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Com bom samba, Vigário Geral passa com problemas em evolução e harmonia

Primeira escola a passar pela Marquês de Sapucaí no penúltimo dia de ensaios técnicos da Série Ouro, a Acadêmicos do Vigário Geral mostrou a força do seu samba, muito elogiado no pré-carnaval. Compacta, a agremiação trouxe sua comunidade para a avenida e iniciou seu treino por volta de 20h30. Apesar do bom desempenho da obra, buracos e algumas correrias foram perceptíveis em vários pontos diferentes do Sambódromo. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

“A impressão que eu tive é que a escola cantou bem, principalmente a frente da escola, nossa comissão de frente se apresentou muito bem e nossa bateria além do samba funcionou muito bem. Nós ainda temos coisas a melhorar, mas até o desfile vai ficar tudo pronto. Eu quero aprimorar o canto e ver a escola mais compacta. É para a comunidade acreditar e abraçar porque a gente vem para fazer bonito neste carnaval”, afirmou o diretor de carnaval da Vigário, Ney Lopes.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Há pouco mais de dois meses anunciados como o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Vigário Geral, Diego Jenkins e Thainá Teixeira mostraram sincronia na apresentação em frente aos módulos de julgamento que durou pouco menos de dois minutos. Trajados em azul que dá o tom no pavilhão da escola e detalhes de estampa vermelha, o casal enfrentou um vento forte durante a execução do bailado, fazendo com que a bandeira dobrasse levemente no final da apresentação. Mas, é notório ressaltar as pegadas seguras na bandeira por parte de Diego e a apresentação bem nítida do pavilhão da Thainá Teixeira. No geral, os dois demonstraram graça e muita conexão em meio à uma bela coreografia, que estava com movimentos limpos. O casal também aparentou calma, sintonia e alegria, se olhando o tempo inteiro. Além dos passos tradicionais, a dupla incorporou passos afro em sua dança.

Thainá Teixeira falou sobre as dificuldades impostas pelo forte vento. “Ventou em todos os módulos, foi impressionante que ao longo da avenida nem ventou tanto, mas era só a gente entrar numa cabine e começava a ventar muito. Eu driblei o vento, mas não sei ao certo como eu fiz. A gente torce para que não venha vento no dia, para que não chova… mas se tiver que ser com vento vai ser, se tiver com chuva também. Na quarta-feira nós estivemos aqui e também ventou muito, aí hoje eu trouxe outra bandeira, trouxe a bandeira antiga de Vigário. Eu vim com ela, porque ela é bem mais pesada que a minha de apresentação, então imaginei que pudesse me passar mais segurança, também molhei ela e é isso… apesar do vento, eu estou muito feliz, porque conseguimos trazer muita coisa que testamos e quero agradecer ao Diego e a todo mundo envolvido”, comentou a porta-bandeira.

“Eu quero agradecer a Deus e a Thainá, porque nós conseguimos fazer absolutamente tudo que temos ensaiado todos os dias. Teve um vento que tentou atrapalhar a gente, mas graças a Deus eu tenho uma porta-bandeira muito eficiente, que me passa confiança e conseguiu driblar a ventania. Para mim foi lindo, foi emocionante e eu estou chegando aqui com a sensação de dever cumprido, porque tudo que a gente ensaiou, consertou e repetiu mil vezes, a gente conseguiu fazer aqui”, revelou o mestre-sala Diego Jenkins.

EVOLUÇÃO

De longe, o “calcanhar de aquiles” da Vigário e o que precisa ser ajustado para o desfile oficial. Houve um grande clarão envolvendo a apresentação do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, desde o primeiro módulo de julgamento até o último, localizado no setor 10. Um espaço muito maior do que o normal foi aberto entre eles e as alas que antecedem e sucedem a dupla. Isso fez com que o ritmo de andamento da escola fosse prejudicado: hora evoluiu regularmente num ritmo constante, hora precisava acelerar os passos de forma brusca, fazendo com que as filas formadas dentro das alas se misturassem. O segundo casal da escola também precisou se revezar por toda a avenida entre compensar o grande buraco deixado, ou pedir espaço porque estava sendo estrangulado pelas alas. Alguns adereços de mão como bexigas nas cores da agremiação e pompons também ajudaram algumas alas nas coreografias e trouxeram maior movimento.

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HARMONIA

Apesar do excelente samba, algumas alas da escola não aproveitaram o ensaio para cantá-lo. A escola passou sem que fosse notada alguma cola, no entanto, os componentes passaram cantando pouco, exceto pelo refrão principal que era cantando com força. Durante o treino, era possível observar alguns componentes da ala, que veio na sequência do tripé que representava o abre-alas, conversando e com celular na mão, ao invés de entoar a obra. Entretanto, a ala dos compositores cantou forte o samba por inteiro, assim como a ala das baianas, das passistas e a ala dos escravos, ala que também tinha coreografia bem ensaiada. Da concentração até a praça da apoteose, os componentes fizeram bonito e entoaram com força e muita garra a obra para o carnaval de 2022.

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SAMBA-ENREDO

Comandado por Tem-Tem Jr, o carro de som da Vigário Geral deu show na Marquês de Sapucaí. O samba, que contou com a participação de Xande de Pilares na gravação, auxiliou a bateria na sustentação e manteve o andamento durante todo o desfile. De longe, o refrão possui uma pegada forte e é o ponto de explosão para a escola. Os versos Atabaque evocou orixá no Ilê / E o ponto firmou no toque do alabê / Pequena África… Raiz cultural / O samba resiste na Pedra do Sal levantaram a plateia presente no Sambódromo. O intérprete Tem-Tem Jr analisou o rendimento da obra no ensaio.

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“Eu acho que foi muito forte em relação a forma com que a gente esperava, até um pouquinho mais. É um samba muito resistente, não cai nenhum minuto. Eu acho que o povo percebeu a cadência. A conexão do carro de som com a bateria é uma sintonia excelente. Minha escola, passando com muita alegria. Estou emocionado. “Um samba muito aclamado pelo povo. Vocês podem ver pela internet, sempre com muitos elogios, graças a Deus. Os carnavalescos foram muito felizes na escolha do enredo e os compositores mais ainda na feitura da obra. Eu só tenho que agradecer a toda equipe”.

BATERIA

Comandada pelo mestre Luygui Silva, a bateria da Vigário Geral apresentou um belíssimo trabalho em seu ensaio na Sapucaí. Com bossas que elevaram a potência do samba, o andamento foi mantido do início ao fim. Foi possível perceber cada um dos instrumentos e em nenhum momento a bateria atravessou o carro de som. À frente da bateria estava a rainha Egili Oliveira que esbanjou samba no pé. Vestida com as cores da escola e um belo adereço dourado na cabeça, a beldade mostrou estar preparada para o carnaval e atendeu público e imprensa com muita simpatia. Damásio dos pratos, famoso por desfilar em outras escolas como a Mocidade Independente de Padre Miguel, também estava presente. Mestre Luygui revelou que a “ Swing Puro” virá com 220 ritmistas para o desfile, além de explicar as bossas e convenções que pretende fazer.

“Uma avaliação muito positiva, mas não foi 100%, não foi 10 e eu acredito que o 10 nós vamos buscar no dia do desfile. Temos que melhorar pequenos detalhes, mas o ensaio foi muito produtivo, foi muito bom. Digamos que estamos 99% prontos para o desfile e até o desfile, a gente chega a 100%. Nós vamos apresentar essas duas convenções que fizemos aqui hoje, para valorizar mais o samba, ditar mais o ritmo dele, que é muito bom e é um dos melhores do carnaval. Então, a gente nunca trabalha só pensando em nós mesmos, a gente trabalha pensando na escola, no conjunto”.

OUTROS DESTAQUES

A ala de passistas, além de evoluírem muito bem, sambaram ao longo de todo o percurso pela avenida. Destaque para a roupa confeccionada em estampas que remetiam à África. A velha-guarda da escola também passou bonito logo na frente do primeiro tripé de alegoria, que são três ao todo.

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Vale destacar também a bravura da comissão de frente em uma coreografia marcante e muito bem ensaiada. A apresentação durou dois minutos e trouxe 15 bailarinos, que esbanjaram muita energia, vestidos com saias coloridas e rostos maquiados de branco. A coreografia mostrou algumas referências de atividades características dos ancestrais, como por exemplo: passos de danças afro, movimentos característicos de religiões de matrizes africanas, referência ao ritual de incorporação que é visto nos terreiros de candomblé e umbanda, etc. A Vermelha, Azul e Branca da Zona Norte presenteou o público com uma ala das baianas vestida no tradicional branco que destacava as guias e patuás que vinham no pescoço das componentes da ala e adereços multicoloridos em suas cabeças

Com o enredo Pequena África: Da Escravidão ao Pertencimento – Camadas de Memórias entre o Mar e o Morro, a Acadêmicos do Vigário Geral será a sexta escola a desfile no segundo dia de desfiles da Sério Ouro em 21 de abril, feriado de Tiradentes.

Participaram da cobertura: José Luiz Moreira, Walter Farias, Leonardo Damico, Gabriel Gomes, Lucas Santos. Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Fotos: ensaio técnico da União da Ilha para o Carnaval 2022

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Fotos: ensaio técnico da Vigário Geral para o Carnaval 2022

Fotos: ensaio técnico do Estácio de Sá para o Carnaval 2022

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Império da Tijuca convida ‘passista solitária da Sapucaí’ para participar do desfile

A diretoria do Império da Tijuca encontrou a mulher que viralizou após ser filmada sambando sozinha na Marquês de Sapucaí. Adriana da Costa Salles, de 36 anos, circulava no final da tarde de quinta-feira, 31 de março, pelas redondezas da Apoteose, no Centro do Rio.

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Adriana ficou conhecida por meio das imagens produzidas pelo fotógrafo Rafael Catarcione, e que começaram a circular na web na noite da última terça-feira (29). No vídeo, a Cinderela esbanja felicidade sambando sozinha e de forma espontânea, durante o ensaio técnico, realizado em 19 de março. A trilha sonora não poderia ser outra: o “Samba de Quilombo: a Resistência pela Raiz”, enredo que o Primeiro Império do Samba vai levar neste ano para a Passarela.

A coreografia livre e solitária conquistou o público na Avenida, e, principalmente os internautas, que logo compartilharam o vídeo nas redes sociais. Na manhã desta quinta-feira, a diretoria do Império da Tijuca realizou as buscas pela região do Catumbi, onde Adriana circula, e é bem conhecida pelos moradores.

Após ser encontrada, a mais nova componente do Primeiro Império do Samba foi recebida pela presidência no barracão, localizado nas adjacências do Sambódromo. Ela dividiu sua história com o carnavalesco, Guilherme Estevão, e revelou que é mãe de três meninas que são cuidadas por uma tia de consideração. Ela cata latinhas para sobreviver, não sabe ler, nem escrever, e conta com o apoio de moradores da redondeza.

Ao ser questionada por Guilherme se aceitaria repetir o feito na Avenida, ela prontamente aceitou o convite e irá participar do nosso desfile, que acontecerá em 21 de abril.

“Eu fico nas ruas. No dia do ensaio, eu estava no Sambódromo catando latinhas, ouvi o samba, comecei a sambar! De repente, eu tive a surpresa quando eles me encontraram e me convidaram para desfilar pela primeira vez na Avenida. Tô com muita vergonha, mas nós vamos chegar lá e ganhar!”, comemora Adriana.

A passista deixou de ser solitária, ela virá em uma ala especial, acompanhada por um grupo de jovens atrizes negras.

A partir de agora, a Cinderela do Samba terá um novo capítulo em sua história, escrito pelas mãos do Primeiro Império do Samba, que se coloca disposto a abrir as portas para que Adriana consiga estudar, ingressar no Mercado de Trabalho e dar uma nova vida à sua família.

O Império da Tijuca será a sétima escola a pisar na Marquês de Sapucaí, dia 21 de abril, quinta-feira, com o enredo “Samba de Quilombo – A resistência pela raiz”, de autoria do carnavalesco Guilherme Estevão. A Primeira Coroa do Samba segue firme na disputa pelo título da Série Ouro.

Fantasias em homenagem a Martinho começam a ser entregues na Vila

Os figurinos que a Unidos de Vila Isabel levará para a Marquês de Sapucaí para homenagear Martinho da Vila no próximo dia 22 de abril, um sábado, começaram a ser entregues no último fim de semana na Cidade do Samba, Zona Portuária do Rio. A agremiação foi a primeira do Grupo Especial a iniciar o processo de distribuição de fantasias à comunidade rumo ao Carnaval 2022.

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O foco da distribuição, além do repasse das peças aos componentes, é na valorização dos artistas da “fábrica de sonhos”. Junto com o conteúdo das entregas, as alas estão recebendo uma mensagem impressa que contabiliza o número de profissionais envolvidos naquela cadeia produtiva: 22 ao todo (carnavalesco, historiador, desenhista, comprador, fornecedores, modelista, ferreiro, vimeiro, costureiras, aderecistas, chapeleiro, pintores, batedor de placa e escultores).

A ideia de trazer a equipe aos holofotes, diante dos quadros da agremiação, partiu do diretor de Carnaval Moisés Carvalho.

“É uma mão de obra muito expressiva, que as pessoas não fazem ideia do tamanho e da importância. Especialmente nesse ano que passou, com tantas perdas, é importante a valorização da vida e da mão de obra humana”, conta Moisés.

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Para o dirigente, após a entrega, a responsabilidade pelo sucesso do desfile, o último do Grupo Especial este ano, está agora nas mãos de quem desfilar na Sapucaí:

“Queremos que cada um que vista nossa camisa e nossas fantasias. São centenas de pessoas juntas em cada detalhe daquelas roupas. Esse sentimento é o que nos faz gigantes”, finaliza o diretor.

Neste sábado, as alas 4,12 e 16 serão distribuídas de 9h às 12h. Em seguida, será a voz das alas 15 e 22, entre 13h às 17h. Mais informações estão sendo divulgadas nos canais de comunicação oficiais da Vila.

Acadêmicos de Vigário Geral, União da Ilha e Estácio de Sá ensaiam na Sapucaí neste sábado

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O mês de abril chegou e estamos cada vez mais próximos dos desfiles de 2022! Nesse fim de semana vamos dar continuidade a mais uma série de ensaios técnicos na Sapucaí. Neste sábado, 02, vão passar pelo Sambódromo: Acadêmicos de Vigário Geral, União da Ilha e Estácio de Sá, respectivamente. A entrada é gratuita, mas o local está sujeito a lotação. Após a passagem da última agremiação, o Grupo Deita e fará uma roda de samba na Praça do Samba, atrás do Setor 2.

Para participar do evento, será necessário comprovar a vacinação contra Covid-19, de acordo com o calendário da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. A comprovação poderá ser feita através do certificado de vacinação digital – disponível no aplicativo ConecteSUS –, caderneta de vacinação ou comprovante de vacinação.

Confira a seguir a programação deste sábado.

19h – Acadêmicos de Vigário Geral (C)
20h – União da Ilha (B)
21h – Estácio de Sá (C)

Série Barracões SP: Almejando o desfile das campeãs, Barroca Zona Sul aposta na fé de Zé Pilintra

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A equipe do site CARNAVALESCO visitou o barracão da Barroca Zona Sul e conheceu o projeto da escola para o desfile de 2022. O enredo que a escola levará para avenida, tem como título: “A evolução está na sua fé… Saravá Seu Zé!”, uma homenagem à entidade da umbanda, Zé Pilintra. O carnavalesco da agremiação, Rodrigo Meiners, contou todo o desenvolvimento do enredo.

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“A gente conta a história da entidade Zé Pilintra, mas não a história de maneira reduzida do que a população conhece sobre Zé Pilintra, que é apenas o setor da malandragem, boemia, samba e da jogatina. Vamos contar a história seguindo uma linha cronológica. A vida dele como pessoa aqui na terra, o que ele passou, viveu, sofreu, suas experiências e conhecimentos, até e porque ele se torna uma entidade da umbanda. Uma linha cronológica contando a importância dele dentro da religião, terminando com os devotos e pessoas que acreditam nele para viver, pois Zé Pilintra é conhecido como o advogado dos pobres e dos menos favorecidos”.

A história do enredo e a religiosidade da escola

“O enredo é uma ideia que partiu de uma promessa da escola. É uma agremiação muito religiosa. Se você parar para pensar, os temas da Barroca Zona Sul, são ligados à religião, mas nem sempre ligados à África ou à africanidade. Esse enredo não é afro. O Zé Pilintra é uma entidade brasileira de uma religião 100% nacional, que é a umbanda e, esse enredo vem da escola, porque quando eles começam essa retomada lá em 2014, eles se apegam muito à figura do Zé Pilintra. E foi meio que uma promessa que se subisse pro Grupo Especial e permanecesse em 2020, no próximo carnaval, o enredo seria uma homenagem ao Zé Pilintra. Um grande agradecimento. Então, a ideia partiu da agremiação. Do nosso presidente e diretor de carnaval”.

É sabido que infelizmente, a figura de Zé Pilintra, é demonizada por parte da sociedade. O carnavalesco prometeu que a ideia é mostrar que não é assim que a entidade deve ser tratada.

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“A gente quer mostrar que não é isso. Não mostramos isso para responder algum tipo de comentário negativo. A gente conta a história dele e, dentro disso, cada um interpreta da sua maneira e tira a sua conclusão sobre o que é Zé Pilintra. Mas, tenho certeza que quem assistir ao desfile de fato e prestar atenção, vai sair com outra ideia. Por tudo que ele passou, viveu e sofreu, não tem como associar ele a uma figura ruim. As coisas de errado que ele possa ter feito, foi pela condição de vida que ele enfrentava do que pela maldade e, a grande mensagem do enredo, é essa: Você acaba fazendo coisa errada, cometendo pecado na vida, mas o que importa no final da trajetória da vida é a fé e seus princípios de bondade, caridade, amor. A evolução está na sua fé e no que você acredita”.

O planejamento de desfile na pista

A Barroca está indo para o seu segundo carnaval consecutivo no Grupo Especial. Em 2019, a agremiação conseguiu o vice-campeonato do Acesso I e, consequentemente, ganhou uma vaga no Grupo Especial, depois de ficar 15 carnavais de fora. É uma escola tradicional de São Paulo, que até então, frequentava a elite regularmente desde o final dos anos 70. Finalmente, para a alegria de sua comunidade, a Barroca voltou e se manteve. E agora, segundo o carnavalesco, está na hora de alçar voos maiores e, para isso, o modelo de desfile deve ser mais ousado.

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“O desfile do Barroca para 2022, é bem maior em todos os sentidos do que 2020 por várias questões. Em 2020, a escola estava voltando pro Especial depois de 15 anos. Querendo ou não, a comunidade sente esse tempo todo longe do Grupo Especial. A maneira de desfilar e competir é bem diferente. Foi uma retomada meteórica da escola chegar no especial e, voltar pro Acesso, seria uma frustração muito grande para todos. Então, a gente estudou o manual do jogador do carnaval de São Paulo e fizemos um desfile mais coeso e mais seguro de todas as maneiras possíveis do que grandioso e ousado. O Barroca 2020, não foi um desfile para o Rodrigo artista carnavalesco, e sim o serviço prestado para a Barroca Zona Sul. Eu não fiz o que achava mais bonito, o que achava melhor e que fosse render mais elogios ou mais aprovação ou da crítica da mídia especializada do carnaval. Eu fiz, junto ao meu diretor de carnaval e comissão artística, o que fosse mais seguro para a escola permanecer no Grupo Especial”.

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Para 2022, o carnavalesco disse que tudo vai mudar. A Barroca desfila em um dia que é a única escola que não ganhou carnaval e, por isso, precisa ainda mais despertar a atenção do público.

“A partir daí, a conversa muda. Quando teve um sorteio onde a gente caiu em um sábado de carnaval, onde a única ‘não campeã’ do carnaval, é a Barroca e desfila depois da atual campeã que vai querer o bicampeonato, a gente entendeu que o ano divisor de águas da escola não era o ano passado. O ano pra gente mostrar nosso trabalho e nossa grandiosidade do que pode fazer pra realmente mudar a história do Barroca em relação à expectativa das pessoas, é 2022. Se a gente conseguir fazer um carnaval imponente, tenho certeza que vão começar a colocar a Barroca Zona Sul como uma escola postulante a alcançar posições lá em cima. Então, é um projeto pensado nisso. Firmar a escola no Especial e mudar essa perspectiva das pessoas. Se a gente conseguir somar a técnica de 2020 com um visual maior, eu tenho certeza que o nosso resultado será melhor. Nosso desafio é trazer um carnaval grande, competitivo, que briga para ir às campeãs ou até mesmo para título, sem esquecer os balizamentos do manual do jogador da temível pasta de jurados do carnaval de São Paulo”.

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Uma abertura de desfile impactante é a aposta

Segundo Rodrigo Meiners, desfilar em um dia que o nível é muito alto, pode ser algo que “prejudique” a escola de alguma forma e, apostar em um desfile com uma abertura que chame a atenção do público, é uma estratégia a ser feita.

O investimento foi tanto, que a agremiação contratou o renomado artista coreógrafo, Carlinhos de Jesus. O bailarino teve passagens importantes por escolas como Mangueira, Vila Isabel e Império Serrano e, agora, estreia em São Paulo com a missão de fazer um ótimo trabalho no Barroca Zona Sul e encher os olhos do público no sambódromo do Anhembi.

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“É um pouco clichê, mas a abertura da escola é um cartão de visitas. Voltando a falar do dia, é um dia muito pegado. Antes de ser carnavalesco, eu era um espectador e, em um dia desse, a primeira brecha que você dá de baixar o nível, é a hora que as pessoas deixam de assistir o seu desfile e vão ao banheiro ou fazer um lanche. A gente não pode dar essa brecha, ainda mais para um final de noite, depois de grandes escolas. Então, se a abertura não pegar e não chamar a atenção, corremos o risco de ter um desfile frio. Então, fizemos alguns investimentos pesados nessa abertura da escola. Para isso, trouxemos o Carlinhos de Jesus, maior coreógrafo de comissões de frente, ganhou vários estandartes de ouro. Nunca havia desfilado em São Paulo, apesar dos inúmeros convites que ele já teve. É um cara completamente querido pelo público do carnaval, sempre está na TV aberta. Também temos um casal que é um segmento que eu gosto muito de criar. Eu não vi o projeto das coirmãs, mas nosso abre-alas tem uma escultura que se não for a maior, é uma das maiores do carnaval de São Paulo de 2022. Então, são várias coisas que nós preparamos estrategicamente para aguçar o público”.

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A comunidade e o carinho com o carnavalesco

Com seus 26 anos, Rodrigo Meiners é o carnavalesco mais jovem entre todos os artistas que assinam o carnaval em São Paulo. Isso contando apenas Grupo Especial e Acesso I. Mas, apesar da pouca idade, Rodrigo vem dando as caras na paulistana. Em 2019, fez um grande trabalho na Mocidade Unida da Mooca e foi contratado pelo Barroca, que subiu para o Grupo Especial naquela oportunidade. Por conseguir manter a agremiação na elite e estar a frente de um projeto ousado, o carnavalesco vem recebendo um carinho muito grande da comunidade da verde e rosa.

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“Eu completo três anos na agremiação agora e vou para o meu segundo carnaval. A comunidade do Barroca Zona Sul, de tudo que eu conheço e vivi de carnaval, era ‘carente’, mas não no sentido ruim da palavra. O Barroca Zona Sul quase enrolou o pavilhão ainda na década passada. Há 10 anos atrás, a escola estava pra acabar. Foi uma comunidade que tomou muita pancada na cabeça, viu o que ela ama, se destruir. Então, quando o presidente Everton Cebolinha, junto com o diretor de carnaval, Marcão, assume a escola para essa retomada, a comunidade volta a ganhar confiança e começa a tratar todo mundo de uma maneira incrível, porque na minha visão, ela vê essas pessoas fazendo o melhor pra entidade que elas amam. Então, quando eu entro em 2019 pra montar o carnaval de 2020 nesse contexto, graças a toda confiança que se tem na direção da escola, eu achei que eu ia sofrer um pouco de desconfiança, até porque eu estava na Mocidade Unida da Mooca, fiquei atrás do Barroca e fui convidado a participar da elaboração e execução do projeto para 2020. Mas, a confiança da comunidade na diretoria é tão grande, que acabou refletindo em mim. Tudo que eu faço, recebo elogios da comunidade, eles sempre estão presentes aqui no trabalho, me sinto muito bem tratado e muito feliz quando vou pra quadra do Barroca Zona Sul. A participação comigo é maravilhosa e, com o trabalho, é mais ainda. A mídia do carnaval tem um papel importante nisso. Quando acaba um evento, como a festa de lançamento do CD, a comunidade vê elogios, isso enche eles de orgulho”.

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Conheça o desfile

Setor 1
“A gente começa mostrando quem é Zé Pilintra, justamente porque as pessoas associam a uma figura ruim. Então, a abertura do desfile é uma abertura de tudo. É a louvação à Zé Pilintra”.

Setor 2
“É a trajetória de vida dele até chegar no Rio de Janeiro. Ele quando criança no sertão de Pernambuco, tudo que ele passou de ruim no interior do nordeste. Perdeu pai e mãe, o que motivou ele a chegar no Rio de Janeiro. Na região central da Lapa, Zona Portuária e tudo que ele aprendeu e viveu ali. A questão da jogatina, mulherada, boemia e malandragem.

Setor 3
“É a parte da religião, da umbanda, que transformou José dos Anjos na entidade Zé Pilintra. A religião umbanda que é 100% brasileira, inspirada em algumas matrizes africanas”.

Setor 4
“A gente encerra com a mensagem de quem cultua Zé Pilintra e o legado e a mensagem que ele deixa nos dias de hoje. É conhecido como a entidade dos pobres, advogado dos menos favorecidos. Então, a mensagem final é essa. São as pessoas que hoje em dia sofre muitas coisas que o Zé Pilintra sofreu quando ele viveu aqui na Terra e que usam a fé em qualquer entidade ou crença, mas também no Zé Pilintra como maneira de levar a vida e enfrentar essas mazelas de formas mais leve, acreditando que tudo vai melhorar futuramente. Essa é a nossa mensagem final do enredo”.

Ficha técnica

Alegorias: Quatro
Componentes: 1750
Alas: 16
Três casais de mestre-sala e porta-bandeira
Diretor de barracão – Wendel Borreli
Chefe de decoração – Uirley Santos

Camarote do King homenageará a Turquia no carnaval de 2022

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Completando cinco carnavais como um dos espaços mais cobiçados da Sapucaí, o Camarote do King se prepara para os desfiles das escolas de samba, que acontecerão a partir do dia 20 de abril. O espaço, localizado no setor 8, fica bem próximo ao segundo recuo de bateria e ao lado da cabine de julgadores. * COMPRE AQUI SEU INGRESSO

Durante os ensaios técnicos, realizados aos domingos, o camarote tem aberto as portas para patrocinadores e está dando uma prévia de como será o atendimento nos dias de desfiles. Os convidados, concentrados apenas no primeiro piso, aproveitam a área da frisa degustando alguns dos petiscos que serão servidos no camarote pelos parceiros e patrocinadores, como sanduíche de pão com linguiça do Grupo Landim, kebab do Zé do Churrasco e mini-hambúrguer do Top Burger Gourmet. Tudo com o conforto do open bar de cerveja Petra, gin Beefeater, vodka Absolut, whisky Ballantines, além de drinks diversos da Cachaça Cabaré, refrigerantes e outras bebidas do grupo Coca-Cola.

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Lilian Martins é uma das sócias do Camarote e comenta que esperou durante três anos para abrir o espaço durante os ensaios, que funcionam como um esquenta para o carnaval. “Sempre foi o nosso desejo funcionar nos ensaios, mas a prefeitura anterior ficou alguns anos sem realizar, e a gente esperava com muita ansiedade por esse retorno”.

Neste ano, o Camarote mantém a estrutura de três andares, que somam 1.400 m². No primeiro andar, além da área interna com estações de alimentação e bebida, está a boate, com isolamento acústico, e também a área das frisas. No segundo piso, SPA de massagem, salão de beleza e barbearia. No terceiro, o tradicional varandão, com vista privilegiada para a pista e para o segundo recuo da bateria.

A decoração temática, realizada por Dona Eliane, mãe de Lilian e João King, tem o intuito de criar cenários alegres que proporcionem uma experiência bem carnavalesca. Em 2022 o tema do King será a Turquia.

A alteração da data dos desfiles para abril vai dar um contexto diferenciado para o carnaval deste ano. Lilian acredita que o público será mais carioca e diz que a mudança de mês foi uma dificuldade, porém, comemora a volta à Avenida: “Eu estou muito feliz, porque essa energia aqui não existe em lugar nenhum. Eu fui a vários eventos e não se compara, aqui é outra energia”, ressaltou.

O Camarote do King, embora bastante espaçoso, recebe no máximo 1000 pessoas por noite, a fim de evitar filas e aquela sensação de dificuldade para transitar pelos ambientes. Hoje, faltando 20 dias do início do Carnaval e com 60% dos ingressos já vendidos, oferece ainda condições de pagamento em 6x no cartão de crédito.

Desfiles do Grupo de Acesso II no Anhembi terão arquibancadas gratuitas

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O Carnaval da Vida acaba de ganhar uma novidade. Em 2022, os desfiles do grupo de Acesso II terão entrada gratuita em todas as arquibancadas do sambódromo do Anhembi. Para assistir às 12 agremiações que desfilam no dia 16 de abril, sábado, portanto, basta ter em mãos um comprovante do esquema vacinal contra a covid-19 completo.

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Divulgação/Liga-SP

Ingressos já comprados

Os ingressos adquiridos anteriormente para o dia 16 de abril, sábado, podem ser trocados no bar, durante o evento, por três cervejas ou refrigerantes. Quem não quiser fazer a troca, pode solicitar o reembolso através do e-mail [email protected].

Mesas e cadeiras de pista

Os ingressos para mesas e cadeiras de pista no dia 16 de abril, sábado, continuam à venda, com valores a partir de R$ 30. Em todos os setores onde há mesas e cadeiras de pista disponíveis, a entrada é paga. Apenas os lugares nas arquibancadas são gratuitos.

Desfiles das Escolas de Samba de São Paulo

Os Desfiles das Escolas de Samba de São Paulo acontecem nos dias 16, 21, 22 e 23 de abril, no sambódromo do Anhembi. O ciclo encerra no dia 29 de abril, com o Desfile das Campeãs. Participam da última noite a campeã do grupo de Acesso II, a primeira e a segunda colocada do grupo de Acesso e as cinco escolas com as maiores somas de notas do grupo Especial, incluindo a grande campeã do ano. Os ingressos para as mesas e cadeiras de pista do dia 16 de abril e para todas as modalidades nas outras quatro noites de evento estão à venda pelo site www.clubedoingresso.com/carnavalsp.

Também é possível adquirir ingressos na bilheteria do sambódromo do Anhembi (Portão 1 – Avenida Olavo Fontoura, nº 1.209 – Santana), de segunda a domingo, do meio-dia às 20h; ou no Carioca Club, de segunda a sábado, das 13h às 17h. O endereço é rua Cardeal Arcoverde, nº 2899, em Pinheiros, a 3 minutos do metrô Faria Lima.

Ordem dos desfiles do grupo de Acesso II

20h – Brinco da Marquesa
20h50 – Camisa 12
21h40 – Uirapuru da Mooca
22h30 – Primeira da Cidade Líder
23h20 – Unidos de Santa Bárbara
0h10 – Torcida Jovem
1h – Nenê de Vila Matilde
1h50 – Unidos do Peruche
2h40 – Imperador do Ipiranga
3h30 – Amizade Zona Leste
4h20 – Tradição Albertinense
5h10 – Dom Bosco de Itaquera