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Alex de Souza deixa o Salgueiro após quatro carnavais

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89B15E07 3412 4670 8977 F96874F77A8BO Salgueiro anunciou no início da noite desta sexta-feira que o carnavalesco Alex de Souza não seguirá na escola para o Carnaval 2023. O artista produziu os últimos quatro desfiles da Academia do Samba, depois que Renato Lage deixou a agremiação após 15 anos. A melhor colocação obtida por Alex foi um 3º lugar em 2018, ano de estreia.

O Salgueiro, através de suas redes sociais, publicou uma nota onde agradeceu os serviços prestados pelo artista nos últimos anos.

”Ciclos que se encerram. Hoje, agradecemos ao carnavalesco Alex de Souza por toda a dedicação e empenho nos 4 carnavais em que defendeu as cores do Salgueiro. Um profissional ímpar, de caráter e conduta irretocáveis a quem desejamos um caminho de sucesso”, diz a nota.

Com o posto de carnavalesco vago, o Salgueiro volta à avenida neste Sábado das Campeãs. Com o enredo “Resistência”, a vermelha e branca da Tijuca terminou na 6ª colocação no Grupo Especial com 268,3 pontos.

Após ser campeão, Júnior Escafura comunica desligamento do Império Serrano

2EB29D5E 485F 4836 9547 A8DFB7C7F4EFO Império Serrano vai ter uma equipe quase que totalmente reformulada em sua volta ao Grupo Especial em 2023. Após a saída do carnavalesco Leandro Vieira, o diretor de harmonia que conduziu a escola na avenida, Júnior Escafura, também comunicou o seu afastamento da agremiação.

”Quero deixar meu agradecimento ao glorioso Império Serrano pelo carinho que me recebeu.  Fiz o meu melhor por essa grande agremiação que agora voltou ao seu lugar que é o Grupo Especial e que de lá não saia mais. Obrigado presidente Sandro Avelar por ter me dado a oportunidade de trabalhar na escola e liberdade para desenvolver meu trabalho.
À toda comunidade e segmentos gratidão por entenderem minha filosofia de trabalho e fecharem junto comigo e toda equipe de harmonia.  Aos meus companheiros de trabalho da harmonia muito obrigado por se doarem ao máximo para alcançar nossos objetivos. Aos torcedores do Império  Serrano, levarei pra sempre vocês no coração e serei mais um torcedor do reizinho de Madureira desejando sorte e sucesso. Brilha Império Serrano”, postou o dirigente em suas redes sociais.

Escafura também comanda a harmonia da Portela no Grupo Especial e por isso precisou optar por uma das duas tradicionais escolas de Madureira. O Império Serrano conquistou a Série Ouro no Carnaval 2022 e obteve na apuração 269,9 pontos.

Eles ficam! Hélio e Beth Bejani renovam com a Grande Rio

915A47B2 607B 4D5E B86C 9583F5276B98Em time que literalmente está ganhando não se mexe. Após renovar com a dupla de carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad, a grande campeã do Carnaval 2022 Acadêmicos do Grande Rio anunciou também a permanência do casal de coreógrafos da comissão de frente, Hélio e Beth Bejani.

A dupla, que chegou à escola para o Carnaval 2019, foi responsável por um dos momentos mais marcantes dos desfiles deste ano ao comandar uma apresentação arrebatadora representando o orixá Exú, enredo da escola. Além do reconhecimento de público e crítica, os julgadores também referendaram a épica apresentação com cinco notas 10.

A Grande Rio volta à Marquês de Sapucaí neste sábado para o Desfile das Campeãs. A escola de Caxias encerrará a festa após o seu primeiro título conquistado. A tricolor somou 269,9 pontos, perdendo apenas um décimo no cômputo geral, três a mais que a vice-campeã Beija-Flor.

Marcelo Misalidis não é mais o coreógrafo da comissão de frente da Beija-Flor

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Depois de nove carnavais como coreógrafo da comissão de frente da Beija-Flor de Nilópolis, o bailarino Marcelo Misalidis não integra mais a equipe da escola. Ao longo do período em que cuidou das aberturas dos desfiles da azul e branca, o profissional, que completou 25 anos de Sapucaí recentemente, garantiu notas máximas em série ao quesito e participou da reformulação artística que garantiu o título conquistado em 2018. Por conta dessa contribuição, a diretoria da azul e branca, bem como a comunidade da agremiação, agradece pelos serviços prestados e deseja êxito na continuidade da brilhante carreira do artista.

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“Gostaria de elogiar e agradecer, em nome de toda a agremiação, a dedicação e os trabalhos mostrados pelo Marcelo durante todos esses anos. Que fique registrado o respeito e a amizade construída por toda família Beija-flor durante quase uma década de parceria. Desejo muito sucesso para ele e toda sua família”, diz Almir Reis, presidente da ‘Deusa da Passarela’.

Julgadora retira décimo da Mangueira por pouca variação de cores em enredo sobre baluartes da escola

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Leandro Vieira em seu sexto carnaval à frente dos desfiles da Estação Primeira de Mangueira fez o seu primeiro enredo com viés de homenagem a figuras da escola. O enredo “Angenor, José e Laurindo” tinha como justificativa a Mangueira mergulhar em suas mais legítimas tradições para exaltar três personalidades que são também a tradução de três aspectos criativos fundamentais para a atividade intelectual que a escola realiza. Por isso, Leandro parece ter buscado um desfile para resgatar o uso das cores da escola, principalmente o rosa, como ele mesmo admitiu que foi o desfile em que ele mais investiu em usar esses aspectos. Mas há quem não tenha gostado. A julgadora Regina Oliveira de fantasias deu 9,9 para a Mangueira criticando, segundo ela, a pouca variação da cartela de cores.

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“Fantasia das alas 05,12,17, 19 e 20 apresentam formas semelhantes. Além disso, a escola apresentou pouca exploração de cores em todas as fantasias. A cartela de cores não foi variada. Paleta de cores pouco utilizada”, colocou Regina como justificativa no mapa de notas.

Na sinopse, a escola apresenta diversas vezes o trio homenageado no enredo como integrantes de uma realeza. Cartola é citado como “príncipe do princípio”, Jamelão tem sua voz comparada como “voz forte como convém aos reis, reis pretos, reis com voz de trovão”. E mestre Delegado é representado como “príncipe da ralé, herdeiro da coroa de Marcelino”. Esta apresentação dos baluartes como representantes da realeza de Mangueira esteve presente em algumas fantasias da verde e rosa, mas esta concepção foi criticada pelo julgador Paulo Paradela que considerou excessiva “comprometendo a criatividade” do desfile.

“Alas 04,05,12,14,19 e 20 – Nessas alas, foi identificado a mesma proposta de concepção com aspecto de ‘príncipe’/’fantasia principesca’, comprometendo a criatividade. Os tipos de mangas, babados e meias utilizados são exemplos de alguns dos elementos que se repetiram nas soluções dessas fantasias. Adicionalmente em algumas fantasias – alas 05, 14, 29 -, alas 04 e 19 – as concepções definidas para os chapéus dessas alas também se mostraram repetitivas comprometendo igualmente a criatividade “, alegou Paulo após retirar dois décimos da Mangueira.

Os julgadores Helenice Gomes, Sérgio Henrique da Silva e Wagner Louza de Oliveira deram nota máxima para escola em fantasias.

Liesa anuncia primeira marca a investir no Rio Carnaval 2023

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A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro confirma a primeira marca a renovar patrocínio para o Rio Carnaval 2023. Águas do Rio estará, pelo segundo ano, na Marquês de Sapucaí, o que reforça o sucesso da edição deste, antes mesmo do fechamento do evento com o Desfile das Campeãs.

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Foto: Tarso Ghelli/Prefeitura do Rio

“Para nós é uma alegria termos a Águas do Rio em mais um ano. A iniciativa confirma a força e capacidade do Carnaval em ser a maior festa popular do Brasil. O Rio Carnaval atrai atenção de vários públicos que além de esperarem ansiosos os dias de folia, consomem o Carnaval o ano todo participando dos eventos nas quadras das escolas. 2022 foi o Carnaval da retomada, do reencontro e foi lindo! Temos certeza de que em 2023 faremos um desfile ainda mais especial”, comemora Hélio Motta, vice-presidente da Liesa.

Em quatro dias de desfiles na Marquês de Sapucaí, a Águas do Rio distribuiu gratuitamente, aproximadamente, 150 mil litros de água (que equivalem a 150 caixas d’água residenciais de mil litros) para o público e desfilantes.

A concessionária disponibilizou bebedouros em 16 pontos, definidos estrategicamente nos acessos das arquibancadas e no stand da empresa. A iniciativa se estendeu com a ação “Águaêêê” na concentração e dispersão, com a distribuição de água através do uso de mochilas térmicas. A atuação contou com 100 pessoas e encerra somente neste sábado (30/4), no Desfile das Campeãs.

Toda a água distribuída passou por um monitoramento de, a partir de um laboratório móvel dentro da avenida. Uma equipe de 12 pessoas avaliou, hora a hora, os parâmetros de cor, turbidez, ph e cloro.

Com o fim dos desfiles, a Águas do Rio e Liesa iniciam ações nas quadras das escolas de samba do Grupo Especial para levar ações de sensibilização com foco na saúde, cidadania, sustentabilidade e consumo consciente da água, além de ações de atualização cadastral e tarifa social. Pensando no meio ambiente, ao longo destes dias de desfile, foram distribuídos 120 mil copos ecológicos, eliminando aproximadamente 750 mil descartáveis. Foram, em média, menos 2.490 kg (mais de 2 toneladas) de lixo plástico no meio ambiente, já que cada copinho pesa cerca de 3,32 gramas. Isso também significa que 52.500 kg de carbono deixarão de ser emitidos.

“A nossa relação com a comunidade do samba vai além dos cinco dias de carnaval. Nosso objetivo é estar ainda mais presente no entorno das escolas, junto com os integrantes e suas famílias, levando saúde e qualidade de vida, através do saneamento básico. O nosso apoio ao Carnaval esse ano e a renovação do patrocínio para 2023 vem ao encontro do nosso compromisso de promover o desenvolvimento dos municípios onde atuamos. E esse é um evento que, sem dúvida, movimenta a economia em todo estado, a partir do turismo e da geração de milhares de empregos e de renda. Essa é uma parceria nota 10! E o que for bom para o Rio, Águas do Rio estará junto “, afirma Alexandre Bianchini, presidente da Águas do Rio.

Com cinco anos de Avenida, Camarote do King tem novos patrocinadores e se prepara para aumentar de tamanho

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Completando 5 anos de Sapucaí, o Camarote do King faz sucesso com o público. Mesmo com o carnaval em abril, os clientes que amam carnaval, escolhem o King como opção para assistir aos desfiles das escolas de samba, tanto das frisas como do terceiro andar, que terá seu espaço ampliado para o carnaval de 2023.

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Com a decoração dedicada à Turquia, o King deve se preparar para uma decoração inspirada na China no próximo carnaval. Essa decisão é tomada por Dona Eliane, mãe de Lilian e João King. Neste ano a forma de acessar o camarote também mudou, em vez de pulseiras, o público tinha a entrada e saída liberadas através do reconhecimento facial.

Lilian Martins, diretora executiva do King, fala que o camarote funcionou muito bem nesse período, mas que o público dessa vez foi bem mais local. “Foi tudo muito positivo, em termos de venda, atendimento, tive muito feedback bom do público. O único imprevisto que tivemos foi um problema no transporte na noite de sexta-feira, por conta de um carro alegórico que enguiçou e travou todos os ônibus aqui no setor par”, explicou.

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Sobre a operação em abril, ela considera que foi um pouco caótica mudança de data, sobretudo pelo preço elevado das passagens aéreas “Quem remarcou de 2021 para 2022, já fez reserva das passagens para o carnaval de fevereiro, mas com a mudança para abril, ficou difícil de remarcar, mas aí começou o carnaval e muita gente que tinha mudado o camarote para 2023, pediu para voltar e ir em 2022, então a nossa logística foi impactada, mas deu tudo certo”, relatou.

O camarote, além de novos clientes, também recebeu novos patrocinadores. Esse ano as veteranas de Sapucaí Coca-Cola e Kibon se juntaram ao reino do King. Mas também teve empresa estreando na Avenida, que foi o caso do frigorífico Landim, que pela primeira vez patrocinou um camarote na Sapucaí.

Dentro do maior espetáculo da Terra, Jair Ferreira, diretor da Landim, disse que se sentiu muito bem acolhido e gostou do que viu no camarote. “Já estive em outros camarotes, mas achei esse aqui de longe o mais agradável, iluminado, organizado e o espaço aqui do King é muito bom. Quero deixar registrado que eu adorei a equipe do King, eles são muito solícitos e deixaram a nossa equipe à vontade”, disse.

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Lilian Martins ressalta que a parceria com antigos patrocinadores como a Petra, do grupo Petrópolis e também a Pernod Ricard, empresa que produz Vodka Absolut, Gin Beefeater e Whisky Ballantines “Quero agradecer aos patrocinadores que estão com a gente para fazer o camarote do King, são pessoas que nos ajudam a fazer o carnaval. Quem promete vir forte também é a Ladim, que adorou o espaço”, afirmou.

Inacreditável! Julgadora cita ‘problemas de afinação’ de Wander Pires como justificativa para retirada de pontuação da Mocidade

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A Mocidade Independente de Padre Miguel não levou nenhuma nota 10 em harmonia. A Verde e Branca de Padre Miguel não ficava sem uma nota máxima no quesito desde o carnaval de 2016, quando eram apenas 4 jurados, um a menos que atualmente. O samba, um dos mais elogiados do pré-carnaval, vinha sendo abraçado pela comunidade na preparação do desfile de 2022.

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Uma das estratégias, bastante utilizada, também nos treinos, era a utilização das vozes femininas auxiliares com os microfones, tendo um pouco mais de destaque em relação aos outros intérpretes auxiliares por conta do estilo do samba. Este artifício utilizado também no desfile foi criticado pela julgadora Miriam Orofino, presente no último módulo de julgamento, que além de colocar na justificativa que Wander Pires não cantou em vários momentos também criticou a afinação da principal voz da Mocidade.

“Problemas de afinação do intérprete em alguns momentos do desfile. Durante boa parte da apresentação, o intérprete não cantou, deixando o canto sob a responsabilidade das vozes femininas (intérpretes auxiliares)”, colocou a jurada como causa para retirar um décimo da agremiação.

O jurado Bruno Marques do módulo 01 foi outro a criticar a afinação, dessa vez citando o conjunto de intérpretes e apontando também problemas com a bateria após retirar dois décimos no quesito.”Diversos problemas de afinação interna entre as vozes dos intérpretes, somados à afinação imprecisa em alguns finais de frase melódica (ex. ‘irmão de exu’, entre outros). Desencontro rítmico entre canto e bateria, o primeiro tendendo a atrasar em alguns momentos”, alegou Bruno.

O julgador Jardel Maia Rodrigues deu 9,8 para a escola e também citou a afinação como problema, além de criticar a imprecisão no canto de algumas alas.”A escola teve alguns problemas ao passar pelo módulo 3, que leva a descontar 0,2 (menos dois décimos). São fatores que interferem negativamente na harmonia: Afinação imprecisa em algumas partes do samba (menos 0,1), algumas alas não cantavam com entusiasmo e os integrantes não cantavam o samba em sua totalidade (-0,1). Alas penalizadas: 08 aos 35 min/ 13 aos 44 min/ 23 aos 54 min/ 26 aos 57min / 31 aos 58 min”, justificou Jardel.

Os jurados Deborah e Rodrigo apontaram a performance dos instrumentos no carro de som como problemático, atrapalhando a harmonia da Mocidade. Deborah Weiterschan Levy do módulo 2, justificou a retirada de um décimo da seguinte forma:”A base instrumental apresentou, durante todo o desfile, um excesso de desenhos de violão, especialmente nas regiões mais graves, que produziram um resultado de pouca clareza no conjunto harmônico e embolação nessas regiões”.

O julgador Rodrigo Lima do módulo 04 também retirou um décimo alegando os seguintes motivos: “O desequilíbrio entre o canto e os instrumentos de base acarretou por vários momentos numa perda de entrosamento e vibração na comunicação do samba-enredo ao longo do desfile. Por este motivo a escola teve uma despontuação mínima [- 0,1]”.

Entrevistão com presidente Almir Reis: ‘A Baixada Fluminense está em festa’

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A relação de Almir Reis com a Beija-Flor é de muito amor, são mais de 25 anos de trabalho dedicados à sua escola de samba do coração. Alçado presidente no ano passado, ele diz que se sente feliz pelo reconhecimento e que o enredo deste ano é um pouco da história dele também. Projetando 2023, o mandatário promete manter o resgate da Deusa da Passarela e se diz feliz com o trabalho de Alexandre Louzada e André Rodrigues.

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Almir Reis recebeu a equipe do site CARNAVALESCO e falou um pouco sobre o resultado deste carnaval, para ele, o título da Grande Rio foi incontestável, foi ganho de forma merecida e deixou toda a Baixada Fluminense mais contente, sobre a azul e branca de Nilópolis, ele disse estar feliz com o segundo lugar, pois sentiu que a comunidade se orgulhou e comemorou com muita garra.

O que representa esse vice-campeonato para você e para a Beija-Flor?

“Pra mim representa muita coisa, eu venho trabalhando nos bastidores há muito tempo, hoje sendo presidente de fato e de direito, acho que foi um resultado plausível para o primeiro ano, apesar de que já venho acompanhando alguns títulos da escola desde os anos 2000. Foi bom demais, estou muito satisfeito com o que apresentamos. Todo mundo entra pra ser campeão, mas nós temos autocrítica. Para Beija-Flor, querendo ou não, foi um resultado bom, nós viemos de dois anos consecutivos mais ou menos, um ano de 2019 totalmente conturbado, todo mundo sabe a história, e depois viemos em 2020 em quarto lugar, agora conseguimos o segundo lugar. Foi bom, nós temos noção de onde nós erramos, foram pontuais. Isso só deixa provado que carnaval é na avenida, é o trabalho que você apresenta lá, tudo acontece na avenida, a grande verdade é essa, nós estamos satisfeitos, óbvio que queríamos o título, mas ao mesmo tempo está tudo tranquilo já que ficou pela Baixada Fluminense. A Grande Rio é muito merecedora, fizemos uma grande festa, chegamos em Nilópolis e até eu fiquei surpreso, tinham mais de 20 mil pessoas, todo mundo ovacionando a gente com aquele troféu, pelo o que sei, todos os componentes querem vir desfilar novamente”.

O sentimento do torcedor é de vitória e principalmente de resgate do estilo forte de desfile da Beija-Flor. Essa é a mensagem que vocês queriam deixar para todos: a Deusa da Passarela voltou?

“É sim, mas a primeira mensagem é sobre o nosso enredo, qualquer um que leu o nosso enredo, ouviu o nosso samba, viu que nós estamos passando uma grande mensagem, a ideia é que as pessoas comecem, ou pelo menos tentem rever seus conceitos, com certeza isso foi uma prova de que a Deusa da Passarela voltou e não vai mais deixar de estar lá, eu garanto isso”.

O enredo foi fundamental no sucesso do desfile. Você como preto o que sentiu desde o lançamento do enredo até o dia do desfile?

“Me senti como um dos pretos que tem uma história que é justamente aquilo ali, eu cresci dentro dessa escola carregando piano, é assim o termo que se usava, e hoje eu sou o presidente, eu tive a sorte de ter sido reconhecido por uma escola sempre teve uma dinastia branca, eu fui reconhecido pelo meu valor, pelo meu trabalho, então a história desse enredo é mais ou menos a minha história, me vejo nele, eu fui reconhecido, mas quantos outros não foram, quantos nunca serão? Passamos uma mensagem de que as pessoas reconheçam os valores, vejam que nós pretos temos muitos talentos, temos que mostrar isso para as pessoas”.

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Pretende manter essa linha de enredo para 2023? O que o torcedor pode esperar do próximo enredo da Beija-Flor?

“Tenho certeza que faremos um belo carnaval no ano que vem, mantendo a pegada desse ano e buscando sempre algo a mais”.

A Fabíola (esposa do Anísio, presidente de honra) abriu mão de desfilar no abre-alas, como foi ver sua família ocupando essa posição de destaque?

“Foi uma emoção muito grande, ver minha mãe e minha neta lá em cima, eu sou um privilegiado, tenho que agradecer a Deus todos os dias, foi muito bom, ver as duas ali. logo depois ver minha esposa, minha filha, meu filho, que estava no abre-alas também, então é muito bom e muito importante pra mim tudo isso na minha história, volto a dizer, tô me sentindo um cara privilegiado. A Fabíola sem palavras, foi um dos maiores exemplos relacionando ao nosso enredo, é só parar e pensar, é muito difícil você ver uma mulher da posição dela, dentro de uma escola de samba, abrir mão do seu lugar, do abre-alas, para dar voz ao povo preto, ali ela já mostra para todos o quanto as pessoas precisam rever os seus conceitos em relação a isso”.

A Beija-Flor conseguiu unir a experiência do Louzada com a juventude do André Rodrigues. A ideia é manter a dupla para 2023? O que você pode falar dos dois?

“Existe hierarquias, o Alexandre é o carnavalesco, o André é o diretor artístico, muito bom por sinal, o menino tem um futuro promissor, mas nós temos o carnavalesco que é o Alexandre Louzada, essa dupla vai continuar, sendo sabedor que o André cumpre as regras do Alexandre, mas com certeza não vai demorar muito e o Alexandre estará falando pro André tocar a vida dele, já aconteceu várias vezes. O próprio Alexandre já passou por aqui na época da comissão, Cid Carvalho, Vitor, que foi fazer carnaval em São Paulo, quantos passaram por aqui, aprenderam, tiveram seus ensinamentos e foram seguir sua carreira solo. Não pretendo que o André saia daqui não, quero até que ele fique, até porque todo mundo tem seu ciclo, daqui a pouco o Alexandre vai falar que está cansado, que não quer mais, e o André vai tá aí, tocando nosso desfile, ele tem toda capacidade pra isso. Esses dois vão continuar sim”.

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Foi difícil superar perdas importantes como o Bakaninha e o Leo Mídia antes do desfile, como a escola conseguiu superar?

“Pra gente foram perdas extremamente irreparáveis, hoje mesmo estávamos aqui e mais uma vez se tocou de quanto o Léo fez falta, arrisco a dizer para você que se ele tivesse aqui, aquilo não teria acontecido com o segundo carro, porque o Léo era um dos caras que mais se preocupava em pôr todos os componentes no carro, era a função dele, com o mapa na mão ele corria a escola toda, colocava as mulheres no lugar, ele se posicionava muito bem, como ele fez falta nesse desfile, mas não tô me lamentando, estava escrito. Volto a dizer que a Grande Rio foi merecedora do título, fez um desfilaço, mas acho que se não fosse esse erro, a disputa seria mais acirrada, se tivéssemos errado menos”.

Você citou o erro do segundo carro, os erros vistos no desfile oficial já foram identificados para o próximo sábado?

“Essas pessoas que não entraram no desfile oficial estão fora, já peguei as fantasias e vou colocar alguém da comunidade para desfilar, o lugar vai estar ocupado por pessoas mais comprometidas com a escola, isso é algo que conta muito pra gente, o nosso povo é muito comprometido. Quando acontece isso, você não sabe o quanto eu fui cobrado, minhas velhinhas todas falando que o povo de fora não deve desfilar, e tenho que concordar, tenho que dar a mão a palmatória. Rolou uma falta de comprometimento também do diretor de carro, mas agora já foi, vamos aprender com o erro”.

O que representa para a Baixada Fluminense o título da Grande Rio e o vice da Beija-Flor?

“A Baixada é um povo muito humilde, muito pobre, não estou dizendo que é um povo esquecido, mas o pessoal do Rio de Janeiro vê a Baixada de uma forma diferente. Quando acontece uma situação como essa é muito bom. Já estava predestinado, nós vamos desfilar no dia do aniversário da Baixada, desfile das campeãs, tudo acontece na hora certa, foi muito importante para o nosso povo, deu uma oxigenada para todo mundo de lá, a Baixada está toda ela em festa”.

Para fechar, o que achou do título da Grande Rio e a volta do Império Serrano?

“O título da Grande Rio é indiscutível, eles fizeram um carnaval para campeão, foram merecedores do que fizeram. O do Império é como se fossem duas vitórias pra mim, da Beija-Flor e do Império, eu nasci lá, sou de Vaz Lobo. Conheci várias personalidades antigas do Império, Mestre Fuleiro, Beto Sem Braço, Jorginho do Império, é praticamente minha casa, meu pai era imperiano doente, a família do meu pai era toda imperiana. Fui criado naquele ambiente, pra mim foi uma felicidade muito grande ver o Império subir, voltar ao lugar que é dele por direito, é uma escola de grande porte, é escola de comunidade, é raiz. Merece estar nesse lugar, vamos torcer que eles consigam permanecer no Grupo Especial”.

Fora das campeãs pela primeira vez, Leandro Vieira ainda não disse se fica ou sai da Mangueira

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O desfile em homenagem a Cartola, Jamelão e Delegado produzido pela Mangueira não seduziu os julgadores e a escola ficou pela primeira vez desde 2015 fora das campeãs. Desde sua estreia no Grupo Especial em 2016, Leandro Vieira sempre conseguiu colocar a Mangueira entre as seis primeiras colocadas. Foi um sexto lugar em 2020, um quinto em 2018, um terceiro em 2017 e dois campeonatos em 2016 e 2019.

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O artista sofre muito assédio de várias escolas a cada ciclo que se inicia após um carnaval, mas sempre acaba renovando com a verde e rosa. Porém, até agora, ele não dissse se fica ou sai da escola. A eleição presidencial na Mangueira será no dia 29 de maio. É possível que o ex-presidente Chiquinho da Mangueira seja candidato.

Leandro é o terceiro carnavalesco mais longevo em sequência da história da Mangueira. Caso permaneça em 2023 será o sétimo desfile seguido dele pela escola. Max Lopes ficou oito carnavais seguidos entre 2001 e 2008 e Júlio Mattos permaneceu 12 anos ininterruptos na verde e rosa, entre 1963 e 1974. A maior sequência da Mangueira entre as campeãs foi de sete carnavais, entre 2001 e 2007.