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Tuiuti comemora 70 anos com ensaio de rua especial nesta segunda

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O Paraíso do Tuiuti completa sete décadas de existência nesta terça-feira (05/03), mas a festa vai começar de forma antecipada nesta segunda-feira (04/03). A agremiação de São Cristóvão realizará um ensaio de rua especial, com a presença de todos os componentes. O treino tem concentração em frente ao Colégio Pedro II, no bairro da Zona Norte do Rio, a partir das 20h.

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Neste Carnaval fora de época, o Paraíso do Tuiuti será a primeira escola a desfilar no sábado, dia 23 de abril. O enredo da agremiação é “Ka ríba tí ÿe – Que nossos caminhos se abram”, do carnavalesco Paulo Barros.

Tucuruvi repete performance e se consolida com ótima atuação no canto

O Acadêmicos do Tucuruvi realizou na noite do último domingo o seu segundo ensaio técnico visando o carnaval de 2022. O destaque do treino foi a consolidação que a escola mostrou na avenida. Como na semana passada, onde o ‘Zaca’ havia realizado o seu primeiro ensaio, a escola cantou muito forte e a harmonia se destacou perante aos demais quesitos. A evolução também apareceu bastante. Houve muito samba no pé e felicidade estampada no rosto dos componentes.

O Tucuruvi sempre teve essa característica de escola alegre e receptiva e, notoriamente, isso continua. A comunidade está muito empolgada com essa volta por cima que deram. A volta ao Grupo Especial fez muito bem.

Harmonia

Como analisado anteriormente, a harmonia do Tucuruvi se destacou muito. Todas as alas cantaram forte. Impressionante como eles ‘gritam’ o hino. Para se ter uma noção, a escola é tão bem treinada quanto ao canto, que os integrantes de harmonia nem precisam cobrar tanto de seus componentes.

Também vale destacar o ótimo número de pessoas que compareceu ao ensaio. Um grande contingente, assim como no ensaio passado. Até a velha guarda cantou bastante, o que é muito legal de ver nos dias de hoje.

A alegria do Tucuruvi foi nítida e tudo isso, sem dúvida, se transmite dentro do quesito harmonia. Pode-se dizer que nessa questão, a comunidade da Cantareira está preparada para o dia 22.

Gabiru, diretor de harmonia, analisou o ensaio. “No primeiro ensaio a gente teve a proposta da escola em representar o carnaval de antigamente. Um carnaval solto com a escola “serpenteando” pela avenida toda. Tivemos alguns ajustes no segundo ensaio, como foi feito no primeiro pelos dois anos sem ensaios. Acho que hoje deu muito certo, e vamos melhorar porque o próximo já é valendo. Então a importância são os componentes estarem bem alegres e soltos, que é a proposta da escola, cantando muito. Então acho que agora é colocar a armadura e ir para a guerra”, avaliou.

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O diretor falou do forte samba e da evolução do Tucuruvi. “É que eu bato muito neles. Eu falo que não estou escutando o samba, porque eu venho com o rádio e digo que não estou escutando. Aí eu passo para eles que a gente tem que vir com o canto forte, entendeu? A gente tem que fazer um coral para a bateria, e aí o componente comprou a ideia, gostou do samba. O samba ajuda, e acho que isso está sendo muito importante para a comunidade. Eles estão se soltando e estão com a energia boa. Como a escola hoje tem muito tempo, a escola vem balançando lateralmente, fazendo um andamento mais tranquilo, que não precisa correr. Nós temos tempo para fazer um trabalho bem feito. Então a importância de se ter a escola segura, com um andamento seguro, é a proposta de hoje. Se Deus quiser, pode dar um bom resultado para a Tucuruvi”, disse.

Mestre-sala e porta-bandeira

A dupla Waleska Gomes e Luan Caliel, teve um desempenho satisfatório neste ensaio. É um casal muito leve e que se movimenta de forma muito rápida. Seus movimentos, principalmente dentro dos giros e samba no pé do mestre-sala, dão um efeito legal dentro da pista. A dupla cumpriu bem o que se pediu na questão de coreografia perante às torres de julgamento. O casal estava vestido com cores quentes. A porta-bandeira usava saia amarela e laranja e o mestre-sala, vestia uma capa laranja e costeiro com detalhes em amarelo.

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Samba-enredo

Um samba que no começo, teve lá suas contestações devido à melodia para baixo, está dando certo. O carro de som, liderado pelo intérprete Leonardo Bessa, conseguiu dar um gás impressionante e colocar o samba nos trilhos para fazer a comunidade cantar. É uma letra bem reflexiva, nos faz pensar no que é o carnaval e o que ele pode se tornar daqui para frente. A frase ‘Sou resistência e você tem que respeitar marca muito’. O cantor Leonardo Bessa teve um desempenho forte. Na arrancada, participou muito perto das alas. As partes mais cantadas foram os refrões, principalmente, o de fechamento.

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Bateria

O destaque da ‘Bateria do Zaca’ hoje foi o andamento e suporte que deu ao samba. Regida por mestre Serginho, a batucada executou algumas bossas, mas não foi com tanta frequência. O intuito foi de fato sustentar o ritmo junto com o carro de som e usar as paradinhas de formas estratégica, visto que é necessário, pois o regulamento exige essa criatividade. A bossa destaque aparece no refrão do fechamento, onde os surdos de terceira se sobressaem.

Mestre Serginho avaliou o ensaio. “Hoje foi bom. Semana passada conversamos e falamos que tinha detalhes para arrumar, questão de logística. Na quinta-feira tivemos um retorno só de ensaio de bateria. Mudamos completamente isso daí, muito tempo fora. Ficamos dois anos sem ensaio técnico. Uma coisa é ensaiar na quadra e ter todo esquema dominado, chega aqui, encontra esse montão de gente, pensando um monte de coisa. Arrumamos na logística, e hoje já estamos com uma logística bem melhor e as coisas funcionam mesmo”, disse.

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Serginho também falou sobre o crescimento com os treinos. “É difícil. A bateria só cresce, conforme vai ensaiando mesmo, a tendência é crescer mesmo. Não tem o que fazer. Uma coisa que a gente mudou mesmo. Que foram os repiques, tinha um monte de desenho, tirei tudo, saquei tudo. Deixei só uma parada que a gente identifica e vê que esse negócio é nosso. O resto tirei tudo, repique tem que tocar, se o repique não fizer o andamento, a base, imagina, você arruma a logística, a parada do repique que tinha que arrumar. Aí arrumamos na quinta um pouquinho, e hoje outro. Estamos andando. Carnaval for amanhã, estamos prontos para desfilar”, analisou.

Evolução

A escola conseguiu ter uma evolução altamente satisfatória. Houve algumas alas coreografadas e também teve um equilíbrio muito grande na abertura da escola. A comissão de frente dança muito rápido e, o departamento de harmonia, conseguiu controlar e dar o equilíbrio necessário com o casal de mestre-sala e porta-bandeira e a primeira medição de alegorias, que vinha coreografando bastante.

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No refrão do meio, onde é cantada a frase ‘a cantar’, os componentes levantam os braços para o alto três vezes seguidas. É um movimento muito sincronizado e que dá um belo tom na pista. No refrão de fechamento do samba, onde se diz ‘sou resistência e você tem que respeitar’, os componentes levantam o braço e cerram os punhos. Literalmente, um gesto de resistência.

Outros destaques

Na medição do abre-alas, levaram um grande elemento alegórico com o símbolo da escola nas cores em vermelho e dourado. Um brilho predominante. Deu grande destaque na pista. Dentro desta medição de alegoria, havia uma ala coreografada dançando muito e interagindo com as arquibancadas. Acenando e mandando beijos.

Comissão de frente levou uma dança muito aguerrida. Vestidos com saia laranja e maquiagem nos olhos, enquanto encenavam, gritavam a todo instante. Aparentemente, uma dança que simbolizará resistência no dia do desfile.

Areretizou! Canto forte da comunidade e bateria são destaques em ensaio da Mocidade

Como prometido, a Mocidade abriu o penúltimo dia de ensaio técnico do Grupo Especial areretizando toda Marquês de Sapucaí. A escola fez grande apresentação, com destaque para o canto forte da comunidade e para a bateria “Não Existe Mais Quente”, comandada por mestre Dudu e com direito a participação especial de Carlinhos Brown. Por outro, lado, a agremiação pecou algumas vezes na evolução. O casal de mestre-sala e porta-bandeira sofreu com o vento forte. A Mocidade atravessou a Avenida em 1h04m. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

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Fotos de Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

Antes da arrancada, em seu esquenta, a Verde e Branco de Padre Miguel relembrou um dos seus campeonatos, o de 1985, entoando “Ziriguidum 2001”. Em seus discursos, o presidente da escola, Flávio Santos e o diretor de carnaval, Marquinho Marino, pediram garra e empenho aos componentes. Já no aquecimento, a bateria levou o público ao delírio, ao trazer como elemento surpresa o cantor Carlinhos Brown, um dos compositores do samba, tocando timbal. A escola estendeu uma faixa que avisava: “A arerêtização está só começando” e o simpático mascote Castorizinho veio na frente mexendo com o público.

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“Minha avaliação é super positiva. Se teve algum erro, que eu não vi e nem meu pessoal me relatou pelo rádio, somente quando eu fizer reunião com diretores de harmonia amanhã (segunda-feira). Mas, o saldo foi extremamente positivo, a escola fez um desfile bem organizado, cantando muito, evoluindo muito, os componentes se doaram muito pela escola e acredito que a escola está pronta pro desfile. Eu tive que segurar a emoção porque eu não posso ter emoção no meio do desfile, são 3500 componentes desfilando e eu tenho que ter o comando desse trabalho, sem nenhum tipo de emoção”, disse Marquinho Marino, diretor de carnaval.

Samba-Enredo e Harmonia

Um dos sambas mais elogiados durante todo o extenso pré-carnaval, a obra da Mocidade mostrou a que veio logo na entrada. Antes mesmo da arrancada, quando a bateria se apresentava e saudava o setor três, o público presente nas arquibancadas começou a entoar a composição da Estrela-Guia de Padre Miguel, a plenos pulmões. Impulsionado pelo ótimo desempenho do carro de som comandado pelo intérprete Wander Pires, em seu sexto carnaval desde que retornou à Mocidade, o samba funcionou perfeitamente. O refrão principal, com o famoso “Arerê Komorodé”, foi a parte mais cantada pelo chão da escola.

“Componentes soltos mas com garra, muita alegria e muita responsabilidade. Foi um ensaio técnico, porém com muita emoção, onde a Mocidade prestou homenagem a todos aqueles que nos deixaram nesse momento de pandemia. Foi uma mistura de emoção mas sem perder a razão. Hoje foi um ensaio para o público, mas foi também para a escola se ajustar. A Mocidade está 90% pronta, mas aproveitaremos o resultado do ensaio para servir como parâmetro e observarmos qualquer falha para que dê tempo de corrigir até o desfile. Ajustando hoje, a Mocidade chega como forte candidata para voltar no sábado das campeãs, e quem sabe como primeira colocada. Podem esperar um desfile mágico e com muitas homenagens que prometem arrepiar quem for nos assistir”, promete Wallace Capoeira, diretor de harmonia.

Com o bom samba, o desempenho da harmonia não poderia ser diferente. As alas Loucos de Paixão, Ossain e Iemanjá passaram bastante empolgadas e mostrando a força do chão dos independentes. Com saias em verde com desenhos de plantas e turbantes também em verde, as baianas também estavam com o samba na ponta da língua. A obra da Mocidade para 2022 tem vários momentos em que a comunidade aumenta o tom da voz e embala, como de ‘Quem é de Oxóssi é de São Sebastião’, de ‘Ô Juremê’ até ‘a caixa guerrear’, além dos refrões do meio e principal. A parte menos cantada foi de ‘Ibulama o mar atravessou’, até ‘Meu senhor’.

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“O rendimento do samba foi espetacular. Pra mim, isso é um termômetro do que vai acontecer no dia do desfile. Minha escola cantou muito, cada componente, cada segmento, a comunidade, todos deram um verdadeiro show de canto e eu só tenho a agradecer. Eu pedi pra eles se doaram, antes de começar o ensaio, pedi no microfone que eles se doassem e brigassem pela escola, cantassem com muita garra e amor e não deu outra, eles deram muito mais do que eu podia imaginar”, afirmou Marquinho Marino.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O fortes vento nos últimos ensaios no Rio de Janeiro atrapalharam alguns casais, e com Diogo Jesus e Bruna Santos não foi diferente. Durante apresentação no primeiro módulo, a porta-bandeira teve que guiar o pavilhão durante o bailado. Tirando este detalhe, a dupla fez grande apresentação na frente das cabines de julgadores, com sincronia, elegância e diversidade na dança, implementando passos variados. Em alguns momentos da dança, o mestre-sala fazia referências ao orixá Oxóssi, enredo da escola, como a flecha feita com as mãos. Ambos vestiam roupas brancas em brilhante, com parte em moda afro, em exibição de 2m15s.

“A emoção é muito grande. Estou muito feliz de estar voltando o carnaval, voltando desfile. Hoje aqui foi emoção enorme, até porque é meu primeiro ensaio técnico como primeiro porta bandeira, então, meu coração veio à boca. Mas, graças a Deus conseguimos fazer um bom trabalho”, disse a porta-bandeira.

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“Fizemos um bom trabalho. A gente conseguiu fazer o que se propôs a fazer. Pegamos um pouquinho de vento, mas nada que tirasse o brilho da nossa dança e foi bem feito. Sem erros, sem toque de bandeira na mão do mestre-sala, sem uma dança estar desconexa com a outra, foi tudo compacto e a gente pode fazer um grande ensaio. Podem esperar um grande desempenho, uma grande força. A gente vem com muita vontade”, completou o mestre-sala.

Bateria

Outro destaque da noite foi a bateria do mestre Dudu. A “Não Existe Mais Quente”, que será homenageada no desfile oficial, mostrou variedade nas bossas e instrumentos, com direito a show à parte de Carlinhos Brown, um dos compositores do samba. Com a levada característica da Estrela-Guia de Padre Miguel, a bateria impulsionou ainda mais o samba e embalou o desempenho do chão da escola. Uma das bossas se dá do verso ‘Oxóssi é caçador’ até ‘Apaixonado por Oxum’, onde são ressaltados agogôs e os timbales. De ‘Ô Juremê’ até ‘Toda alma independente’ a bateria também preparou outra bossa. No refrão, os ritmistas param totalmente para entoar o canto da escola e fazem o símbolo da flecha de Oxóssi com as mãos. A rainha Giovana Angélica veio com roupa preta com detalhes verdes em alusão a flores e plantas.

“Nossa bateria está com muita garra, porque no último carnaval nós fomos garfados. Meu pai sempre falou para mim que a voz do povo é a voz de Deus e agora está aí mais um resultado de um trabalho árduo. A verdade é que está fácil de trabalhar na Mocidade, a escola está bem blindada, eu estou trabalhando muito com o carro de som, trabalhando uma bossa para o casal, nós vamos fazer parada quando eles forem se apresentar e isso vai ser muito legal. Minha meta é fazer um trabalho bem simples, o famoso feijão com arroz bem temperado para que esse ano os jurados tenham uma leitura melhor da nossa bateria. Esse ano eu procurei trabalhar diferente para que os jurados tenham uma leitura melhor das bossas, foi trabalho em cima de melodia, alinhamento, porque eu quero que o jurado entenda a nossa bateria. Venho com 276 ritmistas. Só aumentei um pouquinho de caixa, timbau e botamos mais pressão na bateria. Não posso deixar de dizer que a escola comprou surdos novos para a gente, são surdos de primeira, foi bom para dar mais peso, porque a nossa segunda é muito grave, por ser um pouquinho mais baixa ela não dava a sonoridade que a gente queria ter e aí a escola comprou 15 surdos novos, hoje viemos com seis para estreia e foi só sucesso”, garantiu mestre Dudu.

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Evolução

O destaque negativo fica por conta da evolução. A escola entrou na Avenida de forma acelerada, e minutos depois teve que segurar o passo, o que fez com que tivesse que imprimir velocidade novamente no final. No primeiro módulo de julgadores, a ala Ossain seguiu com a frente da escola e gerando um espaço para o que vinha depois e posteriormente uma ala coreografada, que demorava a evoluir. Porém, o maior problema aconteceu após a apresentação no segundo módulo, a comissão de frente avançou além da conta e abriu distância significativa para o casal, que se apresentou logo em seguida. Após a exibição, a dupla seguiu, e ala que vinha logo atrás não acompanhou, formando um enorme buraco na altura do setor 6. A porta-bandeira percebeu o vácuo e cobrou a ala para se aproximar.

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De positivo, pode-se destacar a animação dos componentes da escola, que estavam bem leves e soltos. Além disso, todas as alas da escola possuíam algum adereço nas mãos, proporcionando um ótimo efeito visual e na evolução na avenida. Lenços, bolas, pompons e chapéus verdes também acompanharam os sambistas. A escola também trouxe algumas alas coreografadas, como a reis de Alaketu, que traziam flechas. A Mocidade também levou antes da ala Procissão um homem vestido como São Sebastião, sincretismo religioso de Oxóssi no catolicismo. Em determinado momento, componentes faziam reverência ao santo com velas na mão em bonito momento.

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“Foi maravilhoso, tudo que a gente esperava e queria. Tudo o que a gente sonhava. Eu que tive a experiência de cantar, foi incrível. Ontem, estava em São Paulo no ensaio técnico, por coincidência, cai sempre um em um dia e outro no outro, assim como nos dias de desfile. Estamos nos preparando cada vez mais, ainda faltam algumas coisinhas. Vamos continuar com os exercícios, minha fonoaudióloga está sempre comigo e vamos com tudo. Eu acho que vai dar bingo, de verdade. Eu acho que como dizem aí, vai dar Castor. Vai areretizar a Sapucaí”, brincou Wander Pires.

Outros Destaques

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A comissão de frente apresentou homens vestidos com camisa marrom afro, pena de Oxóssi na cabeça e rostos pintados. Os dançarinos comandados por Jorge Finelon e Jorge Teixeira fizeram boa exibição, com sincronia e força. Os componentes fizeram uma dança muito expressiva e com muitas referências ao enredo, com o arco e a flecha de Oxóssi.

A ala de baianas da escola, no tradicional verde e branco da escola, e a ala de passistas, com uma bela roupa verde estampada, também deram show na avenida.

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Ao fim, a escola trouxe uma faixa com a frase ‘Nós não vamos sucumbir! Viva o carnaval’ e bandeirões com as imagens de Castor de Andrade e São Sebastião. Com o enredo “Batuque ao Caçador”, desenvolvido pelo carnavalesco Fábio Ricardo, a Mocidade Independente de Padre Miguel será a terceira escola a desfilar na segunda noite do Grupo Especial.

Participaram da cobertura: Luan Costa, Lucas Santos, Leonardo Damico, Isabelly Luz, Ingrid Marins, José Luiz Moreira, Marina Perdigão, Gabriel Gomes, Philipe Rabelo e Walter Farias

Fafá, Evandro Malandro e canto da comunidade impulsionam samba da Grande Rio em ensaio na Sapucaí

Cercada de muita expectativa pelo vice-campeonato de 2020, a Acadêmicos do Grande Rio foi a segunda escola a ensaiar na Marquês de Sapucaí, na noite deste último domingo, com um dos melhores sambas deste carnaval e impulsionada também pela bateria, a Tricolor de Duque de Caxias correspondeu e teve sua obra cantada não só pelos componentes, mas por todo o público na Sapucaí. A interação entre desfilantes e torcida era notória no ensaio, com muita gente nas grades das frisas e camarotes se espremendo para acompanhar o treino de um bom lugar e se comunicar com os foliões. Outro destaque do treino foi a comissão de frente representando os Exus masculinos e femininos que riscavam o ponto e faziam a garra de Exú curvando a mão. Apesar de um início forte e avassalador, do meio para o fim, após a entrada da bateria no segundo recuo, houve desorganização na evolução e os componentes passaram com muita rapidez e pouca fluidez. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

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Fotos de Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

“Achei muito positivo, o ensaio é pra gente acertar, eu vim aqui com o propósito de ver o que está acontecendo para melhorar e achei muito bom, a escola se portou muito bem, cantou e, para nosso povo, o samba funcionou bem, o desempenho da bateria foi excelente e estou muito feliz e muito satisfeito com o nosso ensaio. Acho que a gente viu uma escola madura na pista e era isso que eu queria, a gente precisa ser uma escola madura, que sabe o que fazer. Eu saio daqui com essa certeza, que é uma escola madura, que sabe o que está fazendo, se planejou para se apresentar. A gente precisa ser maduro para, dessa vez sim, erro zero no desfile. A Grande Rio se reencontrou com seu povo, com a sua gente, me emocionou bastante”, disse Thiago Monteiro, diretor de carnaval.

Harmonia e samba

O samba já vem sendo um dos mais festejados desde que foi anunciada a vitória em outubro. No ensaio técnico no Sambódromo, o andamento adequado para composição, ajudou os componentes a cantarem, facilitando o uso das expressões mais complicadas da letra, valorizando sua métrica, além de incentivar a uma evolução mais espontânea e dançada. Importante citar o entrosamento também entre Evandro Malandro e seu carro de som, muito bem ensaiado na utilização de segundas vozes, terças e nos momentos em que entravam todos para dar uma potência maior e um volume. A escola cantou bastante, com destaque para as baianas, que vieram vestidas nas cores da Grande Rio, elas arregavam uma rosa vermelha nas mãos, todas giravam com extrema leveza pela avenida e cantavam o samba com muita garra. O mesmo vale para a ala de passistas, extremamente bem vestidos, as moças e rapazes deram um show e levantaram o público durante a passagem da escola. Outras alas de destaque no canto foram a ala de número 04 que trazia bastões reluzentes e também fazia coreografia, e a ala “damas”, que também trazia um colorido mini guarda-sol nas mãos.

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Conduzido com maestria por Evandro Malandro, o samba teve um rendimento muito bom, além dos refrões, algumas partes da obra se destacavam, principalmente o ínicio, com o “Boa noite moça, boa noite moço” e “Ô luar, ô luar… Catiço reinando na segunda-feira”, na boca do povo, o samba tem tudo pra render ainda mais no desfile oficial. Como ponto a ser citado de atenção da escola, no início do desfile, as primeiras alas em alguns momentos cantavam de forma desencontrada com o resto da escola o samba. Alguns “harmonias”, tiveram que pedir para que fosse parado o canto destas alas para que elas ouvissem o carro de som ao longe. É claro que essa situação é praticamente impossível acontecer no desfile oficial, pois haverá como referência a sonorização completa da Passarela do Samba.

“A Grande Rio achou o andamento do samba. A melodia encaixou certinho com a bateria e foi muito bom. O Fafá se preocupou tanto que ele deixou a bateria e foi lá no carro de som perguntar: irmão, o que você acha, tá legal pra você?1 O Fafá implementa uma pulsação e a todo momento olhando para mim e perguntando o que estou achando. Nós temos essa ligação: se tá bom pra bateria e pro cantor, tá bom pra comissão, para o casal e para toda a comunidade. Eu acho que foi muito bom e a minha avaliação é nota 11. Tirando pelo dia de hoje que foi maravilhoso, eu acho que só tem a crescer cada vez mais. Eu tenho mensagens de caravanas que vieram nos prestigiar, escutar o samba na avenida e saíram muito satisfeitos”, afirmou o intérprete Evandro Malandro.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal Daniel Werneck e Taciana Couto ensaiou vestido de branco em uma roupa representando o Oráculo de Ifá. A dupla iniciava a apresentação nos módulos já com um pequeno passo de dança de religião de matriz africana. Depois, já no passo tradicional, o casal mostrava bastante vigor e intensidade nos movimentos. Daniel carregava em uma mão um leque e na outra um lenço, apresentando um efeito interessante de movimento. No trecho que começava no “Sou Capa preta Tiriri”, a porta bandeira girava, tendo a mão livre em uma posição próxima ao rosto, também remetendo à dança de matriz africana. Nem mesmo o vento forte foi capaz de atrapalhar os belos giros de Taciana, que manteve sempre o pavilhão bem esticado. A dupla uniu a dança tradicional com a modernidade, e em alguns momentos arriscaram passos mais coreografados, durante a apresentação de pouco mais de dois minutos ambos demonstraram muita leveza, sincronia e garra, levantando e empolgando o público. Um único ponto a chamar a atenção foi a entrada no primeiro módulo de Daniel que foi um pouco brusca.

“Para a gente foi maravilhoso, né?! Dois anos sem… um ano sem desfile, dois anos sem ensaio técnico e a gente retornar agora, sentir o calor da galera é muito importante pra gente”, garantiu o mestre-sala.

“É muito emocionante, né?! Como ele já disse. Sentir o calor do público que é um termômetro para o desfile, sentir mais ou menos como a nossa escola vai estar passando na avenida no dia 23 de abril. Hoje foi tudo dentro do esperado, do ensaiado e combinado”, completou a porta-bandeira, que fez mistério sobre a fantasia do casal.

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Bateria

Comandada por mestre Fafá, a bateria trouxe atabaques que participavam de algumas bossas sustentando o ritmo como no trecho “Num mar de dendê” até “Zumbi Agbá”. No refrão principal, em alguns momentos, a bateria era completamente silenciada, com os ritmistas cantando e brincando, sendo chamada de volta pelo repique mor na segunda parte. Destaque para os desenhos de agogô que traziam uma boa sonoridade para o samba principalmente no refrão do meio. Em uma das bossas a bateria parava de tocar para que a escola cantasse o verso “Adakê, Exu, Exu ê Odará”, os componentes respondiam com bastante entusiasmo.

Paolla Oliveira brilhou, mais uma vez, como rainha, dessa vez acompanhada do namorado, o sambista Diogo Nogueira, a atriz esbanjou carisma e desenvoltura, com uma roupa nas cores da escola. A bela foi para o meio da bateria durante uma bossa para interagir diretamente com os ritmistas, em outro momento ela arriscava tocar um surdo que estava à frente da bateria.

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“Foi um ensaio muito difícil, nós tivemos problemas com nosso carro de som, mas eu agradeço muito a escola, porque ela cantou demais e isso foi fundamental para a gente marcar o tempo inteiro. Quero agradecer minha bateria que pulsou como nunca, num ritmo que arrancou lágrimas do meu pai. Tem tempo que não via meu pai emocionado por conta de um ritmo. Foi algo diferente e totalmente gratificante ver meu pai emocionado, então acho que estamos prontos para encarar a avenida. Claro que ainda temos algumas coisas a serem trabalhadas, mas hoje fizemos um grande desfile, então para mim foi ótimo ensaio. São pequenos ajustes, vamos trabalhar até o dia desfile. Nós temos coisas na manga que iremos mostrar no desfile, mas só vamos mostrar no dia mesmo”, comentou mestre Fafá.

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Evolução

O início foi muito forte, as primeiras alas cantavam e evoluíam com bastante empolgação, a maioria delas estava com adereços nas mãos, o destaque fica para a quarta ala, que estava com bastões coloridos, e a ala sete, com bexigas. Foi possível ver que a escola estava bastante compacta e que os componentes evoluíam com bastante organização, mas sem perder a alegria. A escola levou ainda elementos para demarcar os setores e facilitar a distribuição das alas. A Grande Rio não apresentou sobreposição de alas, estava compacta, e vinha evoluindo bem, em um ritmo bom, agradável e dançante. Porém, o que se viu nos últimos setores foi uma evolução em ritmo mais acelerado, após a bateria entrar no segundo recuo. Por conta disso, na altura do setor 10 um espaçamento considerável foi visto entre o local projetado para a quarta alegoria da escola e a ala da frente, a cantora Pocah, precisou correr para preencher o espaço. Alguns diretores de harmonia tentaram controlar o ritmo da escola. Com a bateria de volta para pista houve o ajuste.

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Outros destaques

A Grande Rio trouxe um elemento alegórico no início do desfile muito bonito, iluminado e bem-acabado, com o Exú Bará em cima, o primeiro Exú. Na ala de passistas havia vários tipos de Exú: malandro, Exú Veludo, Tranca-rua e pomba giras. No esquenta, Evandro Malandro cantou o samba de 1993, do enredo “no mundo da lua” e o de 2007 que homenageava o município de Duque de Caxias. O presidente Milton Perácio em um discurso breve antes da arrancada do samba falou sobre a vontade que a escola está de ser campeã e chamou os componentes a acreditarem na conquista inédita.

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No início um enorme bandeirão nas cores da escola foi estendido com os dizeres “Boa noite, moça, boa noite moço” e “Fala Majeté”. A Grande Rio manteve a tradição de desfilar com inúmeros famosos, muitos deles levantaram o público presente nas frisas e arquibancadas, com destaque para David Brazil, o ex-BBB e estreante Gil do Vigor, e a cantora Pocah.

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Com o enredo “Fala Majeté – Sete chaves de Exu”, a Grande Rio será a quinta escola a desfilar na segunda noite de apresentações do Grupo Especial, dia 23 de abril no feriado de São Jorge.

Participaram da cobertura: Luan Costa, Lucas Santos, Leonardo Damico, Isabelly Luz, Ingrid Marins, José Luiz Moreira, Marina Perdigão, Gabriel Gomes, Philipe Rabelo e Walter Farias

Fotos: ensaio técnico da Grande Rio para o Carnaval 2022

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Fotos: ensaio técnico da Mocidade para o carnaval 2022

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Vila Maria mostra entrosamento entre quesitos musicais em seu segundo ensaio técnico

A Unidos de Vila Maria realizou na noite de sábado seu segundo ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi. Se preparando para ser a quinta escola a se apresentar na primeira noite de desfiles do Grupo Especial, a “Vila Mais Famosa” mostrou boa melhora no conjunto de quesitos em relação ao treinamento anterior na Passarela do Samba. Com destaque para o entrosamento entre o time de canto, liderado por Wander Pires, e a bateria Cadência da Vila.

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Harmonia cresceu com a presença de mais componentes

A escola trouxe mais componentes que há 3 semanas atrás, e essa força extra se encarregou de dar corpo ao canto da comunidade da Zona Norte que, com os devidos ajustes, promete fazer uma grande apresentação no desfile oficial.

Cesinha, que é um dos membros da direção de harmonia da Vila, fez uma análise do desempenho no segundo ensaio, além de apontamentos a serem ajustados. “Em comparação ao primeiro ensaio hoje tivemos uma pequena evolução, tanto no quesito Harmonia como no quesito Evolução. Precisamos ainda ter uma certa cautela na cabeça da escola, no espaçamento do Casal, da Comissão de Frente para que a gente não sofra nenhuma penalidade baseado no quesito Evolução. Há uma penalidade que tem no balizamento da Comissão de Frente que acaba acarretando no balizamento de Evolução”, disse.

Questionado se a comunidade captou a mensagem de união entre os povos que o enredo almeja transmitir, Cesinha mostrou otimismo. “Sim, captou. A gente está falando sempre da importância de cada cidadão, de cada ser humano, na construção de um mundo melhor. Isso está sendo mostrado tanto em nossos ensaios de quadra quanto nos ensaios de rua, e conseguimos mostrar hoje um pouco mais aqui no Sambódromo do Anhembi”, completou.

A presença em maior peso de desfilantes foi exaltada pelo diretor ao comentar sobre o que mais gostou neste ensaio. “A alegria vem bastante de alguns componentes que chegaram agora, opessoal que ficou um pouco afastado com a incerteza do carnaval, se vai ter ou não desfile. Então com a retomada de alguns desses componentes, eles puderam trazer para nós essa alegria, e falar ‘poxa, realmente essa comunidade está com a gente aqui’, e isso foi um dos pontos positivos. Além, é claro, da nossa Cadência da Vila que sempre dá um show à parte”, concluiu.

VEJA GALERIA DE FOTOS DO SEGUNDO ENSAIO DA VILA MARIA

Bateria colhe frutos de reinvenção com grande desempenho

Se depender da bateria Cadência da Vila, o ritmo da escola não será uma preocupação. Sob comando de Mestre Moleza, a Vila Maria procurou se reinventar ao longo da pandemia, com direito até a escolinha online com utensílios domésticos no lugar de instrumentos. Para alguns pode até ter soado estranho, mas o resultado desses esforços foi bastante positivo para o entrosamento dos ritmistas, na opinião de seu líder que mostrou fazer bom uso das ferramentas online que estão à disposição. “Esse ensaio foi muito melhor que o primeiro. Em termos técnicos para a bateria, a gente fez uma análise bem legal, com todos os materiais, os vídeos de vocês, dos colegas de vocês, todos os vídeos do YouTube da galera que vem prestigiar. A gente é muito crítico com nosso trabalho, sabemos que podemos melhorar, e até o último minuto estaremos trabalhando. Hoje foi nota 10, mas queremos tirar 11 no dia, então não vão faltar esforços, para fazermos esses últimos ensaios e fazer um grande carnaval, um grande trabalho, comemorando 10 anos sob minha gestão”, declarou o mestre.

Moleza aproveitou para explicar o que está sendo preparado pela bateria para o desfile, além de observar alguns ajustes que foram feitos para o segundo ensaio. “São cinco bossas planejadas, bem distribuídas durante todo o samba. É uma decisão até estratégica perante o regulamento que pede essa questão da performance, da criatividade, então dependendo do trecho do samba que a gente estiver passando pela cabine, temos um arranjo para poder soltar e conseguir esses dois décimos que necessitamos para a bateria tirar 10. Fizemos o ajuste em uma bossa, colocamos as frases solos do repique todos na cabeça do tempo, para evitar que um componente, por não ter uma noção de música, possa interpretar errado esse arranjo e cantar fora do compasso. É um pequeno ajuste que é imperceptível para alguns, mas para nós fez total diferença. Acredito que encaixou muito bem com a alegria e a confiança. Tinha muita gente debutando, a molecada da escolinha, então veio o primeiro ensaio, tirou o peso da estreia e hoje vocês puderam ver a galera toda feliz, mais descontraída e mais consciente do que tinha que fazer”, detalhou.

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O mestre demonstrou estar muito orgulhoso de seus ritmistas, a alegria da comunidade foi o que ele mais gostou de ver neste ensaio. “O ponto alto é a alegria. Ver a alegria dos meus ritmistas, da criançada que toca aí, dos mais antigos que me receberam bem e até hoje estão correndo comigo. Isso não tem preço. A parte técnica a gente resolve lá, faz ensaio e tal. Mas essa parte da alegria, você vê que é espontânea, eu não posso cobrar alegria de um ritmista, a alegria vem através de um bom trabalho e quando eles ficam satisfeitos. Uma coisa é eu me iludir e dizer ‘o ensaio foi bom’, estou iludindo, mas quando eles estão felizes, aí é prova que realmente o ensaio foi muito bom”, finalizou.

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Melhora importante no momento certo

A Vila Maria conseguiu corrigir diversos elementos irregulares em seu segundo ensaio técnico no Sambódromo. A Comissão de Frente manteve a expressividade de sua dança, que já havia agradado anteriormente, assim como o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, que também fez uma apresentação positiva.

Tecnicamente falando, irretocável. A evolução fluiu sem percalços e permitiu aos componentes dançarem e cantarem. O canto, inclusive, melhorou consideravelmente, e isso é um ótimo sinal de que o samba pode funcionar muito bem no dia do desfile. A chegada de mais componentes ajudou a dar um ânimo importante, e fazendo os devidos ajustes podem ajudar a alcançar as notas que a escola deseja conquistar.

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A Vila Mais Famosa marcou presença nos últimos dois desfiles das campeãs. Resultados esses que mostram que os grandes trabalhos dos anos 2000 estão sendo reconquistados. Em sua segunda passagem pelo Sambódromo do Anhembi nesta temporada de ensaios técnicos, a Vila mostrou que soube analisar suas falhas anteriores e que pode melhorar ainda mais na luta para colocar a primeira estrela em seu pavilhão tão tradicional. E se o mundo precisa de cada um de nós, a Vila Maria está muito bem encarregada de ser seu porta-voz.

Em seu segundo ensaio, Gaviões da Fiel apresenta grande melhora

Na noite deste sábado, os Gaviões da Fiel realizaram o seu segundo ensaio técnico visando o carnaval de 2022. O treino foi marcado pelo ambiente forte que a comunidade quis mostrar. Com isso, o canto foi o destaque. A agremiação passou por uma semana conturbada e tinha tudo para ser um ensaio desanimador, com um contingente menor, mas os componentes resolveram mostrar que nada está perdido e a comunidade corinthiana continua forte para o desfile de 2022. A força da arquibancada, que é tão característica da agremiação, hoje serviu para embalar ainda mais os foliões dentro da pista.

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Harmonia

Foi o quesito destaque da escola. Os componentes vieram embalados com a intenção de realmente dar uma resposta. O número de pessoas que a agremiação conseguiu levar, também chamou muita atenção. Sem sombra de dúvidas, a quantidade de componentes em relação ao ensaio anterior, foi gritante.

Vale destacar o apoio dos integrantes de harmonia, que foram fundamentais para corrigir os componentes dentro do canto.

Porém, apesar de ter sido o quesito destaque da escola, alguns foliões cantavam o samba de forma errada no trecho: ‘herdeiro da senzala Brasil’, muitas vezes, se trocou a palavra ‘herdeiro’ por ‘guerreiro’. Apesar de ser um grande erro, pode ser facilmente corrigido.

Carlos Tadeu Miranda, diretor de harmonia dos Gaviões da Fiel, ficou contente com o desempenho da comunidade. “Pra mim esse ensaio foi um resgate. Hoje eu senti o canto e a empolgação dos nossos componentes dentro do samba, que é muito bom. O canto em relação ao primeiro ensaio, eu diria que melhorou em 70%. A característica dos Gaviões é o canto e nós estamos resgatando isso. O samba é muito bom, a letra é de uma qualidade excelente e tudo isso ajuda. A escola que canta, supera qualquer coisa. Por tudo que aconteceu nessa semana, foi uma superação pra nós e eu me sinto de alma lavada”, desabafou o diretor.

VEJA GALERIA DE FOTOS DO SEGUNDO ENSAIO DA GAVIÕES DA FIEL

Mestre-sala e porta-bandeira

O casal Wagner Lima e Gabriela Mondjian, protagonizaram outro ensaio de segurança. Totalmente satisfatório. Mostraram muita sincronia dentro dos giros e na coreografia. Sorriram e mostraram o pavilhão com garra o ensaio inteiro. Ambos estavam com o figurino na cor amarela. Destaque para o mestre-sala Wagner, que chegando ao final do treino, dançava gritando e incentivando a sua parceira Gabriela. Os dois estamparam muita felicidade e estão se mostrando cada vez mais dignos de ostentar o pavilhão alvinegro por muito tempo.

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Samba-enredo

Um dos grandes sambas do carnaval paulistano para 2022, foi digno de um canto de destaque nesta noite de sábado. Como analisado antes, no primeiro ensaio a escola veio em um número menor e cantando menos. Já nesse segundo treino, o hino foi elevado para outro patamar. O carro de som liderado por Ernesto Teixeira, o longevo e interminável, teve um ótimo desempenho. Destaque para os cavacos. Ao invés de apenas marcar o samba na avenida, os instrumentos de corda também improvisam alguns arranjos dentro do samba. O que dá uma diferenciada do usual.

As partes mais cantadas pela comunidade são a última estrofe e o refrão principal.

O intérprete Ernesto comentou sobre alguns ajustes a serem feitos. “Para falar sobre isso a gente tem que esperar a análise técnica da diretoria e da harmonia. Todo o ensaio é filmado e registrado. A diretoria acompanha, e tem gente que só fica observando os detalhes técnicos. Agora, durante a semana a gente avalia isso com calma pra entender se precisa melhorar algo para o dia 23. Acho que sempre dá para dar um gás a mais, até porque no dia 23 a arquibancada estará toda tomada, e isso por si só já mexe com o componente. E a gente sabe que grande parte das pessoas que estão nas arquibancadas no dia que a gente desfila é gente que está ali para torcer pela Gaviões, então esse é um fator positivo que a gente tem que se prevalecer dele. Saber a hora de entrar o samba no momento certo, cantar o hino da Gaviões para já mexer com esse povo, trazer no sangue, trazer na veia, trazer no coração, e acredito que isso tudo vai contagiar ainda mais os nossos componentes, então vai ser melhor”, analisou.

O cantor acrescentou sobre o samba, o enredo e afirmou que se faz necessário nos dias de hoje.
“A gente tem passado muito a letra do samba, e a pedimos nos ensaios, nos grupos, para as pessoas realmente interpretarem o samba, entenderem o que estão falando. Então cada linha do samba tem uma mensagem. É um enredo que se faz necessário. Eu diria que se faz necessário há 500 anos. Ele está atual desde sempre. A gente tem que lutar sempre pelas transformações, pelo respeito, pelo fim da intolerância e da hipocrisia. É uma luta eu diria que eterna, como é a luta do bem contra o mal. Mas é um enredo que caiu muito bem para a Gaviões da Fiel nesse ano”, finalizou.

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Bateria

O andamento da bateria foi outro destaque da escola. A cadência tomou conta de vez da ‘Ritimão’, regida por mestre Ciro. Quando se trata de um ritmo cadenciado, nota-se que os surdos de terceira e as caixas predominam a bateria. Três bossas foram executadas e, entre elas, a paradinha da última estrofe (‘meu gavião’) se destaca. A batucada toda para e a comunidade canta em uma só voz.

As outras bossas se localizam no refrão do meio e no refrão principal do samba.

Mestre Ciro, diretor de bateria dos Gaviões da Fiel, analisou o ensaio. “Gostei muito do desempenho da Bateria, do ritmo, do clima, da vontade de alcançar o objetivo que foi demonstrada por todos os ritmistas. Em relação ao primeiro ensaio, nós mexemos na formação da bateria, no posicionamento de alguns ritmistas, e no posicionamento das terceiras também, afim de trazer um andamento mais consistente pra esse ensaio e eu gostei bastante do resultado”, pontuou.

Ciro também acrescentou sobre as bossas e do ponto alto do treino. “Serão três bossas na avenida. Uma delas é dividida em duas partes que somam mais de 20 compassos e é ela que apresentaremos aos jurados para conquistarmos a nota de performance. Com relação ao ensaio, pra mim o ponto alto foi poder mostrar que os Gaviões estão unidos, fortes e com disposição de sobra pra defender a nossa bandeira e a nossa entidade em qualquer situação”, finalizou.

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Evolução

 A escola teve uma evolução satisfatória. Não houveram buracos ou espaçamentos entre as alas ou nas medições de alegorias. Houve grande sincronia entre os integrantes de harmonia e componentes, que cooperaram corretamente com todas as instruções dadas. Os foliões cumpriram devidamente o que se pede. Evoluíram de um lado para o outro. Não se limitaram a ficar na linha vertical da pista.

Em alguns momentos, a comunidade faz uma coreografia padrão. O refrão principal, na frase ‘basta é um grito que embala o povo’, estendem a mão para frente. Movimento que simboliza um ‘pare’. Na frase ‘meu punho é luz de Mandela’, as alas levantam cerram os punhos e levantam o braço. Quando chega no refrão do meio, nos versos ‘essa terra é de quem tem mais, conquistada através da dor’, as alas levantam o braço e giram para esquerda e para direita. Por fim, na última estrofe do samba, ‘Meu Gavião, chegou o dia da revolução, onde a democracia desse meu Brasil, faça o amor cantar mais alto que o fuzil’, os componentes levantam os braços e batem palmas até o término da última frase.

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Outros destaques

A comissão de frente, mais uma vez, mostrou uma encenação forte. De início apresenta-se um grupo com sete pessoas e, logo atrás, o restante. Totalizando 15 bailarinos dentro da ala. No grupo de trás, vinham tripés trazendo palavras ante ao preconceito, como ganância, ira, intolerância, soberba, egoísmo, opressão.

A maioria das alas estavam segurando bexigas em preto e branco.

Arquibancada monumental fez grande festa e toda ela acendeu sinalizadores quando a bateria passou

O ensaio também contou com a presença da musa dos compositores Ana Paula Minerato.

Fotos: ensaio técnico da Gaviões da Fiel para o Carnaval 2022

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Fotos: ensaio técnico da Vila Maria para o Carnaval 2022

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