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Vídeos e fotos: Viradouro na Cidade do Samba

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Por Victor Amancio

Prata e orgulho da casa: Jullia Farias é promovida de passista para princesa da bateria SuperSom

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Por Victor Amancio

No mês de dezembro, o presidente Renato Thor, para a surpresa geral, anunciou que a bateria SuperSom, além da rainha Lívia Andrade, teria uma princesa. Jullia Farias escolhida para o posto, passista da agremiação de São Cristóvão, disse que foi pega de surpresa pelo anúncio mas que foi um grande presente.

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“Quando o Thor anunciou foi uma grande surpresa, muita gente acha que eu estava esperando alguma coisa mas muito pelo o contrário. Ele tinha dito que eu faria um dos revezamentos que estavam fazendo a frente da bateria. Era somente isso que eu sabia. Ele me presenteou com isso, foi uma alegria incrível. Eu serei eternamente grata ao Thor, peço muitas bençãos para vida dele. Quero representar o Paraíso do Tuiuti, toda comunidade, a ala de passistas, as meninas que estão comigo e acreditam no potencial. Eu agradeço a escola inteira por todo apoio”.

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Jullia chegou ao Paraíso em 2016, depois de passar pela Estácio de Sá e Vila Santa Teresa, para integrar o time de passistas da escola. Se tornando passista show e fazendo grandes eventos e viagens, a jovem de 21 anos se diz grata a escola.

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“Minha relação com o Paraíso do Tuiuti começa em 2016, quando eu entrei para ala de passistas da escola, e a partir daí a oportunidade já foi dada, pois tive a chance de ser passista show. Durante esses cinco anos na escola pude fazer eventos, viagens e etc. Para mim isso já foi uma grande oportunidade. Thor sempre acreditou muito, não só no meu potencial mas no de várias meninas. Não imaginava ser convidada para ser princesa da bateria mas veio como uma grande surpresa e estou muito feliz”.

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A estudante de fisioterapia diz que o samba é um sonho realizado e que sempre sonhou ser passista para fazer parte dessa grande festa.

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“O samba representa um sonho realizado. Sempre pedi esse momento, sempre desejei ser passista mas nunca almejei ser rainha de bateria. Talvez, viesse ou não. Queria curtir o momento, estar dentro do samba, não importa em qual segmento”.

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O enredo da escola que trará o rei Dom Sebastião e o santo São Sebastião é desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor. Jullia falou que apesar do pouco contato achou o carnavalesco excepcional.

“O João é um carnavalesco e profissional excepcional. Ele me mostrou minha fantasia, que achei linda, e amei muito. Não posso contar muita coisa, quero que seja surpresa. Mas posso dizer que além de ter muito a ver com o enredo, tem muito a ver comigo”.

Grupo Especial do Rio: Reserva para compra de ingressos de arquibancadas especiais será sábado

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    Com valores entre R$ 100,00 (meia-entrada) e R$ 300,00 (inteira), os ingressos de Arquibancadas Especiais para os desfiles do Grupo Especial serão colocados à venda dia 01 de fevereiro, a partir das 9h (horário de Brasília). A LIESA utilizará o sistema de reservas através de linhas telefônicas, direcionado exclusivamente a quem se encontra nas cidades de códigos telefônicos de área 21, 22 e 24. No momento da ligação serão fornecidas as informações e instruções de como o interessado deve proceder para garantir seu lugar no Sambódromo nos desfiles de domingo, dia 23 de fevereiro, e segunda-feira, dia 24 de fevereiro, usando seu número de CPF.

    Efetivada a reserva, os contemplados receberão uma senha e serão orientados a efetuar o pagamento, somente em dinheiro, dias 06 e 07 de fevereiro, entre 10h e 16h, no SAMBÓDROMO, em estande montado atrás do Setor 11.

    Veja como é fácil

    # ligue para o número de telefone correspondente ao setor desejado (tabela anexa)

    # no atendimento será solicitado o número do CPF do interessado/tenha-o em mãos

    # após a validação do número do CPF, é solicitada ao comprador a quantidade de ingressos desejados por dia de desfile, de um até o máximo de quatro, ou nenhum, se não desejar ingressos para determinado dia.

    Se desejar adquirir ingresso de meia-entrada, o comprador deverá informar esse desejo, lembrando que terá direito a apenas 1 (um) ingresso para cada dia.

    ATENÇÃO: quando do pagamento, não será permitida a substituição do ingresso reservado com valor integral por ingresso de meia-entrada.

    # confirmada(s) a(s) quantidade(s), será fornecida ao comprador senha individual e informado que deverá dirigir-se ao Sambódromo, atrás do Setor 11, dias 06 e 07 de fevereiro, entre 10h e 16h, para efetuar o pagamento sob pena de não o fazendo perder o direito da mesma.

    ATENÇÃO: Conforme determina e observado o disposto nas leis (Federal) nº 10.741/2003, (Estadual) nº 3.364/2000, (Estadual) 4.240/2003, (Municipal) nº 3.424/2002 e o DECRETO FEDERAL 8.537 DE 05/10/2015 a compra de meia-entrada é direito pessoal e intransferível. Por essa razão, sua aquisição deverá ter origem por meio de uma ligação específica, que irá gerar um ingresso personalizado (com nome e CPF), conforme anteriormente descrito. Cabe registrar que os portadores de ingressos de meia-entrada deverão dirigir-se às roletas de acesso existentes nos setores 08 (lado par) e 09 (lado ímpar), onde funcionários especialmente designados farão a conferência do ingresso com a documentação do portador, quando de seu acesso ao Sambódromo.

    ATENÇÃO: A retirada do ingresso de meia-entrada será feita com a comprovação do respectivo direito, pois o ingresso é nominal, pessoal e intransferível.

    ingressos

    Outras Informações:

    Central de Atendimento e Vendas
    Rua da Alfândega, 25 – lojas B e C, Centro do Rio
    Tel: (21) 3190-2100

    Camarote da Portela terá Maria Rita, Arlindinho, Jorge Aragão, Teresa Cristina e Velha Guarda

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    Falta bem pouco para começar a folia e o Camarote Portela já anunciou suas atrações para o Carnaval 2020. A agenda será muito bem representada pelos maiores nomes do samba da atualidade. No sábado, o Dj residente abre a noite convidando o grupo Tempero Carioca, seguido pelos sucessos de Arlindinho e fechando a noite com Portela Show. Já no domingo, a atração principal é o cantor Jorge Aragão. Na segunda-feira, a Velha Guarda da Portela convida Maria Rita e Teresa Cristina. No sábado das campeãs, para fechar com chave de ouro, Diogo Nogueira aquece o camarote.

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    O espaço concorrido localizado no Setor 3 da Sapucaí, receberá 1.100 pessoas por dia, com dois andares e dois lounges. Os ingressos estão a venda no site – http://www.camaroteportela.com.br/ – já no terceiro lote, oferecendo espaço all inclusive, com open bar & food; super frisa; meeting point na Zona Sul; transfer gratuito pra Sapucaí; camisa exclusiva; personalidades Portelenses e muito mais.

    Série Barracões: Tatuapé prepara desfile de 2020 com grandiosidade nos elementos cenográficos

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    A equipe do site CARNAVALESCO visitou o barracão da Acadêmicos do Tatuapé, localizado na Fábrica do Samba. O carnavalesco Wagner Santos revelou alguns pontos do desfile e abordagem mais cautelosa. Pra 2020, a agremiação da Zona Leste traz o enredo: “O ponteio da viola encanta… Sou fruto da terra, raiz desse chão… Canto Atibaia do meu coração”. A história é contada em primeira pessoa, por um violeiro que conta a história da cidade, desde a fundação, passando por costumes, culturas, belezas, culinária, entre outras questões presentes na região. Wagner Santos explica com mais detalhes.

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    “A Tatuapé vai fazer uma homenagem para a cidade de Atibaia. Que é uma cidade próxima a capital, que vive do cultivo da terra, que tem as suas tradições e cultura, mas também é uma cidade que tem um cenário muito bonito para as pessoas que gostam de apreciar a natureza e o meio-ambiente. Nós vamos mostrar uma Atibaia que poucas pessoas conhecem. A história será contada através de um violeiro ao som de uma viola. Começamos de como a cidade de Atibaia foi fundada e como levou ela se tornar o que é hoje. Passamos pela revolução econômica, parte ecológica da cidade, tradições folclóricas, e vamos encerrar o nosso enredo fazendo uma homenagem aos imigrantes japoneses, que levaram o cultivo do morango e o plantio das rosas. Vai ser um enredo diferente, colorido e alegre. Muitas pessoas não gostam de enredos CEP, mas acredito que não existem enredos ruins, o que existem são enredos mal desenvolvidos”.

    O carnavalesco também aproveitou pra explicar de onde surgiu a ideia e destacou importância da equipe que o ajuda.

    “A ideia surgiu do nosso mestre de bateria, o Higor, que mora em Atibaia. Através da diretoria, analisamos a ideia, fizemos uma pesquisa e escolhi cada coisa que entraria, a parte visual, e dessa forma montamos o nosso enredo e a sinopse. Temos uma equipe responsável por cada setor. Nós trabalhamos na montagem de uma pasta, onde tem o departamento de pesquisa, pra que nenhum detalhe fique fora”.

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    Wagner Santos revelou também que desconfiou da proposta, mas logo mudou de ideia após conhecer a história de Atibaia.

    “No começo confesso que tinha dúvidas se o tema daria um bom enredo, porque sempre ficamos com o questionamento de ‘será que vai ser legal’, ‘será que vai dar um bom resultado’. No desenvolver acabamos tendo a certeza da beleza do enredo, e o público vai se admirar. As pessoas não sabem que tem tanta coisa boa pra ser mostrada. A cidade é muito limpa, as pessoas são cordiais”.

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    Tatuapé adota postura cautelosa para prevenir mal resultado

    No último carnaval, a agremiação perdeu cinco décimos no quesito alegoria. De primeira colocada, a Tatuapé caiu para a sétima colocação. Questionado sobre o desfile de 2020, Wagner Santos conta postura diferente, principalmente em relação aos materiais usados na confecção.

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    “É um carnaval que a gente trabalha pra não cometer os mesmos erros que cometemos ao ano passado, porque perdemos o carnaval pra nós mesmos. Momentos antes do desfile trabalhamos duas semanas no Anhembi, e foi muito difícil concluir pelas chuvas intensas. Muitas escolas foram prejudicadas, mas aquelas que arriscaram menos, que colocaram menos materiais, se deram melhor. Esse ano já estamos nos preocupando com esse detalhe”.

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    O artista aproveitou pra mostrar outro lado do projeto, simples, mas com grandiosidade em elementos cenográficos.

    “Vai ser um carnaval diferentes do que as coirmãs vão apresentar em questão visual, do luxo, da ideia. O carnaval tem que trabalhar de acordo com a situação do país, não podemos utilizar muito luxo enquanto o Brasil vive essa crise, acho até uma falta de respeito. Por isso nós vamos fazer um desfile de acordo com isso, mas não vai ser um carnaval feio. Traremos um desfile mais cenográfico”.

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    Durante o bate-papo, Wagner também aproveitou pra comentar sobre a comissão de frete:

    “Vamos vir com uma comissão de frente mais leve. Ano passado viemos um pouco mais pesados, mais teatral, e nesse ano vamos dar mais liberdade aos componentes”.

    Conheça o desfile

    1° SETOR – Fundação de Atibaia

    “Atibaia foi fundada por tropeiros e bandeirantes. Era um caminho obrigatório para desbravadores e ali havia um lugar muito bonito, no qual um bandeirante se apaixonou e montou uma capela em homenagem ao santo dele, o São João Batista. No local ele fez um abrigo para viajantes, e ali tinha um poço onde os cavalos também podiam beber água e descansar durante as longas jornadas. E assim surgiu a cidade. As alas contam a história dos primeiros moradores até chegar no segundo módulo”.

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    2° SETOR – Revolução econômica

    “Aqui retratamos os primeiros grupos de escravos que lá foram morar, e trabalharam nas plantações de canas, engenhos. A cidade tinha muitos casarões, muitos fazendeiros, e na época existiam bastantes escravos lá. Com a libertação dos escravos, vieram os primeiros grupos de italianos para trabalhar. Nós vamos mostrar nesse setor esses grupos chegando, assim como a maria fumaça também, trazendo os primeiros barões de café. Nesse período também houve a primeira evolução industrial, e a alegoria demonstra toda evolução econômica da cidade. A alas seguintes contam as trajetórias e tradições culturais”.

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    3° SETOR – Homenagem à Pedra Grande

    “É uma região preservada que é o habitat da onça pintada. É um local muito bonito, bem visitada por jovens que praticam esportes radicais. São diversas cachoeiras que existem em toda beleza ecológica da região. Pra retratar melhor essa exuberância, vamos trazer a gaia, a mãe natureza saindo de forma esplendorosa do nosso terceiro carro”.

    4° SETOR – Tradições folclóricas

    “O São João Batista é o padroeiro das festas juninas, e nós vamos representar essa cultura. Vamos falar também sobre a igreja, que está exatamente no local onde foi fundada aquela catedral do começo. Você vai ver a capela, e mais pro final você vai ver a matriz, o que ela é hoje. Aqui também falamos da culinária e cavalhada. A cavalhada de Atibaia é um pouco diferente porque eles levam os próprios animais de estimação para benzer”.

    5° SETOR – Homenagem à cultura japonesa

    “Aqui homenageamos os imigrantes japoneses que chegaram na região. Na alegoria retratamos o templo japonês, trazendo toda aquela riqueza cultural, juntamente com o plantio das orquídeas e do morango. Vamos trazer a religião japonesa, a figura de Buda, gueixas japonesas, banzai. Será um carro que traz todas as crianças vestidas. Será um carnaval diferente, com certeza vocês vão gostar”.

    Vila Isabel inicia entrega de fantasias mais de 20 dias antes do carnaval

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    A Unidos de Vila Isabel começa neste sábado — a mais de 20 dias de seu desfile — a entrega antecipada de fantasias aos seus componentes. A iniciativa integra o quadro de ações que a atual gestão da azul e branco implementou para fortalecer quesitos da escola. A antecipação permite que a comunidade faça os próprios ajustes às roupas (no que diz respeito às medidas) e se apresente com leveza e despreocupação.

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    A tática já foi adotada em 2019. Nesta temporada, conforme explica o diretor de Carnaval Wilsinho Alves, a ideia foi mantida e aprimorada a partir de um acordo entre os componentes e a direção da Vila Isabel. Garantir que as fantasias cheguem às mãos dos desfilantes sem correria e com segurança é uma das recompensas da escola pelo esforço deles diante da rotina de três ensaios semanais.

    “Vamos repetir a fórmula do último Carnaval, quando tiramos as notas máximas em Fantasias, Evolução e Harmonia. Entregamos tudo de maneira antecipada para os nosso componentes. e isso demonstra a organização da equipe do carnavalesco Edson Pereira, de ateliê e da direção de carnaval. Foi um compromisso assumido desde os ensaios para que os componentes pudessem levar as fantasias para casa, realizar os ajustes necessários e se preparar de uma forma mais calma para o Carnaval”, afirma Wilsinho Alves.

    Para garantir que o processo de entrega dos figurinos transcorra com tranquilidade na quadra e no barracão da Cidade do Samba, a Vila Isabel divulgará em suas redes sociais cronogramas oficiais com as datas em que os componentes devem parecer em um dos locais. A concentração do desfile, na Segunda-feira de Carnaval, acontece nas imediações do edifício conhecido como “Balança, mas não cai”, ao lado dos setores ímpares do Sambódromo.

    Pontapé inicial

    Início da entrega de fantasias da Vila Isabel

    Sábado (1º de fevereiro), no barracão da escola na Cidade do Samba

    R. Rivadávia Corrêa, 60, barracão nº 5. Gamboa, Rio de Janeiro.

    Quatro alas terão fantasias entregues nesta dela. São elas:

    — Ala 15 (10h às 12h);

    — Ala 4 (13h às 15h);

    — Ala 7 (15h às 17h);

    — Ala 23 (16h às 18h).

    (As demais alas e datas serão anunciadas pelas redes sociais da Vila).

    Rocinha promete sacode com bateria regada a bossas e faz ensaio contagiante

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    Por Victor Amancio

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    Nesta quarta-feira foi a vez da Acadêmicos da Rocinha ensaiar no Setor 11 da Marquês de Sapucaí. A bateria do mestre Junior compareceu em peso e fez um grande ensaio demonstrando entrosamento com carro de som comandado por Ciganerey. Fazendo bossas em cima de timbais, a escola que levará Maria Conga para avenida promete muito axé. O mestre diz ter a bateria pronta para o desfile e que agora faltam pequenos detalhes.

    “O ensaio foi muito bom, fizemos tudo dentro do esperado. Poucos detalhes para acertar, agora é só atacar. Ensaiar aqui é bom para ensaiarmos com a bateria toda, no Acesso a gente depende dos amigos e nem sempre dá para reunir todo mundo. Hoje conseguimos reunir todos e fazermos um grande ensaio. Bateria pronta”, disse.

    Inocentes de Belford Roxo apresenta sua musa transex

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    A Inocentes de Belford Roxo apresentou a transexual Priscila Reis como sua nova musa para o Carnaval 2020. A escola desfila na Série A, no Sambódromo, e vai homenagear a jogadora Marta com o enredo “Marta do Brasil – Chorar no começo para sorrir no fim”, do carnavalesco Jorge Caribé.

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    “Estou muito animada e ansiosa para estrear na Inocentes como musa. Fiquei surpresa ao receber o convite da diretora Vivian Vilar, quando assistia a um ensaio de rua da escola. Quero agradecer de coração a ela e ao presidente de Honra Rodrigo Gomes por essa oportunidade de levar amor e igualdade para dentro do samba”, disse a nova musa.

    Priscila foi a primeira transexual a competir em um campeonato de fisiculturismo categoria feminina, com mulheres cisgênero.

    No último carnaval foi musa da Acadêmicos do Sossego e destaque do tradicional Bloco Bafo da Onça, rompendo a muralha do preconceito.

    “Estamos no final do século 21 e temos que dizer não a qualquer forma de discriminação seja ela devido à raça, religião ou gênero. A Inocentes como fonte de cultura tem que abraçar a bandeira contra o preconceito. Trazer Priscila Reis para o nosso elenco de artistas como musa é mostrar que queremos um mundo em que a igualdade seja um direito de todos. Seja bem vinda e vamos rumo ao campeonato”, declarou o presidente de Honra Rodrigo Gomes.

    Vídeos e fotos: apresentação da Vila Isabel na Cidade do Samba

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    Por Victor Amancio

    Entrevistão com Mestre Ciça: ‘Só se mantém no cargo por tanto tempo quem tem humildade no carnaval’

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    Por Gabriella Souza

    Moacyr da Silva Pinto é o nome de batismo. No mundo do samba é mestre Ciça. Um dos mestres de bateria com mais história do carnaval do Rio, ele relembra com nostalgia e orgulho. “São 32 anos nessa caminhada e nunca fiquei de fora do carnaval”. Ciça inovou, trouxe técnica e seriedade para as baterias que passou. Retornou para Viradouro em 2019, onde já realizou desfiles marcantes e que garante estar fazendo um trabalho de nível altíssimo para 2020. Na série ‘Entrevistão”, ele conta seus momentos inesquecíveis no carnaval, das amizades que fez, declara seu amor à Estácio, elogia os jovens mestres de bateria e se diz orgulhoso de sua história com altos e baixos. Mas, claro, sem nunca desistir do carnaval.

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    Você acha mais importante a bateria se apresentar pensando na nota ou no público?

    Mestre Ciça: “No carnaval de hoje nós temos essa preocupação com os jurados. Tecnicamente, eles estão muito mais exigentes. Eu gosto sempre é de fazer um desfile também pensando no público, isso é muito importante, afinal, eles pagam para ver o espetáculo. Claro que nunca deixando de ser técnico na hora da apresentação, eu faço meu desfile para os dois”.

    Aquele momento no desfile das campeãs com a Grande Rio em 2014, quando você fez aquele gesto para os jurados, você temeu pela sua carreira ali?

    Mestre Ciça: “Na hora foi um impulso mesmo, um momento que eu tive, mas que não me prejudicou em nada. Quando eu saí de lá fui logo acolhido pela Ilha onde construí um belíssimo trabalho. Agora estou de volta junto da Viradouro e continuando minha história na escola e no carnaval”.

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    Como é hoje a sua relação com a Estácio?

    Mestre Ciça: “É a escola do meu coração, ainda moro no bairro do Estácio e sempre quando posso vou no ensaio de rua deles e na quadra. Lá, eu aprendi muito do que sei hoje de samba, onde me criei e está a minha família. Tenho uma história grande e bonita dentro da escola, fiquei lá por quase 12 anos na frente da bateria, fomos campeões em 92 (Paulicéia Desvairada – 70 anos de Modernismo) o único título que a escola tem e eu participei. Fico muito feliz vendo a Estácio no Especial, dando a volta por cima, uma escola grandiosa que é, um celeiro de sambistas. As pessoas às vezes não tem noção do quanto de sambistas essa escola cria, pessoas que fazem história no carnaval mesmo que em outras escolas, mas que começaram lá. É a minha escola, torço muito. Até ficava triste quando ela estava no Acesso, mas agora estou na esperança de que possa fazer um grande desfile”.

    Muitos dizem que você recuperou a bateria da Ilha. Como você está vendo o trabalho do Keko e do Marcelo na escola?

    Mestre Ciça: “Fui muito bem sucedido na Ilha. Me receberam naquele momento complicado em que eu saí da Grande Rio. Foi mesmo um desafio para mim no começo, mas realizamos um trabalho de quatro anos com o intuito de resgate da bateria. Eu sempre considerei a Ilha como tendo uma grande bateria no passado e eles não mereciam continuar como estavam passando sem cravar notas boas. Quando eu cheguei, fizemos um resgate unindo o povo da Ilha, que tem muita qualidade. Fiz um grande trabalho com eles e fui muito feliz naquela bateria. Em relação ao trabalho do Keko e do Marcelo eu estou achando muito bom, eles também eram da minha equipe, uma ‘garotada’ muito boa que está mantendo um ótimo nível de trabalho, tanto que ano passado gabaritaram os dez. São pessoas sensacionais, estou sempre em contato com eles e temos uma amizade muito grande, assim como outros diretores de bateria da escola. Foi um momento muito bom que vivi na Ilha”.

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    E como você avalia essa geração de jovens mestres que vem ocupando um novo espaço?

    Mestre Ciça: “Tem uma ‘rapaziada’ muito boa agora comandando as baterias e estou gostando de ver, eles são muito bons, não vou citar nomes porque posso esquecer de alguns. Eles estudam música e isso é o diferencial, na minha época quando comecei em 87 nós não tínhamos muito essa cabeça para pensar nisso. Mas gosto, eles aprendem comigo e com certeza eu com eles. Acho que eles tem que ainda ter equilíbrio em algumas coisas, mas no nível que vejo é elevadíssimo tanto no Especial como no Acesso. Se a pessoa souber organizar a bateria tudo saí da melhor forma, você pode ver que quase não se tem mais erros nas baterias hoje porque o nível está muito alto. Eles estão de parabéns, é nesse caminho mesmo. E vai se manter no cargo quem tiver humildade para conseguir ficar tantos anos no meio. Eu estou fazendo 32 anos agora de Sapucaí e ininterruptos, nunca fiquei de fora do carnaval e essa é uma marca legal que eu acho. E espero mesmo que eles também possam alcançar isso, sem ficar pelo caminho, com a qualidade boa que todos possuem”.

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    Você já desfilou com as rainhas mais importantes da história do carnaval. Como você vê as rainhas de bateria? 

    Mestre Ciça: “Eu acho bacana, faço uma interação legal com elas. O que eu costumo dizer sempre é que não basta só ser famosa, tem que ensaiar. Já falei isso para a Luma, Juliana Paes, Paola Oliveira, Cris Vianna, Camila Pitanga e todas que passaram junto comigo. Eu entendo que elas possuem diversos compromissos profissionais, mas sempre pedi que pudessem não deixar de ensaiar e de participar com a bateria, estar ciente com os desenhos e paradinhas para poder dançar em cima disso. Não é só sair sambando na frente da bateria e sim ter uma participação ativa com a gente, até porque no momento do desfile elas precisam estar atentas na apresentação para os jurados e isso vem com o ensaio. Acho muito legal a participação delas, todas que trabalharam comigo são minhas amigas e sou muito feliz de ter participado da história dessas rainhas. Hoje eu trabalho com a Raissa na Viradouro, uma grande rainha de bateria também. Quando ligo para avisar do ensaio ela sempre vem ensaiar e participar com a comunidade. Esse é o caminho”.

    Ainda tem contato com a Luma de Oliveira?

    Mestre Ciça: “Tenho contato com ela sim, Natal e Ano Novo agora estávamos nos falando. Se encontro por aí sempre conversamos, tenho um carinho muito grande por ela e ela comigo, sempre muito bacana”.

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    Qual a sua opinião sobre não ser mais obrigatória a parada da bateria nos módulos de julgamento? Você vai parar?

    Mestre Ciça: “Na história do samba nunca foi obrigado a parar, não tem isso no regulamento da Liga, é uma questão até polêmica. A gente para mesmo com o intuito de mostrar o nosso trabalho de acordo com o que é combinado com a direção da escola. Mesmo não estando constando no regulamento, os jurados se sentem prestigiados se você para a bateria e faz uma apresentação. Eu nunca fui obrigado mas eu sempre paro e viro para os jurados, gosto de me apresentar para eles. Sem problemas, é legal se apresentar tanto para os jurados de bateria como os de quesitos que ficam lá, eles gostam. E até a escola mesmo se prepara para podermos fazer esse trabalho de parar”.

    Se você tivesse como apontar o melhor desfile de uma bateria sua, qual seria?

    Mestre Ciça: “Difícil, eu tenho vários desfiles. Um que me marcou muito foi aqui na Viradouro em 2007 (“A Viradouro Vira o Jogo”) quando eu botei a bateria em cima do carro alegórico, não ganhamos o título ali, mas com certeza ficou na história. Foi uma emoção que o público nos passava, eu não acreditava que estava vendo toda aquela vibração, me marcou muito. Fiquei sem dormir direito uma semana antes do carnaval pensando naquilo, porque quando fui conversar com o Paulo para fazer isso ele topou a ideia e sabe como ele é, adora isso. E fizemos um grande carnaval naquele ano, todo mundo relembra esse desfile, quando encontro as pessoas que desfilaram na escola esse ano sempre falam disso. Não posso esquecer também do campeonato da Estácio que marcou demais a minha vida e história. Cada escola eu tive um momento especial, na própria Grande Rio em 2010 (“Das arquibancadas ao camarote número 1, uma Grande Rio de emoção, na apoteose do seu coração”) achei que foi um desfile maravilhoso e a bateria estava tecnicamente incrível, na minha opinião foi uma das melhores baterias que já passou na Avenida. Na Ilha em 2017 (“Nzara Ndembu – Glória ao senhor tempo”) estava muito boa, ganhamos todos os prêmios e em 2018 (“Brasil, bom de boca”) melhor ainda, a bateria estava em um grande momento. Na Viradouro eu tive vários momentos como em 2008 (“É de Arrepiar!”) a bateria estava maravilhosa e em 2003 (“A Viradouro canta e conta Bibi, uma homenagem ao teatro brasileiro”) também foi uma grande bateria. Esse ano a bateria da Viradouro vem muito forte tecnicamente, impossível ela perder algum décimo porque o trabalho está muito bom e superior ao ano passado”.