No próximo domingo, 12 de outubro, o Beco do Rato promove, pela primeira vez, uma programação especial dedicada ao Dia das Crianças. A tradicional casa de samba da Lapa abrirá suas portas para uma festa voltada às famílias, com entrada gratuita até 14h para pais e/ou mães acompanhados de filhos. Além da música, o público poderá aproveitar o já tradicional almoço de domingo disponível no cardápio da casa, e as crianças terão à disposição brinquedos como pula-pula, garantindo diversão para todas as idades.
A tarde começa com uma roda de samba inédita, formada exclusivamente por músicos mirins, que já despontam como promessas do gênero. Entre eles, destaque para Moleke Cris e Moleke Badi, irmãos que cresceram embalados pelo ritmo e hoje encantam plateias com talento, carisma e uma impressionante naturalidade no palco. Cris iniciou no canto aos 7 anos, enquanto Badi, ousado e irreverente, já domina a percussão, cavaquinho e banjo desde a primeira infância.
Acompanhando a dupla, jovens prodígios do samba: Neco e Theo (filhos do músico Cuquinha e netos de Sombrinha), Renanzinho (filho de Naldinho, do grupo Balacobaco), Nathan Gusmão (multi-instrumentista de apenas 11 anos, já com passagens ao lado de nomes como Dudu Nobre e Tiee), Henri (filho do músico Riquinho, hoje no grupo Nos Pagodes da Vida), Cadu Batuqueiro (10 anos, ritmista da Estrelinha da Mocidade e mestre-sala na Filhos da Águia) e a cantora Yullie Maciel, que vem conquistando espaço com sua voz marcante.
Após a apresentação dos pequenos, a festa segue com a roda de samba comandada por Leonardo Bessa, intérprete oficial do Salgueiro e nome consolidado na cena carioca, que promete um show cheio de energia, com sucessos e homenagens à tradição do samba.
“Para nós é uma alegria imensa abrir as portas do Beco do Rato para celebrar o Dia das Crianças. É um momento de renovação do samba, de ver a garotada já brilhando nos palcos, e também de proporcionar às famílias um domingo de música, lazer e convivência”, destaca Lúcio Pacheco, sócio do Beco do Rato.
O Dia das Crianças no Beco do Rato promete ser uma celebração inesquecível, unindo gerações em torno da cultura do samba, da amizade e da alegria.
A disputa de samba da Unidos do Jacarezinho avançou mais uma etapa. Após a primeira eliminatória realizada na última sexta-feira com oito parcerias na quadra da escola, a direção definiu as seis obras que estarão na semifinal do concurso que escolherá o hino oficial para o enredo “O ar que se respira agora inspira novos tempos”, uma homenagem ao cantor, compositor e ator, Xande de Pilares.
Confira as parcerias classificadas
Samba 1 – Partidinho da Mangueira, Serginho Raiz do Jacaré, Papai Noel do Leblon, Vitória Gomes, Rômulo Nazareth e Gilmar Olímpio
Samba 2 – Macambira, A. Campeão, Juruna Zona Sul, Waltinho Xavier, Lício Pádua, Robinho da Portela, Jorginho PQD e Darlem Chopp Brahma
Samba 4 – Edson Jacaré, Claudio Vagareza , Fabrício Amaral, Cosme Araújo, Roxinho, Sidnei Miranda, Nino Smith e Henrique César
Samba 5 – Neguinho da Beira, Marcelo Poesia, Bruno Camarote, Hailton Lima, Ricardo Construção, Vinícius Bin Laden, Dudu de Paula e Cristiane Mazarim
Samba 6 – Paulinho Bandolim, Tomate Show, Rodrigo Jacopetti, Bruno Dallari, Godoi, Guto Cachaça, Dodô Ananias e Rafa Cria
Samba 8 – Pedrinho da Flor, Karlinhos Madureira, Jorge Matos, Alexandre Cabeça, Hugo Rosa, Regiane Guerra, Josemar Manfredini e Alemão SP
A semifinal do concurso acontece no próximo sábado, 11 de outubro, durante a edição mensal da Feijoada do Jacarezinho. A festa começa a partir das 14 horas na quadra da escola recebendo a apresentação do grupo S.E.R. – Samba Enredo de Raíz, do cantor Bill Bem Mais e o show do cantor Dudu Nobre. A festa contará com a coroação da rainha da bateria Show Mil de mestre Pelezinho, Karen Lopes.
A quadra da escola fica localizada na Avenida Dom Hélder Câmara nº 2233. A entrada é franca e as mesas estão à venda no Sympla https://www.sympla.com.br/evento/feijoada-do-jacarezinho/3153727. A mesa para 4 pessoas com feijoada sai por R$ 150,00. A grande final está marcada para o dia 17 de outubro.
O próximo sábado promete ser de muita animação e reencontros na quadra da União de Maricá. A partir das 13h, a escola abre as portas para a Feijoada da Maricá, que terá um sabor ainda mais especial com o pontapé inicial dos ensaios de comunidade rumo ao Carnaval 2026. O evento contará com entrada solidária mediante doação de 1kg de alimento não perecível.
A programação será marcada por grandes atrações. O Salgueiro e o Império Serrano participarão da festa, levando seus grandes clássicos à cidade. O grupo Os Puxadores do Samba será responsável por comandar um show repleto de sambas-enredo que marcaram época, com os intérpretes Wantuir, Marquinhos Art’Samba, Bruno Ribas, Tinga e Serginho do Porto.
Além da boa música, o público poderá saborear a tradicional feijoada, servida ao valor de R$ 40,00. As mesas serão gratuitas, mas limitadas e distribuídas por ordem de chegada.
Em 2026, a escola será a sexta a desfilar no sábado, 14 de fevereiro, pela Série Ouro, com o enredo “Berenguendéns e Balagandãns”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira.
Serviço
Feijoada da Maricá
Data: 11 de outubro (sábado)
Horário de início: 13h
Endereço: Rodovia Amaral Peixoto, 29024 – Centro de Maricá
Atrações: Os Puxadores do Samba, Salgueiro e Império Serrano
Entrada solidária: 1kg de alimento não perecível
Feijoada: R$ 40,00
Mesas: Gratuitas (limitadas por ordem de chegada)
Em parceria com a Tijuquinha do Borel, a Unidos da Tijuca abre inscrições para os adolescentes que desejem desfilar em ala no enredo que homenageia Carolina Maria de Jesus no Carnaval 2026. Para os interessados em desfilar é necessário ter entre 12 e 17 anos e comparecer à quadra de ensaios que fica na Avenida Francisco Bicalho n° 47 – Santo Cristo, todas as quintas de 19h às 21h. A agremiação também realiza o preenchimento das últimas vagas para as alas da comunidade.
As mães que desejarem, também poderão se inscrever e desfilar em ala específica que ficará próxima ao grupo de seus filhos. Para os interessados em desfilar é necessário apresentar os seguintes documentos: cópia do RG do responsável, cópia do RG ou certidão de nascimento do adolescente, declaração escolar, comprovante de residência e 1 foto 3×4. Vale lembrar que os segmentos da escola e componentes inscritos para as alas devem comparecer aos treinamentos, que ocorrem todas as quintas, para terem direito à fantasia.
“A procura pelas inscrições está bem grande. A comunidade tijucana é o trunfo do nosso desfile. Quem não se apressar para o recadastramento ou quem quer desfilar conosco pela primeira vez, pode não conseguir, se demorar a se inscrever” – alerta o diretor de carnaval Fernando Costa.
A Unidos da Tijuca desfilará na segunda-feira de carnaval, dia 16 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí pelo Grupo Especial do carnaval carioca com o enredo “Carolina Maria de Jesus” assinado e desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira.
O domingo (05 de outubro) de Sol e calor na cidade de São Paulo teve um anúncio importante na Vila Nova Savoia, na Zona Leste da cidade. Na quadra da Imperatriz da Pauliceia, agora oficialmente chamada de Palácio da Imperatriz, a Princesinha da Zona Leste apresentou, de maneira oficial, o samba que embalará o desfile de “Congá, o altar sagrado da minha fé”, desenvolvido pelos carnavalescos Leandro Santana, Francis Santos e Fran da Vila, que será o segundo a ser apresentado no Grupo de Acesso II – pelotão que desfilará no dia 07 de fevereiro. A canção foi composta por Léo PZ, André Valencio, Sukata, Daniel Rizzo, Pingo Nascimento, Vitor Neto, Wil, PH, Jadson Fraga e Tubino. Presente em eventos importantes para as escolas de samba paulistanas, o CARNAVALESCO entrevistou figuras importantes da agremiação para descobrir detalhes e buscar a repercussão em volta da canção.
Diretor da ala musical da Imperatriz da Pauliceia, Eduardo Formiga destacou o que a agremiação, que realizou uma eliminatória interna, pediu para os grupos interessados em inscrever sambas na disputa: “O que a gente passou para os compositores é que queríamos um samba leve, um samba solto, e que agregasse ao propósito que o trio de carnavalescos pediu da sinopse. Um samba com muito axé, com muita alegria e explosão para contagiar não só a escola como também os simpatizantes e a galera que vai estar nos assistindo na nossa noite de desfile, se Deus quiser”, destacou.
A parceria vencedora tem alguns nomes que fazem parte do grupo que costuma assinar sambas do Barroca Zona Sul – agremiação que se especializou em desenvolver temáticas afro e canções premiadas. Para Formiga, a familiaridade dos nomes em questão ajudou a Imperatriz da Pauliceia: “Todas essas experiências deles agregaram demais para o nosso samba. Quando chegou aqui, a gente ouviu e logo pensamos que esse samba vai brilhar na avenida. A gente foi ouvindo tudo, eliminamos algumas coisas e outros sambas, incluímos outras e vimos que era esse. Quando afunilou a disputa, a gente sentou e viu que já não tínhamos mais dúvidas em relação ao campeão da disputa. Foi só levar para o estúdio e a criação saiu como a gente imaginava. O filho está pronto, agora é só soltar para a galera. E eu espero que a galera curta, goste e cante com a gente”, destacou.
O próprio diretor musical inaugurou uma lista de pessoas importantes na Imperatriz da Pauliceia que elogiaram o samba-enredo: “A gente ficou emocionado com o samba finalizado. É um samba muito bom, agregou demais à expectativa que a gente tinha. Ele já chegou muito legal e ele finalizado é ainda melhor, com alguns ajustes que foram feitos. A ala musical está fazendo um trabalho em conjunto com a bateria, que deu uma somatória super positiva para a gente fazer esse trabalho para 2026, se Deus quiser”, comemorou.
Falando em elogios…
Maralice Lazarini, presidente da Imperatriz da Pauliceia, também fez elogios à obra, detalhando a presença de outros quadros importantes na composição: “Gostei do samba! Foi um samba que nós trabalhamos bastante, nós nos empenhamos muito. Teve muita gente colocando a mão: os compositores foram sensacionais, eles adequaram bem ao que a gente queria. O Dom Junior ajudou bastante os meninos, ele e a Rafa estiveram sempre em cima dos trabalhos na composição. Foi um trabalho a muitas mãos, mas ficou muito bacana, eu estou muito satisfeita”, afirmou.
Com a palavra, os citados
Um dos citados pela presidente Mara (como é popularmente conhecida), Dom Junior, intérprete da agremiação, também fez elogios à obra: “Eu gostei demais! Para mim é um grande samba, é um dos melhores sambas do Grupo de Acesso II. Estou muito feliz, é uma parceria diferente quem fez a composição. Tivemos muitas conversas entre nós, da escola, e os compositores em geral (em especial aos campeões, obviamente) para chegar nesse samba que estamos apresentando hoje. É um samba que, tenho certeza, vai levar a gente ao Grupo de Acesso I”, prometeu.
Rafaella Rocha, popularmente conhecida como mestra Rafa, ritmista-mor da Swing da Pauliceia, bateria da instituição, também celebrou o enredo como um todo: “Eu estou muito feliz! Esse samba é como se fosse um presente. O enredo é muito expressivo e muito significativo, principalmente para mim, que sou da religião, entendo a história de como as pessoas sofreram para ter o sincretismo e tudo mais. É um samba muito legal, muito para cima e muito gostoso para bateria trabalhar. É um samba que traz muitas possibilidades. Eu não poderia estar mais feliz”, destacou.
Enredo citado, carnavalesco entrevistado
Integrante do trio de carnavalescos da Imperatriz da Pauliceia e responsável direto pela condução do enredo (que, obviamente, dá origem ao samba), Leandro Santana foi mais um integrante da Princesinha da Zona Leste a elogiar a obra: “Eu amei, eu adorei! É um grande samba, tenho certeza que a comunidade (e não falo só da Imperatriz, falo do samba paulistano no geral) vai ficar muito feliz com o que a gente apresentou aqui hoje e vai apresentar na avenida. O samba é incrível!”, destacou.
Leandro, por sinal, observou que a temática também sofreu algumas modificações por conta da canção: “É natural a gente ter encontros para poder alinhar melhor o enredo com o samba, mas isso é uma via de mão dupla. O enredo nunca é fechado em si. Ele está sempre, também, em transformação – justamente por conta das possibilidades que o samba pode trazer para a gente enquanto criação do nosso visual. A gente alinhou tudo nesse sentido. A gente fez alterações no enredo com base no samba também buscando preservar a obra sonora – que é muito boa. Todas as muitas conversas que tivemos com os compositores foi muito harmônica para fazer a melhor obra para a Imperatriz da Pauliceia”, comentou.
Por fim, o carnavalesco afirmou que o trio representado por ele deu total liberdade para os compositores da eliminatória: “As alterações que nós solicitamos foram pontuais. Não teve nenhuma questão objetiva que a gente tenha falado que precisava ou não precisava ter. A gente conversou com muita naturalidade com todos eles, mesmo. A obra que a gente está levando para a Avenida é muito próxima da que os próprios compositores criaram. Os ajustes foram pequenos, foram mais pontuais”, finalizou.
Mais sobre o evento
Além da apresentação do samba-enredo, a tarde no Palácio da Imperatriz teve uma série de outras atrações. A festividade começou com a formatura da escolinha da bateria – com ritmistas de várias faixas etárias, diga-se. O terreiro foi oficialmente aberto com o hino da agremiação e pontos de Ogum e Iansã.
Os novos casais da agremiação (o mirim, formado por Breno e Laura; o terceiro, por André Gogoi e Isabella Bueno; e o segundo, por Fernando Cunha e Gabriella Giovana) foram apresentados para a comunidade, e o pavilhão de enredo também foi trocado.
Logo na sequência, um dos grandes momentos da tarde: a coroação de Kamila Simioni, nova rainha da Swing da Pauliceia. Além de sambar, ela também discursou para os presentes. E, por fim, enquanto o samba-enredo de 2026 era apresentado, os segmentos da Princesinha da Zona Leste se apresentaram – comissão de frente, Ala das Baianas, Velha Guarda, Ala das Crianças e Passistas e Malandros.
COMPOSITORES: Wagnão, Rony Sena, João Vidal, Vinícius Moro, Renan Diniz, Paulo Beckham, JotaPê e Gigi da Estiva
INTÉRPRETE: Tem-Tem Jr.
HOJE MIRANDO O HORIZONTE
EU VI UMA “TERRA” PRA LÁ DE ESTRANHA
OLHOS VIDRADOS NO CÉU,
MODERNA BABEL QUE LOUCURA TAMANHA
SERÁ QUE O MENSAGEIRO DESSE CAOS SOU EU?
OU ESSE POVO AINDA NÃO ENTENDEU
QUE A FÉ NO PORVIR NÃO MUDA O AGORA
ACREDITAR QUE TUDO VAI SE ACABAR
SÓ DEIXA O MUNDO DE “PERNAS PRO AR”
ENTÃO NÃO SE CULPE
E SÓ SE PREOCUPE AO CHEGAR A HORA
DESCOBRI UM RIO DE JANEIRO BON-VIVANT
REBULIÇO CARIOCA DURA ATÉ DE MANHA
POESIA NAS CALÇADAS, FESTA BATUCADA
PARTIDEIRO VERSEJANDO PELAS MADRUGADAS
AO LONGE TAMBEM, EU VIVI FEVEREIRO
FIQUEI ENCANTADO COM TANTOS CORDOES
PRA FAZER HISTÓRIA ENTÃO FUI ENREDO
MEU SONHO ERA ESTAR ENTRE OS FOLIÕES
PERDER O JUÍZO, PRA MIM NUNCA FOI OPÇAO
MAS SEI QUE É PRECISO UM RASTRO DE INSPIRAÇÃO
VIVA O HOJE! ESQUEÇA O DEPOIS DE VEZ
ESSE É MEU CONSELHO A VOCÊS
ILHA… TE ENTREGO COM CARINHO O MEU DIÁRIO
LIÇÕES DESSA JORNADA QUE BENDIZ
SER PRESENTE É O SEGREDO PARA SER FELIZ
CORAÇÃO INSULANO BATE DENTRO DO PEITO
APRENDI A TE AMAR, AGORA NÃO TEM JEITO
UM DIA EU VOLTO PRA TE VER, MEU GRANDE AMOR
UNIÃO DA ILHA DO GOVERNADOR
Compositores: Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal
FINQUEI MINHA RAIZ
NO EXTREMO NORTE ONDE COMEÇA O MEU PAÍS
AS FOLHAS SECAS ME GUIARAM AO TURÉ
PINTADA EM VERDE-E-ROSA, JENIPAPO E URUCUM
ÁRVORE-MULHER, MANGUEIRA QUASE CENTENÁRIA
UMA NAÇÃO INCORPORADA
HERDEIRA QUILOMBOLA, DESCENDENTE PALIKUR
REGATEANDO O AMAZONAS NO TRANSE DO CAXIXI
CORRE ÁGUA, JORRA A VIDA DO OIAPOQUE AO JARI
ÇAI ERÊ, BABALAÔ, MESTRE SACACA TE INVOCO DO MEIO DO MUNDO PRA DENTRO DA MATA
SALVE O CURANDEIRO, DOUTOR DA FLORESTA
PRETO VELHO, SARAVÁ
MACERA FOLHA, CASCA E ERVA
ENGARRAFA A CURA, VEM ALUMIAR
DEFUMA FOLHA, CASCA E ERVA… SARAVÁ
NEGRO NA MARCAÇÃO DO MARABAIXO
FIRMA O CORPO NO COMPASSO
COM LADRÕES E LADAINHAS QUE ECOAM DOS PORÕES
ERGO E CONSAGRO O MEU MANTO
ÀS BENÇÃOS DO ESPÍRITO SANTO E SÃO JOSÉ DE MACAPÁ
SOU GIRA, BATUQUE E DANÇADEIRA (AREIA)
A MÃO DE COURO DO AMASSADOR
ENCANTARIA DE BENZEDEIRA QUE A AMAZÔNIA NEGRA ETERNIZOU
YÁ, BENEDITA DE OLIVEIRA, MÃE DO MORRO DE MANGUEIRA
ABENÇOE O JEITO TUCUJU
A MAGIA DO MEU TAMBOR TE ENCANTOU NO JEQUITIBÁ CHAMEI O POVO DAQUI, JUNTEI O POVO DE LÁ NA ESTAÇÃO PRIMEIRA DO AMAPÁ
No último domingo, a Estrela do Terceiro Milênio realizou, em sua quadra, o “Tributo a Paulo César Pinheiro”, evento que apresentou a concepção estética que a agremiação do Grajaú levará para a avenida no Carnaval 2026. A escola inovou: à medida que as fantasias eram reveladas, a intérprete oficial Grazzi Brasil e a cantora Raquel Tobias entoavam sucessos de Paulo César Pinheiro, tema da “Coruja” para o próximo desfile. Enquanto isso, o carnavalesco Murilo Lobo explicava os momentos que cada vestimenta representava. O encerramento foi marcado por uma apoteose reunindo todas as fantasias ao som do samba-enredo de 2026.
Fotos: @woody_henrique/@sambanapista
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Após conquistar a oitava colocação no Carnaval 2025, a Milênio busca emocionar com uma homenagem especial em seu novo projeto. Intitulado “Hoje a poesia vem ao nosso encontro: Paulo César Pinheiro, uma viagem pela vida e obra do poeta das canções”, o enredo será apresentado no sábado de carnaval, quando a escola será a quinta a desfilar no Anhembi. O CARNAVALESCO esteve presente e conversou com Murilo Lobo, artista responsável pelo desenvolvimento do tema da Terceiro Milênio rumo ao próximo desfile.
Desde que chegou à Estrela do Terceiro Milênio, Murilo Lobo já desenvolveu diversos enredos. No entanto, 2026 marca a primeira vez em que ele trabalha sobre a vida de uma grande personalidade musical. O carnavalesco afirma que a trajetória de Paulo César Pinheiro trouxe inspiração e fluidez.
“Acho que só facilitou. O Paulo César Pinheiro tem uma coisa muito linda: a obra dele retrata o Brasil. Ele viajou o país inteiro e compôs canções para Minas, Amazônia, Nordeste… É um cara que ia aos lugares e compunha como se fosse de lá. Isso nos inspirou a contar a história de um menino que, aos 13 anos, tem o primeiro encontro com a poesia e escreve ‘Viagem’, o primeiro grande clássico da música popular brasileira. É maravilhoso, inspirador, um desfile cheio de delicadezas e de poesia. É incrível fazer uma homenagem dessa, e as músicas são inspiradoras. Foi muito mais tranquilo do que em outros anos e, ao mesmo tempo, muito mais instigante”, celebrou.
Fantasia politizada é a preferida do carnavalesco
Conhecido por valorizar a política na avenida, Murilo revelou que sua fantasia predileta está ligada a um samba de forte crítica social:
“A minha fantasia favorita é ‘O dia em que o morro descer e não for carnaval’. Foi uma sacada nossa trazer esse samba político, que instiga as pessoas a perceberem o poder que o povo tem. No momento tão politizado em que estamos vivendo, tive a ideia de criar uma espécie de mestre-sala esfarrapado, que desce todo armado para fazer a guerra civil. Para o público, chamo atenção especialmente para as baianas. Vai ficar muito lindo”, disse.
Foto: Nabor Salvagnini/CARNAVALESCO
Samba-enredo inspira o desenvolvimento das fantasias
Apaixonado por samba-enredo, Murilo destacou como as composições influenciam diretamente o desenvolvimento visual do desfile:
“Os poetas sempre me surpreendem. A gente faz a sinopse, acompanha as letras, mas eles levantam questões que, às vezes, passam despercebidas por mim. E aí eu insiro, seja em carro ou no chão, para ajudar a fazer a referência. Sem dúvida, o samba-enredo me ajuda bastante no desenvolvimento do desfile”, afirmou.
Reprodução das fantasias é o maior desafio
Se nos pilotos as fantasias ganham forma perfeita, a reprodução em larga escala é, segundo o carnavalesco, o grande desafio:
“A reprodução é o grande desafio. Fazer o piloto não é difícil. O problema é quando você vai para as compras: enfrenta dificuldade de mercado, coisas que não existem em quantidade. Nos pilotos, às vezes, o custo é muito alto. Temos uma baiana este ano especialmente mais cara do que fazíamos antes. Você precisa do apoio da presidência e da direção da escola, que dizem: ‘Vamos juntos’ ou ‘Não, simplifica alguma coisa’. Por isso acho que a reprodução é muito mais desafiadora”, explicou.
Alegorias terão novo formato com mudanças no regulamento
Por fim, Murilo Lobo adiantou que a escola apostará em um novo formato para suas alegorias, aproveitando alterações no regulamento.
“As alegorias contam trechos dessa história. E este ano, com a mudança no critério de julgamento, em que podemos ter mais quadripés, fizemos uma alteração na forma de apresentação do desfile, que eu acho que vai ficar bem bonita”, concluiu.
Na noite deste último sábado, o Morro da Casa Verde apresentou o samba-enredo para o Carnaval 2026. Com essa revelação da obra, a verde e rosa se tornou uma das últimas agremiações a divulgar a música que irá embalar o Carnaval no Anhembi. Para celebrar a ocasião, o evento ocorreu na Cassasp e contou com a presença das coirmãs Dragões da Real e Mocidade Unida da Mooca. Na oportunidade, também aconteceram homenagens e coroações para musa, muso, rainha e madrinha de bateria, além da exposição das fantasias de 2026 logo na entrada do local. Outros dois momentos marcantes foram os cantos de pontos de orixás e a posse do pavilhão de enredo do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira. O CARNAVALESCO acompanhou a festa e todos os detalhes do lançamento do samba-enredo.
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
Morro é sentimento
Ao falar sobre a obra para o Carnaval 2026, o presidente Diego Campos afirmou estar extremamente satisfeito com o que foi apresentado. Ele também exaltou o intérprete oficial Wantuir, que não pôde comparecer, mas segue como a grande voz da verde e rosa da Zona Norte pelo terceiro ano consecutivo.
“A gente costuma falar em todas as nossas apresentações que o Morro da Casa Verde é sentimento. E o samba também faz parte desse sentimento. O nosso compositor majoritário é o Celsinho Mody, que faz parte da família e é cria do Morro da Casa Verde. Foram muitas etapas até chegar nesse samba que vocês estão ouvindo. Espero que todos gostem, que seja unânime. Realmente é um samba que superou as minhas expectativas. Estou acompanhando o processo desde a construção, então sou suspeito para falar. E, na voz de um intérprete do tamanho do Wantuir, fica ainda melhor”, disse.
O gestor detalhou ainda mais o processo de composição. Segundo Diego, várias pessoas participaram até o resultado final. “A gente vem de uma tradição de encomendar o samba porque não precisamos ficar juntando ou cortando trechos em caso de eliminatórias. Os compositores são Chocolate, Celsinho Mody, Rubens Gordinho… Tem uma porção de nomes que, no decorrer, vêm e dão uma palavra, mas às vezes não querem assinar. Tem também o nosso amigo Sandro Bernardes, que participa bastante nas questões religiosas, além do Pai Léo. Eles sempre acompanham, principalmente quando falamos das matrizes africanas. E claro, tudo em conjunto com o nosso carnavalesco e o departamento cultural. É uma construção coletiva: todo mundo participa. Não tem esse negócio de ‘o presidente quer assim’. A gente ouve todos e tenta adequar dentro do regulamento do carnaval para trazer o melhor samba”, contou.
Processo de criação
É fundamental um texto rico de sinopse para alinhar os compositores e, assim, alcançar o melhor samba. De acordo com o carnavalesco Ulisses Bara, a ideia é sempre facilitar o trabalho dos compositores a partir do conteúdo disponibilizado.
“Quando estamos no processo do enredo e do texto, eu preciso que os compositores tenham facilidade para entender o que eu quero mostrar. Minha conversa com os compositores, principalmente com o Celsinho nesses últimos dois anos, agora entrando no terceiro, é sempre nesse sentido. Eu faço o texto em uma linguagem que o samba corresponda, que seja fácil e compreensível. Como o Celsinho mesmo diz: ‘Ulisses, pelo texto que você coloca, a gente consegue fazer o samba de uma forma como se fosse um pagode do Zeca Pagodinho’. Assim como em 2024, 2025 e agora em 2026, conseguimos manter a mesma linha de samba-enredo. Eu fiquei muito feliz e gostei demais do resultado”, declarou.
Ulisses detalhou como foi a conversa com o principal compositor do samba, Celsinho Mody. “Por exemplo: este ano, quando desenvolvi o texto, o Departamento Cultural me assessorou o tempo todo, ajudando em vários pontos. Depois que o texto ficou pronto, passei para a diretoria. Eles aprovaram e gostaram. Em seguida, passei para o Celsinho, e aí começamos a conversar. Ele respondia: ‘Beleza, quando eu tiver meio caminho andado, te mando’. E assim fomos ajustando. Ele enviava, eu lia e dava meu parecer: ‘Isso está bom, pode mexer, pode seguir’ – até chegarmos ao resultado final”, explicou.
Sobre o tema de Santo Antônio, o artista revelou que sempre quis homenagear o santo, mas decidiu engrandecer a narrativa trazendo também elementos das religiões de matriz africana. “Eu já tinha vontade de falar de Santo Antônio. O Pai Léo, do Departamento Cultural, também expressou essa vontade. Nós tínhamos alguns textos, rascunhos, e batemos o martelo. Mas não queríamos ficar apenas no catolicismo. Foi então que surgiu a ideia de trazer um ponto de umbanda, o ponto de Santo Antônio de Batalha, para destrinchar o enredo em cima dele. A história vem disso, narrada pelo Exu da Lira, que conta primeiro a devoção dele e depois a história de Santo Antônio dentro do catolicismo”, esclareceu.
Obra fácil de trabalhar
O estreante mestre Léo Bonfim opinou que se trata de um samba-enredo grandioso, com a possibilidade de explorar diversos arranjos. “É um sambaço! Temos o privilégio de contar com compositores que acompanham a escola há anos. Ano após ano, o Morro vem dando uma pedrada. Este ano não foi diferente: é um baita samba, fácil de trabalhar, bastante melódico. Já começamos a preparar novidades: mostramos hoje um spoiler com uma macumba; depois, vamos trazer uma parada no rodeio e um trecho mais forrozeado. Outra parada na parte de cima do samba também irá acontecer. Vai ter muita nuance melódica e muita coisa boa para apresentar”, concluiu.
A Lins Imperial definiu na madrugada deste domingo o seu samba-enredo para o Carnaval 2026. Com cinco sambas na final, a parceria dos compositores Paulo César Feital, Marcelo Tricolor, Sidney Sá, João Neto, Telmo Augusto, Dinny da Vila, Argentina Caetano, Gilsinho da Vila e Ricardinho Professor sagrou-se a grande campeã da disputa. Cerca de mil pessoas lotaram a quadra da escola no Lins, Zona Norte do Rio para acompanhar a grande final.
Foto: Hudson Freitas/S1 Fotografia
Em 2026, a Lins Imperial exaltará as águas cristalinas de Cachoeiras de Macacu em seu enredo, na busca ao retorno à Marquês de Sapucaí. A escola realizou a grande festa com a quadra completamente lotada e comunidade presente. Também estiveram presentes autoridades de Cachoeiras de Macacu representadas pelo Secretário de Cultura Lucas Bueno. A cidade está acompanhando de perto toda a criação do carnaval da agremiação.
A verde e rosa do Lins inovou e fez a leitura dos votos no palco para todos os presentes. Representantes dos segmentos e diretoria definiram por voto a obra que será cantada no desfile da agremiação, no domingo de carnaval, 15 de fevereiro, na Intendente Magalhães pela Série Prata.
A festa começou cedo, a partir das 18 horas a escola recebeu o público com os grandes sucessos da história do carnaval cantados pela ala musical. Na sequência, um esquenta com uma passada de cada parceria finalista na voz dos intérpretes oficiais da casa. Em seguida, foi a vez do tradicional show da escola, conduzido pelos intérpretes Ciganerey e Pedro Vapor acompanhados da bateria Verdadeira Furiosa. Símbolos maiores da entidade, os pavilhões foram conduzidos com talento e elegância pelos casais de mestre-sala e porta-bandeira Jackson Senhorinho e Manoela Cardoso e, Rômulo Diniz e Duda Calvão. Os passistas da casa prepararam uma apresentação especial para a grande noite que acabou às 2 da manhã.
Confira a letra do samba da Lins Imperial para o próximo carnaval:
É DEUS QUEM TRAÇA O DESTINO DAS ÁGUAS SOB A LUZ DO CRUZEIRO DO SUL
VEM DO SEU PRANTO AS LÁGRIMAS FARTAS
DAS FONTES QUIZANGAS DE MACACU
NA REALEZA DE OXÓSSI,
OS TRAÇOS DA NATUREZA
NA COMUNIDADE, A NOBREZA DE ORUM! PURIS SE AJUSTAM NA SERRA
OS BANTUS CULTURA E BELEZA MITOLOGIA QUE VEM DE OLORUM!
NA PROCISSÃO, O SOM DO IJEXÁ FAZ ECOAR OS RIOS E CORREDEIRAS
POVO D’OXUM, MANTENDO A DEVOÇÃO AXÉ DE ODÉ, ORAÇÃO DAS BENZEDEIRAS
REZA A LENDA QUE NASCERAM AS CACHOEIRAS DE UMA HISTÓRIA INDÍGENA, DE AMOR
DAS ÁGUAS CRISTALINAS RENASCEM A FAUNA E FLORA
COMO O CANTAR DOS SABIÁS… E O IMPONENTE JEQUITIBÁ VENTRE QUE PRODUZ A FECUNDAÇÃO
DOS POVOS ORIGINÁRIOS
TRAZEM ALIMENTOS, AS ERVAS QUE CURAM RIBEIRINHOS FAZEM O SOLO FLORESCER
AS ÁGUAS JAMAIS PODEM ADOECER
E NESTE CARNAVAL, EU VOU TE SEDUZIR DIVINA FÉ, FEITO UM RITUAL
VOU MERGULHAR E ME BANHAR DE VERDE E ROSA LAVAR A ALMA COM A LINS IMPERIAL
O enredo da Lins Imperial para o Carnaval 2026 é “Macacu — No caminho das águas cristalinas, reflete a alma da criação” e será desenvolvido pela dupla de carnavalescos Agnaldo Correia e Edgley Cunha.