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Império Serrano dá pontapé inicial aos ensaios de comunidade nesta terça

O Império Serrano inicia nesta terça-feira a temporada de ensaios rumo ao Carnaval 2026. Preparando-se para desfilar pela Série Ouro com o enredo “Ponciá Evaristo Flor do Mulungu”, a escola realizará seu primeiro ensaio de canto em frente à quadra, na Av. Ministro Edgard Romero – 114, em Madureira, a partir das 20h.

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Segundo o diretor de carnaval Jeferson Carlos, este é um momento importante para consolidar a força do samba e preparar o chão imperiano para mais uma grande apresentação na Marquês de Sapucaí.

“Os componentes abraçaram o samba com muito amor e entenderam a grandeza desse enredo que homenageia Conceição Evaristo. Agora é hora de afinar o canto, buscar a unidade e, na sequência, iniciar os ensaios de evolução. O Império vem forte e unido para lutar pelo retorno ao Grupo Especial”, destacou o diretor.

No Carnaval 2026, o Império Serrano será a quarta escola a desfilar no dia 14 de fevereiro, sábado, na Marquês de Sapucaí, em busca do título da Série Ouro e o retorno ao Grupo Especial.

Xande de Pilares se apresenta no Polo Educacional Sesc na quarta

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O Centro Cultural do Polo Educacional Sesc recebe no próximo dia 29 de outubro, às 15h, o cantor e compositor Xande de Pilares para mais uma edição do projeto Conversa & Canção, que traz ao público encontros com grandes nomes da música brasileira. O evento tem entrada gratuita e será mediado pelo produtor musical e apresentador Maurício Pacheco.

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Foto: Divulgação

Xande de Pilares conquistou o público como vocalista do grupo Revelação, um dos maiores fenômenos do samba das últimas décadas. Em carreira solo, consolidou-se como uma das vozes marcantes da música brasileira, colecionando sucessos como “Tá Escrito”, “Deixa Acontecer” e “Gratidão”.

No Conversa & Canção, o artista compartilha histórias, inspirações e curiosidades de sua trajetória, intercaladas com momentos musicais que revelam sua conexão com as raízes do samba e com a canção popular brasileira. O encontro propõe uma imersão no universo criativo do cantor, aproximando o público de sua obra e de sua trajetória artística.

Além do artista para encerrar o mês, haverá a apresentação única do espetáculo teatral Amor de baile, com WDO Produções no dia 30 de outubro às 20h.

Confira a programação completa:
• 29/10, 15h – Xande de Pilares – Conversa & Canção, apresentado por Maurício Pacheco – Música
• 30/10, 20h – Amor de baile, com WDO Produções – Teatro

Serviço
Local: Polo Educacional Sesc – Av. Ayrton Senna, 5.677, Barra Olímpica, Rio de Janeiro
Entrada gratuita | Ingressos distribuídos 1h antes do início de cada atividade
Estacionamento gratuito sujeito à lotação
Informações: [email protected] | (21) 3214-7404
Programação completa: poloeducacionalsesc.com.br

Com a homenagem a Rita Lee, Wallace Capoeira já projeta um grande carnaval para a Mocidade no próximo ano

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Wallace Capoeira assumiu a direção de carnaval da Mocidade Independente de Padre Miguel ao lado de Marcelo Plácido para o próximo carnaval, quando a Estrela Guia da Zona Oeste levará à Passarela do Samba a vida e a obra da cantora Rita Lee, com o enredo “Rita Lee – A Padroeira da Liberdade”, do carnavalesco Renato Lage. Ao CARNAVALESCO, o diretor de carnaval comentou sobre o trabalho em dupla com Marcelo, a preparação para a final de samba, os ensaios de rua e como tem sido a convivência com Igor Vianna, Renato Lage e os demais segmentos da escola.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Agradecido e maravilhado com o trabalho na Estrela Guia, Capoeira explicou a divisão de funções entre ele e Marcelo Plácido na direção de carnaval da Mocidade: enquanto Marcelo se concentra mais nas questões do barracão, Wallace foca na relação com a quadra, a harmonia e a evolução. Ele também destacou o papel fundamental de Sandro Menezes, diretor-geral de harmonia, como parte essencial da equação para o carnaval da escola.

“É um triângulo de irmãos, de parceiros, cada um fazendo a sua função. Porém, nós dois, eu e Marcelo, caminhamos sempre juntos, um ajudando o outro no que for possível. É uma parceria que tem tudo para dar certo. Somos irmãos e, acima de tudo, pensamos muito positivamente pela Mocidade Independente de Padre Miguel”, pontuou.

A relação com o carnavalesco Renato Lage também foi abordada. Wallace destacou a experiência única de trabalhar ao lado do “Mago” nesta preparação para 2026, ressaltando o cuidado dele com a direção de carnaval e com o barracão, além de sua importância para a história da escola e do próprio carnaval.

“O Renato nos dá todo o amparo. Ele não deixa faltar uma informação sequer. Qualquer dúvida que a gente queira tirar, ele está pronto para responder”, afirmou Capoeira.

Segundo Wallace, as alas seguirão o padrão do último carnaval, sendo 100% formadas por componentes da comunidade, dentro do projeto já estabelecido para o desfile de 2026. Ele explicou que qualquer eventual mudança parte da direção da escola.

“Qualquer mudança ou alteração é responsabilidade da direção, da presidência ou do jurídico da escola. A nós cabe tocar o projeto, e é isso que estamos fazendo, certos de que todo independente vai estar no próximo carnaval. Mas lembrando sempre: a minha função é uma, a da presidência é outra. São eles que nos dão o respaldo e dizem o que é necessário. No momento, estamos 100% comunidade”, frisou.

Os ensaios de rua, garantiu Capoeira, devem começar em novembro, conforme o cronograma previsto, após os ensaios de quadra na Vintém. Ele destacou a potência de Igor Vianna, que assumiu o microfone principal da escola da Zona Oeste para 2026, e elogiou o carro de som da Mocidade, projetando confiança para o desfile em homenagem a Rita Lee.

“O Igor é prata da casa, filho de Ney Vianna. Além dele, o trabalho com o Dudu também é excelente. Acho que a Mocidade tem um carro de som muito potente, muito forte, muito ciente da responsabilidade de cada um. É um privilégio. Sobre o samba, espero amor, carinho, empoderamento, liberdade, intensidade, vibração, harmonia, alegria e, acima de tudo, o ser da Mocidade Independente de Padre Miguel”, finalizou.

Mangueira 2026: aprenda o samba com o intérprete Dowglas Diniz

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Agnaldo Amaral celebra chegar à quarta das cinco matriarcas do samba paulistano: ‘Satisfação imensa’

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Um dos intérpretes mais conhecidos da história do carnaval paulistano é Agnaldo Amaral. Com carreira mais do que consolidada na maior cidade da América do Sul, o cantor assumirá mais um desafio em 2026: após sair da Nenê de Vila Matilde, ele assinou com a Unidos do Peruche. Com a chegada à verde, amarelo e azul da cor do anil, o profissional tornou-se o primeiro a ocupar o principal microfone de quatro das cinco matriarcas do samba paulistano. O CARNAVALESCO conversou com o intérprete no lançamento do enredo da Unidos do Peruche para 2026 e perguntou para ele a satisfação em, praticamente, completar o ciclo das matriarcas do samba paulistano.

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Foto: Will Ferreira/CARNAVALESCO

História do histórico

Cria do Barroca Zona Sul, Agnaldo Amaral estreou no microfone principal da Faculdade do Samba em 1988. Em 1990, chegou à primeira matriarca da carreira: o Camisa Verde e Branca. Em 1994, após passagem pelo Pérola Negra, chegou à segunda: o Vai-Vai. Após mais de um período no Trevo e na Saracura, em 2014 chegou à terceira matriarca da lista: a Nenê de Vila Matilde. E, a partir de 2026, estará na Unidos do Peruche – quarta matriarca na carreira do cantor, que apenas não esteve à frente da Lavapés, atualmente no Grupo Especial de Bairros da UESP. Além das agremiações citadas, ele também teve passagens por Unidos de Vila Maria e Estação Primeira de Mangueira.

O próprio intérprete destrincha a carreira: “Para mim é uma satisfação imensa chegar na Unidos do Peruche. A gente está aí há quase 40 anos na pista quase de repente, eu comecei como se fosse alguma brincadeira que eu não tinha intenção de nada – aliás, nem cantava samba-enredo, fazia mais programas de teatro de revista, trabalhei com Oswaldo Sargentelli e etc. Aí, tão de repente, para mim, apesar de tudo, foi algo suave vir para o samba. Vieram Barroca Zona Sul, Camisa Verde e Branco, Vai-Vai, Nenê de Vila Matilde, fiz um breve passeio até a Estação Primeira de Mangueira, o que foi uma satisfação imensa. E hoje é aqui, fechando o ciclo maravilhoso com a Unidos do Peruche”, resumiu.

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Ao ser perguntado sobre a satisfação em chegar na última matriarca que disputa grupos da Liga-SP em que ainda não havia cantado, Agnaldo Amaral mostrou humildade: “Para mim, para a minha carreira, para o meu orgulho e para o agradecimento a Deus, posso estar participando dessas escolas maravilhosas, que tem um fundamento enorme no carnaval – que antes da gente chegar já estavam aí. A Peruche não é a cereja do bolo: cereja do bolo é o pavilhão. A gente chega chegando, canta com amor, com emoção, com carinho – assim como foi em todas as escolas. Não poderia deixar de ser diferente aqui na Peruche. Para mim, é essa satisfação imensa”, comemorou.

Olho em 2026

O próprio intérprete destacou que, agora, toda a atenção da agremiação está voltada para a escolha do samba-enredo: “Que papai do céu nos abençoe, que venham bons sambas. Isso é quase 90% de um desfile, para quem não sabe, A gente vai ser muito minucioso na escolha. Quero participar também, como sempre participei em outras escolas. Não quero saber quem é compositor: o interesse é a obra”, comentou.

Agnaldo Amaral também destacou o evento no qual ele foi entrevistado pela reportagem, elogiando a batucada da agremiação: “O lançamento do enredo foi ótimo, foi maravilhoso. Hoje é que eu senti o chão, senti essa pulsação, essa bateria Rolo Compressor maravilhosa, a batida do mestre Azeitona já dá para ver que é fantástica. Só desejo tudo de bom, tudo de melhor para nós, e que a Peruche realmente volte para o lugar que ela merece estar, que é no Grupo Especial”, comentou.

Longo prazo

Em outro momento da entrevista, Agnaldo Amaral deu a entender que pretende ficar bons anos na Filial do Samba: “Vamos galgar esse ano, o ano que vem, o outro ano, o terceiro – e, se Deus quiser, estaremos no Grupo Especial. Tenho certeza disso. Só depende de nós, tudo é um trabalho. Não tem aquela que já ganhou por conta do nome: o único nome que ganha sempre, para mim, é Jesus. Esse é o nome, o resto é sobrenome. Vamos lá, vamos trabalhar e fazer o melhor para nós. Na dúvida, podem encostar, porque vai ser choque neles!”, brincou, parafraseando e falando os gritos de guerra tradicionais do intérprete.

Exemplo para as matriarcas

O intérprete pontuou que as movimentações no vai-e-vem do samba feitos pela Filial do Samba para 2026 podem ser utilizadas como inspiração para as demais tradicionais do carnaval paulistano: “Estão deixando as grandes escolas de lado. Está faltando uma reciclagem, está faltando uma inovação. E a Peruche, com certeza, trazendo Chico Espinosa, Agnaldo Amaral e mais esse elenco todo aí, acredito que vai ser um trabalho maravilhoso e excepcional conduzido pelo presidente Zoio. Já está sendo, já estou me sentindo em casa”, finalizou.

‘Muda essa história, Tijuca!’ Gravação do samba para o Carnaval 2026 emociona ritmistas e integrantes da ala musical

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A gravação da faixa da Unidos da Tijuca para o álbum dos sambas-enredo de 2026 ocorreu em 23 de setembro, no Estúdio Century, na Barra Olímpica. Reunindo ritmistas, componentes do carro de som e do coro, o encontro marcou mais um passo rumo ao carnaval, eternizando o hino que a escola do Borel levará para a avenida com o enredo “Carolina Maria de Jesus”, desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira, em homenagem à escritora mineira.

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Nildo Barbosa, de 50 anos, tijucano de coração e responsável pelo violão de sete cordas do Pavão, comentou sobre como é, para ele, inacreditável, além de uma honra, participar da gravação do samba da escola. Ele agradeceu o convite feito pelo diretor musical Ivinho e exaltou o amor com que a faixa foi produzida.

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Nildo Barbosa

“A parte do ‘muda essa história, Tijuca’, que eu acho que não preciso nem falar mais nada, e o enredo já diz por si: Carolina Maria de Jesus. Estar na escola que você gosta, defendendo o pavilhão, fazendo o que ama, que é a música, e com amigos… Graças a Deus estamos com uma família maravilhosa, que um gosta do outro, briga um pelo outro. Já gravei no ano passado também, sendo essa a segunda gravação, agora junto com o Ivinho na direção musical. E o melhor de tudo é que a gente está fazendo com amor. Tudo na vida, qualquer profissão, qualquer coisa, a primeira coisa que a gente tem que fazer é colocar amor. Quando a gente faz com amor, tudo sai legal, sai grandioso. Perfeito é uma palavra muito difícil, porque às vezes, para um, está bom; para outro, não. Mas, fazendo tudo com amor, fica grandioso”.

Lissandra Oliveira, conhecida por sua presença em diversos coros de diferentes escolas de samba, integrará neste ano o carro de som da Unidos da Tijuca. Ela se emocionou com o samba que a escola levará para a Sapucaí e contou que participar da gravação foi muito especial por conta da homenagem a Carolina Maria de Jesus.

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Lissandra Oliveira

“Para mim, cada ano é diferente. Eu já gravo há muito tempo, porém, cada ano dá um frio na espinha, é diferente. E este ano, pra mim, é especial, porque eu vou cantar na Unidos da Tijuca e vou falar de uma mulher tão especial, tão forte como Carolina Maria de Jesus. Estar aqui hoje é mais do que especial por essa causa. Sair na Tijuca e falar de uma mulher tão forte, tão poderosa como ela, com um samba que toca no fundo, que fala da vida dela… você vai refletindo o que ela passou, a fome, as dificuldades, para chegar onde chegou e nos representar com uma força imensa. Esse samba, pra mim, como mulher, é muito forte, é um sonho. É muito bonito e diz muita coisa, fala da verdade dela”.

Os ritmistas Yuri Martins, de 32 anos, e Diogo Oliveira (Coringa), de 41, também participaram da gravação. Yuri descreveu a obra como emocionante para ele e para todos os “crias” do Borel, nascidos em comunidades, e afirmou que estar no estúdio foi um momento marcante. Já Diogo destacou a importância de eternizar o samba e a esperança de que a obra ajude a Tijuca a voltar aos lugares mais altos do carnaval carioca, retornando ao sábado das campeãs.

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Yuri Martins

“É emocionante participar aqui, porque eu já estou na escola há mais de 20 anos e vou para o meu sexto ano como diretor de bateria. A gente quer ver a Tijuca forte com esse enredo e com um samba tão bonito, tão marcante. Para nós, que somos tijucanos e ritmistas, é muito emocionante. Esse samba mexe com um sentimento em nós, que somos favelados e criados dentro de comunidade, especialmente pela letra, que fala um pouco disso também. Mexe muito com quem mora no Borel, com quem é cria de verdade”, contou Yuri.

“É uma sensação única estar eternizando o samba da Tijuca para 2026. Daqui a 10, 20, 30 anos, vamos tocar esse samba e lembrar que fizemos parte da gravação, estamos entrando para a história da escola. É um samba muito potente e forte, sobre uma mulher que foi muito importante para a construção do nosso país, que é tão preconceituoso. Uma mulher que lutou bastante para conseguir vencer na vida e ela venceu. Gosto muito do refrão do meio, ‘Os olhos da fome eram os meus’, e do refrão da cabeça também, ‘Muda essa história, Tijuca’. A Tijuca vem, há alguns anos, ficando na parte de baixo da apuração, e está na hora de mudar, de voltar ao topo, de ganhar um carnaval. Chegou a hora de voltar entre as campeãs e ser protagonista do Carnaval”, declarou Diogo.

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Diogo Oliveira (Coringa)

Samba da Viradouro 2026: Sandrinho, o técnico do barracão que virou compositor

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Nesta terça-feira, quando o samba para o enredo “Pra cima, Ciça!” estiver disponível nas plataformas digitais, será mais uma etapa de comemoração para um compositor estreante no Carnaval carioca e que vai sacramentar o exercício dele em dupla função na escola de Niterói. Alessandro Garcia, que na parceria do samba da Viradouro assina como Sandrinho, bate ponto como técnico de Segurança do Trabalho diariamente no barracão da escola, na Cidade do Samba. O jeito descontraído como foi visto no palco durante as eliminatórias do concurso de samba pouco lembra a postura compenetrada adotada no local de trabalho, onde circula checando se as coisas estão em seus devidos lugares, garantindo a segurança de quem transita pela área de produção de alegorias e fantasias.

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Foto: Vinicius Ximenes/Divulgação Viradouro

Alessandro mora no Barreto e tem 53 anos. Frequenta a Viradouro há 35 anos. Já foi componente, presidente e harmonia de ala até entrar para o time de compositores. Em 2018, foi contratado como funcionário já pra liderar a área de Segurança do Trabalho. Participou pela primeira vez da disputa de samba pro Carnaval de 2020 e concorreu também para 22, 23 e 26. Este ano, chegou à final pela segunda vez.

Como incentivo pra disputa acirrada que ele e parceiros tiveram pela frente, Alessandro contou, no barracão, com o apoio de uma torcida fiel e animada que incluiu alguns colegas mais próximos, como Niltinho do Nascimento, diretor de barracão, os bombeiros civis Vanessa Pereira e Marcus Vinicius da Silva e de Vanderson Torres, do almoxarifado.

“Todo o pessoal do barracão me apoiou e quem tinha mais disponibilidade foi até a quadra engrossar a torcida pelo samba. Mas meu maior incentivador foi meu filho Miguel, de 12 anos, e que há oito me acompanha sempre que vou à quadra”, revela o compositor, que tem como companheiros no samba criado para homenagear mestre Ciça, Claudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto,Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet e Thiago Meiners.

“Estou curtindo cada momento desse processo todo e continuo comemorando. Se Deus quiser, essa comemoração toda vai terminar com vitória da Quarta-Feira de Cinzas e com a conquista do quarto título da Viradouro”, torce Alessandro.

Também nesta terça-feira, o videoclipe do samba da Viradouro será divulgado no canal do Rio Carnaval no Youtube.

Mocidade Alegre mescla estilos, cores e materiais em fantasias para homenagear Léa Garcia

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Campeã de dois dos últimos três desfiles do Grupo Especial de São Paulo, a Mocidade Alegre realizou a Festa dos Protótipos para o Carnaval de 2026 neste domingo, na Arena Morada do Samba. Todas as alas da apresentação de “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, que será assinada pelo carnavalesco Caio Araújo, foram exibidas. Sempre presente em eventos importantes das agremiações paulistanas, o CARNAVALESCO esteve presente no evento (assim como também compareceu à final de samba-enredo da Mocidade Alegre para 2026) e conversou com alguns nomes importantes da Morada do Samba para trazer um panorama mais amplo em relação às indumentárias – e sobre a festividade como um todo.

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Inspiradora

Não é qualquer pessoa que se torna homenageada em um enredo de escola de samba. Para além do desfile, a carreira de Léa Garcia trouxe uma série de estímulos para Caio Araújo: “A gente recorreu muito ao que a Léa construiu na carreira e ao que ela deixa como herança imagética dessa carreira, também. As nossas inspirações são desde a arte preta produzida na época em que a Léa começa, na década de 1960. O ex-marido dela, Abdias Nascimento, foi uma fonte de inspiração muito forte para a visualidade do próximo desfile da Mocidade Alegre. Manoel Araújo também. A gente foi pescando aqui e ali referências de vários artistas pretos: a gente foi pescando referências do cinema e da televisão para a gente criar um conjunto de figurinos que também é teatral. A Mocidade vem com uma pegada de figurinos teatrais para a gente contar essa história de uma maneira que faça jus ao legado da Léa”, detalhou.

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Cores e materiais

Ao homenagear uma personalidade afrodescendente, nada mais natural que um leque de tons terrosos aparecesse. O que se viu, entretanto, foi algo muito mais diverso: “O público vai, de fato, ver tons de palha e terrosos, mas não vai ser só isso. A Léa mostra para a gente que a arte africana é muito mais do que esse estereótipo que a gente imagina quando isso é colocado de frente para nós. A gente vai ver, sim, palha e tons terrosos. Mas a gente vai ter uma Mocidade Alegre extremamente luxuosa e quente em termos de cor e caminhos de arte afro. A gente vai ter maracatu, a gente vai ter um pouquinho daquele grafismo do Abdias Nascimento – que ele coloca nas obras de arte visual dele. A gente foi para vários lados para a gente criar esse caleidoscópio que a Léa é. Ela fez muita coisa ao longo da carreira e a gente está conseguindo refletir isso na visualidade do desfile”, comentou Caio, em comentário que a reportagem atestou que, de fato, é verídico.

A diversidade não está apenas nas cores. A Mocidade Alegre também utilizará diversas matérias-primas diferentes nas indumentárias da Morada do Samba: “Em 2026, a gente está mesclando muita ousadia e criatividade com luxo. A gente vai ter desde fantasias que a gente está apostando no veludo e na renda até fantasias que vocês vão ver prendedores de roupa, corda de sisal e palha. A gente está mesclando muito esses dois mundos para a gente falar dessa arte preta – que é, sim, também, esse estereótipo que a gente conhece, mas que é muito mais ampla e que percorreu muito mais lugares”, afirmou.

União do útil ao agradável

Escola com diversos superlativos no carnaval paulistano (sobretudo a partir do ano de 2003, período no qual a Mocidade Alegre conquistou oito títulos de lá para cá), Caio também aproveitou para destacar que, apesar da ótima impressão deixada pelos protótipos da escola, o profissional buscou facilitar os movimentos da comunidade do Limão: “O maior desafio na Mocidade é a gente fazer um conjunto de fantasias que seja funcional para o nosso povo. E a gente conseguiu! A gente chegou num resultado de fantasias que são luxuosas e que são impactantes, mas são muito confortáveis para o nosso povo desfilar. Eles merecem conforto na hora do desfile, eles merecem brincar, porque é isso que a Mocidade gosta de fazer na avenida. A Mocidade entra técnica, a Mocidade entra com essa coisa de estar buscando o título sempre, mas é uma comunidade que gosta de entrar feliz, leve e com força. O nosso conjunto de fantasias proporciona isso”, destacou.

Elogios às peças

Diretor de Carnaval da Mocidade Alegre, Junior Dentista teve uma série de comentários positivos em relação aos protótipos da agremiação: “Eu não gostei, eu adorei os protótipos das fantasias, na verdade. A Mocidade é muito técnica, a gente estudou muito o critério de julgamento para 2026. A gente tinha uns pilotos já prontos e mexemos em algumas alas (que ficaram ainda melhores) para se adequar dentro da regra do jogo. O jogo de cores e de formas, aliás, está maravilhosa. A qualidade das fantasias também está maravilhosa pelo que a gente viu aqui. Independentemente de ser diretor de carnaval, a gente tem uma presidente que tem um bom gosto tremendo – e ela não abre mão de ir para a avenida igual os pilotos”, citou.

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Fidelidade ao protótipo

Junior aproveitou para pontuar que, se a execução perfeita dos protótipos é praticamente impossível, a Morada do Samba se compromete a buscar o mais alto grau de detalhe em cada peça: “Tivemos muitos problemas lá atrás por mostrar um piloto e ter outra fantasia na avenida. O componente reclama muito. A Mocidade ainda consegue vender fantasia, a escola não é totalmente doada em relação às peças. A gente consegue fazer um meio termo em relação a essa questão. Já que a gente está mostrando os pilotos para a comunidade e para o mundo do carnaval, esse é um produto que o componente olha e fala que quer comprar. Você tem que fazer a entrega fiel do que mostra. Em 2026, assim como foi no Carnaval passado, a Mocidade vai vir com 99,9% das fantasias iguais aos que foram mostradas hoje”, finalizou.

O evento em si

Iniciado com o Samba dos Compositores, a Festa dos Protótipos da Mocidade Alegre teve uma apresentação da Moradinha do Samba, agremiação mirim da escola. Ainda antes da apresentação das fantasias, a agremiação fez um ensaio geral com os componentes (e com as lideranças no palco) e recebeu a coirmã carioca Unidos de Padre Miguel – que compareceu com personalidades como a presidente Lara Mara; Andressa Marinho (rainha da bateria Guerreiros); mestre Laion Jorge; o intérprete Bruno Ribas e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da instituição, Marcinho Siqueira e Cris Caldas.

São Clemente escolhe o samba que vai embalar seu desfile no Carnaval 2026

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A São Clemente já tem o hino que vai guiar sua passagem pela Avenida no Carnaval 2026. Em uma final marcada por emoção, alegria e muito samba no pé, a escola de Botafogo anunciou a vitória do samba da parceria de Nelson Amatuzzi e Cia, que conquistou o público e os jurados na quadra lotada neste fim de semana.

A noite foi também de celebração pelos 64 anos de história da agremiação, que reafirmou sua identidade alegre, crítica e irreverente, marcas registradas do pavilhão preto e amarelo. O samba campeão traduz o espírito clementiano com versos que exaltam o quintal da escola como verdadeiro templo do samba carioca, lugar onde partideiros, compositores e amantes da cultura popular se encontram para celebrar a boemia e a criatividade.

Enredo: “Na Tamarineira, é pagode, é carioca, é São Clemente”
Compositores: NELSON AMATUZZI / CÉSAR OURO / JAMES BERNARDES/HUGO BRUNO/DEDÉ RUSSO / LN
VANDO CARDOSO / VICTOR MENDES

EU SOU O TRONCO FORTE QUE INSISTE!
SER RAIZ QUE ATRAVESSA OCEANOS,
RESISTE NO CANTO, NASCE DA DOR
DO CHORO DERRAMADO NUM BATUQUE APORTOU
O JONGO E O LUNDU NA CASA DE CIATA
NO VALONGO, NOS QUILOMBOS, MINHA SEIVA É LIBERTAR,
EM CADA GALHO UMA FADA E UM “PAGODINHO”
BIRA, JORGE E ARLINDO,
AFRICANA DINASTIA A RESSOAR

EM TOM DE PROTESTO, SOU MANIFESTO
MEUS VERSOS NÃO SE PRENDEM À MORDAÇA
ACORDE EM LIBERDADE, FLORESCEU COMUNIDADE
NO CANTO QUE AGITA A MASSA

NAS “LEVADAS” VIREI SAMBA ENREDO,
ESCOLAS FINCARAM BANDEIRAS
NO CACIQUE ERGUI MEU TERREIRO,
SANTÍSSIMA TRINDADE PIONEIRA
FESTEJAR VIROU LITURGIA NO FUNDO DO NOSSO QUINTAL
A CADA HERDEIRO UM SONETO DE AMOR, FAZ DO BERÇO IMORTAL (IMORTAL)
UM FIEL CLEMENTIANO
NÃO PERDE O COMPASSO, FELIZ À CANTAR
COM DIGNIDADE, ENFRENTA A TEMPESTADE
PRO SHOW CONTINUAR

FIRMA O PARTIDO ALTO, PRO PAGODE COMEÇAR
JÁ MANDEI BUSCAR IOIÓ, JÁ MANDEI CHAMAR IAIÁ
BANJO, VIOLA, CAVACO, REPIQUE E PANDEIRO
SÃO CLEMENTE É QUINTAL DE TODO PARTIDEIRO

De volta ao trono: Iza é coroada rainha de bateria da Imperatriz em dia de emoção e pertencimento na Leopoldina

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A quadra da Imperatriz Leopoldinense viveu um dia de pura emoção neste domingo. Em uma grande festa que reuniu a comunidade de Ramos, o mundo do samba e convidados especiais, a cantora Iza foi coroada rainha de bateria da agremiação, retomando o posto após três anos. O retorno da artista à sua escola do coração simbolizou não apenas a volta de uma musa, mas também a reafirmação de laços, memórias e raízes com a Leopoldina.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

A coroação aconteceu no palco principal da quadra, com direito a feijoada, apresentações dos segmentos da escola e show completo do cantor Tiee. Iza foi anunciada pela presidente Cátia Drumond, pelo vice-presidente João Drumond, e recebeu das mãos da atriz Cris Vianna, que reinou por quatro anos à frente da bateria, a coroa que a consagra novamente como Rainha da Swing da Leopoldina, comandada por mestre Lolo.

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Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

“Estou muito feliz. Me sinto muito lisonjeada. Não iria para outra escola. Só faz sentido porque sou daqui, estudei ali atrás, morava aqui, minha família está toda na quadra. Samba é sobre isso: legado, pertencer, saber de onde você veio. Fico muito feliz de me sentir abraçada e amada pela comunidade”, disse Iza, emocionada.

‘Sou toda da Imperatriz’

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Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

Em nova fase da vida, agora como mãe, Iza contou que se sente mais preparada e organizada para encarar o desafio de reinar novamente à frente da bateria.

“Mãe, a gente dá jeito de fazer tudo. Me sinto mais preparada. Depois da maternidade a gente aprende a priorizar o que é importante. Bloqueei minha agenda até o fim do ano. Sou toda da Imperatriz. Estou sempre conversando com a presidente Cátia para conseguirmos nos organizar para estar nos ensaios de rua e de quadra”, revelou a artista.

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Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

A cantora ainda destacou que o posto é uma missão de respeito e entrega total.

“A comunidade tem que cobrar mesmo. Samba é legado, ancestralidade. O cargo não é meu, ele é da escola. Quem se dispõe a estar nesse lugar precisa estar disponível. Dessa vez, estou em paz, e a Imperatriz também. O mínimo é ter dedicação e respeito”.

Orgulho e força da mulher da Leopoldina

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

A presidente Cátia Drumond não escondeu a emoção ao ver Iza de volta à quadra e exaltou o protagonismo das mulheres da comunidade.

“Como diz a Pitty, o sonho virou realidade. Temos aqui um grupo de mulheres poderosas da Leopoldina. Viva Ramos! Nós merecemos! A mulher da Leopoldina tem uma força do cacete. Eu me incluo, porque sou nascida em Olaria e faço parte dessa comunidade”, declarou Cátia, empolgada.

O vice-presidente João Drumond também ressaltou a importância simbólica da volta de Iza.

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Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

“A Iza é uma artista de tamanho global que saiu de Olaria. Ela representa a admiração de todas as meninas da nossa comunidade. Todo mundo quer ser a Iza. Para mim é motivo de orgulho que ela volte para a gente como rainha de bateria, como uma das protagonistas mulheres da Leopoldina”.

Representatividade e emoção na coroação

A coroação teve um momento de forte simbolismo quando Cris Vianna passou a coroa para Iza, emocionando o público presente.

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Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

“Coroar a Iza foi muito especial para mim. Ver uma mulher preta como rainha ainda é muito importante. Me sinto honrada de estar aqui e coroar uma mulher que admiro e respeito. Uma pretona! De verdade, acho que hoje vou embora mais feliz do que cheguei”, declarou Cris.

O presidente da Liesa, Gabriel David, também esteve presente e destacou o significado do retorno da cantora para o Carnaval carioca.

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Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

“A Iza é uma pessoa que se entrega muito ao carnaval, especialmente para a comunidade de Ramos. Sua volta é muito importante e tem tudo para ser uma jornada de muito êxito”, afirmou.

Rumo ao Carnaval 2026

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

No próximo desfile, a Imperatriz Leopoldinense levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Camaleônico”, idealizado pelo carnavalesco Leandro Vieira, que vai celebrar a obra e a genialidade performática de Ney Matogrosso, intérprete de clássicos como “Sangue Latino”, “Rosa de Hiroshima”, “O Vira”, “Homem com H” e “Metamorfose Ambulante”. A Verde e Branca será a segunda escola a desfilar no domingo de carnaval, dia 15 de fevereiro de 2026.