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Ao vivo: sorteio da ordem dos desfiles da Série Ouro para o Carnaval 2027

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Pixulé detalha ‘histórico’ com a MUM e comemora fase: ‘Queridinho do Brasil inteiro’

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Foto: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Desde 2024 intérprete do Paraíso do Tuiuti, Roosevelt Martins Gomes da Cunha, popularmente conhecido como Pixulé, tem história no Carnaval não apenas no Rio de Janeiro: entre 2018 e 2023, ele marcou época no Barroca Zona Sul, em São Paulo. Depois de alguns anos se dedicando unicamente ao Rio de Janeiro, ele volta à maior cidade da América Latina para cantar na Mocidade Unida da Mooca a partir de 2027. Para saber mais detalhes sobre o retorno de Pixulé ao Carnaval de São Paulo, o CARNAVALESCO conversou com o intérprete no aniversário da Mocidade Unida da Mooca – que marcou, também, a apresentação oficial do samba-enredo da agremiação para o desfile de 2027.

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Tentativas anteriores

De acordo com o próprio Pixulé, a Mocidade Unida da Mooca, por meio do presidente da agremiação, Rafael Falanga, já busca a contratação do intérprete há algumas temporadas: “Esse namoro da Mooca comigo foi muito engraçado. Já vinha de muitos anos! Desde 2023 que o Falanga entrou em contato comigo, o presidente sempre falando que me queria aqui na MUM – até que não deu mais. A gente furou a bolha”, comemorou.

O intérprete não deixou de destacar o acordo que tem com a escola do bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro: “Ele conseguiu me trazer pra São Paulo, porque eu tenho uma exclusividade com o Paraíso do Tuiuti. Eu não posso cantar em lugar nenhum devido à exclusividade que eu tenho com o Tuiuti, mas o Falanga, malandro como ele só, entrou em contato com o meu presidente, Renato Thor. Foi um papo de presidente com presidente. E o Renato Thor abriu essa brechinha e deixou o Pixulé vir cantar no Carnaval de São Paulo – justamente na Mocidade Unida da Mooca”, explicou.

Carreira em ascensão

Mesmo sendo reconhecido de longe pela potência vocal e pela qualidade técnica que possui ao cantar, Pixulé tornou-se um dos grandes nomes contemporâneos recentemente. Intérprete oficial desde 1994, quando cantou na Leão de Nova Iguaçu, no antigo Grupo A (hoje Série Ouro) do Rio de Janeiro, os primeiros grandes holofotes vieram apenas vinte anos depois, com o marcante “Batuk”, do Império da Tijuca. Os doze anos seguintes foram de reconhecimento e elogios.

Em 2026, entretanto, um fato marcou o cantor. Após receber boa parte das premiações para intérpretes da imprensa segmentada (como o Estrela do Carnaval, organizado e concedido pelo CARNAVALESCO) por conta da atuação em “Lonã Ifá Lukumi”, o intérprete não venceu apenas aquele que é entregue, justamente, por uma mídia que não é especializada.

Nada, entretanto, abala a confiança e o respeito do intérprete por toda a mídia segmentada: “É muito justo e pertinente falar que esse é o melhor momento da minha carreira. Hoje eu estou vivendo um momento mágico, maravilhoso. A gente tem que manter isso. Hoje, o Pixulé, desculpe até a minha prepotência, virou queridinho do Brasil inteiro – tudo porque eu não ganhei um Estandarte de Ouro. Conclusão: o Pixulé virou uma unanimidade no Brasil inteiro, isso é maravilhoso. Nem dinheiro paga isso”, afirmou.

Para estrear em 2027

Ao falar sobre o samba-enredo pelo qual estreará na Mocidade Unida da Mooca, o intérprete destacou a nostalgia que a canção traz: “Eu não conheço bem a raiz do samba e do Carnaval de São Paulo, mas esse samba toca na essência, de quando o samba começou aqui em São Paulo. Toca nos nomes essenciais da raiz do samba de do Carnaval de São Paulo. Tocou na ferida de muita gente para trazer o Carnaval de outrora de volta. A MUM acertou no enredo e acertou no samba. Tudo deu liga: o samba, o enredo e o Pixulé”, finalizou.

Portela abre audições para comissão de frente do Carnaval 2027 em homenagem a Monarco

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Fotos: Divulgação/Portela

A Portela já deu início aos preparativos para o Carnaval 2027 e abriu audições para a sua comissão de frente. A seleção será realizada no dia 30 de maio (sábado), às 16h, no barracão da agremiação, localizado na Cidade do Samba, na região portuária do Rio de Janeiro.

Para o próximo desfile, a azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Ao mestre, com carinho”, do carnavalesco Paulo Barros; homenagem ao sambista Monarco, figura histórica da escola e um dos maiores nomes do samba carioca.

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A comissão de frente será assinada pelo casal de coreógrafos Sergio Lobato e Patricia Salgado, bailarinos com sólida trajetória no Carnaval. Reconhecidos por desenvolverem propostas coreográficas que unem técnica, teatralidade e narrativa, os dois acumulam experiências em diferentes agremiações e vêm se destacando por trabalhos que valorizam a expressividade e a identidade das escolas na avenida.

Sérgio Lobato retorna à águia após passagem pela escola em 2018, quando integrou a equipe da carnavalesca Rosa Magalhães. Agora, o coreógrafo volta para uma nova parceria com o carnavalesco Paulo Barros, com quem já trabalhou anteriormente em projetos na Unidos da Tijuca e na Unidos do Viradouro.

Para participar da audição, os interessados devem atender a alguns critérios definidos pela equipe: ser homem preto, ter no mínimo 1,85m de altura, possuir vivência em algum estilo de dança, saber sambar e ter experiência prévia no Carnaval. A seleção busca um elenco que una preparo técnico e conexão com a cultura do samba.

As inscrições devem ser feitas previamente por meio de formulário online:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfSSbsBrIP1ednVMlIFjOmzZt_AREvAsnAk980i4YiUy10vSA/viewform?usp=publish-editor

É necessário enviar uma foto de corpo inteiro, além do preenchimento de dados pessoais e currículo artístico. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail: [email protected].

Na ‘posição de campeão’, Salgueiro exalta ordem de desfile e mira impacto na Sapucaí

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio carnaval

A Acadêmicos do Salgueiro já começa a projetar o Carnaval 2027 com entusiasmo após a definição da ordem dos desfiles. A vermelho e branco da Tijuca será a terceira escola a desfilar na segunda-feira, posição tradicionalmente associada a grandes apresentações e, muitas vezes, ao desempenho de campeãs, fator que animou os profissionais da agremiação.

Responsável pelo desenvolvimento visual da escola, o carnavalesco Jorge Silveira comemorou o sorteio e destacou as vantagens logísticas e criativas da posição na avenida. Segundo ele, o horário permite maior liberdade na concepção dos carros alegóricos.

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“Feliz da vida, posição de campeão. Terceira de segunda é perfeito. Eu consigo fazer carros maiores ainda, não tenho viaduto na minha vida. Esse ano foi um ano de viaduto na minha vida, eu não quero viaduto tão cedo. É muito bom, estou muito feliz. É um dia muito bom e eu estou muito empolgado”, afirmou.

Quem também celebrou a definição foi o coreógrafo da comissão de frente, Paulo Pinna. Para ele, desfilar na segunda-feira sempre foi um objetivo, inclusive por questões simbólicas e supersticiosas dentro do universo do carnaval.

“Segunda-feira é sempre muito almejada por todos. Eu achei uma colocação ótima, eu de fato queria ou segunda ou terça, por superstição, e estamos na posição da atual campeã, vamos embora”, declarou.

Com a ordem definida, o Salgueiro inicia sua caminhada rumo ao próximo desfile cercado de confiança. A expectativa é de que a escola aproveite a posição estratégica para apresentar um espetáculo impactante na Marquês de Sapucaí, reforçando sua tradição de grandes carnavais e buscando mais um resultado de destaque.

Mauro Cordeiro é o novo enredista da União de Maricá para o Carnaval 2027

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Foto: Fausto Eduardo/União de Maricá

A União de Maricá anunciou, nesta segunda-feira, a chegada de Mauro Cordeiro como enredista para o Carnaval 2027. Com trajetória que une pesquisa acadêmica e vivência no universo do samba, o profissional passa a integrar a equipe liderada pelo carnavalesco Edson Pereira, contribuindo diretamente para a construção narrativa do enredo que marcará a estreia da escola no Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí, em 2027.

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Professor do Departamento de Sociologia do Colégio Pedro II, Mauro é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Etnografia e Crítica Cultural da UFRJ, mestre em Ciências Sociais pela PUC-Rio e licenciado em Ciências Sociais pela UFRRJ. Sua atuação é voltada para os estudos sobre cultura e sociedade, com ênfase no samba carioca.

Mauro Cordeiro celebrou a oportunidade de integrar o projeto da União de Maricá e demonstrou entusiasmo com o desafio de contribuir com a escola, destacando o espírito coletivo e a ambição de realizar um desfile marcante na Sapucaí.

“É uma alegria muito grande fazer parte dessa equipe, desse time que a União de Maricá está montando para sua estreia no Grupo Especial. Toda a minha dedicação e esforço para que a gente, junto, consiga fazer um grande desfile e fazer história na Marquês de Sapucaí. Estou animado para trabalhar com o Edson Pereira e somar na equipe do carnavalesco”, destacou o enredista, que foi apresentado aos maricaenses no último sábado (25), durante a Feijoada do Padroeiro, na quadra da escola.

Filiado à Associação Brasileira de Antropologia (ABA), onde integra o Comitê de Antropólogas/os Negras/os, e à Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), Mauro também é um dos fundadores do Pensamento Social do Samba, iniciativa que se consolidou como o grupo de pesquisa PSS – Laboratório de Pesquisa Pensamento Social do Samba (CP2/CNPq), voltado à produção e difusão de conhecimento sobre o universo do samba.

Cria do Salgueiro, Mauro carrega uma relação direta com o carnaval, unindo vivência e produção intelectual sobre a cultura carnavalesca. No currículo, também possui passagem como enredista pela Beija-Flor de Nilópolis, reforçando sua experiência na elaboração de narrativas para o desfile.

A chegada de Mauro Cordeiro integra o planejamento da União de Maricá para o Carnaval 2027. A escola será a primeira a desfilar no dia 7 de fevereiro.

Opinião: ‘Intendente vive e pulsa mais forte do que nunca’

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Foto: Paulo Mumia: Divulgação Riotur

Há quem ainda insista em tratar a Intendente Magalhães como coadjuvante no carnaval. Não é. Nunca foi. E, ao que tudo indica, está cada vez mais longe de ser. O último sábado foi uma prova contundente disso. Na quadra do Paraíso do Tuiuti, realizamos mais uma edição do prêmio Estrela do Carnaval Ingoo 2026, celebrando os destaques da Série Prata e, pela primeira vez, da Série Bronze. Uma noite de emoção genuína, aplausos sinceros, reconhecimento a quem sustenta, com suor e paixão, a engrenagem mais pulsante do carnaval carioca.

Nos últimos dois anos, o CARNAVALESCO tomou uma decisão estratégica, e, acima de tudo, justa. Ampliamos a cobertura da Intendente Magalhães com uma equipe própria, dedicada exclusivamente a esses desfiles. Uma equipe diferente da que cobre a Marquês de Sapucaí, com olhar atento, sensível e comprometido em contar essas histórias com a grandeza que elas merecem. E o resultado não poderia ser mais revelador: a audiência responde e alto.

Na maioria das vezes, o conteúdo das escolas da Intendente supera, em alcance e engajamento, o material produzido sobre a própria Série Ouro. Isso não é um detalhe. Isso é um recado claro do público. Existe interesse e paixão. Existem comunidades ávidas por se verem representadas.

Estamos falando de agremiações como Santa Cruz e São Clemente, que retornam à Sapucaí carregando suas histórias e comunidades. De escolas tradicionais como Império da Tijuca, Acadêmicos do Cubango, Lins Imperial, Caprichosos de Pilares e Unidos de Lucas. E também de surpresas que encantam e renovam o carnaval, como Império da Uva, Casa de Malandro e Leão de Quintino.

São escolas que não vivem apenas de desfile. Vivem de comunidade. Produzem cultura o ano inteiro. São espaços de resistência, formação e acolhimento. A Intendente não é um palco menor. É um celeiro.

É preciso, de uma vez por todas, que o poder público, municipal, estadual e federal, entenda isso. Apoiar essas escolas não é gasto. É investimento social, cultural e econômico. Sim, é necessário investimento financeiro. Mas não só isso. É fundamental criar oportunidades. Levar ações sociais para dentro das quadras, oferecer suporte básico de saúde aos componentes, promover feirões de emprego, incentivar projetos culturais e educacionais. Dar visibilidade e protagonismo a quem constrói o carnaval na base.

É justo reconhecer que houve avanços. A gestão da Superliga trouxe melhorias importantes para a estrutura da Intendente. Mas ainda há um limite claro: problemas estruturais mais profundos: barracões precários e infraestrutura da pista não vão ser resolvidos sem a presença efetiva do poder público.

Há caminhos possíveis, simples e inteligentes. Evitar o choque de datas entre os desfiles da Intendente e os da Marquês de Sapucaí seria um deles. A medida ampliaria a visibilidade, potencializaria a cobertura da imprensa especializada e permitiria que o público consumisse os dois espetáculos com a atenção que ambos merecem.

Outro passo natural, e necessário, seria a criação de um desfile das campeãs da Intendente. Não como um luxo, mas como reconhecimento, vitrine e afirmação de grandeza.

O CARNAVALESCO seguirá fazendo a sua parte. Em 2027, a tendência é ampliar ainda mais essa cobertura, aprofundar esse olhar, dar ainda mais espaço a essas vozes. Mas essa não pode ser uma missão solitária. A Intendente Magalhães não pede favor. Pede respeito. E, sobretudo, merece ser celebrada como aquilo que de fato é: um dos pilares mais autênticos, vibrantes e indispensáveis do carnaval brasileiro.

Camisa 12 aposta na força de Ogum e projeta desfile marcante em 2027

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

A Camisa 12 realizou no último sábado o evento de lançamento do enredo para o Carnaval 2027. A festa contou com diversas atrações de samba e uma grande feijoada, até chegar ao momento mais aguardado: o anúncio do tema, que aconteceu durante a tarde. Para o próximo desfile, a escola contará com uma comissão de carnavalescos formada pelos estreantes Leno Vidal e Fernando Dias, além de Delmo Moraes, que já integrava a agremiação.

O responsável por apresentar o tema à comunidade, no palco, foi Leno, que fez a leitura de um texto. O enredo irá exaltar o orixá Ogum, destacando suas batalhas e sua importância nos dias atuais, com ênfase no ferro e na tecnologia. Os profissionais envolvidos, incluindo o diretor de carnaval Demis Roberto, fizeram questão de ressaltar que não haverá sincretismo religioso. Portanto, a escola não pretende levar São Jorge para a avenida. O evento foi encerrado com o repertório de sambas comandado pelo intérprete Tim Cardoso e pela bateria “Ritmo 12”, sob a regência do mestre Lipe.

Os carnavalescos Delmo Moraes, Leno Vidal e Fernando Dias conversaram com o CARNAVALESCO e detalharam o tema “Meu terreiro é protegido. Ogunhê – A força que atravessa o tempo”, que guiará a “pantera” no Carnaval 2027.

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Enredo forte e pertencimento para a escola

O carnavalesco mais experiente da equipe e da escola, Delmo Moraes, não escondeu a felicidade em desenvolver um desfile sobre Ogum, seu orixá regente. “Para mim, é uma grande honra falar do meu orixá de cabeça. Eu sou filho de Ogum, na nossa religião de matriz africana. Nós vamos trazer um Ogum sobre o qual vamos falar da metalurgia, das profissões e dos caminhos que Ogum proporciona para a gente. Nós não vamos falar de sincretismo religioso, não vamos falar de São Jorge, até para não haver uma equiparação com a nossa coirmã, Gaviões da Fiel, que já lançou o enredo deles como São Jorge. A gente não vai entrar nessa parte, mas vamos falar da tecnologia da metalurgia de Ogum, dos caminhos abertos”, disse.

Fernando Dias, que fará seu primeiro carnaval pela escola, exaltou o nível da concorrência e destacou a necessidade de um tema forte para enfrentar as demais agremiações do Grupo de Acesso 2. “A gente buscou um enredo forte, até porque sabemos que a concorrência é forte. Então, achamos melhor sair na frente com um enredo que vai fazer as pessoas se posicionarem. Vão ter que correr atrás, porque Ogum está trilhando o nosso caminho”, comentou.

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Outro estreante, o carnavalesco Leno Vidal, afirmou que uma das intenções do enredo é fazer com que a comunidade se sinta parte da narrativa, já que Ogum é o orixá protetor da Camisa 12. “O interessante é trabalhar o espaço da escola. O que a gente traz para a comunidade se sentir pertencente também nesse contexto, nessa grande potencialidade do enredo? É trazer a comunidade para dentro do enredo, no caso, o seu protetor, que é Ogum. Através desses conceitos, nós vamos apresentar uma grande diferenciação nesse processo, que é a filosofia estética afrofuturista, na qual se coloca a África como centralidade humana, fazendo com que a África ancestral seja, exatamente, o futuro do mundo. No caso, nós traremos Ogum como esse precursor do ancestral, do presente e do futuro, em todos os tempos”, contou.

Separando Ogum de São Jorge

É comum que Ogum e São Jorge caminhem lado a lado na cultura brasileira. Inúmeros cânticos, sambas e desfiles fazem essa associação, já que o sincretismo é recorrente. No entanto, a Camisa 12 pretende exaltar apenas Ogum, e o carnavalesco Leno Vidal explicou como isso será feito. “Nesse contexto, quando a gente opta por não abordar o sincretismo religioso, é porque existem dois processos de sincretismo. Um foi muito positivo, no sentido de preservar a matriz africana por meio da associação com santos. Mas existe também outro processo que é um pouco perigoso, porque acabou embranquecendo demais a cultura africana. O nosso viés é exatamente mostrar que não vamos abordar isso. Sabendo da força e da energia de São Jorge, que também é um santo guerreiro, assim como Ogum, a gente entende essa divisão. Mas Ogum, na sua ancestralidade, vem muito antes, no berço da humanidade, antes das cruzadas e do momento cristão em que surge São Jorge. A gente sempre destaca que Ogum vem primeiro, na sua essência africana, porque ele desenvolve os ferros. Por isso, ele carrega essa simbologia dos caminhos, das guerras, dos elmos e de outras representações que aparecem em diversas civilizações, não só na romana, mas em muitas outras, com diferentes usos do ferro. É importante mostrar essa essência de Ogum no início, que depois transborda para outros universos, onde São Jorge acaba sendo associado a ele”, ressaltou.

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Delmo revelou que o trabalho vem sendo desenvolvido há algum tempo, incluindo a parte plástica do desfile. “Nós já estamos trabalhando nisso desde o fim do último carnaval. O nosso foco agora é dar continuidade ao processo de pilotagem das fantasias, e já iniciamos o desenho das alegorias. Vai ser algo maravilhoso, diferente do que todo mundo está esperando”, contou.

Ao entrar em detalhes técnicos sobre a estratégia de desfile, especialmente no aspecto visual, Fernando destacou que a proposta é focar no ferro. “Inclusive, uma das coisas que a gente mais discutiu foi a ideia de fazer um barracão diferente, porque as pessoas vão esperar um tipo de desfile, e estamos seguindo por outro caminho. Como o Leno falou, onde nasce o ferro, onde ele é extraído, onde ele surge… É isso que a gente quer mostrar. Estamos trazendo algo muito diferente do que estamos acostumados a ver: a origem da ferramenta, o essencial, onde tudo começa. A africanidade não vai deixar de existir”, revelou.

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Expectativa por um grande samba

Delmo elevou as expectativas em relação ao samba-enredo e revelou que a obra está praticamente pronta. “Na nossa escola não tem disputa, e nós já estamos praticamente com o samba pronto também, e é uma ‘paulada’. Você sabe muito bem que a Camisa 12, de uns quatro anos para cá, vem trazendo sambas maravilhosos, e esse não vai deixar a desejar, pode ter certeza”, afirmou.

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Leno também projeta uma obra de excelência, com potencial para exaltar a africanidade com alta qualidade. “Pode ter certeza de que teremos um samba muito grandioso, muito forte, potencializado dentro daquilo que estamos pensando: essa africanidade toda, esse universo, esse corpo preto que representa Ogum para a cultura negra, ancestral, africana e brasileira”, disse.

Beija-Flor reúne Portela e Mangueira em encontro histórico no projeto “De Nilópolis pro mundo”

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Idealizado pelo presidente Almir Reis, com a diretora de Marketing, Raphaella Reis, o projeto “De Nilópolis pro Mundo” realizou a gravação do seu terceiro bloco na última quinta-feira, com participação da Portela e da Mangueira. A iniciativa tem o intuito de promover a consagração e a união entre as coirmãs e, desta vez, reuniu as três maiores campeãs do carnaval para um encontro inédito no audiovisual. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o diretor de carnaval, Marino, comentou a importância do projeto para o mundo do carnaval.

“É o grande congraçamento entre as escolas. A ideia nossa era trazer as maiores campeãs do Carnaval junto com a maior campeã do Sambódromo, que somos nós, e fazer uma roda de samba onde cada escola se apresenta e canta seus sambas clássicos. Acho que isso, no final das contas, une bastante as escolas. Não é que falte no carnaval, as escolas são muito unidas, mas eu acho que nós somos muito unidos no barracão, um ajudando o outro. Agora, em termos de apresentação, a parte artística… acho que isso é importante também. É um ‘Encontro de Quilombos’, versão 2”, contou Marino.

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Fotos: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

Esse projeto surgiu de um desejo do presidente Almir Reis: o de fazer uma roda de samba nos pés de São Jorge. Ele entregou o pedido à equipe de comunicação, sobretudo nas mãos de Raphaella Reis, diretora de marketing da agremiação.

“O projeto começou através de um pedido do presidente. Ele tinha esse sonho de fazer um samba aqui nos pés de São Jorge e falou assim: ‘Raphaella, pensa em algum formato que funcione’. Eu fiquei pensando e falei: ‘Por que a gente não grava um audiovisual? Mais do que um samba, a gente consegue captar isso’. Tivemos o primeiro encontro, que foi só a Beija-Flor, e posteriormente pensamos: ‘Por que a gente não convida a UPM?’, que é uma escola que tem características parecidas com a Beija-Flor, uma escola muito voltada para a comunidade. Convidamos a UPM e deu muito certo, a galera abraçou, curtiu. Esse projeto com as três maiores campeãs do Carnaval já era para ter acontecido antes do carnaval, mas, com a correria, acabou não rolando. A gente falou: ‘Acho que o momento é esse’. Agora está mais tranquilo para todo mundo, ainda não começou a correria, então vamos ver se vai dar certo. Com certeza vai dar, e nós vamos ver o resultado já já”, disse Raphaella Reis.

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Comprometidos em manter a realidade do dia a dia da quadra e visando à experiência que o público de casa terá ao assistir, a equipe planejou a estrutura do evento.

“Pensamos em deixar o mais natural possível, o mais próximo do dia a dia da quadra, da rotina da quadra. A gente não mudou muita coisa. O máximo que fizemos foi botar um mesão para trazer a característica de samba, de carnaval, e botar uma luz, uma coisa ou outra para que a gente conseguisse captar a melhor imagem possível, os melhores takes possíveis. Mas o que faz a festa mesmo, o grande visual, é o público, são as pessoas e a interação delas”, explicou Raphaella.

A dupla que estreou no último carnaval e foi aclamada pelo público, Nino e Jéssica Martins, falou sobre a relevância de estar presente em mais uma gravação do projeto e o que o público pode esperar da parceria com as coirmãs.

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“Está sendo um presente e uma honra. Imagina, três escolas maravilhosas, coirmãs, super-respeitadas… a Beija-Flor está fazendo isso, e está sendo lindo, incrível e maravilhoso. Mostra ainda mais a união que as escolas de samba têm, que não é somente na avenida. A gente tem essa união, esse respeito e esse carinho umas pelas outras. Receber a Portela e a Mangueira, duas escolas com potência, com nome, com chão, aqui na nossa escola Beija-Flor de Nilópolis, não tem preço! Estar participando desse momento lindo, ainda mais no meu aniversário, Dia de São Jorge… esquece, é uma honra tremenda”, contou Jéssica.

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“Vai ser maravilhoso, como foram as outras escolas que já vieram. O Bruno Ribas é a segunda vez, agora ele retornou à Portela. Quando ele estava na Portela, eu estava começando a cantar samba ainda, então ouvi muito o Bruno Ribas. E o Dodô é um talento da nova geração, como eu. Estou muito feliz pelo Dodô, ele está bem pra caramba, está renovado, ele está em casa, ele é cria da Mangueira, e a Mangueira está de parabéns por investir na nova geração”, completou Nino.

Dowglas Diniz, intérprete da Mangueira, chegou recentemente aos holofotes do carnaval e está sendo abraçado pelo público. Ele afirma que sua presença na gravação tem grande importância para sua trajetória profissional.

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“Hoje é o encontro das maiores campeãs do carnaval. Eu, que estou chegando agora, que já estou trilhando minha história no Carnaval, estar fazendo parte deste momento, para mim, é muito importante. Fico muito feliz com o convite de toda a presidência da Beija-Flor, toda a diretoria, para estar aqui nesta tarde maravilhosa. Já teve a UPM, hoje são Mangueira e Portela… tenho certeza de que, daqui a pouco, serão outras escolas. Estou muito feliz”, contou Dowglas.

Bruno Ribas, por sua vez, evidenciou seu carinho pela Beija-Flor e destacou a valorização que a agremiação dá aos artistas e componentes que estão presentes no dia a dia e fazem projetos como o ‘De Nilópolis pro Mundo’ acontecerem.

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“Esse projeto é maravilhoso. É a segunda vez que estou aqui: a primeira vez estive com a UPM, agora com a Portela, e pretendo estar mais vezes, porque o carnaval está carente de muitas coisas e, uma delas, é a valorização do artista. O que o presidente Almir Reis fez hoje, enaltecendo o Betinho e todos os diretores musicais das escolas de samba… às vezes, as pessoas esquecem daquelas pessoas que realmente fazem acontecer o espetáculo e dão muito valor a outras que, de repente, não têm nem grande participação. Então, estou muito feliz em ter vindo aqui hoje e ter visto essa cena. Vou guardar isso com muito carinho no meu coração, para sempre”, elogiou Bruno.

A data de lançamento ainda é uma incógnita até mesmo para a equipe da Beija-Flor, pois depende do processo de edição, que é trabalhoso. E, quanto à próxima coirmã a ser convidada, o clima é de suspense.

“A gente está conversando, tem algumas possibilidades… o presidente vai me bater se eu falar [risos], mas nós temos grandes coirmãs. Tem muita coisa para acontecer, muita coisa para vir aqui ainda, é um projeto muito recente, muito novo”, informou Raphaella Reis.

Séries Prata e Bronze serão celebradas no Estrela do Carnaval Ingoo 2026 neste sábado na quadra do Tuiuti

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Foto: S1 Comunicação

O CARNAVALESCO promove neste sábado, dia 25 de abril, a festa de premiação do Estrela do Carnaval Ingoo 2026, reconhecendo os grandes destaques das escolas das Séries Prata e Bronze do último carnaval. O evento será realizado a partir das 20h, na quadra do Paraíso do Tuiuti, com entrada franca para o público.

A celebração promete reunir sambistas, dirigentes, segmentos e apaixonados pelo carnaval em uma grande noite de confraternização e valorização das agremiações que brilharam na Intendente Magalhães. Além da entrega dos troféus, o evento deve contar com clima festivo, encontros entre comunidades e muita celebração das conquistas de 2026. A Casa de Malandro e a Difícil é o nome vão ser homenageadas.

Entre os premiados da Série Prata, o destaque de Desfile do Ano ficou com o Acadêmicos do Cubango, que também venceu em Comissão de Frente. O Império da Tijuca garantiu o prêmio de Melhor Samba, enquanto a bateria da Império da Uva foi eleita a melhor do segmento. Já o casal de mestre-sala e porta-bandeira da São Clemente foi reconhecido, assim como as baianas da Unidos de Lucas. No quesito intérprete, Digão Audaz e Emerson Dias, da Abolição, são os vencedores. A escola Santa Cruz levou o prêmio de Conjunto de Alegorias e Fantasias.

Na Série Bronze, a Leão de Quintino foi o grande nome ao conquistar Desfile do Ano, além de vencer também com seu casal de mestre-sala e porta-bandeira e com o intérprete Chitão Martins. O samba campeão foi da Boi da Ilha, enquanto a bateria premiada foi a do Sereno de Campo Grande. As baianas da Rosa de Ouro também foram reconhecidas, assim como a comissão de frente da Unidos de Cosmos. O conjunto de alegorias e fantasias vencedor foi da Mocidade de Vicente de Carvalho.

A expectativa é de quadra cheia para celebrar mais uma edição do prêmio. A entrada gratuita reforça o convite: é chegar e sambar junto com os melhores do Carnaval 2026.

Tatuapé mira alto com enredo sobre o Congo e aposta em inovação visual para o Carnaval 2027

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

O 23 de abril sempre é especial para a Acadêmicos do Tatuapé, escola que cultua São Jorge – e Ogum, no sincretismo afro-brasileiro. No dia do Santo Guerreiro, a agremiação sempre realiza uma Feijoada em homenagem à entidade – e aproveita para revelar o enredo para o desfile do ano seguinte. E, em 2027, a agremiação terá como temática “Congo Kinshasa: O Coração da África, A Herança Viva de Um Povo Que Resiste ao Tempo”, assinado pelo carnavalesco Wagner Santos. Sempre presente nas datas importantes para as escolas de samba paulistanas, o CARNAVALESCO conversou com duas figuras centrais da quarta colocada do desfile de 2026 com “Plantar para colher e alimentar. Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra” para saber mais sobre o enredo que homenageará um país africano.

Para não deixar dúvidas

Existem dois países chamados de Congo no planeta, ambos localizados na África Central:

– A República Democrática do Congo, outrora conhecido como Zaire
– A República do Congo, menor e também conhecido como Congo-Brazzaville, por conta da capital da nação

A Acadêmicos do Tatuapé homenageará o primeiro país. Por sinal, o nome do enredo, iniciado em “Congo Kinshasa”, busca diferenciar os dois países citados justamente pela capital da nação que pisará no Anhembi em 2027.

História do enredo

Perguntado sobre como surgiu a ideia de falar da República Democrática do Congo, Wagner Santos, carnavalesco da Acadêmicos do Tatuapé, tirou toda e qualquer dúvida sobre a origem da temática: “Esse enredo foi trazido pela escola. Foi a embaixada que procurou a agremiação. Nós vamos fazer uma homenagem à República Democrática do Congo e vai ser uma grande honra. Um enredo maravilhoso, um enredo lindo, no qual nós vamos resgatar a história da origem do Congo”, comentou.

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O profissional também falou sobre o sentimento que ele possui em relação à temática e trazendo um primeiro panorama do que será visto no Anhembi em 2027: “Nós vamos passar por tradições, nós vamos passar por festas, nós vamos passar por riquezas naturais, nós vamos passar por reservas, nós vamos passar por diversas situações: danças, máscaras, moda, folclore, diversos tipos de culturas que envolvem a República Democrática do Congo. Vai ser uma grande honra para mim porque é um país muito bonito, muito rico, com uma riqueza e um país muito próspero. Tem seus problemas, tem suas dificuldades, tem suas lutas do dia a dia, mas é uma cultura maravilhosa que chegou e nos trouxe muita coisa boa”, destacou.

Erivelto Coelho, um dos quatro presidentes da agremiação, trouxe ainda mais detalhes: “Quando acabou esse último Carnaval, nós já tínhamos em mente de fazer um desfile e um enredo afro. Isso já estava na nossa cabeça – e, aí, existiam várias possibilidades. Quinze dias antes do desfile, o Luiz Marcondes, que a gente conhece como Luiz Verso e Prosa porque já ganhou samba aqui no Tatuapé em 2007, sugeriu a temática – ele tinha esse conhecimento com o pessoal da embaixada da República Democrática do Congo. Eles já tinham uma ideia, eles iriam até participar do desfile ano passado – mas, por conta de agenda, não deu certo. E, como a nossa vontade era de fazer um enredo afro, eu até comentei que dava para a gente fazer até sem recursos – mas, se eles estavam falando que existe o interesse da embaixada junto ao país e que alguma coisa pode vir para nos ajudar, junta a fome com a vontade de comer. A gente não está falando de valores exorbitantes, mas em valores que dá para a gente fazer um grande Carnaval. A gente queria fazer um belo de um enredo – e, tendo isso na mão e ainda com aporte financeiro, não teve nem o que discutir aqui”, comemorou.

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Já pensando na avenida

Ao falar sobre o que está na cabeça já pensando no desfile, Wagner antecipou um pouco de como estará a plástica da Acadêmicos do Tatuapé em 2027: “Nós vamos trazer novas técnicas e novas formas de apresentar, até com relação a conceito e proposta visual. Vai ser um enredo carregado de muita dança, de muita coreografia, de muitos elementos da cultura africana que vão fazer parte dele. Vamos trabalhar com materiais rústicos, sempre de acordo com a cultura africana. Vamos ter baobá, vamos ter diversos animais da cultura africana, vamos ter diversos elementos que vão valorizar o nosso enredo. Realmente vai ficar um enredo fantástico. Sentei essa semana com o Departamento Cultural e ainda não tivemos uma definição total do enredo, porque ainda estamos definindo uma proposta visual para apresenta-lo. Mas, com certeza, pelo que já foi pesquisado e pelo que já andamos olhando, vamos ter um belo trabalho, bem desenvolvido, bem criativo – e com vários colaboradores. Nesse ano, a Tatuapé contratou alguns profissionais de dança, de coreografia e de pessoas que a gente possa colocar dentro da escola para que a gente traga uma proposta diferente dos últimos trabalhos que a gente tem feito”, afirmou.

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O carnavalesco, em outro momento da entrevista, voltou a frisar que, apesar de muitos vislumbrarem de antemão a plástica afro, surpresas serão vistas no desfile da agremiação: “Muitas heranças culturais do Congo nós temos aqui no Brasil. Vamos retratar essa história de uma forma bonita, alegre, colorida – mas com uma proposta bem africana, um enredo muito bacana. Eu estou muito feliz em ter a oportunidade de desenvolver esse enredo para o Carnaval de 2027. Tenho certeza que será um grande sucesso, já estamos preparando um novo conceito visual, uma nova proposta visual, ideias, coreografias, danças, uma série de elementos que vão enriquecer e vão valorizar esse enredo de uma forma que, com certeza, vai ser contagiante na avenida”, disse.

Religião também na conta

Também por dentro de pormenores da temática, Erivelto trouxe mais algumas informações importantes: “A gente só mandou o Departamento Cultural, juntamente com o Wagner, desenvolver. Graças a Deus eles desenvolveram um grande Carnaval. É uma coisa muito boa que eles conseguiram retratar, tem a cara do Tatuapé. A gente fala dessa africanidade que toca o nosso povo – e, no final, a gente fala de religiosidade. A gente vai homenagear a umbanda com o Preto Velho, que é o pai João do Congo e a vovó Maria Conga. Isso vai contemplar e vai coroar toda a homenagem à República Democrática do Congo – mas, também, indiretamente ou diretamente, ao nosso povo; que, além de gostar muito de fazer um enredo afro, quando a gente consegue colocar religião, ainda mais uma religião que é brasileira, facilita muito. A gente está muito feliz com o resultado e com o roteiro desenvolvido. Tenho certeza absoluta que vai dar um grande Carnaval visualmente”, prometeu.

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Expectativa

Presidente da agremiação, Erivelto já pensa nos próximos passos da escola: “Agora é rezar para que os compositores acertem a mão e a caneta para que a gente possa juntar tudo isso e consiga ter um Enredo, um Samba, uma Evolução e uma Harmonia – a gente sabe que o restante é consequência de um belo samba. A gente, agora, reza e torce muito para que a gente tenha um grande samba”, finalizou.

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