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Compositores da Ilha vivem expectativa por final elogiando liberdade para compor

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Ilha

A União da Ilha do Governador terá na final de sambas deste sábado algumas parcerias já acostumadas ao título, como a representada por Marquinhus do Banjo, que ganhou em oito oportunidades e a dupla pai e filho de Márcio André e Márcio Andre Filho, com cinco conquistas. Roger Linhares, campeão ano passado, e com quatro títulos no geral pela escola, se uniu a Carlinhos Fuzileiro este ano para buscar o título consecutivo. E ainda tem Tuninho Z10, já assíduo em finais, mas ainda esperando sua primeira conquista na escola.

A reportagem do CARNAVALESCO conversou com um representante de cada uma das quatro parcerias presentes na final para saber o que na opinião deles faz com que cada obra seja especial além da emoção de representar o enredo da União da Ilha.

Marquinhus do Banjo elogiou muito a liberdade dada aos compositores para desenvolver o tema pois não houve sinopse.

“Temos um samba dentro do que foi pedido pelo diretor Laíla. Um samba enredo, onde os dois refrões se destacam. Um samba onde se consegue manter o mesmo andamento o tempo inteiro. Refrões de canto e evolução. E o principal…O apoio da comunidade, de forma espontânea. Isso é o mais importante. Em relação ao enredo e ao fato de não ter sido feito sinopse foi bom pois deu liberdade pra compor e o enredo nos deus muito conteúdo”.

Tuninho da Z-10 já disputou finais na escola mas nunca com a parceria que trouxe para esse ano com compositores estreantes inclusive na disputa da Ilha. Tuninho agradeceu a acolhida e ressaltou a importância do tema retratado no enredo para a atualidade.

“Procuramos fazer um samba com a cara da Ilha, sendo um samba de uma melodia diferente porém com encaixe de Ito Melodia e recordação de Haroldo Melodia. Gostaríamos muito de agradecer a escola pelo acolhimento e também a cordialidade de todos os setores assim como nossos amigos compositores da Ilha. Nosso samba é uma soma de fatores que busca abranger todo o enredo resgatando a dignidade do povo do morro e do asfalto, assim não temos um trecho preferido e sim um conjunto da obra. Trata-se de enredo atual que fala das mazelas do Brasil, mas ao mesmo tempo fala da garra de um povo que nunca deixa de lutar”.

Márcio André Filho elogiou os sambas concorrentes, ressaltou a necessidade de abraçar o vencedor para o bem da escola e ainda fez questão de destacar a liberdade de composição dada pela agremiação.

“Temos que pensar sempre para o melhor da União da Ilha, que a escola tome a decisão dela e independente do samba que vencer vamos abraçar e cantar juntos. Acho que o samba num todo é muito forte, temos varias frases marcantes e de impacto que fazem o povo repensar um pouco em tudo que estamos vivendo. Achei formidável , a elaboração, as explicações e a forma livre que a comissão de carnaval nos deixou para criar, tudo foi feito com muito cuidado e com muito carinho para nós compositores nos superarmos e fazer o melhor”.

Já para o atual campeão Roger Linhares a sua parceria tem o mérito de seguir de forma cuidadosa o que foi pedido pela escola. Para Roger há também o apelo emocional pessoal do enredo pelo compositor ter sido criado em favelas.

“Acho que dentro do que o Laíla e a comissão de carnaval pediram, nosso samba está dentro e em conformidade. Levamos pelo lado social como foi pedido, enfatizando as coisas positivas presentes nas comunidades, as pessoas solícitas que dividem um café, um arroz, um açúcar. O Laíla disse que não queria tiros, violência e isso a gente não tocou, fomos pelo lado bom e acho que atingimos o que foi pedido. Pra mim esse enredo foi ainda mais especial, pois nasci e fui criado na favela e acho que o que o povo de lá quer é a igualdade e ser respeitado como cidadão. Meu trecho preferido é o que fala ‘Meu lugar onde encontro a liberdade…'”.

Papo De Redação: final de samba do Salgueiro

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Papo de Redação: final de samba da Portela

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Com final eletrizante, Portela prova excelência de ala que só perdeu um décimo em oito anos

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Dia de decisão e celebração no sagrado solo portelense nesta sexta-feira. A rua Clara Nunes espera viver mais uma noitada daqueles que não se esquece. A maior campeã do carnaval carioca decide o seu hino oficial para o Carnaval 2020 em uma disputa que apesar de curta mostrou o nível de excelência da ala de compositores mais consagrada do carnaval.

A prova disso são as notas obtidos pelos sambas da Portela na avenida. Nos últimos oito anos, a escola só deixou o julgamento do quesito com uma nota abaixo dos 30 possíveis uma vez, em 2018. E, em seis oportunidades, a Majestade do samba gabaritou o quesito com inquestionáveis 40 pontos.

Para buscar mais uma vez a nota máxima, a líder do ranking da Liesa, leva para sua grande final três ‘cachorros grandes’. A atual parceria campeã volta à final, duelando com os tricampeões entre 2016 e 2018 e ainda conta com dois notáveis compositores da escola em um terceiro samba. Para o vice-presidente Fábio Pavão, a disputa leva para a decisão as composições que mais fizeram por merecer chegarem até ali.

“A gente leva em consideração aquilo que os jurados selecionados apontam. Confiamos neles e orientamos para que votem naquilo que for o melhor para a Portela, excluindo qualquer outro aspecto, que não seja técnico. A forma com que o samba possa impulsionar o nosso desfile. Foram três grandes obras, que corresponderam na quadra à condição de finalistas”, resume.

Apesar de festejar a presença de três grandes sambas na final, o dirigente lamenta ter tido que cortar outras obras que ao seu juízo também tinham cacife para chegarem até na avenida. Com um concurso muito curto, a Portela precisou realizar muitos cortes a cada eliminatória.

“Eu achei a safra excelente, atendeu à nossa expectativa. Foram grandes composições e obras eliminadas poderiam chegar tranquilamente na avenida. Apenas cinco apresentações de cada samba, o que atende à demanda dos compositores por corte de gastos. Embora curta, foi uma disputa intensa, tínhamos que fazer vários cortes, tornando o concurso bastante intenso nesse sentido”, destaca.

A escolha na Portela contempla uma gama extensa de jurados aptos a votar na escolha do hino da escola. Na grande final, departamentos e segmentos da azul e branca participam do processo de escolha. E como de hábito, com o Portelão abarrotado já na manhã de sábado será conhecido o hino oficial para o Carnaval 2020.

Serviço:
Final de samba da Portela
Local: Quadra da Portela
Endereço: Rua Clara Nunes 81, Madureira
Data: Sexta-feira, dia 11 de outubro
Horário: a partir das 22h
Ingresso de pista: R$ 40 (antecipado); R$ (60) na hora
Mesas e camarotes: ESGOTADOS!!!
Classificação etária: 18 anos
Informações: (21) 3256-9411

Caldeirão da Silva Teles! Salgueiro escolhe nesta sexta seu samba para o Carnaval 2020

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caldeirao

O hino oficial da Academia do Samba para o Carnaval 2020 será escolhido nesta sexta-feira e a disputa esta entre as parcerias de Artur das Ferragens, Marcelo Motta e Antônio Gonzaga. Em 2020, o Salgueiro vai contar a história de Benjamim de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil. No ano será completado 150 anos do nascimento do artista.

O enredo faz parte da tradição da escola de sempre enaltecer personagens negros da história e cultura brasileira. Inicialmente 31 obras foram inscritas para a disputa desse ano.

O diretor de carnaval da Vermelha e Branca do Andaraí, Alexandre Couto, elogiou a safra de sambas deste ano e explicou como serão realizadas as apresentações.

“Tivemos uma bela safra de sambas-enredo para o carnaval de 2020. A escola toda está muito feliz com o resultado proposto pelo presidente, onde os compositores tiveram um bom desempenho para essa disputa. As apresentações serão de 30 minutos, com alguns comandos da direção de harmonia em relação a passadas para um melhor dinamismo e percepção dos sambas”, explicou Alexandre Couto.

Ainda não há uma previsão para o horário que deve sair o anúncio da obra campeã. A festa na escola começa a partir das 20h30, na quadra da agremiação na Zona Norte da cidade.

Alexandre Couto enfatizou a importância do samba vencedor estar bem alinhado com o enredo e ser abraçado pela comunidade vermelha e branca.

“Estamos muito confiantes para o resultado do samba campeão, pois os três sambas finalistas tem todos os requisitos para ser o hino da Academia em 2020. Para um samba enredo ser vencedor, precisamos de um conjunto de letra e melodia, onde esteja dentro da sinopse do enredo e seja bem aceito pela comunidade”.

Na abertura da final, o grupo Pegada Brasileira agita o público com um repertório que faz um passeio para todos os ritmos. Em seguida, quem sobe ao palco é o grupo Pique Novo, em um show cheio de energia. Sucessos como “Chega de Sofrer” e “Apaixonado Estou” não podem faltar.

Mais esperada da noite, a bateria Furiosa entra em cena para comandar, ao lado de Quinho e Emerson Dias, o elenco show do Salgueiro na despedida do hino sobre Xangô.

O samba escolhido nesta sexta-feira vai embalar o desfile do Salgueiro, terceira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval.

Serviço:

Data: 11 de outubro, sexta-feira
Horário: 20h30
Atrações: Pegada Brasileira, Pique Novo, elenco show do Salgueiro
Valor: pista R$ 70; mesas e camarotes sob consulta
Informações: (21) 2238 9226
Classificação: 18 anos
Capacidade da quadra: 4 mil pessoas

Vídeos: apresentações dos sambas na final da Beija-Flor

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Dedo na ferida? Finalistas da Portela falam de polêmicas da disputa de samba

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Engana-se quem pensa que a disputa de samba em uma grande escola é um mar de rosas. Os bastidores são quentes e não são raras as cenas de brigas e discussões após a escolha final. Compreende-se, afinal de contas há muita coisa em jogo: dinheiro, poder, paixão. A disputa da Portela não foge à essa regra. E os três finalistas toparam falar ao site CARNAVALESCO sobre as polêmicas que envolvem cada samba.

Talvez a maior discussão dessa disputa na Portela trate das características musicais do samba de Valtinho Botafogo e seus parceiros. Com um enredo indígena, a parceria fez uma gravação especial. Algumas pessoas disseram se tratar de uma toada e não de um samba-enredo, esteticamente falando. As redes sociais ferveram. O compositor Rogério Lobo defende a sua obra e de seus amigos.

“Não temos ideia de onde surgiu essa história, jamais fizemos e temos a total convicção de que não se trata de toada, pode ser que algumas pessoas ao assistirem nosso clipe onde a primeira passada do samba é cantado de forma com andamento mais lento lembrando cânticos indígenas tenha dado essa impressão. Entretanto, as nossas apresentações na quadra demonstram claramente que não se trata de toada e sim de samba-enredo. É só acompanhar os vídeos postados nas redes sociais, onde temos nossas apresentações do início ao fim. Acompanhe o andamento, a métrica, arranjos, harmonia e a melodia do samba, associado à bela interpretação do Zé Paulo. Além do mais, pode-se observar o compasso binário da música que nota-se claramente que se trata de samba-enredo sem nenhuma mudança ou nuances da melodia que remetam a uma toada”, garante o poeta.

Noca da Portela está de volta aos concursos da Majestade do Samba e à uma final na sua escola de coração. Mas sua última participação não foi esquecida. Após o anúncio em 2017 sua parceria protagonizou cenas de selvageria e falta de espírito esportivo ao perder a disputa. Noca fez acusações e por isso foi expulso da velha-guarda. A parceria não recebeu o prêmio como finalista. Perdoado, e de volta à escola falou sobre o episódio, que classificou como grande mal-entendido.

“Tenho 86 anos de idade e disputei concursos na Portela 20 vezes. Cheguei em 15 finais. Fui 7 vezes campeão. Eu nunca abandonei a Portela. Saio no carro da velha-guarda. Eu só vou sair quando eu morrer. Ficamos de bem depois daquele problema, o Monarco é meu amigo, meu irmão. Aquilo foi um mal-entendido. O mundo inteiro sabe quem é o Monarco e o Noca. É difícil para a comissão julgadora escolher o samba. Levar um baluarte pra a final envolve muitas coisas. Eu não preciso forçar barra, mas pesa na balança, todo mundo tem que saber disso. É respeitando que se é respeitado”, declarou.

Outra força na engrenagem da ala de compositores da Portela é Samir Trindade. Sua chegada na escola incomodou muita gente. Oriundo da Beija-Flor ganhou o samba na primeira disputa e de cara foi tricampeão. Apaixonado torcedor da Majestade, Samir é vez ou outra acusado de não ser portelense, pois fez sua vida primeiro fora da escola. O finalista também fala sobre o tema a poucas horas da grande decisão.

“No começo foi difícil, mas hoje em dia eu consigo encarar isso com muita naturalidade. Pelas circunstâncias da vida o meu início como compositor foi na Beija-Flor, onde pude construir uma bela história com cinco sambas na avenida e dois títulos para a escola. Quando decidi vir pra a Portela, é natural que algumas pessoas, sem me conhecer, me olhassem com uma certa desconfiança. Meu amor pela Portela vem do meu avô que fez parte da ala de compositores e me trazia ainda pequeno na quadra. Participei de inúmeras disputas de samba como torcedor. Mesmo durante a minha passagem pela Beija-Flor, da qual muito me orgulho e onde fiz grandes amigos, esse amor nunca diminuiu. Quando o movimento que culminou na administração Portela Verdade começou, fiz questão de participar. Não só pelas redes sociais como também estando presente em manifestações de rua. Naquele momento pude fazer amizade com personagens importantes nessa luta, como Paulo Renato Vaz e Rogério Rodrigues. Foi o Rogério, inclusive, que me levou ao encontro do nosso eterno presidente Falcon e do então diretor do Departamento Cultural Luis Carlos Magalhães para que eu pudesse ingressar na minha escola de coração. O apoio do Falcon me ajudou muito. Confesso que nunca imaginei que poderia obter êxito de forma tão rápida dentro de uma ala de compositores tão valorosa. Ano que vem completarei cinco anos na ala de compositores da Portela. Posso dizer que já me sinto em casa. Sou muito grato por tudo que a Portela me proporciona e principalmente pelas grandes amizades que aqui conquistei”, considera Samir.

A Portela é um organismo que pulsa politicamente. Vivendo a sua melhor fase na avenida desde o fim de sua era de ouro os fortes embates políticos permanecem. A agremiação passou por eleições neste ano e a escolha do samba na azul e branca é bastante particular. Diversos departamentos têm direito a voto no concurso. A articulação política está nas entranhas da Rua Clara Nunes. Consequências da dor e a delícia de ser o que é, uma gigante da cultura brasileira.

Parceria de Magal Clareou confirma favoritismo e conquista vitória na Beija-Flor para o Carnaval 2020

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Por Guilherme Ayupp e Lucas Santos. Fotos de Magaiver Fernandes

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A Beija-Flor de Nilópolis definiu na madrugada desta quinta para sexta em sua quadra de ensaios, o hino oficial para o Carnaval 2020. A obra vencedora foi a dos poetas Magal Clareou, Diogo Rosa, Julio Assis, Jean Costa, Dario Jr e Thiago Soares. A Deusa da Passarela apresenta no ano que vem o enredo “Se essa rua fosse minha…”. Décima primeira colocada em 2019 (a pior colocação obtida pela escola na Era Sambódromo), a azul e branca encerra os desfiles de 2020 do Grupo Especial na segunda de carnaval. Em todas as oportunidades que isso aconteceu a escola conquistou o título.

A principal estrela da parceria é o cantor e compositor Magal, integrante do conjunto de pagode Clareou, atualmente um dos mais populares do Rio de Janeiro. Magal segue a trilha de Claudemir, outro compositor de fora do meio do carnaval a vencer na Beija-Flor recentemente. Além de Magal, a parceria conta com dois vencedores recentes. Diogo Rosa, campeão em 2014, 2016, 2018, 2019 e agora em 2020 e Júlio Assis, tetracampeão entre 2018 e 2020.

“O nosso samba tem características diferentes dos últimos que a escola vinha apresentando, e que foram feitos por nós também. Para 2020, queríamos resgatar carnavais antigos, sambas do passado e fizemos uma obra com uma cara mais da antiga. Eu estou muito feliz, sou tricampeão consecutivo, disputei com três belíssimas obras em uma grande festa da Beija-Flor”, disse o compositor Júlio Assis.

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“Eu estou muito feliz. É o quinto ano que ganho aqui, mas é sempre como se fosse a primeira vez pelo tamanho da escola, pela grandeza, me emociono. Esse samba foi feito com muita dedicação por ser na Beija-Flor e tenho certeza que ele fará a escola buscar o título. Ele ganhou em letra, melodia e emoção. Estava dentro da sinopse”, explicou o compositor Diogo Rosa.

A parceria do samba 01 conseguiu realizar a melhor apresentação da noite. Ao longo dos cerca de 20 minutos que permaneceu no palco foi o samba que fez a passagem mais forte. Impulsionadas por Tinga, o mister final, as pessoas cantaram forte a obra e destacaram para a escola aquele que de fato era seu samba favorito para a Beija-Flor.

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O compositor Magal parecia não acreditar naquilo que estava vivendo e chorava muito na quadra após o anúncio do samba. Em poucas palavras, ele falou sobre a vitória à reportagem do CARNAVALESCO.

“Muita gratidão por todos que permitiram tornar esse sonho possível. Em especial à essa comunidade fantástica que desde o início abraçou nosso samba e deu esse espetáculo que vocês viram aqui hoje. Eterna gratidão”, resumiu.

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Gabriel David anuncia fim de alegorias teatralizadas

Depois de dois anos seguidos com muitas críticas às alegorias teatralizadas, a Beija-Flor vai abandonar essa estratégia de desfile. A informação foi dada pelo conselheiro da escola, Gabriel David. Ele afirmou ao site CARNAVALESCO que a escola aprendeu com seus erros.

“Página virada, olhar para frente, mas sem esquecer dos erros pra não repetí-los. Nosso desfile não foi aceito por público e jurados. Estamos dando todas as condições ao Cid e ao Louzada. Vamos seguir com a escola inovadora e tradicional que sempre fomos. A gente veio com cinco alegorias encenadas. Isso não vai se repetir. Não funcionou em 2018 e 2019. Lógico que vamos buscar novidades”, garante.

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O jovem dirigente, filho de Anísio, explicou as chegadas de Alexandre Louzada e Dudu Azevedo na equipe para o Carnaval 2020.

“Estamos muito felizes com as chegadas do Louzada e Dudu Azevedo. Louzada é muito humilde e isso é positivo na construção de uma equipe. Podemos ver isso no dia a dia do barracão. E o Dudu estava no nosso radar faz tempo. É uma peça que nos faltava desde a saída do Laíla”.

Vice-presidente da Beija-Flor, Almir Reis, falou ao CARNAVALESCO sobre a responsabilidade da escola fechar os desfiles de 2020 e sempre que isso aconteceu veio a conquista do título.

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“Nós temos esse histórico é verdade. Vamos fazer o melhor possível para manter essa escrita de ser campeã fechando o carnaval. Em relação a responsabilidade, não sentimos nenhuma a mais por isso, de maneira nenhuma, a responsabilidade que temos hoje, está entalada é o décimo primeiro lugar em 2019. Estamos vindo com toda força, e toda garra para mostrar na Avenida porque somos a escola que mais tem título na Era Sambódromo”.

Escola já começa ensaios na próxima semana

Recém chegado na Beija-Flor, o diretor de carnaval Dudu Azevedo revelou o que a escola promete realizar no desfile de 2020.

“Nosso projeto é com 6 carros alegóricos, sem tripé e uma base de 3000 componentes. A gente está dando uma boa estrutura para os carnavalescos para fazer um carnaval a altura do nosso nome, a altura do que a Beija-Flor sempre passa na Avenida”, comentou.

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O diretor de carnaval também falou sobre a possibilidade de não ter subvenção para 2020 e já revelou o início dos ensaios para o desfile.

“Planejamento é fundamental. Comprar cedo que sempre dá margem para a negociação do preço e até para os fornecedores entregarem a tempo e assim a gente fazer um grande carnaval. Eu acho que planejamento é a palavra. Os ensaios de quadra com a comunidade já começam na próxima quinta feira. Nosso samba tem uma grande melodia que encanta e seduz quem desfila e quem vai ver o desfile”.

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Rodney reduz 20 ritmistas da bateria

Mestre Rodney não deu qualquer pista da fantasia da Beija-Flor no Carnaval 2020, mas anunciou uma significativa mudança para o trabalho do ano que vem. Serão reduzidos 20 ritmistas em relação ao desfile deste ano. Ele disse que o andamento será definido a partir dos próximos ensaios.

“Não dá para dar pista. Mas a fantasia é prática e bonita. Vamos desfilar com 260 ritmistas. Reduzi 20 em relação a este ano, mas não perde nada o ritmo. Trabalhamos sempre, pois só assim que papai do céu ajuda. Vamos descobrir o andamento ao longo dos ensaios”, pontuou.

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Naturalmente, Rodney não ficou satisfeito com o resultado do desfile da Beija-Flor, mas celebrou o desempenho de seus ritmistas na avenida. Ele aproveitou para opinar sobre a novidade no regulamento, onde os jurados não poderão mais punir escolas que não apresentem a bateria na cabine de julgamento.

“A gente teve um resultado muito bom. Mas trocaria minhas notas por uma melhor colocação da escola. Quero por isso colocar uma pedra nesse ano. Tomara que na prática o jurado de fato não tire ponto. Isso dá mais tranquilidade para o nosso trabalho, em teoria”

Selminha e Dudu Azevedo brilham em condução de show

A Beija-Flor seguiu aquilo que fizeram Viradouro e São Clemente em suas finais e produziram um show temático para a apresentação de seus sambas antigos e os segmentos. Criado pelo diretor de carnaval Dudu Azevedo, foi apresentado por Selminha Sorriso. Ela esbanjou simpatia na condução e os departamentos da escola se apresentaram com figurinos que já passaram na avenida em outros carnavais. Recuperando-se de uma pequena cirurgia, Neguinho da Beija-Flor abriu o espetáculo cantando o hino da agremiação.

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Um dos pontos altos se deu quando Selminha anunciou a entrada da rainha de bateria Raíssa Oliveira. Recentemente, ela deu à luz ao primeiro filho, mas estava com o corpo e o figurino em dia. A beldade foi ovacionada na quadra. O show terminou com o samba de 2019 e um beija-flor dentro de uma coroa.

Em conversa com o site CARNAVALESCO, Claudinho e Selminha falaram do desfile de 2019 e o planejamento para 2020.

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“Gostei do nosso desfile, o que eu não gostei foi da colocação da Beija-Flor, mas ela vai virar o jogo, eu tenho certeza disso. A nossa dança foi maravilhosa, e vamos melhorar para 2020. Vamos ensaiar mais, respeitando nossos colegas das outras escolas. Com o samba escolhido vamos intensificar a dança, os ensaios e só paramos na quarta-feira de cinzas”, Selminha.

“Estamos ensaiando média de três vezes por semana. Vamos para quatro vezes com o samba definido. A gente sempre se cobra mais. Tanto tempo dançando junto, a gente nunca acha que está bom. Passou um carnaval e a gente já começa a pensar na coreografia para o ano seguinte”, completou o mestre-sala.

Dupla de carnavalescos em plena sintonia

Alexandre Louzada e Cid Carvalho, junto com a equipe de carnaval, são os responsáveis pelo desfile da Beija-Flor em 2019. Ao site CARNAVALESCO, Louzada falou sobre o retorno para Beija-Flor e como está o trabalho.

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“Vocês viram ali que eu fiquei muito emocionado pelo carinho. Não lembrava como era tão especial as festas e essa energia da Beija-Flor. Eu acho que conquistei grandes resultados fora, mas aqui é uma escola onde casa muito bem o meu trabalho. A Beija-Flor está resgatando a sua história. Aqui é uma escola diferente que recebe toda comunidade do samba, todo o povo de Nilópolis e sempre sendo acolhedora”.

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Cid Carvalho prometeu um desfile no padrão de qualidade da Beija-Flor de Nilópolis.

“O que vão ver é a essência da Beija-Flor, aquilo que se conhece da escola. O torcedor pode esperar uma Beija-Flor com a cara dela. A parceria com o Louzada está num âmbito muito legal, no profissional, na vida, uma parceria de amizade, e companheirismo. A gente fala a mesma língua. Dizem que não existe casamento, esse é mais do que perfeito”, revelou Cid.

Análises das apresentações dos outros finalistas

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SAMBA 05 – Jr Trindade: A parceria encontrou algumas dificuldades em sua apresentação. Embora tenha sido o samba de melhor adaptação à bateria e as características históricas da Beija-Flor (fator que cativou a presença de muita gente da comunidade) a obra terminou sua apresentação de maneira diferente daquela que começou, tornando sua exibição irregular.

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SAMBA 134 – J Velloso: O samba era aquele que apresentava os refrões mais fortes na quadra. O refrão do meio tinha a mesma pegada do principal. Emerson Dias comandou a apresentação, mas mesmo com esses fatores a obra não conseguiu no mesmo nível das demais. A torcida levou muitos adereços e surpresas, mas cantou pouco.

Galeria de fotos: final de samba da Beija-Flor para o Carnaval 2020

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Vídeo: anúncio do samba campeão da Beija-Flor para o Carnaval 2020

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