqui, no nosso terreiro, no nosso chão. O Sidnei, com toda a família, fez parte da Mocidade Alegre desde lá de trás. Realmente, o Sidnei cresceu na Mocidade Alegre. A mãe dele era da ala Em Cima da Hora e eles participaram de várias ações, de várias coisas dentro da escola. E essas oportunidades ele foi tendo aqui”, recordou, citando o tradicionalíssimo que desfilou por 54 anos na Morada do Samba e foi reconhecida na final do samba-enredo da Mocidade Alegre de 2025.
Por conta da ‘regra’ citada no primeiro parágrafo deste intertítulo, houve uma reflexão – e, depois aclamação: “O Sidnei tem muita história, e só conta história quem tem pra contar. O Sambista Imortal a gente só dá pra quem não é da Mocidade Alegre – e ele, hoje, não é da Mocidade Alegre. Nós pensamos bem e vimos que tem muito a ver. Ele ganhou o mundo! Ele passou pela Vila Maria, pelo Águia, passou pela Gaviões e hoje ele está lá estourando na Mangueira. Eu falo às vezes com a presidenta Guanayra e ela também adotou o Sidnei. Isso é muito importante e muito bacana. É um menino que, além de expandir horizontes, não nega suas raízes. Isso é muito importante. Todo sambista tem que entender que camiseta a gente troca, coração nunca”, suspirou Solange.
Ancestralidade da Morada do Samba
Enquanto falava de Sidnei França, Solange Cruz foi relembrando outros nomes históricos da Mocidade Alegre. Uma delas foi Elaine Cristina Cruz Bichara, irmã da atual presidente e mandatária da agremiação entre 1998 e 2003: “Não é fácil trabalhar comigo, acho que ele trabalhou melhor com a minha irmã do que comigo porque eu sou brava. Ele falou para mim outro dia algo que é fato: ele disse que, na época, talvez ele não entendesse o quanto a gente precisa ter um pouco de Solange em determinadas situações – mas que, hoje, ele entende. Bater na mesa e falar ‘é isso e pronto’ é muito bacana de se ouvir – porque, às vezes, a pessoa nunca vê o lado positivo numa coisa negativa. Mas a gente sempre precisa estar enxergando que, atrás de algo negativo, tem algo positivo”, refletiu.
Outra figura emblemática da escola e de todo o Carnaval de São Paulo relembrada foi Juarez da Cruz, um dos fundadores da agremiação e primeiro presidente da escola, entre 1967 e 1992: “O Sidnei é uma marca muito forte aqui dentro da Mocidade Alegre. Uma pessoa querida, simpática, idolatrada. Trabalhou muito, começou trabalhando com a minha irmã. A gente chamava ele aqui de ‘Juarezinho’, em referência ao meu tio. Meu tio, um dia antes de falecer, conversou comigo e falou para que eu não deixasse deixa o Sidnei mudar a sequência de como estávamos fazendo os enredos. Nessa época, a gente estava fazendo muitos enredos que eram abstratos e estava dando muito certo”, relembrou.
Reconhecimento do poder público
Entrar para o Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo, como se sabe, não é para qualquer festividade. Solange, é claro, comemora o feito: “Ser a primeira edição do 24 Horas de Samba torna essa ainda mais especial! Eu tenho 21 anos de gestão e esse sonho já era dos meus antepassados, lá de trás, da ancestralidade da Morada do Samba. É uma festa tão tradicional, e ter o reconhecimento da cidade de São Paulo é um grande avanço, é maravilhoso – ainda mais para a gente, que se coloca como cultura e nos vemos, agora, inseridos como tal. Fico feliz da Mocidade ter sido a pioneira, e eu acho que, com esse reconhecimento, só se abre portas para todos os sambistas e para outras coisas que vão acontecer”, destacou, já conclamando as coirmãs a buscarem tal reconhecimento para os próprios acontecimentos.
A presidente não deixou de agradecer a duas figuras do poder público que, no entendimento dela, foram fundamentais para que tal honraria fosse alcançada: “Tenho muito a agradecer à vereadora Sandra Santana, que batalhou junto com a gente para conseguir esse feito; e, também, ao prefeito Ricardo Nunes. Tudo funcionou. Quando as pessoas chegam aqui, participam, entram e veem tudo, como é o nosso metiê, elas começam a entender aquilo que a gente sempre tentou passar”, comentou.
Ainda falando do poder público, Solange destacou que a união entre as escolas de samba enquanto agentes de uma comunidade e os representantes eleitos pelo povo é o caminho a ser seguido: “Não é apenas nos 65 minutos de pista: é a vivência do ano todo. Isso vem acontecendo com essa parte política. Eles têm vivenciado mais as escolas de samba, têm participado mais, têm vindo em várias ações. As escolas de samba também estão participando. O prefeito veio aqui na frente e a gente plantou árvore? É do bairro, é da comunidade, temos que estar juntos e vamos estar juntos. Esse entrosamento, essa conexão, fez com que o samba começasse a, também, ter uma outra visão junto ao poder público. Isso muito importante para nós”, pontuou.
Escolha para o evento
A reportagem perguntou para a presidente como eram selecionadas as escolas para cada edição do 24 Horas de Samba. Sem pestanejar, ela foi sucinta: “A gente vai fazendo uma espécie de rodízio: vamos convidando as escolas que ainda não vieram – e assim a gente vai. Têm escolas que demoraram mais para vir, têm escolas que já vieram mais vezes, têm escolas que têm sambas que caem na graça do público, grandes sambas, grandes obras, que, quando são cantadas aqui, o povão cai dentro… isso é importante: fazer a festa ficar ativa o tempo todo, assim como foi na primeira noite”, comentou.
Solange relembrou, também, que o 24 Horas de Samba não é feito apenas por escolas de samba paulistanas: “A gente mudou a roda de pavilhões para a segunda noite, justamente pra homenagear o Sambista Imortal. No último sábado foi a final de samba-enredo da Mangueira e, hoje, a galera vai estar toda aí. As escolhas são feitas assim. Também não deixar de dizer que, para mim, meu xodó da noite foi o Grupo Miscigenação, que completou 30 anos. O Sombrinha, meu filho, trata isso com muito carinho, com muita dedicação, com todos os ensaios e com a parte musical e tudo mais. Toda essa nova equipe traz toda essa galera da antiga que estava aí ontem. Isso é tudo para nós, é isso que nos move. Hoje também trouxemos um pouco da Moradinha do Samba na parte da manhã – que foi sensacional”, destacou – e, aqui, é importante relembrar que a outra escola carioca que se apresentou na primeira noite do evento também teve uma data importante: a final de samba-enredo da Portela menos de vinte e quatro horas antes de se apresentar na Arena Morada do Samba.
Exaltação às coirmãs
Como não poderia deixar de ser, Solange exaltou as agremiações que se apresentaram na festividade, começando as da primeira noite: “Tivemos um super show da Tom Maior, da Nenê de Vila Matilde, do Rosas… ainda brinquei com o presidente Mantêga, disse que não estava acreditando que a escola dele ainda estava no Grupo de Acesso I, essas brincadeiras sadias de sambistas”, riu.
As da segunda noite também foram elogiadíssimas – com direito a detalhes: “E hoje não foi diferente! Barroca Zona Sul, uma escola que transcendeu, vive crescendo cada vez mais. Fazem sambas maravilhosos ultimamente, o Cebolinha tem acertado em cheio ali. E eu sinto muitas saudades do Borjão. Ele me via e falava ‘Ô, bonita!’. Ele era sensacional. Tatuapé, que é uma escola muito querida e eu tenho uma amizade muito forte com o Edu Sambista, todo mundo sabe disso. A gente é amigo de família mesmo, de casa em casa. Hoje, o Erivelto está na Liga-SP. A gente tem, também, uma coletividade muito grande com a Tatuapé. Gaviões, que crescente! Eu brinquei com eles que estou preocupada, eles ficaram na minha frente em 2025, pensei que eles iriam pegar a bolinha 03 da segunda noite, mas deixaram para mim. Com essa nova diretoria, essa gestão vem fazendo um trabalho sensacional. E é uma escola que despontou, fez um desfile incrível. A gente tem que reconhecer os méritos das pessoas”, finalizou.
Na noite do último sábado um acidente de motocicleta na Estrada Intendente Magalhães, em Vila Valqueire (Zona Sudoeste do Rio), deixou dois mortos. As vítimas foram identificadas como Luiz Antônio Maffioli da Silva, de 60 anos, e Daniel Guimarães Vieira Souza, de 25 anos. Daniel era o filho caçula de Marcos Vieira de Souza, conhecido como Marcos Falcon, que foi presidente da escola de samba Portela e foi assassinado em 2016. Nas redes sociais, sua irmã lamentou a perda com uma mensagem emotiva.
“A vida é um sopro e eu sinceramente não estava preparada para esse momento. Meu filhote, 25 anos de idade, ser militar era o sonho dele e, mesmo diante da brusca perda do nosso pai, você se manteve firme, guerreou e venceu. Que orgulho tínhamos de você, meu irmão”.
Policiais militares e bombeiros atenderam à ocorrência, mas constataram que ambos já haviam morrido no local. O caso está sob investigação da 30ª DP (Marechal Hermes), que busca imagens de câmeras de segurança para apurar as circunstâncias do acidente. Os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML).
Depois de mais uma edição de sucesso, o Botequim da Cidade do Samba está de volta nesta segunda-feira, a partir das 18h, com um time de atrações de peso. Alcione, a Marrom, sobe ao palco para emocionar o público com seus grandes sucessos, dividindo a noite com Dudu Nobre, Quintal da Magia, Vitor Art, Dorina, Marquinhos Sathan e Chacal do Sax.
Foto: Divulgação/Rio Carnaval
O evento, organizado pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), reforça a tradição da Cidade do Samba como um dos maiores pólos culturais do Rio de Janeiro. Desde 2012, o Botequim reúne gerações em torno da boa música, da roda de samba e da cerveja gelada, sempre em um ambiente seguro e acolhedor.
Para garantir que todos possam participar da festa, os ingressos já estão disponíveis em valores promocionais a partir de R$20, com entrada gratuita para mulheres até as 19h.
Botequim da Cidade do Samba — Edição de Outubro
Quando? Segunda-feira, 6 de outubro, a partir das 18h
Onde? Rua Rivadávia Correa, 60, Gamboa — Cidade do Samba
Com quem? Alcione, Dudu Nobre, Quintal da Magia, Vitor Art, Dorina, Marquinhos Sathan e Chacal do Sax
Quanto? Ingressos a partir de R$20 (gratuito para mulheres até as 19h); mesas com ingressos inclusos por R$180 (quatro lugares)
Estacionamento no local? Sim, por R$20
Outras informações:(21) 96881-2834
Ingressos online: https://www.ticketmaster.com.br/event/botequim-do-samba-2025-06-outubro-2025
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Conclusão
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Quarta escola a desfilar no sábado, segunda noite do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, os Gaviões da Fiel realizaram, na última sexta-feira, a Festa dos Protótipos para a apresentação de “Vozes ancestrais para um novo amanhã”, assinado pelos carnavalescos Julio Poloni e Rayner Pereira. Sempre presente em eventos importantes para as escolas de samba paulistanas, o CARNAVALESCO entrevistou personagens importantes da Torcida Que Samba e ouviu o que eles têm a dizer sobre assuntos que estão no universo das fantasias para o desfile.
O marcante desfile de “Irin Ajó Emi Ojisé – A Viagem do Espírito Mensageiro” não trouxe apenas a melhor colocação para os Gaviões da Fiel desde 2003: por conta da apresentação, a Torcida Que Samba levou três Estrela do Carnaval – prêmio organizado e concedido pelo CARNAVALESCO. Dois deles possuem ligação direta com os protótipos apresentados nesta sexta: Melhor Conjunto de Fantasias e Melhor Ala das Baianas. De acordo com a dupla de carnavalescos alvinegros, as premiações trouxeram ainda mais ânimo para eles.
Rayner Pereira, um dos carnavalescos, explica: “A gente se sentiu mais motivado e valorizado depois de ganhar tantos prêmios depois do último Carnaval. A escola disponibilizou isso para a gente, e nós tivemos muita conversa com a diretoria: eles nos deixaram muito à vontade para a gente fazer o que a gente achava que seria o certo. A gente mostrou tudo o que elaboramos, desde o começo, e eles deram o aval para a gente continuar o projeto – o resultado é o que vocês viram hoje”, comentou.
Responsabilidade potencializada
O próprio Rayner destacou que, graças às fantasias dos Gaviões da Fiel do carnaval 2025, bastante volumosas e altas, a própria agremiação passou a ficar na expectativa para saber o que viria para a temporada seguinte: “O aumentar da régua vem muito do desenvolvimento do projeto: a gente sabe que o projeto tem um grande objetivo, então a gente quer deixar isso muito à altura. Claro que a gente quer ganhar prêmios de novo, se possível, mas isso vem muito de dentro da escola. É uma união muito grande, desde a diretoria até a pessoa que carrega as fantasias para a gente fazer tudo de uma forma que agrade todo mundo. Tudo isso é uma união de todo mundo: não somos só nós dois, aqui a gente só tem a primeira ideia. Tem muita gente por trás de tudo isso”, destacou.
Trabalho aprovado
Celso Ribeiro, um dos diretores de carnaval dos Gaviões, falou pelo grupo que coordena as ações na escola e tem contato direto com a presidência: “Gostamos muito do que vimos dos protótipos! A gente pediu para eles para não diminuírem a grandeza dos Gaviões. Há algum tempo a gente vem numa crescente, e, hoje, a gente chegou num patamar que a gente não pode descer de onde chegamos. Agora, também passando pela escolha do samba dos Gaviões da Fiel para 2025 , é só crescente”, prometeu.
O diretor foi bastante franco ao destacar qual é o objetivo em relação às fantasias no Anhembi: “Hoje, dentro da nossa expectativa, nós gostamos do trabalho que a gente enquanto escola se propôs a fazer para esse ano. No próximo desfile, nós vamos tentar colocar pelo menos 95% dos nossos protótipos na avenida – nunca é 100%, a gente não é hipócrita de falar isso. No ano que vem, nós vamos crescer de novo. E os Gaviões só têm a crescer, porque a gente conhece a grandeza dos Gaviões”, relatou.
Outro objetivo
Se Celso destacou que há uma meta em relação às fantasias, também existe um objetivo em relação ao planejamento da escola de samba como um todo: “Nós respeitamos todas as entidades, todas as escolas – inclusive, a gente aprende muito com muitas escolas que a gente tem amizade, sobretudo com os presidentes que a gente tem amizade. Mas, dentro dos Gaviões, hoje, a gente vai tentar sempre a crescente para devolver os Gaviões para onde eles nunca deveriam ter saído: estar sempre, pelo menos, dentro do Desfile das Campeãs”, destacou.
Engasgados
Mesmo com todos os elogios e premiações em relação ao conjunto de fantasias da agremiação em 2025, a escola teve duas notas diferentes de dez na apuração: no segundo módulo, um descartado 9,8; no último, o 9,9 que sacramentou a perda de um décimo no cômputo geral da Torcida Que Samba. Julio Poloni deu a visão dele a respeito: “A gente concorda com alguns dos motivos pelos quais nós fomos despontuados, sim – mas não com uma em específico. O que aconteceu foi o seguinte: as notas que a gente perdeu não foram em razão da concepção ou da qualidade das fantasias – foi em razão de casos que acontecem em desfile, que todas as escolas estão suscetíveis”, lamentou.
O carnavalesco fez questão de explicar as situações citadas: “A gente perdeu ponto porque, na nossa Ala de Convidados, a gente tinha um dos componentes de chapéu – e a gente perdeu décimos em uniformidade. É algo alheio ao trabalho que é desenvolvido: são coisas que acontecem na pista. A gente também teve a infelicidade de um chapéu pequeno de um dos componentes cair na frente do módulo, o desfilante não conseguiu pegar a tempo – e, quando ele pegou, já tinha passado a cabine em questão. Foi uma infelicidade, coisas que acontecem”, resignou-se.
Motivação a mil
Julio, entretanto, fez questão de frisar que o intuito é, novamente, chamar atenção para as indumentárias da Torcida Que Samba: “Mas, que essas situações nos motivam ainda mais, com certeza motivam. O Estrela do Carnaval motiva, mas a nota que foi descontada motiva também. Tudo acaba virando motivação para a gente, e a gente está aqui para mostrar, por mais um ano, que os Gaviões vieram para propor o diferente no Carnaval de São Paulo. Propor originalidade, propor um diferencial na construção das suas fantasias, na construção do seu desfile. Nada vai impedir a gente de trilhar esse caminho.
Boa viagem
Ainda falando sobre o quanto a diretoria é parceira da dupla de carnavalesco, Rayner revelou que o trabalho da agremiação em relação aos protótipos está avançado: “A gente já tem muita coisa pronta: já estamos com, praticamente, 50% das fantasias prontas no barracão. Tudo isso é fruto de tudo que a gente vem conversando desde o ano passado, desde todos os prêmios, desde todas as parabenizações. A gente estava fazendo um trabalho no caminho certo, e essa Festa dos Protótipos é só um grande resultado de todo o trabalho que a gente vem desenvolvendo”, finalizou.