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Mocidade Alegre vence Carnaval SP 2026 e fica a três conquistas de se tornar maior campeã do Grupo Especial

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“Consagração!”. A primeira palavra do samba-enredo da Mocidade Alegre no Carnaval de São Paulo 2026 é capaz de definir o que viveu o torcedor da morada na tarde desta terça-feira.

Foi uma apuração com mais altos que baixos para a escola do Limão. Em nenhum momento a Morada se distanciou das três primeiras colocações. Ao final da leitura do último quesito, a festa já estava decretada e o troféu tinha destino certo.

Após a conquista, a Mocidade Alegre chega a 13 títulos na elite do carnaval paulistano. De 2000 a 2026, foram 9 estrelas bordadas no pavilhão da agremiação.

Veja o top 5 de maiores campeãs do Carnaval de São Paulo

1- Vai-Vai: 15 títulos
2- Mocidade Alegre: 13 títulos
3- Nenê de Vila Matilde: 11 títulos
4- Camisa Verde e Branco: 9 títulos
5- Rosas de Ouro: 8 títulos

Apenas mais duas conquistas separam a Mocidade Alegre de empatar com o Vai-Vai. Se isso vai acontecer a longo ou a curto prazo, o tempo irá nos dizer. Hoje, é dia de comemorar.

Dudu Teixeira sobre título da Mocidade: ‘Ninguém trabalha mais que a gente’

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Na tarde desta terça-feira a Mocidade Alegre comemorou o 13º título de sua história. Desta vez, a escola do Limão venceu por apenas 0,1 décimo de diferença para os Gaviões da Fiel. Em terceiro lugar vem a Dragões da Real, com 269,6 décimos.

++ CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO GERAL DO CARNAVAL DE SÃO PAULO 2026

Em meio as comemorações, a equipe do CARNAVALESCO conversou com Dudu Teixeira, integrante da comissão de carnaval da Mocidade Alegre. Em êxtase com o campeonato, o dirigente falou sobre o trabalho realizado durante o ano pela agremiação.

“A sensação de ser campeão sempre muda. Carnaval é cíclico, cada ano muda uma coisa. Ano passado tivemos problemas na pista e perdemos pontos merecidos. Este ano, mesmo com a troca de sistema de pastas, nós trabalhamos muito. Não tem ninguém que trabalha e ensaia mais que a gente. A comunidade do Limão, Lea Garcia, o povo preto merece isso”.

Dudu também falou sobre o histórico da Mocidade Alegre nas últimas duas décadas.

“A gente não tem férias. Chega três meses do carnaval é reunião todo dia. O título é resultado de muito trabalho. São 21 anos, 9 títulos, 18 vezes no pódio. Solange é uma grande líder uma mãe para todos nós”.

++ VEJA A EMOÇÃO DO CARNAVALESCO CAIO ARAÚJO

Se o carnaval anualmente gera uma imagem específica que circula o mundo inteiro pelas redes sociais, a deste ano é a da alegoria com a figura de Iemanjá, no terceiro carro da Mocidade Alegre. Dudu Teixeira destacou dois momentos que ficarão na memória do torcedor.

“O nosso ponto alto é o apagão da Ritmo Puro e o carro três, com a figura gigante de Iemanjá, que furou a volha do carnaval. Estive no Rio e todo mundo falava do carro. É um mérito do Caio, que mudou a concepção artística da escola. Mudou a estética e acho que vai mudar o carnaval de São Paulo. É um menino jovem, que agora também é campeão do carnaval”, finalizou.

 

Caio Araújo dedica título à comunidade da Mocidade Alegre: ‘Tudo o que a gente faz é por eles e para eles

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Conhecida por dar oportunidades a novos talentos, a Mocidade Alegre consagra mais um artista da nova geração. Caio Araújo, que assina apenas seu segundo desfile na Morada do Samba, se tornou campeão junto com a escola.

++ CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO FINAL DO CARNAVAL DE SÃO PAULO 2026

Ele coloca o primeiro título do Grupo Especial na carreira. E a Mocidade, o 13º em seu pavilhão recheado de estrelas e desfiles históricos.

Após a leitura da última nota e viver o ápice na vida de um carnavalesco, a coroação de um ano inteiro de trabalho com o título, Caio conversou com a equipe do CARNAVALESCO e dedicou o troféu para a comunidade da escola. Que, segundo ele, o abraçou desde o quarto lugar conquistado em 2025.

“Não sei descrever o que estou sentindo, é tudo muito doido. Foi um ano de trabalho intenso, não foi fácil colocar Malunga Lea na avenida. Era um projeto gigantesco, com muita coisa acontecendo. Quando saímos da avenida e tudo tinha ocorrido como planejamos deu aquela sensação de alívio. Hoje é uma alegria que não sei explicar. A Lea ganhou o que ela merecia. Ganhou no dia que desfilamos e hoje o troféu. Nossa comunidade merecia mais do que nunca. Mesmo com a colocação do último ano eles me abraçaram. Neste ano nós devolvemos para a comunidade. É por eles e para eles”, dedicou Caio Araújo

Confira a classificação final do Grupo Especial de SP no Carnaval 2026

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A Mocidade Alegre é a grande campeã do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo 2026. Com 269,8 pontos a Morada do Samba superou as demais concorrentes e colocou mais uma estrela em seu pavilhão.

Veja como ficou a classificação geral:

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MOCIDADE ALEGRE É A CAMPEÃ DO CARNAVAL DE SÃO PAULO 2026

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Escola do bairro do Limão é a grande campeã do Carnaval de São Paulo 2026.

Com o enredo Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra, desenvolvido pelo carnavalesco Caio Araújo, a Mocidade Alegre colocou a 13ª estrela em seu pavilhão.

O desfile se destacou positivamente em praticamente todos os quesitos, representando a escola com excelência, embora a evolução tenha apresentado oscilações. A Mocidade exibiu um conjunto alegórico impactante, fantasias de alto nível, comissão de frente criativa e um time musical bastante entrosado.

++ LEIA ANÁLISE COMPLETA DO DESFILE DA MOCIDADE ALEGRE

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Foi uma disputa acirrada. Dragões da Real, Gaviões da Fiel, e por alguns quesitos Tom Maior, chegaram a encostar na primeira colocação, mas a Morada se manteve firme e acumulava notas 10 a cada leitura dos quesitos.

A Mocidade Alegre terminou apuração com 269,8 pontos. Seguida de 269,7 dos Gaviões da Fiel e 269,6 da Dragões da Real.

 

 

Freddy Ferreira analisa bateria da Unidos da Tijuca no desfile no Carnaval 2026

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Um desfile muito bom da bateria “Pura Cadência” da Unidos da Tijuca, comandada por mestre Casagrande. Uma conjunção sonora potente, equilibrada e muito bem equalizada foi apresentada. A pressão impactante dos surdos em bossas ajudou a impulsionar a obra da Tijuca, além de contagiar os componentes da escola.

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Na cabeça do ritmo do Pavão, um naipe de cuícas habilidoso auxiliou no preenchimento musical das peças leves. Uma ala de chocalhos de grande qualidade tocou interligada a um naipe de tamborins de imensa virtude coletiva. O carreteiro de ambos em conjunto deixou claro o belo trabalho envolvendo à parte da frente do ritmo. Vale ressaltar que o carreteiro dos tamborins tijucanos mescla os toques de 3 por 1 com o 2 por 1. Isso impacta positivamente na sonoridade, pois o toque casa perfeitamente com o estupendo trabalho das caixas, realçando a acentuação rítmica de ambos.

Na cozinha da “Pura Cadência”, uma afinação privilegiada de surdos foi percebida, com um alto grau de ressonância da magnífica afinação do surdo de segunda. Marcadores de primeira e de segunda foram precisos e seguros. Surdos de terceira de qualidade técnica apurada deram um balanço bem envolvente, tanto fazendo ritmo, quanto em execuções de bossas. Um naipe de repiques coesos e ressonantes tocou junto de uma ala de caixas de guerra sublime. Simplesmente fabulosa a ressonância acústica das caixas tijucanas, servindo como base de amparo para todos os naipes da bateria da escola do morro do Borel.

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Bossas profundamente conectadas às variações do melodioso samba tijucano foram exibidas com precisão cirúrgica. Os arranjos continham boa pressão sonora, devido a uma potente afinação de surdos. A boa conversa rítmica do arranjo da primeira do samba é uma criação musical requintada. Com direito a um toque afro e uma subida curta muito bem pontuada dos tamborins para a retomada, contribuindo para refinar ainda mais a bela construção musical. O trabalho exímio das caixas em bossas também merece ser mencionado, devido ao impacto de um toque verdadeiramente recheado. Um leque de bossas bem vinculado ao que pedia o samba da Tijuca. A escolha por decidir apresentar as paradinhas somente em módulos deu um aspecto bem tradicional a um ritmo que não só respeita, como visa acompanhar o samba enredo, valorizando a obra na medida exata.

Uma apresentação muito boa da bateria da Unidos da Tijuca, dirigida por mestre Casagrande. Um ritmo enxuto, equilibrado e que valorizou o samba-enredo de um jeito tradicional, foi exibido. A boa pressão sonora de surdos, por causa da afinação impecável, foi um dos trunfos da sonoridade tijucana. No último módulo de jurados, uma apresentação segura e limpa evidenciou o grande desfile da bateria “Pura Cadência” da Tijuca.

‘Vim ajudar a Tijuca a mudar essa história’, declara Lucinha Nobre

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Embalado pelo verso “Muda essa história, Tijuca”, o samba-enredo da Unidos da Tijuca representa o momento de reconstrução da escola. Fora do Desfile das Campeãs desde 2016, a agremiação do Borel se inspirou na força da trajetória de Carolina Maria de Jesus, homenageada pelo enredo esse ano, para virar a chave da própria história. Para isso acontecer, a escola conta com Lucinha Nobre, que formam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira com Matheus Miranda.

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“Queria dedicar esse desfile para minha mãe que é uma Carolina de Jesus, filha de outra Carolina, e para o meu filho. A gente veio contar nossa história, falar da nossa verdade, luta e conquistas. Eu vim para uma conquista muito grande que é ajudar a Tijuca a mudar essa história”, disse Lucinha em entrevista ao CARNAVALESCO. 

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Comandada pelas coreógrafas Coreógrafos Ariadne Lax e Bruna Lopes, a comissa de frente Ilintitulada “Prólogo — Carolina Maria de Jesus”, cumpriu com precisão a função de abrir as chaves de leitura do desfile. O público compreendeu a mensagem, e a comissão entregou teatralidade sem excessos, com narrativa direta e impacto emocional.

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“Foi mágico, potente. É uma honra poder contar na avenida e dar reconhecimento da academia do samba para a Carolina já que ela não foi reconhecida pela Academia de Letras”, disseram as coreógrafas.

 

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A parceria entre a bateria e o carro de som também foi perceptível e de grande ganho para o desfile da Tijuca. A bateria de Casagrande apresentou andamento pulsante e cadenciado, sustentando o canto da comunidade. O intérprete Marquinho Art’Samba conduziu o carro de som com segurança, valorizando a poesia da obra e mantendo a escola conectada.

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“Foi uma sintonia desde o início com a bateria e o Casão. O resultado foi esse lindo desfile”, disse Marquinho.

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“Quando o Marquinho chegou na Tijuca eu falei pra ele: “Fica tranquilo. Você é o cantor que a gente tava precisando”. Ele canta e a gente toca. Foi maravilhoso”, complementou Casão.

Paraíso do Tuiuti 2026: alegorias na área de concentração

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Grande Rio 2026: alegorias na área de concentração

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‘Emoção e o samba venceram’, declara Ciça

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A Viradouro entrou na avenida com a missão de homenagear um dos maiores nomes da história do carnaval: Moacyr da Silva Pinto, mais conhecido como Mestre Ciça, e conseguiu emocionar toda a Sapucaí. Um desfile a altura de tudo o que o homenageado merece.

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Detalhes da alegoria da Viradouro
FOTO: Mariana Santos/CARNAVALESCO

Desenvolvida e coreografada por Priscilla Mota e Rodrigo Negri, o “Casal Segredo”, a comissão de frente contou toda a história e trajetória de Ciça no samba. O ponto alto foi quando o apito do mestre vira o arco da Praça da Apoteose e, do meio, Ciça é erguido bem alto, com uma grande explosão na arquibancada e enormes serpentinas pintando as arquibancadas dos setores embaixo dos módulos de vermelho e branco.

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“Foi muito difícil esconder esse segredo de que ele vinha na comissão. Acho que fizemos história”, disse Rodrigo em entrevista ao CARNAVALESCO. 

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho Nascimento e Rute Alves, trouxeram o pioneirismo da “Deixa Falar”, escola que daria origem ao Estácio, pioneira como escola de samba. A fantasia misturava realeza e ancestralidade nos tons de dourado e palha.

 

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“O Ciça sempre foi muito merecedor dessa honraria e conseguimos fazer jus ao que ele é e merece”, declarou Ruth.

Outro grande destaque foi quando do alto da última alegoria, a bateria da Viradouro foi simplesmente ovacionada por todos os setores da Avenida. Emocionadíssimo com tudo o que viveu, o homenageado tentou resumiu o presente que recebeu na Viradouro tendo sua vida retratada na Sapucaí.

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“Fizemos desfile de campeão. A emoção e o samba venceram. Tenho muito orgulho de ter participado disso no maior carnaval do mundo”, disse.