
A tranquilidade de sempre e a experiência de mestre Casagrande e do intérprete Wantuir foram fundamentais na performance da Unidos da Tijuca na gravação da faixa oficial do samba para 2020. A obra foi encomendada aos compositores Dudu Nobre, Totonho, André Diniz, Fadico e Jorge Aragão.
Responsável pela produção dos arranjos da escola do Borel, o músico Alceu Maia falou sobre a tarefa de mais uma vez trabalhar com artistas experientes como Casagrande e Wantuir.

“A grande diferença é o entrosamento que a gente já tem. O Casão é super ‘relax’, super na dele. É fácil de trabalhar. Eu, por exemplo, já lidei com o Jamelão que todo mundo dizia que era mal humorado. Comigo era fantástico. Uma vez eu fiz um arranjo para Mangueira e ele que era copista de arranjo de orquestra, elogiou o meu arranjo e me deu um grande volume de folhas de papel pautado que ele tinha de presente. Foi maravilhoso. Facilita principalmente neste entrosamento que a gente tem de já conhecer as figuras e os gostos”.

Sobre a encomenda de samba, mestre Casão explicou que acabou facilitando o processo de preparação para a produção do CD e também elogiou o local escolhido na Companhia dos Técnicos em Copacabana.

“O samba, além de ser muito bom e criativo, a encomenda nós facilitou porque eu já estava acompanhando com os compositores. A gravação na Companhia dos Técnicos facilitou mais. São seis músicos, é mais prático pois não precisamos trazer tantos ritmistas e podemos trazer nossos diretores de bateria. Gravamos rápido, só botamos duas bossas para não complicar muito. Eu gosto de sempre simplificar, como o CD é um instrumento mais didático, mais para as pessoas ouvirem, o menos é mais, para as pessoas ouvirem a mensagem do samba”.

Durante a gravação, o diretor Fernando Costa também revelou a experiência diferente em que viveu ao ter um maior contato com os compositores.

“Foi um caminho diferente pra mim, pois a gente pode sentar com os caras que estavam fazendo o samba. Normalmente, eu como diretor não posso sentar com os caras no máximo no tira dúvidas. Esse ano foi muito produtivo. Nós fizemos uma gravação antes até para a divulgação do samba. Quase conseguimos manter em sigilo, só vazou no dia mesmo um pouquinho antes, mas está tudo no esquema”.
Experiente em gravações do álbum da Liesa, Wantuir falou à reportagem do CARNAVALESCO sobre a preparação para o trabalho e posteriormente para a Sapucaí.

“É um momento especial demais, um momento de começo de trabalho. É muito sério para gente se programar e ver o que vai fazer na Avenida. É um momento que a gente também bota para fora a nossa energia, alegria para vender todo esse material para o componente. A nossa fonoaudióloga está sempre presente para dar um retoque. Temos que cuidar também da parte física para as pernas também aguentarem na Avenida”.
Em 2020, a Unidos da Tijuca vai apresentar o enredo “Onde moram os sonhos”.


O carnavalesco Leandro Vieira, que assina o desfile da Imperatriz Leopoldinense para 2020, trará um setor inteiramente dedicado aos hinos dos clubes de futebol carioca na reedição do enredo sobre Lamartine Babo, “Só dá Lalá”.
A ideia de Leandro é fazer do desfile da Imperatriz Leopoldinense uma grande farra, uma trilha sonora que pudesse dar contorno a uma espécie de tributo ao espírito do carioca, com uma estética que mistura duas paixões populares: o futebol e o carnaval.
Pra isso, não podia faltar o futebol dos hinos compostos por Lamartine, mas sobretudo, o futebol das torcidas, das bandeiras, do grito. “Meião e chuteira, mascote e bandeira, pra vestir arlequins e pierrôs num “bailão” à céu aberto que mais lembra a festiva “geral do Maraca” é como o artista define o momento do desfile que planeja para 2020.
Os ensaios de canto já são uma realidade no calendário da agremiação e as inscrições para as alas da comunidade seguem sendo realizadas às terças, das 19h às 22h e aos domingos, das 17H ás 20h, na quadra da Escola.






