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‘Não é o poder que tem poder, é a música’ Paulo César Pinheiro exalta ser enredo da Estrela do Terceiro Milênio

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O legado de Paulo César Pinheiro atravessará o Sambódromo do Anhembi em 2026. Aos 76 anos, a obra do poeta e compositor será transformada em desfile pela Estrela do Terceiro Milênio, no sábado de Carnaval, dia 14 de fevereiro, pelo Grupo Especial de São Paulo. Nada mais justo que a escola que carrega em seu pavilhão a coruja, animal símbolo da sabedoria, celebre uma das grandes mentes da música brasileira por meio do enredo “Hoje a poesia vem ao nosso encontro: Paulo César Pinheiro, uma viagem pela vida e obra do poeta das canções”, assinado pelo carnavalesco Murilo Lobo.

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Foto: Divulgação/Estrela do Terceiro Milênio

A convite da agremiação do Grajaú, o CARNAVALESCO entrevistou este que é um dos mais brilhantes letristas da MPB. Para conduzir a conversa, a reportagem adotou uma proposta pouco convencional: percorrer a trajetória do artista a partir dos versos do samba-enredo da Milênio. A ideia foi ir além dos sentimentos do mais novo torcedor da escola e usar a letra oficial como fio condutor para uma viagem pela vida, pela obra e por um pouco do Brasil retratado em mais de duas mil canções.

Quando a poesia encontra a Avenida

O convite para ser homenageado surpreendeu Paulo César Pinheiro, que definiu como “estranha” a sensação de ver a própria trajetória transformada em enredo. “Eu me sinto lisonjeado, envaidecido, orgulhoso. Me pegou de surpresa”, afirmou o poeta, que já se diz na torcida pela Estrela do Terceiro Milênio, escola cujo nome considera “uma poesia”. “É uma homenagem maravilhosa, e eu já estou torcendo pela escola. Torço até o fim, e a poesia agradece, sem sombra de dúvidas”, completou.

Com uma relação histórica com o Carnaval, o compositor carioca, que é um dos fundadores da escola de samba Tradição ao lado de nomes como João Nogueira, destacou que o samba-enredo ocupa um lugar próprio dentro de sua obra.

“É um tipo de música completamente diferente do samba normal. É um samba que conta uma história estabelecida, composta, que eu gostava muito de fazer. Eu e João Nogueira compusemos quatro sambas de enredo para a Tradição, e valeu a pena. Vencemos o último grupo, passamos para o seguinte, até desfilar com as principais. É muito bom você ganhar e compor um samba de enredo, é um trabalho maravilhoso”, afirmou.

Ao comentar as transformações do gênero ao longo dos anos, Paulo observou que, em sua experiência, compor para uma escola sempre significou envolvimento direto. “Atualmente mudou tudo. Antigamente, até um certo ponto da vida, o samba-enredo transmitia a história da escola, os compositores eram das escolas. Hoje qualquer compositor faz para qualquer escola, e já não é o que eu penso. Eu visto a camisa e vou embora. Mudou tudo”, explicou.

Obra de uma vida contada em samba

Antes mesmo de o samba começar a ser lido verso a verso, Paulo César Pinheiro voltou ao ponto onde tudo teve início. Foi ali, ainda muito jovem, que a poesia passou a conduzir sua trajetória e deu origem a uma obra que hoje atravessa mais de seis décadas.

“Eu comecei muito jovem. Eu tinha de 14 para 15 anos quando comecei. A escola, inclusive, o enredo dela montou-se em cima da minha primeira música, que foi A Viagem. A minha trajetória é a poesia o tempo inteiro, e a música vem junto. Eu também fiz música, tenho compostas na carreira mais de duas mil músicas, das quais cerca de 1.500 foram gravadas. Isso já é uma história que merece ser contada. Além disso, eu escrevi livros, fiz peças de teatro, fiz uma série de coisas, e é bonito ver isso na Avenida sendo contado”, celebrou.

‘Ouvi lá do alto do morro um canto forro encontrando um violão’

Os versos iniciais do samba da Milênio apresentam Paulo César Pinheiro como um menino acolhido pelas rodas de samba, imagem com a qual o compositor se identifica. “O samba me representa. Eu represento o samba. Não há roda de samba no Brasil que não cante um samba meu. Eu me sinto representado completamente”, afirmou.

Na sequência, o verso “E a madrugada foi inspiração” reforça o caráter simbólico da criação artística como vocação e destino. Para o poeta, trata-se menos de literalidade e mais de imagem. “É uma imagem poética. Sempre foi uma das coisas, mas é uma imagem poética bonita também, bem-feita”, disse.

‘Poeta, sim! Não tem mordaça que me diga não’

Os versos reforçam a imagem de um compositor movido por um impulso criativo que dispensa explicações racionais. “Isso nasceu comigo. Eu nunca tive explicação para isso. Não tem explicação”, afirmou.

O poeta destacou a coerência da obra escolhida com sua trajetória artística, fazendo questão de pontuar sua isenção na avaliação, apesar de ter uma relação pessoal com a disputa do samba-enredo. “O samba inteiro faz sentido, foi bem-feito e foi bem escolhido. Inclusive, meu filho foi um dos compositores que disputou o samba-enredo, mas infelizmente não ganhou. Então eu estou isento para falar que o samba está bem representado”, pontuou.

Ao refletir sobre a ideia de o carnaval funcionar como ferramenta de conhecimento, como mencionado nos versos “Fiz das raízes do país canção, abrindo livros desse meu Brasil”, Paulo observou que essa função não está necessariamente no compositor, mas na própria festa. “O carnaval é a festa popular mais importante do Brasil, e o que ele faz é motivar as pessoas a lerem livros dos homenageados, a se interessarem pelas histórias, pela história como um todo. Ele chama a atenção do povo para que se veja, leia e entenda as coisas”, explicou.

‘O dia em que o morro descer’

O trecho a seguir foi inspirado no samba O dia em que o morro descer e não for Carnaval, escrito em parceria com Wilson das Neves, que projeta um cenário em que a ida às ruas se dá por um motivo diferente da celebração da festa popular.

“Os versos foram feitos em cima dos meus, que são uma realidade, infelizmente, do Brasil e principalmente do Rio de Janeiro, onde eu moro. Eles montaram o samba em torno desse que eu fiz com o Wilson das Neves, falando da violência que, infelizmente, tomou conta do país e dos morros cariocas, das periferias brasileiras. Eles fizeram os versos de acordo com o que eu disse. Está muito bem-feito”, explicou.

A leitura também abriu espaço para uma reflexão sobre a trajetória histórica do samba, expressão cultural marginalizada que, ao longo do tempo, conquistou centralidade na identidade nacional. Para o compositor, o gênero venceu os obstáculos impostos desde sua origem. “Eu acho que sim, claro. Para se tornar a maior festa popular do mundo, ele venceu”, resumiu.

‘Zumzumzum, quero ver firmar o seu berimbau’

O refrão do meio do samba da Milênio carrega uma dupla inspiração diretamente ligada à trajetória artística de Paulo César Pinheiro. A primeira vem de Lapinha, parceria com Baden Powell e primeira música do compositor a ser gravada, eternizada na voz de Elis Regina em 1968. A segunda é o disco Capoeira de Besouro (2010), que reúne canções do musical Besouro Cordão de Ouro (2006), vencedor do Prêmio Shell de 2006 na categoria direção musical, sob comando de Luciana Rabello, esposa do poeta. Em comum, ambas as obras exaltam a figura do capoeirista Besouro Cordão de Ouro.

“O primeiro samba que eu gravei na vida falava da Bahia, o Lapinha. É o primeiro samba gravado pela Elis Regina. Então eu tenho uma ligação profunda com a Bahia, principalmente se tratando de capoeira. Gravei um disco com toques de capoeira falando do Besouro, que é uma figura importante da Bahia, citada pelo Jorge Amado, inclusive em mais de um livro. É um herói popular, um herói da rua que foi citado em Tenda dos Milagres e em Mar Morto. Eu fiz o samba Lapinha em homenagem ao Besouro, falando da Bahia, o Besouro da Bahia, Besouro Cordão de Ouro”, destacou.

Ao refletir sobre a presença recorrente da ancestralidade nos sambas e enredos atuais, Paulo fez uma ressalva importante sobre a história do gênero. Para ele, o samba não possui uma origem única. “O samba não nasceu na Bahia. O samba baiano nasceu na Bahia, o samba carioca nasceu no Rio de Janeiro, o samba mineiro nasceu em Minas. O samba nasceu no Brasil, é brasileiro”, explicou. Segundo o poeta, são diferentes manifestações de uma mesma expressão cultural. “O samba que se faz no Rio não é o mesmo que se faz na Bahia. O samba é brasileiro”, afirmou.

A observação ecoa a própria diversidade do gênero, que também encontrou caminhos próprios em São Paulo, como no samba de Bom Jesus de Pirapora, reconhecido e estudado por Mário de Andrade. “É um grande samba, um grande samba, sim”, completou o poeta.

‘Ninguém ouviu a prece em seus grilhões’

A segunda parte do samba começa dialogando com um dos períodos mais sombrios da história do Brasil. Ao tratar da censura e da repressão, o enredo encontra eco na própria trajetória de Paulo César Pinheiro, que teve diversas composições barradas durante a ditadura militar.

Mas, como o próprio samba diz, “se um verso era rasgado, outro nascia”. Apesar de ser uma constante em sua carreira, o compositor valeu-se da inteligência e, com isso, “a censura sucumbia às canções”, utilizando metáforas como estratégia de sobrevivência artística. Paulo destacou uma obra em especial, marcada justamente pela frontalidade do discurso.

“Eu fui muito censurado, o tempo inteiro. Consegui muitas vezes burlar a censura inteligentemente, por metáforas, até que fiz uma música sem metáforas, que se tornou um hino de guerrilha, o Pesadelo. ‘Você corta um verso e escrevo outro’. Foi a música mais direta que se fez no Brasil contra a censura brasileira, contra a censura de modo geral. Fui muito perseguido, mas consegui vencê-los”, afirmou.

Ao ser provocado sobre o papel da música em um contexto contemporâneo de tensão política e de reaproximação com discursos autoritários, Paulo foi categórico ao reafirmar a força da arte como instrumento de resposta e resistência.

“A música consegue responder a qualquer coisa estranha que seja perguntada a ela. É a música que tem poder. Não é o poder que tem poder, é a música que tem poder”, resumiu.

‘Quando o cantar da Sabiá se calou em todo altar’

O trecho é inspirado no samba Um Ser de Luz, de 1983, e retrata um momento sensível da vida de Paulo César Pinheiro. “Foi quando morreu a minha ex-esposa, Clara Nunes, e eu fiz o samba no tempo da morte dela. Eles tentaram transmitir exatamente isso no samba que eles fizeram e foram felizes”, afirmou.

Os versos seguintes também apontam para um movimento de reconstrução afetiva, traduzido na imagem de um coração que encontra “um novo lugar, feito a letra quando abraça a melodia”.

“Foi a música que me trouxe tudo isso. Eu devo tudo à música. Eu sou a música, como diria meu amigo Pedro Sorongo, que já morreu. Ele dizia assim: ‘Eu sou a música’. Quando um maestro falou para ele: ‘você precisa estudar a música’, ele falou: ‘não preciso não, eu sou a música’”, disse o poeta.

‘A música me deu parceiros e enredos para contar’

Os versos celebram os encontros que marcaram a trajetória de Paulo César Pinheiro e ajudam a entender a dimensão coletiva de sua obra. Ao longo da carreira, o poeta construiu parcerias fundamentais para o desenvolvimento de sua linguagem, especialmente no período em que esteve mais próximo do samba-enredo e da vida das escolas de samba, marcado pela fundação da Tradição.

“No mundo do samba, eu tive grandes parceiros e devo muito a eles também. Eles devem a mim e eu devo a eles, nós nos casamos”, afirmou, antes de citar alguns dos nomes que atravessaram sua trajetória. Paulo Duarte, João Nogueira, Eduardo Gudin, Maurício Tapajós, Miltinho, do MPB4, João de Aquino e, em especial, Baden Powell, um parceiro fundamental de sua carreira, formam parte desse universo de encontros que moldaram sua obra.

Segundo o compositor, essas parcerias foram decisivas não apenas no plano afetivo, mas também na construção técnica de sua escrita. “Aprendi com eles alguma coisa. Cada um deles me deu alguma coisa, me deixaram heranças boas e me fizeram o que sou. Eu me desenvolvi com as melodias que consegui com eles. Os meus versos nasceram das melodias deles, então eu sou fruto deles também”, explicou.

‘Ninguém faz samba se não for pra emocionar’

O desfecho do samba assume tom de manifesto e dialoga diretamente com ideias que atravessam a obra de Paulo César Pinheiro há décadas. Para o compositor, a emoção não é consequência, mas origem do samba. As referências citadas no refrão final não são aleatórias.

“Como eu disse antes, já em um samba: ‘ninguém faz samba só porque prefere’”, citou, em referência ao samba O Poder da Criação, composto em parceria com João Nogueira. O poeta também mencionou a referência à obra Mordaça, da parceria com Eduardo Gudin, que traz o verso “o importante é que a nossa emoção sobreviva”. “Eles juntaram a necessidade de uma coisa com outra e ficou bonito o que eles fizeram”, avaliou.

Questionado sobre o papel do samba na atualidade, Paulo não vê perda de força ou de sensibilidade. Para ele, a função permanece intacta. “Com certeza. O importante é que a nossa emoção sobreviva. Eu vou repetir essa frase a minha vida inteira, sempre, e o samba faz isso: desperta as emoções. Se estiverem adormecidas, ele acorda as emoções”, resumiu.

‘Reflete no espelho o dom que Deus me deu’

Por fim, o refrão principal do samba-enredo da Estrela do Terceiro Milênio fecha a narrativa com um movimento circular, em que os primeiros versos funcionam como síntese da trajetória do poeta, enquanto o último dialoga diretamente com o início da letra. Ao ser questionado se o samba fala mais sobre o homem Paulo César Pinheiro ou sobre sua obra, o compositor foi direto ao apontar onde reside, para ele, o verdadeiro legado.

“Fala mais sobre a obra. O homem tanto faz. A obra é o que prevalece, é o que é importante. O homem é só um homem, como qualquer outro, mas a obra permanece”, afirmou. Para Paulo, a história pessoal pode ser contada, como foi no enredo, mas é a criação artística que resiste ao tempo.

A reflexão abriu espaço para um debate mais amplo sobre o lugar do compositor na música popular brasileira, muitas vezes ofuscado pela figura do intérprete. Questionado se o enredo da Milênio pode estimular um olhar mais atento ao legado dos autores, o poeta demonstrou esperança. “Tomara. É o que eu torço. Eles fizeram um belíssimo trabalho em tudo: no samba, na composição do enredo, dentro da escola. Isso é importante. Espero que tudo dê certo”, disse.

Paulo reforçou o desejo de reconhecimento por meio da sensibilidade ao falar sobre o que gostaria que o público compreendesse de seu legado. “Eu espero que aconteça o que acontece sempre: uma homenagem bem-feita, que o público goste do que foi apresentado, se veja nisso. É isso que eu espero. É ver se eu valho a pena como autor”, afirmou.

Mensagem de Paulo César Pinheiro para a Estrela do Terceiro Milênio

“Adorei tudo o que eles fizeram. Foi muito bonito, não esquecerei. Eu não esperava uma homenagem como essa. É muito grandioso para mim, é diferente, muito diferente. Eu vou ficar na torcida, na primeira cadeira, completamente na torcida, para poder ganhar o carnaval. Torço por eles para sempre, virou minha escola também. Eu sou Mangueira, sou Paraíso do Tuiuti porque fui criado lá e sou agora Estrela do Terceiro Milênio. Eu estou com a comunidade do Grajaú e não abro mais”, concluiu.

“O sonho de chegar ao topo”: carnavalesco Sandro Gomes revela detalhes do desfile 2026 da Unidos da Barra da Tijuca

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Em entrevista exclusiva ao CARNAVALESCO, o carnavalesco Sandro Gomes adiantou detalhes sobre o enredo e o desfile de 2026 da Unidos da Barra da Tijuca, escola que se apresenta na Intendente Magalhães pelo Grupo Série Bronze. Em seu primeiro ano na agremiação, o artista contou como surgiu a proposta do novo tema e o que o público pode esperar na Avenida.

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“É o meu primeiro ano na escola, e o presidente me sugeriu esse enredo”, contou. Segundo ele, a escolha foi inspirada no momento vivido pela escola. “Devido à tristeza de ter sido rebaixada no ano passado, ele sugeriu que falássemos de algo que trouxesse animação, que, no caso, é o sonho de conseguir chegar ao topo, no grupo da elite do carnaval.”

O enredo, que fala sobre os sonhos em diferentes perspectivas, promete emocionar o público. “Viremos contando a história do sonho, desde o início do Sopro da Vida, conduzido pelos anjos, até a pessoa que sonha em ser rica, que sonha em ser alguém na vida, em ter uma vida estável. E a escola que sonha em chegar à Marquês de Sapucaí”, explicou o artista.

O destaque do enredo

Para Sandro, o ponto alto do desfile será justamente essa identificação do tema com o público. “Acredito que, ao contar a história dos sonhos, a comunidade que está assistindo vai se identificar com o cotidiano da vida de cada um, com o que cada indivíduo sonha para si. Estaremos representando tudo isso na Avenida.”

Artes plásticas e estética do desfile

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Mesmo com as dificuldades financeiras típicas das escolas que desfilam na Intendente Magalhães, o carnavalesco garante que a parte visual virá com muita criatividade e cor. “A base plástica que estamos procurando são materiais alternativos, porque os recursos são muito poucos. Estamos trazendo esses materiais alternativos também para trazer o colorido, com bastante pintura em verde-limão e azul, para representar esse sonho que todo mundo deseja.”

Desafios da Intendente Magalhães

Gomes também comentou sobre os desafios de realizar um carnaval com recursos limitados. “As dificuldades são grandes, porque hoje em dia o material é muito caro, e a subvenção não é proporcional ao que a gente apresenta. Temos que lidar com isso com muita reciclagem. Desmonto uma fantasia para montar outra, aproveito o material, o galão, as esculturas, e vamos enfrentando as dificuldades dessa forma.”

Com um enredo que fala sobre esperança e superação, a Unidos da Barra da Tijuca promete levar para a Avenida o sonho coletivo de toda a comunidade: voltar a brilhar até conquistar o tão desejado acesso à Sapucaí.

Paraíso do Tuiuti entrega ensaio de rua potente e consolida um projeto para o Carnaval 2026

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Por Marielli Patrocínio e Júnior Azevedo

O ensaio de rua do Paraíso do Tuiuti deixou claro que a escola não está apenas aquecendo os motores: está afirmando um discurso estético, musical e simbólico consistente para o Carnaval 2026. Com o enredo “Lonã Ifá Lukumí”, que mergulha na religião Ifá a partir da vertente Lukumí e promove um encontro sonoro entre Brasil e Caribe, a agremiação apresentou uma exibição coesa, vibrante e de forte impacto, da comissão de frente ao último componente em desfile. Com “Lonã Ifá Lukumí” como enredo de 2026, o Paraíso do Tuiuti desfila no dia 17 de fevereiro, terça-feira de carnaval.

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COMISSÃO DE FRENTE

Comandada por David Lima, a comissão de frente foi um dos pontos altos do ensaio. A coreografia aposta em dinamismo constante, com movimentos precisos e forte carga teatral, dialogando diretamente com elementos afro-cubanos. A figura central, representando Changó Lukumí, integra-se organicamente ao conjunto, criando uma narrativa corporal potente e bem amarrada. O resultado é uma comissão de forte impacto visual, com excelente sincronismo e leitura clara, que prende o olhar e sustenta a proposta do enredo desde o primeiro momento.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Vinícius Antunes e Rebeca Tito apresentou uma dança de grande entrosamento e conexão. Há firmeza no chão e, ao mesmo tempo, leveza nos gestos, formando um equilíbrio muito bem executado. Em alguns momentos, surgem referências sutis à dança afro-cubana, incorporadas com elegância. Vinícius impressiona com giros precisos, muitas vezes sustentados com apenas um pé tocando o solo, enquanto Rebeca conduz o pavilhão de forma segura, emblemática e majestosa, valorizando cada desenho da coreografia.

EVOLUÇÃO

A evolução do Tuiuti foi bastante fluida e consistente nos setores, com a escola avançando em ritmo constante, transmitindo firmeza e controle. As alas mantiveram bom preenchimento dos espaços. Na altura da bateria, o grande público presente no ensaio acabou travando momentaneamente a passagem, mas, com mais abertura logo adiante, a escola retomou uma evolução mais solta, vibrante e pulsante, sem perder o ritmo ou o canto.

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Fotos: Marielli Patrocínio e Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

HARMONIA E SAMBA

Mesmo trazendo termos específicos da cultura afro-cubana e da vertente Lukumí, o samba apresenta uma melodia envolvente, e o canto dos componentes se potencializa de forma natural. A escola canta alto do início ao fim, com muita força e entrega. A ala musical tem papel central nessa construção, muito bem estruturada, e o samba, na voz do intérprete Pixulé, ganha magnitude especial.

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“Olhando hoje, é um samba que chegou desacreditado. Ninguém acreditava na potencialidade dele”, lembra Pixulé. “Com o tempo, foi caindo no gosto do povo, foi crescendo, e hoje o samba do Paraíso do Tuiuti está aí, acontecendo. O mundo do samba já abraçou. Não tem mais o que falar”, afirma o intérprete.

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OUTROS DESTAQUES

A bateria SuperSom, comandada por mestre Marcão, deu um verdadeiro show. As bossas são criativas, bem encaixadas e ganham ainda mais riqueza ao dialogar com elementos da música afro-cubana, ampliando a identidade sonora do enredo.

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“Isso aqui é uma construção”, explica mestre Marcão. “A gente começa pela planta, vai vendo o que pode fazer, o que não pode, e vai botando cada tijolinho. Hoje o prédio já está construído, mas ainda tem ajustes, mudanças e melhorias. É assim que o trabalho vai ganhando forma”.

Sobre o ensaio técnico na Sapucaí, o mestre não esconde a ansiedade. “Não é nem expectativa, é ansiedade. Todo mundo quer chegar logo. Os ritmistas perguntam: ‘não chega?’. E eu falo: calma, é sábado. Mas é assim, essa ansiedade vai batendo cada dia mais”.

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Ele também comentou sobre os ensaios da bateria na Sapucaí. “Fizemos o ensaio no setor 11 sem carro de som. A gente não coloca o carro de som para poder ter uma noção exata do que está acontecendo. Você para, você vai, faz isso aqui, faz aquilo dali, e é isso.” Na penúltima segunda-feira de ensaios de rua da agremiação, mestre Marcão reforçou que o trabalho tem sido de constante construção.

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Já Pixulé reforçou a segurança da escola ao declarar que “não tem muita expectativa, não. O que se viu aqui hoje é o que vai acontecer no ensaio técnico. A escola está pronta. Se o desfile fosse amanhã, o Paraíso do Tuiuti estaria pronto. A escola toda cantando, fantasias prontas, dedo no gatilho”.

A rainha de bateria, Mayara Lima, uma das mais renomadas do carnaval atual, brilhou à frente da SuperSom. Durante a bossa que explora a musicalidade afro-cubana, Mayara incorporou elementos da dança afro-caribenha com um repertório corporal multifacetado e impressionante. Destaque também para a ala de passistas, que deu um verdadeiro show de carisma, identidade e muito samba no pé.

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Ao fim do ensaio, a sensação era de certeza. Como resumiu Thor, presidente da agremiação, emocionado ao falar sobre o que foi apresentado na rua: “Se o Tuiuti repetir no ensaio técnico na Sapucaí o que vem fazendo nos ensaios de rua, pode ter certeza de que vai ser mais um ensaio e um desfile avassalador”.

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“Águas de resistência e preservação”: Agnaldo Correa e Edgley Cunha gritam pela sustentabilidade em enredo da Lins Imperial para 2026

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A Lins Imperial já tem definido o enredo que levará para a Intendente Magalhães em 2026. A proposta é falar de sustentabilidade e preservação da natureza, tendo a água como fio condutor da narrativa. Em entrevista ao CARNAVALESCO, os carnavalescos Agnaldo Correa e Edgley Cunha revelaram detalhes do projeto.

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Segundo Agnaldo, a ideia surgiu da própria ligação da escola com suas comunidades.
“O enredo é sobre sustentabilidade e preservação da natureza. A água vai ser o elemento de ligação da nossa história. A Lins tem as comunidades Cachoeira e Cachoeirinha, e essas águas nos levaram até Cachoeiras de Macacu, onde estão as águas cristalinas. Através delas, vamos contar a ancestralidade pelo olhar da importância da preservação da água como elemento essencial para a vida.”

Edgley fez questão de complementar a declaração do amigo. “A escola reflete essa influência das águas e tudo o que elas trazem de benefício cultural e de sustentabilidade. O foco é aprender com o exemplo de Cachoeiras de Macacu e dar esse grito de alerta para a preservação do meio ambiente, principalmente no que se refere à água.”

O destaque do enredo

Correa apontou a simbologia do Jequitibá como o ponto mais forte do enredo.
“O grande destaque vai ser a representação do Jequitibá de mil e um anos, que está em Cachoeiras de Macacu. Ele simboliza ancestralidade, resistência e preservação. Junto com a velha guarda, vamos mostrar que a natureza pode renascer sempre, desde que o ser humano esteja disposto a preservar.”
Cunha, por sua vez, ressaltou que a Lins mantém uma tradição de levantar pautas importantes relacionadas ao meio ambiente.

“A escola traz de volta a identidade de sempre ao fazer esse alerta pela natureza, lembrando Chico Mendes e a Eco-92. A comunidade volta a vestir essa camisa.”

Artes plásticas e estética do desfile
Agnaldo destacou que a estética estará fortemente ligada ao tema.

“A plástica vai ser muito voltada para o verde, para a natureza e para a preservação. Vamos ilustrar as crenças, a ancestralidade e as práticas ribeirinhas. Claro que vamos falar da mamãe Oxum, que protege as águas da cachoeira, as águas de Oxalá e as águas de todos nós.”

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“Essa influência dos povos originários e também dos povos bantos estará presente. Vamos refletir essa questão da sustentabilidade também no uso de materiais alternativos. A escola vem alegre e colorida, como a própria natureza nos inspira”, reforçou Edgley.

Desafios da Intendente Magalhães

Sobre as dificuldades da Intendente Magalhães, Agnaldo foi direto: “É difícil, mas a gente trabalha com o que tem. Vamos fazer um carnaval sustentável. Não podemos jorrar água pela avenida, porque não há estrutura, mas vamos usar de forma artificial, driblando as dificuldades para causar um impacto visual bonito.”

“Não tem jeito: é arregaçar as mangas, reaproveitar materiais, correr atrás de contatos. O presidente está sempre buscando apoio e, com a soma de todo mundo, conseguimos colocar o carnaval na avenida”, acrescentou Edgley.

Da cachoeira à avenida, a Lins Imperial promete emocionar e conscientizar o público da Intendente Magalhães e de todo o carnaval em 2026.

Com “Oxê de Xangô”, Laerte Gulini quer levar à Avenida uma reflexão sobre justiça no desfile da Alegria do Vilar em 2026

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A Alegria do Vilar prepara um desfile marcante para o Carnaval 2026 na Intendente Magalhães, com o forte enredo “Regido e guiado pelas lâminas do Rei da Justiça”, que carrega a simbologia e a inspiração espiritual de Xangô. Em entrevista exclusiva ao CARNAVALESCO, o carnavalesco Laerte Gulini contou como surgiu a ideia do tema e adiantou detalhes da produção para o grande dia, que já está em ritmo acelerado. Segundo ele, a proposta nasceu de uma experiência pessoal do presidente da escola.

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“A ideia do enredo é do Júnior Reis. Além de ser o orixá dele, ele já tinha sonhado com isso duas vezes. E, quando foi ao barracão, durante a preparação do carnaval passado, deu de cara com o Oxê de Xangô na sua frente. Quase um ano depois, voltamos ao barracão e lá estava o Oxê novamente, em outro lugar. Assim, ele decidiu: tem que ser esse o enredo, ‘Oxê de Xangô’, não apenas Xangô”, relatou.

O destaque do enredo

O carnavalesco destacou que a mensagem principal do enredo é o grande diferencial da apresentação.

“Estamos acostumados a pedir justiça a Xangô contra as injustiças individuais que fazem conosco, mas Xangô é o rei da justiça por todos. O Oxê, seu machado, representa a dualidade humana: o justo e o injusto”, explicou. “Não adianta pedir justiça se você também pode ter sido injusto. Em vez disso, devemos pedir misericórdia, porque a justiça de Xangô vem naturalmente por meio da sua misericórdia. É isso que queremos provocar na Avenida: uma reflexão sobre o que é ser justo”.

Artes plásticas e estética do desfile

Em relação à parte plástica, Gulini afirmou que o trabalho está adiantado e que o presidente não tem medido esforços para realizar um desfile grandioso.

“O presidente, por ter escolhido o enredo, não está poupando esforços. Já temos dez alas prontas e ensacadas, esculturas organizadas e protótipos prontos. Se continuarmos nesse ritmo, ao fim de novembro já estaremos tranquilos. Ele está custeando tudo com recursos próprios e com a ajuda de amigos, porque é muito querido por todos”.

Dificuldades da Intendente Magalhães

Com 35 anos de experiência na Intendente Magalhães, o artista garante que a equipe está preparada para lidar com as dificuldades típicas do grupo.

“A comissão de carnaval é formada por pessoas experientes, com muitos anos de estrada. Aprendemos a prever tudo com criatividade. Hoje, com o carnaval sendo estudado em faculdades e escolas específicas, conseguimos aplicar conhecimentos como ergonomia e segurança na confecção das fantasias e alegorias”.

Para Laerte, o segredo de um bom desfile está no equilíbrio entre beleza, segurança e eficiência.

“Não adianta fazer um desfile lindo, mas que ultrapasse limites e cause acidentes. A prioridade é cumprir o regulamento, prezar pela segurança e fazer algo bonito e funcional. O presidente tem essa cabeça de gestor, e isso faz toda a diferença. Assim, conseguimos um desfile bom, bonito e dentro da realidade da escola”.

Com muita fé e dedicação, a Alegria do Vilar promete emocionar a Intendente Magalhães com um espetáculo de devoção, beleza e consciência coletiva.

Passeio pela nostalgia: Jean Rodrigues apresenta ‘Meu Malvado do Fundo do Coração’, enredo do Feitiço Carioca que celebra os vilões mais carismáticos da animação

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O Feitiço Carioca irá conduzir o público da Intendente Magalhães em uma viagem nostálgica com o enredo “Meu Malvado do Fundo do Coração”, que homenageia os vilões carismáticos de desenhos, quadrinhos, séries e filmes, mostrando como eles conquistam as pessoas apesar de suas maldades. O carnavalesco Jean Rodrigues contou com exclusividade ao CARNAVALESCO como está sendo esse mergulho no universo da animação durante os preparativos para o desfile de 2026.

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“É um passeio pela animação. Representa a busca do homem pela diversão humana”, explicou. Segundo ele, o enredo percorre uma linha histórica e simbólica da criatividade humana. “Primeiro, ela passa pelos autômatos. Júlio César e Cleópatra provavelmente tiveram autômatos, até chegar ao que conhecemos hoje. De início, foram dados personagens a animais, depois veio o que se tornaria um grande salto na animação: o vilão, que passa a ser uma figura importante no gênero”.

Jean destaca que sua principal proposta é mostrar essa evolução por meio dos contrastes. “A ideia é traçar um paralelo entre os opostos: o super-herói bonzinho, a fada boazinha e o vilão hipercarismático, mostrando como esses extremos acabam se encontrando durante o desfile”.

O destaque do enredo

O artista acredita que o grande destaque do enredo será justamente essa reflexão leve sobre a necessidade humana de se entreter. “Acho que o ponto central é a tentativa do homem de se divertir sempre. Mesmo em meio a guerras, conflitos e opressões, ele busca formas de se entreter. O Feitiço Carioca vai levar isso para a Avenida: a alegria de se divertir em qualquer tempo, apesar das adversidades”.

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Artes plásticas e estética do desfile

Sobre o visual do desfile, Jean garante uma apresentação vibrante e cheia de referências ao universo dos desenhos. “Vai ser um desfile divertido. Eu levo o cartoon, o desenho animado, para a Avenida. Não é clássico, mas é divertido, isso eu garanto”.

Dificuldades da Intendente Magalhães

Mesmo reconhecendo as dificuldades de produzir um carnaval na Intendente Magalhães, o carnavalesco reforça a importância do trabalho coletivo e da persistência. “Como todos, enfrentamos os mesmos problemas. Isso é histórico. Não vamos mudar com críticas ou apontando o dedo. A solução, na minha opinião, é fazer o que o Feitiço e outras escolas irmãs fazem: trabalhar. Começar cedo e tentar chegar o mais próximo possível dos 100%”.

Com esse enredo criativo, lúdico e cheio de cor, que vai tocar no fundo da memória afetiva dos que cresceram assistindo a desenhos animados, o Feitiço Carioca promete levar à Avenida um verdadeiro espetáculo animado, celebrando, acima de tudo, o poder da imaginação para a alegria humana.

Arrastão de Cascadura celebra o colorido e a tradição do Nordeste em 2026

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A Arrastão de Cascadura já tem definido o tema que levará para a Intendente Magalhães em 2026. O enredo vai exaltar as culturas populares do Nordeste, explorando suas tradições, sua riqueza folclórica e sua diversidade cultural. Em entrevista, o carnavalesco Sandro Gomes contou como surgiu a ideia e adiantou detalhes da plástica do desfile.

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Segundo Sandro, o enredo é um desejo antigo. “Eu sou apaixonado pelo Nordeste e, há vários anos, venho falando com o presidente, sugerindo esse tema. O legal é que ele me dá liberdade: um ano eu faço o enredo e, no outro, ele apresenta a ideia para a gente desenvolver. Este ano, ele me deu essa oportunidade de falar das culturas populares do Nordeste, de um enredo rico que fala de folclore, de música, de gastronomia, de tudo isso”.

O destaque do enredo

Para o carnavalesco, o diferencial estará no impacto visual e na energia transmitida pelo tema.

“Acredito que o grande destaque vai ser essa animação trazida pelo colorido do Nordeste. O enredo traz essa parte folclórica, bonita e animada, que vai agitar o carnaval.”

Artes plásticas e estética do desfile

Apostando fortemente no poder das cores, Sandro voltou a ressaltar que a plástica do desfile será inspirada em elementos estéticos e culturais bem característicos da região.

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“Estamos procurando muito material rústico, materiais alternativos, muita fita colorida, fuxico. Vamos trazer marrom, ocre, bege, amarelo, laranja e vermelho, que lembram o sol. Também vamos apresentar a lenda de Lampião e Maria Bonita, e bonecos de barro. É isso que estamos preparando para o desfile da Arrastão de Cascadura”.

Desafios da Intendente Magalhães

Sobre as dificuldades de colocar o desfile na avenida, Sandro foi sincero: “As dificuldades são grandes, porque o material hoje em dia é muito caro, e a subvenção não é proporcional ao que a gente apresenta. Temos que lidar com materiais alternativos e muita reciclagem. Eu desmonto uma fantasia para montar outra, aproveitando o galão e as esculturas. É assim que vamos enfrentando as dificuldades”.

Com essa homenagem vibrante à cultura nordestina, que promete misturar tradição, colorido e alegria, a Arrastão de Cascadura já se prepara para encantar e animar o público folião em 2026.

Com participação de Iza, Ney Matogrosso apresenta show especial ao lado da Imperatriz Leopoldinense

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Enredo da Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval 2026, o cantor Ney Matogrosso realiza no próximo dia 04/02, a partir das 20h, no Vivo Rio, uma edição especial de seu show “Bloco na Rua”, desta vez com a participação da verde, branco e dourado e seus segmentos. A cantora IZA, rainha de bateria da agremiação, também é presença confirmada no palco ao lado do intérprete, entoando os sucessos do artista que completou 50 anos de carreira no ano passado.

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Batizado de “Em Noite Camaleônica”, o show de Ney será embalado pela bateria Swing da Leopoldina, de Mestre Lolo, pelo intérprete Pitty de Menezes, e pelo primeiro casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro, além de outras exibições.

No repertório do homenageado pela Rainha de Ramos na Marquês de Sapucaí, estão canções como “Bloco na Rua”, “Jardins da Babilônia”, e clássicos como “Sangue Latino”.

“Será um momento muito especial. Uma celebração à vida e carreira daquele que é o nosso enredo para 2026. E para a Imperatriz, fazer parte desse espetáculo é histórico. Espero por todos os fãs do nosso camaleônico e da nossa escola nesse dia. Tenho certeza que será incrível”, afirmou a presidente da Imperatriz, Catia Drumond.

As vendas seguem abertas na plataforma Ticket 360 e todas as informações estão nas redes sociais da agremiação e do Vivo-Rio.

Em 2026, a Imperatriz Leopoldinense será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval. A agremiação busca o seu 10º campeonato com o enredo “Camaleônico”, idealizado pelo carnavalesco Leandro Vieira, que irá para o seu quarto carnaval consecutivo na escola, e celebrará a obra e a virtuosidade performática de Ney Matogrosso.

Com método autoral e foco em alto rendimento, Ana Paula Lessa retorna à Mangueira no Carnaval 2026

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Profissional do carnaval carioca e referência no trabalho com casais de mestre-sala e porta-bandeira, Ana Paula Lessa construiu uma trajetória sólida no Grupo Especial, marcada pelo respeito à tradição do bailado, rigor técnico e resultados expressivos na Avenida.

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Foto: JM Arruda/Divulgação Mangueira

Entre 2013 e 2022, Ana Paula atuou como coreógrafa do primeiro casal da Estação Primeira de Mangueira. Posteriormente atuou como coreógrafa da Imperatriz e Mocidade. Nesse período, os casais dirigidos por ela só não alcançaram a nota máxima em três carnavais,  2014, 2020 e 2022. Considerando os doze carnavais, a coreógrafa apresenta um aproveitamento aproximado de 99.7%, índice expressivo em um dos quesitos mais técnicos e rigorosos do julgamento.

Após sua passagem pela Mangueira, Ana Paula seguiu no Grupo Especial, integrando a equipe da Imperatriz Leopoldinense em 2023 e 2024. Em 2025, atuou como coreógrafa do casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mocidade Independente de Padre Miguel, mantendo sua presença contínua entre as principais escolas do carnaval carioca.

Para o Carnaval de 2026, Ana Paula Lessa retorna à Estação Primeira de Mangueira, escola onde construiu parte significativa de sua trajetória, reafirmando o vínculo com a agremiação e a confiança em seu trabalho artístico e técnico.

Atualmente, Ana Paula utiliza um método autoral e inovador com o casal de mestre-sala e porta-bandeira Matheus Olivério e Cintya Santos, primeiros representantes do pavilhão mangueirense. O método se apoia na biomecânica do movimento, no alto rendimento físico, na co-regulação, no refinamento artístico e no aprofundamento da leitura do enredo sempre respeitando a identidade individual de cada artista e a tradição da dança. O casal se destaca pela disciplina, entrega e comprometimento com o treinamento, fatores fundamentais para a construção de uma apresentação segura, elegante e conectada com a comunidade e com a história da escola.

Ana Paula define sua atuação não como criação de dança, mas como direção de movimento. Seu trabalho é voltado para potencializar o repertório individual de cada casal, respeitando integralmente a tradição do bailado e a identidade artística dos intérpretes. “Meu papel é dirigir, organizar e refinar. A dança do mestre-sala e da porta-bandeira pertence a eles”, destaca.

Com formação em Fisioterapia e Ballet Clássico, desenvolve um planejamento que integra avaliação física e psíquica, aulas de dança, alongamento, fortalecimento muscular e expressão artística, sempre priorizando segurança, conforto e liberdade de movimento. A pesquisa dos personagens defendidos na Avenida também é parte essencial do processo, contribuindo para a construção de apresentações coerentes com o enredo e com a leitura visual do desfile.

Defensora da tradição da dança de mestre-sala e porta-bandeira, Ana Paula utiliza poucos fundamentos do ballet clássico — como ocupação do espaço cênico, direções corporais e limpeza dos movimentos — sem interferir nos passos característicos do bailado. “A tradição deve ser mantida, respeitada e assegurada. Meu trabalho não modifica a essência, apenas acrescenta”, afirma.

Camarote Rio Praia abre as portas para os ensaios técnicos na Sapucaí

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O Camarote Rio Praia abre pela primeira vez suas portas para os Ensaios Técnicos na Sapucaí e convida o público a viver o carnaval antes mesmo do desfile oficial tomar conta da avenida, de 6 a 8 de fevereiro. Localizado em um do melhores pontos do Sambódromo, entre setores 8 e 10, de frente ao 2º recuo da bateria, essa é uma excelente oportunidade para acompanhar os ensaios com muito mais conforto, curtir boa música e já sentir o gostinho de como é toda a estrutura de um camarote, especialmente para quem nunca foi e quer viver essa experiência. Para quem já conhece, o clima é de esquenta de carnaval: samba no pé e muita animação!

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Foto: Divulgação/Camarote Rio Praia

O espaço se transforma em um verdadeiro ponto de concentração da folia, onde o ritmo do samba dita o compasso da noite e a Sapucaí vira passarela antes da hora. Os ingressos custam a partir de R$ 60,00 por pessoa e estão à venda pelo link: https://www.ticketmaster.com.br/event/ensaios-tecnicos-rio-praia-2026

A programação foi pensada para o público curtir bastante esse “esquenta” de carnaval. No dia 6 de fevereiro (sexta-feira), das 20h às 4h, Base do Samba e Samba Redentor comandam o som e recebem o grupo Confraria Carioca e o Grupo Ser. Já em 7 de fevereiro (sábado), das 18h às 3h, o clima esquenta com Samba do Cardosão e Quintal da Lapa, que convidam o Samba da Alvorada e o Grupo Ser. E no dia 8 de fevereiro (domingo), das 19h às 3h, o Samba dos Guimarães e Samba do JB assumem a batucada, com participações do grupo Confraria Carioca e do Grupo Ser.

Entre refrões conhecidos e a energia contagiante da avenida, os Ensaios Técnicos no Camarote Rio Praia são o convite perfeito para entrar no ritmo da folia, afinar o passo e começar o desfile antes do calendário oficial. Porque o carnaval começa bem antes do apito inicial, começa quando o samba chama!

Viva a experiência do Camarote Rio Praia nos Ensaios Técnicos na Sapucaí!

Serviço:
Ensaios Técnicos
Localização: setores 8 e 10 da Sapucaí, de frente ao 2º recuo da bateria
Data: de 6 a 8 de fevereiro
Valor: a partir de R$ 60 por pessoa
Site oficial: https://camaroteriopraia.com.br
Link de venda para Ensaios Técnicos: https://www.ticketmaster.com.br/event/ensaios-tecnicos-rio-praia-2026
Link de venda para Desfiles: ingresso.camaroteriopraia.com.br
Central de vendas: (21) 99994-3632
Instagram: @camaroteriopraia