A Império da Uva foi a oitava agremiação a pisar na Avenida Intendente com o enredo “Andar com fé eu vou”, do carnavalesco Amauri Santos, passando a mensagem de que estamos em um mundo em que precisamos dar valor às coisas mais simples da vida. Fez uma apresentação bonita, vibrante e correta. Os componentes cantaram o samba interpretado por Lid Souza a plenos pulmões. As fantasias, embora bonitas, eram mais
simples que algumas que passaram pela avenida na madrugada deste sábado.

A Comissão de Frente veio com os integrantes vestidos como os quatro cavaleiros do Apocalipse (a peste, a guerra, a fome e a morte), destruindo os zumbis que representavam o povo maltratado diante do caos dos dias de hoje. A coreografia foi animada e correta, apesar da fantasia ter sido prejudicada com a forte chuva. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, respectivamente representados por Roberto Vinícius e Osanna Baptista, cujas fantasias eram a Luz da Consciência.

O samba é inspirado em uma canção de Gilberto Gil é de autoria de Denilson Sodré, Thiago Valverde, Marcelinho Santos, Didi, José Roberto Strayller, Edmar Júnior e Professor Oswaldo Mendes. Em algumas alas, porém, alguns componentes não cantaram o samba. A agremiação, contudo, evoluiu de forma tranquila. A bateria arrancou aplausos do público as arquibancadas, tocando de forma cadenciada, comandada pelos mestres Novato e Ronaldo Júnior. A fantasia foi de Afoxé, uma manifestação que tem forte ligação com os rituais religiosos dos terreiros de candomblé.















A Independente da Praça da Bandeira não deixou a chuva atrapalhar a animação e cantou bastante durante a passagem pela Intendente Magalhães. A harmonia e o samba, que foi interpretado por Diego Nascimento, também foram pontos altos do desfile. Os versos mais entoados pelos componentes foram de ‘Sou Mameluco, Toco Um Samba Afrevado’ até ‘A Praça Da Bandeira Levanta Poeira Do Chão’. A Bateria Terremoto, dos mestres Jéferson Broa e Josué Lourenço, que veio caracterizada de ‘O Colonizador Holandês’ também fez bom trabalho. O destaque negativo foi a evolução da escola, que abriu buraco entre a última ala ‘Capoeira’ e o terceiro carro alegórico.






