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Módulo musical e comissão de frente se destacam em segundo ensaio técnico do Barroca Zona Sul

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Por Gustavo Lima. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP

A Barroca Zona Sul realizou na noite de sexta-feira mais um ensaio técnico visando a preparação para seu desfile oficial no Carnaval 2020. A escola teve pontos positivos em todos os quesitos, nem a forte chuva atrapalhou a apresentação da escola, e se o primeiro treino foi positivo, este foi melhor ainda. Destaque para o conjunto musical. Bateria se entende muito com a ala musical, organizando muito bem seu andamento de acordo com o samba, o que faz a agremiação obter êxito na harmonia. Outro destaque foi a comissão de frente, que foge dos padrões do carnaval paulistano, e, mesmo assim, consegue apresentar bem o enredo e interagir com o público.

“Na realidade a gente vai ver se melhorou em relação ao outro ensaio, mas foi muito positivo, a escola estava cantando e evoluindo muito bem, e isso foi muito positivo pra gente. Nós somos uma escola bem emocionada, uma escola de vibração, de garra, fazemos com o coração e somos uma escola que tem um calor a mais”, declarou o presidente Everton Cebolinha.

Samba-Enredo

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O samba fluiu bem novamente com outra grande interpretação do cantor Pixulé. Os componentes mostram muita garra ao cantá-lo e de fato contagia o público. Melodia para cima, letra que questiona, contém algumas palavras difíceis, mas não está sendo um problema, e sem dúvida alguma os compositores entenderam a ideia e fizeram uma obra que a coloca no patamar das melhores do carnaval 2020. Destaque para os dois primeiros versos da última estrofe do samba, onde a bateria e o carro de som fazem uma paradinha para os componentes cantarem em uma só voz.

Bateria

A bateria foi outro destaque do treino. É mais uma que está abusando das bossas e paradinhas, mostrando mais entrosamento com o regulamento, além de um andamento bem para cima, e os naipes mais notórios são os tamborins, caixas e repiques. Segundo o mestre Acerola de Angola, houve uma melhora considerável em relação ao primeiro ensaio da escola.

“Esse ensaio foi muito melhor, o que atrapalhou a gente foi a chuva, principalmente na afinação, mas a bateria veio melhor, andamento muito melhor e a escola também. Nós tivemos um pouco de problema no andamento no começo, mas é uma coisa simples de arrumar, queríamos correr da chuva, mas no geral foi muito bom. A bateria tem papel fundamental no canto da escola, nós costumamos falar que nosso clima é de copa, e a gente procura contagiar a escola inteira, e de uns três anos pra cá vem dando muito certo isso. Podemos ver uma escola evoluindo, cantando, curtindo o que está fazendo. As bossas são fruto de muito ensaio, e eu sempre falo que a gente é o termômetro de todas as escolas, porque a gente é a primeira a ser julgada, então a gente é meio que cobaia das outras escolas, mas está sendo muito bom, as bossas estão encaixando dentro da melodia, estamos seguindo à risca o regulamento e tem dado tudo certo”, disse o mestre Acerola de Angola.

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Harmonia

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Foi um dos quesitos destaques, é impressionante a garra que a comunidade do Barroca está tendo nestes ensaios. A bateria com um andamento alto e o samba forte ajudam muito para isso, mas os componentes estão com uma energia a mais, talvez pelo fato de a escola voltar ao especial depois de tanto tempo. Vale ressaltar o trabalho dos harmonias e chefes de ala, que em conjunto, orientam os componentes para cantarem cada vez mais forte.

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Evolução

A escola não comprometeu neste quesito. Se no primeiro ensaio a agremiação quase passou do tempo, neste treino, mesmo com chuva, o Barroca passou no tempo certo, com certeza foi algo corrigido pelo departamento de harmonia e chefes de ala. No mais, a escola cumpriu os requisitos, não houve buracos, espaçamento entre as alas e nenhum componente comprometeu com a evolução da agremiação.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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Igor Sena e Lenita Magrini mostram cada vez mais estarem sincronizados. O que chama a atenção é que mesmo com a chuva forte, a dupla passou muito bem, mostrou uma coreografia que casa com o samba e conduziram muito bem o pavilhão da “Faculdade do Samba”. Geralmente um casal de mestre-sala e porta-bandeira tem dificuldade para evoluir na chuva, principalmente a porta-bandeira, mas não foi o caso, Lenita executou muito bem seus movimentos usando um salto, o que demonstra um grande talento da jovem porta-bandeira.

Comissão de Frente

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A comissão do Barroca é um show à parte no desfile, foge do padrão do carnaval paulistano. A ala fez muitas coreografias e uma extensa apresentação teatral, que demonstra um fácil entendimento. Ao que parece a coreografia representa o sofrimento dos negros em Benguela, que depois reverenciam os orixás que ficam em cima do tripé, com uma grande participação de um integrante que faz o papel de Zé Pilintra, interagindo com o público.

Entrevistão com Phelipe e Dandara: ‘A fantasia de 2020 pode ser considerada a melhor que vestimos’

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Por Victor Amancio

Juntos desde o carnaval de 2016, quando foram o primeiro casal da Vila Isabel, Phelipe Lemos e Dandara Ventapane mudaram o patamar do quesito na União da Ilha do Governador. O casal da Ilha conversa com a reportagem do CARNAVALESCO para a série ‘Entrevistão’.

Hoje, vocês consideram que vocês estão no melhor momento da carreira de vocês ou vocês apontam outro momento?

Dandara: “Eu achei que nesse último desfile a gente estava num nível de maturidade como casal muito grande. Era visível uma maturidade no casal Phelipe e Dandara. Cconsidero que isso seja, além de um grande avanço, uma conquista, mas que não refletiu em notas. Por isso, a gente fica numa busca de encontrar as peças que faltam pra chegar no que realmente seria um bom momento para o casal, que é quando você consegue aliar a sintonia do casal junto com as notas. Eu acho que é isso que a gente está buscando. Agora que a maturidade chegou temos que fazer essa sintonia com o que o julgador vê como necessário para que isso esteja na nossa dança”.

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Phelipe: “Concordo muito com a Dandara, até porque para gente avaliar como melhor momento de carreira, temos que ter resultado. Enquanto esse resultado não acontece, eu não posso colocar esse momento como um momento de auge de carreira. Se fôssemos avaliar os anos que já estamos dançando juntos, 2017 pode ser considerado o ano do auge, da maturidade da nossa carreira. Mas como não tivemos resultado esse ano, eu concordo muito com a Dandara. A maturidade que a gente alcançou no carnaval de 2019 foi muito grande”.

Dandara, a sua linhagem é de Vila Isabel, você é neta de Martinho da Vila. Foi difícil sair da Vila? o que você sentiu quando saiu?

Dandara: “Por um lado foi difícil, com certeza, porque é lidar com o que você está construindo como carreira e ao mesmo tempo lidar com essa questão familiar. Eu sempre desfilei por muitas escolas, nunca tive essa coisa de só desfilar na Vila Isabel. Não foi difícil não desfilar na Vila porque já desfilava em outras escolas, mas é difícil você entender o seu papel dentro de uma família tradicional da Vila Isabel e entender o seu papel no samba que é maior do que a escola em si. Por isso acho que foi bom para eu conseguir pensar sobre isso. Eu consegui entender a minha verdade e qual é a minha essência como uma pessoa do samba que é ser uma pessoa que trabalha com o samba, não só como porta-bandeira. É saber a sua origem, saber a sua raiz e saber o que você defende. Eu sei a minha origem e a minha raiz, mas defendo a arte, o bailado, o bom profissional, boas condições de trabalho. Foi difícil, mas foi muito bom, eu acho que foi um amadurecimento”.

Phelipe, você também é muito querido na escola. Foi difícil sair de lá?

Phelipe: “Não tanto quanto a Dandara. Na verdade, a gente continua sendo muito querido  lá na Vila. Dandara tem uma história de família lá… Eu minha história lá, eu comecei profissionalmente dançando na Vila Isabel, quando eu ganhei o concurso de segundo mestre-sala. Para mim foi um pouco mais fácil, porque eu já saí de lá para Imperatriz e retornei a casa. Quando recebemos a proposta da União da Ilha o sentimento fala muito alto, mas o profissional precisa caminhar. Você pode amar a sua escola de coração, mas se o seu coração não pagam as contas eu morro de fome. Eu pensei nisso e, o carinho que eu tenho pela Vila Isabel vai durar para sempre e vou ser eternamente grato a escola e as pessoas que fazem parte da minha jornada dentro da Vila. Os diretores que eu conheci, os presidentes… mas não foi uma coisa muito difícil porque eu já tinha um pouco dessa maturidade de mudança de escolas”.

E como que o projeto da Ilha sensibilizou vocês para ir para lá?

Dandara: “Eu acho que me sensibilizou muito as condições de trabalho. A gente veio para ter um pouco mais de autonomia sobre as nossas decisões até a gente chegar no produto final que é o desfile, a avenida. Isso para mim contou muito, além de manter uma parceria, porque eu era uma porta bandeira nova e já estava na segunda parceria eu apostei na minha dupla, eu acho que a parceria deu certo. Foi uma aposta vir para União da Ilha para criar uma identidade de casal”.

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Phelipe: “O que me seduziu de verdade foi o fato da Ilha ser uma escola irreverente, foi o Ito, o Ciça que no ano de 2016 fizeram uma apresentação excepcional com um samba que não era tão excepcional assim, que era o samba das Olimpíadas. Eu assistindo aquilo, fiquei muito tentado. E após o desfile da Vila Isabel, o presidente demonstrou interesse em trazer a gente. Logo depois quando a gente conversou, acho que a Dandara acabou de falar de autonomia, a gente pode decidir sobre muitas coisas que eu acho que todos os casais deveriam decidir. É uma questão de coreógrafo, equipe, fantasia, quem faz, quem desenha… Eu acho que todo casal deve se interferir nisso porque na hora é o nosso nome que está ali. O nome do carnavalesco está impresso na escola inteira, enquanto o nome do casal só tá impresso naquele momento de apresentação. A Ilha deixa a gente muito à vontade com tudo isso tudo e, no primeiro momento que eles me chamaram para conversar, nos deram carta branca. O que mais tentou a gente foi a liberdade de escolha”.

Phelipe, o que você sentiu quando saiu da Imperatriz? O que que mudou na sua carreira depois da saída?

Phelipe: “Mudou muita coisa, primeiro que no momento que eu sai da Imperatriz eu saí muito chateado pelas coisas que haviam acontecido depois de um ano maravilhoso que foi 2014. O ano de 2015 poderia ser apagado da memória, eu tento apagar bastante. Eu saí triste porque é um lugar que, assim como na Vila e como aqui, as pessoas gostam muito de mim e eu gostava muito das pessoas e ainda gosto. Hoje tenho liberdade e é a mesma que eu tinha na época, mas eu fiquei com medo de ficar fora do carnaval, mas depois fiquei muito feliz de ir para Vila Isabel e de ter encontrado uma parceira como a Dandara”.

Dandara, quem você tem como referência como porta bandeira e por qual motivo? 

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Dandara: “Essa pergunta é sempre uma pergunta um pouco difícil pra mim, eu acho que como referência, de uma forma geral, eu tenho a Rita Freitas porque ela que me ajudou desde o início quando passei a ser porta-bandeira. Ela é uma pessoa da minha família, uma pessoa que eu conheço toda a história e reverencio. Participou de todo o processo comigo, ano a ano na equipe, não está mais esse ano, mas no crescimento e evolução da Dandara que se construiu até hoje ela estava do lado. Com certeza, ela é a minha maior referência. E também a Lucinha Nobre pois ela me abraçou quando eu decidi virar porta-bandeira e para mim também é uma mesma linha de dança que tem muito a ver com o que eu procuro buscar na minha dança”.

Phelipe, quem você tem como referência e por qual motivo?

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Phelipe: “Eu desde criança, sempre fui mestre sala, eu sempre sonhei em ser mestre sala e batalhei para estar no lugar que eu estou hoje e ainda quero mais, eu. Eu me preparo muito pra alcançar o nível de excelência de um grande casal, de dois grandes amigos de profissão, que é a Selminha e o Claudinho que estão num patamar muito acima de outros casais. Sempre tive como inspiração Chiquinho e quando criança eu o via na apuração o Chiquinho, Maria Helena, Claudinho e Selminha ganhando 10 e eu queria ser eles. Tenho como inspiração de mestre Chiquinho na dança, tem o Julinho que é pra mim é o melhor mestre-sala do carnaval e tem como inspiração de história e de nível de excelência o Claudinho”.

O que vocês acrescentariam no manual do julgador se vocês pudessem?

Dandara: “Eu não sei se eu acrescentaria algo, mas eu definiria um pouco mais o que é imprescindível e o que não se deve fazer. Eu acho que é muito aberto, muito amplo e as vezes um casal ou outro é penalizado por alguma coisa que não deveria ser feita, mas no outro ano a mesma coisa é feita e não é penalizada. Acho que eu deixaria um pouco mais claro exatamente o que é imprescindível e o que não pode ocorrer. E mais ou menos também no meu ver assim um pouco padronizada do tipo, às vezes uma bandeira enrolada pode perder um décimo para um e pode perder 0.3 décimos para outro. Algo mais técnico, mas acho que deveria ser uma coisa muita conversada. Ter muitas rodas de conversa para justamente definir quais seriam esses critérios, mas eu acho que deveria ter para definir mais claro para os casais esses critérios”.

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Phelipe: “Acho que é um sonho, você tentar refazer e atualizar o manual dos julgadores, até porque todo mundo quando ganha 10 bate palma para ao manual, para o julgador, e quando ganha 9,9, daquele mesmo julgador que te deu 10, é o pior julgador do mundo. Eu acho que a gente deveria, entre a gente, entre os casais mestre-sala e porta-bandeira, ter a consciência do que é bom e do que não é, e levarmos isso até a Liesa e falar. Esse critério de uma bandeira enrolar ser menos um décimo para a escola que a bandeira pesa e menos três décimos para a uma escola que não tem tanta tradição, ou que tem tanta tradição, mas não é tão querida diante do público. Acho que a gente precisa ter humildade para sentar, conversar e reformular esse manual baseado na tradição. Eu acho que o manual existe porque é uma tradição. A dança entre o mestre-sala e a porta-bandeira é tradicional e o manual existe para que aquela tradição não se perca, mas as coisas evoluem. Ao longo do tempo, o mundo muda e o tempo muda e também acho que o manual precisa evoluir sem que perca a tradição”.

Vocês mudaram patamar de casal da União da Ilha. Vocês acham que foram mal julgados em algum ano?

Phelipe: “É como eu falei, a questão de ser mal julgado ou não, é uma questão do público, do jurado, é muito subjetivo o julgamento como a Dandara falou. O jurado pode gostar da tua dança no ano. No outro ano, você faz a mesma coisa, ele não vai gostar. Não é essa a questão de ser mal julgado, eu acho que o mal julgamento vem quando a justificativa não corresponde com aquilo que realmente aconteceu. Se você perguntar para a gente se achamos que somos mal julgados a resposta é sim. Mal julgados, porém, por conta da justificativa, porque se a justificativa viesse dizendo exatamente o que foi feito, o que não foi feito, o que foi erro, eu acho que aí não seria mal julgado. Eu acho que falta clareza na justificativa. O jurado tem que julgar realmente o que ele está vendo, não o que ele achou que viu”.

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Dandara: “Eu acho que de uma forma geral, é isso. Tem um pouco do que o Phelipe falou no que eu penso. Por exemplo, a gente falou sobre a maturidade desse ano. Eu acho que a gente entrou numa maturidade muito boa de dança, mas por exemplo, a gente veio com uma fantasia mais de personagem, mais caracterizada e isso já é um pouco mais difícil. Então dependendo da escola onde você vem, trazendo uma coisa um pouco mais fora do tradicional, é mais difícil, então eu acho que a gente encontrou essa dificuldade nesse ano. No meu ver, a coreografia, a dança, estavam em um nível muito bom, mas isso não se refletiu para o que chamou a atenção do julgador, ele preferiu se prender a outras coisas que não atrapalharam, porque, na minha opinião, o problema da fantasia ao ser julgada pelo casal é quando ela atrapalha e não o gosto, se é bom ou ruim, se a pessoa gostou ou não, mas sim se atrapalhou ou não, se conseguiu evoluir com aquela fantasia”.

E sobre fantasia, qual foi a melhor que vocês usaram?

Dandara: “A melhor que eu usei foi em 2019, porque ela estava completamente ajustada como eu precisava para dançar e evoluir e eu consegui acertar todos os detalhes que eu venho construindo e percebendo para essa nova Dandara que é uma nova porta-bandeira. Ela também ainda está descobrindo tudo que ela precisa para estar bem na Avenida. Então, acredito que em 2019 eu alcancei esse lugar, me senti segura, não me senti pesada, me senti bonita e isso tudo dentro da fantasia de 2019”.

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Phelipe: “Com certeza em 2014. A fantasia mais bonita e mais confortável que melhor permitiu os meus movimentos. Ela era a mais simples e se tornou a mais marcante, não só para mim para muitas pessoas do carnaval. Então eu acho que 2014 foi a minha melhor fantasia até hoje. A de 2019 também foi ótima, como a Dandara falou, ficamos com um grau de experiência maior a gente vai identificando”.

Sobre a fantasia do próximo ano, vocês já conversaram com a Laíla, com o Fran, com o Cahê?

Dandara: “Eu acho que vem uma coisa diferente de todas que eu já vesti e acho isso muito bom. Os carnavalescos, a comissão, tem pensado bastante nessa questão e eu acho que vem uma fantasia muito Dandara e Phelipe. Eu acho que foi uma fantasia pensada para essas pessoas. Eu diria, nas pessoas mesmo, sabe? Então elas refletem um pouco no que a gente é. Acho que é isso que tem que esperar para o desfile”.

Phelipe: “É isso mesmo. Respondendo a sua pergunta anterior, qual foi a sua melhor fantasia que você vestiu até agora, a fantasia de 2020 pode ser considerada a melhor que a gente vai vestir”.

E agora a gente tem três paradas previstas no regulamento. Vocês são favoráveis a isso ou não?

Dandara: “Eu acho que tudo é uma fase de testes. De cara eu não crucifico assim, eu penso que três paradas, e como elas estão distribuídas, eu gostei. Eu acho que elas estão bem distribuídas nas paradas e com o tempo. Pensando na gente, como um todo, o tempo, a distância de uma para a outra. Tem uma possibilidade para ser melhor para o desempenho dos casais de uma forma geral”.

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Phelipe: “Eu sou totalmente favorável. Quando tivemos a cabine dupla em 2017 foi aonde nós conseguimos as maiores notas até hoje, dançando juntos, eu sou super favorável a essas três paradas porque proporciona a gente a brincar o carnaval, e não ficar preso a quatro paradas, nós vamos fazer o que tiver que fazer no momento de jurado, tem ali, duas notas por cada cabine. Agora, seria legal se eles mantivessem um critério decente para julgar. Não pode ter um cara que na mesma cabine me dá 9,7 e o outro me dá 10. Eu acho que deveria ter um critério para esse julgamento, mas eu sou super a favor dessas cabines, até porque o povo fica mais livre para dançar, para brincar o carnaval. Você tem três pontinhos só, um percurso grande que vai proporcionar o carnaval a voltar a ser folia, não uma marcha”.

CARNAVALESCO fecha parceria com a Rádio Mania e promete melhor som da Sapucaí no Carnaval 2020

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    O site CARNAVALESCO revela uma grande parceria para os desfiles do Carnaval 2020 do Rio de Janeiro. O nosso internauta, fã de carnaval, poderá ouvir a transmissão dos desfiles com o áudio exclusivo da Rádio Mania. A união vai gerar conteúdo para a rádio, e, claro, o som perfeito da Avenida Marquês de Sapucaí para o público do site. Para o diretor artístico da Rádio Mania, João Carlos Filho, a novidade é um presente para todos os sambistas dos dois veículos.

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    “A parceria é muito importante para Mania. É um passo novo para gente, porque o site CARNAVALESCO aprofunda o assunto de cada desfile. Somos apaixonados por samba e termos a possibilidade de estar próximo de quem vai tão fundo no assunto é como ir no médico especialista e não no clínico geral. É sensacional fazer uma parceria desse porte”, disse.

    João Carlos Filho explica que quem ouvir a transmissão dos desfiles da Série A e do Grupo Especial no som da Mania terá a sensação perfeita de estar no Sambódromo. “O fã de carnaval na transmissão da Mania vai receber algo que entregamos o ano inteiro. Sempre procuramos imprimir o mesmo ritmo de qualidade no áudio em nossas transmissões. Somos especialistas. O público terá um áudio diferenciado. Você pode curtir o som no lugar que estiver com mais peso e qualidade. A pessoa vai sentir o clima total da Avenida. Vê na TV com a companhia de um áudio de qualidade. Respeitamos muito todos os momentos do desfiles e procuramos que nossa entrada não tire o brilho, como de um esquenta ou arrancada do samba”.

    A celebração da parceria será em samba e com um projeto de valorização dos intérpretes do Grupo Especial e dos sambas-enredo das escolas. O estúdio da Rádio Mania receberá os cantores em dois dias alternados para uma grande roda. A transmissão será ao vivo no You Tube da Mania, no site e nas redes sociais do CARNAVALESCO.

    “Somos a Rádio que tem o maior número de visualizações no YouTube no Brasil e placa de ouro por número de inscritos. Agora, a gente vai fazer uma roda de samba para celebrar a parceria com o CARNAVALESCO. Teremos um grande encontro com os nossos intérpretes, vamos transmitir ao vivo e aproveitarmos para contarmos histórias que todo mundo gosta de ouvir”, explicou João.

    Veja abaixo alguns vídeos marcantes da Rádio Mania com as escolas de samba

    Sesc RJ oferece pacotes turísticos para o Desfile das Campeãs na Sapucaí

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      Dezessete unidades do Sesc RJ na capital e no interior estão oferecendo pacotes turísticos para o Desfile das Campeãs do Carnaval 2020, que acontece dia 29 de fevereiro, sábado, no sambódromo da Marques de Sapucaí. As apresentações têm início às 21h, com a sexta colocada abrindo os desfiles e encerrando com a grande campeã já na madrugada de domingo.

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      Os pacotes começam a ser vendidos neste sábado. Além de transporte de ida e volta, seguro viagem, serviço de bordo, camisa e ingresso para o setor 4 da arquibancada do sambódromo, o pacote inclui guia de turismo, que contextualiza a importância histórica, cultural e social da maior festa popular do mundo.

      Batizado de “Sesc na Sapucaí”, o projeto, que está em sua segunda edição, é uma proposta diferenciada de roteiro turístico. Ele valoriza o ser humano, sua cultura e seu ambiente, promovendo experiências inovadoras. No Rio e Grande Rio, há saídas previstas das unidades de Copacabana, Engenho de Dentro, Madureira, Ramos, Tijuca, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias, São João de Meriti e Nova Iguaçu. Já no interior, há partidas das unidades Quitandinha, Nogueira (Petrópolis), Teresópolis, Nova Friburgo, Barra Mansa, Três Rios e Campos.

      Os valores dos pacotes variam conforme a localidade e podem ser parcelados em 10 vezes. A compra pode ser feita em qualquer unidade do Sesc no estado, mesmo naquelas que não estão oferecendo o serviço. A idade mínima permitida é de 5 anos. Mais informações podem ser obtidas em www.sescrio.org.br ou pelo telefone (21) 4020-2101.

      SERVIÇO

      Sesc na Sapucaí – Desfile das Campeãs
      Dia 29/02/2020 (sábado)
      Abertura dos portões: 19h
      Horário do desfile: 21h às 6h
      Marquês de Sapucaí
      Acesso: Setor 4 – Arquibancada
      Pacote: Transporte, seguro viagem, serviço de bordo, guia acompanhante, camisa e ingresso
      Valores: Variam conforme a localidade. Informações em www.sescrio.org.br ou pelo telefone 4020-2101

      Crivella determina criação de Gabinete Operacional no carnaval

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        O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, determinou que, neste carnaval, seja adotada uma medida inédita: a criação de um Gabinete de Operação durante todo o período das festas, instalado na Sala de Crise do Centro de Operações Rio (COR). Crivella orientou que essa espécie de QG atue nos mesmos moldes do gabinete de crise que funcionou na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016. O COR, a RIOTUR e a Secretaria de Eventos, empresa de turismo do município, vão comandar a integração de todos os demais órgãos municipais ligados ao evento.

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        ­”O mais importante é que a ordem e a paz prevaleçam enquanto as pessoas se divertem no carnaval e os moradores seguem em suas rotinas e necessidades eventuais de deslocamento. Então, esse é um período que precisa de atenção redobrada para garantir alegria com ordem pública a todos, incluindo os turistas que estão nos prestigiando em alta escala”, disse o prefeito Crivella.

        O Gabinete de Operação vai funcionar direto nos fins de semana entre 8 de fevereiro e 1º de março, até o  encerramento do Desfile das Campeãs. As operações serão planejadas  durante a semana com reuniões de alinhamento e avaliação do que foi feito e o que pode melhorar.

        Também vão participar das ações no QG do Carnaval a Secretaria Municipal de Saúde, a CET-Rio, a Comlurb, a Secretaria de Conservação, a Rioluz, a Guarda Municipal, a Secretaria de Ordem Pública (Seop) e a Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização da Secretaria Municipal de Fazenda.

        “Essa integração é muito importante, porque podemos nos planejar para o que está por vir e nos dá agilidade para resolver qualquer problema que apareça durante os eventos”, declarou o chefe executivo do Centro de Operações Rio, Alexandre Cardeman.

        Leandro Vieira recebe religiosos no barracão da Mangueira e ouve aprovação unânime dos líderes

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        A Estação Primeira de Mangueira, atual campeã do Grupo Especial, abriu seu barracão, na tarde de quinta-feira, para apresentar e mostrar para diversos líderes religiosos como seria se Jesus Cristo retornasse nos dias de hoje, vindo do morro da Mangueira, no enredo “A verdade vos fará livre”. Liderados pelo Babalawô Ivanir dos Santos, religiosos foram conhecer a “linguagem carnavalesca” proposta por Leandro. A maioria nunca tinha visitado um barracão antes.

        Religiosos com o Leandro Vieira

        Estiveram no espaço o Rabino Nilton Bonder (Congregação Judaica do Brasil), Frei Tata, Pastora Lusmarina Garcia (Teóloga luterana), Reverendo Daniel Rangel (Paróquia Anglicana de Todos os Santos – Niterói), Reverenda Inamar Corrêa de Souza (Anglicana), Júlio Oliveira (Comunidade Batista de São Gonçalo), Rodrigo Coelho (Reverendo da Igreja Plesbiteriana da Praia de Botafogo), Rafael Oliveira (Antropólogo, do Terreiro da Casa Branca – Bahia e do KOINONIA), José Kowalska (Luterano), Pastor Marco Davi (Nossa Igreja Brasileira), Conceição d’Lissá (Terreiro de candomblé Kwe Cejá Gbé), Yango (Agen Afro), entre outros.

        O grupo conheceu o conjunto alegórico e ouviu detalhes do que será apresentado na avenida. O apoio foi unânime, não houve condenação.

        Grupo vai desfilar na Mangueira

        Morador da Mangueira, o babalawô Ivanir dos Santos foi convidado por Leandro para liderar também um grupo de religiosos que vai desfilar à frente da escola.

        grupo de religiosos com o carnavalesco da mangueira“Vamos ter uma faixa, que será um grande surpresa. Esse enredo é uma ode à liberdade. O Jesus que a Mangueira vai levar para a Avenida é o Jesus da gente, do nosso povo”, disse.

        A pastora Lusmarina Garcia, da Igreja Luterana, elogiou o carnavalesco mangueirense.

        “Leandro Vieira é uma pessoa de fé e traz para o carnaval carioca a figura do Jesus encarnado. Ele recupera, através da arte e cultura carnavalesca, o Jesus histórico: aquele que se faz ser humano para que toda a experiência humana não lhe seja estranha. É o Jesus que acolhe em seu próprio corpo, todos os corpos. A potência positiva que se expressa nos carros alegóricos provém do trabalho de centenas de homens e mulheres que, no barracão da Mangueira, põem a sua criatividade e força para que a mensagem do amor e da solidariedade de Deus conosco, se expresse na festa popular de maior abrangência do Brasil”.

        Sem ensaios técnicos, Liga espera fim das obras e aval dos Bombeiros para realização do teste de som e luz

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          Por Gabriella Souza

          O Carnaval 2020 do Grupo Especial do Rio de Janeiro não terá os esperados e tradicionais ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí. A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) correu atrás do apoio do governo estadual para liberação da verba, via Lei Rouanet, foi autorizada a captação de R$ 3.627.550,00, mas como o Sambódromo ainda está em obras, a previsão de término é na primeira quinzena de fevereiro e ainda depende de uma vistoria e liberação dos Bombeiros, não haverá tempo hábil para os treinos das agremiações na Marquês de Sapucaí.

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          Por isso, a Liesa espera o fim das obras e o aval dos Bombeiros para a realização da lavagem do Sambódromo e o teste de som e luz da Avenida com a Estação Primeira de Mangueira, a atual campeã do Grupo Especial do Rio, no dia 16 de fevereiro.

          “Estamos prevendo o dia 16 de fevereiro, se ficar tudo pronto e tiver a liberação dos Bombeiros, vamos realizar a lavagem do Sambódromo e o teste de som e luz no dia 16 de fevereiro”, afirmou Jorge Castanheira.

          ‘Abrigo do samba’: Após temporal no Rio, Tijuca leva componentes para quadra e canta forte o samba de 2020

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          Por Gabriella Souza

          O ensaio de rua da Unidos da Tijuca nesta quinta-feira não aconteceu devido à chuva forte que assolou o Rio de Janeiro em diversos pontos da cidade. Mas há quem pense que isso atrapalhou os tijucanos, os que estavam presentes aproveitaram estarem ilhados na quadra, localizada na Avenida Francisco Bicalho, Leopoldina, para realizar um ensaio de canto. Durante 50 minutos de treino, a quadra foi enchendo e vibrando com um ensaio animado, de canto forte comandado por Wantuir que puxava o público para cantar com força, no que mais parecia uma ‘festa’. O ensaio foi leve e com muita animação, já notada pela Tijuca desde seus primeiros ensaios. A atitude foi corretíssima, na reta final para o carnaval, perder qualquer oportunidade de estimular o envolvimento da escola em ensaios e canto é crucial. O ‘cantinho na cidade’ tornou-se abrigo de samba, que fez os componentes até esquecerem a chuva e todos os percalços da noite.

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          Harmonia e Samba

          Quem comandou a noite e convocou os componentes a ensaiar foi o intérprete Wantuir que agitou a quadra cantando trechos do samba à capela para animar o público a se juntar todo no centro da quadra por volta das 22h. Um show à parte, Wantuir tem uma voz com personalidade, marcante, casou o seu ótimo carro de som, bem harmônico com o samba e a bateria de mestre Casagrande.

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          Os diretores de harmonia presentes organizaram muito bem os componentes chamando-os a se formar na quadra, ala por ala, tudo com muita disciplina, marca da escola. O canto foi forte e animado, principalmente, no refrão em que os componentes explodiam com a empolgação. Mas Wantuir os alertou sobre alguns erros que ainda estão acontecendo, de pessoas que continuam errando a letra ou cantando partes do samba “para baixo”, mas que devem ser entoadas “para cima” e vice-versa. O momento de ajustes é esse e não se pode deixar passar nenhum detalhe, necessária colocação do intérprete, que disse ter vivido mais um ensaio animado com os componentes.

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          “Hoje foi bem atípico mas a gente está onde o povo está, não é? Hoje foi alegre,  envolvente e aguerrido. E é isso o que precisamos na Avenida”, declarou Wantuir.

          Mestre-Sala e Porta-Bandeira

          O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos da Tijuca, Raphaela Caboclo e Alex Marcelino, não esteve presente, mas a responsabilidade de bailar e abrilhantar a noite ficou com o segundo casal Matheus e Lorrane Lemos. Ambos representaram com nível, alegria e muita empolgação, animando o público e os componentes através de uma apresentação bonita, técnica e muito profissional.

          Bateria

          Com uma quantidade reduzida de ritmistas devido ao temporal no Rio, a Pura Cadência de mestre Casagrande já mostra que é excelente e que os elogios que recebe no mundo do samba não são em vão. O que se viu foram os desenhos de cada instrumento muito bem já separados e decorados, executados, sem dúvida, com muita qualidade devido aos parâmetros de exigência que o mestre Casagrande adota dentro de sua bateria.

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          A presença da rainha Lexa foi um dos pontos interessantes da noite, animando o público com sua empolgação, sambando, esbanjando carisma e com muito envolvimento com a comunidade, parece já estar em casa. Alguns naipes da bateria estavam com mais e outros com menos ritmistas, dependendo dos que iam chegando, o treino foi válido para quem já estava lá e Casagrande ressalta que não se pode perder nenhum ensaio logo nessa reta final e que ter esse foi importante para a escola:

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          “Choveu muito no Rio de Janeiro e quero agradecer o pessoal da bateria que veio hoje e todos os componentes de alas, mesmo com a dificuldade. Mas valeu sim, é sempre bom ensaiar a escola, falta pouco e perder um dia de ensaio já é muita coisa para uma escola. Creio que hoje foi valioso e muito bom para todos nós”, disse.

          Bateria é novamente destaque no ensaio técnico do Rosas de Ouro

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          Por Gustavo Lima. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP

          A Sociedade Rosas de Ouro realizou no Sambódromo do Anhembi, na noite de quinta-feira, seu segundo ensaio técnico para o carnaval de 2020. O destaque do ensaio novamente foi a Bateria com Identidade, que executou muitas bossas, de todos os tipos, mostrando bastante repertório. O canto da escola também foi outro destaque, apesar de ter abaixado consideravelmente o número de componentes em relação ao primeiro ensaio, talvez, devido à chuva e horário, além de ser em dia de semana, o que dificulta a presença de algumas pessoas. No geral, foi um ensaio seguro e satisfatório para a comunidade de Brasilândia.

          “Na verdade, este ensaio firmou e amadureceu. Claro que a gente tem alguns segredos e surpresas que não podemos falar, mas que serão vistas no desfile oficial. Eu fiquei pela lateral e vi todo mundo cantando, gostei e dou 10 para a comunidade de harmonia”, disse a presidente Angelina Basílio.

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          Samba

          O samba da agremiação tem uma das melhores letras do ano, pois passa uma bela mensagem de paz. O enredo é “Tempos Modernos”, mas a ideia da escola foi optar por uma obra que tenha uma visão positiva da tecnologia no futuro e que seja algo benéfico aos seres humanos. Também vale destacar a longevidade do intérprete Royce do Cavaco, que tem a cara da escola e está no carnaval de São Paulo há mais de 40 anos, sendo a maior parte dele no Rosas de Ouro.

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          “Eu acho que hoje não serviu como referência. Quinta-feira, um dia atípico, choveu, a maior parte da comunidade não veio, até por questões particulares. Dia 8 será um grande termômetro, nosso último ensaio técnico, e hoje acabou muito se divertindo, mas assim, animação foi muito legal, a bateria veio bem, o samba é forte, e nossa aposta é nisso, além de um carnaval surpreendente em termos de alegoria e fantasia. Hoje, na verdade, foi pra observar algumas coisas técnicas, então não vai servir muito como referência do que o Rosas vai ser na avenida. Sobre o samba, é realmente um dos melhores, uma melodia diferente daquilo que é comum em samba-enredo, isso que é bacana, e tem muito recurso harmônico, vocal e fica gostoso trabalhar assim”, disse o intérprete Royce do Cavaco.

          Bateria

          A bateria de mestre Rafa foi mais uma vez o destaque do ensaio, novamente executando muitas bossas com um andamento para cima. Destaque para o desenho dos agogôs e repiques, este último é mais notório dentro da bateria. A ala também executou novamente uma entrada no recuo bem incomum, os ritmistas trocavam de posição e saíam do recuo com a escola passando, isso foi repetido duas vezes, dando um belo aspecto visual.

          “Temos algumas coisas pra arrumar, pecamos em andamento hoje, mas até o dia a gente vai arrumar, porque mexemos na afinação dos instrumentos, quanto mais baixo, menos andamento você adquire, mas eu acho que foi legal, foi mais limpo do que a semana retrasada. Estamos evoluindo, trabalhando e acho que vai dar tudo certo até o dia do desfile, eu sempre falo isso, não tem nenhuma bateria pronta, a gente chega no dia e se pegar um som e clima ruim e acontecer alguma coisa, vai tudo pro buraco. Acho que a gente está evoluindo a cada dia, às vezes pecamos em algumas coisas, mas no geral foi bom, estou satisfeito e a comunidade gosta da bateria que a escola tem. Sobre a entrada no recuo, é uma coisa deixada pelo Jorge Freitas e algumas escolas fazem, a Mancha faz, Dragões, porque o Tornado trabalhou com o Jorge. Só que a gente incrementou mais, a gente bate e volta e em vez de parar, a gente sai e volta, faz aquela festa ali dentro e tem dado certo também”, declarou o mestre Rafa.

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          Mestre-Sala e Porta-Bandeira

          Everson Sena e Isabel Casagrande demonstram cada vez mais estarem sincronizados. A porta-bandeira tem mais tempo de Rosas de Ouro, mas será a estreia do mestre-sala e, apesar disso, estão mostrando um grande entrosamento a cada ensaio. Vale destacar que o casal irá vir na frente da bateria e não à frente do abre-alas como é corriqueiro nas demais escolas.

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          Evolução

          O Rosas de Ouro passou bem e não cometeu erros que possam prejudicar o desfile. A escola para por um momento pela questão da entrada no recuo da bateria ser mais demorada, mas não é algo que prejudique, pois o regulamento só penaliza quem aumenta as passadas, o que não ocorreu. Se mostrou organizada em suas alas, cada componente identificado com sua camiseta e algumas usavam adereços de mão. No mais, a escola passou bem neste quesito.

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          Harmonia

          A agremiação tem o histórico de cantar forte sempre e não foi diferente neste ensaio, apesar de estar menos numerosa em relação ao treino passado. Anteriormente, a escola ensaiou sem as caixas de som funcionando por inteiro no Anhembi, se baseando apenas no carro de som, e isso fez com que algumas alas cantassem diferente das outras, mas agora com toda estrutura funcionando, o Rosas de Ouro mostrou entrosamento e não houve nenhum erro desse tipo.

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          Comissão de Frente

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          A comissão da escola fez uma apresentação intercalando coreografia com apresentação teatral. A ala mostrou uma encenação com muita alegria, destaque para o tripé, onde os integrantes ficavam pendurados em uma barra, aparentemente uma demonstração circense. Segundo o carnavalesco André Machado, a comissão de frente irá representar o que vem no desfile inteiro, dando ênfase às revoluções industriais.

          Vídeos e fotos: Grande Rio na Cidade do Samba

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