Últimas fantasias à venda em alas comerciais da Portela
Quer desfilar pela Portela, mas não sabe como? As seis alas comerciais da escola são as melhores opções para quem não conseguiu vaga nas alas de comunidade, ou mesmo para quem mora fora do Rio e não pode ensaiar regularmente. Turistas estrangeiros também são bem-vindos.

Faltando poucos dias para o desfile, a Portela ainda tem fantasias a preços que cabem no seu bolso. Os contatos devem ser feitos diretamente com os responsáveis pelas alas comerciais. Todos os telefones e fotos dos figurinos se encontram no site oficial da agremiação (www.gresportela.com.br). As alas comerciais são a Mocotó, Amor e Paz, Águia na Folia, Explode Coração, Raízes da Portela e Sambola. O preço, em média, é de R$ 1.500.
Maior campeã do carnaval carioca, a Azul e Branco de Oswaldo Cruz e Madureira será a sétima escola a desfilar na Sapucaí, no domingo de Carnaval. O enredo é “Guajupiá, Terra Sem Males”, dos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage. A concentração será pelo lado do prédios dos Correios.
Sentimento salgueirense na veia! Debaixo de temporal, Salgueiro faz ensaio na Conde de Bonfim
O Salgueiro programou seu ensaio para a rua Conde de Bonfim, na noite de domingo, e, nem mesmo o temporal que alagou diversos ruas do bairro fez a agremiação cancelar seu treino.
Para segurança dos seus componentes, a escola optou por não andar por toda extensão programada. o que foi visto foi uma comunidade em plena devoção ao ensaio e cantando forte, em todas as alas, e sem parar. Veja abaixo o vídeo:
Império de Casa Verde realiza técnico no Anhembi com componentes mais soltos e ótimo contingente
Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP
Última agremiação a ensaiar na noite de sábado, no Anhembi, o Império de Casa Verde passou no Sambódromo sob muita expectativa, principalmente, por dois fatores. O primeiro era que repetissem o nível de treino do último carnaval, e, segundo, era o fato de ser a única agremiação das cinco melhores que ainda não tinha passado pelo Anhembi.
Com o céu limpo, a agremiação trouxe um número grande de componentes, uma evolução mais solta em comparação ao ano passado e carro de som com uma passagem bastante eficiente. Antes de iniciar o alusivo do samba de 2020, Carlos Júnior discursou e enfatizou: “Vamos deixar de soberba, precisamos colocar os pés no chão e fazer um grande desfile. Não somos melhores que ninguém”.
Na segunda passagem do samba, a comissão de frente já estava na monumental. Uma clara estratégia da escola pra não cometer o mesmo erro do ano anterior, principalmente pela largura do abre-alas.
Evolução

A escola traz muitas variações de coreografias entre as alas, porém com um número menor de alas coreografadas que 2019. Pôde-se notar uma escola mais solta, mais leve durante o trajeto. A primeira ala tem coreografias bem realizadas e com ótimo sincronismo. A entrada na recuo ameaçou causar algum problema, até pelo pequeno buraco que se abriu na ala da frente. Mas, como os diretores de harmonia estavam atentos, o detalhe foi concertado rapidamente. Logo no início do refrão de cabeça, os componentes realizam um jogo de braço feito com bastante entrosamento. Porém, logo no último setor notou-se uma queda de animação dos desfilantes.

Comissão de frente
A ala tem ótimo pontos a serem observados, principalmente no desfile. O quesito evolui com 5 caixas, cada uma mede por volta de 1 metro. No ensaio, os integrantes retiravam uma espécie de bandeja de dentro. Os bailarinos também misturam danças da cultura libanesa. Os homens estavam com os lenços tradicionais do enredo e as mulheres vestidas como dançarinas do ventre.

Samba-enredo
O desempenho e tranquilidade do intérprete Carlos Júnior foi um dos grandes destaques da noite. O cantor estava literalmente brincando de ensaiar, fez aberturas de vozes, pediu animação dos desfilantes e palmas para arquibancada, e até ameaçou uma batida de funk com a boca em frente à monumental. A ala musical do Império também teve créditos. Os cantores seguraram firmemente a afinação sem deixar de fazer aberturas e contracantos, como no trecho “Guardiões da terra prometida”.

“Eu to muito feliz com a ala musical esse ano. Se fosse colocar na pista do lápis, não daria pra juntar todas essas vozes. Sentamos, conversamos e demos um jeito. Até por isso estou conseguindo sair dos ensaios com mais voz. Hoje eles mostraram que eu posso ficar a vontade. Estou muito feliz. Claro que ainda faltam alguns dias, mas acho que vai vir coisas boas pra ala musical”, promete o intérprete Carlos Júnior.
Harmonia
Os primeiros setores apresentaram um bom domínio da letra do samba e clareza na pronúncia. Porém, conforme os próximos setores chegavam, o nível de domínio foi caindo. Alguns componentes não cantavam e sentiam dificuldades de acompanhar. O trecho “Oh meu Brasil” é um dos trechos mais cantados com entusiamo.

“A gente tinha que tirar essa expectativa, todo mundo já tinha passado e a gente não. Tem a questão do nervosismo, mas a gente tratou isso. Hoje pra nós foi um desfile. Foi muito legal, claro que tem pontos a serem corrigidos, estamos satisfeitos”, contou Serginho, Diretor de Harmonia.
Mestre-sala e Porta-bandeira
O casal Rodrigo Antonio e Jessica Gioz trabalharam com dois tons do azul. O mestre-sala vestiu um terno com a cor mais escura, e a Jessica bailou com um vestido azul mais claro. A dança do casal seguiu uma característica mais clássica, com maior atenção aos movimentos e finalização. O espaço do casal é bem extenso, mas são preenchidos por guardiões, todos eles com coreografias.
“A gente vem trabalhando bastante desde Julho, com acompanhamento de coreógrafa. Estamos bem tranquilos, bem leves e com uma dança diferenciada”, disse Rodrigo.

“O andamento da escola ajudou bastante, foi de acordo com o planejado. Isso facilitou e fez com a gente saísse bem satisfeito”, finalizou Jessica Gioz.
Bateria

A Barcelona do Samba ensaiou com um ritmo firme e ótima sustentação do andamento. A bateria traz duas bossas, com chamadas de repiques com bastante informação, explosão no ataque das caixas e desenhos de tamborins seguindo a melodia.
“É a primeira vez que a bateria faz o técnico aqui nessa temporada. Claro,a gente tem muito o que melhorar, temos mais um técnico de bateria aqui e dia 14 mais um geral. Mas fizemos um bom ensaio, mas ciente das coisas que devemos melhorar”, finalizou Mestre Zoinho.
Outros destaques

Assim como citado logo no início, abre-alas é um dos grandes destaques do desfile. Questionado durante o ensaio, Flávio Campello revelou que alegoria terá 75 metrôs de largura. O início traz passistas e na parte de trás uma ala coreografada.
Harmonia e carro de som destaques no ensaio técnico do Águia de Ouro
Por Gustavo Lima. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP
O Águia de Ouro realizou neste sábado seu primeiro ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi para o carnaval de 2020. O treino contou com uma garoa no começo, mas depois parou. O quesito destaque foi a harmonia. A escola cantou com muita clareza e sincronismo, algo que é priorizado pela agremiação, seja em qualquer local que estejam ensaiando. Outro destaque foi o carro de som, que é formado por três intérpretes renomados no carnaval: Tinga, Douglinhas Aguiar e Darlan Alves. O trio se mostrou bem entrosado neste ensaio e todos tem seu momento certo de destaque dentro do samba.
“Sempre tem o que melhorar, foi um ensaio legal, mas não podemos nos deitar com a cabeça no travesseiro pensando que está ótimo, tem muita coisa pra gente correr atrás e melhorar, nós vamos ver se conseguimos fazer essa melhora pro próximo ensaio técnico. Sobre o canto, não é de hoje a maneira como a gente trabalha na quadra, o temos de forte é nossa comunidade. A chuva não atrapalhou em nada, e na verdade nós nunca fizemos um ano sem ter chuva, todo ano enfrentamos um ensaio com chuva, e no próximo ensaio de repente a gente até pegue de novo”, declarou o presidente Sidnei Carrioullo.

Samba-Enredo
O Águia de Ouro resolveu apostar em carro de som com nomes de peso para 2020, trata-se do intérprete carioca Tinga e dos experientes intérpretes paulistanos Darlan Alves e Douglas Aguiar. O trio está bem entrosado e unido, ninguém atravessa o outro, estão todos trabalhando para o Águia de Ouro alcançar seus objetivos. O samba tem um cronograma, onde a primeira parte fala sobre a como conquistar o poder do saber, e na segunda parte conta que o futuro e a nova era começaram, ou seja, o homem atingiu seus objetivos em questão de inteligência.

“A comunidade está feliz com o samba, o que é muito importante, uma energia maravilhosa. Temos sempre que melhorar, cada hora temos que buscar o melhor em busca do nosso objetivo, desse sonho do Águia de Ouro. A parceria com o Douglinhas e Darlan é maravilhosa, estamos bem unidos e nos damos muito bem, isso é muito importante, cada um respeita seu espaço e estamos trabalhando em prol do Águia de Ouro, e não poderia ter pessoas melhores pra gente trabalhar. Sobre a ponte aérea, estou acostumado, a gente ensaia bastante, canta bastante. A Vila Isabel tem um ensaio só que é na quinta e aqui é aos domingos, então dá pra descansar bem”, disse o intérprete Tinga.
Bateria

Mestre Juca está há muitos anos na agremiação e tem uma identificação enorme com a comunidade. A bateria executou algumas bossas, destaque para o arranjo situado nos três últimos versos, onde a bateria e o carro de som param para a comunidade cantar em uma só voz. Vale ressaltar as coreografias que a bateria realiza ao longo do samba, principalmente os ritmistas do chocalho.
“Ensaio é sempre positivo, mesmo que aconteça alguns erros, aliás o ensaio é pra isso mesmo. Eu acho que foi muito bom, a comunidade do Águia de Ouro canta muito, acho que isso é um ponto forte, positivo, temos algumas coisas pra corrigir, mas temos mais alguns treinos por aí. O canto da comunidade é fruto de muito ensaio na quadra, a comunidade do Águia de Ouro nunca esteve tão comprometida como está no carnaval de 2020, e o time de canto é seleção, não é sempre que se junta Darlan, Douglinhas e Tinga em um carro de som, isso conta muito também. A ideia é fazer bossas durante o trajeto todo, o regulamento prevê que nós seremos julgados somente no campo de audição dos jurados, mas não sabemos aonde começa e aonde termina e de repente podemos ser penalizados por isso, mas eu estou feliz com o novo regulamento, era o que maioria dos mestres queriam e isso quem ganha é o público”, falou o mestre Juca, diretor de bateria do Águia de Ouro.
Mestre-sala e Porta-bandeira
O casal entrou debaixo de uma garoa, que logo passou, mas a pista estava molhada, o que dificultou a apresentação. O casal executou giros rápidos e coreografia dentro do samba, e mesmo com tal dificuldade passaram seguramente na avenida. Foi um dia especial para a porta-bandeira Ana Reis, ensaiando com a sua escola no dia de seu aniversário.
“Eu já estou acostumada, porque sempre os nossos ensaios são marcados nessas datas, entre dia 31 e 1 de fevereiro, e é um presente, nada melhor do que a gente estar fazendo o que a gente ama, é uma satisfação, uma honra”, declarou a porta-bandeira Ana Paula.

“Faltam 20 dias exatamente pro carnaval e a gente não para, estávamos até agora discutindo detalhes que seja importante e essencial para conseguirmos a nota máxima. A gente não quer conquistar e sim consagrar essa nota, então os ensaios continuam intensos, e esse ano com a melhora do critério vai ser melhor pra gente conseguir desempenhar um bailado mais coeso, mais preciso, com mais finalizações, que é isso que o regulamento agora pede e estamos caminhando pra fazer um grande desfile”, disse o mestre-sala João Carlos.
Harmonia

Foi o quesito destaque do treino. Historicamente, a agremiação prioriza muito o canto, isso vem principalmente de ensaios de rua e de quadra, os harmonias trabalham intensamente neste quesito e fazem com que o componente dê o melhor de si, e neste ensaio não foi diferente, a escola demonstrou muita intimidade com o samba para o carnaval de 2020, reflexo também do trabalho do conjunto musical.

Evolução

A escola passou segura neste quesito, não tiveram alas desorganizadas e presença de buracos. A agremiação aposta bastante em alas coreografias, e vale chamar a atenção que a maioria das alas usavam algum adereço de mão. Em questão de tempo, o Águia de Ouro passou correto e não teve muitas complicações.
Comissão de Frente

Foi um dos quesitos destaque da noite. A ala usa o tripé que separa os integrantes em duas partes, e a apresentação teatral se divide, onde na primeira parte aparentemente os componentes simbolizavam o ser humano na pré-história, e na outra parte, a comissão trocavam de integrantes, simbolizando o homem evoluído, e nesta parte também, há mais presença de coreografias dentro do samba.
Mesmo com chuva, Gaviões corrige detalhes do primeiro técnico e faz ensaio seguro
Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP
Segunda escola do Grupo Especial a realizar o ensaio técnico, na noite de sábado, no Anhembi, os Gaviões da Fiel entraram na avenida ainda com chuva, que amenizou durante o treino. Em comparação ao primeiro ensaio, a agremiação demonstrou maior organização no quesito evolução. Canto forte, coreografia da comissão de frente, postura da bateria, que se destacaram anteriormente, mantiveram a qualidade. A dupla de carnavalescos, Paulo Barros e Paulo Menezes, esteve presente no treino.

Comissão de Frente
O quesito promete muitas novidades para o desfile, principalmente, por trazer um enorme tripé totalmente coberto. A ala traz duas coreografia e 30 componentes, mas apenas 15 se apresentam de cada vez. No treino, os bailarinos vestiram uma regata simples. É importante destacar que, a coreografia trabalha o sincronismo e reações no rosto. Interação com a plateia também foi bastante visto.

Bateria
Diferente do “padrão”, a bateria subiu apenas depois da segunda passagem do samba. A Ritmão trouxe uma variedade de bossas, arranjos e desenhos de tamborins bem elaborados, mas sem exceder na ousadia. A paradinha no trecho “Quantos sentimentos me levam” chamou a atenção. A bateria fecha no primeiro tempo, contém desenhos de surdos de marcação e frases de caixas.

Mestre-sala e Porta-bandeira
O casal Wagner Lima e Gabriela Mondjian bailou com a tradicional roupa preta, mas dessa com detalhes dourados. Pelo fato a pista estar molhada, o mestre-sala optou por remover os sapatos e evoluir com usando apenas meias. A porta-bandeira dançou com tênis. Observados em frente ao setor A, a dupla demonstrou bom entrosamento, passos clássicos e cortejo realizado com segurança.

Harmonia
Assim como foi no primeiro técnico, o quesito manteve a ótima qualidade. O samba tem pontos de explosão e melismas estratégicos, sem exageros. Ou seja, a estrutura do samba facilita o componente cantar e respirar. Por exemplo, o refrão principal exige um canto explosivo. Agora, o início da segunda estrofe já é mais cadenciado, e proporciona uma sensação de descanso até chegar na parte “Eu sou”. Baseando exclusivamente na intensidade do canto, a ala 04 demonstrou muita força.

Evolução
O quesito apresentou uma evolução considerável, mesmo com a chuva atrapalhando os componentes em alguns momentos. Primeiro ponto de destaque: organização até com a separação das cores das bexigas. Cada ala trazia os desfilantes com o objeto nas mãos, porém a cor alterava conforme as alas. A única que diversificou foi a ala 14. Outro ponto: harmonias a frente das alas. Em muitos momentos, eles eram os responsáveis por evitar a invasão de alas, principalmente, nos componentes dispersos. Além disso, eles também ditaram o ritmo. No segundo refrão, a escola realiza um passo que, observado por cima, causa um agradável efeito visual.
Samba-enredo
Assim como citado acima, o samba se destaca pela fácil compreensão. Além de servir como um guia bastante claro do desfile, a obra é facilmente decorada. O carro de som teve um desempenho seguro e objetivo. As cordas tem pequenos arranjos durante o samba.

Outros destaques
O primeiro destaque positivo dos Gaviões foram as baianas. As mulheres estavam vestidas com uma camiseta com o logo da escola e saiote dourado, que brilhava conforme as luzes do Anhembi refletia. Cerca de 50 baianas ensaiaram. O segundo ficou por conta do segundo casal. Mesmo com a chuva, a dupla ensaiou fantasiada e, como ostentavam o pavilhão do enredo, o vermelho e amarelo combinaram da dupla combinaram perfeitamente. O terceiro destaque foi a ala 23. As mulheres vestiam saiotes e seguravam uma bandeira com o mastro na cintura. Considerando a proposta do enredo, imagina-se um uma ala que retrata o amor pela escola de samba.
Debaixo de forte chuva, X9 Paulistana faz seu primeiro treino no Anhembi
Por Gustavo Lima. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP
A X9 Paulistana realizou neste sábado seu primeiro ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi rumo ao carnaval de 2020. O treino foi marcado pela forte chuva que caiu quando a escola já estava na pista, o que inevitavelmente atrapalha a evolução de todos os quesitos, mas a agremiação passou segura, com destaque para a comissão de frente, que fez uma bela apresentação teatral, ficaram alinhados e interagiu muito com o público, o que conta muito na avaliação dos jurados. A X9 não levou muitos componentes para o Anhembi, outro problema que deva ter sido causado pela forte chuva na cidade de São Paulo.

Samba-Enredo

Interpretado por Pê Santana, que estreará a frente do carro de som da agremiação, o samba fluiu bem. É uma obra que apesar de criticada, não está comprometendo tanto a harmonia da escola. Destaque para o refrão do meio, que é de fácil entendimento e assimilação para os componentes e pegou na comunidade.

Bateria

A bateria da escola passou bem, mais uma que optou pelo uso de bastante bossas, pela questão do regulamento, com destaque para o arranjo da segunda estrofe da segunda parte do samba, que desenvolve um forró. A bateria optou por um andamento mais alto e com o desenho do tamborim de sobressaindo.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Mais um casal que sofreu com a tempestade, a pista molhada dificulta bastante a apresentação, mas mesmo com assim o casal teve um desempenho seguro, com bastante coreografia, giros e dança rápida.

Harmonia
Os componentes cantaram com clareza seu hino para 2020, teve uma queda no último setor, mas no geral, dava para ouvir bem a escola cantando o samba. A obra tem uma melodia para frente, o que ajuda o componente a cantar mais facilmente. Contudo, a agremiação tem pequenos ajustes a fazer neste quesito.

Evolução

Não houve buracos, mas tinha muito espaçamento entre os componentes das alas, provavelmente devido à tempestade que caiu durante o desfile da agremiação, talvez, seja o quesito que mais sofra com a chuva e pista molhada, pois a comunicação com os harmonias e chefe de ala fica mais difícil, o que pode causar uma certa confusão nas alas.
Comissão de Frente

Quase toda a apresentação da ala foi teatral, mostrando muita alegria e saudando bastante o público. A comissão não optou pelo uso de tripé, mas usaram uma coreografia que casa com todas as partes do samba, o que causa um fácil entendimento no público.
Com alto padrão de qualidade, bateria do Salgueiro faz ensaio com Sapucaí lotada e presença de Viviane Araújo
Por Victor Amancio
Não é de hoje que a bateria do Salgueiro é uma das melhores do Grupo Especial. Após a saída de mestre Marcão, no pré-carnaval de 2019, os mestres Guilherme e Gustavo assumiram o posto, sob olhares desconfiados do mundo do samba, e conseguiram manter o padrão de qualidade da bateria Furiosa. Nesta sexta-feira, no ensaio do Sambódromo, os ritmistas realizaram um treino empolgante e tecnicamente sem erros. Faltando 20 dias para o desfile oficial o mestre Guilherme explicou a importância do ensaio na Sapucaí para alinhar e ensaiar nas dimensões do desfile oficial.
“Faltando 20 dias para o carnaval e como a gente não vai ter ensaio técnico, esse é o nosso principal ensaio antes do desfile oficial, principalmente para nós que não ensaiamos nas dimensões da Sapucaí, nosso ensaio geralmente não é ensaiado com a bateria completa e hoje tivemos 90% da bateria aqui. Ensaiar na Sapucaí é bom para alinharmos os instrumentos, conseguir formar na posição do desfile. É um ensaio para acertar detalhes. Temos poucas coisas para acertar e achei o ensaio muito bom”, disse Guilherme.
Gustavo disse que o ensaio ocorreu dentro do que eles estavam esperando e avaliou como positivo a execução e o andamento da bateria Furiosa.
“Foi muito bom, estávamos esperando esse ensaio pois ensaiando na rua enfrentamos alguns obstáculos como rua apertada e atrapalha o rendimento da bateria. O ensaio de hoje serve para vermos a bateria no lugar do jogo oficial. Graças a Deus deu tudo certo, bossas bem executadas, o andamento muito bom, tudo do jeito que esperávamos”, completou Gustavo.
Inocentes de Belford Roxo faz ensaio de bateria no Sambódromo na raça
Por Victor Amancio
A vez da Inocentes de Belford Roxo ensaiou sua bateria nesta sexta-feira no Setor 11 do Sambódromo. Por conta de um defeito no carro de som, o volume da voz dos cantores da escola ficou mais baixo, porém a escola que levou quase todos seus segmentos para ensaiar não se abateu com o problema e ensaio na raça.
Os componentes cantaram o samba e a bateria fez um ensaio positivo. Fazendo bossas encaixadas muito bem com o samba que exalta a jogadora Marta. O mestre explicou que agora faltam poucos detalhes para acertar.
“Poucas coisas para acertar, o ensaio foi muito bom mas infelizmente o carro de som não atendeu nossas necessidades. Foi importante ensaiar, precisávamos ensaiar no lugar onde acontece o desfile oficial. Aqui temos a noção real de espaço. O melhor lugar para ensaiar é aqui”, disse Washington.
Tom Maior realiza ensaio com ótimo contingente e ala musical se destaca
Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP
Primeira escola do Grupo Especial a realizar o ensaio técnico na sexta-feira a Tom Maior trouxe um excelente número de componentes, bateria com andamento firme e ala musical aliando arranjos de cordas e sustentação do canto, sem abrir mão de variações vocais. A chuva apareceu com cerca de 15 minutos de ensaio e se intensificou com o tempo. Antes do começo do samba oficial, a presidente Luciana fez um breve discurso para seus componentes.
“O recado é mesmo que passo desde Agosto, quando começamos a ensaiar. Cantem com alegria, se divirtam. Esse ano é muito mais que um enredo, nós temos uma responsabilidade social. Temos obrigação de passar com garra, energia e com muito amor, porque nós vamos retratar o nosso povo. Aquela história que ficou muda, vamos retratar no Anhembi”.

A largada da Tom Maior foi uma das mais emocionantes até o momento. Além do alusivo e energia do samba, existia outro fator que contribuiu para comoção. O diretor musical, Rafa do Cavaco, perdeu o pai na última semana. Durante todo o momento, Rafa era um dos mais atentos e não segurou o choro durante a arrancada. O intérprete Bruno Ribas aproveitou o momento e enfatizou durante o samba: “Somos (Tom Maior) a extensão da sua família”.
Comissão de frente
O quesito também pode ser considerado um dos destaques da noite. A coreografia, que pareceu ser a oficial, contém muita velocidade, passos ágeis, sincronismo em todo momento. A ala traz uma dança afro mais moderna, escapando da representação do escravo. Uma questão de bastante destaque é a dança logo no trecho “soprando a poeira da história”, em que os bailarinos se juntam e se movimentam pra cima e baixo. Durante o treino, alguns pedaços de roupas caiam no chão, isso principalmente também pela quantidade de tecido.

Mestre-sala e Porta-bandeira
O casal Jairo Silva e Simone Gomes trouxe um bailado clássico, valorizando a leveza e as pausas, o último principalmente pela inserção no regulamento. Ambos evoluíram fantasiados com uma roupa prata e preta. Observados logo na segunda torres de jurados do quesito, a dupla apresentou o pavilhão e cumpriu os requisitos do regulamento.

“Por ser o primeiro ensaio, a gente veio super bem, não contávamos com essa chuva, ainda mais de fantasia. Mas a gente conseguiu sair super bem e a escola tá bem animada. O saldo foi positivo”, defendeu Simone.
“Exatamente. A escola veio muito, a gente também viemos muito bom, mesmo com a chuva. Agora trabalhar pro próximo ensaio”, complementou Jairo.
Bateria

Nomeada como Tom30, a batucada cativou pelo domínio de andamento, além das bossas e arranjos. Existem variações, como o próprio apagão. Todos os instrumentos zeram, e só os repiques continuam. Os ritmistas levantam o braço direito com o punho cerrado. Os repiques voltam numa chamada tradicional de pergunta e resposta, para emendar numa outra bossa.
“Nós viemos terça-feira no ensaio específico de bateria, achei razoável. Hoje com a escola inteira, com um contingente legal, a bateria se sentiu a vontade. Nunca tá pronto, mas a gente vai trabalhando para que dia 21 esteja em perfeitas condições”, contou Mestre Carlão.
Samba-enredo

O desempenho do samba foi bastante agradável. O hino tem letras coerentes com a mensagem do enredo. O samba casa com a voz do intérprete Bruno Ribas. Comparando ao ano passado, a entrada da Mayara fortaleceu a afinação e enriquece as variações vocais. Por exemplo, a ala trabalha com contracantos e aberturas de vozes, como na própria entrada do refrão.
Harmonia
O quesito que julga diretamente o canto componente é ainda um ponto para se trabalhar. Ainda existem pessoas com dificuldades de pronunciar o samba com clareza. Alguns até cantam o samba de maneira errada. Mas, no geral, a agremiação apresenta um volume do canto bastante válido, apenas um ponto para se trabalhar até o desfile.

A presidente Luciana conversou com o site sobre análise o técnico.
“O primeiro ensaio sempre tem ajustes a serem feitos, até porque é a primeira vez que a gente consegue juntar todos os componentes. Mas eu fiquei contente com o resultado, mesmo com a chuva o povo veio contente e dedicado”.
Evolução
Visivelmente a escola mostra a intenção de deixar os componentes livres. Não tem muitas coreografia, o desfilante literalmente tem a possibilidade de brincar o carnaval. Um destaque positivo é a ala localizada logo à frente da bateria. Além de se posicionar de ótima forma na entrada do recuo, foi uma das alas mais animadas do ensaio. O ensaio teve mais de 2 mil pessoas e o portão fechou com 60 minutos.

“Foi acima da expectativa, tanto de público quanto de qualidade. A gente tem alguns ajustes, notei duas variações de velocidade. Fora isso achei perfeita a apresentação”, afirmou Yves Alexeiv, diretor de harmonia.

