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Ouça os sambas finalistas da União de Maricá na voz de Zé Paulo

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Foto: Fausto Eduardo/União de Maricá

A União de Maricá realiza nesta sexta-feira, a partir das 20h, a sua grande final de samba-enredo para o Carnaval 2027. As obras ganharam uma nova versão na voz do intérprete oficial Zé Paulo Sierra, em uma sequência de clipes publicada nas redes sociais da agremiação. Ouça abaixo.

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Zé Paulo destacou a qualidade das três obras finalistas e ressaltou a felicidade de poder dar voz aos sambas nesta semana decisiva. Para ele, a União de Maricá chegará à estreia no Grupo Especial com um grande hino para marcar esse momento histórico da agremiação.

“É uma felicidade muito grande poder cantar esses três sambas tão bonitos e representar a União de Maricá em uma semana tão importante. Independentemente do resultado, tenho certeza de que a escola vai sair dessa disputa com uma grande obra. Agora é cantar com o coração e fazer uma grande final”, afirmou Zé Paulo Sierra.

A ordem de apresentação, após sorteio, ficou da seguinte forma: Samba 07, de Moacyr Luz & cia, será o primeiro a se apresentar. Em seguida, será a vez do Samba 06, de Sandra Sá & cia, enquanto o Samba 05, de Jô Borges & cia, encerra a apresentação dos finalistas.

O samba-enredo escolhido vai embalar o desfile da União de Maricá no Carnaval 2027, quando a escola será a primeira a desfilar pelo Grupo Especial, no domingo, 7 de fevereiro. A agremiação levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Utopia Brasil: Darcy Ribeiro”, desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira.

Em Cima da Hora promove a última grande final de samba-enredo do carnaval carioca

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Foto: Anaiara Gois/Divulgação Em Cima da Hora

A contagem regressiva começou. No dia 27 de setembro, a quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Em Cima da Hora, em Cavalcanti, será palco de uma grande celebração do samba carioca: a última grande final de samba-enredo do Carnaval Carioca para o Carnaval 2027.

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A noite será dedicada à celebração de uma linda safra de sambas enredo. Para coroar essa safra e fechar o ciclo das grandes finais do Carnaval carioca, a Em Cima da Hora prepara uma grande festa em sua quadra, reunindo comunidade, sambistas e apaixonados pelo Carnaval em uma tarde/noite de muita música, energia e celebração.

Além da grande final, o público poderá aproveitar o Show da Escola, em uma programação especial preparada pela agremiação de Cavalcanti.

A expectativa é transformar o dia 27 em uma grande celebração do samba e da identidade da Em Cima da Hora, encerrando o calendário das grandes finais com a força e a tradição de uma escola que tem o Carnaval em sua história.

SERVIÇO
Grande Final de Samba-Enredo – Em Cima da Hora
📅 27 de setembro de 2026
⏰ A partir das 16h
📍 Quadra da Em Cima da Hora
Rua Zeferino da Costa, 556 – Cavalcanti – Rio de Janeiro
🎤 Show da Escola

Falta 1 semana! Inscrições para blocos de rua do Carnaval 2027 se encerram dia 24

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Foto: Fernando Maia/Riotur

A Prefeitura do Rio, por meio da Riotur, encerra o período de inscrições para os blocos de rua do Carnaval 2027 na próxima quinta-feira, dia 24 de setembro. O cadastramento foi aberto no dia 24 de agosto e pode ser realizado exclusivamente pelo site: riotur.prefeitura.rio.

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Primeira etapa oficial para a autorização dos desfiles, o registro permite que a Riotur e os demais órgãos públicos envolvidos planejem com antecedência toda a logística, segurança e infraestrutura necessárias para receber os cortejos por toda a cidade.

Em 2026, foram mais de 400 desfiles autorizados. Para 2027, o carnaval de rua está previsto para começar em 16 de janeiro.

“O Carnaval de Rua é uma das maiores expressões da cultura carioca e os blocos são parte fundamental dessa história. A cada ano, novas iniciativas se somam a uma tradição que se reinventa sem perder sua essência. Nosso objetivo é contribuir para que essa festa seja, a cada ano, mais organizada e estruturada, preservando a espontaneidade, a diversidade e a identidade que fazem do Carnaval do Rio uma referência para o mundo”, afirma o presidente da Riotur, Bernardo Fellows.

CALENDÁRIO – CARNAVAL DE RUA 2027

24/08 – 24/09: inscrições dos blocos;
25/09 – 15/10: análise dos órgãos municipais;
16/10 – 22/10: Liberação do Documento de Cadastro Preliminar ou Documento de Cadastro Não Efetivado, no site para download. E período de solicitação de revisão de parecer;
23/10 – 31/10: Respostas aos pedidos de revisão de parecer e liberação do documento de cadastro preliminar ou documento de cadastro não efetivado; 01/11 -11/01: Blocos x Órgãos. Período em que o representante legal do bloco deverá dirigir-se aos Órgãos Públicos competentes abaixo listados, para a obtenção da documentação complementar obrigatória: PMERJ, PCERJ e CBMERJ;
12/01 – 14/01: Período para a realização do Upload no site dos documentos complementares obrigatórios e liberação após conferência dos documentos de cadastro efetivado;
15/01: Término do envio do documento de cadastro efetivado e finalização do processo.

Parceria de Derê brilha na semifinal da Grande Rio

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

A Grande Rio realizou sua semifinal de sambas-enredo para o Carnaval 2027, na última terça-feira. Seis obras se apresentaram na quadra da agremiação, em Duque de Caxias, com destaque absoluto para a parceria de Deré, que entregou o samba mais completo da noite. As parcerias de Anitta e de Ailson Picanço também chamaram atenção e despontam como concorrentes a uma vaga na final, marcada para o próximo domingo. A seguir, o CARNAVALESCO analisa todas as parcerias.

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Parceria de Denilson Sodré: Charles Silva e Mateus Gaúcho abriram os trabalhos da noite com um samba consistente. O refrão principal “Ekomee femo Kabecile Xangô, reluzi costa do ouro, sou chama que acende o pavio, imponho sou Grande Rio, sangue de crioulo” foi o ponto mais forte da apresentação. Já o refrão do meio, “Bate no costeiro, é calunga, chama Justiceiro, faz macumba, concha dessa areia de não se entregar, povo do dendê chegar, vai trovejar”, passou muito bem na quadra. A obra fecha com um momento de destaque em “Evoco Zambi, Deus Nyami, Olorum e Oxalá, pro machado da justiça toco o alujá, tempos novos, tantos povos, com a mesma identidade, por reparação humana, africana liberdade”, verso sustentado por uma melodia que acompanha bem sua força.

Parceria de Henrique Bililico: Tem-Tem Jr. comandou a apresentação da parceria de Henrique Bililico, Xande de Pilares, Marcelinho Santos, Ricco Espuma, Charlie Menezes e Gilson Bernini. O refrão principal “Obanixé! Kaô Kabecile Orixá, vi meu destino nas asas de Sankofa, eta povo macumbeiro, firma ponto no tambor, voa alto Grande Rio, na justiça de Xangô” veio com força e foi bem cantado pela torcida, sendo o momento de maior energia da obra. Em outro trecho de melodia bem explorada, aparecem os versos “o chão Akan emana virtude, nação Ashanti glória e poder, pertencimento ga em plenitude, na paz que o Fanti ensina a defender”. Apesar da regularidade em letra e melodia ao longo das três passadas, o samba não chega a decolar: cumpre com segurança, mas fica devendo um momento que o faça, de fato, acontecer.

Parceria de Deré: Juan Briggs e Leozinho Nunes defenderam o samba de Derê, Robson Moratelli, Licinho Junior, Rafael Ribeiro, Igor Federal e Gustavo Clarão. O refrão principal “Oh estrela, estrela de toda negrura, na bandeira, a Grande Rio traz de Gana a bravura” veio forte e muito bem cantado, com canto fácil e grande significado, apesar da construção simples. O refrão do meio, “Meu olhar marejou, mareja, no encontro que Nyame abençoou, o clarão da velha lua cheia, na pedreira do meu pai Xangô”, também se destacou, sustentado por uma melodia dolente de ótimo resultado. O principal destaque da noite.

Parceria de Anitta: Wantuir e Igor Vianna foram as vozes principais do samba de Anitta, Igor Leal, Arlindinho, Fred Camacho, Diego Nicolau e Fabian Juarez. O refrão principal “Você já sabe quem chegou, pelo toque do tambor, incorporei pra resgatar, sangue de preto, realeza africana, a Grande Rio na alma tem Gana” foi muito bem cantado e levantou a quadra, talvez o mais potente da noite. Por outro lado, é um samba que esbarra em soluções melódicas: a segunda parte apresenta trechos que não se conectam bem entre alguns versos, dando impressão de menor fluidez, recuperando-se apenas no refrão. A narrativa também cai de qualidade nesse ponto, com versos que soam genéricos. Um samba de força pontual, mas irregular na construção. No entanto, pelo refrão chiclete, tem chances de chegar à final.

Parceria de Ailson Picanço: Lissandra defendeu o samba de Ailson Picanço, Marcelo Moraes, Marco Suárez, Xande Pieroni, Ricardo Construção e Hugo da Grande Rio. O refrão principal “Awa Dupe Ô oba dobe, Awa dupe ó Kabecile, sou Grande Rio e venci a travessia, filho da rebeldia de sangue male” traz um canto iorubá que flui bem numa melodia interessante. A primeira parte chega com boas variações melódicas e letra aguerrida, como no exemplo: “Abre o terreiro que o povo já vai voltar, abre a porta do terreiro, o povo já vai chegar, ventania levou, virou, ventania levou, quem é de guerra não se curva pra Sinhô”. A qualidade melódica segue firme no refrão central, “Ô risca brasa no Oxê, aê Kaô, Tabon ressoa seu agbe, relampiou, ele bradou, ele bradou N’aldeia, o que são pedras pra quem vem da pedreira?”, enquanto a segunda parte é correta, mas impressiona menos. Um bom samba, ainda que seu andamento, mais contido que o dos concorrentes anteriores, talvez não seja o suficiente para segurar uma Sapucaí que, àquela altura da noite, começará a olhar para o fim do Carnaval.

Parceria de Mariano Araújo: A composição de Mariano Araújo, Moisés Santiago, Chacal do Sax, Márcio André e Rodrigo Feiju emenda dois refrãos consecutivos logo de largada “Xangô, kabecilê kaô, Obanixirê Kaô, com a força do Oxê pra guerrear, sou Grande Rio na Gana de libertar” e, na sequência, “Viva a vida, viva a memória, liberdade para sempre, é tempo de glória, África, clama por reparação, rufam os tambores do povo Tabon” que se completam bem e dão um início potente à obra. O refrão central, “Toca o agbê Malinwo ê Á, trago na voz a magia do canto ioruba, meu povo preto e da ginga, é de arerê, sinto o cheiro no ar do dendê”, passa sem muita empolgação. A segunda parte recupera o samba, mas sem grandes destaques melódicos. No todo, uma passagem irregular, como já havíamos apontado na semana anterior.

‘A gente pode, a gente deve’: Millena Wainer cobra mais espaço para mulheres no samba

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Antes mesmo do anúncio do samba oficial da Mangueira para o Carnaval 2027, uma pessoa já era campeã no Palácio do Samba. Millena Wainer defendeu as duas obras finalistas do concurso, que consagrou a parceria de Lequinho como vencedora. Em entrevista ao CARNAVALESCO, a cantora falou sobre a sensação de participar de dois sambas muito aclamados ao longo da competição.

“Cantar esses dois sambas foi uma honra. Eu já participei de outras disputas de samba na Mangueira, mas esse ano a energia foi única, muito especial. É uma alegria muito grande sentir o calor do mangueirense em um enredo sobre Oyá, uma Orixá forte, que me sinto muito representada”, declarou.

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Na final da Mangueira, Millena defendeu o samba campeão da parceria de Lequinho ao lado da cantora Daniela Mercury e do intérprete Tinga. A cantora também defendeu a parceria vice-campeã de Arlindinho, dividindo o microfone com a cantora Majur e o intérprete Bruno Ribas.

Para ela, cantar os dois sambas exige uma grande responsabilidade, ainda mais em uma disputa acirrada como foi a da Verde e Rosa.

“Sempre procuro passar a mesma energia para os dois sambas, porque sei o quanto o compositor se dedica e luta pela própria agremiação. Sei que não é fácil porque são muitos gastos envolvidos em todo o processo, desde a feitura dos sambas até o julgamento. Procuro me dedicar ao máximo e dar a mesma dedicação tanto nas gravações quanto no palco”, afirmou.

Fechando a terça-feira de carnaval, a Mangueira levará o enredo “Oyá por Nós”, assinado pelo carnavalesco Sidnei França. O desfile promete unir a força da Orixá da ventania e dos raios à força das mulheres mangueirenses. Millena acredita que a Estação Primeira tem uma excelente obra para fazer um grande carnaval.

“É uma ventania, uma coisa inexplicável, acho que só que é de Oyá sente isso. É uma mulher que não tem zona de conforto, e acho que a Mangueira está vivendo isso desde o lançamento do enredo. Espero que seja um carnaval incrível para a Mangueira, e desejo toda a sorte do mundo para todo mangueirense”, disse.

Maior cuidado com as mulheres nos departamentos musicais

Cantora de apoio no carro de som da União de Maricá, Millena Wainer também falou sobre a presença de mulheres nas alas musicais. Apesar de uma maior participação feminina no canto das escolas, ela aponta a dificuldade que as cantoras enfrentam em uma ala ainda muito masculina.

“É muito importante que haja mais e mais mulheres. Acho que tem que haver um cuidado maior com as mulheres dentro dos departamentos musicais, principalmente na hora de regularizar o som. Passamos ainda por algumas dificuldades, às vezes até impedidas de certas coisas justamente por ser mulher, em coisas que são normais dentro do trabalho. Vamos normalizar mulheres no carro de som!”, afirmou.

Assim como Tia Ciata foi uma figura fundamental na luta pelo samba, Millena defende que as mulheres devem lutar por mais espaço nas alas musicais das agremiações.

“Abram as portas para que a gente possa ocupar o lugar que é nosso por direito. Que tenham mais mulheres ocupando esse espaço na música e realizando os seus sonhos”, declarou, deixando um recado para as companheiras de ofício:

“Lutem, vão sempre atrás de suas realizações. A gente pode, a gente deve”.

‘Me senti um peixe fora d’água’ Neguinho explica decisão de não desfilar mais como baluarte da Beija-Flor

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neguinho musical
Foto: Mariana Santos/CARNAVALESCO

Após 50 anos de Avenida junto à Soberana de Nilópolis, Neguinho da Beija-Flor se despediu do microfone principal da agremiação em 2025, encerrando a trajetória com um desfile campeão. Entretanto, sua história não poderia se encerrar de qualquer maneira: tornou-se baluarte e desfilou em 2026 com o título no peito, representado em uma faixa bordada, assim como Pinah, Sonia Capeta, Tia Débora e outros nomes importantes da agremiação. Porém, Neguinho conta ao CARNAVALESCO que a experiência não se repetirá em 2027, preferindo apenas assistir ao desfile.

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Além da emblemática trajetória à frente do carro de som da escola, compôs clássicos como o hino de exaltação “A Deusa da Passarela” e o samba que rendeu o primeiro campeonato da escola em sua estreia, “Sonhar com Rei Dá Leão”, de 1976. Também assinou os sambas “A Criação do Mundo na Tradição Nagô”, de 1978, e “A Grande Constelação de Estrelas Negras”, em 1983. Enraizado na agremiação e no dia a dia da comunidade nilopolitana, o intérprete compartilha que “desfilar por desfilar”, sem exercer o papel que desenvolveu ao longo de sua carreira, não fez sentido para ele.

“Eu sempre fiz aquilo, sempre cantei. A minha participação com a Beija-Flor era sendo a voz, sendo o canto. E, por mais maravilhoso que o título (de baluarte) possa ser, não foi confortável. Eu amo a Beija-Flor. Se não fosse a Beija-Flor, nada disso estaria acontecendo na minha história. A Beija-Flor é a minha vida, meu amor, como já disse no meu samba, mas não farei de novo. Eu estava aí naquele momento doido para que passassem os vinte e três minutos. Quando se está cantando é uma hora e vinte, mas, quando está desfilando, são 23 minutos. Vinte e três minutos que não passavam nunca. Prefiro assistir”, declarou.

Longe do microfone, explica que o que pesou principalmente na decisão foi a sensação de estar deslocado: “O que me desconforta é que eu me senti um peixe fora d’água. Cinquenta anos ali, sendo o canto da escola, representando o canto da escola, e, de repente, estou numa função por estar… Não foi legal. A gente fica com um sorriso forçado e achando que tinha que passar uma alegria…”, explicou.

O exemplo de seus grandes ídolos fortalece a certeza de que sua história não será apagada dos anais da folia nem dos corações dos sambistas.

“Eu não vou ser esquecido tão cedo, mesmo não participando. É assim como o meu mestre Jamelão, assim como os grandes… Como Paulo da Portela, como Natal, como Osmar Valença, como Laíla, como Joãozinho… Vai passar algum tempo aí até as pessoas esquecerem da minha participação na maior festa audiovisual do planeta”, concluiu.

O artista garante que o amor pela escola não muda e que ainda estará lá assistindo à Beija-Flor, que levará para a Avenida o enredo “Zeneida: O Sopro do Pó de Louro” no primeiro dia de desfiles de 2027.

“Estarei assistindo lá com a camisa da Beija-Flor, torcendo como público. Não como parte do desfile”, afirmou.

Presidente da Beija-Flor diz que prefere acreditar que a saída de Neguinho é mentira

Procurado pelo CARNAVALESCO durante a final de samba da Beija-Flor para o Carnaval 2027, o presidente da escola, Almir Reis, afirmou que tomou conhecimento da decisão de Neguinho pelas redes sociais e disse preferir acreditar que a informação não seja verdadeira.

“Sobre o Neguinho, eu soube pelas redes sociais. Ele não falou diretamente para mim. Prefiro acreditar que é mentira. A nossa escola tem tudo para vir linda em 2027 e vamos, mais uma vez, em busca do título”, declarou Almir Reis.

  • Colaborou Juliane Barbosa

Fusca azul à venda: o clássico Volkswagen que virou investimento

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O mercado de carros antigos no Brasil vive um momento especial, especialmente quando o assunto é o icônico Volkswagen Fusca. Entre todas as cores e versões disponíveis, o fusca azul conquistou status de objeto de desejo tanto para colecionadores quanto para investidores que enxergam no modelo uma oportunidade de valorização patrimonial. A tonalidade azul, que marcou diversas gerações do besouro alemão, tornou-se sinônimo de elegância e bom gosto, atraindo compradores dispostos a pagar valores cada vez mais altos por unidades bem conservadas. O fenômeno reflete uma tendência global de valorização de veículos clássicos, mas ganha contornos particulares no contexto brasileiro, onde o Fusca representa muito mais que um simples meio de transporte.

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Foto: Divulgação

Por que o Fusca azul se destaca no mercado de clássicos

A tonalidade azul aplicada ao longo das décadas de produção do Fusca carrega simbolismo especial na memória coletiva brasileira. Diferentes nuances dessa cor marcaram épocas distintas da fabricação nacional, desde os tons mais claros e vibrantes das primeiras gerações até as versões metalizadas que chegaram ao mercado nas últimas fases de produção. Essa variedade cromática permite que colecionadores montem verdadeiras coleções temáticas, reunindo exemplares de diferentes períodos que compartilham a mesma família de cor. A identificação emocional do público com essa tonalidade específica eleva a demanda e, consequentemente, o valor de mercado desses veículos.

Além do apelo estético, a cor azul apresenta vantagens práticas que influenciam a decisão de compra. Especialistas em restauração apontam que essa tonalidade tende a envelhecer de forma mais harmoniosa que outras opções, disfarçando pequenas imperfeições e mantendo aspecto visual agradável mesmo em unidades que precisam de intervenções. A disponibilidade de tintas compatíveis para eventuais retoques também favorece a escolha, facilitando a manutenção do padrão original sem comprometer a autenticidade do veículo. Esses fatores técnicos, somados ao valor sentimental, explicam por que exemplares nessa cor alcançam cotações superiores em comparação com outras opções de pintura.

Critérios essenciais na escolha de um exemplar para investimento

Investir em um Fusca clássico exige conhecimento técnico e atenção a detalhes que passam despercebidos pelo comprador comum. A verificação da originalidade das peças representa o primeiro passo fundamental, já que componentes substituídos por versões genéricas ou adaptadas reduzem significativamente o valor de revenda. Documentação completa, incluindo manual do proprietário, certificado de garantia original e notas fiscais de manutenções realizadas ao longo dos anos, transforma um simples veículo usado em peça de coleção valorizada. A procedência do automóvel também merece investigação cuidadosa, com preferência para unidades que permaneceram com poucos proprietários e receberam cuidados adequados desde a saída da concessionária.

O estado da carroceria determina grande parte do valor final de um Fusca clássico, especialmente em se tratando de modelos que circularam em regiões litorâneas ou áreas com clima úmido. Pontos de ferrugem, mesmo quando aparentemente superficiais, podem indicar problemas estruturais graves que demandam restaurações complexas e dispendiosas. A mecânica original, funcionando adequadamente e sem modificações que descaracterizem o projeto de fábrica, agrega valor substancial ao conjunto. Compradores experientes recomendam inspeção minuciosa por profissionais especializados antes de concretizar a aquisição, garantindo que o investimento corresponda às expectativas de valorização futura.

Manutenção e preservação do valor patrimonial

Manter um Fusca clássico em condições ideais requer dedicação constante e investimento em cuidados específicos. A guarda do veículo em ambiente protegido, livre de umidade excessiva e variações bruscas de temperatura, preserva tanto a pintura quanto os componentes mecânicos e elétricos. Revisões periódicas, mesmo quando o carro circula pouco, evitam a deterioração de peças que sofrem com a falta de uso, como borrachas de vedação, mangueiras e componentes do sistema de freios. A escolha de produtos adequados para limpeza e conservação também faz diferença, já que substâncias abrasivas ou incompatíveis com materiais de época podem causar danos irreversíveis.

A documentação de todas as intervenções realizadas no veículo contribui para a valorização do patrimônio ao longo do tempo. Fotografias detalhadas de processos de restauração, notas fiscais de peças adquiridas e registros de serviços executados por oficinas especializadas compõem um histórico que tranquiliza futuros compradores e justifica valores mais elevados na revenda. Participação em encontros de carros antigos e eventos temáticos, além de proporcionar momentos de lazer, mantém o proprietário atualizado sobre tendências do mercado e técnicas de conservação. Essa imersão na comunidade de entusiastas facilita o acesso a informações valiosas sobre fornecedores confiáveis de peças originais e profissionais capacitados para trabalhar com modelos clássicos.

Tendências do mercado de carros clássicos no Brasil

O cenário brasileiro de veículos antigos experimenta crescimento consistente, impulsionado por diversos fatores econômicos e culturais. A busca por ativos alternativos de investimento, especialmente em períodos de instabilidade financeira, direciona recursos para o mercado de colecionáveis, incluindo automóveis históricos. O Fusca beneficia-se desse movimento por reunir características únicas, combinando acessibilidade relativa, ampla disponibilidade de peças de reposição e forte apelo emocional junto ao público brasileiro. Gerações que cresceram vendo o modelo circular pelas ruas agora dispõem de poder aquisitivo para realizar o sonho de possuir um exemplar, aquecendo a demanda e elevando as cotações.

Plataformas digitais revolucionaram a forma como compradores e vendedores se conectam, ampliando o alcance geográfico das negociações e facilitando a comparação entre diferentes ofertas. A transparência proporcionada por fotografias detalhadas e descrições minuciosas permite que interessados avaliem opções sem necessidade de deslocamentos longos, dinamizando o mercado. Essa democratização do acesso à informação também educa novos colecionadores, que aprendem a identificar características valorizadas e evitar armadilhas comuns. A profissionalização crescente do setor, com surgimento de empresas especializadas em avaliação e intermediação de clássicos, confere credibilidade às transações e atrai investidores que antes viam o segmento com desconfiança.

Aspectos legais e burocráticos da propriedade de clássicos

A legislação brasileira estabelece regras específicas para veículos considerados de coleção, oferecendo benefícios que tornam a propriedade mais atraente do ponto de vista fiscal. O reconhecimento oficial como veículo de interesse histórico permite isenções tributárias e facilita processos de licenciamento, desde que o proprietário comprove a preservação das características originais e o uso restrito do automóvel. O enquadramento nessa categoria exige documentação detalhada e, em alguns casos, vistoria técnica realizada por órgãos competentes. Compreender essas particularidades legais evita surpresas desagradáveis e garante que o investimento mantenha regularidade junto aos órgãos de trânsito.

A transferência de propriedade de veículos antigos demanda atenção redobrada aos registros históricos do automóvel. Pendências antigas, como multas prescritas ou débitos de proprietários anteriores, podem complicar o processo e gerar custos inesperados. A verificação minuciosa do histórico junto ao DETRAN, incluindo possíveis restrições judiciais ou administrativas, protege o comprador de problemas futuros. Assessoria jurídica especializada em direito automotivo representa investimento prudente, especialmente em transações envolvendo valores elevados ou veículos com documentação complexa. Essa precaução assegura que o prazer de possuir um clássico não se transforme em dor de cabeça burocrática.

Prefeito prevê novos barracões para a Série Ouro ainda este ano e mantém proposta de dois acessos ao Especial em 2027

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Foto: Juliane Barbosa/CARNAVALESCO

O início das obras da nova quadra da Unidos da Tijuca contou com a presença do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o prefeito destacou os investimentos da Prefeitura na infraestrutura das escolas de samba e antecipou os próximos passos da Cidade do Samba 2. Ele afirmou que a Prefeitura pretende ampliar o apoio às agremiações e citou, além da Unidos da Tijuca, as próximas obras previstas são o Paraíso do Tuiuti e citou também a Mangueira.

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“Hoje inauguramos, com muito orgulho, o início das obras da quadra da Unidos da Tijuca. Em breve será o Tuiuti e a Guanayra, que me aguarde, porque já já o telefone toca com ela me cobrando sobre a Mangueira. Essa é a prefeitura que valoriza o carnaval, que quer ver a festa acontecer e deixar a população feliz. Vamos em busca de mais e mais, ajudando cada uma das escolas para que essa festa tão linda seja cada vez mais incrível”, afirmou.

Cidade do Samba 2 terá primeiras entregas ainda este ano

Sobre a Cidade do Samba 2, o prefeito afirmou que as obras estão avançadas e que a previsão é iniciar, ainda este ano, a entrega dos galpões destinados às escolas do Grupo de Acesso. Segundo Cavaliere, a ocupação será feita de forma faseada, priorizando inicialmente as agremiações que não possuem barracão ou estrutura própria.

“E sobre a Cidade do Samba 2, as obras já estão bastante avançadas. A previsão é que, ainda este ano, a gente comece a entregar os galpões para as escolas do Grupo de Acesso. Desde o início, a gente se comprometeu a fazer isso de forma faseada, garantindo primeiro o espaço para as escolas que mais precisam desse apoio, aquelas que não têm barracão, não têm estrutura própria. É isso que vamos fazer”, garante o prefeito.

A expectativa apresentada pelo prefeito é de que quatro ou cinco barracões sejam entregues ainda este ano para que as escolas possam começar a ocupar a nova estrutura.

“Ainda este ano, provavelmente, teremos a entrega de quatro ou cinco barracões para que as escolas possam começar a ocupar essa nova estrutura, essa verdadeira fábrica do samba, fortalecendo ainda mais o Grupo de Acesso e permitindo que cada vez mais escolas façam um carnaval de alto nível e competitivo, que dê orgulho para a cidade”.

Duas escolas podem subir para o Grupo Especial em 2027

Durante a entrevista ao CARNAVALESCO, Eduardo Cavaliere também foi questionado sobre a possibilidade de duas escolas da Série Ouro conquistarem o acesso ao Grupo Especial em 2027.

“Vai ser possível. Vamos em frente: mais competição, escolas e mais gente sonhando. O pessoal pode continuar sonhando muito com o Grupo Especial e também com os Acessos. Essa disputa é fundamental para o carnaval”, afirmou Eduardo Cavaliere.

Nenê revela fantasias e promete impacto visual no desfile de 2027

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Fotos: Almir Aprígio/CARNAVALESCO

A Nenê de Vila Matilde realizou, no último sábado, a festa de lançamento dos protótipos das fantasias que serão utilizados como referência para o desfile da escola no Carnaval 2027. O evento apresentou parte do projeto desenvolvido pelo carnavalesco Chico Ângelo para o enredo “Mulheres de Palmares – A Liberdade Tem Rosto de Mulher”. Durante a apresentação, o artista falou sobre o processo de criação e destacou a liberdade que recebeu da escola para desenvolver o projeto.

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“Me deram liberdade, está superbacana, o clima leve. Estou muito feliz de estar aqui. Foi muito bacana. Claro, dentro da nossa realidade de Acesso 2, mas com liberdade total. Realmente é muita história para pouco componente, que é o permite no grupo. Foi um desafio até que tranquilo, mas a gente precisa contar a história direitinho”, disse Chico.

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O desfile contará com personagens como Aqualtune e Dandara, que representam diferentes momentos da narrativa, além das Herdeiras de Palmares, responsáveis pelo encerramento da apresentação. Chico promete surpresas na passagem da Nenê pela avenida e explica que esse é um dos motivos para a divisão em quatro setores.

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“Eu tenho três personagens, a Aqualtune, Dandara, que contam cada uma parte da história, e eu tenho as Herdeiras de Palmares, que formam o fechamento do nosso desfile. Tem surpresa no desfile da Nenê. Por isso são quatro setores. Lógico que eu quero o título, eu quero a nota, mas eu também tenho que trazer o requinte, a beleza, que é fundamental para o carnaval, e a Nenê merece”, explicou Chico.

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Desafio financeiro no Acesso 2

Presidente da Nenê de Vila Matilde, Rinaldo José de Andrade (Mantega), ao ser questionado sobre a dificuldade de fazer carnaval no Acesso 2 com o baixo orçamento disponibilizado, destacou os obstáculos encontrados pela escola para colocar em prática um projeto de grande dimensão dentro da realidade financeira do grupo. Para ele, os recursos destinados às agremiações não correspondem ao nível de trabalho que as escolas precisam apresentar na avenida.

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Presidente da Nenê de Vila Matilde, Rinaldo José de Andrade (Mantega)

“O carnaval realmente, esse orçamento não condiz. A gente é obrigado sempre a compor, porque você viu o nível das fantasias da Nenê de Vila Matilde, é um nível de Especial. A Nenê de Vila Matilde está sempre correndo e precisando compor o orçamento, mas faz parte. A gente já está acostumado a trabalhar com um orçamento pequeno. A gente espera que, em um período curto, a Liga reveja essa divisão orçamentária para a gente ajustar isso melhor”, afirmou Mantega.

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Mantega também falou sobre a chegada de Chico Ângelo à Nenê. Segundo o presidente, o carnavalesco foi indicado à escola e acabou se tornando uma surpresa positiva durante o desenvolvimento do projeto.

“Eu não conhecia o Chico, foi uma indicação. Um profissional fantástico, dedicado, caprichoso, carinhoso no que faz e com a qualidade que você viu aí. Você viu o projeto das alegorias? É fantástico, maravilhoso. Chico, uma grata surpresa. Vai ser um dos grandes carnavalescos de São Paulo”, afirmou.

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Técnica e impacto visual na avenida

Questionado sobre a proposta da Nenê para o próximo carnaval, Mantega afirmou que a escola pretende unir a força visual característica da agremiação ao cuidado técnico necessário para a disputa.

“A Nenê tem uma energia própria. Mas a gente vai fazer essa energia junto com a parte técnica. “Para isso a gente montou uma equipe técnica fantástica”, explicou.

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Mantega também relacionou o trabalho para 2027 à experiência da escola no último carnaval e à necessidade de corrigir problemas identificados anteriormente.

“Nós fomos mal julgados, caímos, mas também tivemos erros. Temos que aprender com os erros e corrigir e acertar. E estamos fazendo isso”, declarou.

Samba é apontado como diferencial

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O samba-enredo também foi tema da entrevista. Mantega elogiou a obra escolhida pela Nenê, mas evitou fazer comparações com as demais escolas concorrentes.

“O samba é uma obra fantástica, os compositores acertaram a mão, e o samba é um grande diferencial para escola de samba, qualquer escola de samba. Os desfiles de São Paulo estão muito nivelados na parte de cima. O samba vai fazer uma diferença fantástica na avenida, não tenho dúvida disso”, afirmou.