A Imperatriz Leopoldinense lançou este mês de dezembro mais uma campanha social. Dessa vez, a agremiação dará isenção da taxa de inscrição para ala da comunidade, que custa R$ 100, em troca de 1 quilo de alimento não-perecível que será doado para instituições locais. A ação, que faz parte do projeto Imperatriz Social, vai até o dia 20 de dezembro e valerá para os grupos: Xica da Silva, Descobrimento, Oxalá, Imperatriz e Damas de Sombrinhas.
Foto: Divulgação
A inscrição pode ser feita diretamente na quadra de ensaios da escola, na Rua Professor Lacê, 235, Ramos, todas as segundas, terças e sextas das 19h30 às 21h, ou então pelo site da escola: imperatrizleopoldinense.com.br com a entrega do alimento no ensaio seguinte.
Os ensaios para o próximo carnaval ocorrem todas as sextas-feiras à partir das 20h na quadra da agremiação – componentes não pagam a entrada, e aos domingos na Rua Dona Isabel, em Bonsucesso, com concentração a partir das 16h e início às 17h.
A cerimônia de formatura da primeira turma do curso de bombeiro mirim contou com as presenças da madrinha do programa, a cantora Karinah, e do vice-presidente de esportes e desenvolvimento social da Estação Primeira, Carlinhos Dória. O curso foi ofertado gratuitamente para crianças, de 6 a 14 anos, que estivessem devidamente matriculadas, além de ter que estar frequentando às aulas. Fruto de uma parceria entre o programa social da Mangueira e o Projeto Futuro.
Foto: Eliseu Fiuza/Divulgação Mangueira
Ao longo dos dois meses de curso, os participantes aprenderam noções de prevenção contra incêndios, primeiros socorros, noções de cidadania, trabalho em equipe, entre outras propostas pedagógicas que visam a formação cidadã das crianças.
“O projeto que começou na Mangueira, agora será multiplicado na Rocinha, no Sampaio, no Tabajaras, entre outras comunidades, levando uma oportunidade para centenas de crianças, enriquecer suas experiências, e construir e/ou fortalecer a sua compreensão cidadã na sociedade”, destacou o Superintendente do Programa Social da Mangueira, o deputado estadual Chiquinho da Mangueira.
As inscrições para as novas turmas serão abertas no próximo dia 9 de dezembro, e poderão ser realizadas das 10h às 13h, na Vila Olímpica da Mangueira, na Rua Santos Melo, 73.
Um dos idealizadores da festa de lançamento dos sambas-enredo da Série Ouro para o carnaval de 2022, ao lado do carnavalesco André Rodrigues, e do diretor de barracão da Vila, Luís Martins, Wilsinho Alves avaliou o espetáculo na Cidade do Samba.
Foto: Magaiver Fernandes/Divulgação LIGA-RJ
“O evento foi melhor do que poderíamos esperar. É muito gratificante ver as pessoas felizes com o belíssimo trabalho que as escolas desenvolveram, apesar de todas as dificuldades de orçamento que enfrentamos. Depois de quase dois anos sem ver uma agremiação desfilar, todo mundo queria uma festa como essa”.
Wilsinho acredita que um dos principais objetivos do novo modelo de celebração para o lançamento dos sambas-enredo foi a democratização do acesso ao espetáculo.
“Conseguimos ao mesmo tempo dar dignidade aos componentes das escolas e abertura ao público, que aderiu e lotou a Cidade do Samba. A grande marca desse projeto é justamente o seu caráter democrático”, afirmou.
A ideia de promover o lançamento dos sambas-enredo em uma noite de mini desfiles veio não só da observação do que é feito em São Paulo, mas também de projetos que já aconteceram na própria Cidade do Samba: “Olhamos o que está sendo feito em São Paulo, mas também o que já era feito no Rio. Tínhamos na Cidade do Samba o espetáculo “Forças da Natureza”, que era um pequeno desfile, feito neste espaço tão legal”, explicou Wilsinho.
Atento à execução do espetáculo, Wilsinho reconhece que sempre tem algum detalhe a melhorar, como um pequeno atraso na programação. Mas, para o diretor de carnaval do Império Serrano, o saldo é muito positivo: “O retorno que eu tenho recebido até o momento é o melhor possível, da imprensa, das equipes das escolas, do público, todos se mostram muito satisfeitos. A sensação é de dever cumprido”, enfatizou.
Depois de amargar um sétimo lugar em um aguardado enredo indígena desenvolvido por Renato e Márcia Lage em 2020, a dupla e a nação portelense terão que esperar dois anos para tentar dar a resposta para o mundo do carnaval. E o tema escolhido, segue cheio de energia, de misticismo, o Baobá, a árvore da vida, de tronco forte será como a velha jaqueira da Portela, “amiga e companheira”, inspiração para um título de forma isolada que já não vem há muitos anos.
Foto: Leandro Ribeiro/Divulgação TV Globo
“Igi Osé Baobá” trará a árvore sagrada, testemunha do tempo, pilar que une o céu e a terra, elo entre os vivos e os mortos, como é definida pela própria sinopse do enredo. E no final, citar os fundadores da Portela, como seus antepassados. A velha guarda como os guardiões de suas memórias e falar do próprio samba que respira como se fosse um velho Baobá.
A Portela será a segunda escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval. O samba que será entoado por Gilsinho é de autoria de Wanderley Monteiro, Vinicius Ferreira, Rafael Gigante, Bira, Edmar Jr, Paulo Borges e André do Posto 7. O compositor Wanderley Monteiro explicou de onde partiu a ideia de estabelecer uma relação entre o Baobá, árvore que é tema principal do enredo, com a Jaqueira da Portela.
“O enredo da Portela é o Baobá, uma árvore da vida africana, que tem uma representatividade muito grande, uma importância muito grande para aquele povo. E, porque não? Para todo o mundo. O que nós pensamos e decidimos foi fazer sempre uma alusão do Baobá com a própria jaqueira da Portela, com a própria Portela, da força, da importância do povo africano com o portelense e com a comunidade portelense. A gente fala da jaqueira sem citar a palavra jaqueira, quando a gente fala da primeira semente, sempre com uma alusão à África, Baobá com Portela. Começamos desde o plantio do Baobá até os benefícios, todos os benefícios que o Baobá nos entrega”, esclarece Wanderley.
O site CARNAVALESCO dando continuidade à série de reportagens “Samba Didático” pediu ao compositor Wanderley Monteiro para explicar um pouco mais sobre os significados e as representações por trás dos versos e expressões presentes no samba da Portela para o carnaval de 2022:
“PREPARA O TERREIRO, SEPARA A MUCUA / APAOKÁ BAIXOU NO XIRÊ”
“Preparar o terreiro seria até para a plantação do Baobá. A ‘Mucua’ é o fruto do Baobá, fruta do Baobá. “Apaoká” é o orixá, a entidade protetora da jaqueira, olha a jaqueira aí. ’ Xirê’ é festa”.
“EM NOSSO CELEIRO A GENTE CULTUA / DO MESMO PRECEITO E SABER”
“Em nosso celeiro é aqui na nossa Portela, no nosso terreiro, na nossa jaqueira, em nosso espaço, a gente cultua os mesmos costumes da África, em preparar o terreiro, em preparar uma festa. Mais uma alusão à Portela”.
“RAIZ IMPONENTE DA “PRIMEIRA SEMENTE” / NÓS TEMOS MUITO EM COMUM / O ELO SAGRADO DE AYÊ E ORUN / CASA PRA SE RESPEITAR: MEU BAOBÁ! ”
“Raiz imponente da primeira semente, a gente volta a fazer uma alusão à jaqueira, com o samba do Noca e Toninho Nascimento, ‘Paulo plantou a primeira semente e a jaqueira humildemente’. Um samba que o Fundo de Quintal gravou. Nós temos muito em comum, a jaqueira com o Baobá. O elo de ‘Ayê’ e ‘Orum’, o elo sagrado entre a terra e o céu. Casa para se respeitar, meu Baobá, ou seja, a Portela é uma casa para se respeitar igual o Baobá”.
“OBATALÁ COLOFÉ /TEM BATUCADA NO ARÊ /PRA MINHA GENTE DE FÉ AYERAYE / NESSA MIRONGA TEM MÃO DE OFÁ /PÕE ALUÁ NO COITÉ E DANDÁ”
“Obatalá é do orixá da paz, da criação do mundo. ‘Colofé’ é a benção, ‘a benção meu orixá da criação do mundo’. Tem batucada no ‘arê’, nas ruas , nas encruzilhadas. Nessa ‘mironga’, nesse mistério tem mão de ‘Ofá’, pessoas incumbidas de recolher as folhas para os rituais. “Aluá” é aquela bebida feita com farinha de milho ou de arroz, servida nos terreiros para quem está ali participando. ‘Coité’ é aquela cuia que se faz da casca de coco, recipiente onde se serve as bebidas aos orixás e participantes dos cultos, aquela metade da casca de coco. ‘Dandá’ é um tipo de raiz utilizada nos cultos aos orixás”.
“SALUBA, MAMÃE! FIZ DO MEU SAMBA CURIMBA / MATA A MINHA SEDE DE AXÉ / FAZ DO MEU IGI OSÉ, MORINGA”
“Saluba mamãe é uma saudação ao orixá Nanã, o orixá mais antigo. Faz do meu ‘Igi Osé, Moringa’, do próprio caule do Baobá, fazer um recipiente. O Baobá reserva muita água por dentro. Na falta de água, eles tiram do Baobá. “Curimba” é relativo aos cânticos utilizados na umbanda, os cânticos de proteção, faz do meu samba uma reza”.
“QUEM TENTA ACORRENTAR UM SENTIMENTO / “ESQUECE” QUE SER LIVRE É FUNDAMENTO”
“Esse trecho está falando dos transportes dos negros acorrentados nos navios que queriam a liberdade”.
“MATIZ SUBURBANO, HERANÇA DE PRETO / CORAGEM NO MEDO! / MEU POVO É RESISTÊNCIA / FEITO UM “NÓ NA MADEIRA” DO CAJADO DE OXALÁ / FORÇA AFRICANA VEM NOS ORGULHAR”
“Está parte é a religião, é o costume, matiz é o costume, a religião, é o que se cultua na África. A herança da coragem, porque é sempre um povo sofrido, embora na África também tem alegria, e nos retratam os isso na melodia, mas é também um povo muito sofrido que está sempre lutando, tem sempre uma resistência, uma resistência como a madeira, a força africana que nos orgulha”.
“AZUL E “BANTO”, AGUERÊ E ALUJÁ / PRA POEIRA LEVANTAR, DE CRIOULA É MEU TAMBOR / ILUAYÊ NA GINGA DO MEU LUGAR / PORTELA É BAOBÁ NO GONGÁ DO MEU AMOR”
“Banto é um indivíduo pertencente aos Bantos, grupos etnolinguísticos africanos. Esses indivíduos se juntam ao azul da Portela. A Portela com esses indivíduos. “guerê” é o toque atribuído a ‘Odé’, o caçador, o Oxóssi, protetor da Portela. “Alujá” é o toque atribuído à Xangô. ‘Iluayê’, terra distante, mas também fazendo alusão ao samba da Portela. ‘Iluayê, Iluayê Odara’, o último enredo africano que a Portela fez”.
A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) bateu o martelo e decidiu que o público que quiser assistir os desfiles na Marquês de Sapucaí em fevereiro e os desfilantes de todas escolas de samba vão ter que apresentar o comprovante de vacinação completa contra a Covid-19.
Jorge Perlingeiro garante que a Liesa está focada em todo o planejamento para o Carnaval de 2022. Foto: Henrique Matos
“É um evento fechado e particular. Todos que entrarem na Sapucaí vão estar vacinados. Isso vale, inclusive, para os componentes. Ao pegarem as fantasias, eles terão que mostrar seu atestado de vacinação, se não, não vão desfilar. Estamos pedindo que essa medida também seja tomada nas quadras em todos os ensaios até o carnaval. Com isso, a gente quer dar tranquilidade aos que vão participar do espetáculo, assim como colaborar com aqueles que lá estarão para garantir a sua segurança. Cancelar o Carnaval não é viável”“, disse Perlingeiro ao jornal O Globo.
Segundo a publicação, a proposta da Liesa é utilizar o mesmo sistema feito no Grande Prêmio de Fórmula 1 de São Paulo, realizado em novembro, e que levou mais de 100 mil pessoas ao autódromo e todos tiveram que apresentar o passaporte vacinal. A startup franco-brasileira Mooh!Tech utiliza a Tecnologia chamada de “Chronus i-Passport”.
Como foi feita a comprovação da vacinação na F1 em São Paulo
-Documento com foto.
-Comprovante de vacina completo (duas doses ou dose única) apresentado obrigatoriamente através do aplicativo Chronus i-Passport, o passaporte sanitário oficial do evento.
-Para quem não completou o esquema de vacinas – crianças entre 5 e 12 anos – ou aqueles que tomaram apenas uma dose será obrigatória a apresentação do teste negativo para Covid-19 do tipo Antígeno (realizado até 24 horas antes de cada acesso ao autódromo) ou RT-PCR (realizado até 48 horas antes de cada acesso ao autódromo).
-Não será permitida a entrada de maiores de 12 anos que não tenham recebido, pelo menos, a primeira dose da vacina contra a Covid-19.
-O uso de máscara é obrigatório durante todo o evento, exceto, naturalmente, enquanto estiver comendo e bebendo.
Agora é Lei! O Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela acaba de se tornar Patrimônio Imaterial e Cultural do estado Rio de Janeiro. Isso é o que determina a lei n° 9505, de autoria do deputado Dionísio Lins (Progressista), sancionada pelo governador Cláudio Castro e publicada em Diário Oficial na sexta-feira.
De acordo com o autor do projeto, deputado Dionísio Lins, a finalidade é resguardar a história de uma das mais tradicionais escolas de samba em atividade no Rio de Janeiro e maior campeã do Carnaval Carioca.
“A Portela é carinhosamente chamada de Majestade do Samba e pode ser considerada um marco na história do samba carioca. Nada mais justo”, afirma Dionísio.
O vice-presidente da Portela, Fábio Pavão, comemora mais esse reconhecimento à escola e enaltece a importância dos fundadores da Portela.
“É um reconhecimento da façanha dos nossos fundadores, que há quase 100 anos chegaram num subúrbio ainda em formação e se uniram através da cultura e da arte e criaram uma instituição cultural reconhecida internacionalmente. Essa titulação, em primeiro lugar, é o reconhecimento ao trabalho dessas pessoas, o que temos hoje é o legado deles. A história vitoriosa da Portela, dentro das pistas de desfiles ou nas rodas de samba e, toda a relevância cultural da agremiação pro Rio de Janeiro é muito bonita e tem que ser conhecida por todos”, enfatiza.
A Imperatriz pensa grande para o Carnaval de 2022. A escola de Ramos entendeu que tem na comunidade um grande trunfo para o desfile do ano que vem e começou no último domingo a fazer ensaio de rua e só vai parar em fevereiro. O site CARNAVALESCO acompanhou o primeiro. Para essa temporada, a decisão editorial é fazer análises apenas a partir de janeiro. Optamos por neste momento realizar entrevistas e não afetar o início do processo de cada agremiação.
“O público atendeu o nosso cheio. Vem em peso. Energia ótima. O trabalho bem feito o céu é o limite. Nossa comunidade é muito forte. Só dependemos da gente. Temos um grande amor que é a Rosa Magalhães, um casamento perfeito. A nossa comunidade sente isso e está do nosso lado. A rua é o momento onde o componente brinca o carnaval e canta com mais vontade. É a forma que temos de identificarmos erros para acertarmos tudo. A gente tem uma análise real do trabalho”, disse João Drumond, diretor executivo da Imperatriz.
Arthur Franco e Bruno Ribas são os responsáveis pela condução do carro de som leopoldinense. “Se fosse Sapucaí a Imperatriz já estava deixando um monte de cabeça quente (nas outras escolas). A verdade é essa. O ensaio de rua é totalmente diferente. Você sente mais a comunidade cantando, ele passa dançando e dá motivação”, afirmou Bruno Ribas.
“Estamos buscando um andamento melhor para desenvolver o samba na Avenida. Estamos no caminho certo. A cada ensaio melhorando. Estamos em um clima muito bacana. Tenho certeza que a minha parceria vai dar muito certo. Hoje, a gente viu no rosto das pessoas a curtição do ensaio. Foi muito válido”, completou Arthur Franco.
Diretor de carnaval da Imperatriz, Junior Schall, avaliou o ensaio. “Temos uma grande obra que pertence aos componentes da escola e a bateria do mestre Lolo. Alma, paixão, coragem é complicado aferir. Hoje, a gente viu a pedra fundamental. Teremos mais nove vezes para acrescentar e ajustar tudo, visando o alto quilate da disputa. Nossa escola está muito engajada. A direção faz um abraço muito grande com a comunidade. A Imperatriz na rua cumpre outra etapa de trabalho e que é necessária para escola que postula campeonato e grandes posições”.
Coordenador de ala, Paulo Roberto, aprovou o ensaio na rua. “Gostei muito. Todo mundo se abraçando. Confio que a Imperatriz vai vir para cabeça e aposto tranquilamente na escola”.
A baiana Glória citou a emoção como ponto alto do ensaio. “Foi emocionante. Vou para meu quarto ano como baiana. Não vejo desfilando em outra ala”.
Laryssa Victória e Marcos Ferreira, segundo casal da escola, ressaltaram o acolhimento que receberam na verde e brnaco. “Foi muito abraçado pela escola, como nunca fui na minha vida toda”, disse o mestre-sala. “Estou na minha escola de coração. Muito ansiosa. Todo mundo tem expectativa muito grande para o desfile da Imperatriz em 2022”, finalizou a porta-bandeira.
O povo do samba está feliz! As escolas da Série Ouro pisaram na pista montada na Cidade do Samba, na noite de sábado e madrugada de domingo, para lavarem a alma de quem está desde março de 2020 sem a convivência presencial com o samba. O espetáculo foi inédito no Rio de Janeiro, que tem como referência o realizado em São Paulo, contou com 15 mini desfiles, tendo 20 minutos para cada apresentação. Os sambistas presentes aprovaram o evento. A LIGA-RJ prometeu manter no calendário anual de eventos.
Fotos: Nelson Malfacini
Alguns pontos podem ser ajustados para o próximo ano, como a melhor iluminação do local, o alto volume do carro som, que dificultou ouvir o canto dos componentes e a bateria de quem estava na “cabeça da escola” e o cumprimento do horário. No contexto geral, de forma inédita, foi perfeito o evento e as alterações são válidas e devem ser estudadas. Vale ressaltar que as escolas do Grupo Especial deveriam realizar o mesmo modelo. A Liesa não fará em 2021 nenhuma festa para celebrar os sambas-enredo de 2022, a única programada será apenas em 17 de janeiro. No dia 13 de dezembro, a festa é para o Dia Nacional do Samba, que acontece sempre em 2 de dezembro.
O site CARNAVALESCO, como sempre, apresenta abaixo trechos do que viu nas apresentações das 15 escolas de samba. Seguimos nosso modelo e ressaltamos que a análise técnica acontecerá a partir dos ensaios de janeiro. Importante: todas escolas estão de parabéns pelas suas alas de passistas. Muito samba no pé e representatividade.
Em Cima da Hora: Abriu a festa. Vindo da Série Prata, a escola contou com o talento do intérprete Ciganerey. Certeza da boa condução do samba. Reeditando o samba “33 – Destino D. Pedro II”, de 1984, o canto ficou mais fácil para os componentes. Um destaque de luxo, totalmente fantasiado, de um brilho maior para apresentação. As baianas capricharam nos efeitos de cabeça, além da maioria utilizar máscara.
Unidos de Ponte: A escola de São João de Meriti teve como destaques o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Yuri Souza e Camylinha Nascimento, dançando muito o tempo inteiro, além do intéprete Charles Silva com ótima condução do samba-enredo “Santa Dulce dos Pobres – O Anjo Bom da Bahia”. A escola mostrou organização. Detalhes para os componentes que estavam com a camisa do enredo.
Vigário Geral: A escola trouxe no início uma faixa frisando que é uma agremiação da favela. A comissão de frente, comandada por Handerson Big, fez até coreografia em cima do samba-enredo. O jovem casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diego Jenkins e Cris Soares, cumpriu muito bem o papel. O primeiro não pode estar presente. A escola trouxe componentes fantasiados e com performances artísticas. Ótima condução do samba-enredo “Pequena África: da Escravidão ao Pertencimento – Camadas de Memórias entre o Mar e o Morro” por parte do intérprete Tem-Tem Jr. Destaque também para a bateria, comandada por mestre Luygui Silva, sustentando o ritmo o tempo inteiro, e para a rainha Egili Oliveira, sambando durante toda apresentação e cantando o samba.
Inocentes de Belford Roxo: O samba-enredo “A Meia-Noite dos Tambores Silenciosos” e a bateria da escola foram os grandes destaques da apresentação. O trio de cantores, Tem-Tem Sampaio, Leléu e Luizinho Andanças encaixou perfeitamente. A escola conta com a segurança na dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Douglas Valle e Jaçanã Ribeiro. A bateria, de mestre Juninho, passou muito bem pela Cidade do Samba. A comissão de frente apresentou coreografia. Algumas alas contaram com performances coreógraficas.
Unidos de Bangu: Falando de Castor de Andrade, a escola despertou a curiosidade do público, deixando um sinal para o desfile. A comissão de frente arrancou aplausos com a coreografia em cima do samba-enredo. O grande destaque ficou para a bateria, comanda por mestre Léo Capoeira. Um espetáculo de ritmo, inclusive, no trabalho de bossas. O intérprete Thiago Brito conduziu bem a obra.
Santa Cruz: A verde e branco da Zona Oeste, mais uma vez, acerta no samba-enredo. O intérprete Roninho está muito bem na condução da obra “Axé, Milton Gonçalves! No Catupé da Santa Cruz”. Destaque também para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Mosquito e Roberta Freitas, pelo figurino, por cantarem o samba o tempo inteiro, e, claro pela dança. A comissão de frente também fez coreografia em cima do samba-enredo. Os componentes não eram muitos, mas cantaram o tempo todo. Mestre Riquinho não economizou nas paradinhas.
Império Serrano: Grande favorita na Série Ouro, a escola foi um trator pela pista da Cidade do Samba. Grandes destaques foram a bateria, comandada por mestre Vitinho, um grande espetáculo de ritmo, e o carro de som, principalmente, pela performance de Igor Vianna, que formou ótima dupla com o experiente Nêgo. A comissão de frente, de Patrick Carvalho, extremamente vigorosa e deixou no ar grande expectativa para o desfile. O canto dos imperianos foi impactante. Forte o tempo todo. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus Machado e Verônica Lima, garante segurança para escola. Realmente, o Reizinho provou que está de volta, após dois péssimos carnavais em 2019 e 2020. Quando isso acontece em uma escola nove vezes campeã do Grupo Especial é difícil segurar. O ano de 2022 tem tudo para ser da redenção imperiana.
Sossego: Ótima surpresa da festa. Desde a comissão de frente, coreografada em cima do samba-enredo, passando pelo casal Fabricio e Giovanna, chegando ao intérprete Nino do Milênio e finalizando na bateria de mestre Laion. A escola do Largo da Batalha fez uma apresentação segura em todos os sentidos. As alas não tinham muitos componentes, mas quem foi não parou de cantar.
Império da Tijuca: É muito bom poder escrever que o Império da Tijuca voltou a ter uma apresentação que merece muitos elogios. A escola da Formiga estava quieta nos últimos anos. Impulsionada pelo ótimo samba para 2022 e pela conduação do intérprete Daniel Silva, a comunidade cantou demais. Muito bom em dança e entrosamento o casal Renan Oliveira e Laís Lúcia Ramos. Sempre espetacular, Laynara Telles brilhou à frente da bateria.
Lins Imperial: De volta ao Acesso da Sapucaí, a Lins Imperial mostrou que tem toda possibilidade de ir bem no Carnaval 2022. O samba-enredo, que homenageia o artista Mussum, foi muito bem conduzido pela dupla Lucas Donato e Tinguinha. A comissão de frente fez coreografia em cima do samba e deixou boa expectativa para o desfile. Destaque para a apresentação do casal Jackson Senhorinho e Manoela Cardoso. Entrosamento e vigor na dança da dupla. A comunidade cantou o tempo inteiro. Escola de raiz é diferente, traz um clima propício para a evolução. Mestre Átila mostrou a segurança esperada no trabalho com os ritmistas.
União da Ilha: Sem Ito Melodia, que estava em Manaus, a escola poderia sentir sua ausência, mas o carro de som correspondeu muito bem. Obviamente, Ito daria outro patamar, mas nem por isso a Ilha ficou devendo. A comissão de frente fez coreografia em cima do samba. A tricolor está muito bem representa com o casal Marlon e Danielle. Os dois são muito entrosados e mostram muita categoria na dança. Os componentes da Ilha cantaram o tempo inteiro. Espetacular a bateria. Os mestres Keko e Marcelo realizam um trabalho de Grupo Especial. Impecável!
Estácio de Sá: É mais uma escola de samba de Grupo Especial na Série Ouro. O samba reeditado sobre o Flamengo, com certeza, vai alavancar a evolução e o canto dos estacianos. A comissão de frente fez coreorafias em cima da obra. Trabalho muito bom do casal Feliciano e Alcione. Mestre Chuvisco e seus ritmistas garantem segurança no ritmo. No comando do carro de som, a atuação de Serginho do Porto foi perfeita.
Porto da Pedra: Outro exemplo de escola do Grupo Especial no Acesso. A força da comunidade de São Gonçalo é grande demais. A escola tem muitos quesitos e mostrou isso na festa. Destaques vão para o intérprete Pitty di Menezes, que está na lista dos melhores do grupo, a bateria de mestre Pablo e o casal Rodrigo França e Cynthia Santos, sem dúvida, no top 3 entre os casais. A comissão de frente fez coreografia em cima do samba. Canto forte dos componentes. O ótimo samba-enredo “O Caçador que traz Alegrias” ajuda demais.
Cubango: Mantendo a tradição no Acesso, o Cubango fez uma ótima apresentação. O intérprete Pixulé não esteve presente, porque tinha a festa em São Paulo (canta na Barroca Zona Sul). O carro de som correspondeu, mas obviamente que o cantor principal impulsionaria ainda mais a exibição. A bateria, comandada por mestre Demétrius, é um espetáculo de ritmo. Trabalho de excelência! O casal Diego Falcão e Aline Flores mostrou segurança. A comunidade cantou forte o samba-enredo “O Amor Preto Cura:Chica Xavier, a Mãe Baiana do Brasil”.
Unidos de Padre Miguel: A escola da Vintém fechou a festa. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Vinicius e Jéssica, abriu a apresentação. Detalhe para o capricho do figurino da ala de baianas. Escola de comunidade é sinal de canto forte e foi o que aconteceu. Carro de som muito bem com Diego Nicolau e Guto. Condução segura e vibrante da dupla. Trabalho impressionante da ala de passistas, comandada por George Louzada, com muita dança, samba no pé e vigor.
A Liga das Escolas de Samba de São Paulo realizou na noite de sábado e madrugada de domingo a tradicional festa de lançamento do CD para o carnaval. Assim como nos últimos
anos, o evento foi realizado na Fábrica do Samba. É o local que as escolas têm seus barracões para realizar a preparação para os desfiles de carnaval. Há de se ressaltar o show de organização que a Liga proporcionou aos sambistas. Tudo muito bem articulado. Conseguiram separar muito bem o espaço entre componentes e foliões. Todo o público teve grande conforto para aproveitar ao máximo o evento.
Diferente de 2020, onde houve um grande atraso, a Liga esquematizou um plano com o intuito de evitar esses problemas. E conseguiram. Todas as escolas cumpriram seus horários. Além disso, os coordenadores ficavam na pista indicando o tempo que as agremiações tinham para completar seus desfiles. Sendo assim, o evento terminou por volta de 3h30, com a Império de Casa Verde encerrando. Bem antes do amanhecer.
No Grupo Especial, 14 agremiações se apresentaram na pista com seus minis desfiles. Entre elas, algumas tiveram destaque maior. Mas as que mais encantaram, foram a Mancha Verde e Mocidade Alegre. Duas escolas extremamente organizadas em todos os sentidos. Além delas, Vila Maria, Tatuapé, Rosas de Ouro e Águia de Ouro, chegaram perto e completaram a prateleira dos maiores destaques. O site CARNAVALESCO acompanhou e abaixo faz a análise.
Acadêmicos do Tucuruvi – O Tucuruvi, que está de volta ao Especial, fez uma apresentação bem característica da escola, com um canto alegre. Claramente, o Zaca está querendo mostrar a todos que voltou para ficar. O destaque vai para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Waleska Gomes e Luan Caliel. Os dois mostraram muito entrosamento e energia para desfilar. Começaram o desfile em sua posição e depois foram até a última ala para finalizar a apresentação da escola.
Colorado do Brás – Nota-se nitidamente que a comunidade abraçou o samba visando o desfile de 2022. O destaque foi o intérprete Chitão Martins, que tem um estilo bem alto astral, além de ser extremamente identificado com a escola. Teve uma grande performance e colocou a comunidade para cima de uma forma impressionante. Um detalhe notado é que vários componentes “parados” e isso pode ser resolvido nos ensaios de quadra/rua para que melhorar a evolução dos integrantes.
Mancha Verde – Uma das destaques da noite, a Mancha Verde repetiu os feitos de anos anteriores e mostrou uma ótima apresentação. A escola, novamente, fez questão de levar a sério o mini desfile. A maioria dos componentes usando fantasias de anos anteriores. Destaque para o traje das baianas, altamente luxuoso. Um material otimamente conservado que deu muito brilho à apresentação da escola. A comunidade canta o samba com força e a bateria é bem entrosada com a ala musical. Nesse ritmo, a escola alviverde vai forte mais uma vez na busca pelo título.
Tom Maior – A escola teve como grande destaque a sua comissão de frente. Os componentes da ala mostraram coreografias criativas. Quase todas as alas desfilaram com bandeiras nas cores vermelho e amarelo, que deu um bom contraste enquanto dançavam. O intérprete Gilsinho, estreando na agremiação, teve boa performance. A comunidade ainda pode ficar mais entrosada com o samba. Alguns componentes só cantavam os refrões e as duas últimas estrofes.
Vila Maria – Outra escola destaque da noite, a Vila Maria cumpriu bem tudo que foi proposto. Em um desfile colorido, quase todos os componentes estavam fantasiados. A comunidade desfilou com muita garra. Impressionante como o intérprete Wander Pires está engajado com a escola. Seu entrosamento com a bateria, torna tudo isso muito fácil. A Cadência da Vila, regida por Mestre Moleza, mostrou um leque grande de bossas que irá para a avenida em 2022. Comissão de frente e casal de mestre-sala e porta-bandeira, Lais Moreira e Edgar, também foram destaques. As belas fantasias do casal e ala das baianas, deram um contraste maior no desfile. O único detalhe negativo, foi o fato de o ritmo cair com o passar do tempo. É algo fácil de ser corrigido, basta uma orientação melhor entre harmonia e componentes.
Tatuapé – Mais uma escola que foi destaque, o Tatuapé promete chegar outra vez forte em 2022. O canto da escola foi algo contagiante. Embalados pelo intérprete Celsinho Mody, com sobras, nos últimos anos, a comunidade cantando é a principal força da agremiação. Isso é provado quando a bateria do mestre Igor executa suas bossas jogando o samba para a comunidade cantar. Outro destaque foi o show pirotécnico que os desfilantes usaram em sua apresentação. Em algumas alas, os componentes carregaram sinalizadores enquanto evoluíam.
Dragões da Real – O apelido de “comunidade de gente feliz”, não é por acaso. A escola desfilou com muita alegria e mostrou ótimo entrosamento com o samba, que é uma obra “fácil” de ser assimilada, pela letra e melodia. A agremiação levou um grande número de componentes, e como sempre, brincaram de fazer carnaval. A chave para o sucesso da escola sempre foi este. Descontrair na pista, empolgando todos que estão à sua volta.
Vai-Vai – Atual campeã do Grupo de Acesso I, o Vai-Vai mostrou muita garra e força, querendo passar a mensagem de que voltaram e para sempre. Apesar de alguns componentes não estarem totalmente entrosados com o samba, a escola do Bixiga conseguiu levar o tradicional “chão forte” para sua apresentação. A apresentação foi marcada pelas ótimas alas coreografadas e sua famosa torcida que é sempre um alicerce em todas as apresentações que a escola está envolvida.
Gaviões da Fiel – A escola da nação corinthiana mostrou ótima apresentação no quesito evolução. Os foliões cumpriram muito bem a coreografia designada pela direção de harmonia, que vale como padrão para a grande maioria das alas. Apesar de o samba ter uma letra forte e com o intuito de passar uma grande mensagem, alguns componentes ainda não conseguiram assimilar. A agremiação se apresentou em um grande número, mas mesmo assim, o canto ainda pode melhorar. É um ótimo samba, um dos melhores do carnaval, mas exige uma participação maior dos foliões. A interação com as pessoas do lado de fora da pista foi notória.
Mocidade Alegre – A Morada foi outra escola destaque. Parece clichê, mas é outro ano que a comunidade abraça o samba de maneira fantástica. Junto de seus diretores, a presidente Solange Cruz se mostrou muito influente dentro da apresentação. Em seus discursos, ela sempre coloca a escola para cima, além de ser bem participante na pista, orientando as alas. Um ponto importante: o intérprete Igor Sorriso interagindo com a comunidade. é fantástico. Ele sempre desce do palco e caminha entre as alas, levantando o astral de todos que estão desfilando. O cantor se sente muito à vontade e o carinho é recíproco. Não é exagero dizer que ele vive o melhor momento de sua carreira. Dá para dizer que o samba para 2022 é um dos melhores, se não o melhor.
Águia de Ouro – Atual campeã do carnaval paulistano, o Águia de Ouro entrou forte na pista. Devido à característica do samba, que tem uma melodia para frente, a escola fpo intensa do primeiro ao último minuto. Os componentes se empolgavam muito cantando o primeiro refrão. A bateria do mestre Juca, que tem um andamento mais para cima, também ajudou muito nisso. A escola teve algumas alas fantasiadas, como comissão de frente e baianas. Vale destacar o pequeno elemento alegórico que deu cartão de visita ao desfile. Nele, tinha um belo símbolo do Águia de Ouro em formato redondo.
Barroca Zona Sul – A faculdade do samba levou um bom número de componentes ao desfile. O destaque foi a comissão de frente, que se mostrou muito bem ensaiada, com coreografias e encenações criativas. Todas as alas levaram bexigas como adereço de mãos. E embalados pelo intérprete Pixulé, o canto da escola foi satisfatório, mas pode melhorar mais, pois o samba pede isso.
Rosas de Ouro – Por toda a empolgação mostrada, a Roseira foi um dos destaques da noite. O samba pegou total, e os componentes vibraram com ele. Com uma ótima letra e uma melodia apropriada para cantar bem, fez com que a obra criasse tal empatia. Entre todos os desfiles, com certa vantagem, foi a escola que mais cantou. Podemos dizer que foi aquele famoso “sacode”. E também, grande parte do público, estava com o samba na ponta da língua. Em questão de canto, de fato, a Roseira deu aula. A Bateria com Identidade, sob comando do mestre Rafa, executou bossas que empolgaram todos, especialmente na parte final do samba, onde a letra diz: “Entenda que o samba tem o dom de curar”. Destaque também para o casal de mestre-sala e porta bandeira, Éverson e Isabel. Estavam com uma fantasia bem chamativa e mostraram-se altamente sincronizados.
Império de Casa Verde – Por volta das 3h, o Tigre encerrou os desfiles com chave de ouro. O intérprete Carlos Júnior, novamente deu aula. O cantor vem crescendo cada vez mais e pode-se dizer que entrou na principal prateleira do Brasil. Tem uma identificação
absurda com a escola, pois já está há muitos anos defendendo as cores do Império. Vale ressaltar a ótima evolução que os componentes mostraram, onde as alas coreografaram
simultaneamente de forma satisfatória.