O Papo pra Sambista #2 aborda um tema que gera boas discussões entre os sambistas do carnaval paulistano. Você conhece a Fábrica do Samba e a FUPE (Fábrica do Samba II)? A diferença do espaço influencia na classificação? O resultado do último carnaval mostra o contrário. Assistam ao vídeo, tirem as suas conclusões e lembrem-se, o campo de comentários é a extensão da conversa.
Fotos: Gabigol, Nego do Borel e outros famosos prestigiam o ensaio da Beija-Flor
A Deusa da Passarela não brinca em serviço e mesmo com noite de chuva intensa no Rio de Janeiro a quadra da soberana estava lotada para mais um ensaio preparatório rumo ao desfile do carnaval de 2020. Quem marcou um golaço e agitou a noite foi o jogador do Flamengo, Gabigol, que chegou com o cantor Nego do Borel e com a mãe, Lindalva Barbosa. O atleta se rendeu aos encantos da comunidade nilopolitana e caíram no samba com amigos pela primeira vez no ensaio da azul e branca e parecem ter gostado da experiência.
O ensaio teve ainda a presença das beldades Nicole Bahls, destaque de chão da escola, Viviane Araújo, rainha de bateria do Salgueiro e ainda da rainha de bateria da Vila Isabel, Aline Riscado, que sambaram no palco junto à bateria dos mestres Rodney e Plínio e à rainha de bateria Raíssa e, no final da noite, foram para o centro da quadra dançar com o casal de mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha Sorriso.
A agremiação, deve-se salientar, será a última a desfilar na segunda-feira de Carnaval, 24 de fevereiro, quando contará o enredo “Se essa rua fosse minha“ desenvolvido pelos carnavalescos Cid Carvalho e Alexandre Louzada.
Hotéis Hilton do Rio de Janeiro promovem feijoadas de carnaval
Aquecendo os tamborins, o Hilton Barra Rio de Janeiro abre alas para a folia com feijoada aos sábados entre os dias 18 de janeiro e 08 de fevereiro, no Restaurante Abelardo, já antecipando as festividades.

O Chef Moreno Colosimo, mantém a tradição do prato tipicamente brasileiro, com um buffet completo e música ao vivo, por R$79 +10% por pessoa. Para animar ainda mais, os participantes poderão adquirir pacotes que incluem bebidas não alcoólicas, cerveja Cacildis e caipirinha por um valor adicional.
Já no dia 15 de fevereiro o hotel promove a 4a edição da sua grande feijoada de pré-carnaval, com o apoio da cerveja Cacildis puro malte, no Salão Bromélia. O show fica por conta do Samba da Gabi, DJs e bateria da Escola de Samba. Para o evento, além do buffet que terá oito tipos de carne, haverá uma estação de petiscos e acompanhamentos e um buffet variado de saladas e sobremesas. A feijoada inclui bebidas não alcoólicas, estação de caipirinhas, além da cerveja Cacildis puro Malte e custa R$259+10%, por pessoa, com direito a camiseta-convite que pode ser retirada antecipadamente para customização.
E para fechar o calendário em clima de festa, o restaurante Abelardo recebe a feijoada de carnaval no dia 22 de fevereiro, com o tradicional prato, bebidas não alcoólicas inclusas e dueto de samba no valor de R$120+10% por pessoa. Open bar de caipirinha Tellura e cerveja Cacildis puro malte está disponível por um preço adicional.
Todos os eventos contam com Kids Club para a criançada e moradores da região, que participam do programa de fidelidade #SOUVIZINHO, tem desconto.
Também no Sábado de Carnaval, dia 22 de fevereiro, o Hilton Copacabana abre as portas para sua tradicional e animada feijoada de Carnaval. O convite individual custa R$ 290 + 10% e inclui bar de caipirinhas e cerveja Cacildis, além de camiseta e customização. As atrações musicais ficam por conta da Escola de Samba Unidos da Tijuca e roda de samba que prometem não deixar ninguém parado.
Serviço:
HILTON BARRA RIO DE JANEIRO
Avenida Embaixador Abelardo Bueno, Centro Metropolitano – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ – Brasil | 22775-040
Telefone: (21) 3348-1000
E-mail: [email protected]
Whatsapp: (21)96738-7848 (Horário Comercial)
Feijoadas de Verão
18 de janeiro a 08 de fevereiro – sábados
Restaurante Abelardo
13h às 16h
R$79+10% por pessoa
Inclui buffet completo
Participantes do programa de fidelidade #SOUVIZINHO têm 15% de desconto no valor do buffet
Valor adicional pacote de bebidas não alcoólicas, cerveja Cacildis e caipirinha – R$49+10%.
Feijoada pré-carnavalesca
15 de fevereiro – sábado
Salão Bromélia
13h às 17h
R$259+10%
Inclui buffet completo, bar de caipirinhas, cerveja Cacildis, bebidas não alcoólicas e camiseta.
Participantes do programa #SOUVIZINHO têm 20% de desconto no primeiro lote de ingressos. Valor adicional para pulseira VIP com direito a espumante e mesa ao lado da pista de dança – R$60+10%.
Feijoada de carnaval
22 de fevereiro – sábado de carnaval
Restaurante Abelardo
13h às 16h
R$120+10% por pessoa
Inclui buffet completo e bebidas não alcoólicas
Valor adicional para pacote de bebidas alcoólicas com caipirinha Tellura e cerveja Cacildis puro malte – R$50 +10%
Participantes do programa de fidelidade #SOUVIZINHO têm 15% de desconto no valor do buffet
HILTON COPACABANA RIO DE JANEIRO
Endereço: Av. Atlântica, 1020 – Copacabana – 22010-000 – Rio de Janeiro, RJ
Reservas: [email protected] e (21) 3501-8000 ramal 7885
Feijoada de Carnaval
22 de Fevereiro – sábado de carnaval
12h30 às 17h
R$ 290 + 10% por pessoa
Inclui buffet completo, bar de caipirinhas, cerveja Cacildis, bebidas não alcoólicas e camiseta
Mocidade recebe Grupo Revelação, Portela e Beija-Flor neste sábado
A Mocidade vem realizando grandes eventos a cada sábado. E neste dia 1º de fevereiro, a partir das 22h, é a vez de abrir as portas do Maracanã do Samba para receber o grupo Revelação, e as coirmãs Beija-Flor de Nilópolis e Portela. Além disso, todos os segmentos da verde e branca da Zona Oeste se apresentam num verdadeiro desfile pela história da escola.

A quadra da escola fica na Avenida Brasil, 31.146, em Padre Miguel. A entrada custa para a pista custa R$ 20, o Jirau sai a R$ 30. Uma mesa para quatro pessoa está sendo vendida a R$ 150. E o camarote para 20 pessoas custa R$ 500. Os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria da quadra e pela internet: https://www.aloingressos.com.br/catalog/product/view/id/7318/s/ensaio-show-da-mocidade-01-02/.
Série Barracões da Série A: Império da Tijuca enaltece raízes educativas e aposta na grandiosidade
Por Diogo Sampaio
O pedreiro Evando dos Santos nunca frequentou uma carteira de escola. Ainda muito jovem, deixou o agreste sergipano e se mudou para o Rio de Janeiro. Autodidata, aprendeu a ler já adulto, por meio de um exemplar da Bíblia. Há mais de duas décadas, dedica sua vida a incentivar a cultura e a estimular o gosto pela leitura nas pessoas. Conhecido por muitos apenas como o “homem livro”, pelo menos uma vez por semana, veste a fantasia de papelão e plástico que lhe rendeu a alcunha, e sai pelas ruas da Vila da Penha, na Zona Norte do Rio, espalhando exemplares de obras literárias e gibis. Sua história, que já inspirou tese de doutorado e até romance, será fio condutor para o Império da Tijuca falar de educação no carnaval 2020.

“Falamos de educação, usando como fio condutor a vida do “homem livro”, que foi uma pessoa transformada pela educação, e que por ela tenta transformar a vida das pessoas. Não é uma biografia do Evandro. A partir da vida dele iremos traçar várias questões, sobretudo a importância do livro”, ressaltou o carnavalesco Guilherme Estevão, que assina o desfile da escola este ano.
O enredo, intitulado de “Quimeras de um eterno aprendiz”, teve ideia inicial concebida pelo carnavalesco Marcus Ferreira, porém, só ganhou forma e vida nas mãos de Guilherme Estevão.
“Quando eu cheguei ao Império da Tijuca, só tinha o título e o tema, de falar sobre educação, tendo o ‘homem livro’ como personagem. Não havia desenvolvimento do enredo. Tanto que a sinopse é minha, a setorização é minha… Toda a costura do enredo foi eu que fiz. O enredo é a minha cara. Não tem absolutamente nada de outro artista. O Marquinhos (Marcus Ferreira, carnavalesco) me passou o que ele já tinha preparado e me disse para eu costurar da minha maneira. A escola me deixou livre para construir”, relatou Guilherme para o site CARNAVALESCO.

O artista, de 24 anos, foi contratado pela agremiação do Morro da Formiga, em maio do ano passado, após Marcus Ferreira, que inicialmente desenvolveria o carnaval da escola, deixar o posto para assumir a Viradouro, no Grupo Especial, ao lado de Tarcísio Zanon. Durante a entrevista, Guilherme contou como surgiu o convite.
“Tanto o Marquinhos, quanto o Tarcísio, já conheciam o meu trabalho na Intendente. Eu trabalhei com Tarcísio em vários lugares: TV, Copa América, etc.. Quando eles receberam o convite da Viradouro, o Marquinhos de imediato me ligou e propôs de eu fazer o Império da Tijuca. Ele que fez essa ponte. Quando eu apresentei minha proposta para o Tê (Antônio Marcos Teles, presidente do Império da Tijuca) e o Luan (Teles, diretor de carnaval), eles me fizeram o convite e foi tudo muito rápido. Tanto que fui contratado em uma quinta-feira, e na segunda, eu já estava com a sinopse pronta. O Império da Tijuca é uma escola familiar. Eles me trataram como um filho, como se eu fosse da família Teles. Toparam quase todas as ideias que tive”.

Estreante na escola e na Marquês de Sapucaí, o artista traz no currículo passagens como desenhista e projetista pela Acadêmicos do Sossego, pela Porto da Pedra e pela Renascer de Jacarepaguá. Além disso, Guilherme conta com trabalhos na Leandro de Itaquera, na Morro da Casa Verde e na Dom Bosco, pelo carnaval de São Paulo. Já na Intendente Magalhães, assinou no último ano o desfile da Independentes de Olaria, alcançando um terceiro lugar na Série D. Para o site CARNAVALESCO, ele comparou as diferentes experiências que já vivenciou na carreira e apontou o que trouxe de lição para o atual desafio.

“São Paulo tem uma característica muito diferente. Seja na volumetria ou na montagem. Quando fiz Leandro de Itaquera ou Morro de Casa Verde, aprendi a enxergar cada carnaval como ele é. Não dá pra importar o Rio para São Paulo e São Paulo para o Rio. O carnavalesco precisa saber disso e respeitar. São Paulo tem uma variedade incrível de materiais e preço. Foi isso que trouxe pra cá: mudar a maneira de comprar materiais no Império da Tijuca. O olhar da transformação, do material de efeito e da decisão rápida, de não ter o material A ou B, aprendi na Intendente. Isso foi a base fundamental para o trabalho desse ano. Eu falo que virei um grande truqueiro depois de passar pela Intendente, pois toda hora foi um truque aqui no barracão”, avaliou Guilherme Estevão.

Grandiosidade permanece, mas muda paleta de cores
Outro desafio a ser encarado por Guilherme é manter a trajetória de ascensão do Império da Tijuca. Em 2019, a verde e branca terminou o carnaval da Série A em quarto lugar, o melhor resultado desde 2013, ano em que a escola se sagrou campeã do grupo.
“Cheguei aqui pra fazer o Império crescer mais e mais. Isso também é um norte para eu trabalhar intensamente como estou trabalhando aqui. O Império da Tijuca é uma escola muito organizada. Ela não tem o suporte financeiro que outras escolas têm. Não temos patrono, recursos externos, tudo que temos vêm da própria escola. Querendo ou não, isso influência no resultado. Além disso, tivemos uma questão, que é muito fundamental, para atrapalhar: a interdição da quadra. Isso afeta todo o processo de harmonia e a relação da comunidade com a própria escola. São desafios que temos de lidar. Vamos manter a grandiosidade que o Império sempre traz. Ela sempre será uma escola cotada entre as primeiras, por ser uma escola que faz carnaval para brigar entre as primeiras. Carnaval grande e cultural. Sempre foi um norte do Império da Tijuca e usaremos este ano também”, afirmou o carnavalesco.

Sobre a estética que será empregada no carnaval do Império da Tijuca para 2020, Guilherme Estevão adiantou que manterá o gigantismo e a volumetria característicos da escola, além de resgatar o verde e branco, que perdeu espaço na paleta de cores dos últimos desfiles.
“Os carros são muito grandes. Nenhum tem menos de 20 metros de chassis. Obviamente que na Série A dificulta em questão de altura. A engenharia de alegoria é uma questão, mas vamos driblando isso para que os carros estejam entre 8m e 10m de altura. Sendo que o abre-alas terá quase 50 metros de comprimento. A ideia era manter essa grandiosidade, porém mudar a cara estética no ponto de vista cromático. Vamos vir mais coloridos, com menos preto e marrom. O Império resgatará as suas próprias cores. Isso a comunidade identificou ao ver os protótipos e ao vir aqui no barracão. Eles se emocionam ao ver o verde e branco. Isso, como artista, é muito legal. A estética usada será mais limpa, mais ‘clean’ e com mais acabamento. Como seremos a última escola, teremos a questão da transição de luz, fizemos um trabalho diferenciado com as cores e materiais. Seremos uma escola mais vibrante, alegre e grandiosa”, alegou Guilherme.
Em relação aos materiais, Guilherme Estevão ainda especificou quais são os mais recorrentes em seu trabalho.

“Usaremos muito o TNT laminado, que é um material baratíssimo. Custa em torno de R$ 6,00 e dá um efeito muito legal. Também usaremos muito acetato, que já é uma tendência de alguma maneira, e é muito versátil. Nós tínhamos em quantidade aqui no barracão e, por isso, não tivemos de comprar um galão muito refinado ou comprar muito espelho. O acetato dá muita refletividade, que era o que eu necessitava. Vou usar bastante nas alas e carros. Tudo que é muito reflexivo usaremos: espelhinho, CD, TNT laminado, o esponjado… Então, trabalhamos para dar um belo efeito, mesmo com material barato, mas com incidência da luz”.
Parceria com a IFRJ e vaquinha online
Durante a entrevista ao site CARNAVALESCO, Guilherme Estevão ainda revelou que inicialmente o enredo contou com a possibilidade de receber apoio financeiro da Universidade de Vassouras, que já havia sido parceira da escola no ano anterior. No entanto, o patrocínio não foi para frente.
“A ideia de falar algo relacionado a educação partiu da Universidade de Vassouras, com a proposição de ajuda. Mas, infelizmente, aconteceram percalços ao longo do caminho e esses recursos não chegaram até o momento. Torcemos para que venha durante o caminho. Buscamos uma série de apoios e apareceu um, não financeiro, mas fundamental: o do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), que traçou com a gente, ao longo dos dois próximos anos, uma parceria. O barracão do Império da Tijuca vai ser uma espécie de escola de carnaval para a formação de profissionais. Temos a participação de bolsistas do IFRJ, pagos por eles, na confecção do nosso carnaval, sobretudo, na feitura de bancadas e adereços. Isso é muito bacana. Então, o patrocínio pode não vir de maneira financeira, mas de outras formas. Nós conversamos com várias empresas. A conversa caminhava, mas não ia pra frente”, desabafou.
Sem contar com patrocinadores e sem o repasse de verbas da Prefeitura do Rio, a escola começou a procurar alternativas para conseguir angariar fundos. Uma forma de arrecadação encontrada foi através de um financiamento coletivo, a chamada vaquinha online.
“A nossa vaquinha ainda é recente. Esse valor ainda não foi aplicado. Ele será usado, majoritariamente, para pagar os salários de funcionários do barracão. Nós pensamos muito na obtenção de materiais, mas eles só entram em prática com o trabalhador atuando. E, no caso do Império da Tijuca, conseguimos antecipar um pouco em relação a material, fantasia e carro. Agora todo recurso que tivermos, em relação a venda de fantasia, a vaquinha, será destinado a esses pagamentos. É hipocrisia dizer que todo mundo do carnaval está com salário em dia, que não está. Isso as escolas tentam mentir ou não. Aqui no Império, isso é muito transparente. Não acho que esta seja a ferramenta ideal para obter dinheiro para o carnaval, mas na situação que estamos na Série A, acho que vale. Tem pessoas que não acha legal fazer. Mas, para mim, não tem vergonha nenhuma de fazer”, garantiu.
Entenda o desfile
O Império da Tijuca será a sétima e última escola no sábado de carnaval, tendo a missão de encerrar os desfiles da Série A. A verde e branca do Morro da Formiga levará para Marquês de Sapucaí uma média de 1700 componentes, espalhados por 20 alas, três alegorias, sendo o abre-alas acoplado, e um tripé. E apesar das mudanças de regulamento do grupo, a apresentação foi dividida em quatro setores, como explica o carnavalesco Guilherme Estevão.
Setor 1: “Abrimos o desfile falando do Evando, o ‘homem livro’. Transformamos ele em um cavaleiro da educação. Trazemos pensadores que criaram um conceito de educação no Brasil, como Paulo Freire, Darcy Ribeiro e Florestan, abrindo alas para este cavaleiro. Mostramos ele vindo do Sergipe para o Rio, que é quando começa a catar os livros e cria a máquina do saber”.
Setor 2: “Como o Evando busca livros perdidos, ele é um elo fundamental com a história dos livros no Brasil, que tem como um capítulo especial, os livros perdidos pela Corte Real Portuguesa na vinda do acervo para o Rio. É a partir da vinda da Corte que instituições fundamentais passam a se instalar no país, como a Imprensa Régia, que é quem começa a catalogar e produzir livros no Brasil. Com o início da produção oficial, surgem também as academias, as escolas e universidades. Há uma consolidação do livro como objeto científico”.
Setor 3: “É o livro literário. É o livro que inspirou o Evandro e que orienta a vida dele. Em cada uma das literaturas, uma quimera se revela, ou seja, um desafio, um sonho, uma conquista. Então passamos por literaturas nacionais, internacionais e as quimeras que estão vinculadas a ele. Passamos por Shakespeare, Cervantes, Neruda; vai pra literatura nacional, com ‘Morte e Vida Severina’, ‘Dom Casmurro’ e ‘Macunaíma’; e terminamos o setor com as quimeras que se revelam, sendo a bateria, representando o próprio ‘homem livro’, aquela que consegue agregar todo conhecimento”.
Setor 4: “Por fim, mostramos a educação que vai para além dos livros. Como o Império da Tijuca é a primeira escola educativa do carnaval, mostra toda a educação em seus carnavais, através de seus enredos que vão além do ensino formal da academia. Passamos por vários desfiles do Império como: ‘O mundo de barro de mestre Vitalino’, que é a educação artística; ‘O Reino Unido Independente do Nordeste’, educação política; ‘O Intrépido Santo Guerreiro’, educação religiosa; ‘Suprema Jinga – Senhora do trono Brazngola’, educação cultural; e terminamos com ‘Negra, pérola mulher’ e ‘Batuk’, que é a importância feminina e a consciência racial. Encerramos tudo isso, que é o Império do saber, com outro desfile que é ‘Utopias – Viagens aos confins da imaginação’. Como o Império da Tijuca falou de educação nos últimos 80 anos, ele projeta falar de educação pelos próximos 80. O que hoje é uma utopia, projetamos que seja uma realidade: uma educação inclusiva, de respeito ao professor, de acesso a tecnologia, para transformar o Brasil. É com essa mensagem que queremos encerrar o desfile”.
Embaixador de camarote, Ronaldinho Gaúcho posa com rainhas de bateria
Apaixonado pelos desfiles das escolas de samba, Ronaldinho Gaúcho estará em bela companhia para curtir o carnaval deste ano na Sapucaí, onde bate ponto desde os 16 anos. O craque é embaixador do Camarote Mar, nova área VIP do Sambódromo, e terá como companheiras no espaço duas rainhas de bateria: Bianca Monteiro, da Portela, e Raissa Machado, da Viradouro. O trio será responsável por recepcionar o público da área nobre, que deve chegar a 1,2 mil pessoas em cada uma das cinco noites de folia. Ronaldinho é presença certa em todas elas. (Foto: Diego Mendes/Divulgação)

“Além do privilégio de convidar todos os meus amigos pra curtir o Carnaval, a Marquês de Sapucaí é um local onde me sinto bem, eu amo o samba. E estar próximo dos meus grandes amigos e dos ídolos do samba são motivos que fazem a vida no Rio valer a pena”, diz o jogador.
Rainhas de bateria elogiam o craque
Bianca e Raissa não escondem a empolgação com suas participações no camarote que tem a maior varanda do Sambódromo carioca e falam da parceria com um dos maiores jogadores da história do futebol.
“Considero Pelé o rei da bola e Ronaldinho, o príncipe. Ele passa uma aura muito boa: é simples, humano e nutre um respeito muito grande pelo samba”, elogia a majestade portelense, que também é embaixadora do Mar.
A dona da coroa na Viradouro faz coro: “Estou muito feliz com o trabalho da minha escola este ano e mais ainda por fazer parte desse projeto com o Ronaldinho e a Bianca. É um grande presente”, vibra Raissa.
Bateria do Porto da Pedra ensaia debaixo de chuva com show de ritmo e criatividade
Por Victor Amancio

Nesta quarta-feira, depois de um dilúvio na cidade do Rio, a bateria Ritmo Feroz e algumas ala da comunidade, atravessaram a Ponte Costa e Silva para encarar, mesmo que na chuva, um ensaio no Setor 11 da Marquês de Sapucaí.

Mestre Pablo afirmou que daria nota máxima a sua bateria depois desse ensaio, que teve além do show regado a bossas e muito ritmo, a voz de Pitty di Menezes que conseguiu fazer o samba da escola crescer ainda mais.
“Eu gostei bastante do ensaio, mesmo debaixo de chuva, que atrapalha na afinação dos instrumentos mas eu achei de maneira geral muito positivo. Se eu fosse jurado daria dez para bateria, que tocou com vontade, tocou com garra. O ensaio foi perfeito, rumo a nota máxima. Só passar a ‘flanelinha’ para deixar brilhando, a bateria está pronta”, disse Pablo.
O cantor Pitty, estreando solo no comando do carro de som da agremiação de São Gonçalo, cantou muito mesmo debaixo de chuva e contagiou os segmentos presentes.
“O ensaio foi maravilhoso, o andamento da bateria é muito forte, a escola está
cantando muito. Temos um samba forte, um samba que não cai. Temos tudo para irmos bem no dia do desfile e sairmos com o campeonato que é o nosso objetivo principal”, encerrou Pitty.

Unidos de Padre Miguel divulga fantasias para 2020
A Unidos de Padre Miguel que tem feito grandes carnavais, promete levar mais uma vez um lindo desfile para a Marquês de Sapucaí, no dia 22 de fevereiro. Com o enredo GINGA, que contará a história da capoeira, a escola da Vila Vintém está pronta para brigar pelo título.
Com uma equipe focada e uma comunidade guerreira, o Boi Vermelho não mede esforços para conseguir o título da série A do carnaval carioca e o tão sonhado acesso ao Grupo Especial.
Para mostrar um pouco do que apresentará no sambódromo, no sábado de carnaval, a UPM apresenta algumas das fantasias desenvolvidas pelo carnavalesco Fábio Ricardo.
A Unidos de Padre Miguel será a sexta escola a desfilar no sábado de Carnaval, 22 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí.
Comunidade da Mangueira pede menos violência e mais respeito com o carnaval para o Jesus da Gente
Por Victor Amancio
O enredo da Mangueira para o próximo carnaval irá abordar a biografia de Jesus Cristo, mas diferente do habitual o carnavalesco Leandro Vieira questionará como seria a vida de Cristo se ele renascesse nos tempos atuais na comunidade da Mangueira. Será que o destino de Jesus Cristo, com os mesmos ideais de dois mil anos atrás, seria o mesmo?

No Morro de Mangueira, em 2020, renascerá o Jesus Cristo, com a face retinta, o moleque cresce correndo pelos becos e vielas da favela convivendo com a violência, o abandono das instituições e com a pobreza. Seguindo a ideia do carnavalesco de trazer Jesus para dentro do morro, o site CARNAVALESCO ouviu a comunidade da escola para saber o que pediria e o que cada um apresentaria de bom para o Jesus da Mangueira.
Jonanthan Mendes, componente da comunidade, apresentaria para o Jesus da Mangueira os desfiles da escolas de samba por considerá-lo de extrema importância para cidade do Rio. Para ele a festa atinge positivamente a todos, até quem não participa da folia.

“Pediria para ele retirar a desigualdade social, não sei como ele faria isso, mas é um problema que faz muito mal para comunidade desencadeando diversos outros pontos negativos. Eu apresentaria os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, mostraria o quão sério é o trabalho realizado e o quanto é importante para o povo, até mesmo para quem não percebe, o carnaval atinge a todos socialmente, culturalmente e financeiramente”.

Diva Silverio diz que pediria para Jesus acabar com as mazelas da sociedade partindo da ideia de igualdade. Para ela é necessário que a gente olhe para o outro com o princípio de semelhança e amá-los como a si mesmo. “Eu pediria para ela acabar com as mazelas da sociedade, partindo do princípio de que somos todos iguais e apresentaria a ele algo que acredito que já seja do conhecimento de todos mas eu acho que é o que há que mais lindo entre nós: a nossa fé. Ela é encorajadora, motivadora e o que nós faz seguir em frente sempre em busca dos nossos propósitos, apesar de todas as adversidades”, comentou Diva.
“Eu apresentaria a força da comunidade da Mangueira que é uma comunidade super apaixonada pelo samba, pelo carnaval. Bate no peito, desce o morro em baixo de chuva e embaixo de Sol, aguerrida. Mostrar para Jesus Cristo a nossa força, nossa alegria e nossa determinação. Pediria para tirar de ruim a violência que muitas vezes impede o direito de ir e vir do morador, acabando com a diversão e a liberdade, pediria mais paz e menos guerra”, enfatizou o passista da escola, João Vítor.

Alexander Vieira, jovem ritmista da agremiação, acredita que a solução para os episódios de violência que acontecem não só na comunidade da Mangueira, mas como em outras diversas comunidades seria se Jesus voltasse.
“Eu gostaria que Jesus voltasse de fato e pediria para ele acabar com o genocídio que acontece na favela, as mortes dos inocentes que nada tem a ver com a guerra travada entre o tráfico e a polícia que chega sempre atirando sem mesmo saber em quem. Depois apresentaria o samba para Jesus por ser o que a gente tem de melhor”.

João Paulo apresentaria para Jesus a diversidade e a alegria da comunidade, que apesar dos problemas se une para um propósito maior, que é o carnaval.
“Eu apresentaria a diversidade do povo de Mangueira, aqui a gente pode ver todo mundo feliz, sorrindo, pessoas de todas as raças e crenças, de situações financeiras diferentes, pessoas que unidas acreditam em um único propósito que é o carnaval. E Jesus Cristo tendo dom de tirar algum de ruim, eu pediria para acabar com a intolerância, seja ela qual for”, encerra João.

