Em Cima da Hora sela união de sambas na última final da Série Ouro e celebra nova era com chegada do patrono Vinícius Drumond
Por Gabriel Radicetti e Luiz Gustavo
A noite foi de celebração, emoção e recomeço em Cavalcante. Na madrugada deste domingo, já após as 5h, a Em Cima da Hora definiu o seu samba-enredo para o Carnaval 2026, a última final da Série Ouro. A azul e branca de Cavalcante optou pela junção de duas parcerias. A obra vencedora é assinada por Caio Ribeiro, Gabrielzinho, Orlando Ambrósio, Marcota de Cavalcante, Serginho Aguiar, Gabriel Simões, Alexandre Reis, Márcio de Deus, Sílvio Romai, Raphael Gravino, Camila Lúcio, Gigi da Estiva, Jorginho da Flor e Mateus Pranto.
“Emoção gigantesca. Enfrentamos gente muito grande no carnaval, que está acostumada a ganhar samba-enredo. Se sagrar campeão junto com uma parceria que eu acho top, é muito bom, é excelente, eu estou muito satisfeito. A emoção é sensacional. A gente gosta muito da melodia. A gente quis fazer uma grande gira, uma grande ladainha, uma umbanda tocada a céu aberto, porque o enredo remetia muito isso para gente”, disse o compositor Caio Ribeiro.

A festa marcou também a reabertura oficial da quadra da escola, completamente reformada, e o lançamento de uma nova fase sob a liderança do presidente de honra, Vinícius Drumond, que foi apresentado oficialmente à comunidade e prometeu levar a Em Cima da Hora a um novo patamar. Durante o evento, a agremiação ainda fez a coroação da nova rainha de bateria, Maryanne Hipólito, além das novas musas que brilharão no desfile do próximo carnaval.
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E a noite de novidades não parou por aí: a escola confirmou que o intérprete campeão em São Paulo, Carlos Junior, do Rosas de Ouro, formará dupla com Igor Pitta, em uma combinação que promete potência e emoção na avenida.

“Foi a primeira vez que eu coloquei samba na Em Cima da Hora. É uma felicidade muito grande ser campeão aqui. A gente sabe da dificuldade que é ganhar um samba na Em Cima da Hora, uma escola com diversos sambas antológicos, conhecidos pelo mundo inteiro, samba inclusive considerado por muitos como o melhor samba da história. Ganhar se você ganhar uma disputa numa escola dessa magnitude, numa escola com essa cultura de grandes sambas, é maravilhoso, é indescritível. Estou de verdade muito feliz com essa conquista. O que levou o nosso samba a ser vitorioso foi a essência que o samba carrega, dentro de um enredo que fala das Pombas Giras. A gente trouxe toda a energia das Pombas Giras, uma essência muito grande. O nosso samba era carregado de axé e isso ajudou a essa vitória acontecer”, comentou o compositor Gabriel Simões.
“Realmente, você ganhar o samba no momento que a Em Cima da Hora vive, é pra fazer história. Uma escola de excelentes sambas, sambas antológicos. E ganhar aqui pela primeira vez realmente é um marco na minha vida. Acredito que a escola vem muito bem preparada, o carnaval muito bem desenvolvido e precisa de um hino. Eu acho que a letra do samba comunica muito bem o enredo proposto. Logicamente que a melodia conduz, é a melodia que te prende ao samba”, explicou o compositor Serginho Aguiar.
‘Em Cima da Hora vem para disputar’, garante o patrono Vinícius Drumond
Recém-chegado ao comando, Vinícius Drumond destacou a ambição da azul e branca para o próximo desfile.
“Esse ano a escola vem para disputar, vem para brigar. Não posso dizer que vai ser campeã, porque campeão é só na pista. Mas que vem grandiosa, vem. A Em Cima da Hora virá grande, pra disputar”, afirmou.

Sobre o enredo que exaltará as Pombagiras, Vinícius revelou que a ideia surgiu dele próprio e foi abraçada pela direção e pelo carnavalesco Rodrigo Almeida.
“Essa ideia já era antiga. O enredo está sendo feito com muito carinho. Vai ser um grande enredo na avenida”, destacou.
Rodrigo Almeida: ‘Pombagira só cometeu um crime: nascer mulher’
O carnavalesco Rodrigo Almeida explicou a força e a simbologia do tema. “Foi uma proposta do próprio patrono, do Vinícius, e a gente gostou muito porque tem a possibilidade de falar da mulher, dessa figura tão vilipendiada. Mostrar que Pombagira não é má, ela só cometeu um crime, que foi nascer mulher. Elas amaram, lutaram, governaram e agora estão aqui na Em Cima da Hora sendo exaltadas”, explicou.

Rodrigo ainda comentou o momento positivo que vive a escola. “Fizemos festa pras crianças, reformamos a quadra, há mais investimento. Isso traz a comunidade pra perto e melhora o chão da escola. Em relação ao trabalho plástico, é um conforto melhor, com novos materiais e possibilidades. É um prazer criar assim”, disse.
Sobre o andamento do barracão, o carnavalesco garante que tudo está dentro do cronograma. “Ateliê funcionando bem, estamos entregando o abre-alas já na ferragem. A escola começou a andar bem agora”.
Presidente Heitor Fernandes: ‘A escola vem estruturada e pronta para brigar’
O presidente Heitor Fernandes reforçou que o contratempo vivido em 2025, quando uma alegoria quebrou durante o desfile, serviu de aprendizado.
“Em 2025 tivemos a infelicidade da quebra da roda da alegoria quando a escola vinha muito bem. Para 2026, a expectativa é de um desfile sem problemas e, consequentemente, melhor”, afirmou.
Com a entrada de Vinícius Drumond, o dirigente celebra o novo momento: “A escola vem com estrutura e com a força de todo mundo que gosta da Em Cima da Hora. Mas a disputa é na pista, é lá que vamos ver”.
Igor Pitta vibra com o novo samba e a chegada de Carlos Junior
Com a nova dupla de intérpretes confirmada, Igor Pitta projeta um 2026 de afirmação. “O Carnaval é uma construção. A Em Cima da Hora voltou, fez o caminho todo. Ela veio da Intendente Magalhães, se firmou e se estruturou. Está visível a melhora. O carnaval tem tudo pra ser muito competitivo”, disse.

Sobre o enredo, Igor destacou a força ancestral e emocional. “Carnaval mexe com nossa ancestralidade. Esse enredo fala diretamente com ela. Vai mexer muito com a comunidade e com o povo do samba. Eu não digo que será uma surpresa, porque a Em Cima da Hora já não é mais surpresa pra ninguém. Mas a forma como vamos passar na avenida será o diferencial.”
Casal de mestre-sala e porta-bandeira mantém nota máxima e promete energia

O mestre-sala Marlon Lôpes celebrou o 40 recebido em 2025 e destacou o entrosamento com Winnie. “Foi o início de uma parceria muito positiva. Tivemos um ótimo resultado e agora seguimos nessa pegada para manter as notas máximas”, disse.
Animado com a nova fantasia, Marlon revelou: “Já vimos o croqui. A fantasia é linda, cheia de energia. O Rodrigo caprichou. Fiquei encantado quando vi o desenho”.
Para Winnie, o samba escolhido é o combustível da nova fase: “Montamos a coreografia em cima do samba. Já vínhamos trabalhando com o nosso coreógrafo Márcio. Agora, com a canção definida, começamos a adaptar e criar o trabalho específico para os jurados”.

‘Queremos um carnaval excelente’, diz o diretor de carnaval, Jurandir Batista
“A escola vem numa crescente. Todo ano fazemos um carnaval melhor. Estudamos os erros de 2025 e trabalhamos nas melhorias. Tenho certeza de que 2026 será o melhor carnaval que podemos fazer”, destacou Jurandir Batista, diretor de carnaval.

Com cerca de 1.500 componentes previstos, ele garante uma escola grande em todos os sentidos. “Estamos muito animados. A comunidade está motivada, o brilho no olhar voltou. Nosso objetivo é trazer uma Em Cima da Hora imponente, como no passado”.
Sobre os ensaios, ele adiantou que a escola voltará às ruas. “Faremos ensaios de rua, sim. Estamos finalizando tratativas com os órgãos de segurança. Temos dois pontos definidos, mas ainda é segredo”.
Mestre Léo Capoeira: ‘Vai ter muita macumba, muito tambor’
O comando da “Sintonia de Cavalcante” segue firme com o mestre Léo Capoeira, que completa o quarto ano à frente da bateria.

“O ano 2025 foi excelente, superamos todas as expectativas. Agora é cair pra 2026 com a mesma energia ou até mais pra buscar os 40 pontos novamente”.
Sobre o enredo afro-brasileiro, o mestre promete impacto sonoro: “Assim que saiu o enredo, fiquei muito feliz. É o tipo de tema que eu amo trabalhar. Podem esperar um grande espetáculo. Vai ter muita macumba, muito tambor!”, garantiu.
Futuro garantido! ASASP elege a Corte do Carnaval 2026 e celebra o talento e a emoção dos sambistas mirins de São Paulo
A Associação dos Sambistas do Amanhã de São Paulo (ASASP) elegeu, na noite do último sábado, a Corte do Carnaval 2026 em um evento emocionante realizado na quadra da Unidos do Peruche. Com plateia estrelada, jurados renomados e apresentadores queridos da folia paulistana, a noite foi marcada pelas tradicionais passagens de coroas, cetros e faixas, momentos de lágrimas, esperança e a certeza de que o futuro do samba paulistano está em boas mãos. Sempre presente nos grandes acontecimentos do Carnaval de São Paulo, o CARNAVALESCO acompanhou o Concurso das Cortes da ASASP e traz todos os detalhes, incluindo entrevistas com personalidades que fizeram parte da festa.
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👑 Participantes e eleitos
Ao todo, o concurso reuniu 26 participantes, divididos em três categorias: Mirim (de 8 a 11 anos), Infantil (de 12 a 14 anos) e Juvenil (de 15 a 17 anos). A nova Corte da ASASP para o Carnaval 2026 ficou assim definida:
Juvenil
Rainha: Sthefany Victória (Império de Casa Verde)
1ª Princesa: Madu Oliveira (Tom Maior)
2ª Princesa: Duda Nunes (Vai-Vai)
Passista de Ouro: Alyson Bruno (Vai-Vai)
Passista de Prata: Paulo Maciel (Dragões da Real)
Infantil
Rainha: Ashley Dandara (Vai-Vai)
1ª Princesa: Katharina Carreira (Dragões da Real)
2ª Princesa: Alycia Fernanda (Bloco Fuzuê)
Passista de Ouro: Miguel Eduardo (Vai-Vai)
Mirim
Rainha: Valentina Teixeira (Unidos do Peruche)
1ª Princesa: Laís Helena (Mocidade Unida da Mooca)
2ª Princesa: Laura Braga (Vai-Vai)
Passista de Ouro: Matheus Luca (Camisa 12)
Passista de Prata: Bernardo Oliver (Mocidade Unida da Mooca)
Também foram premiadas Agni Sacramento (Dragões da Real – categoria Infantil), eleita Miss Simpatia, e Isabelle Rodrigues (Gaviões da Fiel – categoria Mirim), coroada Musa da Corte.
⚖️ Júri e apresentação
O corpo de jurados foi formado por grandes nomes do Carnaval paulistano: Sávia David, madrinha das Cortes da ASASP 2026 e rainha da bateria Pegada da Coruja (Estrela do Terceiro Milênio); Robério Theodoro, bicampeão como rei do Carnaval de São Paulo e diretor da ala de passistas do Rosas de Ouro; mestre Gabi Martins, integrante do Casal Soberano do Carnaval com Vivi Martins; Lenita Magrini, porta-bandeira do Barroca Zona Sul; Cinthia Santos, rainha de bateria por 15 anos no Águia de Ouro; e Naomi Prado, instrutora dos candidatos, rainha Infantil da ASASP em 2017 e repórter do CARNAVALESCO.

A apresentação ficou por conta de Ruhanan Lucas, mestre-sala da Tom Maior, e Ariê Suyane, Rainha do Carnaval 2025 e ex-princesa Infantil da ASASP (2017).
🌟 Formação, propósito e emoção
A presidente da ASASP, Josefa Silvana da Silva, conhecida carinhosamente apenas como Silvana, destacou a importância do concurso como ferramenta de valorização e formação dos novos sambistas.

“A gente tenta fazer o melhor possível neste evento que marca o concurso. Queremos mostrar para essas crianças o motivo pelo qual elas são o futuro. Mas não é só isso: elas são dedicadas, têm muito talento e nosso papel é mostrar a grandeza delas para todos”, ressaltou.
💖 Despedida e legado
A então rainha Juvenil de 2025, Marisol Suzart, passou a faixa e a coroa para sua sucessora, Sthefany Victória, e emocionou o público ao relembrar o seu reinado.

“Foi uma experiência incrível, cheia de aprendizados. Conheci pessoas novas, abracei escolas diferentes, entendi muito mais o significado do Carnaval. Vivi momentos extraordinários, desfilei na Sapucaí, realizei sonhos. Sou muito grata por tudo o que vivi e por representar o nosso samba com tanto amor”, declarou.
Silvana reforçou o desejo de que a nova Corte mantenha o mesmo comprometimento das anteriores.
“Quero que a Corte de 2026 tenha simpatia, respeito pelas baianas, pela Velha Guarda e por todos que construíram o Carnaval. Nossos antepassados merecem ser celebrados sempre”, afirmou.
🌺 A madrinha e o exemplo
Com trajetória marcada pelo ativismo social, Sávia David contou como surgiu o convite para ser madrinha das Cortes de 2026:

“O convite veio há cerca de três meses, por meio do Robério. Tenho um engajamento social muito forte, sou uma ativista, e acredito que esse convite veio também por isso”, disse.
Para ela, o mais importante é reconhecer o amor verdadeiro pelo samba. “O que eu busco em um candidato é a essência do sambista: amar o samba e ter responsabilidade. Dá pra ver no olhar, no jeito de pisar no palco, se há comprometimento. Estar em uma Corte é representar uma nação. Quantas crianças sonham com isso? O mínimo é dedicação e seriedade”, pontuou.
🌈 Esperança e futuro

Sávia também destacou a importância de sonhar: “Vejo nas crianças da ASASP o mesmo sonho que move a todos nós. O samba é uma oportunidade de protagonismo. É uma vitrine, a maior festa a céu aberto do mundo”, disse, citando as princesas da Pegada da Coruja, Geovanna Pyetra e Marcella Cavalcanti, como inspirações para os jovens sambistas.
Marisol, por sua vez, deixou um recado cheio de esperança: “Que a Corte de 2026 mostre que o Carnaval nunca vai morrer. Que sigamos sempre firmes e fortes”, concluiu.

E, encerrando a noite, Silvana mandou um recado aos que não foram premiados: “O Carnaval de São Paulo pode esperar muita coisa boa dessa Corte. E quem não foi eleito, continue aparecendo, participando. O importante é competir e mostrar o amor pelo samba”, finalizou emocionada.
Camarote Rio Praia abre vendas para o Carnaval 2026
Abram alas para o camarote mais contagiante, vibrante e mais desejado da Sapucaí! O Camarote Rio Praia está com as vendas abertas para o Carnaval 2026, o maior espetáculo da Terra. Localizado em um dos pontos mais privilegiados da Marquês de Sapucaí, entre os setores 8 e 10, de frente para o 2º recuo da bateria, o espaço promete mais uma edição de glamour, emoção e momentos inesquecíveis. As vendas já estão abertas, e essa é a sua chance de garantir presença no coração pulsante do Sambódromo, através do link: ingresso.camaroteriopraia.com.br.

No Rio Praia, cada batida da bateria ganha outra dimensão, transformando a experiência em algo muito além de assistir aos desfiles.
“Chegar ao oitavo ano com o Camarote Rio Praia é uma conquista que nos enche de orgulho. Para 2026, queremos surpreender ainda mais o público, com toda a infraestrutura moderna para receber muito bem, um line-up de artistas selecionados e uma experiência única para quem for assistir aos desfiles na Sapucaí”, destaca Alan Victor, promoter do Camarote Rio Praia.
Estrutura e Experiência
O Rio Praia oferece uma visão privilegiada da avenida e conta com diferentes ambientes que garantem conforto, exclusividade e uma experiência completa: lounge, área principal e área premium e mais:
● Open bar premium: drinks, destilados e uma seleção completa de bebidas.
● Open food: buffet variado e assinado por chef renomado, para acompanhar cada brinde.
● Transfer exclusivo, desde a chegada até o retorno.
● Vista especial para duas cabines de jurados localizadas nos setores 9 e 10.
● Shows e DJs que mantêm a energia em alta antes, durante e depois dos desfiles.
● Espaços beauty para maquiagem e cabelo.
● Banheiros privativos e ambiente climatizado, porque conforto é prioridade.
● Área VIP exclusiva para quem busca sofisticação, networking e momentos ao lado de personalidades.
● No Espaço de Customização é possível personalizar a camisa do camarote e itens exclusivos com bordados, pedrarias e muito mais.
● Lounge exclusivo – ideal para experiências corporativas ou momentos de total privacidade. O lounge acomoda confortavelmente grupos a partir de 16 pessoas, podendo receber mais de 50 convidados, e oferece vista privilegiada dos shows dentro do próprio camarote, serviço de garçom dedicado e transfer exclusivo.
● O Meeting Point será no Pestana Rio Atlântica, em Copacabana, garantindo praticidade e conforto antes da folia na Sapucaí.
Cada detalhe é pensado para viver o carnaval com intensidade, segurança e estilo.
Line-Up 2026
O Rio Praia já recebeu grandes artistas nacionais ao longo de sua história como Jorge Aragão, Belo, Xande de Pilares e muitos outros. E em 2026, não será diferente. A programação completa será divulgada em breve, mas a promessa é de noites incríveis embaladas por estrelas da música. Serão 6 dias de festa, mais de 12 atrações no palco do Rio Praia e 60 horas de espetáculo para viver a magia do carnaval intensamente.
Ingressos
Os ingressos já estão disponíveis: Sexta-feira de Carnaval (13/02) – R$ 1.690,00; Sábado (14/02) – R$ 1.990,00; Domingo (15/02), Segunda-feira (16/02) e Terça-feira (17/02) – R$ 3.100,00 cada dia. Para o Desfile das Campeãs, no sábado (21/02), o valor é de R$ 3.290,00. Os valores estão sujeitos a alteração sem aviso prévio. Para mais informações, entre em contato pelo WhatsApp: (21) 99994-3632.
Mais do que assistir: viver o Carnaval
Uma experiência completa. Música, gente bonita, gastronomia exclusiva, marcas parceiras de referência (como Lola from Rio, Frigocopa, Bauducco, Sadia, Vitali Gelato e Hellmann’s) e serviços premium que transformam cada minuto em uma lembrança inesquecível. Não se trata apenas de assistir ao espetáculo: trata-se de sentir o Carnaval no melhor ponto da avenida, você reluz com ele.
Desde 2018, o Camarote Rio Praia transforma a Marquês de Sapucaí em um palco ainda mais marcante. Nomes consagrados da música fizeram do espaço um encontro entre o desfile oficial e um festival de vivências únicas. O propósito é marcar a vida de cada apaixonado pelo carnaval, unindo glamour, conforto e a energia contagiante da maior festa do planeta.
Viva essa experiência! Garanta já o seu lugar no Camarote Rio Praia 2026, onde a felicidade encontra o samba, o luxo se mistura à energia da avenida e cada momento se transforma em ouro.
Camarote Rio Praia: A felicidade mora aqui!
Serviço:
Localização: setores 8 e 10 da Sapucaí, de frente ao 2º recuo da bateria
Site oficial: https://camaroteriopraia.com.br
Link venda: ingresso.camaroteriopraia.com.br
Central de vendas: (21) 99994-3632
Instagram: @camaroteriopraia
Lara Mara celebra novas musas da Unidos de Padre Miguel e reforça compromisso social da escola
Em conversa com o CARNAVALESCO, a presidente da Unidos de Padre Miguel, Lara Mara, falou sobre o novo momento da vermelha e branca, celebrando a chegada das novas musas Mari Mola e Lorena Maria, o carinho do público após o rebaixamento e o fortalecimento do projeto UPM Social, voltado à comunidade da Vila Vintém. Ela relembrou como surgiu a aproximação com Lorena Maria, que se tornou uma das figuras mais queridas da escola.
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“A Lorena chegou quando a UPM estava lutando contra o rebaixamento. Ela foi uma das influenciadoras que falou pela escola e acabou se tornando uma amiga em comum. Assim que nos conhecemos, fiz o convite para que ela se tornasse uma de nossas musas. Acho ela uma mulher maravilhosa, que veio para somar na nossa agremiação”.
Ela também destacou a importância da chegada de Mari Mola, um nome de peso no mundo do samba.
“A Mari é um ícone do samba, outra mulher maravilhosa com quem sempre tivemos uma troca muito boa. Vi uma oportunidade de trazê-la para a UPM, e ela se sentiu em casa também. Estou muito feliz em passar a faixa para elas e espero que estejam felizes na UPM”.
O impacto do rebaixamento da agremiação para a Série Ouro acabou refletindo de forma contrária ao esperado: o público demonstrou ainda mais carinho, e a UPM saiu desse episódio fortalecida. A presidente comentou sobre o sentimento de ver o Boi Vermelho recebendo tanto apoio de diversas comunidades, que até hoje aclamam o samba de 2025.
“Fico muito feliz com tudo isso. É aí que vemos que, independentemente de qualquer coisa, a UPM já ultrapassou qualquer grupo. Não vai ser uma categoria que vai dizer o que a nossa escola é. Já superei essa questão do rebaixamento. Bola pra frente. Vamos fazer um bom carnaval. Já coloquei na minha cabeça que não faço carnaval para grupo, faço carnaval para sambista. Seja na Série Ouro ou no Grupo Especial, a UPM nunca vai abaixar a qualidade. Acho que é isso que importa”.
Com o samba definido e o Carnaval 2026 a caminho, Lara prometeu que o desfile seguirá o padrão grandioso da escola.
“Podem esperar o que já é de costume: grandiosidade! Acho que o público vai gostar. Viemos de um enredo afro, que tem muito a cara da UPM, e agora estamos vindo com uma estética indígena. Eu, particularmente, gosto bastante. Tem tudo para dar certo”.
Além do desfile, a líder também destacou o impacto do UPM Social, projeto comunitário que oferece serviços como fisioterapia, atendimento psicológico, aulas de luta, escolinha de dança afro, entre outras atividades.
“Tenho muito que agradecer a todo mundo que faz parte do UPM Social. Neste momento, estamos trabalhando para fundar o Instituto UPM. Fico muito feliz com o que esse projeto traz para a Vila Vintém”.
Para ela, esse trabalho vai muito além do samba. “Vejo isso como uma missão, porque, na minha opinião, a escola de samba vai além do samba. Ela tem que ser um suporte para a comunidade, tanto sociocultural quanto de valores, abrindo portas e oportunidades. Para mim, uma escola de samba sem comunidade não é escola de samba. Tenho isso como essencial”.
Encerrando, Lara destacou o orgulho da comunidade com os novos patamares alcançados pela agremiação.
“Acho que a comunidade busca a valorização da Unidos e quer nos ver crescer cada vez mais. A Vila Vintém tem acompanhado esse crescimento com muito carinho”.
Uirapuru da Mooca aposta em samba popular e andamento equilibrado para embalar retorno aos grupos da Liga-SP
A Uirapuru da Mooca viveu um momento especial na gravação oficial do seu samba-enredo para o Carnaval 2026, realizada na Fábrica do Samba. Com o tema que celebra Maria Felipa e a força da Bahia, a escola mostrou sinergia entre canto, ritmo e comunidade, marcando mais um passo firme no seu retorno aos grupos da Liga-SP. Responsável pela interpretação e pelos arranjos da obra, Thiago Brito celebrou o resultado do processo criativo, destacando a leveza e a identidade popular do samba.
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“O samba ficou muito fácil porque fala de Bahia e de Maria Filipa, tem toda a história dela, de capoeira, de Bahia. A gente conseguiu juntar alguns elementos em conversa com o mestre Murilo. Eu tenho as minhas ideias, ele tem as dele, e deu tudo certo. Deixei a galera solta, sem vaidade, e todo mundo fez o seu trabalho. Temos músicos excepcionais que estão comigo nessa luta”, contou Brito.
Com vasta experiência em disputas e gravações, o cantor e compositor também ressaltou a importância do cuidado com a voz para manter o alto rendimento durante a temporada carnavalesca.
“Eu venho fazendo acompanhamento com uma fonoaudióloga desde 2015. É muita correria, são duas ou três escolas por ano, e em disputas de samba a gente canta mais de dez. Se não tiver preparo, não dá. Faço muita nebulização, exercícios, e antes de vir para cá já tinha feito um trabalho com minha fono. Agora é quebrar tudo e, se Deus quiser, fazer um grande trabalho”, revelou.

Sobre o samba em si, Thiago destacou os pontos fortes da composição: “O nosso refrão principal é o carro-chefe. É o ponto chave, assim como o refrão do meio. Essas perguntas e respostas são de fácil assimilação para o povo. O samba é simples, direto, de sete linhas na segunda parte, e isso facilita o trabalho da escola. Acredito que vai cair na boca do povo e ser nota máxima”.

Do lado da bateria, o comando ficou a cargo de mestre Murilo Borges, que definiu um andamento técnico e confortável para os ritmistas e para o canto coletivo.
“No nosso andamento de hoje, usamos 144 BPM (batidas por minuto). Para mim, é confortável para o sambista e para o ritmo da escola. Além disso, temos duas bossas, uma no refrão de cabeça e outra no refrão do meio, e estou pensando em mais uma. Espere o nosso desfile com três bossas, tudo bem feitinho, para buscar os 40 pontos”, adiantou.

Mestre Murilo também expressou o sentimento de superação ao acompanhar o retorno da Uirapuru. “É maravilhoso participar dessa retomada. Eu caí junto com a escola e resolvi ficar. Falei que iríamos subir juntos, e é isso que estamos vivendo: um renascimento. Estamos reconstruindo degrau por degrau”.
A gravação contou ainda com a presença maciça da comunidade. Segundo Diego Jesus, integrante da comissão de carnaval, cerca de 100 pessoas participaram da ação.
“Trouxemos aproximadamente 60 pessoas para o coro, mais 30 da bateria e outros 10 que completam o elenco. Fretamos um ônibus para trazer a comunidade, mas muitos vieram direto. O importante é que deu tudo certo, chegamos no horário e com o astral lá em cima”, relatou.

Para Diego, o momento vai além da gravação: simboliza oportunidade e inclusão. “A Uirapuru é uma escola que traz oportunidades. Não houve pré-seleção, abrimos para toda a comunidade participar. Todo mundo veio afiado no samba. Isso é o que define o nosso momento: oportunidade”.
Beija-Flor grava samba celebrando a ancestralidade que ecoa de Nilópolis à Bahia
No último dia 1º de outubro, a Beija-Flor de Nilópolis realizou a gravação oficial do seu samba-enredo para o Carnaval 2026. A atual campeã do Grupo Especial levará para a Passarela do Samba o enredo “Bembé”, desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo, que aborda o Bembé do Mercado, o maior candomblé de rua do mundo, realizado a céu aberto no dia 13 de maio, na cidade de Santo Amaro, na Bahia. O CARNAVALESCO conversou com diferentes componentes da Azul e Branca para saber mais sobre o samba e o clima durante a gravação.
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Lucas Gringo, integrante do carro de som da escola desde 2018, participou do coro durante a gravação. O jovem cantor falou sobre o privilégio de viver esse momento, marcado pela transição das vozes principais para Nino e Jéssica Martin, e destacou a força da nova geração do carro de som. Ele relembrou ainda a junção das duas obras que conquistaram o coração do nilopolitano e que agora seguem juntas para a Sapucaí.

“Fazer parte da nova geração desse carro de som da Beija-Flor é um privilégio muito grande, porque eu sou Beija-Flor. Essa gravação está maravilhosa, a bateria Soberana dando aula como sempre. Estou muito empolgado para ver o resultado de tudo isso. Esse samba causa arrepio, porque é muito Beija-Flor, é querido pela comunidade. Tem muitas surpresas por vir, porque é um samba que o povo abraçou e vai virar macumba”, afirmou.
Desde 2008 na bateria “Soberana”, Rayane Aguiar, de 31 anos, destacou o orgulho em participar da gravação e acredita na força do samba da escola ao celebrar a ancestralidade e exaltar a cultura afro-brasileira. Já Diego Oliveira, de 34 anos, vive a Beija-Flor desde os cinco anos de idade. Atualmente diretor de bateria e ritmista, ele também é um dos compositores do samba e participa das gravações da escola desde 2013. Para Diego, registrar mais uma obra é um momento de emoção e de reconhecimento da força da comunidade nilopolitana.

“É sempre uma grande honra e uma enorme responsabilidade. Estar com a Beija-Flor é representar toda uma comunidade, toda uma família. O samba desperta a nossa ancestralidade e a trajetória da Beija-Flor, que costuma trabalhar com temáticas afro e exaltar a cultura brasileira. Falar do Bembé do Mercado é retomar as origens e valorizar a cultura afro-brasileira”, afirmou Rayane.

“Muito me honra fazer parte, mais um ano, dessa gravação, que para mim é muito importante. Já gravo desde moleque, e é essencial estar sempre aqui com a nossa família, com os mestres Rodney e Plínio e nossos ritmistas, sempre se empenhando e buscando os melhores arranjos. Como compositor, queríamos criar algo que mexesse com o nilopolitano, com quem realmente dá o sangue pela escola. E conseguimos com os dois trechos que foram para a junção: ‘Atabaque ecoou, liberdade que retumba, isso aqui vai virar macumba’ e ‘Deixa girar, que a rua virou bembé’. São partes que arrepiam e a comunidade abraçou de verdade. A escola foi fantástica na junção e acredito que nossa comunidade está muito feliz”, declarou Diego.
Júlio Assis, um dos cavaquinistas da Deusa da Passarela e também compositor do samba, celebrou mais uma participação nas gravações e agradeceu ao carnavalesco e aos enredistas pela beleza do tema. Para ele, a obra é fundamental na busca pelo bicampeonato da agremiação.

“A felicidade é muito grande. Esse é o meu sexto samba da Beija-Flor e, mesmo assim, a emoção é sempre diferente. Estou muito feliz por ser, mais uma vez, um dos compositores do samba da Beija-Flor, que, se Deus quiser, vai levar a escola ao bicampeonato. É um samba que conta um enredo belíssimo, e conseguimos transformar isso em uma grande obra. Foi uma junção muito feliz, e o samba toca a gente de forma especial, porque representa exatamente a história do Bembé, em que acreditamos muito”, afirmou o músico.
Águia de Ouro celebra alegria e liberdade de Amsterdã em gravação marcada por técnica e entrosamento
O Águia de Ouro viveu um dia de pura energia carnavalesca na Fábrica do Samba com a gravação do seu samba-enredo para o Carnaval 2026, que vai transportar a avenida para a atmosfera vibrante e libertária de Amsterdã. A escola da Pompeia reuniu intérpretes, músicos, bateria e comunidade em um encontro marcado por técnica, emoção e o sentimento de união que move o pavilhão azul e dourado. Na linha de frente do canto, Serginho do Porto e Douglinhas Aguiar mostraram entrosamento e empolgação com a obra.
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“Minha parte favorita é o refrão: ‘Chegou Águia de ouro, não me leve a mal / Eu vou ficar bem louco nesse carnaval’. Essa parte é do caramba!”, vibrou Douglinhas.
Serginho reforçou a leveza e a capacidade do samba de dialogar diretamente com o público.
“O Águia tem um samba leve, bonito, gostoso de ser cantado. Eu sou amante daquele samba que empolgue o carnaval, que fale com o público. O samba tem esse negócio de ser quase 70% do desfile. O nosso refrão é fora do comum, muito bom mesmo. E gosto especialmente do trecho ‘Vitrine do prazer, diversidade / Não é pecado’. Isso remete aos sambas dos anos 1980. É maravilhoso”, afirmou o intérprete.

A dupla também destacou a sintonia no palco e nos estúdios. “A gente se completa no jeito de cantar. Quem vive de dupla sabe como isso é importante. Quando um faz, o outro está olhando, já sabe o que vem. Os cacos fluem naturalmente”, contou Serginho.
Para manter o desempenho vocal em alta, Douglinhas reforçou a importância do descanso e dos cuidados com a voz: “O mais importante é descansar. Todos os outros cuidados, fonoaudióloga, maçã, água, são importantes, mas se você não descansar, não adianta. Evitei tomar gelado, refrigerante e dormi bastante. Isso faz toda a diferença”.
À frente da produção, Jacqueline Meira, diretora de carnaval, destacou a força do canto e o astral da equipe.
“A Liga-SP pediu aproximadamente 140 pessoas, e vieram cerca de 110, entre coral, ritmistas e ala musical. Foi um dia maravilhoso. Fizemos tudo juntos: almoço, lanche, concentração. O astral estava lá em cima”.

Segundo Jacqueline, a empolgação com o samba é visível na quadra e se refletiu na gravação. “O coral está muito forte porque o samba é simples de ser cantado. A comunidade amou desde o início, então não precisamos ‘vender’ o samba. O Águia canta sorrindo, e quando canta sorrindo, muda tudo. É lindo de ver”.
Responsável pela direção musical, Pelezinho Paes, um dos arranjadores, ressaltou o equilíbrio técnico e a inspiração europeia do enredo.
“A visão foi natural e em comum acordo. Conversei com o Moleza e o Cicinho, e chegamos ao meio-termo perfeito: nem mais para um, nem mais para outro, mas para a escola. Trouxemos a felicidade e a alegria de Amsterdam para o samba. O rei daqui é o rei de lá, como diz o nosso samba”.

Pelezinho também destacou uma das novidades da gravação: “Eu gostei muito da paradinha reggae que a Batucada da Pompeia faz. O Moleza criou um reggae sensacional, e tenho certeza que na avenida o povo vai vibrar com isso”.

No comando da bateria, mestre Rodrigo Moleza deu o tom técnico do trabalho, com precisão e criatividade.
“O andamento foi 144 BPM (batidas por minuto). Caiu bem com a métrica do samba, deixou ele bem animado e facilitou o canto do componente. Esse andamento também garantiu que a bateria mantivesse a precisão na execução dos movimentos”.

Inspirado no espírito festivo de Amsterdã, Moleza revelou as influências musicais e os planos para o desfile.
“Amsterdam é um lugar festeiro, como o Brasil. Trouxemos referências dos grandes festivais de música eletrônica e também do reggae, que simboliza liberdade. A ideia é levar quatro bossas para a avenida, já temos três prontas e estamos lapidando a última. Para a gravação, usamos duas, além de uma introdução especial. Tenho certeza que o público vai gostar muito.”

