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‘Celebrar a ancestralidade é resistir’ Milton Cunha emociona com homenagens na eliminatória da Corte do Carnaval 2026

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O comentarista Milton Cunha emocionou ao falar sobre a proposta das homenagens realizadas em cada dia das eliminatórias da Corte do Carnaval 2026 do Rio de Janeiro, que neste ano ganharam um novo significado. Em entrevista ao CARNAVALESCO, ele explicou que a ideia surgiu após um período marcado por grandes perdas no mundo do samba e que a intenção é transformar a saudade em celebração e reconhecimento da ancestralidade que sustenta a festa.

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Fotos: Juliana Henrik/CARNAVALESCO

Segundo Milton, a concepção nasceu de uma reflexão profunda. No ano anterior, ele havia sido responsável pela última noite do evento e, ao ser convidado novamente, propôs um formato que destacasse figuras importantes que já partiram, especialmente mulheres que marcaram a cultura popular.

“Foi um período de muitas perdas, como Preta Gil, Rosa Magalhães, Márcia Lage… Diante disso, propus uma celebração da ancestralidade”, contou.

Ele destacou ainda a importância de resgatar a essência do carnaval, valorizando quem vive e faz a festa de dentro, sem ostentação ou distanciamento da realidade das escolas de samba.

“Antes eu sentia vergonha, porque parecia desconectado do universo do desfile. Agora, com esse novo olhar, sinto orgulho. A Corte é o desfile. Eles nasceram e foram criados nesse contexto. O que importa é a essência, a dedicação e o esforço de quem vem das comunidades”, afirmou.

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Milton Cunha com Thuanne Werneck, rainha do Carnaval 2025

A primeira homenageada desta edição, celebrada no dia 9 de novembro, foi Lygia Santos, filha de Donga, compositor de “Pelo Telefone”, música registrada na Biblioteca Nacional em 1916 e amplamente considerada o primeiro samba gravado no Brasil. Lygia se tornou uma sambista marcante nas décadas de 1970 e 1980, fundando o Clube do Samba ao lado de Clara Nunes, Martinho da Vila e João Nogueira. Para Milton, iniciar o ciclo de homenagens com uma mulher negra de tamanha relevância é simbólico.

“Que honra! Começar com uma mulher negra que faleceu aos 90 anos é uma forma de demonstrar que a negritude é intelectual, estudiosa e pesquisadora. Ela era professora, filha de Donga, e trouxe ancestralidade para esse espaço de expressão, o que é muito bonito”, destacou.

Milton também ressaltou o valor educativo e cultural desse novo formato. Para ele, as homenagens vão além da emoção e se tornam um instrumento de aprendizado e consciência.

“Embora a tristeza se faça presente, há também raízes e história. É uma celebração. Utilizar o concurso para abordar a cultura negra africana e compartilhar isso com a juventude é de extrema importância. É como se disséssemos: ‘Seu pai, seu avô, seu bisavô, todos estão aqui celebrando esses sambistas’”, concluiu.

Com emoção e respeito, Milton Cunha transforma a Corte do Carnaval em um palco de memória e reverência, onde o samba reconhece seus mestres e reafirma a força de sua ancestralidade.

Mestre Lolo celebra década de vitórias na Imperatriz: ‘É a realização de um sonho de sambista’

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Comemorando uma década à frente da “Swing da Leopoldina”, o mestre Lolo vive um dos momentos mais marcantes de sua trajetória. Após conquistar os 40 ponto, ele foi homenageado pela Liesa com o título de Benemérito. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o mestre fala sobre o orgulho da conquista, os planos para o desfile de 2026 e a sintonia com o intérprete Pitty de Menezes, que, segundo ele, deu uma nova energia à Imperatriz.

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Foto: Juliana Henrik/CARNAVALESCO

O que representou para você receber o título de benemérito da Liesa?

“Para mim, é a maior satisfação. Vindo de escola mirim, da comunidade, ser agraciado com o título de benemérito da Liesa é a realização de um sonho de sambista. Eu nasci lá de baixo e hoje tenho a honra de receber uma das maiores homenagens do carnaval”.

Qual a sua análise sobre a bateria no desfile de 2025?

“Para mim também foi um sonho realizado. Era o nosso décimo desfile, e justamente conquistamos os 40 pontos. Além disso, fomos premiados. Foi só felicidade”.

O enredo deste ano pede alguma batida diferente ou a inclusão de novos instrumentos?

“Não, nada diferente. Vamos usar apenas os instrumentos da bateria, mas faremos algumas variações no samba. Ainda não há nada definido, porque precisamos trabalhar o samba primeiro, especialmente, por ser uma junção”.

Qual será o destaque principal da bateria em 2026?

“A bateria como um todo será o destaque. Vamos trabalhar bem cada naipe para que tudo esteja bem equalizado no desfile”.

Como você recebe os elogios de que a Imperatriz é um sucesso graças à sua parceria com o Pitty?

“Deu um ar jovem para a escola, que era mais séria, e graças a Deus estamos fazendo um trabalho legal. A comunidade abraçou a gente, e eu estou muito feliz”.

Vila Isabel vive ‘momento histórico’, dizem Haddad e Bora

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O clima na Vila Isabel é de pura empolgação. Desde que o enredo sobre Heitor dos Prazeres foi anunciado, a quadra da escola do bairro de Noel se transformou em ponto de peregrinação para sambistas, torcedores e admiradores do carnaval carioca. À frente do projeto, os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora vivem dias de alegria e emoção com a resposta apaixonada do público. Em entrevista ao CARNAVALESCO, a dupla refletiu sobre o momento especial que a agremiação atravessa, o reencontro com o enredista Vinícius Natal e o andamento dos trabalhos rumo ao Carnaval 2026.

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Foto: Divulgação/S1 Fotografia e Comunicação

“Olha, a gente está um pouco impressionado, na verdade. Quem está aqui dentro vê festa, mas quando dá um pulo ali fora a porta da quadra está lotada, todo mundo querendo entrar. Isso é muito importante e muito bonito pra gente. É um movimento em torno de um grande enredo, que fala de Heitor dos Prazeres, do Carnaval de rua, da formação da África Pequena – da África em miniatura, como Heitor chamava. É a história da nossa cidade, do Carnaval carioca, das escolas de samba… e todo mundo quer participar. É um resultado que nos deixa muito felizes, fruto do nosso trabalho diário”, admitiu Gabriel Haddad.

Seu parceiro de criação, Leonardo Bora, reforçou o sentimento de gratidão e orgulho: “É difícil mensurar alegria, mas o Gabriel definiu bem esse sentimento: é muito bonito ver um enredo trabalhado com tanto cuidado, carinho e respeito. Pode parecer algo forçado, mas é justamente o contrário, é caloroso, próximo. Isso gerou uma safra de sambas maravilhosa. Quando tem samba, tem gente, tem alegria, tem vida. Estamos vendo uma final histórica: lotação máxima, todo mundo comentando a beleza do momento da Vila Isabel. Dá até um certo espanto diante de tanta força, mas ficamos muito felizes, porque é sinal de que o pré-carnaval está sendo construído com cuidado e foco. Vamos levar isso até fevereiro”.

Reencontro de parceiros e a força da amizade

Além do enredo vibrante, um dos pontos marcantes deste novo ciclo na Vila Isabel é o reencontro da dupla com Vinícius Natal. Para Bora, o trabalho conjunto tem sido natural e afetuoso.

“É um trabalho muito orgânico, porque o Vini é um grande amigo, um irmão, um parceiro não só de trabalho, mas de vida no Carnaval. Ele foi parte integrante da primeira comissão de Carnaval da qual nós também fizemos parte, em 2013, no Santa Marta. É uma amizade profunda. Então não é apenas o contato com um pesquisador, mas com um amigo. O trabalho acontece de forma natural, horizontal, já que nós três somos apaixonados pelo Carnaval e estudiosos das escolas de samba. Esse reencontro chega em um momento de mudança nas nossas vidas, mas é como se a conversa nunca tivesse sido interrompida. É uma alegria enorme construir essa narrativa com o Vini, que é neto da dona Ivanísia, uma compositora fundamental para a história da Vila Isabel”.

Samba e enredo: um diálogo vivo

Os carnavalescos destacam que a escolha da obra que embalará o desfile influencia diretamente o desenvolvimento do projeto visual. Para Gabriel Haddad, o diálogo entre compositor e carnavalesco é o que dá vida ao enredo.

“Em toda a nossa trajetória como carnavalescos, desde o Santa Marta até agora na Vila, o samba influencia diretamente. Quando o compositor pensa na estrutura narrativa e na melodia, nós já estamos desenvolvendo fantasias, roteiro, alegorias. Quando aparece uma imagem poética forte no samba, levamos para as alegorias e fantasias. É uma troca. Existe a interpretação do compositor e a nossa do enredo, e esse diálogo é fundamental. Se for necessário adaptar algo para se encaixar melhor ao samba campeão, fazemos sem problema”.

Barracão a todo vapor

O trabalho no barracão segue firme. Leonardo Bora garante que a estrutura da Vila Isabel impressiona pela organização e pelo compromisso da equipe.

“Toda mudança exige adaptação, mas encontramos na Vila uma escola extremamente organizada e estruturada, seja na comissão de carnaval, direção de barracão, direção de fantasias ou direção artística. A equipe é muito coesa, o cronograma está sendo cumprido, os protótipos de fantasias estão prontos, as alegorias seguem nas etapas planejadas. O torcedor vila-isabelense pode ter certeza: a escola vem muito competitiva para brigar pelo título”, afirmou.

Unidos de Padre Miguel apresenta protótipos de luxo para desfile no Carnaval 2026

A Unidos de Padre Miguel apresentou os protótipos das fantasias que levará para a Marquês de Sapucaí em 2026. A vermelho e branco da Vila Vintém desfilará com o enredo “Kunhã eté – O sopro sagrado da Jurema”, desenvolvido pelo carnavalesco Lucas Milato, que contará a trajetória da guerreira indígena Clara Camarão, símbolo de coragem, liderança e resistência feminina no Brasil colonial.

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Foto: Thaís Brum/Divulgação UPM

O conjunto de fantasias apresentado reafirma o caminho de sofisticação da agremiação. Em 2025, o Boi Vermelho recebeu muitos elogios pelo luxo, pela coerência plástica e pela força estética de seu desfile. Para o próximo ano, a escola promete manter o mesmo nível de requinte, com alas ricamente detalhadas e uma leitura visual que dialoga com a força cultural dos povos potiguaras.

A presidente Lara Mara destacou a responsabilidade da escola em manter o alto padrão conquistado.

“Manteremos o alto padrão, com muita força e muita garra. A Unidos de Padre Miguel não tem como descer o nível. Nessa minha gestão, eu quero trazer enredos que contem histórias de quem a gente não vê, que não tem notoriedade nas outras escolas. Tem histórias que precisam ser contadas”, afirmou.

O diretor de carnaval, Cícero Costa, reforçou a solidez da estrutura da agremiação: “O que a gente tem mostrado através dos anos. É uma escola grande, imponente, que faz carnaval para o público ver e admirar”, disse.

Já o carnavalesco Lucas Milato ressaltou que o desfile trará impacto visual aliado a uma mensagem de resistência.

“Seguimos com a grandiosidade e a imponência que a Unidos de Padre Miguel sempre apresentou. Seguiremos firmes, independentes do grupo. Vai ser um desfile muito colorido, vivo, que passeia por essa riqueza cultural dos potiguaras, com mensagens importantes que ultrapassam a estética”, explicou.

Com a apresentação dos protótipos, a Unidos de Padre Miguel reafirma seu compromisso de levar para a avenida um espetáculo grandioso, valorizando histórias pouco contadas e mantendo a tradição de luxo e garra que já é marca registrada da escola da Vila Vintém.

Sidnei França revela nova filosofia de trabalho e promete conjunto mais técnico e leve para a Mangueira no Carnaval 2026

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Após a apresentação dos protótipos de fantasias para o Carnaval 2026, o carnavalesco Sidnei França, da Estação Primeira de Mangueira, conversou com o CARNAVALESCO, e, fez um balanço de sua estreia na Marquês de Sapucaí, detalhando as mudanças e aprendizados que moldam o próximo desfile. França garantiu que a experiência de 2025 o transformou, resultando em um trabalho mais técnico e focado nas necessidades reais da comunidade Verde e Rosa.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

O artista descreveu seu primeiro ano na Mangueira (2025) como um “trabalho de acomodação”. Vindo de uma estrutura diferente em São Paulo, o carnavalesco confessou ter sentido uma tensão inédita durante o desfile, especialmente na curva da Sapucaí.
“Meu coração quase saiu pela boca naquela curva. Eu nunca tinha vivido aquela tensão”, revelou França, destacando as diferenças logísticas e estruturais entre os carnavais.

No Rio, por exemplo, ele observou que há a tradição de ter um escultor ou aderecista responsável por cada carro, diferente de São Paulo, onde “é uma equipe de frente para fazer todos os carros da escola”.

Essa imersão levou a uma mudança de perspectiva para o próximo ciclo. Se em 2025 o olhar era “muito artístico e muito lúdico”, para 2026 o planejamento está mais pragmático:
“Agora, para 26, eu estou um pouco mais pé no chão, mais técnico. Olha, aquilo pode não subir, aquilo pode não abrir, aquilo pode soltar”.

O saldo final é de maturidade: “Eu acho que hoje eu trago uma bagagem mais madura e mais assentada na realidade da Mangueira”.

Amapá e a força da identidade

A inspiração para o enredo, focado no Amapá, vai além da paisagem, segundo o carnavalesco. O que realmente o impressionou foi “o quão profundo é o apego do amapaense pela sua cultura, pelos seus saberes, pelas suas tradições”.

Ele busca traduzir a “verdade de um povo”, ressaltando um lema que o marcou profundamente: “Ser amapaense é ser duas vezes Brasil. Um por documento, por herança oficial, e outro por escolha, porque eles estão muito afastados. Não têm ligação terrestre com o restante do Brasil, e escolhem todos os dias serem Brasil, serem brasileiros”.

O desfile tentará capturar essa “densidade espiritual para além da identitária” da Amazônia Negra.

Galeria de fotos da final de samba da Mangueira para o Carnaval 2026

Conjunto de fantasias: leveza e atuação

A plasticidade do conjunto de fantasias para 2026 teve como ponto de partida uma escuta ativa da comunidade. França reconheceu as críticas de que as fantasias de 2025 foram “pesadas”.

“Eu passei a ouvir muitos mangueirenses. O foco é entregar para Mangueira um conjunto mais leve, mas nem por isso menos rico em textura e simbologia”.

Ele também detalhou sua filosofia artística sobre o vestuário dos componentes. “É uma característica do meu trabalho o uso de malhas, luvas e maquiagem cobrindo o corpo. O componente deve ser enxergado como um ator em uma peça artística, literária, onde cada detalhe é essencial para contar a história. É como se eu visse no componente a personificação viva da narrativa”, explicou.

Visualmente, o carnavalesco confirmou que o Verde e Rosa estará muito presente, especialmente na transição do primeiro para o segundo setor, quando o desfile sai da atmosfera chamânica e ritualística do Turé no Oiapoque para mergulhar nos rios amazônicos.

Alegorias, tecnologia e samba cirúrgico

Para 2026, o torcedor da Mangueira pode esperar um conjunto alegórico “muito interativo, com muito movimento, muita tecnologia”. Sidnei França reafirmou sua preferência por “carros mais vazados” e “formas mais abstratas no conceito de volume”. Ele prometeu que o trabalho será superior ao do ano anterior.

“Nós temos um conjunto que eu tenho certeza que vai ser muito melhor que 2025. Tenho absoluta certeza disso. É muito mais minucioso, muito mais impactante”.

Sobre o papel do samba-enredo, França o qualificou como “muito cirúrgico”. Ele explicou que o samba vai além da mera imagética, o que normalmente se busca na letra, alcançando o campo do sentimento.

“Ele consegue ser muito eficiente ao traduzir na letra o sentimento. A força do samba está em criar uma conexão de energia e em completar o cenário, traduzindo uma sensação que você muitas vezes não sabe nem colocar em palavras, você sente. É uma “ferramenta crucial e decisiva para traduzir a atmosfera e os“sentimentos amapaenses na Sapucaí”, afirmou.

Laços de gratidão e apoio institucional

França também abordou o impacto emocional de ter sido elogiado publicamente pela presidenta Guanayra Firmino. Ele classificou o momento como uma “honraria”, ressaltando a força de ser reconhecido não só pelo público, mas também nos bastidores.

“É muito forte você ouvir de um presidente de escola de samba que você é uma das melhores coisas que ocorreram. Ela olhou para mim como um ser humano que tem sensibilidade para tocar nesse pavilhão sagrado”, comentou, destacando a profundidade do laço com Guanayra.

Além do apoio pessoal da presidenta, Sidnei França celebrou a realidade financeira positiva da escola para 2026, impulsionada pelo apoio do Amapá. “É um ano em que a Mangueira caminha tranquila no quesito de aporte financeiro. Isso faz a diferença, porque a gente já começou o trabalho de barracão”.

Ele concluiu dizendo que o saldo de 2025 é valioso: “Tudo que eu aprendi naquela caminhada, eu estou colocando em prática agora, para que 2026 seja mais assertivo não só do ponto de vista artístico, lúdico e estético, mas também técnico”.

Mangueira chama o povo daqui e junta o povo de lá para escolher samba da parceria de Pedro Terra para o Carnaval 2026

Zé Paulo Sierra é o novo intérprete oficial da Portela para o Carnaval 2026

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A Portela anunciou, nesta quarta-feira, que Zé Paulo Sierra será o novo intérprete oficial da escola para o Carnaval 2026. O cantor assume o microfone de número 1 da azul e branco de Madureira, função que até o último dia 30 pertencia a Gilsinho, uma das vozes mais marcantes da história recente da agremiação, falecido aos 55 anos em decorrência de complicações após um procedimento cirúrgico. No próximo carnaval, além de representar a Portela, o cantor também seguirá no comando do carro de som da União de Maricá, na Série Ouro.

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Foto: Divulgação

Com uma trajetória consolidada entre as principais escolas do Grupo Especial, Zé Paulo já defendeu pavilhões como Viradouro e Mocidade Independente de Padre Miguel, sempre reconhecido pela afinação, potência e emoção em suas apresentações. A chegada de Zé Paulo à Majestade do Samba representa um novo capítulo para a escola, que se prepara para homenagear o Rio Grande do Sul com o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará, a oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”.

Entre emoção e responsabilidade, Zé Paulo assume a missão de dar continuidade a uma história marcada pela força e beleza da voz portelense. Com a força da tradição e uma nova voz à frente, a águia portelense já abre suas asas rumo ao próximo desfile, carregando no peito o legado de Gilsinho e o canto renovado de Zé Paulo Sierra.

Misailidis: ‘Peso das comissões de frente está sendo mais em função da alegoria do que do projeto’

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Em alta na opinião pública carnavalesca depois do último desfile, Marcelo Misailidis fez sua estreia como coreógrafo da comissão de frente da Mocidade Independente no desfile de 2025. Pegando todo mundo de surpresa, a aposta do formato do quesito empolgou o público, mas não agradou tanto três, dos quatro jurados, que encontraram motivos para despontar a escola. Com o samba escolhido, ele e sua equipe, começam a dar corpo definitivo ao projeto de 2026, com as expectativas lá no alto para abrir a segunda-feira de Carnaval, homenageando Rita Lee. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o coreógrafo falou sobre o resultado, como tem visto o quesito e revelou que considera ter sido despontuado, porque o jurado não tinha como comparar o seu trabalho com outros. Leia abaixo.

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Que balanço você faz do seu quesito, no desfile de 2025 e como viu o seu quesito no conjunto das 12 escolas?

“Eu fiquei muito feliz com o resultado. Eu já vinha há algum tempo observando que as questões envolvendo a volumetria e comissão de frente, às vezes, acaba tirando o protagonismo essencial que o quesito deve ter como narrativa. Esse foi um projeto que a aposta foi feita pensando, principalmente, na questão da oportunidade que se tem para refletir que é possível se fazer espetáculos com grandiosidade, mas apostando na questão da narrativa da comissão de frente e não subvertendo para uma alegoria. Eu acredito que, se nós profissionais não observarmos esse detalhe, o sentido da pertinência de um coreógrafo vai desaparecer. Hoje em dia, o peso está sendo mais em função da alegoria do que do projeto que a comissão de frente se propõe. Não quero dizer com isso que sou contra alegorias, mas eu acho que tem que ter um equilíbrio competitivo. Uma alegoria não pode existir para trocar um elenco inteiro. Em um processo competitivo tem que ter equidade, e igualdade em nível de competição. Deve ser sempre 15 componentes contra 15 componentes, não 15 componentes contra uma pequena ala se apresentando. É sobre essa ótica, porque senão essa tendência pode gerar uma modificação para outros setores, o que impede existir um casal de mestre-sala e porta-bandeira na primeira cabine, ter um segundo casal na outra e o terceiro na outra? A rigor pode, basta você chegar com uma placa de primeiro casal. Enfim, o que eu quero dizer é o seguinte: não é que eu seja preso ao tradicionalismo, mas eu acho que possa se pensar e trabalhar criativamente para o desenvolvimento de caractere que fortaleça o quesito de comissão de frente”.

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Você acha que o quesito está refém de uma alegoria para ter um ápice, que alguma coisa da comissão de frente precisa explodir e até a questão do elevador, exaustivamente usado no nos últimos anos?

“A questão da observação de um projeto de comissão de frente é muito rápida. É muito difícil para um julgador saber tirar todas as noções em dois minutos e meio de apresentação. O que tem acontecido é as pessoas criaram um bloco de soluções cênicas que a alegoria justifica essas soluções. É como se fosse um credenciamento para que você diga: ‘o meu trabalho já tem impacto, já tem um visual garantido’. Mas esse visual não é da comissão de frente necessariamente, é de um elemento cenográfico. Isso tem levado a maior parte das escolas em geral a convencionar isso como um facilitador. Se a agremiação tem mais potencial de investimento, traz um carro mais luxuoso, com mais soluções, com mais efeitos. E você consegue criar uma estrutura enorme justamente para dar conta desse gigantismo que se busca nessa questão alegórica. Mas, isso está esfriando a questão humana, o protagonismo, que deve ser quem apresenta a escola. Não é só um espetáculo, é quem apresenta uma escola”.

Olhando o Grupo Especial, você desde a Beija-Flor traz alegorias mais baixas para realmente favorecer algum componente. Você traz 15 componentes sem troca de elenco também. Você se sente sozinho nesse tradicionalismo?

“Eu fui protagonista de começar essa grande volumetria. Depois eu percebi o risco que está por trás de grandes alegorias. Estou começando a buscar um equilíbrio nesse processo. É um elemento, a alegoria, que muitas vezes ajuda na articulação de uma narrativa, mas o problema é como isso é usado. Porque, a maior parte das vezes as pessoas não entendem, necessariamente, que o elenco se propôs a fazer, mas o que o elenco consegue tirar daquilo como efeito. Eu estou tentando investir em dar visibilidade para a importância do quesito em si”.

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Nós temos agora no meio do Sambódromo uma cabine espelhada. Você já parou para pensar no seu trabalho?

“É uma questão bem legal. Porque traz um resgate de como eram as avaliações anteriormente que improvisavam apresentar o cortejo. Todos os quesitos, com exceção de comissão de frente e casal, se apresentam indo em frente. Não tem porque um casal ou uma comissão de frente ter que virar de costas para a parte do público que pagou o mesmo valor pelo ingresso. É interessante que o julgador entenda o espetáculo. E essa iniciativa, é para que as pessoas comecem a verticalizar a apresentação e que não haja essa pausa necessária para o jurado. Em comissão de frente, a exigência é apresentar a escola e saudar o público, não é virar para o jurado. É sobre isso que tem que se fazer um trabalho de educação, de explicação, para que as pessoas entendam que o desfile tem que ser voltado para frente. Isso é que é o importante”.

A sua comissão de frente de 2025 é um trabalho incontestável para o público. Menos para três jurados que te tiraram pontos do quesito. Como é que você recebeu essas notas? E como é que você viu a justificativa, por exemplo, a que dizia sobre um componente estar fora de sinergia com o restante do grupo?

“Eu só tive uma nota 10, as outras eu perdi. Em relação à avaliação do julgador, penso que ele foi surpreendido com a apresentação. Mediante a tudo que ele tinha visto, não tinha parâmetros comparativos. Na base da pressão, acredito que ele se viu na condição de como não entendeu claramente a proposta, e como ele precisa dar uma nota, na qual deve ter uma lógica com tudo que ele já avaliou, ficou mais confortável tirar um décimo nosso, porque caso contrário ele não tinha como tirar o 10 daquele que ele já deu. Foi uma surpresa para muita gente, a Mocidade aparecer com uma comissão de frente totalmente no chão e sem nenhuma alegoria. Não condeno o julgador, mas foi um efeito surpresa. Enfim, a mensagem mais importante foi a reflexão que isso gerou, que é voltar a dar visibilidade para o quesito sobre as possibilidades artísticas que tem”.

E se você mesmo disse que o julgado foi surpreendido, o que fica para o ano que vem? Você vai insistir no modelo ou vai adotar um tripé para não surpreender tanto o jurado e não ser tão diferente das outras 11 escolas?

“O projeto ainda está em desenvolvimento. E essas perguntas que você me faz são as mesmas perguntas que internamente a gente discute. Para que lado a gente vai? Porque a gente também tem a responsabilidade de trazer um resultado com nota para a escola. Eu não estou no carnaval para gerar tese. Lógico, como artista, a gente quer mostrar o nosso trabalho, mas a gente tem uma responsabilidade de trazer resultado para a agremiação, porque senão uma nota baixa pode decidir a colocação de uma escola. Essa é uma pergunta que, para mim, está sendo muito difícil saber como que a gente vai se posicionar diante disso”.

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E sobre a Rita Lee? Quais as perguntas você se faz para trabalhar o enredo sobre a Rita Lee? E o que você já conversou com o Renato para fazer a comissão de frente?

“Nós estávamos aguardando a definição do samba-enredo, que isso ajuda a nortear algumas decisões. A Rita Lee tem um universo maravilhoso, não só na obra musical, mas como também na questão da vida pessoal dela. Tem várias possibilidades abertas e que está tudo interligado. Quais são as soluções que a gente vai dar de modo responsável, mediante a importância da Mocidade e os cuidados para não permitir com que a escola fique nessa classificação que ficou esse ano”.

Você sempre espera o samba para trabalhar, gosta de contar uma narrativa ou isso depende do enredo?

“A narrativa é muito importante para que você traga um elemento não pautado em querer trazer surpresas da internet. É importante que você traga alguma coisa viva do homenageado, no caso de 2026, ou do enredo em questão. É importante que a narrativa tenha clareza, um propósito, objetivo, não só de você apresentar e saudar a escola, mas apresentar o teu enredo também. E trazer um processo que ajude a contar a história de tudo que está por vir. Comissão de frente é um quesito estratégico, que é a abertura do espetáculo, mas que por trás disso é como se fosse uma protofonia de abertura de uma ópera. Ele tem que ter todas as nuances emocionais do que vem depois”.

Botafogo Samba Clube terá samba-enredo assinado por uma seleção de botafoguenses no Carnaval 2026

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A Botafogo Samba Clube convocou uma verdadeira seleção de botafoguenses para compor seu samba-enredo para o carnaval de 2026. A obra, que embalará o enredo “O Brasil que floresce em arte”, terá assinatura dos compositores Diego Nicolau, Samir trindade, Marcelo Adnet, Fabrício Senna, Binho Simões, Mauricio da Pizzaria, Gabriel Machado, Gilsinho da Vila, Rodrigo Escócia, Cláudio Emiliano, Edu Botafogo, Liane Harmonia, Denis Moraes, Tange Botafogo, Juca, Laura Romero, Piter Fogoró, Pinóquio do Cavaco e Jefferson Oliveira.

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Foto: Divulgação/Botafogo

Dando vida a obra que retratará o legado de Roberto Burle Marx na Sapucaí, a escola trouxe o cantor Binho Simões, que já cantou a faixa oficial do carnaval de 2025, estreia da escola no Sambódromo, compositores campeões em outras agremiações como Diego Nicolau e Samir Trindade, além de Marcelo Adnet, atual vice-presidente cultural da agremiação.

O samba será lançado neste sábado, 11 de outubro, na feijoada da escola com apresentação de toda equipe do carnaval de 2026. O evento acontece na quadra da Difícil é o Nome e também contará com show do Pagode do caramelo, com convidado especial Binho Simões, e apresentação das coirmãs Porto da Pedra, Unidos de Padre Miguel e Império Serrano. Os ingressos já estão disponíveis através do https://www.sympla.com.br/evento/feijoada-da-botafogo-samba-clube/3138219

Léo Lupi: ‘No reconhecimento ao Carnaval do Rio, não podemos esquecer Brizola’

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Por Léo Lupi

Depois de o Rio de Janeiro ter reconhecido, como Patrimônio Cultural Imaterial, as Matrizes do Samba pelo IPHAN (2007), os passistas (2022), o Museu do Samba (2024) o Cordão do Bola Preta (2025) e os intérpretes de sambas-enredo (2025), agora foi a vez de o Carnaval da cidade do Rio de Janeiro, finalmente, ser reconhecido como uma manifestação cultural nacional. Isso mesmo: nacional.

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Foto: Reprodução YouTube

A lei 15.188, sancionada pelo presidente Lula, é motivo de grande comemoração, principalmente, se levarmos em conta que iniciativas como essa são fundamentais porque fortalecem a identidade e a memória coletiva de um país, preservando a história, costumes e valores. Valores estes responsáveis por transmitir um sentimento de pertencimento e o reconhecimento da diversidade cultural brasileira.

Além disso, vale a pena destacar que o Carnaval carioca se consolidou a partir de momentos simbólicos, como o primeiro rancho carnavalesco, datado de 1893. Mas foi apenas a partir de 1935, com o suporte do poder público, que o carnaval do Rio realmente floresceu. E, pouco a pouco, explodiu como a potência que conhecemos hoje.

E, quando falamos de suporte do Estado, estamos falando, inicialmente, da oficialização, em 1935, pelo governo de Getúlio Vargas, que reconheceu os desfiles de escolas de samba. Daí em diante começaram a chegar os primeiros subsídios financeiros do governo e, anos mais tarde, um grande marco consolidou o Carnaval carioca: a construção da Marquês de Sapucaí, já em 1984.

E, por falar em Sambódromo, é sempre bom fazer justiça ao ícone que organizou todo ritmo, alegorias e gente feliz nas arquibancadas daquele coração da Presidente Vargas: Leonel de Moura Brizola.

Como se não bastasse o sucesso da passarela da folia, a construção do Sambódromo foi um marco não apenas na história do Carnaval Carioca, mas também na vida política do estado do Rio e de todo o Brasil. Para além de ser a sede definitiva dos desfiles das escolas de samba, que antes dependiam da montagem provisória de arquibancadas, o Sambódromo também foi idealizado para abrigar o maior projeto educacional da América Latina, os CIEPs: uma estratégia para aproveitar os eventuais holofotes dos desfiles a um projeto dos mais revolucionários da história educacional brasileira.

O contexto de sua criação foi cercado de discussões antes improváveis. Brizola e Darcy Ribeiro vislumbravam tornar o Rio referência não apenas como “tambor cultural do Brasil”, mas também como farol do avanço na Educação do qual o país historicamente necessitava. Como regra na história brasileira, não seria nada fácil lutar pela ampliação do acesso à educação de qualidade e à cultura sem despertar reações adversas em especial na elite.

Brizola e Darcy não pensavam “pequeno” e nem queriam pouco. O projeto do Sambódromo já nasceu grandioso, não só por seu tamanho monumental, mas pelo que representava: um palco oficial para o maior Carnaval do mundo e, durante o ano, um grande CIEP para atender à população. A estrutura foi concebida com 160 salas de aula, com capacidade para cerca de 16 mil alunos da rede pública de ensino. Assim como os demais CIEPs replicados pelo estado do Rio, o Sambódromo foi projetado por ninguém menos que Oscar Niemeyer, que, décadas antes, já havia capitaneado a construção de Brasília e outras obras primordiais da arquitetura brasileira.

O CIEP do Sambódromo oferecia: atividades pré-escolares para crianças de 3 a 6 anos; o 1º grau (hoje Ensino Fundamental); o 2º grau (hoje Ensino Médio); uma Escola Normal (curso que formava professores para o ensino primário); um Centro de Artes; uma Escola de Ensino Supletivo (curso para alunos que não concluíram o 1º ou 2º grau na idade adequada); um Centro de Estudos Supletivos; e, no período noturno, aulas de recuperação educativa para jovens de 14 a 20 anos (Programa de Educação Juvenil). A estrutura também contava com uma quadra de esportes polivalente e uma biblioteca.

Historicamente, os desfiles das escolas de samba já haviam ocorrido em diversas avenidas e pontos da cidade: Praça XI, Presidente Vargas, Presidente Antônio Carlos, Rio Branco. E foi a partir de 1978 que a Avenida Marquês de Sapucaí tornou-se o local dos desfiles. As arquibancadas eram montadas e desmontadas anualmente, em uma custosa operação. A ideia de uma instalação permanente, ainda que fosse desejo de muitos sambistas, nunca havia saído do papel. Um dos grandes entusiastas deste sonho foi o farmacêutico Amaury Jório, fundador da Imperatriz Leopoldinense, que presidiu a Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro nas décadas de 60 e 70. Amaury morreu em 1980, sem ter a oportunidade de presenciar a criação da Passarela do Samba.

No dia 11 de setembro de 1983, alguns meses após assumir seu primeiro mandato como governador do Rio, Brizola apresentou o projeto de construir um palco definitivo para os desfiles. Embora celebrada por muitos, a empreitada também teve fortes opositores e logo acelerou para já entregar no Carnaval seguinte. Até a mídia duvidou na época do prazo, mas em 2 de março de 1984, data da festa de Momo naquele ano, a obra foi inaugurada. O primeiro Carnaval na Passarela do Samba foi estonteante.

Foi um ano atípico. As 14 escolas do grupo principal desfilaram em dois dias, com julgadores diferentes. Assim, uma foi declarada campeã de domingo, e outra de segunda-feira. No sábado seguinte, as três primeiras colocadas de cada dia (e mais as duas primeiras do segundo grupo) disputaram um “supercampeonato”. A Mangueira, com o enredo “Yes, Nós Temos Braguinha”, despontou como a grande vencedora. A ideia do supercampeonato jamais se repetiu. A Mangueira – escola do coração de Brizola – foi a única “supercampeã” da história do Sambódromo. O desfile da verde e rosa também foi marcado por um fato inusitado: ao chegar na Praça da Apoteose, os desfilantes se depararam com um engarrafamento de alegorias, e a escola decidiu retornar à pista, fazendo o caminho inverso. O público foi ao delírio com o desfile “em dose dupla”.

A campeã de domingo – que não ganhou o troféu do supercampeonato – foi a Portela, com seu antológico samba Contos de Areia. As noites foram marcadas por apresentações memoráveis. Entre os carnavalescos, havia nomes como Joãosinho Trinta, Arlindo Rodrigues, Fernando Pinto, Renato Lage e Rosa Magalhães. Grandes sambistas pisaram na Avenida para defender seus pavilhões – entre eles, Martinho da Vila, autor do samba da Unidos de Vila Isabel naquele ano: “Pra tudo se acabar na quarta-feira”.

O Rio precisava demais desse reconhecimento como manifestação cultural nacional. E nós não podemos esquecer o quanto nomes importantes do trabalhismo, como o de Brizola, contribuíram para que o Carnaval carioca se tornasse o maior espetáculo da Terra.

Léo Lupi é jornalista e Subsecretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio

Secretaria de Conservação prepara Sapucaí para reformulação no sistema de som da Avenida para o Carnaval 2026

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A Secretaria de Conservação do Rio prepara a Marquês de Sapucaí para o processo de reformulação no sistema de som do Carnaval. A pasta realizou dez dutos transversais na Passarela do Samba em toda a sua extensão. As estruturas, além de abrigar os cabos de som, também vão contemplar os condutores de elétrica e iluminação cênica, acabando com os cabos expostos na pista.

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Fotos: Hector Santos/Secretaria de Conservação

“A pedido da Liesa, a Prefeitura do Rio executou a intervenção estrutural na Marquês de Sapucaí, que permitirá a transformação na qualidade do som. Após concluirmos a abertura e a concretagem das canaletas, vamos recapear toda a Marquês de Sapucaí para deixá-la pronta para os ensaios técnicos e para o Carnaval de 2026. As canaletas vão eliminar tanto os fios aparentes quanto a necessidade do carro de som”, explica o secretário de Conservação, Diego Vaz.

Os novos dutos foram construídos em valas rasas para conectar o novo sistema de som do Sambódromo. Isso porque o solo já abriga outras infraestruturas mais profundas, como rede de água e esgoto. As valas são fechadas com concreto armado e, em seguida, asfaltadas.

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As dez canaletas têm 14 metros de extensão, e cada uma delas contém três dutos de 100 mm. Para o novo sistema de som da Sapucaí, basta um duto de 100mm, os outros dois foram instalados para servirem de opções em caso de necessidade.

Após a obra, toda a Avenida receberá novo asfaltamento para receber os ensaios técnicos do Carnaval 2026.

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