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João Vitor sobre o enredo do Cubango: ‘Chica Xavier foi uma das pessoas que lutou para que eu pudesse ser protagonista’

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O carnavalesco João Vitor Araújo, do Cubango, é um dos artistas mais sensíveis e engajados do carnaval carioca. Após um belo desfile apresentado no Tuiuti em 2020, muito mal avaliado pelos julgadores, o artista aporta em Niterói para desenvolver o enredo “O amor preto cura: Chica Xavier, a mãe baiana do Brasil”, que vai homenagear a atriz Chica Xavier no próximo desfile. Ao site CARNAVALESCO, ele falou revelou o significado de escolher a personagem para a sua apresentação na verde e branco.

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Foto: Ewerton Pereira/Divulgação

“Falar de Dona Chica Xavier pra mim, além de ser uma alegria muito grande, até porque foi uma inspiração que eu pedi ao tempo. Pode parecer clichê para algumas pessoas: ‘Ah homenagear uma personalidade’, mas acho que a Sapucaí é o palco pra isso, onde a gente conta histórias, onde a gente celebra personalidades, principalmente, personalidades que tenham um significativo muito grande na nossa vida, na nossa formação, na formação da cultura do nosso país, que é o caso de Dona Chica que além de atriz era mãe, “ialorixá”, foi profissional da educação e tantos outros atributos que fazem parte da formação de Dona Chica Xavier. Ela foi uma guerreira, uma das protagonistas no elenco da luta antirracista, por exemplo, ela lutou pela verdadeira inserção do povo preto na sociedade. Quando eu digo o povo preto na sociedade eu me enxergo. Porque para hoje eu estar aqui falando com você como artista de frente de uma escola tão maravilhosa, tão grande como a Acadêmicos do Cubango foi porque lá atrás houve luta. Na verdade, a luta nunca acabou. Mas é uma luta que começou há muito anos antes de eu nascer. Dona Chica foi uma dessas pessoas que lutou para que eu pudesse estar aqui hoje como protagonista da minha arte”.

Ter a presidente Patrícia Cunha, como presidente do Cubango, uma mulher negra e ex-porta-bandeira, também mexe com o carnavalesco João Vitor Araújo.

“Uma agremiação forte como a Acadêmicos do Cubango, ter mulher presidente negra à frente de uma agremiação, é algo que não se via há muito tempo, como um amigo lembrou, acho que desde Dona Neide, presidente do Império Serrano. Olha quanto tempo, olha a distância e como isso é difícil, como é raro, e não só presidente, mas uma escola onde praticamente todos os segmentos são negros. Temos o Fabinho Batista, coreógrafo da comissão de frente, que é negro, eu que sou negro, a presidente que é negra, a vice-presidente que é negra, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, a rainha de bateria que é negra. Cubango é uma escola negra”.

O artista do Cubango ressaltou que o bairro do Cubango, em Niterói, a a escola de samba possuem lugar de fala para desenvolverem enredos abordando a temática negra.

“O bairro do Cubango é um quilombo de resistência. É essa missão cultural, social e política que a escola de samba tem. Ela abraça e acaba, de certa forma, representando a história de toda a sua comunidade. As pessoas que ocupam esses espaços, 90% são negras. A escola fala por elas, fala por todos. Essa é a missão da escola de samba, essa é a missão do carnaval. Isso tudo me possibilita trazer à tona esse tipo de enredo, esse tipo de linguagem. É muito triste quando a gente lê pessoas falando: ‘Ah, de novo?’. Não a gente não pode deixar de lado personalidades, deixar de lado essa parte da história, até porque se o carnaval existe, se todo mundo ama sentar na arquibancada, se todo mundo ama sentar numa frisa, num camarote, se divertir, cantar, sambar, admirar é porque lá atrás o nosso povo construiu isso tudo, começou isso tudo. É óbvio que ano a ano, em pelo menos duas ou três escolas, ou mais ou menos, a negritude tem que ser exaltada. E, pra mim, enquanto artista negro, é um prazer, é fabuloso estar em conexão com esse tema, estar em conexão com a Acadêmicos do Cubango, com o que ela representa para a comunidade, trabalhando essa linguagem de enredo, acho que está sendo o momento mais oportuno pra minha carreira”.

Unidos de Bangu abre inscrições para o ‘Concurso Musa da Comunidade’

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Com‌ ‌o‌ ‌carnaval‌ ‌2022‌ ‌no‌ ‌horizonte‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌avanço‌ ‌da‌ ‌vacinação‌ ‌contra‌ ‌a‌ ‌Covid-19‌ ‌no‌ ‌Rio‌ ‌de‌ ‌ Janeiro,‌ ‌a‌ ‌Unidos‌ ‌de‌ ‌Bangu‌ ‌vai‌ ‌se‌ ‌movimentando.‌ ‌Com‌ ‌o‌ ‌enredo‌ ‌“Deu‌ ‌Castor‌ ‌na‌ ‌cabeça”,‌ ‌a‌ ‌mais‌ ‌antiga‌ ‌escola‌ ‌da‌ ‌Zona‌ ‌Oeste‌ ‌vai‌ ‌realizar‌ ‌o‌ ‌“Concurso‌ ‌Musa‌ ‌da‌ ‌Comunidade”,‌ ‌com‌ intuito‌ ‌de‌ ‌integrar‌ ‌ainda‌ ‌mais‌ ‌beldades‌ ‌para‌ ‌dentro‌ dos ‌seus‌ ‌segmentos.‌ ‌As‌ ‌inscrições‌ ‌ virtuais‌ ‌já‌ ‌foram‌ ‌abertas‌ (https://forms.gle/A3ch33uBqj26nD6a8‌) e‌ ‌vão‌ ‌até‌ ‌o‌ ‌dia‌ ‌07‌ ‌de‌ ‌ agosto.

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Foto: Divulgação

‌Como‌ ‌a‌ ‌primeira‌ ‌etapa‌ ‌será‌ ‌feita‌ ‌a‌ ‌partir‌ ‌do‌ ‌material‌ ‌enviado‌ ‌no‌ ‌cadastro,‌ ‌as‌ ‌candidatas‌ ‌precisam‌ ‌encaminhar‌ ‌duas‌ ‌fotos‌ ‌(uma‌ ‌de‌ ‌corpo‌ ‌inteiro)‌ ‌e‌ ‌dois‌ ‌vídeos,‌ ‌sendo‌ ‌um‌ ‌falando‌ ‌sobre‌ ‌o‌ ‌porque‌ ‌gostaria‌ ‌de‌ ‌ser‌ ‌musa‌ ‌da‌ ‌Unidos‌ ‌de Bangu‌ ‌e‌ ‌outro‌ ‌sambando,‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌áudio‌ ‌de‌ ‌um‌ ‌samba‌ ‌da‌ ‌escola.‌

‌O‌ ‌concurso‌ ‌foi‌ ‌dividido‌ ‌em‌ ‌quatro‌ ‌etapas,‌ ‌começando‌ ‌no‌ ‌ato‌ ‌de‌ ‌inscrição.‌ ‌Na‌ ‌segunda,‌ ‌ serão‌ ‌selecionadas‌ ‌10‌ ‌candidatas‌ ‌dentre‌ ‌todas‌ ‌as‌ ‌inscritas,‌ ‌com‌ ‌seis‌ ‌avançando‌ ‌à‌ ‌fase‌ ‌ seguinte.‌ ‌Nela,‌ ‌uma‌ ‌finalista‌ ‌será‌ ‌decidida‌ ‌através‌ ‌votação‌ ‌popular‌ ‌no‌ ‌Instagram‌ ‌da‌ ‌Unidos‌ ‌de‌ ‌Bangu‌ ‌(a‌ ‌foto‌ ‌mais‌ ‌curtida‌ ‌avança),‌ ‌enquanto‌ ‌as‌ ‌outras‌ ‌três‌ ‌vagas‌ ‌na‌ ‌decisão‌ ‌serão‌ ‌ definidas ‌pelo‌ ‌júri,‌ ‌que‌ ‌também‌ ‌vai‌ ‌escolher‌ ‌a‌ ‌campeã‌ ‌após‌ ‌apresentação‌ ‌presencial‌ ‌na‌ ‌grande‌ ‌final,‌ ‌em‌ ‌data‌ ‌a‌ ‌ser‌ ‌definida.‌ ‌

‌A‌ ‌vencedora‌ ‌do‌ ‌concurso‌ ‌terá‌ ‌garantido‌ ‌o‌ ‌seu‌ ‌posto‌ ‌como‌ ‌musa‌ ‌da‌ ‌mais‌ ‌antiga‌ ‌escola‌ ‌da‌ ‌ Zona‌ ‌Oeste‌ ‌em‌ ‌2022,‌ procedimento estético, ‌além‌ de ‌um‌ ‌ano‌ ‌grátis‌ ‌na‌ ‌Academia‌ ‌Aquarium,‌ ‌em‌ ‌Bangu.‌ ‌

‌Cronograma‌ ‌

– Inscrições‌ ‌até‌ ‌07/08/2021‌ ‌
-‌ ‌14/08/2021‌ ‌-‌ ‌divulgação‌ ‌das‌ ‌10‌ ‌candidatas‌ ‌classificadas‌ ‌
-‌ ‌20/08/2021‌ ‌-‌ ‌divulgação‌ ‌das‌ ‌seis‌ ‌candidatas‌ ‌classificadas‌ ‌à‌ ‌semifinal,‌ ‌com‌ ‌a‌ ‌abertura‌ ‌da‌ ‌votação‌ ‌virtual‌ ‌para‌ ‌a‌ ‌escolha‌ ‌da‌ ‌primeira‌ ‌finalista‌ ‌
-‌ ‌25/08/2021‌ ‌-‌ ‌divulgação‌ ‌da‌ ‌primeira‌ ‌finalista‌ ‌após‌ ‌voto‌ ‌popular‌ ‌
-‌ ‌27/08/2021‌ ‌-‌ ‌divulgação‌ ‌de‌ ‌mais‌ ‌três‌ ‌finalistas‌ ‌a‌ ‌partir‌ ‌do‌ ‌voto‌ ‌do‌ ‌júri‌ ‌convidado‌ ‌
– Final com data a definir

Grande Rio retoma ensaio de bateria em agosto

Com o avanço da vacinação e a confirmação por parte das autoridades da realização do Carnaval em 2022, a Grande Rio vem retornando com sua agenda de preparação para o seu desfile. No próximo dia 10 de agosto, às 20h, os ritmistas serão recebidos na quadra da agremiação para a volta dos ensaios do segmento, em busca de mais uma apresentação com notas máximas.

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Para o mestre de bateria, Fafá, a felicidade em voltar aos treinos é muito grande. Segundo ele, poder retornar depois de tanto tempo afastado significa muito mais do que aprimorar as habilidades.

“Muita gente pode pensar que são apenas ensaios, mas esses encontros significam para nós uma verdadeira terapia, onde revemos os amigos e desestressamos do dia a dia”, comenta Fabrício Machado.

O líder dos ritmistas da Grande Rio explica também a decisão de dar o pontapé inicial aos ensaios somente agora:

“Estamos começando os ensaios um pouco depois do que estamos habituados. Normalmente, nosso início seria no começo de junho, mas esse atraso de dois meses estava previsto dentro do nosso calendário, porque estávamos aguardando que a vacinação avançasse para abranger a faixa etária de 30 a 40 anos, com o objetivo de que tivéssemos um número ainda maior de componentes imunizados”.

No entanto, há a consciência de que não é a hora de dar um passo além do que o momento permite. Por isso, Fabrício pede todo o cuidado possível ao seu segmento. O uso de máscaras na quadra será obrigatório tanto para quem for tocar quanto para quem, eventualmente, estiver no local. Porém, ele pede que não haja aglomerações e que o público espere um pouco mais para assistir aos ensaios presencialmente. Ainda assim, a alegria de poder retornar é indisfarçável e permite comemorar certas vitórias:

“Fico muito aliviado em dizer que não tivemos baixas em nossa bateria, ou seja, damos graças a Deus por não haver perdido ninguém para essa doença tão terrível. Me sinto feliz e realizado porque meus ritmistas puderam se proteger. Estivemos juntos nesses quase dois anos de muita luta, em que conseguimos distribuir cestas básicas a quem precisou, graças à ajuda tanto da escola quanto da nossa rainha de bateria, Paolla Oliveira. Será uma emoção muito grande na volta. Espero que possamos caminhar com calma, paciência, sabedoria, seguindo todos os protocolos e fazendo a nossa parte. Mas eu gostaria de fazer um pedido aos meus ritmistas: quem ainda não se vacinou, quando chegar a sua hora, se vacine. A imunização está cada vez mais disponível e está comprovada a sua eficácia. Só assim vamos conseguir voltar com força total às nossas atividades”.

Oficial! Desembargadora desinterdita Cidade do Samba

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Fim da agonia! O site CARNAVALESCO apurou que a desembargadora Helda Lima Meireles, da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, decidiu pela desinterdição da Cidade do Samba, localizada na Zona Portuária do Rio, e que abriga os barracões das escolas de samba do Grupo Especial, após receber o Termo de Ajustamento de Conduta entre o Corpo de Bombeiros, Liesa, RioUrbe e a Riotur.

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“Considerando as razões lançadas pela Liesa, em especial a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta entre o Corpo de Bombeiros e a Riotur, inimmem-se e cumpra-se a presente decisão com urgência, oficiando-se, para tanto, o juízo de origem imediatamente”, diz a decisão da desembargadora. Veja abaixo a íntegra da decisão.

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“A desinterdição da Cidade do Samba não poderia ter acontecido em melhor hora. Foi um verdadeiro presente de aniversário para a Liesa, que estará comemorando 37 anos de fundação neste sábado, 24 de julho, e para as escolas de samba filiadas, que poderão começar os seus trabalhos com vistas ao Carnaval de 2022”, disse o presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado em junho. Ele estabelece prazos para adequações nos sistemas de prevenção e combate a incêndio e será encerrado após a plena regularização da edificação, quando é emitido o Certificado de Aprovação.

Unidade do Corpo de Bombeiros na Cidade do Samba

Em janeiro de 2021, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Cidadania da Capital, obteve na Justiça decisão determinando a interdição da Cidade do Samba até que as instalações sejam reestruturadas de forma a minimizar os riscos de incêndio. A ação ressaltava que vistorias realizadas pelo Corpo de Bombeiros em diferentes anos identificaram não só irregularidades no estado das instalações, como também a ausência de plano de controle e prevenção contra incêndios. O Governo do Estado já autorizou a Liesa a tomar as providências necessárias para a instalação de uma unidade do Corpo de Bombeiros na Cidade do Samba.

TAC para desinterdição do Sambódromo

O Sambódromo da Marquês de Sapucaí ainda segue interditado pelo Corpo de Bombeiros. Ao site CARNAVALESCO, a corporação informou que “não há ainda pedido de TAC para o Sambódromo. Em caso de solicitação é possível realizar a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)”.

Carnavalescos campeões do Rio de Janeiro analisam a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio

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Atuais carnavalescos campeões do carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro, os artistas Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon, da Viradouro, analisaram a pedido do site CARNAVALESCO a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que aconteceu na manhã desta sexta-feira. O ponto alto para a dupla foi a escolha da tenista Naomi Osaka para acender a pira olímpica.

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Fotos: Divulgação/COI

“A tenista Naomi Osaka, que é uma grande esportista e miscigenada, acendendo a pira olímpica, como representatividade achamos muito bacana”, disse Marcus Ferreira.

Ainda sobre a pira olímpica, os artistas contaram que esperavam mais da japonesa e enaltecerem a feita nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

“A gente esperava um movimento maior. Com certeza, a nossa pira, independente de pandemia, que representava o sol, teve mais calor, movimento e beleza. Eles poderiam ter feito uma pira mais bonita e com mais movimento”, explica Tarcísio Zanon.

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Os carnavalescos da Viradouro ressaltaram que o comitê organizador dos Jogos de Tóquio teve diversas limitações pela pandemia da Covid-19. Segundo eles, alguns pontos que acrescentariam no espetáculo não puderem ser utilizados.

“Assistimos juntos e a sensação que tivemos que esse período pandêmico atrapalhou e muito a questão do espetáculo. Fica difícil de comparar a nossa abertura no Rio pelo período diferente. A gente esperava mais pelo sentimento do Japão que tem grande representatividade. O ponto fraco foi a falta de interação cênica, bailarinos, mas que observamos que foi de fato pela a pandemia. Eles tiveram que minimizar a questão do espetáculo”, comentou Marcus Ferreira.

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Tarcísio e Marcus contaram que sentiram mais referências ao teatro Kabuki (a arte de cantar e dançar), que é conhecido pela estilização do drama e pela elaborada maquiagem utilizada pelos seus atores.

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Foto: Divulgação/COI

“A presença do teatro Kabuki, que é muito representativo da cultura japonesa, ficou bem tímida. Poderia ser melhor explorado. O efeito do mapa-múndi com os drones não foi mirabolante, em se tratando de Japão e a tecnologia que possuem. Esperava mais do simbolismo dos origamis caindo do céu. Achamos um pouco simplório. Faltou também o calor, acho que poderia ter o sentimento maior pelo que o mundo está vivendo”, disse Marcus Ferreira.

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Foto: Divulgação/COI
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Foto: Divulgação/COI

Leonardo Bessa lança novo trabalho no dia do seu aniversário

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O intérprete Leonardo Bessa comemora seu aniversário nessa sexta feira, dia 23, lançando seu novo trabalho nas plataformas digitais. Aquela Dama, música de Arlindo Cruz, Acyr Marques e Jorge David, que foi gravada no inicio dos anos 90 pelo Grupo Fundo de Quintal, ganha uma nova roupagem na voz do Bessa, que aproveita pata homenagear o Grupo que completa 45 anos de existência.

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“É uma emoção e satisfação poder cantar esse belo samba gravado pelo Fundo de Quintal e que tem como um dos autores nosso grande mestre Arlindo Cruz, espero que todos gostem e curtam bastante”, disse Bessa.

Bessa também estará todas quintas-feiras às 19h no Boteco Capadócia em Marechal Hermes com seu projeto “Samba Bessa” sempre recebendo convidados.

“Fico feliz por poder começar retomar nossos trabalhos, mas seguindo todos os protocolos com muita responsabilidade. Poder voltar à cantar para as pessoas é bom demais. Todos precisam entender que o interprete do carnaval não canta só na avenida e nesse meu projeto aqui no Capadócia, eu quero receber meus colegas de avenida para mostrarem seu talento cantando outras coisas da nossa música”.

Prefeito confirma autorização para a construção de destacamento de bombeiros na Cidade do Samba

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Liesa, o Prefeito Eduardo Paes confirmou a autorização para a construção de uma unidade do Corpo de Bombeiros no interior da Cidade do Samba.

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O presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro, explicou que a construção do novo destacamento dará segurança permanente ao trabalho desenvolvido nos barracões das Escolas de Samba. “Além de estratégico, o local é perfeito para a entrada e saída de caminhões, com bastante espaço para manobras e portões planejados para a passagem de alegorias, que são muito maiores, até”, comentou o presidente.

União da Ilha divulga calendário da disputa de samba para o Carnaval de 2022

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A União da Ilha divulgou seu planejamento para o Carnaval de 2022. A escola, rebaixada no Grupo Especial em 2020, brigará pelo título da Série Ouro (antiga Série A) e o único acesso para elite do carnaval carioca. A abertura dos trabalhos na agremiação será no dia 03 de agosto com a leitura da sinopse.

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Vice-presidente Sávio Neves e o presidente Ney Filardi. Foto: Divulgação

Recém-eleito presidente da Ilha, Ney Filardi não vai reeditar samba e irá fazer o tradicional concurso. Por isso, no dia 11 de agosto, haverá a apresentação da sinopse aos compositores. Neste mesmo dia, a bateria fará seu primeiro ensaio do ano.

A entrega dos sambas concorrentes está marcada para 14 de setembro e a apresentação na quadra será no dia 18. A final será em 11 de outubro.

O samba voltando! Grande Rio planeja retorno da disputa

A Grande Rio divulgou na tarde desta quinta-feira, em suas redes sociais, que voltará sua disputa de samba-enredo para o Carnaval de 2022. A atual vice-campeã do carnaval carioca, terá o enredo “Fala, Majeté! Sete chaves de Exu” e levará para a Marquês de Sapucaí histórias e manifestações culturais ligadas à simbologia dessa entidade tão múltipla e tão presente no universo das escolas de samba. Trata-se do segundo enredo autoral proposto pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora para a tricolor de Duque de Caxias. Pelo terceiro ano consecutivo, os carnavalescos dividem a pesquisa do enredo com o historiador e antropólogo Vinícius Natal.

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“Chegou o momento tão esperado! Retomando nossos trabalhos para o Carnaval 2022, serão anunciados no dia 2 de agosto os 10 sambas classificados em nossa disputa para as eliminatórias. As próximas datas serão divulgadas em breve”, informa a tricolor de Caxias.

Para Haddad, o enredo é a continuidade de um projeto artístico:

“Exu apareceu de maneira pontual nos últimos três enredos que eu e Leonardo levamos para a Marquês de Sapucaí, então é algo que está no nosso imaginário artístico. Eu sempre tive o desejo de desenvolver um enredo dedicado a Exu, até mesmo pela ligação com o meu avô materno, que tinha um terreiro. Ao longo do processo de feitura do carnaval do ano passado, começamos a esboçar as ideias que nos levaram a essa nova narrativa, que segue por caminhos muito diferentes, tanto na forma de contar o enredo quanto no visual que já estamos colorindo. Existem, sim, os diálogos internos, o que é parte fundamental do nosso processo criativo. A crítica de arte e curadora Daniela Name definiu esse nosso processo como um bordado, um fluxo contínuo, algo que muito diz do que entendemos por energia de Exu. Nós gostamos da experimentação, dos contrastes, de transformar algo que estava parado, os tecidos mais velhos do almoxarifado, na decoração do carro abre-alas. Eu acho que essa visão inquieta diz muito do dinamismo de Exu, que gosta de jogos, brincadeiras, desafios, não se prende a receitas prontas do que dizem que é bom ou belo. Gosta é de provocar e de gerar debate”, explicou Haddad.

Bora, que também entende que o enredo sintetiza a forma de pensar e fazer carnaval da dupla, complementa:

“Quando lançamos o “Igbá Cubango”, dissemos que ele havia sido gestado pelo Bispo do Rosário: uma coisa estava dentro da outra. De certa forma, o “Fala, Majeté!” estava dentro do “Tata Londirá”: lemos, debatemos e aprendemos tanto a respeito de Exu, durante o processo de confecção do último desfile, que não foi uma surpresa quando percebemos que um novo enredo já estava em formação. Reunimos muito material e muitas, muitas histórias. Havia o interesse e a curiosidade, faltava um sinal, um início. A escritora Conceição Evaristo nos visitou, na primeira semana de janeiro, e passamos um bom tempo debatendo a simbologia da capa de Exu produzida pelo Bispo do Rosário. Os apontamentos dela nos mostraram um caminho maior, extremamente rico, e decidimos nos aventurar por ele. O resultado é um enredo que trata de coisas muito próximas da gente, a rua, a feira, o carnaval, o lixo, um enredo que não apresenta uma visão fechada, quadrada. O nosso Exu se desdobra em sete chaves de interpretação, chaves essas que abrem infinitas outras portas. Para nós, carnavalescos, isso é ótimo: a possibilidade de assinar mais um enredo autoral e dar continuidade a uma caminhada artística que extravasa os limites da avenida e se transforma em outras ações. Quem imagina que será uma repetição de Tata Londirá está enganado”, afirmou Bora.

Paes sobre a realização do Carnaval 2022: ‘Teremos. Isso não tem mais a menor dúvida’

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Durante entrevista para o telejornal “Bom dia, Rio”, da TV Globo, na manhã desta quarta-feira, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, falou sobre a realização do Carnaval de 2022.

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Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio

“Acho que tranquilamente a gente terá réveillon e carnaval, isso não tem mais a menor dúvida. Tenho repetido isso porque se você termina ali para 15 de agosto a primeira dose, você está terminando em outubro a segunda dose”.

O prefeito falou ainda sobre o planejamento para volta gradual das atividades na cidade.

“O que a gente tem que imaginar a partir daqui é o parâmetro que a gente vai adotar no Brasil. Nos Estados Unidos, em Nova York, com 70% de primeira dose abriu a cidade, no estágio que nós estamos hoje. A Europa fez com outro percentual. A gente vai olhar isso com calma, estamos analisando isso. Da mesma forma que no início do governo quando começou o calendário de vacinação eu falei ‘vamos olhar para o futuro’, disse.

População vacinada até novembro

A Prefeitura acelerou o calendário da vacinação contra a Covid-19 e prevê toda a população carioca, a partir de 12 anos, imunizada com as duas doses até o fim novembro deste ano. Setembro, mês de conclusão da vacinação dos cariocas a partir de 12 anos com a primeira dose, também será marcado pela intensificação na busca ativa de não vacinados e repescagem de todas as idades para garantir que todos estejam protegidos.

O prefeito Eduardo Paes e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, já haviam divulgado mais uma aceleração do calendário, prevendo que, até 18 de agosto, todos os cariocas adultos poderão se vacinar contra a Covid-19; e, de 23 de agosto a 10 de setembro, serão convocados os adolescentes entre 12 e 17 anos. A meta da Prefeitura é imunizar pelo menos 90% da população elegível, um total de 4,7 milhões de pessoas. O Rio de Janeiro é uma das capitais que mais vacinam no mundo contra a doença e, com o novo calendário, é possível prever que até meados de novembro a população terá completado o esquema vacinal contra a doença.