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Sambistas reagem com perplexidade a imagens de quadras cheias no fim de semana

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Leao01As imagens reveladas pelo site CARNAVALESCO com as quadras da Leão de Nova Iguaçu e Acadêmicos de Jacarepaguá recebendo público normalmente no final de semana causaram revolta em sambistas preocupados com repercussão ruim que essas atitudes podem causar.

A prefeitura do Rio e o governo do Estado não liberaram eventos em casas de shows e escolas de samba e pretende fazer isso apenas a partir de novembro e mesmo assim com restrições.

Leia mais: Leão de Nova Iguaçu e Acadêmicos de Jacarepaguá têm quadras lotadas em meio à pandemia de Covid-19

Em suas redes sociais o compositor Samir Trindade fez um longo desabafo e lembrou da morte do jovem Diego Tavares, companheiro de Samir e de tantos outros poetas, vitimado pela traiçoeira Covid-19.

“A passagem do nosso amigo Diego me fez refletir muita coisa errada que eu mesmo fiz nesta pandemia. Me senti muito mal com isso. Amo samba, amo fazer samba, estar no samba, meu lazer, higiene mental, parte de mim. Mas qual o sentido de irmos disputar algo que a gente não sabe quando vai acontecer? Nesse momento não faz sentido algum. Até podemos compor de casa, mas ir às quadras não tem lógica, não tem como prever com a medição de temperatura quem está com Covid, é um risco desnecessário e uma conta alta demais a se pagar. Soube que houve eliminatórias até com torcida no último fim de semana. Chega, na boa. Não dá.
Vamos segurar. Não gostaria de me despedir de mais ninguém”, desabafou.

Diego Tavares
Diego Tavares foi uma das vítimas da Covid-19.

Outro que reagiu com muita indignação foi o intérprete da Unidos do Viradouro, Zé Paulo Sierra. O sambista fez um forte posicionamento usando palavras duras para tentar trazer lucidez às pessoas de que a pandemia não acabou e a Covid-19 mata.

“Inacreditável, inaceitável, criminoso! Passou da hora de encararmos a realidade e parar de financiar esse tipo de coisa, e me incluo nisso também. Perdemos alguns amigos e perderemos ainda mais se não pararmos. Qual o sentindo? Qual a finalidade? Precisamos perder alguém próximo pra entender? Impossivel ver isso (imagens das quadras lotadas), lembrar do Diego e de tantos outros e não refletir sobre o assunto e o quanto já fizemos e estamos fazendo errado. Já deu, chega”, disparou.

Mestre Mug se emociona ao vencer a Covid-19: ‘Felicidade ir para casa’

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Em uma semana com notícias tristes para o mundo do carnaval, os sambistas também tem o que comemorar. O mestre Mug, presidente de honra da bateria da Vila Isabel, teve alta do hospital nesta terça-feira, 22, e está recuperado da Covid-19.

mestre mug

O experiente sambista festejou em um post em suas redes sociais e declarou a felicidade em poder estar de volta para sua casa.

“Eu venci a Covid1-19! Que felicidade poder ir para casa. Agradeço a minha família, a todos os meus fiéis amigos que samba me deu, vocês nunca me abandonam. Obrigado por todas as orações, pensamentos positivos, inúmeras mensagens e ligações. O mestre voltou, obrigado meu Deus!”

Confira abaixo o vídeo postado pelos amigos e familiares de Mug com sua saída do hospital:

 

Publicado por Mestre Mug em Terça-feira, 22 de setembro de 2020

Mancha Verde prepara festa em comemoração aos seus 25 anos

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ManchaA Escola de Samba Mancha Verde não vai deixar passar em branco a comemoração dos seus 25 anos e no dia 17 de outubro fará uma festa na sua quadra, a partir das 14 horas.

Tomando todas as precauções impostas pelas autoridades, a agremiação alviverde vai contar com show do Charlie Dief & banda (Charlie é membro do time de canto da Mancha Verde), além da apresentação da Ala Show da Escola.

Para a festa ser completa, o cardápio será de comida de boteco.

Os ingressos são limitados e em breve iniciaremos as vendas.

Arame de Ricardo apresenta novo pavilhão para o próximo carnaval

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ArameO Arame de Ricardo de Albuquerque está de pavilhão novinho em folha. A apresentação oficial, que conta com a criação artística do designer Thiago Thaller, ocorreu durante a Assembleia Geral Extraordinária realizada no último sábado, 19, na quadra de eventos da Escola. Na ocasião, a azul e branca de Ricardo de Albuquerque elegeu os novos membros do conselho deliberativo.

No próximo Carnaval, o Arame de Ricardo apresentará o enredo “Amor de Carnaval: o que passou, passou!”, desenvolvido pelos carnavalescos Fábio Giampietro e João Vitor. O tema, assim como o samba enredo, é uma reedição do desfile apresentado pela Escola em 1981.

Conheça a sinopse do enredo da Botafogo Samba Clube para 2021

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Botafogo Samba Clube“Meus amigos”, que falta faz a voz de João Saldanha! Os mais jovens provavelmente não conhecem suas fabulosas histórias, mas deveriam. O fato é que a lenda engoliu o fato e se tornou história.

“Entre o fato e a lenda, imprima-se a lenda”

João nasceu envolto em fábula, no revolucionário 1917. Dizem que foi em Porto Alegre, mas ele garante que foi no Alegrete, embora sua certidão seja do Uruguai. Cresceu cercado por facas, ponchos, espingardas, bombachas e chimarrão. Seu pai era um líder Maragato, lenço vermelho no pescoço e sangue de guerreiros. Mesmo em uma família de algumas posses, aprendeu que seguir seus ideais custava a luta de uma vida inteira. Quando criança, cruzava a fronteira trazendo armas do Uruguai para o Rio Grande e dormia sob a cama da mãe, prevenindo represálias dos Chimangos. Acostumou-se ao exílio: a família foge para o Uruguai e volta nos rastros abertos pela Coluna Prestes – do amigo Luis Carlos, que moraria com os nove filhos junto à família de João em seu apê, décadas mais tarde.
Os Saldanha se assentam em Curitiba, de onde seguem em romaria política: com a Revolução de 30, a família se muda para o Rio de Janeiro. Esse encontro de dois Rios em revolução forjariam a identidade de João.

A Estátua do Cristo Redentor chega ao Rio de Janeiro em 1931. Junto com ela, o jovem que se encontra em bares e cafés; na boemia com vedetes, em batalhas de confete; praias, carnaval e futebol. João entrou de penetra em bailes com Heleno de Freitas, com quem dividiria uma garçoniére cujo acesso se dava por uma funerária. Viu o tetracampeonato do Botafogo, sua grande paixão, e passou a integrar o time de praia do lendário Neném Prancha. Diz-se que muitas das famosas frases atribuídas a Neném, eram, na verdade, de João. Vai saber:

“Goleiro bom tem que dormir com a bola…”
“Pênalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente”
“Se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminava empatado”

Flanava entre as Turmas dos Cafajestes e da Bossa Nova, de Vinícius – João atuou em um filme do Poetinha – e de seu primo Tom, que “falavam difícil”. Se identificava com Neném e o pessoal da praia mais popular, a Turma da Miguel Lemos.

Filiado ao PCB, ao participar da Reunião Contra a Bomba Atômica, considerada subversiva pela polícia, não se conteve quando autoridades interromperam o evento. João arremessou uma cadeira no chefe da polícia e tomou um tiro que perfurou seu pulmão. Ainda ensanguentado organizou a fuga com elegância: “mulheres primeiro, por favor”. Detido e levado ao hospital, escapa espetacularmente e passa a ser foragido.
Muda-se para a Vila Formosa, em São Paulo, onde milita pela causa “O Petróleo é Nosso” e é preso e torturado pelo DOPS e depois jogado do Alto do Sumaré.

BotafogoSC Adnet e RicardoMas João não descansa, nem usa seu lugar de privilégio para se acovardar ou acomodar. Logo se envolve no conflito agrário de Porecatu, no Norte do Paraná. Enfrentou polícia, jagunços, fazendeiros e a milícia Mata Pau ao lado dos camponeses posseiros. Entre emboscadas e tiroteios, o misterioso homem agiu sob identidade secreta e arriscou sua vida para fazer aquela Reforma Agrária que assentou cerca de 1600 famílias nas cidades vizinhas.

João ainda participou da Passeata das Panelas Vazias que, para o desespero dos patrões, evoluiu para a Greve dos 300 Mil. Sob o codinome “Souza da Vila Formosa”, cativou o Sindicato das Tecelãs e trouxe junto os Carpinteiros, Gráficos, Metalúrgicos e Vidreiros com quem organizava piquetes e reivindicava aumento salarial e melhores condições de trabalho. Segurou a greve sob sabres e socos da cavalaria paulista.

Anistiado, volta ao Rio de Janeiro e comanda o Botafogo em 1957, sagrando-se Campeão Carioca. O técnico que abriu alas para Garrincha desfilar é carregado nos ombros da torcida que invadiu o gramado do Maracanã. Sem ganhar salário e tirando do bolso para pagar Garrincha, era o líder que tomava uma com os jogadores no bar, escrevia seus esquemas táticos em maços de cigarro e militava pela liberdade: “se concentração ganhasse jogo, o time da penitenciária seria campeão”.

Logo depois se tornaria “o comentarista que o Brasil consagrou” e criou expressões como “a vaca foi para o brejo”, “zona do agrião”, ir pro vinagre”, no bagaço”, “cabeça de bagre”, “mostrar o mapa da mina” e “entregar o tesouro ao bandido”. Sua voz ecoava pelo velho Maracanã, amplificada pelos radinhos de pilha. João comentava olhando nos olhos dos geraldinos, gesticulando e falando a língua do povo.

Pois eis que chega a ditadura e João antevê um “longo e tenebroso inverno”.

Em tempos de repressão e censura, “João Sem Medo, que fazia os abutres calarem as bocas de ódio”, como Nelson Rodrigues definia, fazia as televisões saírem do ar. Assim foi ao vivo na Alemanha ao dizer que “bárbaros são vocês” e ao partir pra cima de Castor de Andrade em uma mesa redonda. Enquanto o AI-5 aprofundava a ditadura, João aceitava o convite para ser técnico da Seleção. Queriam calar um opositor? Aproveitar sua popularidade? Depois da melhor campanha do Brasil em eliminatórias, as arquibancadas do Maracanã explodiram: “Saldanha! Tricampeão!”. O técnico que abriu os caminhos para a conquista do Tri, comandando os “feras do João” era o maior ídolo do país atrás de Pelé.

botafogo2019 6Acontece que Médici assumiu a presidência e João o definiu como “o maior assassino da história do Brasil”, além de denunciar tortura e desaparecimentos nos maiores jornais do mundo. Para piorar, Médici queria Dario na seleção e João disparou: “organize seu Ministério que eu organizo meu time”. Tornou-se um problema de Estado e criou-se uma intervenção para tirar o “comuna” da Seleção. Saiu com bom humor: quando Havelange sentenciou: “está dissolvida a Comissão Técnica”, sem levar desaforo para casa, João respondeu: “não sou sorvete para ser dissolvido”. Acreditava no brasileiro e creditou a vitória a nosso talento, “que não copia ninguém e fez da arte dos seus sua força maior”.

Ainda viu seu Botafogo ser campeão de 89 e sua última Copa na Itália, onde recebeu seu derradeiro parabéns dos emocionados colegas da imprensa. Morreu em Roma, no campo de batalha.

Seus milhões de fãs e amigos juraram: “João, o Rio vai gritar sempre para defender você”

Como a morte não é um fim absoluto, renovamos esta prece e invocamos a voz de indignação que jamais deve se calar. Que João nos inspire a escolher as lutas certas: “eu não brigo para ganhar, eu brigo porque tenho razão”.

Em um tempo em que se renovam o medo, o temor, a injustiça e as desigualdades, a Botafogo Samba Clube move as engrenagens do espaço e do tempo através da memória para sintonizar a poderosa voz de João nos dias de hoje. “Não acendam um fósforo perto do João”, dizia Nelson Rodrigues. Desculpe, Nelson, mas vamos riscar e botar fogo na paixão que arde no peito do brasileiro. A paixão pela justiça, pela igualdade. João era assim: um apaixonado pela verdade caminhando em nuvens – ou seriam tempos? – de ilusão. Embalados pelo samba, pela coragem e a insubmissão, festejemos a luta de João com uma pergunta: o que ele diria se estivesse aqui hoje, armado com um microfone?

A Voz de João hoje é a nossa voz! Viva João Saldanha!

Marcelo Adnet e Ricardo Hessez

Vídeos nas redes sociais mostram quadras cheias na Leão de Nova Iguaçu e Acadêmicos de Jacarepaguá

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Na semana em que o mundo do carnaval chora a morte do jovem compositor Diego Tavares, vitimado pelo vírus da Covid-19, duas escolas de samba que desfilam da Intendente Magalhães parecem não se importar com isso. A Leão de Nova Iguaçu e a Acadêmicos de Jacarepaguá promoveram eliminatórias de samba em suas quadras neste fim de semana. A escola da Zona Oeste inclusive não se preocupou em esconder e fez diversos posts nas redes sociais oficiais da agremiação.

A Prefeitura do Rio de Janeiro vetou qualquer tipo de evento que gere aglomerações devido à pandemia do novo coronavírus. No diário oficial do dia 04 de setembro de 2020 ficou estipulado o dia 01 de novembro como data para que casas de shows, quadras de escola de samba e boates voltem a funcionar, mas com restrições. O governo estadual também não permite eventos com aglomerações.

A reportagem do CARNAVALESCO recebeu diversos vídeos e fotos denunciando os eventos realizados no final de semana. Entramos em contato com as escolas para que elas pudessem explicar tais denúncias. A Acadêmicos de Jacarepaguá não respondeu os contatos de nossa reportagem. A Leão de Nova Iguaçu negou que a quadra tivesse sido aberta ao público mas apenas para uma live.

“Não estamos abrindo, todas as movimentações que fazemos são internas e através de live pelas mídias sociais, com as pessoas de nossa equipe respeitando todas as normas. As pessoas que estavam em nossa quadra todo o momento estiveram com máscara. Quem tirava pedíamos que colocassem e em vários pontos havia álcool em gel”, diz o comunicado da assessoria de imprensa da agremiação.

Entretanto imagens recebidas pela nossa reportagem deixam claro que havia grande aglomeração na quadra e presença de diversos segmentos, bem como intérpretes para realizarem defesa de sambas concorrentes, o que está vetado pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

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Quadra da Leão de Nova Iguaçu lotada para eliminatória

Aglomerações fazem média móvel de óbitos subir 69% no Rio

Desde o feriado de 07 de setembro imagens de praias e bares lotados tem circulado pelas redes sociais causando preocupação nas autoridades sanitárias. O resultado do descaso com o isolamento social já pode ser visto na média móvel de óbitos registrados no Rio de Janeiro.

Depois de uma considerável queda a partir de meados de agosto, desde o início de setembro a média voltou a crescer de maneira preocupante. De acordo com o consórcio de imprensa responsável pela divulgação de novos casos e óbitos diários, o Rio registra média de 103 mortes, crescimento de 69% em relação à semana anterior.

Opinião: postura exemplar de agremiações colocada em risco

É sabido que a postura das ligas e escolas de samba desde o início da pandemia tem sido elogiada pelas autoridades sanitárias. Além de não buscar forçar a realização de eventos, as escolas e os sambistas têm se mobilizado para criar projetos sociais que auxiliem aqueles trabalhadores do carnaval que estão passando por necessidades devido à total paralização das escolas.

As posturas da Leão de Nova Iguaçu e Acadêmicos de Jacarepaguá podem comprometer meses de busca por evitar eventos que gerem aglomeração. Basta um deslize para comprometer toda a preocupação do mundo do samba em respeitar os protocolos da OMS e das autoridades sanitárias.

Inocentes de Belford Roxo interrompe atividades por tempo indeterminado e libera equipe

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inocentes samba2020 12A pandemia do novo coronavírus segue causando estragos nas escolas de samba. Temendo a não realização dos desfiles em fevereiro de 2021, a Inocentes de Belford Roxo comunicou aos seus profissionais que não terá como manter os contratos verbais firmados com boa parte de sua equipe. Apenas o intérprete Tem-Tem Sampaio e o carnavalesco Lucas Milato terão os vínculos mantidos, mas sem salários.

Através de um grupo da escola no Whatsapp o presidente Reginaldo Gomes comunicou a todos os profissionais a decisão.

“Em virtude da impossibilidade da não realização do carnaval em 2021 em sua data original, a diretoria da Inocentes resolve rescindir todos os acordos verbais feitos com os profissionais para o referido carnaval. Com exceção do intérprete Tem-Tem Sampaio e o carnavalesco Lucas Milato. A partir desta data todos ficam livres para desenvolver novos projetos. Quando a data do próximo desfile for determinada a escola vai recomeçar as conversações com profissionais de todas as áreas. Agradecemos a todos e informamos que todas as atividades da escola estarão suspensas até que tenhamos uma vacina contra o Covid-19”, disse.

Procurado pela reportagem do CARNAVALESCO para mais esclarecimentos, o presidente Reginaldo Gomes explicou que o cenário de incertezas o forçou a tomar tal decisão.

“A questão não é manter os profissionais e sim ter contratos verbais com eles sem nenhuma previsão para o próximo desfile, a escola optou por liberar todos e quando a data do próximo desfile for marcada voltar a conversar com eles. O intérprete e o carnavalesco não têm salários conosco”, afirmou.

Morre no Rio um dos fundadores da Beija-Flor de Nilópolis

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Helles Beija01A Beija-Flor de Nilópolis iniciou a semana de luto. Morreu nesta segunda-feira um de seus fundadores, Helles. A notícia foi confirmada através do departamento cultural da agremiação nas redes sociais. Helles esteve no grupo que criou a escola, ainda como bloco de carnaval no longínquo natal de 1948.

De lá pra cá, Helles pode ver a transformação de uma loucura de amigos se transformar em uma das maiores potências culturais do país. A Beija-Flor já conquistou 14 vezes o título de campeã na elite do carnaval e só está abaixo de Portela e Mangueira. Além disso possui em seu quadro grandes nomes da folia, como Neguinho da Beija-Flor, Selminha Sorriso, Claudinho, Sônia Capeta, Neide Tamborim e tantos outros.

Em busca de recursos, Mangueira cria game show sobre a história da escola

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mangueira campeas 2020 002A Estação Primeira de Mangueira irá estrear no próximo sábado (26), a partir das 15h, no canal do YouTube da escola, o Game da Família Verde e Rosa. A gincana, que será transmitida direto de um estúdio improvisado no barracão da agremiação na Cidade do Samba, irá reunir duas famílias em uma competição que testará os conhecimentos dos participantes sobre a Mangueira, valendo diversos prêmios.

“São perguntas sobre a história da escola. Tem algumas brincadeiras também, para dar mais dinamismo ao game”, explicou Elias Riche, presidente da agremiação, em conversa com o site CARNAVALESCO. “A ideia foi da Célia Domingues, que é diretora comercial. Ela conversou comigo, achei muito boa a proposta e reunimos um grupo de pessoas jovens para desenvolvê-la. Foram três meses montando o projeto e acreditamos que vai ser um sucesso”, destacou.

O game contará com edições mensais e as famílias participantes serão sempre ligadas a Mangueira. Na estreia, de um lado haverá dois ex-presidentes da escola, os irmãos Carlos e Elisyo Dória; e do outro, estará o compositor José Ramos, autor de sambas clássicos de quadra e mediano como “Capital do Samba”, “Jequitibá” e “Mangueira Chegou”.

“Quando nós falamos famílias mangueirenses, não é exclusivamente da comunidade. São pessoas que frequentam a escola a bastante tempo e que conhecem a história. Por exemplo, eu tenho 50 anos de Mangueira e não sou nascido no Morro da Mangueira”, frisou Elias Riche.

A partir das próximas edições, as famílias interessadas em participar do game poderão se inscrever através do site: game.mangueira.com.br. Os prêmios para os vencedores vão desde de brindes da escola até uma televisão de 50 polegadas.

“Já tivemos o patrocínio de algumas empresas, que vão oferecer os prêmios, e tenho expectativas de conseguir até mais apoios. A Mangueira não é só uma escola de samba, mas uma escola de vida. Temos nosso programa social, estamos sendo solidários com a nossa comunidade. E eu acredito que essa iniciativa vá trazer algum retorno financeiro para escola. Lógico que não é um retorno que dê para montar uma alegoria ou fazer o carnaval, mas que dê para pagar uma conta de luz ou que ajude a pagar o salário dos funcionários”, ressaltou o presidente da Verde e Rosa.

Ouça o samba da Dragões da Real para o próximo carnaval na voz do intérprete Renê Sobral

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Compositores: Thiago SP, Léo do Cavaco, Renne Campos, Marcelo Adnet, Darlan Alves, Rodrigo Atração, Alemão do Pandeiro, Wanderley Monteiro, Paulo Senna, André Carvalho e Tigrão

Intérprete: Renê Sobral

É HORA DE LUTAR, O GRANDE SONHO VIVER
A TERRA PARA SÓ PRA TE VER…
MOSTRAR O BEM QUE O SAMBA FAZ
DRAGÕES EU TE AMO, TE AMO DEMAIS

QUEM PODIA IMAGINAR
QUE TUDO FOSSE MUDAR ASSIM?
O SILÊNCIO VEM ANUNCIAR
A VIDA RENASCE EM MIM
O VENTO BRINCANDO NA RUA
NA MINHA JANELA MOLDURA DO CÉU
DO ASFALTO, FLORESCE A ESPERANÇA
A VIVA LEMBRANÇA QUE O TEMPO ESCONDEU
BUSQUEI NAS PÁGINAS DA HISTÓRIA
VOAR NAS ASAS DO SABER
APRENDER, ENSINAR… REAPRENDER

SE O CORAÇÃO APERTAR EU VOU
A MINHA FÉ… REENCONTRAR
CONECTAR O MEU INTERIOR
À LUZ DE UM NOVO OLHAR

SAUDADE…
QUE ME ABRAÇA AO SOM DA CANÇÃO
EM CENA UM ROTEIRO DE EMOÇÃO
NO PALCO DESSA NOVA ERA
QUEM DERA… A HUMANIDADE ENTENDER
QUE O REAL VALOR DE CADA SER
É O NOSSO BEM MAIOR
NÃO HÁ PAZ SEM IGUALDADE
DESSA LIÇÃO, SOU APRENDIZ
EM UM MUNDO MAIS FELIZ