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Acompanhe ao vivo: sorteio da ordem dos desfiles de São Paulo para julho de 2021

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Unidos da Tijuca apresenta equipe e Horta fala da previsão para julho de 2021

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Na medida do que é possível fazer as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro estão se movimentando. Na tarde de domingo, em sua quadra, a Unidos da Tijuca apresentou a equipe para o desfile de julho de 2021, caso seja autorizado pelo poder público e autoridades sanitárias, ou para o Carnaval de 2022. Ao site CARNAVALESCO, o presidente Fernando Horta explicou o que é possível fazer e falou dos trabalhos na Cidade do Samba.

“Quero abrir o barracão entre o dia 5 e 10 de janeiro. O Jack está fazendo o projeto de alegorias e fantasias. Estamos esperando a primeira parcela da TV Globo, o apoio do Estado, para começarmos o trabalho no barracão, embora, a gente já esteja fazendo algumas coisas. Agora, a gente espera que essa vacina venha e nossa obrigação é fazer o carnaval. Caso não aconteça em julho, a gente espera uma nova data. É difícil trabalhar com essa incerteza. Até março, eu acho que teremos uma posição. Logicamente, acho que o projeto carnaval já teria que ter começado, o projeto, pois manteríamos a renda das pessoas que vivem do carnaval”, disse o dirigente.

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Perguntado sobre a possibilidade de patrocínio, Horta não deixou de se posicionar.

“O enredo não foi com essa intenção (de ser feito porque tem patrocínio), mas vamos tentar, como todo o ano fazemos. Não é muito difícil. O pessoal do marketing está com essa abertura. Não temos nada fechado. Todo o enredo que lançamos precisamos fazer parceiras. A Tijuca sempre vai brigar por título. A partir do momento que eu achar que não tenho condição estou fora da escola. Pegamos um enredo diferenciado, temos comunidade forte, a escola está estruturada e tentamos sempre”.

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Responsável pelo próximo desfile da Unidos da Tijuca, o carnavalesco Jack Vasconcelos explicou como surgiu o enredo sobre o guaraná e falou da ansiedade pela vacina.

“O enredo foi uma sugestão do presidente. Achei a ideia muito boa e pedi umas semanas para desenvolver. Estamos com o projeto quase pronto e só precisamos uma definição melhor do cenário do carnaval em 2021. Acredito muito nessa vontade que a Tijuca está de chegar logo o carnaval, porque a escola está muito animada com o enredo, temos sambas lindos e estou louco para vacina chegar logo para tomarmos o Rio de Janeiro com a felicidade que é sua. O carnavalesco não joga sozinho. Trabalho sempre para conseguir o melhor resultado. Todo mundo se prepara para fazer um grande carnaval. Nós somos uma equipe”.

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Novo casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos da Tijuca, Phelipe Lemos e Denadir falaram sobre o desafio e como estão conversando e pensando sobre 2021.

“Adorei a ideia do desfile de julho. Precisamos ter o carnaval em qualquer época de 2021, com a vacina, mesmo que a gente sacrifique um pouco do nosso tempo para programar 2022. A ideia da parceria com a Denadir foi da escola, do presidente Fernando Horta. Sou amigo dela e sempre quis ter uma porta-bandeira experiente e que pode me acrescentar muito. Nós ensaiamos pouco durante a pandemia. Os primeiros contatos que tivemos foram muito bons e me deixaram com muita expectativa para o que pode acontecer no futuro”, afirmou o mestre-sala.

“Tinha acabado de sair da Vila Isabel e o mestre Casagrande entrou em contato comigo, perguntando se eu tinha interesse em conversar com o Fernando Horta. Me senti muito lisonjeada. A Tijuca sempre foi muito acolhedora, frequentava e prestigiava os casais. O Fernando me deu a notícia que seria o Phelipe Lemos. Ele é meu amigo de muito tempo e adorei. O momento é complicado. Formamos o casal no início da pandemia, nos encontramos pouco e fazemos live. Tivemos que nos adaptar. Vamos ver como será a partir do ano que vem”, comentou a porta-bandeira.

Quem está de volta para a Unidos da Tijuca é o coreógrafo Sérgio Lobato. Ele falou ao CARNAVALESCO sobre o momento e a projeção para 2021.

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“O retorno é maravilhoso. Me sinto em casa. Fazer a comissão com o Jack será um grande prazer, a primeira vez que vamos trabalhar juntos. Já tenho estudado sobre o enredo, tenho ideias, e estou torcendo que a gente tenha o carnaval em julho, com a vacina, porque será muito importante para todos os profissionais, diretos e indiretos, que vivem da arte do carnaval. Já tenho algumas pessoas que trabalham comigo para comissão de frente e a outra parte do grupo vou esperar os sinais sobre o carnaval do próximo ano. Acredito que em janeiro, a gente já tenha uma definição sobre os trabalhos para julho. A partir daí, eu vou movimentar a parte de elenco para podermos começar a trabalhar em março”.

Sem fazer quase nenhum evento e com os carnavais parados pelo mundo, o intérprete Wantuir contou que o momento de quem vive da parte musical é extremamente complicado.

“Estou esperando a vacina. Infelizmente, a gente tem que esperar. Estamos com muita saudade de tudo. Dependemos da vacina. Participo de vários carnavais pelo mundo, as minhas economias praticamente foram embora. Estamos vendo um governo que não se preocupa com os músicos, fomos os primeiros que pararam e os últimos que vão voltar”.

Rogério Belisário não é mais presidente do Cubango

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Rogério Belisário divulgou uma carta de desligamento da presidência da Acadêmicos do Cubango, neste domingo, informando que “por conta de algumas questões internas, deixa o cargo do qual se orgulha de ter ocupado com honestidade e paixão”.

Confira na íntegra o documento:

Comunico à comunidade do G.R.E.S. Acadêmicos do Cubango, à LIERJ, à imprensa, e a quem mais possa interessar que a partir de hoje, 20 de dezembro de 2020, desligo-me do cargo de Presidente da agremiação e de todas as responsabilidades legais, financeiras e correlatas que a função determina.

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Nossa gestão encontrou uma escola cheia de dívidas e sem credibilidades com profissionais e fornecedores, desfilava apenas para se manter na série A, hoje Série Ouro. Nós conseguimos administrar dívidas, inclusive trabalhistas, fazendo acordos e pagando aos poucos o que outras gestões deixaram passar, administramos os passivos e ao mesmo tempo produzimos carnavais grandiosos. Queríamos fazer mais, infelizmente as dívidas que tivemos e honramos nos impediam, hoje temos uma escola praticamente saneada, podendo utilizar todos os seus recursos, exclusivamente, para contratar e produzir carnavais muito maiores e melhores do que fizemos.

Transformamos a Cubango na escola que vinha para disputar o título, que era esperada pelo público, elogiada pela crítica especializada e admirada por todos, inclusive nossas coirmãs. O resultado do esforço da nossa gestão se traduz em boas colocações nestes quase quatro anos, inclusive um inédito vice-campeonato, em 2019, que lavou alma da comunidade e possibilitou acreditar no tão sonhado título. Fizemos excelentes desfiles, revelamos talentos e demos orgulho à nossa comunidade. Tudo isso nos faz ter certeza de que estávamos no caminho certo.

Infelizmente, por conta de algumas questões internas, deixo o cargo do qual me orgulho de ter ocupado com honestidade e paixão. Desejo que a Cubango continue neste caminho, contratando profissionais competentes, mantendo o compromisso com a comunidade de ir para a Avenida com dignidade, com um carnaval grandioso como toda escola de elite apresenta. Reforço aqui: a Cubango é gigante e não pode retroceder. Essa comunidade merece a alegria de ir para o Grupo Especial e essa vai continuar sendo a minha torcida, agora de longe.

Deixo a agremiação da minha vida com a certeza de dever cumprido e com os votos de sucesso para quem vai administrá-la, agora. Não poderia finalizar essa carta sem fazer alguns agradecimentos, a começar por Ney Ferreira (in memorian) e Nilton Bastos (in memorian), dois amigos queridos que foram exemplos nesta agremiação. O que eles plantaram floresceu. Me espelhei no trabalho que eles fizeram e chegamos a lugares inimagináveis. Gratidão é pouco para descrever o que sinto.

Muito obrigado aos diretores que confiaram no meu trabalho e que fizeram tudo para que nossa agremiação chegasse aonde chegou. A vocês, companheiros de dia, de noite, de sol e de chuva, todo o meu carinho.

Agradeço ao nosso prefeito Rodrigo Neves e todos da Prefeitura de Niterói pela parceria e pela credibilidade depositada na nossa agremiação. Isso foi fundamental para alcançarmos este patamar.

À comunidade, todo meu carinho e respeito. Muito obrigado por terem feito desfiles maravilhosos, verdadeiramente emocionantes. Vocês são a razão de ser dessa agremiação e nada muda isso.

A Cubango vai estar na minha vida e no meu coração para sempre.

Niterói, 20 de dezembro de 2020
Rogério Belisário

Ritmo é solidário! Ritmistas recebem cestas de Natal em encontro no Sambódromo

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Em sua última ação beneficente do ano, o projeto Ritmo Solidário entregou neste domingo 300 cestas de Natal aos ritmistas das escolas de samba do Grupo Especial e Série Ouro. Cada grupo foi em um horário diferente para não ter aglomeração. Desde sua fase de implementação, o Ritmo Solidário já ajudou mais de 2 mil famílias, sendo uma total de mais de 40 toneladas de cestas.

Cada bateria esteve presente com 15 músicos que saíram do espaço com a certeza de uma mesa digna nos festejos de fim de ano.

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Alguns mestres falaram sobre a ação:

MESTRE DEMÉTRIUS, ACADÊMICOS DO CUBANGO
“Os ritmistas nesta pandemia passaram uma dificuldade muito grande e receber uma cesta de natal é uma atitude muito boa. Isso é uma ajuda muito grande que o projeto fez para eles”.

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MESTRE CHUVISCO, ESTÁCIO DE SÁ
“Dezembro é o mês do natal e o ritmista tendo um vinho, um panetone e uma cesta para botar na mesa é realmente de um valor muito grande o que está sendo feito pelo Ritmo Solidário. Esse projeto tem que continuar por mais tempo”.

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MESTRE RODNEY, BEIJA-FLOR DE NILÓPOLIS
“A gente fica feliz com a possibilidade de ver nossos ritmistas com alguma coisa na mesa neste período. Quero parabenizar ao China (idealizador do projeto) pelo empenho”.

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MESTRE MARCÃO, PARAÍSO DO TUIUTI
“É muito gratificante ver os nossos músicos recebendo essa ajuda. A gente depende dessa rapaziada quando temos um ensaio, show, desfiles e os caras estão sempre presentes. Por isso é muito importante o Ritmo Solidário para o universo do samba”.

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MESTRE FAFÁ, ACADÊMICOS DO GRANDE RIO
“É muito importante essa ajuda ao ritmistas. Essas ações não podem parar. Essa semana eu dei dois casacos da nossa bateria para serem rifados e levantarmos mais fundos para o Ritmo”

Liga-SP faz nesta segunda o sorteio da ordem dos desfiles de julho de 2021

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A Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo sorteia a ordem de desfiles das agremiações dos grupos Especial, Acesso e Acesso II. O evento acontece sem a presença do público, com representantes das escolas e transmissão ao vivo pelas redes sociais da Liga-SP, a partir das 20h. Após o sorteio haverá um debate da equipe do site CARNAVALESCO em nossa página no Facebook.

O desfile das escolas de samba deve ocorrer em julho de 2021, havendo vacinação para a população e de acordo com a posição da capital no Plano São Paulo.

Para realizar o sorteio de forma segura, a Liga adaptou o evento para garantir que as normas estabelecidas pela vigilância sanitária sejam seguidas, além do uso de máscaras faciais, álcool em gel e distanciamento social, medidas protocolares que evitam a propagação e contaminação por Coronavírus, causador da covid-19.

O sorteio

Como manda o regulamento, a campeã de 2020, Águia de Ouro, escolhe o dia e a posição na ordem dos desfiles. Quem abre a primeira noite de desfiles do grupo Especial é a Acadêmicos do Tucuruvi, vice-campeã do grupo de Acesso em 2020. Na segunda noite, a primeira agremiação a desfilar é a Vai-Vai, primeira colocada do Acesso neste ano. Morro da Casa Verde abre a noite de desfiles do grupo de Acesso e Brinco da Marquesa é a primeira a desfilar pelo grupo de Acesso II.

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Vale lembrar que, em junho de 2020, época em que o sorteio costuma acontecer, as escolas do Grupo Especial divulgaram os dias em que desfilarão no próximo Carnaval. Na sexta-feira, portanto, passam pela Avenida: Acadêmicos do Tucuruvi, Colorado do Brás, Mancha Verde, Acadêmicos do Tatuapé, Unidos de Vila Maria, Dragões da Real e Tom Maior. No sábado, desfilam: Vai-Vai, Gaviões da Fiel, Barroca Zona Sul, Império de Casa Verde, Rosas de Ouro, Mocidade Alegre e Águia de Ouro.

Vote: qual é o melhor enredo do Grupo Especial para os desfiles de 2021?

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Todas 12 escolas de samba do Grupo Especial já definiram seus enredos e lançaram suas sinopses para os desfiles programados para julho de 2021, caso tenham autorização do poder público e das autoridades sanitárias para realização. O site CARNAVALESCO quer saber sua opinião: qual é o melhor enredo do Grupo Especial para os desfiles de 2021? e no Twitter use a #hastag #sitecarnavalesco para comentar sua escolha. A votação vai até 4 de janeiro. Vamos divulgar o resultado no dia 08 de janeiro.

VEJA ABAIXO OS ENREDOS E SINOPSES

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Viradouro: “Não há tristeza que possa suportar tanta Alegria” – Carnavalescos: Marcus Pereira e Tarcísio Zanon – LEIA AQUI A SINOPSE

Grande Rio: “Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu” – Carnavalescos: Gabriel Haddad e Leonardo Bora – LEIA AQUI A SINOPSE

Mocidade: “Batuque ao Caçador” – Carnavalesco: Fábio Ricardo – LEIA AQUI A SINOPSE

Beija-Flor de Nilópolis: “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor” – Carnavalesco: Alexandre Louzada – LEIA AQUI A SINOPSE

Salgueiro: “Resistência” – Carnavalesco: Alex de Souza – LEIA AQUI A SINOPSE

Mangueira: “Angenor, José & Laurindo” – Carnavalesco: Leandro Vieira – LEIA AQUI A SINOPSE

Portela: “Igi Osè Baobá” – Carnavalescos: Renato Lage e Márcia Lage – LEIA AQUI A SINOPSE

Vila Isabel: “Canta, canta, minha gente! A Vila é de Martinho” – Carnavalesco: Edson Pereira – LEIA AQUI A SINOPSE

Unidos da Tijuca: “Waranã, a Reexistência Vermelha” – Carnavalesco: Jack Vasconcelos – LEIA AQUI A SINOPSE

São Clemente: “Ubuntu” – Carnavalesco: Tiago Martins – LEIA AQUI A SINOPSE

Paraíso do Tuiuti: “Soltando os bichos” – Carnavalesco: Paulo Barros – LEIA AQUI A SINOPSE

Imperatriz Leopoldinense: “Meninos eu vivi… Onde canta o sabiá, Onde cantam Dalva & Lamartine” – Carnavalesca: Rosa Magalhães – LEIA AQUI A SINOPSE

Tijuca faz Feijoada do Pavão para lançar enredo e apresentar equipe de 2021

A Unidos da Tijuca faz neste domingo, a partir das 13h, a Feijoada do Pavão para apresentar oficialmente a equipe e o enredo que desfilará em 2021. No próximo carnaval a agremiação terá Fernando Costa na direção de carnaval e harmonia, Wantuir Oliveira como intérprete oficial, Mestre Casagrande no comando da bateria Pura Cadência e Lexa como rainha. Para reforçar o time, a escola contará ainda com os estreantes Phelipe Lemos e Denadir Garcia como primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Sérgio Lobato como coreógrafo da comissão de frente e Jack Vasconcelos como carnavalesco.

A atração musical ficará por conta do grupo Galocantô. Quem estiver presente poderá saborear a Feijoada Nota 10 por apenas R$ 30,00. A apresentação da escola com a participação das baianas, passistas e casais de mestre-sala e porta-bandeira, embalados pelo Carro de Som do Pavão no ritmo da bateria Pura Cadência completam o show.

A entrada custa R$ 20,00 e os ingressos deverão ser adquiridos na bilheteria no dia do evento. Quem optar por uma mesa vip, deverá fazer a reserva através do whatsaap 21 99441-2080. A mesa com 4 convites inclusos e buffet de feijoada liberado até 17 horas, sai por R$ 200. Os camarotes estão esgotados.

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A quadra da azul e amarela do Morro do Borel fica localizada na Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo.

Serviço:

Feijoada do Pavão – Lançamento do Enredo e Apresentação da Equipe – Carnaval 2021
Data: 20/12/2020 (domingo)
Horário: A partir das 13 horas
Entrada: R$ 20,00
Feijoada: R$ 30,00
Mesa Vip c/4 lugares e buffet de feijoada liberado até 17h – R$ 200,00
Reserva de Mesas – 21 99441-2080
Local: Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo
Classificação Livre

Conheça a sinopse do enredo da Mangueira para o Carnaval 2022

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ANGENOR
JOSÉ &
LAURINDO.

A poesia que habita a Mangueira foi inventada por um pedreiro de pele preta batizado ANGENOR. Por usar um chapéu maltrapilho, por ironia, os amigos apelidaram Angenor com o título que ainda o acompanha na eternidade: CARTOLA. O príncipe do princípio. O poeta que escolheu as cores da Mangueira. O que cantou as alegrias e as dores do morro. Aquele que ergueu – como quem bate laje, mistura o cimento ou empilha tijolos – duradouro e permanente estado de poesia.

Se a Mangueira chora, ela é uma canção do Cartola que lamenta o peito vazio, o amor que finda e a sentença que o mundo é tal qual um moinho. Se a Mangueira se enche de esperança, ela é um samba do Cartola a anunciar que um dia melhor está por vir. Um convite para correr e ver o céu e o sol de uma nova manhã. Alvorada colorida de beleza. Sem choro, tristeza e dissabor. A lembrança diária de que, ao findar a tempestade, o Sol Nascerá.

Quem lá habita descende desse amálgama de poesia enraizada feito uma roseira. Sim, há roseiras nas favelas. Há jardins e há rosas. Rosas que insistem em nascer. Rosas que brotam dos escombros. Jardim solitário onde, dizem os antigos, ainda está viva a rosa que Cartola cantou, sentenciando quase como queixa que, insistindo em não falar, exala apenas – e ainda hoje – o perfume de sua última enamorada.

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Se a poesia de quem guardava e lavava carros ocupa o riso e o pranto de quem mora lá, a voz de outro preto – este, batizado JOSÉ – reside na localidade, habitando-a sem pedir licença. Afirmo, sem medo de errar, que essa voz que paira no ar habita tanto o silêncio das manhãs quanto o burburinho das travessuras dos moleques que brincam quando a tarde cai. Essa voz é a voz de José Bispo Clementino dos Santos. Para a Primeira Estação, o JAMELÃO.

Voz potente como convém aos reis. Reis pretos. Reis, com voz de trovão. Voz de criança que foi engraxate e gritou alto para vender jornais. Voz retinta. De bamba curtido no sereno das batucadas. Voz de pele azeviche. Voz que guarda o visgo saboroso de um jamelão colhido fresco.

Não há como remediar: todo mangueirense que nasce, cresce, sobe e desce aquele morro é acompanhado por essa voz. Essa voz é a voz da própria Mangueira. Ela é uma voz que paira no ar. No claro da manhã e no breu da noite. Uma voz à espreita. Voz quase reza. Voz que ralha e benze os seus.

Não à toa, quando a Mangueira chora, ela é a voz do Jamelão num samba “dor de cotovelo” com letra de Ary e Lupicínio. Triste, ela é o Jamelão em “Folha Morta”. Jamelão em “Ela disse-me assim”. Quando a Mangueira é faceira, ela é a voz do Jamelão em ritmo de gafieira. Solo de piston. Batuta de Severino Araújo. Jamelão, cabaré e Orquestra Tabajara. Quando se enfeita para descer o morro, ser mais bonita e reinar majestosa enquanto desfila, ela é a voz do Jamelão para um samba do Nelson Sargento, Pelado, Jurandir, Darcy e Hélio Turco.

Sinto saudade da POESIA e da VOZ que habita minha escola como todos os que agora estão distantes do convívio com ela. Fechando os olhos para imaginar revê-la, querendo-a pertinho de mim, ouço a voz do JAMELÃO e a poesia do CARTOLA romperem o silêncio que já se estende em demasia. Agora, gostaria de vê-la dançando diante de mim. Reis e rainhas que dançam. Corpos pretos que dançam. Gente que flutua ao dançar. Gente que parece exibir-se para testemunhar que são a descendência e a extensão de uma realeza.

Imaginando-a dançando e coroada, impossível não crer que todo corpo que habita a Mangueira não herda a dinastia de seu mais famoso bailarino. Bailarino preto. Príncipe da Ralé. Um Obá da favela bordado de paetês. O herdeiro da coroa de Marcelino. Mestre dos que querem ser mestre. O samba que risca o chão. Aquele que, já estando velho, dançava como o menino que atendia pelo nome de LAURINDO.

Impossível não crer que toda uma legião que defende a bandeira que ostenta o verde e o rosa da Primeira Estação não guarda a gana e a sede com a qual o mestre-sala DELEGADO defendeu o pavilhão que cortejou por décadas. Décadas de excelência e notas máximas. Difícil não crer que ele não esteja ao menos em uma gota de sangue de toda criança, menino ou menina, que nasceu ou nascerá naquele morro.

Engana-se quem pensa que os habitantes do Morro de Mangueira morrem sem ter o que deixar como herança, assim como estão enganados aqueles que pensam que, os que lá nascem, estão desprovidos de bens. Quando fizeram a partilha da herança deixada por ANGENOR, JOSÉ & LAURINDO, saibam todos que nenhum morador daquele morro ficou de fora. Eles herdaram um bem preciso e precioso. Lá, nascem ricos daquilo que o dinheiro não compra, e nós, quando privados da arte que brota a granel nos corpos da favela, ficamos mais pobres.

Leandro Vieira
Rio de Janeiro, dezembro de 2020.

DESENVOLVIMENTO, PESQUISA E TEXTO: LEANDRO VIEIRA.

 

Luto no carnaval! Morre Tia Celuta, sambista apaixonada pela Portela

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Celuta Carvalho da Silva, a popular Tia Celuta, aos 89 anos, sócia benemérita e considerada uma das torcedoras-símbolo da Portela, faleceu nesta sexta-feira. Ela enfrentava sequelas de duas tromboses e faleceu em casa, dormindo. A causa do falecimento não foi divulgada. Ela deixa dois filhos e uma neta. O presidente Luis Carlos Magalhães, o vice-presidente Fábio Pavão e toda a diretoria da Portela lamentam profundamente a morte de Tia Celuta e se solidarizam com seus familiares e amigos neste momento de luto.

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Apaixonada pela Portela e pelo carnaval, Tia Celuta era muito querida no mundo do samba. Dona de um sorriso acolhedor, contagiava a todos com sua alegria e energia. A maior paixão de sua vida era estar no Sambódromo. “Essa é a minha casa”, dizia a sambista aos amigos sempre que passava pela Avenida Presidente Vargas. Orgulhava-se, por exemplo, de ter visto os desfiles das escolas em 1984, ano da inauguração da Passarela do Samba.

No final da década de 1980, passou a integrar um grupo de apaixonados por carnaval que fez história na Sapucaí: a AMA-11 (Associação dos Amigos do Setor 11). Munida de bolsas com sanduíches e salgadinhos, a turma se reunia todos os anos para ver os desfiles sempre no lado direito da arquibancada do 11, local que tem vista privilegiada para o segundo recuo de bateria. Celuta e os amigos chegavam muitas horas antes da abertura dos portões para garantir os melhores lugares. Eles também pernoitavam na fila para comprar ingressos.

Num carnaval da década de 1990, na gestão do ex-prefeito Cesar Maia, Celuta e os demais membros da AMA-11, protagonizaram um episódio inusitado. Após uma mudança na Riotur, cariocas foram impedidos de comprar entradas para o setor 11. Estas passaram a ser destinadas a turistas naquele ano. Inconformados com a decisão, o grupo mandou uma carta para Cesar Maria, denunciando a injustiça. A pressão surtiu efeito e eles puderam comprar os ingressos, mas levaram uma faixa de protesto para a Avenida com a inscrição: “Aqui tem carioca, apesar da Riotur.” No dia seguinte a imprensa deu destaque ao ato.

Considerada a mais animada do grupo, Celuta, naquela época já na casa dos 60 anos, ia a todos os desfiles. Na saída do Sambódromo, ainda tinha disposição para curtir a folia dos blocos, no Centro.

No início dos anos 2000, ela sofreu uma trombose, o que a impedia de subir muitas escadas. Da arquibancada, ela passou então a “fixar residência” nas frisas, de onde não saiu mais.

Portelense desde sempre, adorava marcar presença nas feijoadas da escola, sempre portando uma faixa com a frase: “Sou Portela”. O inseparável adereço tornou Tia Celuta ainda mais famosa. Era, ainda, integrante da torcida organizada portelense Guerreiros da Águia.

Outra paixão da sambista era o cantor Diogo Nogueira, de quem se autoproclamava fã número 1. Acompanhava o cantor em quase todos os shows pela cidade, sendo figura cativa na plateia das gravações do programa “Samba na Gamboa”, que o artista apresentava na TV Brasil. Antes de Diogo fazer sucesso, porém, seu coração tinha outro dono: Elymar Santos. Ela sacava o binóculo da bolsa para ver o cantor durante a passagem da Imperatriz.

Os ensaios técnicos também eram programas perfeitos para Tia Celuta. Gostava de ir a todos. Na Cidade do Samba, fazia questão, também, de acompanhar gravações e links ao vivo feitos pela equipe de carnaval da TV Globo. A sambista fazia parte, ainda, do Grupo da Abolição, que promovia bingos e outros animados eventos aos domingos.

Batalhadora, Tia Celuta vendeu quentinhas, trabalhou com transporte escolar e chegou a atuar como oficial de Justiça no TJ-RJ.

Nos últimos anos, sua saúde ficou fragilizada por conta de complicações decorrentes de duas tromboses. Por conta disso, pela primeira vez em muitos anos, ela não pôde ir à Sapucaí no último carnaval. Recentemente, ela havia sido internada com insuficiência renal.

Presidente da Lierj fala do contrato com a TV Globo, novo nome do grupo, verbas para agremiações e a questão da Tradição

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O presidente da Lierj, Wallace Palhares, recebeu o site CARNAVALESCO, após o sorteio da ordem dos desfiles de julho de 2021, e respondeu sobre diversos assuntos. O dirigente explicou a mudança do nome da Série A para Série Ouro e ainda falou sobre a renovação do contrato de transmissão com a TV Globo. Confira abaixo o papo na íntegra.

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Rodrigo Pacheco, diretor de carnaval, com o presidente da Lierj, Wallace Palhares. Foto: Danilo Freitas

Entrega dos sambas para 2021
“Estamos respeitando as condições de cada escola. É um momento muito complicado. Elas não tiveram ajuda nenhuma do poder público. Prorrogamos até o dia 10 de janeiro. Só falta uma escola (Porto da Pedra). Queremos apresentar um material de qualidade. Estamos estudando fazer o lançamento de forma virtual, mas com o pé no chão, já que não temos verba”.

Mudança da Série A para Série Ouro
“Já nos incomodava muito quem falava Grupo de Acesso e Série A. Confundia. A Série Ouro, na verdade, vem para ter legitimidade maior do grupo”.

O que esperar do prefeito eleito Eduardo Paes
“Já tivemos uma conversa muito bacana com o prefeito Eduardo Paes e com o governador Cláudio Castro. Estamos cumprindo o cronograma da Liga. O sorteio repentino foi desejo dos presidentes para começarmos a fase de conversas mais efetivas. Caso dê para fazer o Carnaval 2021, vamos estar preparados, se não for possível, vamos seguir para 2022”.

Incentivo através da lei estadual
“Estamos conversando com quatro empresas para captarmos pela Lei do ICMS (governo estadual). Precisamos delas como parceiras. Reforçamos nosso quadro de captação de recursos dentro da Liga. Estamos cada vez mais empenhados nessa questão”.

Contrato para transmissão da TV Globo
“Um dos motivos do sorteio é o contrato com a TV Globo. Existe o interesse das duas partes. Vamos renovar e somos grandes parceiros. A gente precisava correr um pouco com a ordem dos desfiles para podermos renovar”.

Questão da Tradição na Série Ouro
“Vou ser bem sincero. O que eu conheço da Série Ouro foi o que tivemos no sorteio. Falo em legitimidade e escolas que possuem os direitos legais. Já vi grandes carnavais dela (Tradição), mas não faz parte da Série Ouro, até porque também nunca fui notificado por eles”.

O que esperar caso aconteçam os desfiles em 2021
“Sempre apresentamos desfiles com muita garra e surpreendentes. Esse ano de 2020, sem verba, todo mundo esperava que as escolas desfilassem com madeira e ferro à mostra, mas demos um banho de organização e surpresa dentro da Avenida. Temos cautela sobre a realização dos desfiles em julho, precisamos da vacinação, mas temos que dar o start, mostrando organização para empresas e TV Globo”.