‘Voz embargou em alguns momentos’, declara Pixulé
A Acadêmicos do Cubango entrou na avenida com o enredo “O Amor Preto Cura: Chica Xavier – a Mãe Baiana do Brasil” fez uma homenagem à atriz Chica Xavier. A Escola apresentou um belíssimo conjunto de fantasias, mas pecou nas alegorias, com problemas de iluminação na avenida, além de falhas no acabamento. Ainda assim, o diretor de carnaval, Allan Jones, destacou a força da Escola.

“Tivemos um problema nos geradores, mas a Cubango veio forte, com belo conjunto de fantasias e alegorias. Foi um trabalho árduo durante dois anos para chegar e fazer o melhor carnaval possível. Sensação de dever cumprido”.
A comissão de frente foi coreografada por Fábio Batista e recebeu o nome de “Aos Pés da Jurema Sagrada”. A apresentação foi bem aplaudida por quem estava nas arquibancadas, mas tiveram alguns problemas nas trocas dos figurinos. Em entrevista para o site CARNAVALESCO, o coreógrafo disse ter ficado muito emocionado com a coreografia.
“Muito emocionado pelo dever cumprido. Fizemos uma linda apresentação e espero que os jurados tenham compreendido a mensagem. A missão de fazer essa homenagem para a Chica foi a coisam ais bonita que podia ter acontecido entre nós que somos cubanguenses”.

Era possível ver no rosto do componentes a felicidade de poder estar no Sambódromo defendendo as cores da Cubango. Animação e cantoria não faltaram. Também, com Pixulé no microfone é difícil alguém ficar parado. O interprete responsável por comandar o carro de som da Escola declarou que em alguns momentos, a voz ficou embargada.
“Sou suspeito para falar, mas foi maravilhoso. Depois desse tempo todo sem encarar a Sapucaí, teve um momento que a voz embargou porque fiquei emocionado. É ótimo voltar”, declarou Pixulé.
A família de Chica Xavier fez questão de estar no desfile. A neta da homenageada, Luana Xavier, estava muito emocionada no final da apresentação e não segurou as lágrimas. Ela declarou que nunca imaginou que viveria um momento como aquele.
“Segurei o choro o tempo que eu pude, aí quando chegamos no final, coloquei o choro pra fora. Nunca imaginei que pudesse viver um momento onde ouço milhares de pessoas cantando o nome da minha vó e conhecendo um pouco da trajetória dela”.
Hora da verdade! Série Ouro reúne favoritas ao acesso na segunda noite de desfiles nesta quinta-feira
Após a primeira noite de apresentações da Série Ouro na quarta-feira, nesta quinta, feriado de Tiradentes, mais oito escolas passam pela Marquês de Sapucaí para concluir os desfiles do grupo em 2022. A noite promete reunir grandes favoritas ao posto de abrir os desfiles do Grupo Especial ano que vem. Apenas uma terá essa honraria, apesar de 15 escolas comporem o grupo atualmente.
A Lins Imperial abre a noite, seguida das apresentações de Inocentes de Belford Roxo, Estácio de Sá, Santa Cruz, Unidos de Padre Miguel, Vigário Geral, Império da Tijuca e Império Serrano. As apresentações começam às 21h desta quinta no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
Para acompanhar cada desfile e seguir o que mudou no regulamento para os desfiles de 2022, a reportagem do CARNAVALESCO preparou um guia com os principais pontos do texto que rege as regras dos desfiles desta quarta e quinta da Série Ouro.
* Tempo de desfile: Mínimo de 45 e máximo de 55 minutos. Caso alguma escola ultrapasse o tempo de 55 minutos, haverá a perda de 0,1 décimo por minuto excedido. Em contrapartida, caso alguma escola encerre seu desfile com tempo inferior a 45 minutos, terá a perda de 0,2 décimos por cada minuto faltante;
* Obrigatoriedades: Pode acarretar a perda de 0,1 décimo por descumprimento;
* Número mínimo de componentes: 900;
* Baianas: mínimo de 35. Não sendo permitida a presença de componentes do sexo masculino. Exceto diretores;
* Comissão de frente: Mínimo de 10 e máximo de 15 componentes aparentes;
* As comissões de frente podem usar elemento cenográfico. Porém, não pode ultrapassar 36 metros quadrados;
* Ritmistas: Mínimo de 130 componentes;
* Não pode ter na bateria instrumento com a marca de outra agremiação;
* Alegorias: Mínimo de duas e no máximo de três alegorias. Sendo permitido um tripé ou quadripé. Punição de 0,1 décimo pelo descumprimento;
* Tripé/ Quadripé: Não pode passar de 6 metros de largura e somente pode ter no máximo 02 pessoas;
* Não pode ter alegoria acoplada;
* As alegorias tem que ter uma escultura artística. Não pode ter apenas elementos vivos.
LINS IMPERIAL

De volta ao Sambódromo da Marquês de Sapucaí após 10 anos de hiato, a Lins Imperial prepara uma grande homenagem para o próximo carnaval. “Mussum pra sempris – traga o mé que hoje com a Lins vai ter muito samba no pé!” é o enredo que será desenvolvido pelos carnavalescos Eduardo Gonçalves e Raí Menezes. O retorno da escola para o templo sagrado do carnaval carioca significa o reencontro da agremiação com o seu público. Nos últimos anos a escola segue uma linha de reverenciar grandes figuras negras, em 2020 ela faturou o título da antiga Série B, na Intendente Magalhães, com uma apresentação que homenageou Pinah, a “Cinderela negra”, além de já ter contado a história de Bezerra da Silva no carnaval de 2019. A ideia do enredo surgiu do pertencimento do Mussum ao Morro da Cachoeirinha, comunidade em que a Lins está situada, a escola pretende mostrar a identificação dele com essa comunidade.
INOCENTES DE BELFORD ROXO

A Inocentes de Belford Roxo vem de um carnaval que empolgou todos que estavam na Marquês de Sapucaí. Com um enredo desenvolvido por Jorge Caribé, homenageando uma das melhores jogadoras de futebol feminino no mundo, a rainha Marta, a escola fez um desfile vibrante. Para o carnaval de 2022, a Caçulinha da Baixada fez algumas mudanças e apostou no jovem carnavalesco Lucas Milato. Ele juntamente com seu amigo pesquisador, Leandro Thomaz, desenvolveram o enredo: “A Meia-Noite dos Tambores Silenciosos”. Curiosidade! É a palavra que define como chegaram no processo de desenvolvimento do enredo. Por meio de uma música do Lenine, o carnavalesco começou a pesquisar sobre “a noite dos tambores silenciosos” já emergindo na temática. Que tem como um dos objetivos buscar entender o que é essa noite e retratar o povo preto, mas não da forma convencional.
ESTÁCIO DE SÁ

“Parabéns dessa galera, campeã da nova era”, a modificação nos versos antes do refrão principal, realizada pela Estácio de Sá dá o tom de que a releitura do enredo de 1995 traz atualizações importantes, principalmente, ao se falar de um clube que de 2019 para cá ganhou títulos importantes e está hoje no pedestal do futebol brasileiro. A Estácio está longe de apenas querer celebrar as grandes conquistas no âmbito esportivo de Gabigol e companhia. É também a intenção do enredo, mas acrescentar a paixão da torcida pelo rubro-negro que aguardou alguns anos de “vacas magras” sem abandonar o time, enquanto o clube se ajeitava financeiramente. A dupla de carnavalescos Wagner Gonçalves e Mauro Leite trabalha junta pela primeira vez com a missão de reconduzir a Vermelha e Branco de volta ao Grupo Especial depois do rebaixamento em 2020.
SANTA CRUZ

Após um sétimo lugar no carnaval passado, a tradicional Acadêmicos do Santa Cruz, presidida por Moysés Antônio Coutinho Filho, o Zezo, está com o barracão pronto para apresentar o desfile sobre o enredo “Axé Milton Gonçalves! No Catupé da Santa Cruz”, desenvolvido pelo carnavalesco Cid Carvalho. Ator, poeta, articulador, são muitas as competências ligadas ao nome do artista Milton Gonçalves. Saído de uma pequena cidade no interior de Minas Gerais, ele vai para São Paulo junto de sua família na busca de melhor condições de trabalho e vida, enfrenta barreiras e opressões na capital paulistana e antes de se tornar uma das maiores referências artísticas do país, é ainda em São Paulo que ele encontra o caminho para mudar sua realidade e a realidade de seus amores.
UNIDOS DE PADRE MIGUEL

Cinco anos depois de encantar a Marquês de Sapucaí em um desfile sobre o orixá Ossain, o carnavalesco Edson Pereira retornou à Unidos de Padre Miguel. Para o carnaval de 2022, o Boi vermelho quer fazer um novo xirê na avenida, em homenagem a Iroko, a árvore-orixá. Com a promessa de um desfile carregado de emoção, a UPM quer mostrar sua grandeza para o mundo do samba, como revelou Edson, em entrevista ao site CARNAVALESCO.
VIGÁRIO GERAL

Desde 2020 desfilando na Marquês de Sapucaí pela Série Ouro, a Acadêmicos de Vigário Geral surpreendeu o público com o seu último carnaval. O desfile, que foi carregado de críticas políticas ao governo, teve uma grande repercussão. Com o enredo, “O conto do vigário”, desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Costa, Marcus do Val e Lino Sales, a escola ficou na 11ª colocação. Para o carnaval de 2022, os carnavalescos optaram por um enredo afro em que falam sobre a região da Pequena África. Com o enredo “Pequena África: Da Escravidão ao Pertencimento – Camadas de Memórias entre o Mar e o Morro”, desenvolvido também pelo trio, a escola pretende levar para a avenida a história dessa região e também falar sobre a chegada dos negros africanos no Rio e tudo o que foi surgindo a partir disso na região da zona portuária carioca.
IMPÉRIO DA TIJUCA

O Império da Tijuca desde o carnaval de 2013, vem arrancando muita expectativa e curiosidades do público quanto aos seus desfiles. Depois da merecida subida ao Grupo Especial com o enredo: “Negra, Pérola Mulher”, a escola vem mostrando um ótimo trabalho e desempenho, que muito se deve também à sua administração e ótima escolha de profissionais. Apesar da chegada triunfal ao Grupo Especial no carnaval de 2014, a escola logo foi rebaixada novamente ao Grupo de Acesso, atual Série Ouro. O rebaixamento foi tão inesperado que repercute comentários até hoje, não só dos componentes da escola, mas sim por todos os sambistas. O jovem carnavalesco Guilherme Estevão é o responsável pelo desenvolvimento do desfile de 2022. O enredo “Samba de Quilombo – A Resistência pela Raiz” gerou muita expectativa não só na comunidade, mas também no próprio artista.
IMPÉRIO SERRANO

Apesar de sua última participação no Grupo Especial ter sido em 2019, que acabou levando a escola de volta à Sério Ouro, o Império Serrano nunca chegou a deixar de ser uma das escolas mais esperadas na avenida. De cara nova e apostando em um carnavalesco renomado, Leandro Vieira, a escola promete fazer o possível e o impossível para realizar um desfile lindo na Marquês de Sapucaí. Com enredo autoral, Leandro Vieira, carnavalesco consagrado graças a seus trabalhos na Estação Primeira de Mangueira e o título na Imperatriz em 2020, estreia na escola esse ano com o enredo ‘Mangangá’.
‘Parte plástica correspondeu às nossas expectativas’, declara carnavalesco da Unidos da Ponte
A Unidos da Ponte foi a terceira Escola a desfilar na Sapucaí na primeira noite de apresentação da Série Ouro, com o enredo “Santa Dulce dos Pobres – o anjo bom da Bahia”, uma homenagem para à Irmã Dulce, que dedicou sua vida a fazer caridade. Aos longo do desfile, a Escola teve problemas nos carros alegóricos e acabou atrapalhando a harmonia. Com isso, a Ponte ultrapassou o tempo permitido e encerrou a participação com 56 minutos, perdendo um décimo.

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Marcelo Chaves, diretor de harmonia, lamentou os problemas enfrentados no decorrer do desfile, mas ainda assim, fez questão de parabenizar a Unidos da Ponte pelo carnaval apresentado no Sambódromo.
“O problema todo estava nos carros. Eu puxo a Escola e faço o andamento. Porém, o andamento estava no sentido normal, só que tivemos alguns problemas nas alegorias e não conseguimos dar o andamento que eu gostaria. Ainda assim, acho que a Escola fez um belíssimo carnaval, mas pecamos no andamento”.
Emanuel Lima e Camyla Nascimento, responsáveis por conduzir e apresentar o pavilhão da Escola, também tiveram problemas na apresentação. A porta-bandeira se desequilibrou e caiu na frente da primeira cabine de jurados . Depois do ocorrido, o casal demonstrou certa insegurança no restante do desfile. Apesar disso, declaram que apesar do erro, estavam felizes com o que foi apresentado.

“Foi maravilhoso. Viemos com muita garra, satisfação e amor à Escola. Como eu já dançava com o Emanuel na Portela, foi algo que fizemos para conseguir dar certo e treinamos muitos. Foram dias e dias sem ver nossa família, amigos para que desse tudo certo e deu”, declarou Emanuel.
“Tivemos muita garra, força de vontade. Fomos em busca dos 40 pontos e queremos muito que venha. Embora tenha tido situações que não era da nossa vontade, mas felizes com o resultado. Espero que os jurados tenham visto nossa passagem com bons olhos”, disse Camyla Nascimento.
As alegorias apresentaram um boa plástica, desta que o abre-alas, que representou os primeiros contatos de Irmã Dulce com a religião. Na parte das fantasias, a das baianas se destacou representando o ingresso de Irmã Dulce na congregação das Irmãs Missionárias. O carnavalesco Guilherme Diniz declarou que apesar dos problemas, acredita que a comunidade de São João de Meriti tenha ficado feliz com o desfile.
“Foi um desfile bem legal, bem interessante. A parte plástica correspondeu as nossas expectativas, tivemos alguns problemas de harmonia, a Escola inicialmente perdeu um décimo, mas acho que num todo, a comunidade de São João de Meriti sai feliz”.
Puxado por Charlles Silva, o samba foi o ponto alto da apresentação. O refrão principal foi bem cantado pelos componentes e por quem estava na arquibancada.

“Fizemos um grandioso desfile e viemos em alguns momentos o público interagindo com a gente. O samba acredito que rendeu, conseguimos tirar do samba o necessário para fazermos um grande desfile. Graças a Deus deu tudo certo”.
Finalizando, o mestre de bateria, Branco Ribeiro, e o presidente Gustavo Barros, foram breves analisando o desempenho da Unidos da Ponte, mas demonstraram satisfação e confiança no trabalho.
“Tirando alguns problemas que tivemos no final do desfile, o resultado foi positivo. Agora é esperar a apuração”, declarou Gustavo Barros.
“Acredito que entregamos uma bateria coesa, paradinhas que mesclava ousadia e preservando a métrica do samba e melodia”, disse Branco Ribeiro.
União da Ilha e Porto da Pedra largam na frente no primeiro dia de desfiles, e Sossego surpreende
Após mais de dois longos anos, as escolas de samba puderam voltar à Marquês de Sapucaí. A última quarta-feira marcou o primeiro dia de desfiles da Série Ouro, que teve grandes apresentações de União da Ilha e Porto da Pedra. Último a desfilar, o Sossego também surpreendeu com bom trabalho, enquanto o Acadêmicos do Cubango calou críticos das redes sociais. Já Em Cima da Hora, Unidos da Ponte e Unidos de Bangu tiveram alguns problemas plásticos e de evolução. O dia também ficou marcado pelo lamentável acidente com Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, que acabou perdendo uma perna após choque com um carro alegórico.
Primeira escola a pisar na Sapucaí depois de dois anos, a Em Cima da Hora teve problemas de evolução, assim como Unidos de Ponte, ambas com grandes buracos ao fim do desfile, tendo a última estourado o limite de tempo em um décimo. A Unidos de Bangu sofreu com a mesma dificuldade e acabou encerrando apresentação três minutos além do máximo previsto. Já União da Ilha e Porto da Pedra fizeram grandes trabalhos plásticos e chegam forte para a briga. Criticado por fotos vazadas antes dos desfiles, o Cubango fez bom desfile, assim como o Sossego, que trouxe bonitas alegorias e fantasias. Veja um resumo de cada escola abaixo:

EM CIMA DA HORA: A Em Cima da Hora abriu a primeira noite de desfiles da Série Ouro com alegria e irreverência, mas enfrentou problemas de evolução, formando um buraco considerável ao longo da avenida. Retornando à Marquês de Sapucaí após seis anos, a escola do bairro de Cavalcanti apresentou uma releitura do enredo “33 – Destino Dom Pedro II”, cujo samba é um clássico do carnaval de 1984. Além do belo samba-enredo, o destaque ficou por conta do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Jonhy Mattos e Jack Antunes, que se apresentou com graça e elegância. O desfile durou 53 minutos. * VEJA GALERIA DE FOTOS DO DESFILE

CUBANGO: Um show de criatividade, acabamento e bom gosto, assim pode ser definido o conjunto de fantasias do Acadêmicos do Cubango nesta primeira noite de desfiles da Série Ouro. Porém, o capricho visto nas alas não se repetiu nos carros, todos passaram com problemas de iluminação na avenida, além de falhas no acabamento, o que compromete a luta da escola pelo título e o tão sonhado acesso ao Grupo Especial. Além das fantasias, a escola apresentou uma comissão de frente emocionante e bem coreografada, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diego Falcão e Aline Flores, também merece destaque, além da bela fantasia, o bailado foi gracioso e ambos demonstraram bastante entrosamento. Apresentando o enredo “O Amor Preto Cura: Chica Xavier, a Mãe Baiana do Brasil”, assinado pelo carnavalesco João Vitor Araújo, a Cubango homenageou a atriz Chica Xavier e foi a segunda escola a cruzar a passarela do samba na primeira noite de desfiles da Série Ouro. A verde e branca de Niterói terminou sua apresentação com 54 minutos. * VEJA FOTOS DO DESFILE

PONTE: Terceira escola a pisar na Sapucaí na primeira noite de desfiles da Série Ouro, a Unidos da Ponte apresentou um desfile irregular, alternando bons e maus momentos. Com problemas de evolução e erro na apresentação do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Emanuel Lima e Camyla Nascimento, a escola meritiense atravessou a pista em 56 minutos, um a mais que o permitido no regulamento. Outrora criticado, o samba da escola apresentou desempenho satisfatório na avenida. * VEJA FOTOS DO DESFILE

PORTO DA PEDRA: A Porto da Pedra foi a primeira escola na noite em que as bandeirinhas começaram a tremular na arquibancada. Muito esperada por ter um dos melhores sambas da safra de 2022, o Tigre apresentou alegorias de destaque, uma comissão de frente com coreografia forte e de marcante caracterização, além do já destacado primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Rodrigo e Cintya. Mas, a iluminação do Abre-alas da escola que passou apagado em todos os módulos, deve fazer a Vermelha e Branca de São Gonçalo perder décimos preciosos. Com o enredo “O caçador que traz alegria”, a Porto da Pedra foi a quarta agremiação a desfilar, encerrando seu desfile com 55 minutos. * VEJA AQUI FOTOS DO DESFILES

ILHA: Rebaixada em 2020, a União da Ilha do Governador deixou claro a vontade de retornar ao Grupo Especial no ano que vem. Na madrugada desta quinta-feira, a escola impressionou com enormes e bem acabadas alegorias. Outro destaque positivo da apresentação da agremiação foi a Comissão de Frente, que se dividiu em várias partes e não cometeu erros. Ao fim do desfile, a Ilha pecou na evolução e teve que correr para fechar o desfile com 54 minutos. A bateria sequer fez toda apresentação no último módulo. * VEJA AQUI FOTOS

BANGU: A Unidos de Bangu homenageou homenageou o contraventor Castor de Andrade no enredo “Deu Castor na cabeça”, assinado pelo carnavalesco Marcus Paulo, e foi a sexta escola a cruzar a passarela do samba na primeira noite de desfiles da Série Ouro. No geral, a apresentação foi bastante irregular, a escola desfilou já com o nascer do dia, o que prejudicou a harmonia, visto que muitos componentes apresentavam bastante cansaço. A vermelho e branco da Zona Oeste terminou sua apresentação com 58 minutos, o que fará com que a escola seja penalizada em três décimos no julgamento oficial. * VEJA AQUI FOTOS DO DESFILE

SOSSEGO: O Acadêmicos do Sossego encerrou a primeira noite de desfiles do Grupo Especial já com o dia claro trazendo alegorias e fantasias em sua maioria com bom acabamento e muito bom gosto no uso das cores. A evolução da escola foi bastante fluida, sem correrias e sem muitas interrupções, com 48 minutos de desfile a bateria de mestre Laion já havia realizado sua apresentação no último módulo o que facilitou com que o Sossego terminasse sua apresentação brincando carnaval nos últimos metros de pista. Como ponto negativo, uma das alas, “Eu não Largo da Batalha”, trouxe componentes com roupa de baixo que não eram fantasias. O canto da agremiação também foi tímido, talvez justificado pelo cansaço gerado pelo atraso nos desfiles. Com o enredo “Visões Xamânicas”, o Sossego encerrou o primeiro dia de desfile fechando a apresentação com 53 minutos. * VEJA FOTOS DO DESFILE DO SOSSEGO
Participaram da cobertura: Leonardo Damico, Eduardo Fróis, Luan Costa, Lucas Santos e Gabriel Gomes

