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Morro da Casa Verde mira desfile potente com samba de forte identidade cultural

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Fotos: Pedro Ribeiro/CARNAVALESCO

O enredo “Reconto Minha Fé: O Conto de um Ponto Catimbozeiro”, do Morro da Casa Verde, agora tem letra, melodia e pavilhão. A Festa Julina da escola, realizada durante o último sábado, foi a ocasião escolhida para apresentar à comunidade da Zona Norte o samba-enredo que que será levado ao Anhembi no Carnaval 2027. O samba assinado por André Ricardo, Celsinho Mody, Douglas Chocolate, Juninho FPA, Márcia Macedo, Rubens Godinho e Thiago SP, repete o modelo adotado pela agremiação nos últimos anos, em que os compositores possuem autonomia criativa e melódica para a construção do samba a partir da sinopse. Presente no lançamento do samba-enredo, Rubens Godinho, um dos compositores da obra, comentou com o CARNAVALESCO como tem sido a parceria, tanto com o Morro, quanto com o time de compositores.

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“É muito legal. Já é o quarto ano que eu faço aqui no Morro e a rapaziada, o Celso, o Chocolate, a Márcia que é aqui da casa, todos os parceiros, o Thiago SP, todo mundo. A gente está muito entrosado porque nesses quatro últimos anos, a gente vem fazendo samba junto. No processo aqui do Morro, fazemos o samba muito em cima da sinopse, mas temos uma liberdade maior de criar em cima. Depois, a gente amarra a sinopse com o samba. É um processo muito legal! Foi muito fácil com essa rapaziada fera! Todo mundo que está aí conhece do riscado. Foi muito bom e muito simples; estou muito feliz de ter feito esse samba”, explicou.

O experiente compositor, referência do carnaval brasileiro, ainda a respeito da parceria com o Morro da Casa Verde, aproveitou para fazer uma análise mais teórica, filosófica e cultural do momento que a composição de samba-enredo vive e enfrenta. Para ele, o “pulo do gato” no trabalho desenvolvido entre ele (s) e a agremiação não está em nenhum tipo de inovação, mas sim na defesa, reflexão e resgate daquilo que o samba é.

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Rubens Godinho, um dos compositores da obra

“Sobretudo a questão melódica. Eu faço samba em São Paulo desde os anos 1990. Eu tenho percebido que o pessoal tem ousado muito pouco nas melodias, então o morro tem se destacado porque tem essa liberdade em ousar na melodia. E não há novidade nenhuma. Essa melodia é de samba de caboclo, de umbanda e de roda. Não inventamos nada. Sempre esteve lá. Nós só pegamos, buscamos. Às vezes, em busca de inovar, acabam esquecendo a essência do samba. A essência do samba é a macumba. Está aí! Isso é como um ponto de macumba bem cantado, que chama energia. Essa melodia está no samba é macumba, e como todo mundo fala, macumba é samba, como já disseram os poetas. A célula melódica é muito calcada em cima do samba de roda, em cima do samba de terreiro, em cima dos pontos de macumba. Não tem e não existe novidade nenhuma. É só a gente pegar isso e adaptar o enredo, mas fazer isso com alma e sentimento, entendendo qual é a proposta da escola, que é uma escola tradicional também. De repente, esse tipo de samba em uma escola que não fosse tão aberta a isso, não funcionaria. Mas no morro, graças a Deus, tem dado certo. Ninguém está inventando a roda. É o samba de roda, é o samba de terreiro, é o samba de macumba! É o resgate disso. Eles se se afastaram tanto do samba, que quando eles ouvem um samba, às vezes não conseguem reconhecer. Quando a gente tem uma escola disposta a fazer isso, parece que é novidade, mas é um resgate! É preciso que a gente resgate isto e coloque isso de forma muito clara”, comentou.

Outro bamba que marcou presença no lançamento do samba-enredo foi Celsinho Mody. O intérprete é um dos que assinam a obra catimbozeira para 2027 e, além de reverenciar a tradição do Morro da Casa Verde, elaborou sobre a construção do samba, os elementos antropológicos e a força que o enredo possibilita para a composição.

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Intérprete e compositor Celsinho Mody

“Primeiro, compor um samba, ganhar de presente um samba em uma escola de samba como o Morro da Casa Verde, uma escola tão tradicional, é uma honra. A maior honra que o compositor pode receber é ganhar um samba de presente. O Morro da Casa Verde tem um processo que resgata o que acontecia antigamente, onde o carnavalesco traz a proposta do enredo, a gente pesquisa, os compositores apresentam uma música dentro do roteiro que está dentro e depois é escrita a sinopse definitiva. Temos a liberdade de trazer novos elementos, liberdade para colocar melodia onde o povo gosta mais de cantar. E para esse carnaval, depois do samba do Santo Antônio, a gente identificou que as pessoas têm saudade daqueles carnavais antigos, de melodias mais simples. Letras que conversem com o dia a dia das pessoas, e que levem uma mensagem positiva para dentro da casa das pessoas. Para que o enredo da escola de samba não pare no CARNAVAL, e que seja um hino de vitória para a vida. Através desse enredo de 2027 do Morro, a gente traz um hino de vitória; um hino de superação. Não importa de onde a pessoa vem! Importa onde ela quer chegar e como ela constrói o seu caminho. Com amor, respeito e justiça. Esse é o enredo e a mensagem que a gente traz com esse samba, através da voz e narrativa do seu Zé Catimbó”, declarou.

Para um enredo tão intrínseco ao fundamento do samba, a escolha melódica dos compositores corrobora com essa resistência cultural e conceitual que a escola se propõe. Sobre estes aspectos neste samba-enredo, Celsinho argumentou que, no limite, devem-se cumprir as balizas do regulamento, sem se esquecer para quem o samba é composto, no caso, a comunidade verde-rosa da Zona Norte paulistana.

“É uma vontade que a gente sempre teve. E o Morro da Casa Verde, através da gestão do Diego e do Careca, nos deu a chance de colocar esse coração para fora. Tudo é estudado muito tecnicamente. A gente estuda o que os jurados precisam, todos os balizamentos e tudo o que existe dentro do quesito de julgamento de Samba-enredo. E buscamos dentro disso fazer o povo feliz! A gente busca refrões com palavras e com melodias que sejam fáceis para o povo cantar e guardar, para a criança de 5 anos, por exemplo. Para que a criança que aprendeu a falar, até a pessoa mais experiente da avenida, possa cantar com alegria. O andamento é mais cadenciado para que a vovó que é baiana, respire e cante com tranquilidade; para que a passista sambe com tranquilidade, e que a criança possa brincar no desfile. Desfile de escola de samba é avaliado individualmente. O Morro da Casa Verde leva uma proposta de escola de samba para a avenida. Vamos desfilar com responsabilidade e respeito, mas sem esquecer que temos que brincar o carnaval. O samba tem que ser gostoso. O ano passado a gente trouxe o Santo Antônio brincando com Exu e aquela brincadeira toda. Esse ano a gente traz uma história muito séria que é da Jurema, que é o seu Zé do Catimbó, e para alguns o primitivo do seu Zé Pilintra. Uma entidade muito séria, mas que ao mesmo tempo, está no cotidiano do povo brasileiro. Trazemos essa delícia de viver para a avenida, e a gente tem o sonho e a vontade de alcançar o coração de todo mundo de novo. O Morro vai fazer um carnaval histórico para que o povo seja feliz”, garantiu.

O novo samba-enredo, que navega entre Jurema, fumaça e o Rei do Catimbó, nasce com uma proposta rítmica mais cadenciada. O CARNAVALESCO também escutou o mestre de bateria, Léo Bonfim, que trouxe um panorama sobre suas expectativas, os principais desafios e o que se pode esperar do soar da bateria do Morro em 2027.

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Mestre de bateria, Léo Bonfim

“Estamos analisando o samba há algum tempo. Dia 07 do início do mês, lançamos esse baita enredo. Eu gosto muito dessa parte, então eu sempre peço para estar presente, para ler a sinopse, para de fato trabalhar em conjunto com a escola. A Bateria da escola, em conjunto com a sinopse que o carnavalesco pensou, e o que a Diretoria Executiva pensou, trabalha nessa linha. Vamos trabalhar definitivamente pelo enredo e para o enredo. A gente já tem quatro bossas desenhadas, e vamos começar a trabalhar a partir do dia 11, porque dia 11 de agosto é nosso primeiro ensaio de bateria. As quatro bossas já foram pensadas e elaboradas de acordo com o enredo. São bossas características; Claves de catimbó, um pouco da parte nortista, um pouco do Nordeste, que é a parte da própria Jurema, até que ela se torna o Seu Zé, porque é um enredo muito amplo. A gente está com uma expectativa muito legal. A primeira coisa que a gente conversou foi a respeito do andamento, que é um detalhe importante que tomaremos cuidado. É um andamento que vai trazer a bateria mais para trás do que fizemos esse ano. Por conta da métrica do samba, pelas divisões silábicas do samba. Faremos dessa forma para casar ala musical e bateria. A gente vai abusar da ala de tambor, assim como foi esse ano que passou. Vamos praticamente duplicar a quantidade de tambores, e trabalhar as bossas da bateria em cima disso, por conta do enredo mesmo”, salientou.

Com a letra e a melodia sintonizadas com a batucada, coube ao Intérprete oficial da escola, Wantuir Oliveira, revelar os versos para a comunidade. Sua potência vocal deu vida a mais um samba-enredo da agremiação e, após o encerramento do evento, o cantor confidenciou sua expectativa para mais um ano a frente do microfone da escola, e o trabalho entre ala musical e bateria para encontrar o equilíbrio sonoro entre andamento, tonalidade e execução conjunta.

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Intérprete Wantuir

“Depois que o samba é escolhido, nós cantores, vamos aprender a trabalhar com ele. Quer dizer, depende da respiração, quantidade de palavras, muitas palavras coladas. A gente precisa aprender a respirar nos locais certos do samba. Em relação ao andamento da bateria, ainda vai oscilar bastante até a gente achar o ponto, porque para mim, o grande segredo do samba-enredo é o bom entendimento com a bateria. o ponto certo, o tom certo e o andamento certo para poder botar ele na avenida. Mesmo lento, ele já é um samba muito alegre e que puxa a bateria. Eu sei que o Mestre Léo tem sabedoria e vai cuidar exatamente disso. A gente vai achar o ponto certo para fazer um maravilhoso desfile no domingo de carnaval. Vai ser a continuação dos sambas maravilhosos desses três anos que eu canto aqui no Morro da Casa Verde. São sambas realmente sensacionais! A escola está no caminho certo e o samba, com toda a certeza, vai ser um outro sucesso do Morro da Casa Verde. Falta a gente apurar as coisas, um jeito de cantar, de respirar, isso assim. A impressão já foi muito boa na gravação. Ficou muito bom; o clipe está maravilhoso. E vamos esperar a hora. Ensaiar e aperfeiçoar as arestas, e vamos para a avenida para brigar de novo, com toda certeza”, sintetizou.

São muitos passos entre a noite de escuta da comunidade com sua nova canção e o dia do desfile. Mas, se existem passos que requerem cuidado, desenvolvimento e excelência, são os passos dos responsáveis por levarem o pavilhão no Sambódromo. Melodia, letra e enredo mexem diretamente com o trabalho, ano após ano, dos primeiros casais de mestre-sala e porta-bandeira. Atentos ao novo samba do Morro, o primeiro casal, João Lucas e Juliana Souza, comentou os impactos que o samba-enredo cria para a especificidade do segmento.

“Todo ano a gente quer trazer um tempero diferente, mas assim, os elementos obrigatórios que a gente precisa fazer na avenida no regulamento não muda, mas aí a gente sempre traz um tempero, alguma coisa voltada para dentro do enredo e todo ano a gente gosta de trazer essa inovação”, revelou João.

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Primeiro casal, João Lucas e Juliana Souza

Para Juliana, a força dos sambas-enredo que a escola tem apresentado nos últimos anos favorece e fortalece a responsabilidade de ser a porta-bandeira.

“vocês vão se surpreender, porque é mais um ‘sambão’. O Morro vem apresentando muitos sambas icônicos nos últimos anos e a gente com certeza vem com mais um samba muito forte para trabalharmos no nosso quesito. Aguardem”, complementou.

Por trás de cada linha, seja verso ou costura do pavilhão, está o presidente. Os processos decisórios de uma escola de samba quase sempre são complexos. Por isso, um samba-enredo, eleito ou encomendado, passa obrigatoriamente pela estruturação, visão e entendimento cultural de cada presidente executivo. O novo samba-enredo do Morro da Casa Verde apoia-se na experiência do que está funcionando para a agremiação. O presidente Diego Campos elencou os motivos da manutenção do grupo de compositores responsáveis pelo samba.

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Presidente Diego Campos

“É um processo que está no quarto ano seguido. Os compositores são um time bem consistente e experiente. Graças a Deus, eles seguem apresentando grandes trabalhos aqui no Morro da Casa Verde. A gente só tem a agradecer para esse próximo carnaval. Eu sou suspeito para falar, mas a cada ano, a gente se supera e se surpreende. É um samba com uma leitura totalmente diferente. É um samba que vai cair na boca da ‘galera’, eu tenho certeza. Vai ser mais uma ‘pedrada’!”, encerrou.

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Império de Casa Verde lança samba-enredo para cantar Jaguariúna em 2027

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Foto: Will Ferreira/CARNAVALESCO

O Império de Casa Verde, escola do Grupo Especial de São Paulo, lançou o samba-enredo para o Carnaval 2027 por meio das próprias redes sociais na última sexta-feira. O Tigre Guerreiro encomendou a responsabilidade para um grupo de compositores já identificado com a escola: André Diniz, Arlindinho, Evandro Bocão, Darlan e Fabiano Sorriso.

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O Império de Casa Verde será a primeira escola a desfilar no sábado de carnaval com o enredo “Sob o Céu do Interior Brilha o Sonho Caipira: Jaguariúna, a capital country do Brasil”, assinado pelo carnavalesco Fábio Ricardo.

Confira a letra e o samba-enredo do Império de Casa Verde para o Carnaval 2027:
CONTA O RIO QUE NAS ÁGUAS CINTILANTES
HÁ HISTÓRIA DE UMA GENTE
SEU DESTINO, SEU AMOR
A SINFONIA E A MARGEM VERDEJANTE
NO MURMÚRIO IMPONENTE INFINITO FEITO A FLOR
QUE PARECE TOMBAR E PELO MUNDO SE VAI
NA DANÇA DOS TEMPORAIS E DOS MILHARAIS
AO FLORESCER DO CAFÉ, NO BICO DO SABIÁ
ALVORECER DO PERFUME MAIS AMENO
ACONCHEGA O SERENO PRA NOITE SE LEVANTAR

É O IMPÉRIO DA ONÇA PRETA LINDA
QUE MISTÉRIO TRAZ ESSA PRETA LINDA
APRUMADA E ATRAENTE!
ENCANTADA FEITO BRUMA
PROTEGEU E ARREPIOU… JAGUARIÚNA
PROTEGEU E ARREPIOU… JAGUARIÚNA

SOBE POEIRA, O TROPEIRO AJEITA O GIBÃO
A LIDA SE ALINHA NAS LINHAS DA ESTAÇÃO
O APERTO DO CASAL MAIS ABUSADO
EM MEIO À MULTIDÃO
FOGUEIRA PRA SAUDAR CAVALARIA
FÉ ANTONIANA, CAIPIRA CANTORIA
SINOS CONVERSANDO COM AS ÁGUAS DE SANTA MARIA
QUADRILHAS SACOLEJAM BANDEIRINHAS
CERTEZA QUE A VIDA VALE A PENA
O POVO EXPLODINDO EM EUFORIA, DELÍRIO NA ARENA
SONHO DE MENINO, MEMORIA DO PEÃO
O PEITO APERTADO, O BRILHO NO OLHAR

VOU LUTANDO PRA SER CAMPEÃO
E ALCANÇAR O PRIMEIRO LUGAR BIS

TEM FESTA NO RODEIO, CAVACO E VIOLA,
SANFONA, PANDEIRO, BATUQUEIRO, VERSADOR REFRÃO
A ONÇA E O TIGRE APAIXONADOS
É BAILÃO IMPERIANO, SAMBA NO INTERIOR

Nenê de Vila Matilde anuncia a saída do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira

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Foto: Divulgação/Nenê de Vila Matilde

Na última sexta-feira, a Nenê de Vila Matilde, onze vezes campeã do Grupo Especial da cidade de São Paulo e atualmente no Grupo de Acesso II, anunciou a saída de Edgar Carobina e Taiene Caetano, que formariam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola no Carnaval 2027. A nota foi publicada nas redes sociais da Águia Guerreira:

Edgar Carobina estava na Nenê de Vila Matilde desde 2025, desfilando ao lado de Graci Araújo, atualmente primeira porta-bandeira da Mocidade Alegre, nos dois últimos desfiles – em 2025, com “Um quê de poesia e um tanto de magia, a arte de encantar o imaginário popular”; e, em 2026, com “Encruzas, Nenê de corpo e alma no coração de São Paulo”. No último desfile, por sinal, o mestre-sala foi premiado com o Estrela do Carnaval, organizado e concedido pelo CARNAVALESCO, como Melhor Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira do Grupo de Acesso I.

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Já Taiene Caetano estrearia na Nenê de Vila Matilde. Em 2026, ela defendeu o pavilhão principal da Unidos do Peruche no desfile de “Oi… Esse Peruche Lindo e Trigueiro… Terra de Samba e Pandeiro”.

Camila Beatriz é anunciada como nova rainha de bateria da Inocentes de Belford Roxo para o Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Inocentes de Belford Roxo

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A Inocentes de Belford Roxo definiu quem ocupará um dos principais postos da escola no Carnaval 2027. O presidente Reginaldo Gomes anunciou, nesta quarta-feira, a empresária Camila Beatriz como a nova rainha de bateria da agremiação. Ela sucede Carolane Silva, que reinou à frente da “Cadência da Baixada” no desfile de 2026. Camila já havia conquistado a comunidade no último Carnaval, quando desfilou como rainha da escola. Agora, assume oficialmente o comando da bateria comandada pelo mestre Washington Paz e destacou a emoção de receber o convite, além da responsabilidade que acompanha o cargo.

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“Receber o convite para ser rainha de bateria da Cadência da Baixada foi uma emoção muito grande, uma responsabilidade maior, pois ser rainha dos ritmistas representa muito mais que ser um posto de destaque. É representar a alma da escola, sua história, tradição e milhares de apaixonados pelo carnaval. Estou vivendo esse momento com muita gratidão, respeito e certeza que vou me dedicar de corpo e alma para dar o melhor de mim”, afirmou.

A nova majestade também relembrou a experiência vivida no último desfile e destacou o carinho recebido pela comunidade da azul, vermelho e branco.

“Ter sido rainha da Inocentes em 2026 foi um grande presente na minha vida, um aprendizado com momentos inesquecíveis. Fui abraçada e acolhida pela comunidade, uma experiência que guardarei para sempre no meu coração.”

À frente da bateria de Washington Paz, Camila garantiu que pretende estar presente no cotidiano da escola e fortalecer os laços com os ritmistas.

“Estar à frente da bateria do mestre Washington Paz, sentindo o pulsar dos instrumentos, é um desafio. Sou uma rainha apaixonada pela Inocentes. Quero que cada componente sinta orgulho de mim. Estarei sempre presente, participando da rotina da escola, valorizando os ritmistas, representando cada um com alegria, humildade e respeito.”

A empresária também fez questão de agradecer à direção da agremiação pela confiança depositada em seu trabalho.

“Foi nessa cidade que vivi 10 anos da minha vida estudando, trabalhando, crescendo, enfrentando barreiras e construindo quem sou hoje. Quero agradecer de coração à presidência, à primeira-dama Daniele Moura e ao mestre Washington pelo carinho e confiança.”

A coroação de Camila Beatriz está marcada para o dia 30 de agosto. No Carnaval 2027, a Inocentes de Belford Roxo será a segunda escola a desfilar pela Série Ouro, no sábado de carnaval, na Marquês de Sapucaí.

Pega na cara do boi! Dom Bosco escolhe samba com apelo popular para 2027

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Segunda escola a desfilar no Grupo de Acesso I de 2027, a Dom Bosco realizou a final de samba-enredo da agremiação neste sábado no Circo Social Dom Bosco, um dos espaços da obra salesiana que homenageia o sacerdote católico. Para embalar o desfile de “O Auto do Boi – Morte e Ressureição da Lenda do Touro Negro no Reino de Guaré – Histórias de Resistência do Boi que Pintou a Cara de Preto, Colocou a Estrela na Testa e foi Farrear em Noite de São João”, assinado pelo carnavalesco Fábio Gouveia, a agremiação deu o bicampeonato da eliminatória para a parceria formada por Gui Cruz, Douglas Chocolate, Darlan Alves, Portuga, Imperial, Luciano Rosa, Vitor Gabriel, Reinaldo Marques, Cacá Mascarenhas e Willian Tadeu, que assinavam o Samba 10 no concurso. Sempre presente em eventos importantes para as escolas de samba paulistanas, o CARNAVALESCO marcou presença no evento e traz todos os detalhes do que aconteceu na festividade.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Pega na cara do boi

Embora o samba inteiro tenha versos muito fortes e fáceis de se lembrar e cantar, o que dá nome a este intertítulo já marca a obra. Gui, antes de falar do verso, fez questão de elogiar o enredo e o carnavalesco que idealizou a temática: “Esse enredo é um enredo ancestral. O Fábio Gouveia é um carnavalesco preto, um dos únicos carnavalescos pretos do Carnaval de São Paulo, e é um cara que tem uma sensibilidade fantástica e uma ancestralidade mais fantástica ainda. Poder trazer essa lenda do touro negro do Guaré para o samba, exaltando a cultura popular, com uma sinopse incrível e com tantos loucos nessa parceria, é espetacular. A gente tem o Douglas Chocolate, que é um maluco pela cultura popular, matraqueiro maluco. Quando saiu o enredo, ele já mandou uma ideia de samba sem ler a sinopse, para você ter ideia. O ‘pega na cara do boi’ já existia antes mesmo da gente começar a fazer o samba. A gente só não sabia onde encaixar, mas ele ia estar em algum lugar. A gente deixou a ancestralidade falar junto com a sinopse incrível. A nossa parceria é uma parceria de muitas pessoas e muitos amigos, que é o mais importante de tudo. A gente gosta de estar junto, de fazer samba junto, independente do lugar e de onde for. Vai ter sempre a magia da nossa parceria, que a gente leva para todos aqueles lugares que a gente está com samba, que a gente tem a possibilidade de sentar e escrever para se divertir, para colocar o nosso sentimento e a nossa poesia para falar”, comentou.

Chocolate também foi citado por Darlan: “A Dom Bosco, desde o ano passado que nós nos juntamos, nos agraciou de várias maneiras. Quando o Chocolate mandou o ‘pega na cara do boi’, não tinha como fazer um samba técnico. Foi uma coisa que foi saindo espontaneamente, com muita alegria. Para esse desfile da Dom Bosco, encaixou demais essa métrica do samba, ter essas frases fortes, pra ajudar a comunidade a cantar. Tudo que foi compondo, tudo que foi fazendo melodicamente e na letra foi construindo essa trilha. Eu tenho certeza que vai ser um samba que as pessoas que estarão na avenida no dia vão rapidamente decorar e cantar junto com a Dom Bosco. A gente recebeu muita mensagem de compositores falando que esse samba é um barato, que esse samba é muito bacana. Todo mundo ficava falando do ‘pega na cara do boi’. Foi muito bacana isso”, comemorou.

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Gui comentou que o tom para cima do samba-enredo foi proposital: “A gente fez o samba pensando justamente nisso: no povo, no horário de desfile da Dom Bosco e na forma que esse samba poderia virar na pista. Eu tenho certeza que o samba vai ser um sucesso na pista, porque tem muitas frases fortes, tem muitos refrãos que ficam na cabeça. Vai ser um samba forte”, destacou.

Composição tranquila

De acordo com Vitor Gabriel, a parceria campeã não teve grandes dificuldades para compor: “Foi um samba relativamente fácil de se compor. Quando você trabalha com uma sinopse e com um enredo que é muito inspirador, tudo se torna mais fácil. Tem samba que a gente fica um mês inteiro batendo, são dez encontros e acaba saindo até um samba meio burocrático. Na Dom Bosco, nesse ano, foi totalmente o inverso disso. Eu acredito que em duas semanas a gente matou. Foram dois, três encontros no máximo, para a gente fazer tudo. Começamos no WhatsApp, que facilita muito, e um ou dois encontros a gente matou, porque é muito inspirador essa temática”, refletiu.

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Gui entrou para fazer uma importante observação: “Esse negócio de fazer samba no WhatsApp não é pra nós, não. Demoramos mais para definir o refrão dentro do estúdio do que pra fazer o samba. A gente tinha um outro refrão, aí o Darlan, maluco, começou a perguntar por que a gente não poderia repetir a primeira frase do refrão. Mudamos tudo no estúdio. A gente mudou o refrão e foi a melhor coisa que podia acontecer”, revelou.

Vitor confirmou e reagiu com bom humor: “Essa é uma característica da parceria. A gente gosta de passar susto! Já teve samba que a gente chegou sem refrão no estúdio. Teve samba que a gente gravou o refrão e, no outro dia, foi lá e mudou o refrão. Na Dom Bosco está dando sorte e a gente vai seguir assim”, prometeu.

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Ao serem perguntados sobre a parte favorita do samba, em uníssono, todos cantaram a mais forte em um samba potente por natureza: “Pega na cara do boi/Cuida para não escapar/Quem tem fé agarra ele/Quem não tem que vai para lá”, comemoraram.

Direção satisfeita

Carlos Shakila, diretor de Carnaval da Dom Bosco, falou um pouco sobre os motivos pelos quais a agremiação fez a escolha pelo Samba 10: “Quando nós falamos desses três sambas-enredos, falamos de três sambas fortes e extremamente competitivos, sendo que nós recebemos catorze. Os compositores foram muito agraciados em conseguir fazer cada uma dessas obras. E nós fomos mais agraciados ainda por conseguir chegar na final do samba-enredo com três grandes obras, escolhendo o vencedor por se adequar melhor ao que nós queremos. Nos últimos anos, nós viemos conquistando espaço e carisma da comunidade, e essa final de hoje tem muito a dizer sobre o que nós vamos falar na pista desse ano. A Dom Bosco vem muito mais aguerrida, muito mais preparada. Aprendemos a trabalhar, aprendemos a conquistar espaço, aprendemos a desenvolver aquilo que é nosso. E, quando eu falo que aprendemos a trabalhar, dentro desse Grupo de Acesso I que é tão grande e tão competitivo, se você não aprender, no dia a dia, a fazer o básico, que é o arroz e feijão, às vezes a gente não consegue nem caminhar com passos largos. Vamos fazer tudo com o pezinho no chão, mas com um bom trabalho. E, como sempre, fazer acontecer na pista”, destacou.

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Múltiplos projetos

Perguntado sobre as datas que os dombosquenses devem guardar, Shakila fez questão de frisar as diversas ações que a Escola do Padre está concebendo: “Nós criamos um circuito que era um sonho de anos nosso, que é o Quintal do Padre. Uma vez por mês nós nos reunimos para fazer um samba na nossa quadra. Também uma vez no mês nós fazemos grandes encontros de treinamentos, manual do julgador, treinamento, quesito a quesito. Em duas ou três semanas já vamos fazer os ensaios com as alas e já vamos para o estúdio para gravar a versão oficial da escola. E, aí, nós vamos nos preparar para o audiovisual da Liga-SP. Nossa preparação total vai ser para o audiovisual. Em novembro, nós temos uma grandiosa Festa da Bateria. Eu espero muito que a nossa escola este ano esteja muito preparada e focada para o nosso calendário. Temos um calendário fantástico, com muitas datas. Às vezes eu estou sendo até leviano de falar de uma única data específica, mas nós temos atividades quatro vezes na semana em tempos normais. Também estamos tendo escolinha de bateria, escola de aderecista, escola de cavaco. Nós estamos com cinco cursos itinerantes aos sábados. Quem quiser pode vir, a casa é nossa”, convidou.

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Nível alto

Embora obviamente tenha destacado o samba vencedor, Fábio Gouveia fez questão de valorizar a evolução da eliminatória da escola ano após ano: “Vou para o meu terceiro Carnaval com a Dom Bosco e sempre houve uma necessidade de algumas realizações aqui. Uma delas é o concurso de samba-enredo. De dois anos para cá, nós estamos fazendo um concurso realmente aberto, recebendo o maior volume possível de sambas. Nesse ano, para nossa surpresa, nós tivemos catorze sambas. Desses, nós tínhamos uns seis que a gente falou que, se der algum problema, dá pra fazer ajustes e junções. A gente conversou muito para entender. Foram trinta dias visitando os sambas-enredo, fazendo reuniões com os componentes, com as lideranças, para que todo mundo entendesse a fundo o que é o enredo da nossa escola. A gente chegou na final com três sambas extremamente competentes e com um vencedor espetacular, de compositores muito fortes, que tem um trabalho incrível no Carnaval, e que nos proporcionaram sambas que nos deram muitas alegrias hoje”, disse.

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Intérprete detalhista

Estreante na escola do Padre no ciclo do Carnaval 2027, Rodrigo Atração se ateve à intensa disputa entre os sambas que se apresentaram neste sábado: “Estou chegando agora aqui na Dom Bosco e o que eu tenho escutado que essa foi a final mais equilibrada da história da escola. O nível foi muito alto! Os três sambas abordam de forma diferente o enredo do boi, mas a nossa direção optou por escolher um samba que nos representa muito bem levando em consideração alguns fatores como ordem de desfile, o grupo que a gente está e, principalmente, o conteúdo do enredo”, comentou.

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O intérprete destacou que é possível melhorar a obra ainda mais: “Qualquer samba escolhido passa por ajustes melódicos e/ou de letra. Com o samba muito bem escolhido, eu já estou aqui pensando e vou começar a me debruçar no projeto para o Carnaval 2027”, comentou.

Festa também na bateria

Anderson Luiz, popularmente conhecido como mestre Bola, comandante da Bateria Gloriosa, elogiou o espírito animado do enredo e do samba: “É mais um enredo diferente e ainda mais bem alegre, bem festivo. Tinham três sambas em alto nível na nossa final e venceu o melhor. Agora é trabalhar para fazer ele render ainda mais”, afirmou.

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Após uma noite de descanso, o ritmista-mor da Dom Bosco afirmou que já pensará em como deixar a obra ainda melhor: “A partir de domingo a gente já senta e já vai vendo os arranjos. Nossa diretoria foi para o Maranhão, foi ver vários bois do nosso enredo, foi ver algumas batidas típicas dos bois de lá. Vamos ver se dá para encaixar alguma coisa! Também já começamos a ver o BPM da bateria, se é mais para frente ou mais para trás”, refletiu.

Defensores do pavilhão de olho nas mudanças

Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Dom Bosco, Leonardo Henrique e Mariana Vieira foram bastante sucintos ao falar da obra escolhida para o Carnaval 2027: “A disputa foi bem acirrada, mas temos certeza que o samba escolhido foi o melhor para escola”, comentou Mari.

Léo também exaltou o alto nível das obras: “Os três sambas são incríveis! A Dom Bosco vem numa crescente muito grande em relação a sambas-enredo e eu fico muito feliz com isso. Foi feita a vontade do povo e foi escolhido o melhor para a escola”, disse.

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A porta-bandeira foi mais uma dombosquense a elogiar a temática da escola: “A cada enredo nós nos reformulamos nossa dança. E, nesse ano, vai ser bem bacana por ser um enredo bem animado, bem diferente da temática que viemos no ano passado. Temos certeza que vai ser um Carnaval bem leve e alegre, com uma coreografia bem diferente, também”, destacou.

Já o mestre-sala falou em mudanças: “O trabalho é contínuo, todos nós sabemos que o trabalho de casal de mestre-sala e porta-bandeira é o ano todo: acaba um Carnaval e a gente já inicia o trabalho para o próximo. A gente já vem, já começa a pensar nessa questão de linha e de coreografia. Eu espero que seja um ano diferente para nós, vai ser um ano que nós vamos nos reinventar. Vai ser um ano diferente para todo mundo. É dançar, ser feliz e trazer a nota para a escola”, comentou.

Evento cheio

Engana-se quem pensa que a final de samba-enredo foi o único atrativo da Dom Bosco no sábado. A tarde começou com uma apresentação da Quadrilha Junina Explosão Paulista. Após a tradicional oração (é sempre bom relembrar que a agremiação é um dos braços de uma obra social salesiana, congregação católica voltada para a Educação), o elenco dombosquense para 2027 foi apresentado para a comunidade.

Diversos segmentos da escola, como a Ala de Passistas, a Ala das Baianas e a Comissão de Frente (vencedora do Estrela do Carnaval, organizado e concedido pelo CARNAVALESCO em 2026), se apresentaram ao som de sambas antigos da agremiação. O grupo Tambor de Crioula também marcou presença antes da despedida oficial do samba-enredo de 2026, e a agremiação fez questão de já revelar os protótipos para o desfile de 2027. Por fim, o segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcos Rodrigues (que já estava na agremiação) e Mariana Silva (estreante) recebeu o novo pavilhão de enredo, que chamou atenção com as franjas multicoloridas, característica também muito presente nas fantasias apresentadas. A coirmã Acadêmicos do Tatuapé também se apresentou na festividade.

Apresentações

Os três sambas finalistas foram executados pela própria ala musical da Dom Bosco, comandada por Rodrigo Atração e com a presença de Yara Melo, Ariane Cuer e Washington Vinícius. O primeiro a se apresentar foi o Samba 11, composto por Victor Rangel, Alessandro Tigana, Herval Neto, Dom Junior, Marcello Battistta, Jonathan Tenorio, Leandro Neguinho, Jackson Silva e Renne Barbosa. A obra chamou atenção sobretudo pelos refrãos bem mais longos que o normal: o do meio tinha oito versos, enquanto o de cabeça contava com sete, mas um desses versos, o terceiro, era bem maior que os demais.

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Já o Samba 03, composto por Turko, Rafa do Cavaco, Silas Augusto, Fabio Souza, Lê Lima, João Vidal e Bruno Giannelli, deixou mais claro na letra a citação a outros bois (além do Guaré, alvo do enredo), como o interessante verso “o boi é o bicho do Brasil” deixava claro. Garantido e Caprichoso, por exemplo, eram citados. O refrão de cabeça, com dois versos bastante semelhantes, o falso refrão antes do refrão de cabeça e o contraste entre a primeira estrofe mais extensa e a segunda mais curta também deixaram boa impressão.

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Já o campeão, Samba 10, da mesma parceria que já tinha vencido o concurso para embalar o desfile de “Mariama, Mãe de todas as raças, Mãe de todas as cores, Mãe de todos os cantos da terra” em 2026, empolgou pela quantidade de trechos fortes. O supracitado ‘pega na cara do boi’ é o mais forte deles, mas o primeiro verso que se repete no refrão de cabeça (“Vaqueirada me chamou, vou bater caixa de guerra”) e o verso que encerra tal trecho (“Quero ver desafiar o meu boi solto na rua”). Por fim, os “Ê boi” do refrão do meio também causaram ótima impressão.

‘Vem voar e voltar a sorrir’: Mergulhando no universo de Ruth Rocha, Mancha Verde escolhe samba-enredo para o Carnaval 2027

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Na madrugada deste sábado para domingo, a Mancha Verde definiu o samba-enredo que irá embalar o ciclo do Carnaval 2027. Como já é tradição, a escolha aconteceu durante a última Festa Julina promovida pela agremiação, que mais uma vez reuniu a comunidade em um grande contingente. O evento contou com uma verdadeira imersão no universo do samba, com o “Terreirão da Mancha”, atração que reuniu alguns sambistas e promoveu uma viagem pela história da escola, relembrando obras antigas. Intérpretes como Vaguinho, responsável por defender sambas históricos da agremiação, e Lucas Donato participaram da programação. Ao longo da apresentação, foram apresentados sambas de diferentes escolas, com destaque para obras marcantes da própria Mancha Verde, em uma homenagem à trajetória da verde e branca. Já na madrugada, a disputa pelo samba-enredo começou oficialmente com a apresentação dos três finalistas. Cada parceria teve 20 minutos para subir ao palco e apresentar sua obra, buscando conquistar a preferência da diretoria e da comunidade.

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Primeira a se apresentar, a parceria de número 4 foi a grande vencedora da noite. O samba campeão foi composto por Pedroca, Aquiles da Vila, Gui Cruz, Fabiano Sorriso, Lucas Donato, Marcos Vinicius, Fábio Gonçalves, Cabide e Chico Maia.

“Tenho um carinho enorme pela Mancha Verde e sou muito grato ao Paulinho. Já tive a felicidade de vencer em 2018, 2019, no primeiro título da escola, e também em 2020. Depois, participei de todas as disputas seguintes, mas não consegui vencer. Voltar a ganhar neste ano me deixa realizado e muito feliz”, afirmou Gui Cruz, um dos compositores da parceria campeã.

Importância de toda a comunidade na decisão final

O presidente Paulo Serdan revelou que a participação da comunidade na escolha do samba-enredo reforçou o trabalho realizado ao longo das semanas de avaliação. “Neste ano, a comunidade também participou da escolha. Todos que fizeram a inscrição na ala da comunidade tiveram direito ao voto, e recebemos mais de 200 participações. O mais importante é que o resultado da comunidade confirmou o trabalho que realizamos ao longo de quase 50 dias de avaliações. Isso nos deu ainda mais tranquilidade, porque mostrou que estávamos no caminho certo”.

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Ao comentar o samba vencedor, o dirigente afirmou que a obra atendeu exatamente ao que a escola buscava para o desfile. “É um samba que emociona. Claro que alguns trechos, principalmente os que falam da educação, mexem comigo. Havia outras obras com momentos marcantes, mas essa parceria conseguiu traduzir exatamente o que pedimos desde a apresentação do enredo: um samba leve, com uma harmonia aguerrida e que proporcionasse uma evolução solta, levando a escola para a frente. Eles foram muito felizes. A melodia é muito agradável e acredito que fará a Mancha desfilar de forma leve e envolvente. Tenho certeza de que esse samba vai funcionar muito bem na Avenida”.

O presidente também detalhou como foi conduzido o processo de escolha até a definição do campeão. “Mantivemos o mesmo método que utilizamos há vários anos. Primeiro, fazemos uma avaliação técnica, eliminando alguns sambas ainda pela gravação. Depois, iniciamos os testes de canto. Fizemos avaliações dentro da sala e também no palco, onde o som é mais limpo e permite uma análise melhor. Neste ano, decidimos chegar mais rapidamente aos três finalistas para concentrar todo o trabalho apenas neles. Foi exatamente o que aconteceu. Passamos bastante tempo avaliando esses três sambas porque chega um momento em que já não há mais evolução. Nessa fase, a votação é fechada e todos os votos ficam sob minha responsabilidade. Vou acompanhando diariamente e, quando percebo que o cenário se estabilizou e que as oscilações naturais já não alteram o resultado, entendemos que é o momento da definição”.

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Sobre a participação da comunidade, explicou como foi organizado o processo. “Como começamos as inscrições durante a Festa Julina, prometemos que a comunidade teria direito a votar na decisão final. Os três sambas finalistas foram divulgados apenas no domingo anterior à final, para que todos tivessem a semana inteira para ouvi-los e chegassem preparados para votar”.

Falando sobre os preparativos para o Carnaval 2027, o dirigente revelou que a produção das fantasias e alegorias já está em pleno andamento. “Na segunda-feira, vamos fotografar todas as fantasias no espaço do Itaú Cultural, onde acontece a ocupação dedicada à Ruth Rocha. Também pretendo conversar com a família dela para organizar uma apresentação dos pilotos das fantasias aos convidados da escritora, possivelmente na Academia Paulista de Letras, onde ela ocupa uma cadeira. Nosso objetivo é ampliar o alcance desse enredo. Queremos aproximar do carnaval pessoas ligadas à educação, professores e admiradores da obra da Ruth Rocha. Fizemos isso no lançamento do enredo e queremos dar mais um passo nesse processo”.

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Sobre a produção do desfile, o presidente disse que o cronograma foi antecipado por causa do Carnaval mais cedo em 2027. “Os ateliês já estão definidos, os materiais começaram a chegar e, na segunda-feira, iniciaremos a compra de tudo o que será utilizado nas alas. O Rodrigo já concluiu todas as fichas técnicas. Nas alegorias, começamos pelo segundo carro. Como o Carnaval será mais cedo, pedi ajuda ao Troy, que hoje trabalha com cenografia. Antes mesmo da chegada da equipe de Parintins, todas as esculturas desse carro já estavam prontas. Agora, elas estão na fase de pintura. O Robertinho e a equipe dele já estão em São Paulo trabalhando na estrutura, enquanto iniciamos também a montagem do abre-alas. Fizemos alguns ajustes no projeto, principalmente na parte frontal, e o resultado ficou ainda melhor. Hoje também recebi o projeto do terceiro carro, que está fantástico. Será um carnaval leve, colorido e com uma leitura que certamente vai emocionar quem conhece e admira a obra da Ruth Rocha”.

Vencendo o primeiro samba-enredo na escola certa

Pedroca, compositor campeão da Mancha Verde, celebrou a conquista do primeiro samba-enredo vencedor de sua trajetória e falou sobre a emoção de ver a comunidade abraçando a obra. “É uma sensação completamente diferente. Comecei a escrever samba-enredo sozinho em 2024, e meu primeiro samba foi justamente aqui na Mancha. Ganhar um samba que vai para o Anhembi é algo inexplicável. É uma sensação maravilhosa. Mais do que vencer, o que me marcou foi ver o Pepe (locutor do palco) perguntando para a comunidade qual samba merecia ganhar e ouvir o povo cantando o nosso. Isso não tem preço. Espero que seja o primeiro de muitos. A gente vem trabalhando, se esforçando e tratando o samba com todo o cuidado. Graças a Deus, minha primeira vitória aconteceu justamente na escola onde escrevi meu primeiro samba-enredo. É indescritível”.

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O autor da trilha sonora também relembrou que, em 2024, chegou a cogitar deixar as disputas por conta dos altos custos, mas explicou o que o motivou a seguir. “Escrever samba-enredo é muito caro. Hoje vejo muitos compositores começando, mas sem uma direção. Quero continuar justamente para mostrar que, apesar das dificuldades, vale a pena se estruturar e acreditar. Hoje tenho parceiros e não estou mais naquela loucura de fazer samba sozinho. Também quero mostrar que não são apenas os medalhões que podem chegar. Quem tem sonho, competência e força de vontade também pode conquistar espaço. Espero que apareçam muitos outros ‘Pedrocas’ no Carnaval de São Paulo. E tomara que as escolas encontrem um formato que permita a novos compositores disputarem, mesmo sem grandes condições financeiras”.

Integrando uma parceria formada por nomes consagrados, como Aquiles da Vila, Gui Cruz, Lucas Donato e Fabiano Sorriso, o compositor destacou a forma democrática como o samba foi construído. De acordo com ele, foi totalmente abraçado. “É incrível compor com esses caras. Quando você olha de fora, imagina que vai apenas sentar e assinar o samba. Mas é justamente o contrário. Eles dão espaço para apresentar ideias. Na nossa primeira reunião, cheguei com uma proposta pronta e todos ouviram. Algumas coisas entraram no samba, outras foram debatidas e mudaram naturalmente. Só o fato de terem escutado minhas ideias já foi algo especial para mim. Compor com eles é mágico. Eu tinha até receio de trabalhar nesse formato, mas foi uma experiência fantástica. São compositores extremamente competentes, cada um com um talento único. Eles se completam. São multicampeões porque têm muito talento, e não apenas por contatos, como muita gente costuma dizer”.

Ao falar sobre o trecho preferido do samba, Pedroca apontou a parte final da obra. “O final do samba é um absurdo. Acho lindo e emocionante. É um trecho que ganha ainda mais força quando a comunidade canta. Tenho certeza de que, quando todos ouvirem no Sambódromo ou no CD, vão entender do que estou falando:

‘Mancha, como é lindo ser criança
Sou Rocha da educação
Rute coroada nesse chão
Verde sempre foi a cor da esperança
A Norma da superação
Herança do meu pavilhão'”

Dia radiante

Gui Cruz, que venceu samba em outra agremiação, destacou a emoção desse feito e também aproveitou para elogiar a parceria que venceu com ele na Mancha Verde. “Acho que hoje foi um dia emocionante, de diversas formas. Este ano consegui me realizar fazendo os sambas que eu queria, nos quais acreditava e que realmente representavam o que eu penso. Foi meu primeiro ano compondo com essa parceria, além da que eu já mantinha na Mocidade. São pessoas que fazem samba com o coração, emoção e sensibilidade. Aprendi muito trabalhando ao lado deles e dividindo esse processo. Estou feliz demais”.

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Ao falar da composição da obra, o compositor exaltou o parceiro Pedroca, que foi fundamental para a vitória na escola. “Sobre o processo de composição, a chegada do Pedroca foi fundamental. Ele é um cara inteligente, apaixonado pelo samba e que acredita verdadeiramente no que faz. Muitas vezes, acabamos ficando calejados por tudo o que acontece nas disputas, mas precisamos de pessoas como ele para nos lembrar por que amamos fazer samba. O Pedroca me fez recordar o motivo de eu gostar tanto de compor. Esta foi a primeira disputa dele, e foi muito especial viver esse momento ao lado dele. Ver o entusiasmo dele me fez reencontrar a essência do que me move dentro do samba. Isso foi marcante”.

Casamento perfeito com o trabalho

O carnavalesco Rodrigo Meiners disse que seu receio era de que os compositores não entendessem a proposta do tema, mas todos foram felizes. “Quando escolhemos esse enredo, uma das nossas principais preocupações era que os compositores entendessem a leveza da proposta do nosso desfile e conseguissem criar um samba-enredo com temática infantil. O samba não poderia ser excessivamente sério, porque o desfile será muito divertido. Ao mesmo tempo, precisava manter as características de um verdadeiro samba-enredo, pensando não apenas no julgamento do quesito samba-enredo, mas também em outros quesitos, como bateria. Também não queríamos que o samba parecesse uma música de desenho animado ou de personagem infantil. Felizmente, essa preocupação desapareceu assim que recebemos as obras. Os compositores foram muito felizes, e tivemos grandes sambas na disputa, especialmente os três finalistas”.

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Falando sobre a parceria vencedora, o artista destacou os refrões do samba-enredo e disse que a obra combina de maneira perfeita com o que ele planeja para o desfile da Mancha Verde em 2027. “Desde o início, o samba 4 se destacou pelos dois refrões. Ele tem momentos que, principalmente nos refrões, nos permitem ousar um pouco mais no desfile. O impacto dessa escolha no meu trabalho de criação para o Carnaval 2027 é justamente incorporar a mensagem, as brincadeiras e a leveza desses refrões, transformando tudo isso em elementos visuais, alegorias e fantasias. Fiquei muito feliz com a escolha. Quando olhamos para o nosso projeto, para os pilotos das fantasias, para os desenhos dos carros alegóricos e ouvimos esse samba, percebemos que ele combina perfeitamente com o clima e o espírito que queremos transmitir no desfile. Acho que isso já serve como um grande spoiler do que estamos planejando para o Carnaval, agora que o samba 4 foi escolhido como o samba-enredo vencedor”.

Samba fácil de cantar, mas é preciso trabalhar com os componentes

Um dos diretores de harmonia, Danilo Duarte, contou que a escolha foi difícil, mas o samba 4 teve grande destaque por estar completo. O diretor ainda ressaltou que vai trabalhar forte o canto com a comunidade. “Foi difícil. Tínhamos muitos sambas, cada um com uma característica diferente: um se destacava pela melodia, outro tinha uma letra mais elaborada. Então, não foi uma escolha fácil. Mas, dentro de tudo o que precisávamos, tanto de letra quanto de melodia, venceu o samba que estava mais completo nesse sentido. Como diretor de harmonia, vou trabalhar essa melodia junto com a escola e a comunidade. Não é um samba difícil. O samba 4 é fácil, e o povo já está cantando, o que ajuda muito o nosso trabalho na harmonia. É um samba com uma melodia muito boa. Para mim, era o melhor em termos de melodia entre os que concorreram, e isso também vai contribuir para a nossa evolução”.

Convocando a comunidade, Danilo diz que não é um samba difícil e promete levar o melhor projeto para o Anhembi. “Agora é a comunidade chegar para fazermos os ensaios e levarmos esse trabalho para a avenida. Não é um samba que vai dar muito trabalho para a gente. Vamos levar um samba muito bom para o desfile”, completou.

Análise da obra

Dá para afirmar que o título conquistado pelos autores foi completamente justo, pois o samba conseguiu transmitir ao público uma emoção completa. A letra também apresenta facilidade de compreensão e canto, tornando-se acessível para a comunidade. É uma obra relativamente curta, que concentra sua narrativa nas principais características de Ruth Rocha, conectando esses elementos ao refrão central.

Na segunda parte do samba, diversas sacadas chamam atenção. Um dos principais exemplos está no verso “Sou Rocha da educação”, que faz uma alusão ao sobrenome da homenageada e, ao mesmo tempo, utiliza a simbologia de uma rocha como algo forte, resistente e presente nos ensinamentos deixados por Ruth Rocha.

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Outro trecho de destaque é “A Norma da superação”. O verso aborda a capacidade da Mancha Verde de se reinventar e superar adversidades ao longo de sua história, mas também presta uma homenagem especial à mãe do presidente Paulo Serdan, Dona Norma. Enquanto esteve viva, ela teve uma participação muito ativa dentro da agremiação e deixou uma marca importante na trajetória da escola. “Verde sempre foi a cor da esperança” também é outra frase que se destaca.

Já o verso “Vem voar e voltar a sorrir” apresenta uma beleza singular e permite diferentes interpretações. Pode ser entendido como um convite para retornar à infância e reencontrar a magia presente nas obras de Ruth Rocha, mas também carrega uma simbologia ligada à própria Mancha Verde, como um desejo de voltar a voar alto e alcançar novamente os grandes momentos da escola.

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O samba começa justamente com essa mensagem de leveza, traduzindo a essência do universo infantil e dialogando diretamente com a obra da homenageada. A apresentação foi conduzida pelos intérpretes Gui Cruz e Lucas Donato, que também integram a parceria de compositores da obra. A participação da torcida foi um dos grandes destaques da noite, com a comunidade cantando em uma só voz, em meio a balões e efeitos de pirotecnia.

Viradouro coroa Bellinha Belfim e celebra vitória de uma rainha da comunidade

Por Mariana Santos e Juliane Barbosa

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Fotos: Mariana Santos e Juliane Barbosa/CARNAVALESCO

A quadra da Unidos do Viradouro viveu uma noite histórica para o Carnaval 2027. Em meio à emoção da comunidade, Bellinha Belfim foi coroada rainha de bateria da escola de Niterói, transformando em realidade um sonho compartilhado por muitos sambistas. Cria da ala de passistas e construída dentro do samba, ela simboliza não apenas uma conquista pessoal, mas a vitória de uma mulher da comunidade que alcança um dos postos mais desejados do carnaval. A cerimônia reuniu segmentos da vermelho e branco e celebrou uma trajetória marcada por dedicação e identificação com o pavilhão. Aclamada pelos componentes, Bellinha recebeu o carinho da comunidade em uma festa grandiosa organizada pela escola. A noite ainda teve uma linda homenagem feita por Wander Pires para a cantora Débora Cruz, que faleceu na semana passada e era integrante da ala musical da escola.

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Visivelmente emocionada, a nova rainha destacou o significado coletivo da conquista. “Esse momento para mim é muito importante, porque a partir disso eu consigo dar mais esperança para outras meninas que sonham em alcançar esse cargo de rainha de bateria, que é tão difícil e também tão cobiçado. Acredito que esse movimento foi feito, foi uma conquista coletiva e eu estou muito feliz, muito grata”, afirmou.

Bellinha também ressaltou a responsabilidade de representar a comunidade e servir de inspiração para as novas gerações.

“Eu me sinto muito feliz, orgulhosa por ter sido abraçada pela comunidade e sentir que eles acreditam que eu sou um exemplo de pessoa para estar ocupando esse cargo e levando com muita dignidade, defendendo o meu pavilhão”, disse.

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A relação com as crianças da escola também foi lembrada pela nova soberana da bateria “Furacão Vermelho e Branco”.

“Eu fico muito feliz. Elas me chamam de tia Belinha. É um movimento muito legal porque a gente consegue ver que elas se espelham desde criança. A gente acaba ficando com uma responsabilidade grande de não poder falhar, porque essas crianças estão observando a gente”, comentou.

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Mestre Ciça celebra conquista de uma sambista da comunidade

Com quase quatro décadas à frente de baterias e convivendo com diversas rainhas ao longo da carreira, o mestre Ciça fez questão de destacar a importância simbólica da escolha.

“Eu me sinto honrado. Vi tantas rainhas famosas passarem comigo nesses anos todos, mas estou muito feliz porque ela veio da ala de passistas. Isso é espetacular. Ela é uma pessoa respeitosa, profissional demais e esse cargo é merecido. A comunidade está feliz, a bateria está feliz, todo mundo feliz”, declarou.

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Para o comandante da “Furacão Vermelho e Branco”, a coroação representa mais uma vitória do sambista que construiu sua história dentro da escola.

“Mais um sambista vitorioso. As pessoas precisam olhar para o seu quintal, para o seu jardim. Temos pessoas importantes e talentosas dentro das comunidades. A Belinha é mais um projeto da comunidade, uma passista importante que veio da ala de passistas. Parabéns à Viradouro por reconhecer isso”, afirmou.

Ciça ainda revelou que já trabalha em uma apresentação especial para a nova rainha na Avenida.

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“Já estou pensando. O enredo me faz pensar nisso. Vai ser um grande lance que estamos fazendo para a Avenida. Tenho certeza que a Belinha vai brilhar com a bateria da Viradouro”, garantiu.

Escolha foi amadurecida pela direção da escola

Presidente da Viradouro, Marcelinho Calil revelou que a decisão de promover Bellinha ao posto de rainha vinha sendo construída há bastante tempo.

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“Belinha não sabia, mas ela vinha sendo preparada para isso. A escolha foi sendo amadurecida. Ela chegou como passista, virou musa, foi vivenciando diversas situações na escola e, há pelo menos um ano, essa decisão já vinha sendo basicamente tomada por mim e pelo meu pai. Estávamos apenas preparando o melhor momento”, explicou.

O dirigente destacou a confiança na capacidade da nova rainha de representar a escola no mais alto nível.

“Ela tem todos os predicados para ser uma grande rainha do carnaval. Estou muito feliz, muito seguro e muito confiante de que o cargo de rainha de bateria da Viradouro está nas melhores mãos que ele poderia estar”, afirmou.

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Filosofia de valorizar quem vem do chão da escola

Marcelinho também relacionou a escolha de Bellinha à filosofia adotada pela atual gestão da Viradouro, que busca valorizar personagens formados dentro da própria comunidade.

“Fazer do Ciça enredo, fazer da Belinha rainha, fazer de Dambé enredo, de Rosa Maria, de Ganhadeira de Itapuã, está tudo aí. Escola de samba é isso. Muita gente fala, mas pouca gente faz. Hoje vocês viram uma rainha que não veio da televisão para cá. Ela veio do chão. Vou para casa muito feliz por ter realizado uma noite histórica aqui dentro”, declarou.

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Império Serrano exalta a resistência artística e o movimento estudantil durante a ditadura no enredo do Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Império Serrano

O Império Serrano segue sua caminhada rumo ao Carnaval 2027. No ano em que festejará os 80 anos de fundação, a escola terá uma comemoração ainda mais especial ao dividir a celebração com a União Nacional dos Estudantes (UNE), que completa 90 anos de história na mesma temporada. Com o enredo “Seja marginal, seja herói: a revolução em sua legítima razão”, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Esteves e pelos enredistas Emanuelle Rosa e Jorge Sant’Anna, o Reizinho de Madureira buscará o título da Série Ouro exaltando a força da contracultura e dos movimentos artísticos que se transformaram em instrumentos de resistência durante da ditadura (1964-1985).

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A proposta levará para a Avenida a participação do movimento estudantil nas transformações sociais e culturais do país, evidenciando como a arte se tornou uma poderosa ferramenta de contestação e mobilização. Nesse contexto, a trajetória da UNE dialoga diretamente com o tema proposto, reforçando a importância da juventude e da produção cultural na defesa da democracia e da liberdade de expressão.

O enredo também destacará as manifestações culturais que desafiaram a repressão e ajudaram a construir novas formas de pensamento e expressão. A narrativa celebra os 90 anos de nascimento do artista plástico Hélio Oiticica, um dos maiores símbolos da contracultura brasileira e referência para o desenvolvimento do enredo. A partir de sua obra e de suas ideias, o Império Serrano percorrerá a música, o cinema, as artes plásticas, o teatro e outras expressões que marcaram a resistência cultural.

Para o carnavalesco Renato Esteves, o enredo é uma grande celebração da arte que se recusou a se curvar diante da censura e da repressão. Em seu terceiro ano à frente do Império Serrano, ele ressalta que a própria história da escola se conecta com os ideais de resistência presentes na narrativa, especialmente por meio de obras que atravessaram gerações e se tornaram símbolos da luta por direitos.

“O enredo é uma homenagem a todos aqueles que encontraram na arte uma forma de resistência. O Império Serrano tem uma relação histórica com esse sentimento e carrega em sua trajetória exemplos marcantes dessa postura. Um deles é o samba ‘Heróis da Liberdade’, de 1969, de Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manoel Ferreira, que teve versos alterados pela censura da ditadura militar. É uma história que mostra como a cultura brasileira resistiu e seguiu viva mesmo nos momentos mais difíceis”, destaca Renato Esteves.

Presidenta da UNE, Bianca Borges ressalta que a entidade resistiu à intensa perseguição durante a ditadura militar, sem nunca deixar de lutar pelo Brasil. Nesse mesmo período, o samba também sofreu censura.

“O Império viu enredos como ‘Heróis da Liberdade’ enfrentarem a repressão, mas nunca teve medo, mesmo sob censura. Esse encontro no ano em que a UNE celebra seus 90 anos e o Império seus 80 não é uma coincidência: é a celebração de duas trajetórias que provaram que a cultura e a organização popular são forças capazes de atravessar o tempo e manter viva a esperança”, garantiu Bianca.

A identidade visual do enredo reforça a tradição e a resistência do Império Serrano. A logo será formada por uma colagem com os rostos de mulheres que marcaram a história da escola, como Tia Ira, Vovó Maria do Jongo, Dona Ivone Lara, Rachel Valença e Conceição Evaristo. A bandeira, criada por André Vargas, tem inspiração nos cartazes soviéticos e traz o conceito da arte como manifestação política. Já o mural da quadra será assinado pelo artista Airá Ocrespo.

Em 2027, o Império Serrano será a sexta escola a desfilar no sábado, 6 de fevereiro, na Sapucaí, em busca do título da Série Ouro.

Completando dez anos na Tatuapé, Wagner Santos é celebrado por presidentes da escola

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

O próximo desfile do Carnaval de São Paulo será especial para um dos vínculos mais duradouros da cidade em relação a escolas de samba e profissionais São Paulo: em 2027, Wagner Santos completará dez anos assinando desfiles da Acadêmicos do Tatuapé. Com um título e seis retornos ao Desfile das Campeãs em nove desfiles, o relacionamento entre o carnavalesco e Escola da Emoção é muito celebrado. Para saber qual a avalição de escola e carnavalesco sobre todo o trabalho desenvolvido, o CARNAVALESCO ouviu os quatro presidentes da agremiação e o próprio Wagner Santos na Feijoada de São Jorge de 2026, que revelou “Congo Kinshasa: O Coração da África, A Herança Viva de Um Povo Que Resiste ao Tempo” como enredo da Acadêmicos do Tatuapé para 2027.

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Antes, o profissional

Ainda impactado pelo anúncio do enredo da escola para o décimo ano na agremiação, Wagner destacou, além da escola, outra apresentação histórica e o povo da agremiação: “Eu descrevo como uma parceria de sucesso. A gente tem se comunicado bem, a gente tem feito o melhor que a gente pode, a gente tem dado o melhor de si para a gente apresentar sempre um trabalho com uma proposta sempre com um diferencial. Mas carnaval é aquela coisa: sempre acabamos, de alguma forma ou de outra, caindo em alguma coisa que já foi feita. Quando se vem com uma proposta semelhante a uma que foi muito importante (o primeiro título da Tatuapé veio quando a escola falou de África), passei a lidar com uma responsabilidade muito grande, de ter que corresponder a essa expectativa da comunidade. Eu estou me preparando psicologicamente para corresponder a essa comunidade para que a gente possa fazer um grande trabalho. Estou tendo parcerias e apoio da direção da escola para que esse trabalho seja feito com excelência para o Carnaval de 2027”, destacou.

Reflexões

Erivelto Coelho, um dos presidentes da Acadêmicos da Tatuapé, começou utilizando uma característica da agremiação como um todo para falar do profissional: “O Tatuapé tem uma forma de gestão muito humana, isso é fato. Todos os profissionais que passaram pelo Tatuapé eles duraram muito tempo. E, se acontecer alguma coisa que, por algum momento, a gente teve que fazer algum tipo de mudança, é porque às vezes houve um desencontro – e, para não estragar a amizade com ninguém, é melhor interromper o ciclo. Com o Wagner é um casamento longo – talvez seja o carnavalesco que mais tempo esteve aqui no Tatuapé. É o mais antigo do Carnaval de São Paulo no Grupo Especial, não tem o que falar. É o carnavalesco, juntamente com o Jorge, que mais voltou para o Desfile das Campeãs na história do Carnaval de São Paulo. Um profissional ímpar, um profissional humilde, um cara que a gente nunca teve qualquer tipo de briga com ele aqui. Nunca, nunca, nunca. Quando a gente inicia um projeto, o Wagner chega aqui e pergunta o que a gente quer que ele faça. O enredo do Congo foi o maior exemplo: a gente trouxe toda a história, desenvolveu junto com o pessoal da embaixada e ele trouxe a parte criativa”, destacou.

O senso coletivo da azul e branca também foi relembrado pelo mandatário: “O Tatuapé tem um sistema que consegue dar um respaldo muito grande para qualquer tipo de profissional. Você vê o Celsinho, o brilhantismo que ele tem aqui. Mas olha a Ala Musical que tem por trás dele. Você pega o nosso casal de mestre-sala e porta-bandeira, todo o aparato, um monte de gente ajudando com parte técnica e academia. A gente procura dar um respaldo para que o profissional consiga render. E com o Wagner não tem sido diferente: ele entendeu desde o primeiro ano que ele chegou aqui. A Tatuapé nunca foi uma escola de patrocínios. A Tatuapé nunca foi uma escola que pudesse fazer o carnaval dos nossos sonhos e nem do dele. A gente teve um período muito complicado aqui porque, para ganhar dois títulos, nós tivemos que praticamente vender os dois rins. Esses dois títulos deixaram contas muito altas aqui, porque a gente teve que investir alto em desfiles. A escola passou a trabalhar num vermelho por quatro ou cinco anos e o Wagner sempre encarando a situação”, orgulhou-se.

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Em outro momento, Erivelto voltou a falar de tal ponto: “Não é somente o Wagner: todos os profissionais vão continuar aqui por muito tempo. Enquanto a gente estiver feliz e eles também, isso é o que importa. Você vê o Cassiano, que recentemente renovou por cinco anos. Isso é apostar no cara. Diego, Jussara, Léo Helmer… a gente acredita no profissional. A gente sabe das nossas limitações e eles têm que entender: tudo o que a gente faz aqui é procurando dar a maior e melhor condição do mundo para eles. Pode acontecer da forma esperada ou não, mas falta de carinho e respeito com todos eles nunca faltou e nunca vai faltar com nenhum profissional aqui”, prometeu.

Características pessoais e profissionais também foram pontuados pelo presidente: “É de uma humildade, ele se reinventa toda hora… você vê que a gente teve dez carnavais e nem um é igual. As pessoas falam, criticam, falam sem conhecimento, mas pegue os nove abre-alas do Wagner e vê se um lembra o outro. Os haters de plantão criticam, mas isso não nos abala. A gente tem muito pé no chão aqui para entender quem é que está nos dando frutos, quem é que está rendendo. E a gente sabe a hora que é para parar ou não. O Wagner ainda tem muita lenha para queimar. Um artista que você pega qualquer tema e ele desenvolve”, refletiu.

Outra paixão nacional também foi citada logo na sequência: “As pessoas não entendem que o carnaval é como o futebol. Não basta ter um bom elenco, ou um elenco ruim. Basta ter uma equipe comprometida, entendendo quais são as suas limitações e jogar. No Carnaval é igual: o bom carnavalesco não é aquele que faz com dinheiro ou aquele que faz sem dinheiro – é aquele que dura muito tempo no processo e no cargo. Eu tenho certeza absoluta que, no dia em que o Wagner sair daqui, ele arruma emprego meia hora depois. Por onde ele passou, as portas ficaram abertas. É um profissional que a gente não tem o que falar”, comemorou.

Por fim, Erivelto destacou a própria jornada do carnavalesco na cidade de São Paulo: “A história de um carnavalesco não se restringe só pelo resultado de Carnaval. Embora a vida do Wagner tenha isso pautado, se você olhar as escolas que ele fez ao longo da carreira, nenhuma tinha patrocínio nem tanto dinheiro. Ele pegou a Vila Maria no Grupo de Acesso, apostou na escola. Ele saiu de uma cidade para ir para a Vila Maria. Ele pegou a Tucuruvi, que há muito tempo não voltava para as Campeãs. Manteve a Vila Maria nas Campeãs em todos os anos em que ele esteve lá. A gente está falando da Vila Maria em um período de construção – e, na Tucuruvi, idem. No Tatuapé, idem. Já éramos campeões, mas sempre fomos uma escola que sempre deu fantasia e nunca teve patrocínio, embaixo do viaduto, doando três mil fantasias. Não tem milagre: ele fez o que comportava – e, graças a Deus, os resultados vieram. Alguns que a gente não esperava, outros que a gente ficou decepcionado, mas faz parte do jogo”, encerrou.

Admiração

Outro dos presidentes da Acadêmicos do Tatuapé, Eduardo Santos começou destacando o histórico profissional e a capacidade de Wagner Santos enquanto carnavalesco: “É uma benção a gente poder contar com um profissional como o Wagner Santos, que é um cara maravilhoso e que nos ajuda demais, encara todos os desafios com a mesma dignidade, com o mesmo brilho e com o mesmo talento. É um trabalhador do Carnaval e já passou por várias escolas importantes aqui do Carnaval de São Paulo, mas, para nós, é um privilégio poder contar com ele. Agora, no seu décimo ano aqui com a gente, no nono desfile, é um motivo de muita honra e de muito orgulho poder contar com um profissional desse tamanho e dessa grandeza. É um cara que nos ajuda demais, demais mesmo”, comentou.

Depois, o mandatário destacou virtudes pessoais do profissional: “Falar do Wagner, para nós, é até emocionante porque é emocionante a maneira como ele se dedica, a maneira como ele trabalha, a maneira como ele compreende as nossas necessidades. É um cara muito importante para nós, uma pessoa que, graças a Deus, está com a gente há dez anos, e, se depender da gente, vai ficar mais dez, mais vinte. A gente não consegue, hoje, imaginar o desenvolvimento de um Carnaval sem a presença dele. Além de tudo, é uma pessoa humilde, uma pessoa dedicada, uma pessoa de muito caráter”, disse.

eduardo tatuape

Por fim, Eduardo Santos destacou que Wagner é parte de uma engrenagem cheia de peças importantes na agremiação: “É uma benção para o Tatuapé poder contar com um time tão valioso, com um time que é o conjunto de todos eles, se tornando decanos no Tatuapé: Celsinho Mody, Diego, Jussara, Léo Helmer, Wagner Santos… graças a Deus, nossa escola é uma escola abençoada por poder contar com essas pessoas por todo esse tempo, fazendo a cada ano um desfile melhor do que o outro, a cada ano cumprindo o objetivo de fazer o melhor desfile da nossa vida. O Wagner é uma peça fundamental nesse sucesso. Sem dúvida nenhuma, o Tatuapé não seria o mesmo sem esses talentos todos que eu falei, mas principalmente sem o Wagner Santos”.

Sucintos

edusambista tatuape

Os outros dois presidentes da agremiação sintetizaram o quanto confiam em Wagner Santos. O primeiro deles foi Edu Sambista: “O Wagner Santos é uma pessoa muito profissional, muito responsável, e é uma pessoa que, acima de tudo, realmente vestiu a camisa do Tatuapé. Hoje, ele é um membro da família Tatuapé. Isso é o que faz a diferença, porque o trabalho, é feito não apenas profissionalmente, não por conta de um contrato – mas, sim, por amor. E, quando o amor está envolvido, em qualquer questão nessa vida, tudo acontece de uma maneira diferente. Os resultados são melhores. O Wagner Santos, hoje, é uma pessoa que nós, da diretoria do Tatuapé, não conseguimos ver a escola sem a figura dele”, destacou.

toninho tatuape

Antônio de Castro, popularmente conhecido como Toninho, foi pela mesma linha: “A resposta sobre a qualidade profissional dele está aí: são dez anos com a gente! É um profissional sensacional, bem articulado, muito respeitoso. Ele tem uma vibe muito boa de trabalho com a gente. Deu sintonia, deu liga. O que a gente espera é que sejam vinte anos com ele, porque ele é maravilhoso. É muito bom trabalhar com ele”, finalizou.

Império Serrano aposta em retornos de Gilmar e Daniel Silva para o Carnaval 2027

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Fotos: Divulgação/Império Serrano

O Império Serrano anunciou duas contratações para o Carnaval 2027 com forte identificação com a escola. A verde e branca da Serrinha confirmou o retorno do mestre de bateria Gilmar para comandar a “Sinfônica do Samba” e oficializou Daniel Silva como novo intérprete oficial da agremiação. Os anúncios acontecem poucos dias após o desligamento do mestre Felipe Santos e do intérprete Vitor Cunha, dando continuidade à reformulação da equipe artística para o próximo desfile. Cria da comunidade imperiana, Gilmar reassume o comando da bateria após uma trajetória marcante entre os carnavais de 2010 e 2020. Ao anunciar o retorno, o Império Serrano destacou o vínculo histórico do mestre com a agremiação e classificou a volta como um reencontro com suas origens.

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“Mais do que um retorno, este é um reencontro com a sua história, com a sua escola e com a comunidade que sempre fez parte da sua caminhada”, publicou a escola nas redes sociais.

Outro nome que retorna à Serrinha é o intérprete Daniel Silva. Revelado no Império do Futuro, ele permaneceu por três anos na escola mirim antes de integrar a agremiação principal, onde construiu sua trajetória até 2004. Ao longo da carreira, Daniel acumulou passagens de destaque pelo Paraíso do Tuiuti, onde foi o intérprete oficial na conquista da Série Ouro de 2016, além de defender os pavilhões do Império da Tijuca e da Inocentes de Belford Roxo.

Na publicação oficial, o Império ressaltou a identificação do cantor com a escola e celebrou o retorno de um “filho da casa” para conduzir o carro de som no Carnaval 2027.