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Fábio Gouveia explica saída e retorno da Dom Bosco: ‘Não tinha chegado completo no último carnaval’

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Tão logo a apuração do carnaval acontece, é natural que comece a conhecidíssima dança das cadeiras entre profissionais e escolas, que se reforçam e remodelam as próprias equipes. A primeira grande transferência envolvendo as escolas dos grupos organizados pela Liga-SP foi a saída de Fábio Gouveia da Dom Bosco, revelada horas depois da leitura das notas de maneira unilateral pelo carnavalesco. Semanas depois, entretanto, agremiação e profissional anunciaram que ele permaneceria em Itaquera. Para saber os detalhes de situação tão curiosa, o CARNAVALESCO conversou com o profissional (e com mais um “convidado especial” para esclarecer toda essa situação) no lançamento do enredo “Mariama, Mãe de todas as Raças, de todas as cores, Mãe de todos os cantos da terra”, assinado por ele próprio.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Atritos

Ao longo da entrevista, Fábio Gouveia revelou tudo com grande riqueza de detalhes. Na visão dele, uma série de imprecisões fez com que o carnavalesco ficasse exaurido logo no primeiro ano na Dom Bosco: “Eu falo que o ano passado foi um ano muito difícil pra mim. Um ano difícil porque eu tinha que me adaptar. Foi muito complicado porque foi um processo de adaptação. A minha cabeça ainda estava em um outro momento e foi muito complicado. E, aí, nós nos chocamos: a escola chocou comigo, eu choquei com a escola. Havia um projeto de inovação, havia um entendimento que a escola precisava crescer – e, ao mesmo tempo, não havia um entendimento do que era preciso fazer para que isso acontecesse. Tivemos muita dificuldade, muitas mesmo, mas a gente conseguiu entregar um projeto com muita dedicação, com muito trabalho. E, por causa disso, e eu me cansei”, confessou.

Conforme o desfile ia chegando, naturalmente, as tensões aumentavam – como acontece com todo e qualquer profissional e escola às vésperas das apresentações: “Nos últimos dias, eu me estressei demais. Falei para o pessoal que eu sentia muito, mas eu vou embora porque eu me sinto desrespeitado em uma série de coisas. Eu falei isso e soou de uma forma negativa, mas não é desrespeitado no sentido literal da palavra – de que alguém tentou alguma coisa contra mim, de que alguém me agrediu ou qualquer coisa desse tipo. O desrespeito é um sentimento que, às vezes, as pessoas não conseguem compreender. Certas coisas acabam machucando a gente. “Eu vi um projeto ser machucado. Eu sou uma artista e, antes de qualquer coisa, o artista machucado vai se sentir desrespeitado. Isso me motivou diretamente a sair da escola”, recordou.

Ação silenciosa

De acordo com o próprio Fábio Gouveia, a saída unilateral dele não foi à toa: “Só que eu não conversei com ninguém sobre essa saída. Não conversei com o padre, não falei com a diretoria: eu simplesmente precisava colocar aquilo para fora – e foi da pior maneira, mas acabou acontecendo. Me falaram exatamente sobre isso, mas eu não procurei ajuda. E hoje eu tenho buscado essa ajuda, porque eu tive picos de não me reconhecer nesse processo. Eram muitas emoções ao mesmo tempo e eu não conseguia me reconhecer”, rememorou, aproveitando para destacar que tal ação fez com que ele buscasse auxílio externo.

Anjo da Concórdia

Conforme Fábio explicava, ele, em determinado momento, citou uma pessoa importantíssima para que ele retornasse à escola: “O Rodrigo Xará, muito próximo de mim, falou, que não estava me reconhecendo – ele me conhece desde os tempos da Imperador do Ipiranga e de outros lugares. Eu estava estressado, eu tenho um senso de responsabilidade muito grande com o meu trabalho. Essas coisas foram me cobrando muito”, disse.

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Intérprete da Dom Bosco, Xará fez parte do carro de som da azul e branca do Bairro do Grito, enquanto Fábio foi carnavalesco da escola em dois períodos e também atuou em outros cargos na agremiação – como na direção de carnaval. E o conhecimento do amigo fez com que o cantor intercedesse, de acordo com o próprio: “A gente acompanha, conhece as pessoas. E escola de samba é isso. É muita gente para administrar e acaba acontecendo alguma coisinha ou outra. As pessoas reagem, cada uma de uma forma. O Fábio teve a reação dele, mas, conhecendo ele como eu conheço, falei para deixar passar um tempo, viajar, tirar suas férias, ter calma e vir comigo. Ele voltou, veio acreditando no projeto e hoje está realizado, está feliz. É uma criança aqui hoje brincando de produzir as coisas”, brincou.

O reconhecimento do erro por parte do carnavalesco veio na sequência da entrevista: “Eu não poderia vir para cá e deixar a escola em um resultado muito abaixo do que ela tinha alcançado com muita luta. Isso também era uma cobrança muito grande. Aí você entende o poder da palavra respeito: eu não conversei com ninguém, e foi muito errado da minha parte não conversar com o padre, não conversar com as pessoas”, confessou.

Porta se abrindo

Livre no mercado, Fábio, obviamente, começou a ouvir propostas. Até que o intérprete azul e branco novamente intercedeu: “Foram acontecendo várias coisas. Escolas me procuraram, muita coisa foi acontecendo, acontecendo, acontecendo, e muitas portas foram se fechando do nada. Eu estava encaminhado para outros lugares e, de repente, esses lugares foram se fechando, se fechando e aí eu estaria de verdade fora do carnaval de 2026. Até que, um belo dia, o Xará, de novo, me ligou e me convidou para bater um papo – algo que eu aceitei. Ele perguntou se eu podia conversar com a Dom Bosco, mas eu falei que eu poderia conversar com ele. Ele me explicou toda a situação e veio o contato com o padre Rosalvino”, sorriu.

Presidente da agremiação e também da Obra Social, Rosalvino Morán Vinãyo é o fundador da instituição salesiana que, entre tantas ações, cuida de cerca de cinco mil pessoas diariamente. Havia, entretanto, um, em especial, que precisava de atenção: Fábio Gouveia. A conversa com o clérigo foi franca: “O padre me pediu para que eu falasse tudo, e ele foi a mão principal para que eu estivesse aqui hoje. Eu expliquei tudo, mostrei o planejamento e me aproximei da obra – que é a parte administrativa da escola, que eu não tinha contato. A Cristiane e a Adriana me acolheram de uma forma que eu não tenho nem o que dizer, a Thelma, hoje, é a nossa superintendente de carnaval. Comecei a entender que faltava exatamente esse contato com algumas situações para que o carnaval andasse de uma forma muito melhor. Foram três reuniões e, no final delas, o padre perguntou se há um lugarzinho no coração para a Dom Bosco. Respondi que, independentemente da situação em que eu me encontro, de ficar sem trabalho ou não, eu não me reconheço fora de uma escola com menos de um ano de trabalho. Eu fiquei na Dom Bosco só um ano, eu não deixei um legado aqui, eu não consegui construir nada. Ele perguntou se eu continuava e eu respondi que sim. Eu estou vendo que a coisa precisava de uma grande conversa pra gente começar um trabalho, realmente”, vislumbrou.

Final feliz

Fábio mostra-se cada vez mais satisfeito em permanecer na Dom Bosco para o carnaval 2026 e destacou que a versão de 2025 do profissional será ainda melhor para o próximo ciclo. Perguntado sobre o que mudou para que ele ficasse em Itaquera, o carnavalesco surpreendeu: “Na verdade, não mudou nada. É que o Fábio não tinha chegado completo no último carnaval. E quem conhece o Fábio sabe que ele está envolvido nas ações artísticas da escola, que ele está envolvido diretamente com todo mundo. Eu tenho uma coletividade com chefes de ala, com diretoria, e é algo que eu não consegui fazer o ano passado. Eu sou muito sincero, não tenho nenhum problema de falar sobre isso – e, realmente, agora eu estou e cheguei aqui. Agora eu estou diretamente no chão da escola, ajudando na Harmonia, diretamente ajudando nos grupos cênicos da escola, fazendo um trabalho. Vai ter muita coisa bacana esse ano”, prometeu.

Já Rodrigo Xará, citado duas vezes pelo carnavalesco, fez questão de colocar o mérito pela permanência do profissional em toda a equipe, não apenas nele: “Eu não queria levar esse mérito sozinho, porque acho que, na Dom Bosco, todo mundo tem. Eu conheci o Fábio desde os tempos da Imperador do Ipiranga. Lá se vão mais de dez anos. Eu tinha mais proximidade com ele, então eu fui lá falar com ele. Mas todo mundo conversou, todo mundo se entendeu e faz parte errar. É uma família, no fim das contas. A gente briga em casa, a gente faz um monte de coisa e nada melhor do que a gente sentar e conversar. Todo mundo entendeu, todo mundo é adulto e se virou. Agora, está todo mundo feliz e ninguém lembra mais que brigou. É o mérito da escola. A Dom Bosco é uma escola legal, de paz. É natural ter essas confusões, porque a gente cresceu muito. A gente viu o que aconteceu porque a gente cresceu, vale a pena falar. Mas, hoje, a gente entendeu o que é, entendemos como joga o jogo e vamos jogar. Vamos lá, vamos brigar”, finalizou.

Mancha Verde promove tradicional Festa de Dia das Crianças com entrada gratuita

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A escola de samba Mancha Verde convida toda a comunidade para celebrar o Dia das Crianças em grande estilo com a sua já tradicional festa, que acontece no domingo, 12 de outubro, na quadra da escola. O evento é totalmente gratuito e promete um dia inesquecível de diversão para os pequenos e suas famílias.

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A festa terá início às 12h e contará com uma programação especial recheada de alegria e entretenimento. Entre as atrações, estão os brinquedos infláveis, que garantem a adrenalina e a energia da criançada. Além disso, haverá muita recreação com atividades lúdicas e interativas.

Para fechar o dia com chave de ouro, o palco da Mancha Verde receberá o Show com Teleco e Teco, dupla querida pelo público infantil, que trará música e muita animação. Para completar a festa, será oferecido lanche e refrigerante para todas as crianças presentes, reforçando o compromisso social da escola de samba em proporcionar um dia de felicidade e cuidado.

A Mancha Verde, conhecida por sua força no Carnaval e por seu engajamento social, abre suas portas para a comunidade em mais uma iniciativa que valoriza a infância e o direito ao lazer. É um convite para que pais, responsáveis e crianças celebrem juntos este dia especial em um ambiente seguro e festivo.

Serviço
Evento: Festa de Dia das Crianças da Mancha Verde
Data: Domingo, 12 de outubro (Dia das Crianças e feriado nacional)
Horário: A partir das 12h
Local: Quadra da Mancha Verde
Endereço: Rua Norma de Luca, 550 – Barra Funda/SP
Entrada: Gratuita
Atrações: Brinquedos infláveis, recreação, lanche e refrigerante para as crianças, show com Teleco e Teco

Parceria entre União de Maricá e marca de moda produz coleção de estampas com traços culturais da cidade

O empreendedor do segmento moda, Italo William, proprietário da marca O Tal do Bonequinho, depois de lançar estampas retratando as regiões da cidade do Rio de Janeiro, firmou parceria com a escola de samba União de Maricá, que desfila na série ouro do Carnaval, e lança, no início de outubro, uma coleção exclusiva totalmente inspirada na cidade. São blusões, camisas, shorts, calças jogger, macacões e saias a gênero que exibem características marcantes do município da região metropolitana do Rio de Janeiro como, por exemplo, as praias, a orla, o mestre-sala e porta-bandeira da agremiação, o esporte representado pelo Maricá Futebol Clube, que disputa a série D do Campeonato Brasileiro.

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Foto: Divulgação

Segundo Italo William a ideia da coleção surgiu da aposta da União de Maricá com a expertise da marca O Tal do Bonequinho. “Estamos trazendo um olhar futurista sobre a cidade, mostrando o valor cultural do futebol e da escola de samba e, claro, tem a minha memória afetiva de Maricá. Ao pensar na criação da estampa, eu recorri muito às minhas lembranças. Conheço bem a cidade. As minhas criações passam por minhas vivências”, conta o empreendedor Italo.

Ele destaca também a união dos parceiros o designer Pandro Nobã, a styling Isadora Neves e a fotógrafa Márcia Otto.

O presidente da agremiação, Matheus Santos, disse que a parceria com o empreendedor Italo William é positiva. “A marca tem identidade forte e conecta moda e cultura popular, o que fortalece a imagem da nossa escola e amplia a visibilidade da cultura de Maricá. É um orgulho imenso observar a nossa cultura traduzida em moda, valorizando as nossas raízes, permitindo que cada peça carregue a essência e a história de Maricá”, avalia.

“As estampas não possuem ligação direta com o enredo ‘Berenguendéns e Balangandãs’, mas cumprem um papel fundamental ao exaltar a cultura e os símbolos de Maricá. Dentro da escola, a repercussão tem sido extremamente positiva, porque a coleção reforça nossa identidade local, desperta o sentimento de pertencimento e faz com que cada integrante se reconheça na União de Maricá também fora da avenida”, destaca Matheus Santos. Perguntado sobre qual seria a forma a coleção contribui para a valorização da União de Maricá fora do carnaval, o presidente disse que a coleção amplia a presença da União de Maricá para além da avenida.

Matheus Santos conta que a coleção vai levar a identidade da escola para o dia a dia das pessoas. “Ao vestir as peças, cada pessoa se torna também um porta-voz da nossa cultura e da nossa história, mostrando que a escola é viva o ano inteiro e não apenas no desfile. A mensagem é de pertencimento, orgulho e valorização da nossa cidade. Queremos mostrar que Maricá tem uma cultura rica, que merece ser vista e reconhecida. Essa coleção é uma forma de afirmar nossas raízes, fortalecer nossa identidade e unir ainda mais a comunidade em torno da União de Maricá”, explica Matheus.

O empreendedor conta que a União de Maricá analisou o trabalho da marca. “A diretoria percebeu o potencial do nosso trabalho que está sólido no mercado da moda. O bom gosto das estampas passa pela confiança mútua que as parcerias exigem. Estou feliz com a criação e o desenvolvimento da coleção, porque há intensa participação da minha memória afetiva. Tudo está nas minhas vivências. São elementos que me trazem também a lembrança de minha avó Alaíde Neri, costureira de reconhecimento pela competência e amor à arte da costura. Cresci observando o talento da minha avó e da minha mãe. Hoje quando eu vejo as peças prontas, fico muito feliz”, conta, Italo, sem esconder a emoção.

Sobre o impacto que ele espera acontecer nos clientes, o empreendedor comenta que está batendo uma certa ansiedade. “Espero perceber a satisfação, a alegria refletida no brilho nos olhos dos clientes. “Será uma emoção de nível dez! Vai bater aquele orgulho bonito ao encontrar as pessoas vestidas com as peças da coleção, que resultou de uma parceria muito ajustada com a escola de samba União de Maricá. Sinto orgulho de observar que a cada dia cresce mais e mais a vontade do consumo pela moda popular brasileira. A identificação com a história do cliente é grande e faz a diferença. O Tal do Bonequinho vai muito além da venda pela venda, de peça por peça. Ela carrega uma história linda e com muito afeto para quem a conhece e consome”, conclui Italo William.

Teresa Cristina é atração de amanhã no Polo Educacional Sesc

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O Centro Cultural do Polo Educacional Sesc recebe amanhã, 8 de outubro, às 20h, a cantora Teresa Cristina, uma das vozes mais marcantes do samba contemporâneo, em mais uma edição do projeto Conversa & Canção. O evento integra a programação cultural gratuita de outubro do Polo e será apresentado pelo produtor musical e pesquisador Maurício Pacheco.

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Foto: Fernanda Garcia/Divulgação

Reconhecida pela interpretação e pela forma como resgata clássicos do samba e da música popular brasileira, Teresa Cristina promete um momento com o público, repleto de histórias, influências e canções que marcaram sua trajetória. O Conversa & Canção é uma série de encontros com artistas, compositores e intérpretes da canção popular brasileira, que busca revelar os processos criativos e o significado poético e simbólico das composições.

Além de Teresa Cristina, dia  29 de outubro, às 15h, é a vez de Xande de Pilares subir ao palco. Dono de um timbre inconfundível e uma energia contagiante, o cantor ganhou projeção como vocalista do grupo Revelação e hoje é uma das vozes mais fortes na música brasileira. O mês ainda conta com atrações do projeto Sonora Brasil e espetáculos teatrais que celebram a diversidade cultural brasileira.

Confira a programação completa:
08/10, 20h – Teresa Cristina – Conversa & Canção, apresentado por Maurício Pacheco – Música
• 17/10, 10h e 15h, 18/10, 15h – Hoje é dia de Rock, com a Cia. Nós do Palco (Escola Sesc de Ensino Médio) – Teatro
• 29/10, 15h – Xande de Pilares – Conversa & Canção, apresentado por Maurício Pacheco – Música
• 30/10, 20h – Amor de baile, com WDO Produções – Teatro

Serviço
Local: Polo Educacional Sesc – Av. Ayrton Senna, 5.677, Barra Olímpica, Rio de Janeiro
Entrada gratuita | Ingressos distribuídos 1h antes do início de cada atividade
Estacionamento gratuito sujeito à lotação
Informações: [email protected] | (21) 3214-7404
Programação completa: poloeducacionalsesc.com.br

Veja o clipe oficial do samba-enredo da Vila Isabel para o Carnaval 2026

Presidente da Beija-Flor celebra sucesso do reality que escolheu novos intérpretes: ‘Foi um sucesso’

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O presidente da Beija-Flor de Nilópolis, Almir Reis, exaltou o sucesso do reality “A Voz do Carnaval”, que coroou Jéssica e Nino como os novos intérpretes da escola para o Carnaval 2026. O programa, fruto de parceria entre Multishow, Globoplay, AfroReggae, Formata e a escola, permitiu à comunidade e ao público acompanhar de perto o processo de sucessão vocal após a aposentadoria de Neguinho da Beija-Flor.

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Foto: Marielli Patrocínio/CARNAVALESCO

“Eu acho que foi um sucesso. O pessoal do AfroReggae… me surpreendeu. Acho que isso aí tem tudo para somar, não só para o programa, mas para o mundo do samba”, afirmou Almir, reforçando que o reconhecimento do projeto junto ao legado de Neguinho é fundamental.

A final surpreendeu ao coroar dois intérpretes em vez de apenas um, decisão que refletiu não só o desempenho dos finalistas, mas também o desejo de inovação por parte da direção da escola.

“Como eu falei, o Neguinho é insubstituível, mas eles estão fazendo o papel deles muito bem e acho que a gente vai fazer um bom trabalho na avenida. Vocês vão ver que a gente não vai deixar a desejar, que eles dois são muito bons”, disse ele.

A troca de vozes representa um novo ciclo para a escola: saindo do ciclo Neguinho, mas mantendo a ambição de construir sob nova direção vocal. Almir disse que os vencedores precisarão “presença de espírito e equilíbrio” para lidar com a pressão da Sapucaí.

“Além da emoção da avenida, é a emoção de olhar e pensar: ‘Olha o lugar em que eu estou’”, comentou o presidente.

Para 2026, a Beija-Flor optou por levar para a avenida o enredo “Bembé”, inspirado no Bembé do Mercado, manifestação religiosa afro-brasileira tradicional da Bahia, e considerada o maior candomblé de rua.

Expectativas e desafios

A mudança vocal, o enredo de matriz afro e o formato do reality representam escolhas ambiciosas e simbólicas para a escola. Se bem executados, podem reforçar a imagem da Beija-Flor como vanguardista, conectada com o presente e respeitosa da tradição.

Mas o desafio é grande: substituir uma voz histórica como a de Neguinho, agradar a comunidade exigente e impressionar o público da Sapucaí sob nova sonoridade.

Unidos da Ponte aposta em renovação de todos os segmentos para o Carnaval 2026

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Renovação parece mesmo ser a principal aposta da Unidos da Ponte para o Carnaval 2026. Desde o fim da última temporada, a escola de São João de Meriti anunciou a contratação de novos nomes para os principais segmentos da agremiação. Do carnavalesco à direção de carnaval, passando pela coreógrafa da comissão de frente, pela ala de passistas e, até mesmo, pelo comando da bateria “Ritmo Meritiense”, a azul e branco se prepara para encerrar o segundo dia de desfiles da Série Ouro, no sábado de carnaval.

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Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

Em entrevista ao CARNAVALESCO, o novo diretor de carnaval, Camarão Netto, afirmou que a renovação da escola é uma das estratégias da atual gestão para fazer um grande carnaval. “Viemos com mudanças drásticas em todos os segmentos. Isso mostra que a escola está adotando um pensamento diferente. A Ponte vai brigar, sim, para estar lá nas cabeças da Série Ouro”, afirmou Netto, que passou pela direção de carnaval de escolas como União de Jacarepaguá, Acadêmicos da Rocinha e Acadêmicos da Abolição.

A agremiação também trouxe de volta ao Rio o carnavalesco Nicolas Gonçalves, que em 2025 assinou o desfile da Acadêmicos do Tucuruvi no Grupo Especial de São Paulo. Ele será o responsável pelo enredo que fechará os desfiles da Série Ouro. Além dele, a escola reforçou seu time com o casal Thiaguinho Mendonça e Jessica Ferreira, a coreógrafa Juliana Frathane, o diretor de harmonia Alexandre Dias, a diretora artística Nath Menezes, os coordenadores de passistas Thamires Matos e Bruno Bezerra, o enredista Cleiton Almeida e os mestres de bateria Alex Vieira e Juninho.

Sobre a posição da Ponte no encerramento dos desfiles de 2026 da Série Ouro, Camarão Netto afirmou que é um desafio que a escola meritiense entra com toda a força da sua história. “Fechar o Carnaval da Série Ouro é uma responsabilidade de uma escola grande. A Ponto é uma escola de peso, com mais de 70 anos de idade, e irá apresentar um grande Carnaval à altura do seu nome e da sua bandeira”, finalizou.

Sidnei França exalta baluartes da Mocidade Alegre e reflete sobre ser o Sambista Imortal de 2025

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O 24 Horas de Samba, evento anual organizado pela Mocidade Alegre para comemorar o próprio aniversário, tem uma tradição: eleger um Sambista Imortal. Em 2025, pela primeira vez na história da festividade iniciada em 1972, houve uma ‘brecha’ em uma das tradições para a escolha: normalmente, o indicado não é ligado à Morada do Samba; mas, na temporada atual, Sidnei França recebeu a honraria. Criado na Mocidade Alegre não apenas enquanto profissional, Sidnei França falou sobre a honraria com o CARNAVALESCO durante o evento.

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Foto: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Surpresa

Ao ser perguntado se esperava ser eleito o Sambista Imortal, Sidnei França fez questão de explicar o ponto de vista para a reportagem: “Eu não esperava por dois motivos. O primeiro deles: por eu ter uma história muito forte aqui – e essa história nem é tão antiga. No Carnaval de 2026, vão fazer dez anos do último que eu fiz na Mocidade Alegre – que foi em 2016, ‘Ayô – A Alma Ancestral do Samba’. Não é uma história antiga, uma história superada – ainda mais em tempos de rede social. Todo mundo entra no YouTube e pode ver os desfiles, é a gestão da Solange na qual eu atuei, que é atual presidente. Eu não esperava por eu ter atuado na escola muito recentemente e também não esperava agora. Daqui a 20 anos, talvez”, surpreendeu-se.

Reflexo de um pensamento maior

Na visão de Sidnei, elegê-lo enquanto Sambista Imortal traz uma contemplação sobre os dias que virão na folia paulistana: “Entendo que ser homenageado agora é reflexo de, talvez, a necessidade de renovar a identidade dos sambistas em São Paulo. De olhar e falar para onde São Paulo está apontando como manutenção das tradições, o respeito à ancestralidade do samba. A gente vive tempos no Carnaval de São Paulo muito decisivos para o que a gente quer para os próximos 20, 30, até 50 anos. A Mocidade sempre foi uma escola de vanguarda e continua sempre apontando para o futuro e falando o que quer para o mundo do samba – e a Mocidade deve olhar para mim como não só o fruto da própria história dela, mas como alguém que, hoje, defende muito a bandeira do samba para além de mais um carnaval”, refletiu.

O próprio carnavalesco segue: “A Mocidade Alegre dá um recado com a escolha do meu nome para Sambista Imortal para falar que nós precisamos, hoje, enxergar caminhos para um futuro do samba de São Paulo. Um samba que ainda respeita suas origens, seu berço e seu caminho. Hoje eu trabalho no Rio, mas eu ainda sou muito ligado ao Carnaval de São Paulo. Não só identitariamente, mas afetivamente, estou aqui torcendo. Não vou participar para 2026, mas estou torcendo por muitas escolas que eu tenho passagem, que eu tenho carinho. A Mocidade Alegre, ao me escolher, sinaliza o olhar para o futuro e entender que sambista o Carnaval de São Paulo está legando para o amanhã”, revelou.

Respeito às coirmãs

Mesmo estando há décadas na Mocidade Alegre, Sidnei começou a assinar desfiles em 2009, em uma Comissão de Carnaval – por sinal, ele teve um único desfile solo em tal posto: o já citado ‘Ayô – A Alma Ancestral do Samba’. Do Limão, foi para outras escolas de samba, como ele próprio relembra: “Eu sempre digo que, além de ganhar ou perder mais um carnaval, eu quero sempre honrar as cores das bandeiras por onde eu passo. Depois da mocidade eu fui pra Vila Maria: foi uma história curta, mas intensa. Eu procurei respeitar aquela comunidade. Fui para os Gaviões, respeitei a identidade de não usar verde, de ser torcida. Fui para o Águia de Ouro, e falam que a escola é fechada, mas eu respeitei a identidade da escola. Fui para o Vai-Vai, que é um colosso. Não sou eu que preciso falar sobre Vai-Vai: é uma escola que transcende o que é ser escola de samba. E, mesmo assim, procurei honrar a história e respeitar a Velha Guarda, as baianas, a bateria, a comunidade”, detalhou.

Memórias doces e simples

Quando perguntado sobre um momento especial na Mocidade Alegre, Sidnei França mostrou um sentimento de ser da comunidade como poucas vezes foi visto. Ao invés de falar um dos quatro títulos conquistados na escola ou de algum grande desfile, ele lembrou de instantes muito mais intimistas: “Eu lembro, olha só, quando a Solange comprou o primeiro projetor para projetar o conteúdo das oficinas socioculturais da Mocidade; porque, até então, a gente pegava emprestado do Rosas de Ouro, que era uma escola mais rica e poderosa – e a Mocidade não tinha a mesma estrutura. E a gente emocionado por um projetor! Eu lembro quando a Solange comprou o primeiro caminhão da Mocidade Alegre, a gente chorando porque, agora, a gente tem um caminhão. Isso não é o que a avenida traduz, não é o título: é aquilo que você vive dentro dos domínios de uma escola de samba”, disse.

Pouco depois, com um olhar mais macro não apenas sobre a própria história na Morada do Samba como também em relação à própria agremiação, Sidnei relembrou como, pouco a pouco, ele foi crescendo juntamente com a escola: “É uma vida nessa escola de samba. Eu não tenho uma memória, eu tenho várias. Eu lembro quando a Solange assumiu a Mocidade: era uma escola que não tinha performance de organização, não tinha uma estrutura – e nós nos unimos. A Solange montou uma Comissão de Carnaval e eu não era carnavalesco: eu era integrante de uma Comissão de Carnaval que não era pra criar o Carnaval, era uma espécie de uma direção de Carnaval que era para organizar as coisas e retomar o rumo da escola. Foi o momento decisivo para tirar a Mocidade do buraco, do sufoco que ela se encontrava. E eram coisas muito bobas que, para a gente, fazia sentido”, destacou.

Baluartes

Ainda falando sobre memórias, Sidnei fez questão de, dentre tantos nomes que colaboraram para a formação dele enquanto carnavalesco e cidadão, foram fundamentais para a história da Mocidade Alegre como um todo: “A Solange é uma pessoa muito oito ou oitenta. Ela é muito de personalidade forte. Tem gente que fala que essa mulher é muito brava, mas eu aprendi com ela que a determinação é a mãe do resultado. Tudo que, hoje, eu faço no Carnaval, eu aprendi na Mocidade Alegre. Seo Juarez primeiro, Elaine, depois Solange”, afirmou.

Por fim, ele pontuou o motivo pelo qual cada um desses baluartes tornou-se um exemplo: “Cada um trouxe um exemplo. Seo Juarez me deu o exemplo de identidade: seja autêntico, seja você. Elaine trouxe a sensação de valorização de cultura: seja um sambista orgulhoso da sua cultura e não deixa ninguém te desmerecer. E a Solange trouxe a determinação de se fazer bem feito o que se propõe a fazer. Hoje, eu sou o resumo de quem me formou sambista. Eu vejo a Mocidade Alegre como o meu berço enquanto sambista, mesmo”, emocionou-se.

Via de mão dupla

Solange Cruz, presidente da Mocidade Alegre, também fez questão de exaltar o, agora, Sambista Imortal da Mocidade do Samba: “É um filho que ganhou o mundo! Saiu daqui de casa, foi criado aqui, no nosso terreiro, no nosso chão. O Sidnei, com toda a família, fez parte da Mocidade Alegre desde lá de trás. Realmente, o Sidnei cresceu na Mocidade Alegre. A mãe dele era da ala Em Cima da Hora e eles participaram de várias ações, de várias coisas dentro da escola. E essas oportunidades ele foi tendo aqui”, recordou, citando o tradicionalíssimo que desfilou por 54 anos na Morada do Samba e foi reconhecida na final do samba-enredo da Mocidade Alegre de 2025.

Janja visita barracão da Acadêmicos de Niterói e confirma presença no desfile que homenageará Lula

A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, visitou nesta segunda-feira o barracão da Acadêmicos de Niterói, localizado na Cidade do Samba, no Rio de Janeiro. Durante o encontro, a socióloga conheceu os preparativos da escola para o Carnaval 2026 e confirmou presença no desfile que prestará homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Marquês de Sapucaí.

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Foto: Diego Mendes/Divulgação Niterói

Recepcionada pelo presidente da agremiação, Wallace Palhares, e pela primeira-dama da escola, Amanda Palhares, Janja percorreu os setores de confecção de fantasias e alegorias. O carnavalesco Tiago Martins e o enredista Igor Ricardo apresentaram à visitante os detalhes do enredo e explicaram como a homenagem será traduzida na avenida.

A visita também contou com a presença das ministras Anielle Franco (Igualdade Racial) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), além de Elmo José, diretor de varnaval da Liesa; Marcos Vinicius, prefeito da Cidade do Samba; e o carnavalesco e comentarista Milton Cunha.

Com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a Acadêmicos de Niterói será a primeira escola a desfilar no domingo, 15 de fevereiro, abrindo oficialmente os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026.

Imperatriz Leopoldinense prepara grande festa para coroar Iza como rainha de bateria

A Imperatriz Leopoldinense prepara uma tarde de pura emoção e samba no pé para celebrar oficialmente a coroação de Iza como rainha de bateria da escola. A festa acontece no próximo domingo, 26 de outubro, na quadra da agremiação em Ramos, e promete reunir comunidade, admiradores e grandes nomes do mundo do samba.

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Domingo de festa com samba, feijoada e coroação

O evento contará com show de Tiee, apresentação da bateria “Swing da Leopoldina” e a tradicional feijoada da Imperatriz, uma das mais queridas pelos sambistas cariocas. A coroação marca a estreia oficial de Iza à frente dos ritmistas comandados por Mestre Lolo, em um momento aguardado com grande expectativa pela comunidade.

“Vai ser um domingo inesquecível, com muito samba e alegria para marcar o início de um novo ciclo ao lado da nossa Rainha Iza”, destacou a diretoria da escola.

Ingressos e informações

Os ingressos de pista e mesas já estão disponíveis para compra pela Sympla, enquanto os camarotes podem ser reservados pelo telefone (21) 98317-6137.

A Imperatriz se prepara para o Carnaval 2026 com grandes expectativas após o título conquistado em 2023 e o vice-campeonato em 2024. Com o carisma e a força de Iza à frente dos ritmistas, a escola busca repetir o brilho dos últimos carnavais e seguir entre as protagonistas da Marquês de Sapucaí.

📍 Serviço
Evento: Coroação da Rainha Iza
Data: 26 de outubro (domingo)
Local: Quadra da Imperatriz Leopoldinense – Ramos
Atrações: Tiee, Bateria da Imperatriz e feijoada especial
Ingressos: Sympla
Camarotes: (21) 98317-6137