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Areretizou! Canto forte da comunidade e bateria são destaques em ensaio da Mocidade

Como prometido, a Mocidade abriu o penúltimo dia de ensaio técnico do Grupo Especial areretizando toda Marquês de Sapucaí. A escola fez grande apresentação, com destaque para o canto forte da comunidade e para a bateria “Não Existe Mais Quente”, comandada por mestre Dudu e com direito a participação especial de Carlinhos Brown. Por outro, lado, a agremiação pecou algumas vezes na evolução. O casal de mestre-sala e porta-bandeira sofreu com o vento forte. A Mocidade atravessou a Avenida em 1h04m. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

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Fotos de Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

Antes da arrancada, em seu esquenta, a Verde e Branco de Padre Miguel relembrou um dos seus campeonatos, o de 1985, entoando “Ziriguidum 2001”. Em seus discursos, o presidente da escola, Flávio Santos e o diretor de carnaval, Marquinho Marino, pediram garra e empenho aos componentes. Já no aquecimento, a bateria levou o público ao delírio, ao trazer como elemento surpresa o cantor Carlinhos Brown, um dos compositores do samba, tocando timbal. A escola estendeu uma faixa que avisava: “A arerêtização está só começando” e o simpático mascote Castorizinho veio na frente mexendo com o público.

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“Minha avaliação é super positiva. Se teve algum erro, que eu não vi e nem meu pessoal me relatou pelo rádio, somente quando eu fizer reunião com diretores de harmonia amanhã (segunda-feira). Mas, o saldo foi extremamente positivo, a escola fez um desfile bem organizado, cantando muito, evoluindo muito, os componentes se doaram muito pela escola e acredito que a escola está pronta pro desfile. Eu tive que segurar a emoção porque eu não posso ter emoção no meio do desfile, são 3500 componentes desfilando e eu tenho que ter o comando desse trabalho, sem nenhum tipo de emoção”, disse Marquinho Marino, diretor de carnaval.

Samba-Enredo e Harmonia

Um dos sambas mais elogiados durante todo o extenso pré-carnaval, a obra da Mocidade mostrou a que veio logo na entrada. Antes mesmo da arrancada, quando a bateria se apresentava e saudava o setor três, o público presente nas arquibancadas começou a entoar a composição da Estrela-Guia de Padre Miguel, a plenos pulmões. Impulsionado pelo ótimo desempenho do carro de som comandado pelo intérprete Wander Pires, em seu sexto carnaval desde que retornou à Mocidade, o samba funcionou perfeitamente. O refrão principal, com o famoso “Arerê Komorodé”, foi a parte mais cantada pelo chão da escola.

“Componentes soltos mas com garra, muita alegria e muita responsabilidade. Foi um ensaio técnico, porém com muita emoção, onde a Mocidade prestou homenagem a todos aqueles que nos deixaram nesse momento de pandemia. Foi uma mistura de emoção mas sem perder a razão. Hoje foi um ensaio para o público, mas foi também para a escola se ajustar. A Mocidade está 90% pronta, mas aproveitaremos o resultado do ensaio para servir como parâmetro e observarmos qualquer falha para que dê tempo de corrigir até o desfile. Ajustando hoje, a Mocidade chega como forte candidata para voltar no sábado das campeãs, e quem sabe como primeira colocada. Podem esperar um desfile mágico e com muitas homenagens que prometem arrepiar quem for nos assistir”, promete Wallace Capoeira, diretor de harmonia.

Com o bom samba, o desempenho da harmonia não poderia ser diferente. As alas Loucos de Paixão, Ossain e Iemanjá passaram bastante empolgadas e mostrando a força do chão dos independentes. Com saias em verde com desenhos de plantas e turbantes também em verde, as baianas também estavam com o samba na ponta da língua. A obra da Mocidade para 2022 tem vários momentos em que a comunidade aumenta o tom da voz e embala, como de ‘Quem é de Oxóssi é de São Sebastião’, de ‘Ô Juremê’ até ‘a caixa guerrear’, além dos refrões do meio e principal. A parte menos cantada foi de ‘Ibulama o mar atravessou’, até ‘Meu senhor’.

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“O rendimento do samba foi espetacular. Pra mim, isso é um termômetro do que vai acontecer no dia do desfile. Minha escola cantou muito, cada componente, cada segmento, a comunidade, todos deram um verdadeiro show de canto e eu só tenho a agradecer. Eu pedi pra eles se doaram, antes de começar o ensaio, pedi no microfone que eles se doassem e brigassem pela escola, cantassem com muita garra e amor e não deu outra, eles deram muito mais do que eu podia imaginar”, afirmou Marquinho Marino.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O fortes vento nos últimos ensaios no Rio de Janeiro atrapalharam alguns casais, e com Diogo Jesus e Bruna Santos não foi diferente. Durante apresentação no primeiro módulo, a porta-bandeira teve que guiar o pavilhão durante o bailado. Tirando este detalhe, a dupla fez grande apresentação na frente das cabines de julgadores, com sincronia, elegância e diversidade na dança, implementando passos variados. Em alguns momentos da dança, o mestre-sala fazia referências ao orixá Oxóssi, enredo da escola, como a flecha feita com as mãos. Ambos vestiam roupas brancas em brilhante, com parte em moda afro, em exibição de 2m15s.

“A emoção é muito grande. Estou muito feliz de estar voltando o carnaval, voltando desfile. Hoje aqui foi emoção enorme, até porque é meu primeiro ensaio técnico como primeiro porta bandeira, então, meu coração veio à boca. Mas, graças a Deus conseguimos fazer um bom trabalho”, disse a porta-bandeira.

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“Fizemos um bom trabalho. A gente conseguiu fazer o que se propôs a fazer. Pegamos um pouquinho de vento, mas nada que tirasse o brilho da nossa dança e foi bem feito. Sem erros, sem toque de bandeira na mão do mestre-sala, sem uma dança estar desconexa com a outra, foi tudo compacto e a gente pode fazer um grande ensaio. Podem esperar um grande desempenho, uma grande força. A gente vem com muita vontade”, completou o mestre-sala.

Bateria

Outro destaque da noite foi a bateria do mestre Dudu. A “Não Existe Mais Quente”, que será homenageada no desfile oficial, mostrou variedade nas bossas e instrumentos, com direito a show à parte de Carlinhos Brown, um dos compositores do samba. Com a levada característica da Estrela-Guia de Padre Miguel, a bateria impulsionou ainda mais o samba e embalou o desempenho do chão da escola. Uma das bossas se dá do verso ‘Oxóssi é caçador’ até ‘Apaixonado por Oxum’, onde são ressaltados agogôs e os timbales. De ‘Ô Juremê’ até ‘Toda alma independente’ a bateria também preparou outra bossa. No refrão, os ritmistas param totalmente para entoar o canto da escola e fazem o símbolo da flecha de Oxóssi com as mãos. A rainha Giovana Angélica veio com roupa preta com detalhes verdes em alusão a flores e plantas.

“Nossa bateria está com muita garra, porque no último carnaval nós fomos garfados. Meu pai sempre falou para mim que a voz do povo é a voz de Deus e agora está aí mais um resultado de um trabalho árduo. A verdade é que está fácil de trabalhar na Mocidade, a escola está bem blindada, eu estou trabalhando muito com o carro de som, trabalhando uma bossa para o casal, nós vamos fazer parada quando eles forem se apresentar e isso vai ser muito legal. Minha meta é fazer um trabalho bem simples, o famoso feijão com arroz bem temperado para que esse ano os jurados tenham uma leitura melhor da nossa bateria. Esse ano eu procurei trabalhar diferente para que os jurados tenham uma leitura melhor das bossas, foi trabalho em cima de melodia, alinhamento, porque eu quero que o jurado entenda a nossa bateria. Venho com 276 ritmistas. Só aumentei um pouquinho de caixa, timbau e botamos mais pressão na bateria. Não posso deixar de dizer que a escola comprou surdos novos para a gente, são surdos de primeira, foi bom para dar mais peso, porque a nossa segunda é muito grave, por ser um pouquinho mais baixa ela não dava a sonoridade que a gente queria ter e aí a escola comprou 15 surdos novos, hoje viemos com seis para estreia e foi só sucesso”, garantiu mestre Dudu.

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Evolução

O destaque negativo fica por conta da evolução. A escola entrou na Avenida de forma acelerada, e minutos depois teve que segurar o passo, o que fez com que tivesse que imprimir velocidade novamente no final. No primeiro módulo de julgadores, a ala Ossain seguiu com a frente da escola e gerando um espaço para o que vinha depois e posteriormente uma ala coreografada, que demorava a evoluir. Porém, o maior problema aconteceu após a apresentação no segundo módulo, a comissão de frente avançou além da conta e abriu distância significativa para o casal, que se apresentou logo em seguida. Após a exibição, a dupla seguiu, e ala que vinha logo atrás não acompanhou, formando um enorme buraco na altura do setor 6. A porta-bandeira percebeu o vácuo e cobrou a ala para se aproximar.

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De positivo, pode-se destacar a animação dos componentes da escola, que estavam bem leves e soltos. Além disso, todas as alas da escola possuíam algum adereço nas mãos, proporcionando um ótimo efeito visual e na evolução na avenida. Lenços, bolas, pompons e chapéus verdes também acompanharam os sambistas. A escola também trouxe algumas alas coreografadas, como a reis de Alaketu, que traziam flechas. A Mocidade também levou antes da ala Procissão um homem vestido como São Sebastião, sincretismo religioso de Oxóssi no catolicismo. Em determinado momento, componentes faziam reverência ao santo com velas na mão em bonito momento.

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“Foi maravilhoso, tudo que a gente esperava e queria. Tudo o que a gente sonhava. Eu que tive a experiência de cantar, foi incrível. Ontem, estava em São Paulo no ensaio técnico, por coincidência, cai sempre um em um dia e outro no outro, assim como nos dias de desfile. Estamos nos preparando cada vez mais, ainda faltam algumas coisinhas. Vamos continuar com os exercícios, minha fonoaudióloga está sempre comigo e vamos com tudo. Eu acho que vai dar bingo, de verdade. Eu acho que como dizem aí, vai dar Castor. Vai areretizar a Sapucaí”, brincou Wander Pires.

Outros Destaques

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A comissão de frente apresentou homens vestidos com camisa marrom afro, pena de Oxóssi na cabeça e rostos pintados. Os dançarinos comandados por Jorge Finelon e Jorge Teixeira fizeram boa exibição, com sincronia e força. Os componentes fizeram uma dança muito expressiva e com muitas referências ao enredo, com o arco e a flecha de Oxóssi.

A ala de baianas da escola, no tradicional verde e branco da escola, e a ala de passistas, com uma bela roupa verde estampada, também deram show na avenida.

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Ao fim, a escola trouxe uma faixa com a frase ‘Nós não vamos sucumbir! Viva o carnaval’ e bandeirões com as imagens de Castor de Andrade e São Sebastião. Com o enredo “Batuque ao Caçador”, desenvolvido pelo carnavalesco Fábio Ricardo, a Mocidade Independente de Padre Miguel será a terceira escola a desfilar na segunda noite do Grupo Especial.

Participaram da cobertura: Luan Costa, Lucas Santos, Leonardo Damico, Isabelly Luz, Ingrid Marins, José Luiz Moreira, Marina Perdigão, Gabriel Gomes, Philipe Rabelo e Walter Farias

Fafá, Evandro Malandro e canto da comunidade impulsionam samba da Grande Rio em ensaio na Sapucaí

Cercada de muita expectativa pelo vice-campeonato de 2020, a Acadêmicos do Grande Rio foi a segunda escola a ensaiar na Marquês de Sapucaí, na noite deste último domingo, com um dos melhores sambas deste carnaval e impulsionada também pela bateria, a Tricolor de Duque de Caxias correspondeu e teve sua obra cantada não só pelos componentes, mas por todo o público na Sapucaí. A interação entre desfilantes e torcida era notória no ensaio, com muita gente nas grades das frisas e camarotes se espremendo para acompanhar o treino de um bom lugar e se comunicar com os foliões. Outro destaque do treino foi a comissão de frente representando os Exus masculinos e femininos que riscavam o ponto e faziam a garra de Exú curvando a mão. Apesar de um início forte e avassalador, do meio para o fim, após a entrada da bateria no segundo recuo, houve desorganização na evolução e os componentes passaram com muita rapidez e pouca fluidez. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

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Fotos de Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

“Achei muito positivo, o ensaio é pra gente acertar, eu vim aqui com o propósito de ver o que está acontecendo para melhorar e achei muito bom, a escola se portou muito bem, cantou e, para nosso povo, o samba funcionou bem, o desempenho da bateria foi excelente e estou muito feliz e muito satisfeito com o nosso ensaio. Acho que a gente viu uma escola madura na pista e era isso que eu queria, a gente precisa ser uma escola madura, que sabe o que fazer. Eu saio daqui com essa certeza, que é uma escola madura, que sabe o que está fazendo, se planejou para se apresentar. A gente precisa ser maduro para, dessa vez sim, erro zero no desfile. A Grande Rio se reencontrou com seu povo, com a sua gente, me emocionou bastante”, disse Thiago Monteiro, diretor de carnaval.

Harmonia e samba

O samba já vem sendo um dos mais festejados desde que foi anunciada a vitória em outubro. No ensaio técnico no Sambódromo, o andamento adequado para composição, ajudou os componentes a cantarem, facilitando o uso das expressões mais complicadas da letra, valorizando sua métrica, além de incentivar a uma evolução mais espontânea e dançada. Importante citar o entrosamento também entre Evandro Malandro e seu carro de som, muito bem ensaiado na utilização de segundas vozes, terças e nos momentos em que entravam todos para dar uma potência maior e um volume. A escola cantou bastante, com destaque para as baianas, que vieram vestidas nas cores da Grande Rio, elas arregavam uma rosa vermelha nas mãos, todas giravam com extrema leveza pela avenida e cantavam o samba com muita garra. O mesmo vale para a ala de passistas, extremamente bem vestidos, as moças e rapazes deram um show e levantaram o público durante a passagem da escola. Outras alas de destaque no canto foram a ala de número 04 que trazia bastões reluzentes e também fazia coreografia, e a ala “damas”, que também trazia um colorido mini guarda-sol nas mãos.

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Conduzido com maestria por Evandro Malandro, o samba teve um rendimento muito bom, além dos refrões, algumas partes da obra se destacavam, principalmente o ínicio, com o “Boa noite moça, boa noite moço” e “Ô luar, ô luar… Catiço reinando na segunda-feira”, na boca do povo, o samba tem tudo pra render ainda mais no desfile oficial. Como ponto a ser citado de atenção da escola, no início do desfile, as primeiras alas em alguns momentos cantavam de forma desencontrada com o resto da escola o samba. Alguns “harmonias”, tiveram que pedir para que fosse parado o canto destas alas para que elas ouvissem o carro de som ao longe. É claro que essa situação é praticamente impossível acontecer no desfile oficial, pois haverá como referência a sonorização completa da Passarela do Samba.

“A Grande Rio achou o andamento do samba. A melodia encaixou certinho com a bateria e foi muito bom. O Fafá se preocupou tanto que ele deixou a bateria e foi lá no carro de som perguntar: irmão, o que você acha, tá legal pra você?1 O Fafá implementa uma pulsação e a todo momento olhando para mim e perguntando o que estou achando. Nós temos essa ligação: se tá bom pra bateria e pro cantor, tá bom pra comissão, para o casal e para toda a comunidade. Eu acho que foi muito bom e a minha avaliação é nota 11. Tirando pelo dia de hoje que foi maravilhoso, eu acho que só tem a crescer cada vez mais. Eu tenho mensagens de caravanas que vieram nos prestigiar, escutar o samba na avenida e saíram muito satisfeitos”, afirmou o intérprete Evandro Malandro.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal Daniel Werneck e Taciana Couto ensaiou vestido de branco em uma roupa representando o Oráculo de Ifá. A dupla iniciava a apresentação nos módulos já com um pequeno passo de dança de religião de matriz africana. Depois, já no passo tradicional, o casal mostrava bastante vigor e intensidade nos movimentos. Daniel carregava em uma mão um leque e na outra um lenço, apresentando um efeito interessante de movimento. No trecho que começava no “Sou Capa preta Tiriri”, a porta bandeira girava, tendo a mão livre em uma posição próxima ao rosto, também remetendo à dança de matriz africana. Nem mesmo o vento forte foi capaz de atrapalhar os belos giros de Taciana, que manteve sempre o pavilhão bem esticado. A dupla uniu a dança tradicional com a modernidade, e em alguns momentos arriscaram passos mais coreografados, durante a apresentação de pouco mais de dois minutos ambos demonstraram muita leveza, sincronia e garra, levantando e empolgando o público. Um único ponto a chamar a atenção foi a entrada no primeiro módulo de Daniel que foi um pouco brusca.

“Para a gente foi maravilhoso, né?! Dois anos sem… um ano sem desfile, dois anos sem ensaio técnico e a gente retornar agora, sentir o calor da galera é muito importante pra gente”, garantiu o mestre-sala.

“É muito emocionante, né?! Como ele já disse. Sentir o calor do público que é um termômetro para o desfile, sentir mais ou menos como a nossa escola vai estar passando na avenida no dia 23 de abril. Hoje foi tudo dentro do esperado, do ensaiado e combinado”, completou a porta-bandeira, que fez mistério sobre a fantasia do casal.

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Bateria

Comandada por mestre Fafá, a bateria trouxe atabaques que participavam de algumas bossas sustentando o ritmo como no trecho “Num mar de dendê” até “Zumbi Agbá”. No refrão principal, em alguns momentos, a bateria era completamente silenciada, com os ritmistas cantando e brincando, sendo chamada de volta pelo repique mor na segunda parte. Destaque para os desenhos de agogô que traziam uma boa sonoridade para o samba principalmente no refrão do meio. Em uma das bossas a bateria parava de tocar para que a escola cantasse o verso “Adakê, Exu, Exu ê Odará”, os componentes respondiam com bastante entusiasmo.

Paolla Oliveira brilhou, mais uma vez, como rainha, dessa vez acompanhada do namorado, o sambista Diogo Nogueira, a atriz esbanjou carisma e desenvoltura, com uma roupa nas cores da escola. A bela foi para o meio da bateria durante uma bossa para interagir diretamente com os ritmistas, em outro momento ela arriscava tocar um surdo que estava à frente da bateria.

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“Foi um ensaio muito difícil, nós tivemos problemas com nosso carro de som, mas eu agradeço muito a escola, porque ela cantou demais e isso foi fundamental para a gente marcar o tempo inteiro. Quero agradecer minha bateria que pulsou como nunca, num ritmo que arrancou lágrimas do meu pai. Tem tempo que não via meu pai emocionado por conta de um ritmo. Foi algo diferente e totalmente gratificante ver meu pai emocionado, então acho que estamos prontos para encarar a avenida. Claro que ainda temos algumas coisas a serem trabalhadas, mas hoje fizemos um grande desfile, então para mim foi ótimo ensaio. São pequenos ajustes, vamos trabalhar até o dia desfile. Nós temos coisas na manga que iremos mostrar no desfile, mas só vamos mostrar no dia mesmo”, comentou mestre Fafá.

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Evolução

O início foi muito forte, as primeiras alas cantavam e evoluíam com bastante empolgação, a maioria delas estava com adereços nas mãos, o destaque fica para a quarta ala, que estava com bastões coloridos, e a ala sete, com bexigas. Foi possível ver que a escola estava bastante compacta e que os componentes evoluíam com bastante organização, mas sem perder a alegria. A escola levou ainda elementos para demarcar os setores e facilitar a distribuição das alas. A Grande Rio não apresentou sobreposição de alas, estava compacta, e vinha evoluindo bem, em um ritmo bom, agradável e dançante. Porém, o que se viu nos últimos setores foi uma evolução em ritmo mais acelerado, após a bateria entrar no segundo recuo. Por conta disso, na altura do setor 10 um espaçamento considerável foi visto entre o local projetado para a quarta alegoria da escola e a ala da frente, a cantora Pocah, precisou correr para preencher o espaço. Alguns diretores de harmonia tentaram controlar o ritmo da escola. Com a bateria de volta para pista houve o ajuste.

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Outros destaques

A Grande Rio trouxe um elemento alegórico no início do desfile muito bonito, iluminado e bem-acabado, com o Exú Bará em cima, o primeiro Exú. Na ala de passistas havia vários tipos de Exú: malandro, Exú Veludo, Tranca-rua e pomba giras. No esquenta, Evandro Malandro cantou o samba de 1993, do enredo “no mundo da lua” e o de 2007 que homenageava o município de Duque de Caxias. O presidente Milton Perácio em um discurso breve antes da arrancada do samba falou sobre a vontade que a escola está de ser campeã e chamou os componentes a acreditarem na conquista inédita.

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No início um enorme bandeirão nas cores da escola foi estendido com os dizeres “Boa noite, moça, boa noite moço” e “Fala Majeté”. A Grande Rio manteve a tradição de desfilar com inúmeros famosos, muitos deles levantaram o público presente nas frisas e arquibancadas, com destaque para David Brazil, o ex-BBB e estreante Gil do Vigor, e a cantora Pocah.

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Com o enredo “Fala Majeté – Sete chaves de Exu”, a Grande Rio será a quinta escola a desfilar na segunda noite de apresentações do Grupo Especial, dia 23 de abril no feriado de São Jorge.

Participaram da cobertura: Luan Costa, Lucas Santos, Leonardo Damico, Isabelly Luz, Ingrid Marins, José Luiz Moreira, Marina Perdigão, Gabriel Gomes, Philipe Rabelo e Walter Farias

Fotos: ensaio técnico da Grande Rio para o Carnaval 2022

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Fotos: ensaio técnico da Mocidade para o carnaval 2022

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Vila Maria mostra entrosamento entre quesitos musicais em seu segundo ensaio técnico

A Unidos de Vila Maria realizou na noite de sábado seu segundo ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi. Se preparando para ser a quinta escola a se apresentar na primeira noite de desfiles do Grupo Especial, a “Vila Mais Famosa” mostrou boa melhora no conjunto de quesitos em relação ao treinamento anterior na Passarela do Samba. Com destaque para o entrosamento entre o time de canto, liderado por Wander Pires, e a bateria Cadência da Vila.

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Harmonia cresceu com a presença de mais componentes

A escola trouxe mais componentes que há 3 semanas atrás, e essa força extra se encarregou de dar corpo ao canto da comunidade da Zona Norte que, com os devidos ajustes, promete fazer uma grande apresentação no desfile oficial.

Cesinha, que é um dos membros da direção de harmonia da Vila, fez uma análise do desempenho no segundo ensaio, além de apontamentos a serem ajustados. “Em comparação ao primeiro ensaio hoje tivemos uma pequena evolução, tanto no quesito Harmonia como no quesito Evolução. Precisamos ainda ter uma certa cautela na cabeça da escola, no espaçamento do Casal, da Comissão de Frente para que a gente não sofra nenhuma penalidade baseado no quesito Evolução. Há uma penalidade que tem no balizamento da Comissão de Frente que acaba acarretando no balizamento de Evolução”, disse.

Questionado se a comunidade captou a mensagem de união entre os povos que o enredo almeja transmitir, Cesinha mostrou otimismo. “Sim, captou. A gente está falando sempre da importância de cada cidadão, de cada ser humano, na construção de um mundo melhor. Isso está sendo mostrado tanto em nossos ensaios de quadra quanto nos ensaios de rua, e conseguimos mostrar hoje um pouco mais aqui no Sambódromo do Anhembi”, completou.

A presença em maior peso de desfilantes foi exaltada pelo diretor ao comentar sobre o que mais gostou neste ensaio. “A alegria vem bastante de alguns componentes que chegaram agora, opessoal que ficou um pouco afastado com a incerteza do carnaval, se vai ter ou não desfile. Então com a retomada de alguns desses componentes, eles puderam trazer para nós essa alegria, e falar ‘poxa, realmente essa comunidade está com a gente aqui’, e isso foi um dos pontos positivos. Além, é claro, da nossa Cadência da Vila que sempre dá um show à parte”, concluiu.

VEJA GALERIA DE FOTOS DO SEGUNDO ENSAIO DA VILA MARIA

Bateria colhe frutos de reinvenção com grande desempenho

Se depender da bateria Cadência da Vila, o ritmo da escola não será uma preocupação. Sob comando de Mestre Moleza, a Vila Maria procurou se reinventar ao longo da pandemia, com direito até a escolinha online com utensílios domésticos no lugar de instrumentos. Para alguns pode até ter soado estranho, mas o resultado desses esforços foi bastante positivo para o entrosamento dos ritmistas, na opinião de seu líder que mostrou fazer bom uso das ferramentas online que estão à disposição. “Esse ensaio foi muito melhor que o primeiro. Em termos técnicos para a bateria, a gente fez uma análise bem legal, com todos os materiais, os vídeos de vocês, dos colegas de vocês, todos os vídeos do YouTube da galera que vem prestigiar. A gente é muito crítico com nosso trabalho, sabemos que podemos melhorar, e até o último minuto estaremos trabalhando. Hoje foi nota 10, mas queremos tirar 11 no dia, então não vão faltar esforços, para fazermos esses últimos ensaios e fazer um grande carnaval, um grande trabalho, comemorando 10 anos sob minha gestão”, declarou o mestre.

Moleza aproveitou para explicar o que está sendo preparado pela bateria para o desfile, além de observar alguns ajustes que foram feitos para o segundo ensaio. “São cinco bossas planejadas, bem distribuídas durante todo o samba. É uma decisão até estratégica perante o regulamento que pede essa questão da performance, da criatividade, então dependendo do trecho do samba que a gente estiver passando pela cabine, temos um arranjo para poder soltar e conseguir esses dois décimos que necessitamos para a bateria tirar 10. Fizemos o ajuste em uma bossa, colocamos as frases solos do repique todos na cabeça do tempo, para evitar que um componente, por não ter uma noção de música, possa interpretar errado esse arranjo e cantar fora do compasso. É um pequeno ajuste que é imperceptível para alguns, mas para nós fez total diferença. Acredito que encaixou muito bem com a alegria e a confiança. Tinha muita gente debutando, a molecada da escolinha, então veio o primeiro ensaio, tirou o peso da estreia e hoje vocês puderam ver a galera toda feliz, mais descontraída e mais consciente do que tinha que fazer”, detalhou.

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O mestre demonstrou estar muito orgulhoso de seus ritmistas, a alegria da comunidade foi o que ele mais gostou de ver neste ensaio. “O ponto alto é a alegria. Ver a alegria dos meus ritmistas, da criançada que toca aí, dos mais antigos que me receberam bem e até hoje estão correndo comigo. Isso não tem preço. A parte técnica a gente resolve lá, faz ensaio e tal. Mas essa parte da alegria, você vê que é espontânea, eu não posso cobrar alegria de um ritmista, a alegria vem através de um bom trabalho e quando eles ficam satisfeitos. Uma coisa é eu me iludir e dizer ‘o ensaio foi bom’, estou iludindo, mas quando eles estão felizes, aí é prova que realmente o ensaio foi muito bom”, finalizou.

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Melhora importante no momento certo

A Vila Maria conseguiu corrigir diversos elementos irregulares em seu segundo ensaio técnico no Sambódromo. A Comissão de Frente manteve a expressividade de sua dança, que já havia agradado anteriormente, assim como o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, que também fez uma apresentação positiva.

Tecnicamente falando, irretocável. A evolução fluiu sem percalços e permitiu aos componentes dançarem e cantarem. O canto, inclusive, melhorou consideravelmente, e isso é um ótimo sinal de que o samba pode funcionar muito bem no dia do desfile. A chegada de mais componentes ajudou a dar um ânimo importante, e fazendo os devidos ajustes podem ajudar a alcançar as notas que a escola deseja conquistar.

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A Vila Mais Famosa marcou presença nos últimos dois desfiles das campeãs. Resultados esses que mostram que os grandes trabalhos dos anos 2000 estão sendo reconquistados. Em sua segunda passagem pelo Sambódromo do Anhembi nesta temporada de ensaios técnicos, a Vila mostrou que soube analisar suas falhas anteriores e que pode melhorar ainda mais na luta para colocar a primeira estrela em seu pavilhão tão tradicional. E se o mundo precisa de cada um de nós, a Vila Maria está muito bem encarregada de ser seu porta-voz.

Em seu segundo ensaio, Gaviões da Fiel apresenta grande melhora

Na noite deste sábado, os Gaviões da Fiel realizaram o seu segundo ensaio técnico visando o carnaval de 2022. O treino foi marcado pelo ambiente forte que a comunidade quis mostrar. Com isso, o canto foi o destaque. A agremiação passou por uma semana conturbada e tinha tudo para ser um ensaio desanimador, com um contingente menor, mas os componentes resolveram mostrar que nada está perdido e a comunidade corinthiana continua forte para o desfile de 2022. A força da arquibancada, que é tão característica da agremiação, hoje serviu para embalar ainda mais os foliões dentro da pista.

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Harmonia

Foi o quesito destaque da escola. Os componentes vieram embalados com a intenção de realmente dar uma resposta. O número de pessoas que a agremiação conseguiu levar, também chamou muita atenção. Sem sombra de dúvidas, a quantidade de componentes em relação ao ensaio anterior, foi gritante.

Vale destacar o apoio dos integrantes de harmonia, que foram fundamentais para corrigir os componentes dentro do canto.

Porém, apesar de ter sido o quesito destaque da escola, alguns foliões cantavam o samba de forma errada no trecho: ‘herdeiro da senzala Brasil’, muitas vezes, se trocou a palavra ‘herdeiro’ por ‘guerreiro’. Apesar de ser um grande erro, pode ser facilmente corrigido.

Carlos Tadeu Miranda, diretor de harmonia dos Gaviões da Fiel, ficou contente com o desempenho da comunidade. “Pra mim esse ensaio foi um resgate. Hoje eu senti o canto e a empolgação dos nossos componentes dentro do samba, que é muito bom. O canto em relação ao primeiro ensaio, eu diria que melhorou em 70%. A característica dos Gaviões é o canto e nós estamos resgatando isso. O samba é muito bom, a letra é de uma qualidade excelente e tudo isso ajuda. A escola que canta, supera qualquer coisa. Por tudo que aconteceu nessa semana, foi uma superação pra nós e eu me sinto de alma lavada”, desabafou o diretor.

VEJA GALERIA DE FOTOS DO SEGUNDO ENSAIO DA GAVIÕES DA FIEL

Mestre-sala e porta-bandeira

O casal Wagner Lima e Gabriela Mondjian, protagonizaram outro ensaio de segurança. Totalmente satisfatório. Mostraram muita sincronia dentro dos giros e na coreografia. Sorriram e mostraram o pavilhão com garra o ensaio inteiro. Ambos estavam com o figurino na cor amarela. Destaque para o mestre-sala Wagner, que chegando ao final do treino, dançava gritando e incentivando a sua parceira Gabriela. Os dois estamparam muita felicidade e estão se mostrando cada vez mais dignos de ostentar o pavilhão alvinegro por muito tempo.

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Samba-enredo

Um dos grandes sambas do carnaval paulistano para 2022, foi digno de um canto de destaque nesta noite de sábado. Como analisado antes, no primeiro ensaio a escola veio em um número menor e cantando menos. Já nesse segundo treino, o hino foi elevado para outro patamar. O carro de som liderado por Ernesto Teixeira, o longevo e interminável, teve um ótimo desempenho. Destaque para os cavacos. Ao invés de apenas marcar o samba na avenida, os instrumentos de corda também improvisam alguns arranjos dentro do samba. O que dá uma diferenciada do usual.

As partes mais cantadas pela comunidade são a última estrofe e o refrão principal.

O intérprete Ernesto comentou sobre alguns ajustes a serem feitos. “Para falar sobre isso a gente tem que esperar a análise técnica da diretoria e da harmonia. Todo o ensaio é filmado e registrado. A diretoria acompanha, e tem gente que só fica observando os detalhes técnicos. Agora, durante a semana a gente avalia isso com calma pra entender se precisa melhorar algo para o dia 23. Acho que sempre dá para dar um gás a mais, até porque no dia 23 a arquibancada estará toda tomada, e isso por si só já mexe com o componente. E a gente sabe que grande parte das pessoas que estão nas arquibancadas no dia que a gente desfila é gente que está ali para torcer pela Gaviões, então esse é um fator positivo que a gente tem que se prevalecer dele. Saber a hora de entrar o samba no momento certo, cantar o hino da Gaviões para já mexer com esse povo, trazer no sangue, trazer na veia, trazer no coração, e acredito que isso tudo vai contagiar ainda mais os nossos componentes, então vai ser melhor”, analisou.

O cantor acrescentou sobre o samba, o enredo e afirmou que se faz necessário nos dias de hoje.
“A gente tem passado muito a letra do samba, e a pedimos nos ensaios, nos grupos, para as pessoas realmente interpretarem o samba, entenderem o que estão falando. Então cada linha do samba tem uma mensagem. É um enredo que se faz necessário. Eu diria que se faz necessário há 500 anos. Ele está atual desde sempre. A gente tem que lutar sempre pelas transformações, pelo respeito, pelo fim da intolerância e da hipocrisia. É uma luta eu diria que eterna, como é a luta do bem contra o mal. Mas é um enredo que caiu muito bem para a Gaviões da Fiel nesse ano”, finalizou.

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Bateria

O andamento da bateria foi outro destaque da escola. A cadência tomou conta de vez da ‘Ritimão’, regida por mestre Ciro. Quando se trata de um ritmo cadenciado, nota-se que os surdos de terceira e as caixas predominam a bateria. Três bossas foram executadas e, entre elas, a paradinha da última estrofe (‘meu gavião’) se destaca. A batucada toda para e a comunidade canta em uma só voz.

As outras bossas se localizam no refrão do meio e no refrão principal do samba.

Mestre Ciro, diretor de bateria dos Gaviões da Fiel, analisou o ensaio. “Gostei muito do desempenho da Bateria, do ritmo, do clima, da vontade de alcançar o objetivo que foi demonstrada por todos os ritmistas. Em relação ao primeiro ensaio, nós mexemos na formação da bateria, no posicionamento de alguns ritmistas, e no posicionamento das terceiras também, afim de trazer um andamento mais consistente pra esse ensaio e eu gostei bastante do resultado”, pontuou.

Ciro também acrescentou sobre as bossas e do ponto alto do treino. “Serão três bossas na avenida. Uma delas é dividida em duas partes que somam mais de 20 compassos e é ela que apresentaremos aos jurados para conquistarmos a nota de performance. Com relação ao ensaio, pra mim o ponto alto foi poder mostrar que os Gaviões estão unidos, fortes e com disposição de sobra pra defender a nossa bandeira e a nossa entidade em qualquer situação”, finalizou.

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Evolução

 A escola teve uma evolução satisfatória. Não houveram buracos ou espaçamentos entre as alas ou nas medições de alegorias. Houve grande sincronia entre os integrantes de harmonia e componentes, que cooperaram corretamente com todas as instruções dadas. Os foliões cumpriram devidamente o que se pede. Evoluíram de um lado para o outro. Não se limitaram a ficar na linha vertical da pista.

Em alguns momentos, a comunidade faz uma coreografia padrão. O refrão principal, na frase ‘basta é um grito que embala o povo’, estendem a mão para frente. Movimento que simboliza um ‘pare’. Na frase ‘meu punho é luz de Mandela’, as alas levantam cerram os punhos e levantam o braço. Quando chega no refrão do meio, nos versos ‘essa terra é de quem tem mais, conquistada através da dor’, as alas levantam o braço e giram para esquerda e para direita. Por fim, na última estrofe do samba, ‘Meu Gavião, chegou o dia da revolução, onde a democracia desse meu Brasil, faça o amor cantar mais alto que o fuzil’, os componentes levantam os braços e batem palmas até o término da última frase.

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Outros destaques

A comissão de frente, mais uma vez, mostrou uma encenação forte. De início apresenta-se um grupo com sete pessoas e, logo atrás, o restante. Totalizando 15 bailarinos dentro da ala. No grupo de trás, vinham tripés trazendo palavras ante ao preconceito, como ganância, ira, intolerância, soberba, egoísmo, opressão.

A maioria das alas estavam segurando bexigas em preto e branco.

Arquibancada monumental fez grande festa e toda ela acendeu sinalizadores quando a bateria passou

O ensaio também contou com a presença da musa dos compositores Ana Paula Minerato.

Fotos: ensaio técnico da Gaviões da Fiel para o Carnaval 2022

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Fotos: ensaio técnico da Vila Maria para o Carnaval 2022

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Uh!Tererê! Samba funciona e bateria se destaca em ensaio com canto forte da Estácio de Sá

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A derrota do Flamengo na final do Campeonato Carioca para o Fluminense em nada influenciou o ensaio técnico da Estácio de Sá, neste sábado. Com reedição do enredo de 1995, em homenagem ao Rubro-Negro, impulsionado pelo ótimo desempenho da bateria Medalha de Ouro, de mestre Chuvisco, o samba da escola funcionou perfeitamente na Avenida e foi cantado a plenos pulmões pela comunidade e boa parte do público presente na Sapucaí. A comissão de frente também deu show na pista e arrancou aplausos, assim como a evolução da agremiação, com componentes leves e soltos. O ponto a corrigir está no quesito Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Feliciano Junior e Alcione Carvalho tiveram muitas dificuldades com o forte vento que atingiu a Sapucaí. A Vermelha e Branca cruzou a pista em 55 minutos. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

“As impressões foram as melhores possíveis, apesar do Flamengo não ter colaborado, mas acho que a comunidade mostrou para o que veio, né? Cantou bastante, a bateria é sem comentários e estou muito satisfeito com o que vi hoje. É uma sensação maravilhosa. Depois de dois anos sem ver minha escola, poder ver esse montão de gente cantando. Sabe? Emoção a flor da pele hoje.Eu ainda quero que a gente continue trabalhando o samba. Eu sei que tá todo mundo cantando, porque a letra é fácil, mas vamos massificar esses dias aí com muito canto e evolução da escola. O leão tá quietinho, mas podem esperar porque o coro vai comer!”, prometeu o diretor de carnaval Julinho Fonseca.

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Harmonia e Samba-Enredo

Impulsionada pelo bom desempenho do samba e da bateria, a Estácio fechou o penúltimo dia de ensaios técnicos da Série Ouro com um show de canto da comunidade. As alas demonstraram força logo no início da apresentação, com destaque para a ala 2, ‘Rita e João’, e para os componentes que virão no primeiro carro alegórico da escola, além da ala nove, que mostrava muita garra no canto. As baianas também estavam com o samba na ponta da língua, e bem vestidas, com as cores da escola. As alas depois da bateria diminuíram um pouco o ritmo, como a ala 17, ‘Dança da Lua’, mas nada que atrapalhasse o canto da agremiação.

O carro de som da escola, comandado por Serginho do Porto, soube conduzir perfeitamente o samba e o fez funcionar na avenida. As partes que fazem referência mais explícita ao Flamengo, como “É mengo tengo/No meu quengo é só Flamengo/Uh! Tererê/Sou Flamengo até morrer” e”Vesti rubro-negro/Não tem pra ninguém”, foram as mais cantadas pelos componentes da escola.

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“Está aí, é uma prévia do que vem no dia 21. Estamos aqui para tirar as dúvidas. O andamento não caiu um só minuto e o samba se tornou leve. É um samba clássico que já está na cabeça de todo mundo, isso é muito importante. A Estácio foi muito feliz quando ela reedita um samba que é a cara do povo, é a cara da alegria e da maior torcida do Brasil. Mesmo quem não é flamenguista canta e mesmo eu, que sou vascaíno, estou cantando melhor que muitos flamenguistas por aí”, brincou o intérprete Serginho do Porto.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Se os casais não precisaram se preocupar com a chuva neste sábado, o vento foi o principal inimigo das duplas. Atrapalhados pelo forte rajada, o primeiro casal da escola, Feliciano Junior e Alcione Carvalho, apresentou algumas falhas em sua apresentação. A porta-bandeira enrolou o pavilhão em todos os módulos julgadores, sendo no segundo mais de uma vez. Apesar dos problemas causados pelo clima, alguns detalhes positivos foram apresentados na pista, como alguns momentos no qual o mestre-sala fez gestos em referência ao enredo da escola, como o “Vapo” e “comemoração do Gabigol”. Além disso, o casal estava com uma bela roupa para o ensaio, ela, de preto e prata, e ele, em um tom de bege claro. Os dois se olhavam a todo momento durante a apresentação. O casal completou a exibição nas cabines com 1m46s.

“É muito emocionante depois de tanto tempo retornar a Marquês de Sapucaí, no meu caso estar voltando para minha escola depois de treze anos, mas eu sinto que passar com a Alcione é uma sensação diferente e nada melhor do que voltar para nossa casa, né? Eu sinto que passamos bem, passamos leves, então estou feliz. Eu diria que o saldo foi positivo no ensaio de hoje”, acredita o mestre-sala.

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A porta-bandeira falou sobre a dificuldade que teve com o forte vento da Sapucaí. “Olha… algo bem atípico, né? Estamos acostumados com o verão que é um clima diferente, mas é da natureza, a gente não consegue controlar, né? Mas a energia é que conta e deu tudo certo, graças a Deus. Muito feliz! É emocionante voltar depois de tanto tempo, tantas dúvidas sobre quando ou se ia acontecer o carnaval e a gente poder pisar aqui depois de tudo que passou é tão emocionante… estar com a nossa escola, nossa comunidade, uma nova parceria que está sendo incrível e a gente pôde trabalhar bastante para entregar para a Estácio o melhor que ela merece, então eu tô muito feliz”.

Bateria

A bateria do mestre Chuvisco foi uma das grandes atrações do dia. Com diversidade de bossas, a ‘Medalha de Ouro’ animou principalmente os setores 2 e 3, os mais cheios deste sábado. Uma das bossas ocorre no refrão do meio, enquanto outra vai de ‘Seis jovens remadores’ até ‘Ganhar em terra e mar’. Chuvisco preparou uma batida de funk, e promoveu uma paradinha para a escola cantar e bater palmas, assim como a torcida do Flamengo, de ‘Só o amor’ até ‘Campeões da nova era’. Em alguns momentos, também, a bateria dava pequenas paradas para o público cantar alguns trechos do samba. Durante as chamadas para a realização das bossas, os diretores da bateria da Estácio também faziam referência ao Flamengo com a famosa comemoração do Gabigol. À frente da bateria Medalha de Ouro, um componente da escola vinha fazendo embaixadinhas.

“O ensaio me surpreendeu, não esperava tanto e eu acho que a bateria está pronta para o desfile. Fui surpreendido hoje por essa bateria maravilhosa da Estácio de Sá. As bossas serão as que nós executamos hoje, nós só temos que ajustar algumas coisas com a evolução da escola porque tem bossas que nós temos que parar, por conta das coreografias. Então, a gente tem que ajustar isso direitinho com a harmonia e com evolução da escola para executar com tranquilidade”, esclareceu o mestre Chuvisco.

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Evolução

A Estácio de Sá passou sem grandes problemas de evolução, sem correrias ou lentidão, com componentes muito leves, soltos e empolgados, como pede o enredo da escola. Os harmonias chamaram atenção de alguns componentes em algumas alas com relação ao posicionamento, principalmente nas primeiras fileiras, mas nada que atrapalhasse a evolução da escola. Com muita alegria, empolgação e samba no pé, a ala de passistas da escola, com roupas douradas, além de evoluir e sambar, os componentes da ala cantavam a letra do samba a plenos pulmões. As alas vieram intercaladas em vermelho e branco com o verso do samba “Paixão que arde sem parar”.

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Outros destaques

Comandada por Ariadne Lux, a comissão de frente da Estácio de Sá brindou o público presente com uma bela e animada coreografia de abertura da escola. Com uma roupa simples e leve, camiseta da escola e bermuda preta, os componentes da comissão faziam diversas referências ao futebol durante suas apresentações aos módulos de julgadores. Na apresentação, alguns componentes tiravam a blusa e a rodavam no ar, como tradicionalmente acontece em estádios de futebol. Em outro momento, os integrantes da comissão soltavam papel picado e lançavam bolas de futebol para as arquibancadas. E, por fim, uma bandeira com “Festa na Favela” era hasteada por outros integrantes, levando o público ao delírio.

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Quem esteve presente na Sapucaí foi o arbitro de vídeo, o VAR, fantasia de um tradicional torcedor rubro-negro, Robson Porto, assíduo frequentador dos jogos do clube. No fim, a escola também trouxe um tripé com agradecimento a outras co-irmãs que ajudaram a agremiação de São Carlos na preparação do Carnaval, como Viradouro, Salgueiro, Mangueira, Imperatriz, Grande Rio e Vila Isabel.

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Com o enredo “Cobra Coral, Papagaio Vintém #VestiRubroNegro Não Tem Pra Ninguém”, a Estácio de Sá será a terceira escola a desfilar na segunda noite de desfiles da Série Ouro

Participaram da cobertura: Leonardo Damico, Gabriel Gomes, Lucas Santos, José Luiz Moreira, Walter Farias. Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

‘Baterilha’ capricha com sino e bossas em ensaio da Ilha com destaque também para comissão de frente

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Em um enredo com temática religiosa, homenagem à Nossa Senhora Aparecida, nada mais dentro do contexto do que a União da Ilha do Governador trazer um sino de igreja dentro da bateria. Mas a pergunta era se sonoramente ia dar certo? E deu. Além da surpresa para o público da Sapucaí, que já havia sido testada em um ensaio de rua na Estrada do Galeão, a “Baterilha” de mestre Keko e Marcelo deixou boa impressão com bossas e com ritmo forte para o samba. Ito mais uma vez trouxe a empolgação de sempre expressando com sua voz a grande emoção que o enredo realmente pede. A comissão de frente de Rodrigo Negri e Priscila Motta foi outro destaque, apresentando a história de um grande milagre da Santa ao libertar um escravo. O canto da comunidade foi satisfatório, pode-se perceber todas as alas cantando, mas como ponto de correção ainda pode melhorar um pouco na intensidade. Outro aspecto a corrigir, é a evolução, que ainda pode ser mais alegre e empolgar mais, ainda que não tenha apresentado erros. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

“Nós viemos preparados para o desfile, então acho que fizemos. O andamento da bateria, a animação do povo estava super legal… sempre que acaba eu converso com o meu povo para saber o que cada um traz do seu ponto, mas eu vim na frente e achei tudo perfeito. A evolução foi no tempo certinho também, acho que viemos certinhos. Treinar no reconhecimento do campo é bom demais, porque já faz a gente se relacionar com a emoção de estar aqui, né? Ainda mais a gente que ficou parado por dois anos e machucados, porque a Ilha veio de um descenso. Assim, eu tenho certeza de que os sorrisos que eu vi aqui hoje são prova de que estar aqui é muita emoção para todos”, entende o diretor de carnaval Dudu Azevedo.

Harmonia e Samba-enredo

O samba que tem muito o caráter de uma oração começou com muita força, impulsionado por um Ito “incorporado” que levava o componente a vibrar. Funcionou muito bem no início da escola, com bastante canto inclusive da comissão de frente que tinha alguns dançarinos que praticamente berravam a obra. Algumas alas coreografadas do início também mantiveram o nível como a ”ala dos escravos”, e a ala “Rita e João” que vinha logo depois. Mais para o meio do desfile, o canto diminuiu um pouco de intensidade e se começou a ver algumas alas com integrantes que não cantavam. Depois, um pouco mais para as últimas alas, a escola voltou a cantar mais forte e por inteiro, como uma das últimas alas ” A magia da ilha” que mostrava além de canto, empolgação na evolução. As baianas, que também se destacaram no canto, vieram na cor que União da Ilha e o manto de Nossa Senhora de Fátima compartilham, o azul, com uma imagem da santa na blusa.

“Eu não tenho dúvida que são só elogios. O nosso ensaio técnico de hoje foi como se fosse o nosso desfile oficial. Nós viemos para isso, para a luta. Nós queremos voltar e voltar com um propósito: voltar com mérito e é isso que a Ilha vai fazer. Um carnaval lindo e uma escola linda. Deixamos aqui o chão chorando, sangrando emocionado e vibrando. Isso que nós vamos fazer no dia 20 de abril e se Deus quiser levantar esse caneco aí”, prometeu o intérprete Ito Melodia.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Marlon Flores e Danielle Nascimento, como todos os casais da noite de ensaios da Série Ouro, tiveram que enfrentar um forte vento que atingiu a Marquês de Sapucaí. A bandeira chegou a dobrar levemente algumas vezes durante a apresentação nos módulos, mas Danielle, experiente, soube contornar a situação e não deixar enrolar. A dupla mostrou bastante vigor e presença na dança. Danielle estava vestida de azul, enquanto Marlon usava um elegante terno branco. Em uma bossa que lembrava um Ijexá, no trecho “Banhei seu rosário com axé, Na gira de candomblé, com Oxum na cachoeira, os dois realizaram um passo de dança afro.

“A impressão foi muito boa. Aqui é um termômetro e a gente fez um teste do nosso trabalho para ver o que a gente ainda pode melhorar até o dia do desfile, então estamos muito comprometidos, com foco e muito felizes de estarmos pisando novamente aqui (Sapucaí) e sentir essa energia boa. Se hoje a energia está boa, imagina no dia do desfile? E a gente usa da energia da comunidade, da energia da escola para melhor apresentarmos nosso trabalho, então vamos na fé e dar nosso máximo agora para conseguir alcançar nota máxima e contribuir o que a escola está dando para gente”, prometeu Danielle.

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Como a Dani disse, nós estamos muito felizes. Nós conseguimos fazer o que nós viemos treinando ao longo da semana, então hoje, esse ensaio foi fundamental para a gente poder olhar e ver onde que a gente acertou, errou e onde pode melhorar, porque a ideia do trabalho é ajudar a Ilha a voltar para o grupo especial. Nada melhor do que ensaiar no palco principal. Foi uma experiência incrível e vamos fazer muito bonito e entrar com muita garra no dia do desfile”, explicou Marlon.

Bateria

A Baterilha levou para a Avenida, a surpresa que já tinha apresentado para a comunidade no último ensaio de rua. O enorme sino de igreja foi incorporado às bossas e deu uma sonoridade diferente, mas pertinente ao enredo, principalmente por aparecer somente nos momentos em que os outros instrumentos silenciavam, e por ser tocado no andamento do samba, marcando como se fosse um metrônomo. Em um dos momentos do sino, os componentes abaixavam em reverência à Santa.

“Eu gostei muito, estou muito feliz, depois de dois anos sem pisar na Passarela, a bateria fez uma apresentação, pode se dizer, tecnicamente perfeita. Não digo perfeita, porque sempre temos uma coisinha ou outra a melhorar, mas eu posso dizer que a bateria está pronta para o dia 20. Estou muito feliz com minha rapaziada e é só agradecer”, analisa mestre Marcelo.

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Outra bossa de destaque era no trecho “Banhei seu rosário com axé, Na gira de candomblé, com Oxum na cachoeira”, em que os ritmistas tocavam um Ijexá. “Eu estou até sem palavras, a gente está há dois anos passando por vários momentos difíceis pessoais e poder estar aqui de novo, com essa galera, além de ter uma bateria de boa qualidade, ver nossos ritmistas juntos da gente, pois perdemos alguns, então, é uma emoção muito grande poder estar aqui novamente. Eu não tenho como avaliar porque quem seria eu para poder avaliar minha própria bateria, mas tenho certeza que a gente conseguiu fazer o trabalho que a gente vinha fazendo antes e pode ter certeza que o melhor está por vir”, comemorou Mestre Keko.

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Evolução

A União da Ilha não apresentou problemas de buracos, ou alas que invadiam o espaço uma das outras. Em geral a agremiação veio compacta, um único momento de descuido que quase gerou um buraco, mas que foi evitado a tempo foi quando a ala Angels da Ilha que vinha depois da bateria, logo depois do terceiro módulo evoluiu um pouco mais rápido quando a bateria entrou no recuo e as baianas que vinham logo atrás tiveram um pouco de dificuldade para preencher o espaço, o que não chegou a gerar um problema. Em geral, a escola evoluiu corretamente, podendo ser mais espontânea. Algumas alas coreografadas trouxeram boa dinâmica para o desfile, um dos destaques foi a ala “Passo marcado” que trazia os componentes com mantos e chapéus, cada um representando uma cor da bandeira da agremiação, com bastões nas mãos que possuíam luzes, dando um bonito efeito quando executavam a coreografia. A ala de passista veio com roupas mais comportadas e trazia uma menina vestida de Nossa Senhora à sua frente.

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Outros destaques

A comissão de frente, como citado anteriormente, foi um grande destaque do ensaio, trazendo os componentes representando escravos, com uma roupa bem maltrapilha e suja, no tom bege, encenando um dos milagres mais famosos que é remetido à Santa, a libertação do escravo Zacarias. Logo no início do desfile, representado o Abre alas, a Ilha trouxe um elemento alegórico com a imagem de Nossa Senhora Aparecida e o símbolo da agremiação atrás. A escola também trouxe boas referências de Oxum que no sincretismo reporta a figura de Nossa Senhora Aparecida, dando uma boa pista da bandeira contra a intolerância religiosa que a Ilha também deve trazer ao correlacionar as religiões de matriz africana com a católica.

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No esquenta, Ito cantou um samba em homenagem ao dia dos autistas, além dos tradicionais “É hoje” e “Festa Profana”, além do tema “Nossa Senhora”, de Roberto Carlos, onde trocou o verso” “Cuida da minha vida” por “ Cuida da minha Ilha”, e dedicou o ensaio a pessoas importantes da Ilha que faleceram do último carnaval para cá, como o carnavalesco Severo Luzardo, que também foi homenageado com sua foto no último elemento alegórico que encerra o desfile da Ilha e o ex-presidente Djalma Falcão. Com o enredo “o vendedor de orações”, a agremiação insulana será a quinta a desfilar na primeira noite da Série Ouro.

Participaram da cobertura: José Luiz Moreira, Walter Farias, Leonardo Damico, Gabriel Gomes, Lucas Santos. Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO