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Desfiles da década: Mangueira volta ao topo do carnaval em 2016 com o talento de Leandro Vieira e o axé de Bethânia

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A série do site CARNAVALESCO de matérias dos “Desfiles da Década”, segue relembrando apresentações marcantes que passaram pela Marquês de Sapucaí, entre os anos de 2011 e 2020. Teremos neste episódio, um desfile que impressionou o Sambódromo e consagrou o carnavalesco Leandro Vieira em sua estreia no Grupo Especial. O carnaval da Mangueira de 2016 saltou aos olhos do público com uma estética diferente da habitual usada por carnavalescos antecessores a ele na escola – menos verde e rosa – com muita beleza, criatividade e ousadia. Além da estética, as alegorias impressionavam pelo acabamento primoroso e fantasias de saltar os olhos. * OUÇA AQUI A RÁDIO CARNAVALESCO

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Desfilando com o enredo “Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oyá”, a Estação Primeira abriu o desfile saudando a senhora dos ventos, a comissão composta por quatorze mulheres negras com seios desnudos, dançando forte com uma coreografia marcada por passos afros. Além das guerreiras, tínhamos Iansã dançando com seus apetrechos prendendo a atenção do público que vibrou a cada giro no alto do tripé, que representava o bambuzal.

“Quando fui conversar com o Leandro sobre o carnaval da Mangueira de 2016 lembro das nossas ideias coincidirem imediatamente. Os dois tinham em mente trazer mulheres negras para a avenida. Ele foi audacioso em querer elas com os seios de fora e bancou a proposta para a direção da escola, que relutou um pouco mas achou pertinente para o que tínhamos pensado. Trabalhar com mulheres, negras e representando Oyá foi e sempre será uma honra”, apontou Scapin.

O axé da Mangueira seguiu firme e logo após a passagem da comissão tivemos um dos pontos mais altos do desfile, a imagem do carnaval: Squel representando uma iaô desfilando careca. Dançando junto com Raphael Rodrigues, apenas com uma pena na cabeça fazendo referência a realeza, fizeram uma apresentação impecável, cheia de emoção atrelada ao bailado do casal com muito entrosamento e força, além de usarem uma fantasia deslumbrante. Certamente, todo sambista apaixonado se lembrará desse momento daqui a 50 anos. Desde a entrada do setor um até o fim do desfile a passagem do casal causou um frisson sendo um dos pontos cruciais para levantar o público durante o desfile. Manter a concentração e preparar a surpresa do desfile – para ficar careca a porta-bandeira precisou de cinco horas de preparação – consumiu Squel, que explicou que não percebeu a dimensão da comoção que causou.

“A responsabilidade que cerca uma porta-bandeira é tão grande, que os preparativos para me tornar uma iaô me consumiram. Com tanta coisa acontecendo e eu tendo que estar atenta à tudo para manter o sigilo, me enxergar e observar a reação do público foi algo que não consegui absorver na hora. Só fui ter dimensão do que aconteceu ao fim do desfile. A emoção e a energia eram intensas demais e, com isso, acabei esquecendo que estava careca em alguns momentos. A energia que nos cercou me conduziu durante todo o processo entre a concentração e o desfile. É algo que até hoje ainda não consigo achar palavras para descrever o que foi viver esse desfile mágico”, comentou a porta-bandeira mangueirense.

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Foram 29 alas, 6 carros e mais de 4 mil componentes. No carro abre-alas tínhamos novamente Iansã mas dessa vez acompanhada por Oxum, outro orixá que faz parte da vida de Bethânia. Na frente do carro, búfalos em bronze. Era a Mangueira abrindo o seu carnaval com tons em palha e ouro, sem o habitual verde e rosa, mais um impacto para o carnaval que via nascer o ‘estilo’ Leandro Vieira. Nas alas seguintes o carnavalesco saudou os orixás até chegar ao catolicismo encarnado pela cantora.

Na segunda alegoria da escola a devoção católica é coroada, representada pelo coração sagrado de Jesus, detalhes do carro com ladrilhos das antigas igrejas e anjos barrocos. Beth Carvalho em destaque no carro marcando seu retorno em um dos seus últimos desfiles pela verde e rosa.

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O conjunto de fantasias do, até então jovem, carnavalesco encheu os olhos de quem assistia. Figurinos com uma beleza impressionante utilizando materiais alternativos como o vime e acetato. Aparentemente leves que facilitaram a evolução dos componentes que atravessaram o Sambódromo extasiados de alegria cantando forte o samba da agremiação. Destaque para a ala das baianas com uma fantasia luxuosa em ouro velho, representando as igrejas antigas de Salvador, a imagem de Santa Bárbara e rosas vermelhas lembrando a orixá dona da cabeça de Bethânia. Além das baianas, a ala das crianças que representava Cosme e Damião foi outra que podemos citar como exemplo de beleza.

Na terceira alegoria temos o início da vida artística de Bethânia representada. O palco do Opinião, onde a cantora se apresentou ganhando notoriedade nacional com a canção ‘carcará’ apresentada pelo animal que dá nome a música de forma estilizada.

Os mestres Rodrigo Explosão e Vitor Art tiveram papel fundamental na disputa pelo título, garantindo a nota máxima do quesito e dando um show de rendimento com a bateria. Fantasiados de ‘Fera Ferida’ a bateria ousou com bossas e paradinhas, que chamavam o componente e o público para cantar forte o samba, outro quesito que teve papel de grande importância para escola sendo um dos melhores daquele ano. Evelyn Bastos, a rainha do samba, desfilando pelo terceiro ano à frente da ‘Tem que Respeitar meu Tamborim’ deixou o público sem ar com sua apresentação com entrosamento e muito samba no pé.

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“Em 2016 tive a oportunidade de pegar a fantasia dias antes, experimentei quatro ou cinco vezes. Levei no meu centro, deixei aos pés da minha mãe Oxum e Iansã. O processo desse carnaval pra mim foi muito mais completo, a fantasia estava cheia de axé e foi uma das que me deixou mais à vontade, estava leve, muito feliz. Ela é predileta de muita gente e dou toda razão pra isso. Digo que de beleza e produção é a mais completa, eu amo”, explicou a rainha.

No carro em que celebrava os cinquenta anos da carreira musical de Maria Bethânia, com o título de ‘Abelha Rainha da MPB’ , personalidades da música e da televisão que fazem parte da vida e carreira da cantora vieram levantando o público. Em dourado, a alegoria carrega o luxo na simplicidade, na frente uma abelha que por si só entregava a narrativa do desfile.

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O quinto setor apresenta outra faceta da menina de Oyá que passou a colocar em cima do palco obras literárias, atuando através de poesias. O único problema do desfile vem adiante, o carro que apresentava o palco de Bethânia em cena teve problemas com iluminação apagando algumas vezes durante o desfile. Por sorte a situação passou despercebida pelos julgadores e a escola não despontuou no quesito.

O último setor apresentou os aspectos culturais da cidade natal da cantora, Santo Amaro da Purificação – no Recôncavo Baiano. O desfile encerra com a passagem de um grande circo, colorido em verde e rosa, fazendo referência ao circo que Bethânia se encantou durante a infância. Os detalhes do carro, com elefantes azuis, cavalos e animais em volta do ‘céu de lona verde e rosa’ dão um efeito lúdico ao fim do desfile da campeã de 2016. No centro, a homenageada passa na avenida aclamada e emocionada. Encerra a sua mais que justa homenagem brindando e saudando todos com o axé que só ela tem.

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Na quarta-feira de cinzas, a surpresa se confirmou e a escola terminou a apuração em primeiro lugar. O quesito comissão de frente foi o único que não alcançou os 30 pontos, foram duas notas 9.9, uma nota 10 e um 9.8 (nota descartada), ainda assim as notas não foram capazes de atrapalhar a agremiação que fechou a apuração com 269.8, apenas um décimo a frente da Unidos da Tijuca, com 269.7. Em terceiro lugar Portela, 269.7, seguida de Salgueiro, Beija-Flor, Imperatriz, Grande Rio, Vila Isabel, São Clemente, Mocidade, União da Ilha e a rebaixada para a Série A foi a Estácio de Sá com 265.

Contexto do ano

Depois de amargar o décimo lugar no ano anterior, perder o intérprete oficial durante o pré-carnaval, o saudoso Luizito, e apostar num carnavalesco que assinaria seu primeiro carnaval no Grupo Especial, o desfile da Mangueira era muito esperado, também, por conta do enredo. Mas existia uma interrogação na cabeça do sambista: O que esperar da Mangueira?

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“A Mangueira vinha de resultados ruins e eu imaginava que caso eu conseguisse ter uma colocação um pouquinho melhor já seria um ganho. Imaginei que o julgamento iria desprestigiar um novato que até aquele momento só tinha um único carnaval – em 2015, na Caprichosos de Pilares – no currículo. Eu imaginava, na busca de um conforto pessoal, que uma colocação melhor do que o nono ou décimo lugar seria um ganho. Voltar nas campeãs era, pra mim, algo distante mediante ao cenário. Foram longos meses de olhares atravessados e muita desconfiança em cima do trabalho de um desconhecido que tinha como agravante no currículo a juventude e a inexperiência. Eu cheguei na Mangueira sem ter ‘nome’. Apesar de me chamar Leandro, eu era o rapaz, o menino ou o garoto da Mangueira. Depois do resultado que rompeu o jejum da escola e me trouxe o primeiro campeonato, passei a ser chamado de Leandro Vieira”, explicou o carnavalesco em entrevista ao site CARNAVALESCO.

Num ano de grandes enredos e sambas, a Mangueira fechou o segundo dia de desfiles mantendo o alto nível. Era o retorno de uma das principais instituições culturais do país ao pódio. Estácio de Sá, União da Ilha, Beija-Flor, Grande Rio, Mocidade, Unidos da Tijuca, Vila Isabel, Salgueiro, São Clemente, Portela e Imperatriz abrilhantaram a disputa do Grupo Especial no último ano do mandato do prefeito Eduardo Paes, no ano em que a cidade do Rio de Janeiro receberia as Olimpíadas.

“Esse campeonato foi muito resiliente para nós mangueirenses que vivemos o processo inteiro. O Leandro trouxe uma esperança de renovação pra gente. Esse carnaval, a dor que a perda do Luizito causou pra gente, um cara que foi muito participativo, muito presente que acompanhou meu início como rainha de bateria me dando muita força e diretriz. Eu aprendi muito com ele. Então, ganhar o carnaval de 2016 coroou a Mangueira, era como se nós tivéssemos sido abraçados por Deus e nossa ancestralidade, foi um momento incrível. Jamais vou esquecer da energia do desfile, foi algo inenarrável. Todo mundo que presenciou, dentro ou fora, sabe que a energia daquele desfile foi surreal. Eu lembro do início, quando a sirene tocou e do final, eu só senti. Mas um momento que jamais vou esquecer foi da chegada do troféu no morro, aos pés do morro da Mangueira. Foi o que mais me marcou”, encerra Evelyn.

Viviane de Assis: ‘Luto todos os dias para mostrar que não sou somente uma mulher com nanismo’

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Festa popular e representativa, o carnaval reúne o melhor exemplo de ambiente democrático no país. Alguns tentam elevar o tom para uma polarização radical, mas o resultado final é o encontro de todos nas quadras, ruas e na Avenida, dançando, cantando e extravasando suas angústias do ano todo. A energia em volta de milhares de pessoas sambando juntas no ritmo da bateria provoca um efeito altamente contagiante. Por isso, o carnaval é de todos. O site CARNAVALESCO estreia série ‘Carnaval de todos’ que mostra a representatividade dos sambistas nas agremiações.

A personagem que abre a série é passista e empoderada: Viviane de Assis. Para ela, o carnaval e o Dia Nacional de Combate ao Preconceito Contra as Pessoas com Nanismo são duas datas importantes.

“A Vivi na folia vive o momento de diversidade e alegria para todos, com ou sem dinheiro, cada um da sua maneira, sendo fonte de renda, gerando emprego para tantas pessoas. Em 25 de outubro é quando param para me ouvir”, disse Viviane.

“Sou uma mulher, negra e sambista. Uso o meu corpo, a minha dança, como uma linguagem política para chamar atenção das pessoas, e gerar uma inquietação”, Viviane de Assis

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Segundo a sambista, alguns quesitos ainda precisam de nota 10 para melhorarem a questão da representatividade dentro do carnaval.

“O respeito e o reconhecimento dentro das próprias agremiações são os pontos-chave. É muito triste ver algumas escolas de samba fazerem alas de deficientes, limitando a nossa capacidade e não dando oportunidade de mostrar o que sabemos fazer de melhor, como por exemplo, tocar um instrumento, rodar uma bandeira ou corteja-la, sambar, cantar”.

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Dentro do carnaval, Viviane não sofre tanto preconceito quanto antes, pois acredita que conseguiu criar seu próprio nome.

“Fora do carnaval, eu sofro todos os dias. Sou alvo de preconceito com olhares, câmeras de celulares, bullying leves e pesados, como, quando fui chamada de ‘bicho/monstro’ em uma loja na Tijuca. Criei um nome no samba, com meu salto riscado, mostrei a minha capacidade de ser musa, passista, rainha de bateria, destaque e enredo do próximo carnaval em Niterói. Luto todos os dias para mostrar que não sou somente uma mulher com nanismo, mas que sou a Viviane de Assis”, afirmou.

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A passista da Viradouro explica que é importante e fundamental os sambistas se posicionarem sobre questões políticas e sociais do Brasil.

“Sou uma mulher, negra e sambista. Uso o meu corpo, a minha dança, como uma linguagem política para chamar atenção das pessoas, e gerar uma inquietação. Nada me impede de fazer tudo que uma outra pessoa com estatura mediana faz. A sociedade precisa parar com o capacitismo (discriminação de pessoas com deficiência)”.

Ela conta o caminho que considera essencial na defesa de causas e na busca dos objetivos pessoais.

“O primeiro passo é ir com fé, lutar pelos seus ideais e acreditar, sem medo, pois o não’, todos nós já temos, basta correr atrás do sim sem medo de ser feliz, independente de quem seja, não se limite pela sua deficiência, idade, estatura, peso. Acreditar em si é essencial”, garantiu.

Morre o intérprete Jorge Tropical

Infelizmente, o mundo do carnaval sofre mais uma perda. Na noite desta sexta-feira, aos 64 anos, o intérprete e compositor Jorge Tropical. Ele é um dos autores, ao lado de Julio Lucchesi, do samba “Vilancete”, clássico da Vila Isabel, o inesquecível: “Vila quero vê-la linda/Quero vê-la ainda muito mais feliz (feliz)”. Segundo informações de amigos dadas ao site CARNAVALESCO, o sambista foi internado no período do Natal, devido uma trombose, mas teve alta e acabou falecendo em sua residência. Não foi divulgada a causa do falecimento e nem o local e horário do velório e enterro.

No período de 1993 até 1999, Jorge Tropical foi parceiro de Gera no carro de som da Unidos de Vila Isabel. Depois, seguiu sozinho no microfone principal da escola do bairro de Noel Rosa até o ano de 2003. Na Avenida, Tropical cantou “Kizomba” com Gera no desfile campeão da Vila Isabel em 1988.

Jorge Tropical também passou como apoio na Beija-Flor de Nilópolis, Imperatriz Leopoldinense e na União da Ilha. Venceu os sambas “Se esta terra, se esta terra fosse minha” (Vila Isabel 1990) e “Oscar Niemeyer – o arquiteto do recanto da princesa (Vila Isabel 2003).

Gaviões da Fiel disponibiliza quadra para vacinação

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A partir do dia 25 de janeiro, está previsto o início da campanha de vacinação contra a Covid-19 em São Paulo. Os Gaviões da Fiel ofereceram a sede, localizada na rua Cristina Tomás, 183, no bairro Bom Retiro, para ser um local de imunização.

Os Gaviões explicam que o local à disposição para qualquer atividade relacionada ao combate da pandemia. “Assim, caso o governo de São Paulo julgue necessário a utilização do nosso espaço para o bem da população, ficaremos felizes em colaborar”, diz o comunicado.

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Mangueira cria o ‘Viradão do Carnaval Verde e Rosa’ para escolher seu samba-enredo

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A direção da Estação Primeira de Mangueira lançou o projeto de lives “Viradão do Carnaval Verde e Rosa”, que acontecerá no período de 02 a 06 de fevereiro, e terá pocket show da escola, processo de escolha do samba-enredo para o Carnaval 2021, com eliminatórias, semifinal e final. A escola aguarda também informações da Liesa sobre o patrocínio para transmissão das lives, com todas agremiações do Grupo Especial, o que poderia alterar algumas datas do calendário da Verde e Rosa.

Para disputa mangueirense, não será permitido o acesso de público ao local, somente terá acesso aquelas pessoas estritamente necessárias ao desenvolvimento das atividades. Será estabelecida aferição de temperatura e obrigatório o uso de máscaras de proteção facial.

Durante a fase de escolha do samba-enredo, o público terá direito a voto, ou seja, a escola fará uma votação popular. O samba mais votado levará um voto que será computado na apuração.

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Veja abaixo o regulamento da disputa de samba da Mangueira.

CLÁUSULA 1 – SOBRE A COMPOSIÇÃO E A ENTREGA DA OBRA.

1.1 – O Grêmio, depois de escolhido o Enredo, para sua apresentação no desfile das escolas de Samba no carnaval, realizará as pesquisas literárias, históricas e artísticas
necessárias sobre o mesmo, entregando uma Sinopse aos compositores;

1.1.1 – A sinopse do Enredo está disponível no site oficial da escola desde 19/12/2020.

1.2 – Os compositores e o Grêmio, reconhecem expressamente serem co-autores da composição, em virtude da mesma ser Obra de Encomenda;

1.3 – O Grêmio colocará na página oficial, um AVISO informativo, por escrito, dirigido aos Compositores, que determinará a data limite, local e como será o recebimento das composições;

1.4 – As composições terão parcerias de até QUATRO compositores;

1.5 – A inscrição da obra será feita em 1 (uma) etapa;

1.5.1 A fim de possibilitar o planejamento do Grêmio as gravações para apresentação musical das obras serão por conta das parcerias.

As inscrições das obras serão no dia 29/01/2021, no Barracão de Alegorias ou por meio do envio de mensagem por meio do número de WhatsApp da Estação Primeira de
Mangueira (21) 920206854 (FALA MANGUEIRA).

1.5.2 A entrega da obra será realizada em 29/01/2021, no Barracão de Alegorias do
Grêmio no horário das 10:00h às 13:00h / 14:30 às 19:30h. Haverá a possibilidade do
envio utilizando o aplicativo WhatsApp respeitados os prazos e exigências do presente
Contrato/Regulamento.

A) Entrega da letra da composição em base magnética (Pen Drive) ou envio de “arquivo em Word” editável;

B) Entrega ou envio da melodia cifrada impressa ou partitura;

C) Entrega de áudio com canto e melodia registrado através de gravação de voz, violão e, ou cavaco, acompanhado de uma marcação percussiva. A gravação poderá ser realizada de maneira amadora via celular, não sendo obrigatória a utilização de estúdio de gravação;

D) Entrega ou envio do presente Contrato/Regulamento devidamente assinado por todos os compositores;

E) Comprovante do Depósito e/ou Transferência Bancária da importância de R$ 1.000,00 (mil reais) por obra,. Não será aceito o uso de Cartão de Crédito: Dados para depósito Banco Bradesco, Agência – 2819, Conta Corrente – 45.000-6, Estação Primeira de Mangueira, CNPJ – 30.029.219/0001-84.

1.5.3 – O descumprimento do estabelecido no item 1.5.2 inviabilizará a inscrição da obra.

1.6 – Não há mais restrição para compositores que estejam envolvidos em concursos de samba-enredo em nenhuma agremiação coirmã do grupo Especial, ou demais grupos;

CLÁUSULA 2 – SOBRE AS ELIMINATÓRIAS E DIVULGAÇÃO DAS OBRAS EM CONSEQUÊNCIA DO COVID.

2.1 – As eliminatórias ocorrerão nos dias 02/02, 03/02, 04/02, 05/02 e 06/02/2021, nos horários:
Dias 02/03/04/05 de fevereiro de 2021 – das 19:00h às 23:00h.
Dia 06/02/2021 – das 13:00h às 18:00h.

2.2 – Considerando-se a necessidade de mantermos o distanciamento social para minimizarmos a possibilidade de contágio e disseminação do Vírus, e tendo em vista
que teremos a transmissão, em tempo real, de todo o processo de escolha do samba enredo, somente será permitido o acesso de um dos compositores e do intérprete por
obra.

2.3 – De acordo com a ordem a ser estabelecida por sorteio, terão acesso ao local da apresentação, de um dos compositores e o intérprete da 1a e da 2a obra a serem
apresentadas, após apresentação da primeira obra, o representante e o intérprete da 3a obra terão acesso ao local e assim sucessivamente até a última apresentação;

2.4 – A critério da parceria poderão ser divulgadas as obras pelas redes sociais, sendo de inteira responsabilidade dos compositores caso a divulgação aconteça anteriormente a data de inscrição oficial bem como qualquer outra pendência que possa ser gerada em função dessa divulgação, estando nesse caso isenta de qualquer responsabilidade sobre o fato ou suas consequências;

CLÁUSULA 3 – SOBRE A DISPUTA

3.1 – A quantidade de envolvidos com a defesa da obra de cada parceria no palco será formada pelo mesmo número de integrantes em TODAS as apresentações. Sendo composto da seguinte forma:

1 (um) VIOLONISTA, do carro de som da Escola.
1 (um) CAVAQUINISTA do carro de som da Escola.
1 (um) RITMISTA no surdo.
1 (um) INTERPRÉTE da parceria.
2 (dois) APOIOS do carro de som da Escola.

3.2 – Tanto os músicos, quanto os intérpretes de apoio envolvidos com a apresentação das obras serão definidos pelo Grêmio, que fará uso do seu próprio time musical para a referida atividade;

3.3 – Os intérpretes que atuarão no apoio serão escolhidos por sorteio, para cada apresentação.

3.5 – No palco estarão disponíveis um microfone para o intérprete principal e dois microfones de apoio que serão ocupados pelos integrantes do carro de som da escola
definidos por sorteio.

3.6 – O tempo de duração da apresentação dos sambas concorrentes, ficará a critério do Conselho de Carnaval e do Presidente do Grêmio.

3.7 – É expressamente proibida a presença de grupos que caracterizem torcidas organizadas através do uso de bandeiras, lenços, balões, adereços ou camisas padronizadas de uso comercial ou propagandista sob a pena de ter o samba eliminado da disputa;

3.8 – O conselho de carnaval será o responsável pela avaliação de casos omissos relacionados a queixas referentes a grupos que eventualmente podem ser considerados “torcidas não espontânea”. Caberá exclusivamente ao conselho de carnaval a avaliação dos possíveis casos de quebra de regulamento;

3.9 – Considerando-se o momento da Pandemia e seguindo as orientações da Autoridades Sanitárias somente terá acesso ao local de apresentação 1 representante da parceria que irá se apresentar e o respectivo intérprete. Conforme previsto em 2.2. Será adotado o controle de temperatura para permitir o acesso e obrigatório o uso de máscara de proteção durante a permanência na plateia.

3.10 – Durante todo processo de Escolha do Samba Enredo não será aceito, em nenhuma hipótese, a divulgação (ainda que de maneira subliminar) de qualquer logotipo ou marca que não sejam de Parceiros Oficiais da Estação Primeira de Mangueira, (bonés, camisas, toalhas e similares).

3.11 – O Conselho de Carnaval e o Presidente do Grêmio, serão os únicos responsáveis pela escolha dos jurados e pelos cortes dos sambas, não admitindo, sob qualquer hipótese, contestações, recursos ou impugnações;

3.12 – Durante todo o processo de escolha do Samba Enredo 2021 contaremos com o voto popular que valerá um voto a favor do samba que obtiver o maior número de indicações.

3.13 – Caberá ao Conselho de Carnaval e ao Presidente do Grêmio a formação de quantas chaves forem necessárias, com os sambas participantes;

3.14 – As datas de apresentação dos sambas estão estabelecidas no item 2.1 do presente CONTRATO/REGULAMENTO;

3.15 – Para cada apresentação será feito sorteio.

3.16 – Em função da Pandemia de Covid 19 e os protocolos de vigilância sanitária, será obrigatório o uso de máscaras e a verificação da temperatura quando do ingresso ao local da disputa. Caso a presença pública exceda o previsto, bloquearemos o acesso momentâneo e solicitaremos que as obras que já se apresentaram se retirem do local.

CLÁUSULA 4a – CONSIDERAÇÕES FINAIS.

4.1 – A escolha do intérprete do samba na gravação oficial da LIESA, e dos desfiles oficiais, ficará a critério do Presidente do Grêmio;

4.2 – O Grêmio terá direito de, independentemente de qualquer autorização dos compositores, apresentar-se com a composição e a executa-la no desfile oficial e em qualquer outro evento (sempre com intérpretes e músicos livremente escolhidos pelo Grêmio), incluindo o desfile das campeãs que se segue ao desfile oficial, exibições extraordinárias no Brasil e no Exterior, ensaios, bailes, festas e promoções patrocinadas pelo Grêmio, ocorram tais eventos na Passarela do Samba, na sede do Grêmio ou em outros locais, tenham eles fins lucrativos ou não;

4.3 – Caberá única e exclusivamente ao Grêmio, o direito de explorar comercialmente a composição, direta ou indiretamente, por si ou por intermédio de terceiros, relativamente aos eventos compreendidos no item acima, inclusive no tocante ao televisionamento, radio fusão, cinematografia ( através de todo e qualquer processo, inclusive vídeo e outras mídias), venda de ingressos, impressão gráfica em qualquer suporte (inclusive revistas e folhetos promocionais ou não), divulgação, propaganda, “merchandising”, etc;

4.4 – Caberá ainda, ao Grêmio o direito exclusivo de contratar, junto com outras escolas de samba, a produção e comercialização de fonogramas que contenham somente a composição e os sambas enredo de outras escolas, relativos ao próximo desfile;

4.5 – Relativamente ao disposto nos itens acima, os compositores e o Grêmio terão direito a receber, de quem de direito, os valores nas formas e nas bases usuais ou que vierem a ser eventualmente ajustadas:

4.5.1 – Pela execução pública da composição, inclusive com seu televisionamento e radio fusão;

4.5.2 – Pela gravação fonográfica da composição, observando em qualquer caso, que o Grêmio receberá 35% (trinta e cinco por cento) do total como co-autor da composição;

4.6 – Sem prejuízo do disposto no item acima, o direito dos compositores aos valores ali previstos não poderá, em hipótese alguma, ser utilizado, sob qualquer pretexto ou fundamento, e forma a, sem o prévio e expresso consentimento do Grêmio, manifestado por escrito, criar embaraços, dificultar ou impedir a organização dos respectivos eventos, sua divulgação ou realização, com a execução pública da composição (inclusive com seu televisionamento e radio fusão), obrigando-se os compositores, em caráter irrevogável, e irretratável, a observar o Direito assegurado ao Grêmio nos itens acima, abstendo-se de praticar qualquer ato que, de alguma forma ou modo possam criar embaraços, dificultar ou impedir seu exercício;

4.7 – O disposto neste Contrato não importará em diminuição a qualquer título, do direito do Grêmio, como coautor, defender, isoladamente ou em conjunto com os compositores, seus direitos sobre a composição em toda a extensão e medidas permitidas por Lei, Tratados ou Convenções;

4.8 – Caberá ainda ao grêmio como co-autor da composição, conforme estabelecido na Cláusula Segunda, o percentual de 35% (trinta e cinco por cento), sobre todos os valores a que fizerem jus os titulares do direito da obra, que estão mencionados nas diversas cláusulas do presente Contrato;

4.9 – Os compositores se obrigam a assinar com a EDITORA MUSICAL ESCOLA DE SAMBA LTDA., ou outra, de livre escolha do Grêmio, um contrato para edição da composição, conferindo-lhe o direito exclusivo para publicar, explorar, divulgar e expor à venda a composição, cabendo ao Grêmio determinar a tiragem de cada edição, sua época e a determinação de sua forma e dos detalhes de sua confecção artística, bem como o preço de venda;

4.10 – Na hipótese da composição não vir a ser selecionada como Samba-Enredo para o próximo carnaval, ou de, depois de selecionada, ser substituída por outra composição, fica garantido ao Grêmio todos os direitos assegurados nas cláusulas anteriores;

4.11 – Ressalvado o trabalho de criação do Grêmio, como co-autor, os compositores, em caráter pessoal, responsabilizam-se civil e criminalmente, pela originalidade e paternidade da composição, em todos os seus aspectos, assumindo a obrigação de manter o Grêmio, a todo tempo, a salvo de quaisquer reclamações de terceiros a esse respeito, bem como de indeniza-los pelas perdas e danos;

4.12 – A Sinopse do Enredo para o Carnaval 2021 está disponível no site oficial da Estação Primeira de Mangueira desde 19/12/2020.

4.13 – A composição somente será considerada inscrita se cumprir integralmente o previsto no item 1.5.2;

4.14 – Qualquer (Quaisquer) alteração(ões) ou modificação(ões) do presente contrato somente terão validade quando forem feitas por escrito, e devidamente assinada por cada uma das partes;

4.15 – Este contrato, e cada uma de suas cláusulas, termos e condições obrigarão as partes e seus herdeiros e sucessores;

4.16 – Os concorrentes que tiverem suas obras desclassificadas no Concurso de Samba Enredo, não poderão gravá-las sem autorização por escrito do Grêmio;

4.17. – Os concorrentes que por algum motivo descrito acima ou por decisão do Conselho de Carnaval forem desligados da disputa, não terão seus valores de inscrição devolvidos, ficando o valor da referida inscrição para o Grêmio.

Artistas dos barracões de São Paulo fazem teste de Coronavírus antes de iniciarem os trabalhos

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Os artistas que vão trabalhar presencialmente nos barracões das escolas de samba foram testados na quinta-feira para Covid-19. A ação foi uma iniciativa da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo e aconteceu na Fábrica do Samba, com profissionais recém-chegados de Parintins (AM) e outros que já estavam em São Paulo.

Os envolvidos na construção das alegorias para o próximo Carnaval fizeram o teste de antígeno para covid-19. A pesquisa de antígeno aponta a presença ativa do vírus no corpo, com resultados disponíveis a partir de 15 minutos.

“Todos os presidentes aderiram e todos os profissionais compreenderam a necessidade [de fazer os testes]”, conta Luciana Silva, vice-presidente da Liga-SP.

Com os testes, os artistas que não apresentaram indícios de contaminação por Coronavírus foram liberados para o trabalho.

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“É o nosso compromisso, com as pessoas, com o nosso Carnaval”, explica Sidnei Carriuolo, presidente da Liga-SP.

O desfile das escolas de samba está previsto para acontecer em julho de 2021, havendo vacinação para a população e de acordo com a posição da capital no Plano São Paulo, que determina a reabertura econômica de todos os setores, considerando a disponibilidade de leitos de UTI e o ritmo de contágio da covid-19, bem como as diretrizes que devem ser seguidas para que aglomerações sejam evitadas. A transferência de data foi uma decisão pensada junto com a Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado, diante do cenário pandêmico em 2020.

Luto! Mundo do carnaval perde Anatólio Izidoro, o Cidadão Samba

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Anatólio Izidoro, o eterno Cidadão Samba, faleceu nesta sexta-feira, aos 87 anos. Ele era fundador e torcedor da Unidos de Lucas. Por muito tempo, ele foi diretor da Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Aescrj). Não foi informada a causa da morte e nem o local do velório e enterro.

“Meu esporte é samba. Eu sou tricolor, mas se me perguntarem não sei dizer quem joga no Fluminense. Já passei por muita coisa no carnaval. Mas fico feliz de ver aonde os sambistas chegaram”, disse Anatólio Izidoro, ao jornal Extra em 2013.

Nascido em Brás de Pina, Zona Norte do Rio, era filho de um montador de chaminés e sua mãe era doméstica. Ao site Sambrasil, em 2018, ele falou sobre o carnaval.

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“Fui o presidente da antiga escola Capela. E também da Unidos de Lucas, na gestão de 1972 a 1976. Eu, que comecei muito cedo, no tempo da discriminação, sei como é bom isso, essa repercussão. Samba é a glória de nosso país”.

Apaixonados por carnaval: ‘O amor que é Independente na identidade’

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O brasileiro é competitivo por natureza, quando se fala de futebol ou qualquer competição ele se joga de cabeça e não entra para perder. Com as escolas de samba não é diferente, é algo que arrepia e estremece as estruturas. Quando você vê, está torcendo, vibrando e roendo as unhas na leitura das notas. E os apaixonados? Aqueles que não vivem sem o carnaval. Seja desfilando, trabalhando no ateliê, no barracão, torcendo nas arquibancadas e camarotes ou simplesmente assistindo na TV de qualquer lugar do Brasil. Como começou o amor pelo carnaval e pela agremiação? Será que este amor passa de pai para filho com o DNA? A série “Apaixonados por carnaval” está aí para ouvir esses amantes dos desfiles.

O site CARNAVALESCO conversou com Renato Souza, de 25 anos, que mora em Realengo. Ele dedica bastante tempo do seu dia trabalhando em prol de movimentar as redes sociais “Independente na Identidade”. Isso poderia ser óbvio de acontecer, já que sua mãe foi passista da própria Mocidade. Mas, o destino quis tirar o pequeno menino dos seios da escola.

“Minha mãe era passista, porém, quando ela engravidou da minha irmã, começou a sair do mundo do samba. Nasci no Rio, mas nos mudamos para uma cidade na Região dos Lagos e fiquei longe fisicamente do mundo do carnaval”, comentou Renato.

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O menino Renato morando na Região dos Lagos ainda sem contato com o mundo do carnaval.

A mãe de Renato contava sobre a época em que era passista, e isso fez o menino Renato sonhar acordado com o mundo do carnaval. Aos oito anos de idade, assistindo ao desfile da Mocidade de 2002 pela TV, despertou ainda mais este encanto.

“Abra as cortinas do seu coração
Nossa arte é vida, cheia de emoção
Vem sonhar acordado
Esse mundo encantado
É fascinação“ – Mocidade 2002

“O desfile do Circo Místico foi aquele que eu me lembro de ter visto pela primeira vez na televisão e ter ficado encantado com a escola”, relembrou.

Para dar uma esperança para o pequeno garoto, quando ele tinha 15 anos, finalmente, foi morar em Realengo, próximo a tão sonhada escola. Mas, nem tudo são flores: “Viemos para o Rio de Janeiro, porém, ninguém queria me levar para a Mocidade, e eu como era menor de idade não pude ir. Foi então que veio o carnaval de 2014”.

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Quem não se lembra, os preparativos para o carnaval de 2014 foram um dos mais conturbados para escola de Padre Miguel, o presidente renunciou ao cargo, a escola mudou de direção e um comunicado mudaria a vida de Renato.

“Louco de paixão, sempre vou te amar
Luz da emoção no meu cantar
Independente na identidade
Com muito orgulho, eu sou Mocidade” – Mocidade 2014

“Antes do carnaval Pernambucópolis, quando já tinha os 18 anos, a escola convocou a comunidade para ajudar a finalizar o carnaval. Com a cara e a coragem, sem conhecer ninguém, que fui lá na Cidade do Samba, nem sabia como era, nunca tinha ido lá, e ajudei na confecção daquele desfile”, disse orgulhoso.

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Renato conheceu pessoas e ajudou a fundar a torcida Loucos de Paixão, onde participou da direção até 2019. E, se “jogando” no mundo da Mocidade, foi que em 2015 ele até perdeu um ingresso que comprou para assistir aos desfiles.

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“No carnaval de 2015, eu comprei um ingresso para assistir aos desfiles, porém, preferi ir para concentração. Fiquei tempos lá parado, a escola era a terceira de domingo, desfilei com uma chuva e o ingresso se desfez”, conta dando rizadas.

“Invade, se joga na felicidade
Fazendo a vontade do seu coração
Hoje é o dia vem se “acabar”
Deixa a Mocidade te levar!” – Mocidade 2015

E o desfile que ele mais vibrou foi o de 2017. “Nós que estávamos desfilando foi fantástico, pura emoção e depois de tempos você via a Mocidade fazendo um desfile digno. Aquele ano foi maravilhoso”, afirmou com entusiasmo.

“Abre-te Sésamo que o samba ordenou
Mil e uma noites de amor
Põe Aladdin no agogô, tantan nas mãos de Simbad
Meu ouvido é de mercador” – Mocidade 2017

Assim, ele ficou ainda mais apaixonado, sabendo como funcionava o organismo da escola, foi então que antecedendo o desfile de 2020 ele fundou o “Independente na Identidade”. Renato explica ao site que não é uma torcida organizada, mas um projeto para as redes sociais onde ele brinca com a linguagem dos memes e preenche o lado do torcedor nas lacunas às vezes deixadas pela escola.

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“A comunicação da escola é boa, e ela que alimenta as nossas informações, porém, aquela linguagem do meme e do deboche nós fazemos. Eu participo também de grupos no Facebook e no Whatsapp para ver as aptidões e o que a galera busca. Não só isso, a escola posta a notícia e eu tento preencher uma lacuna afetiva do torcedor, através da linguagem das redes sociais”.

“É hora de acender
No peito a inspiração
Sei que é preciso lutar
Com as armas de uma canção” – Mocidade 2020

Renato diz que toca quase tudo sozinho nas redes sociais, ele tem ajuda das amigas Fernanda e Carol, e do seu namorado Fabrício para conseguir atualizar as postagens. Mas, mesmo assim, é feliz no trabalho que presta. Perguntado qual recado ele daria para o torcedor da Mocidade, ele não fez de rogado:

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“A torcida da Mocidade merece parabéns. Nas redes sociais ela é ativa, tudo participa e isso é ótimo, porém, essa intensidade faz com que eles peguem pesados em alguns aspectos. O que tenho que dizer é que a participação dos torcedores é ótima, mas em alguns momentos tem que pegar mais leve, ponderar”.

Passarela do Samba: ‘Samba no cemitério’

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Visitar um barracão para fazer matéria é sempre complicado. Geralmente, os carnavalescos não gostam que pessoas estranhas ao serviço vejam as alegorias antes que estejam terminadas. Fotografar, então, nem pensar.

Por outro lado, aprendi que esta curiosidade rouba o que há de mais emocionante no espetáculo: a magia da surpresa, do inesperado. Quando você já sabe o que vai acontecer, as únicas dúvidas são onde e quando. Não é a mesma coisa. Subtrai a emoção na hora de escrever ou comentar.

Por essas e outras, sempre que vou a um barracão fazer entrevistas, já entro olhando para o chão. Não quero ver nada, nem saber o que é isso ou aquilo. A não ser que o carnavalesco resolva mostrar alguma coisa, pois seria uma indelicadeza não atendê-lo.

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Fernando Pamplona foi professor de Rosa na Belas Artes e no barracão do Salgueiro – Fotos Equipe Henrique Matos

Foi assim que entrei no barracão da São Clemente para entrevistar Rosa Magalhães, olhando par o chão. Antes de chegar à porta de acesso ao segundo andar, onde ficava a sala da carnavalesca, levei um susto. Por um instante, tive a sensação de estar passando ao lado de um cemitério. Não resisti à curiosidade, confesso. Levantei a cabeça e, de fato, era um grande cemitério. Imediatamente, veio à dúvida: “Cara, o que isso tem a ver com Fernando Pamplona?” – o enredo para o Carnaval de 2015 era “A incrível história do homem que só tinha medo da Matinta Pereira, da Tocandira e da Onça Pé-de-Boi”, que contava a vida do cenógrafo, carnavalesco e mestre salgueirense.

Rosa percebeu que eu estava meio sem graça. Perguntou se tinha visto alguma coisa. Fui sincero:

– Aquele cemitério… Não entendi a ligação com o Pamplona.

Rosa explicou que, quando jovem, Pamplona morou em Botafogo, na época em que o Cemitério São João Batista passava por obras de ampliação. Era lá que ele e os amigos passavam a madrugada tomando cerveja e cantando pagodes. Arrematou:

– É o carro onde vem a turma que trabalha no barracão. Eles gostaram tanto que estão colocando os nomes de parentes mortos nas lápides e nas sepulturas, para desfilarem com eles, no carnaval.

Hoje é o aniversário de Rosa Magalhães, que está de volta à Imperatriz Leopoldinense.

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A turma do barracão se divertiu e ainda homenageou parentes mortos

Bolsonaro diz que vai manter feriado de carnaval em 2021, mas governo federal já decretou ponto facultativo

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Durante sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro respondeu uma pergunta sobre o carnaval tradicional em fevereiro para o ano de 2020. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, também participou do papo. Ao responder, Bolsonaro errou ao indicar o carnaval como feriado, quando o próprio governo federal, por portaria do Ministério da Economia, já identificou como ponto facultativo.

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“Aqui tão perguntando se vai ter feriado durante o carnaval. Esse feriado é uma lei federal. Então, a ideia nossa é logicamente não criar nenhum óbice e manter o feriado. Agora se o cara vai pular ou não o carnaval, se vai ter carnaval ou não é outra história. E nós pretendemos manter que é um carnaval religioso, é isso mesmo? Segunda e terça é feriado. Nós vamos manter e cada um é responsável pelos seus atos”, afirmou Bolsonaro.

A Portaria nº 430, de 30 de dezembro de 2020, do Ministério da Economia, indica que o carnaval é ponto facultativo. Os governos estaduais e municipais possuem poder de decisão de decretarem ou não a data como feriado.

Deputado quer feriado para carnaval fora de época

O deputado federal Dr. Luizinho (Progressistas-RJ) segue com o Projeto de Lei 5129/2020 para criar um feriado de carnaval em julho de 2021. Assim, cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife fariam suas festas fora de época, obviamente, com a vacinação sendo feita em todo o país.

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, ele falou sobre o andamento do projeto na Câmara para um carnaval fora de época no mês de julho, que não o período do carnaval tradicional, que é uma data religiosa.

“O Projeto de Lei passa o carnaval para 12 e 13 de julho, segunda e terça-feira. Seria da mesma maneira que organizamos todos os anos. Cada cidade poderia fazer seu carnaval, definindo o ponto facultativo para sexta e quarta-feira. A certeza da vacinação é fundamental para colocarmos em pauta a votação. Ainda não tem data para ser votado no plenário da Câmara, mas acredito que aconteça na volta do recesso entre fevereiro e março”, afirmou.