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Final da Mangueira 2023: esquenta do CARNAVALESCO

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Mayara Lima: veja como foi a cerimônia de coroação da rainha de bateria do Tuiuti

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Gabriel David fala sobre retorno do público às finais de samba e das novidades do pré-carnaval

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Gabriel David, diretor de Marketing da Liesa, esteve presente na final do concurso de samba-enredo do Paraíso do Tuiuti, ele falou sobre a importância do retorno do público às finas, o formato do seleção do samba, ele deu detalhes sobre o mini-desfiles na Cidade do Samba, o que será feito no Dia Nacional do Samba e mais novidades para esse pré-carnaval. Pelo segundo ano consecutivo as agremiações do Grupo Especial, terão suas escolhas de samba transmitidas. Foram feitas algumas mudanças em relação ao ano passado. A principal delas é o local das gravações, agora elas acontecem nas quadras e serão documentadas de forma fiel ao que ocorre tradicionalmente em cada agremiação.

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Gabriel David esteve na final de samba do Tuiuti. Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO

Gabriel se mostrou muito animado com o retorno do público às quadras para as finais de samba-enredo, para ele, esse processo é fundamental o sambista, ele novamente enalteceu o Seleção do Samba e comemorou o fato da criação de um calendário unificado de finais, com cada escola definindo samba em uma data, para ele, isso gera maior visibilidade e retorno em receitas.

“Essa volta representa uma luta. Vocês não tem noção do quanto a gente batalhou pra isso, é juntar vários fatores, que aí não era só a volta do público, era uma necessidade de mostrar o que que acontece no mundo do samba e sincronizar isso com a TV Globo, óbvio que a pandemia dificultou muito mais, confesso que é a realização de um sonho, tenho certeza que eu lutei bastante pra esse momento, não só pra isso, mas principalmente por termos feito o calendário de finais em dias diferentes. Estou muito feliz, espero que dê certo, espero que isso possa a continuidade de um trabalho, igual a gente começou o ‘Seleção do Samba’ ano passado e agora a gente vai pra segunda edição, que isso também pode ser uma continuidade esse calendário das finais dos sambas. Acho que isso agrega muito valor ao carnaval, óbvio que as finais sempre tiveram relevância, mas separadas elas tem muito mais, em duas semanas aí contínuas que a gente vai ter de finais de samba, menos de 20 dias tem todas as finais. Isso com certeza vai ser um efeito de comunicação fundamental pro carnaval, vai reverberar em vendas na Liesa, vai reberverar em vendas nas escolas, nos produtos que a gente está vendendo. Tende-se a trazer mais receitas, tende-se a trazer mais visibilidade e mais protagonismo para os sambistas, que de maneira geral são nossos objetivos de trabalho”, disse Gabriel.

O pré-carnaval é uma pauta que vem sendo discuta com carinho pela Liesa desde o último ano, algumas ações foram feitas, como o mini-desfiles na Cidade do Samba, criação da marca Rio Carnaval e a volta dos ensaios técnicos na Sapucaí, para 2023, Gabriel conta que espera definir uma data para que o mini-desfiles ocorra e que um evento para a abertura do carnaval não está descartado, ele exaltou ainda o retorno do Botequim do Samba, na Cidade do Samba, sobre o dia nacional do samba, Gabriel conta que está sendo estudado, já que no mesmo terá jogo do Brasil pela copa do mundo.

“Temos algumas propostas, mas isso fica sob responsabilidade do presidente da Liga, mas acredito muito que os mini-desfiles devam acontecer, acredito que a gente deva ter um evento de abertura do carnaval, não sei se necessariamente o mini-desfiles, ou outra coisa, mas agora na próxima segunda-feira volta o Botequim do Samba, na Cidade do Samba, a ideia é que tenha todos os meses, mesmo depois do carnaval, os diretores da Liesa estão trabalhando firmemente nesse projeto, é um primeiro, uma volta, ainda vamos melhorar mais, mas isso é muito importante, vai dar uma vida para Cidade do samba que não seja só a construção física do carnaval. Sobre o dia nacional do samba temos uma questão, cai no dia de um jogo do Brasil, então vão ter muitos eventos acontecendo pela cidade e estamos analisando qual é a real intenção da Liesa de fazer isso, porque o próprio mundo do samba já está fazendo alguns eventos pensando nesse dia”, finaliza Gabriel.

Compositores finalistas da Mangueira vivem expectativa por grande final

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A Estação Primeira de Mangueira vai escolher seu samba-enredo para o carnaval 2023 neste sábado com uma grande festa em sua quadra. Três parcerias chegaram ao grande momento da disputa: Gilson Bernini, Lequinho e Ailton Graça. O site CARNAVALESCO conversou com representantes de cada um dos grupos que assinam obras no concurso para saber como está a expectativa para a grande decisão e também entender o que representa fazer samba para para uma escola tão tradicional como é a Mangueira. * OUÇA AQUI OS SAMBAS FINALISTAS

A parceria de Gilson Bernini, conta também com a participação dos compositores Lacyr D Mangueira, Cadu e Edinho. Cadu Zugliani, da parceria de Gilson Bernini, que concorre pela décima sétima vez na Mangueira, falou sobre o sentimento sempre novo que a parceria sente ao colocar um samba na disputa da Verde e Rosa.

“A emoção é sempre muito grande, já é o nosso décimo sétimo samba colocado aqui na escola, mas sempre parece a primeira vez, sempre parece que a gente está estreando na escola, a emoção, o arrepio, muito feliz sempre de estar aqui, de estar fazendo samba para a minha escola. São várias partes que me tocam muito, mas existe uma parte que mistura emoção emoção, com ritmo bem baiano que é aquela parte que diz assim “Mutumbá Mainha, Afoxé/ Ijexá, Candomblé”, é a mais legal das várias legais do samba”.

Outra parceria concorrendo nesta grande final, encabeçada por Lequinho, também conta com os compositores Júnior Fionda, Gabriel Machado, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim e participação de Margareth Menezes. Lequinho explicou ao site CARNAVALESCO qual os versos que em sua opinião vão fazer mais sucesso entre o povo do samba.

“É uma satisfação muito grande estar mais uma disputa de samba aqui, chegando aos momentos de decisivos, e vendo que nosso samba está sendo muito cantado, as pessoas cantando muito aqui na nossa quadra, é motivo de muito orgulho e é seguir firme nessa luta aí para ver o que que o futuro nos reserva. Fiquei muito satisfeito com a construção, com os parceiros também, foi uma troca muito positiva, muito bacana. Eu particularmente sou um cara meio que apaixonado por grande refrões. e eu acho que a gente conseguiu fazer o pré-refrão pegando todo mundo pela emoção e um refrão que eu acho que é um ‘arrasta povo’, que é a cara da Mangueira e é o que a Mangueira precisa para poder desfilar como última escola e levar o público junto com ela”.

Já a parceria de Ailton Graça tem também como compositores, Thiago Meiners, Beto Savanna, Indio de Deus e Wilson Mineiro. Ailton Graça, em seu segundo ano concorrendo na Mangueira, lembrou que essa é a primeira grande final após a pandemia e acredita que seu samba possa ajudar a fazer uma grande celebração para a vida.

“É o meu segundo ano com esse time maravilhoso, a expectativa é enorme porque a gente está percebendo que há uma empolgação com este nosso samba, não só desse time que eu já faço parte, quero muito que a gente possa ganhar isso. Mas o que importa agora é fazer a festa, é a primeira grande final depois de uma pandemia , depois de um período de pandemia em que a gente acredita que já contemos o vírus, então é ir pra cima, e o Brasil vai ser feliz depois de outubro, depois de outubro a gente vai voltar a sorrir, e queremos voltar a sorrir com esse samba fantástico da Mangueira”.

Com um tempero baiano, Mangueira escolhe samba para o Carnaval 2023 neste sábado

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Com 30 obras inscritas em agosto deste ano para a competição de sambas, a Estação Primeira de Mangueira chega à final deste sábado com três parcerias concorrendo ao título de hino oficial da Verde e Rosa para o carnaval do próximo ano. São elas: Gilson Bernini, Lequinho e Ailton Graça. Em 2023, a Mangueira vai apresentar o enredo “As Áfricas que a Bahia canta”, que está sendo produzido pelos carnavalescos Gui Estevão e Annik Salmon. O enredo pretende apresentar toda a musicalidade baiana através dos cortejos afros, enfatizando o lado feminino. * OUÇA AQUI OS SAMBAS FINALISTAS

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Foto: Divulgação/Mangueira

A Mangueira é a segunda escola com mais títulos no carnaval carioca e em 2022 ficou em 7º lugar. O esquenta da grande final realizado pelo site CARNAVALESCO começa às 21h e a partir da meia noite cobertura total pelas redes sociais. Em 2023, a Verde e Rosa vai encerrar a primeira noite de desfiles do Grupo Especial.

Conduzindo a final do concurso de sambas estará o diretor de carnaval Amauri Wanzeler, que estreia na função este ano. Amauri espera um samba que traduza a garra do mangueirense e que ajude a escola a fazer um grande desfile em 2023.

* LEIA AQUI: Presidenta Guanayra sobre carnavalescos Gui Estevão e Annik na Mangueira: ‘escolha ousada e segura’

“O que não pode faltar no samba da Mangueira é a garra do mangueirense, a garra da sua comunidade e a gente vai ter uma final de samba muito bonita, com muita festa, muita alegria, após a pandemia a gente vai voltar a ter alegria nesta quadra, o calor humano de sua comunidade, uma expectativa muito grande com relação ao desfile da Mangueira 2023, esse enredo é maravilhoso e nossos carnavalescos estão desenvolvendo”, explica o diretor de carnaval.

* LEIA AQUI: Diretoria e segmentos da Mangueira avaliam o que não pode faltar no samba que vai embalar o desfile da Verde e Rosa em 2023

Os portões do Palácio do Samba vão estar abertos para a grande final a partir das 22h deste sábado. Vivendo a expectativa de sua primeira final como presidenta da Estação Primeira de Mangueira, Guanayra Firmino, aposta que a obra escolhida vai transbordar um jeito mangueirense de fazer samba e de fazer carnaval.

“O que não pode faltar é um samba com a cara da Mangueira. E o que o mangueirense pode esperar é muita garra, muita emoção, muita surpresa também”, promete a mandatária.

Parceria de Lequinho é a favorita dos leitores

A parceria de Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim recebeu 77,6% dos votos e foi eleita pelos leitores a favorita para vencer a disputa. Thiago Meiners, Ailton Graça, Beto Savanna, Indio de Deus e Wilson Mineiro ganharam 17,5% e a parceria de Gilson Bernini, Lacyr D Mangueira, Cadu e Edinho ficou com 4,9%.

SERVIÇO
Final de samba-enredo da Mangueira
Local: Palácio do Samba – Quadra da Mangueira
Endereço: Rua Visconde de Niterói, 1072 – Mangueira
Data: 08/10 – Horário: 22h
Ingresso antecipado: R$ 70,00
Mesa (na hora do evento): R$ 60,00
Ingresso.mangueira.com.br
Ingresso no dia: R$ 80,00

Vídeo: anúncio do samba-enredo campeão da União da Ilha para o Carnaval 2023

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Vídeo: anúncio do samba-enredo campeão do Tuiuti para o Carnaval 2023

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Gaviões da Fiel: samba-enredo para o Carnaval 2023

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Compositores: Araken, Fabinho do Cavaco, Armênio Poesia, Nando do Cavaco, Bruno Jaú, Maestro Jota Ilhabela, Sebastian e A. Filosofia
Intérprete: Zé Paulo Sierra

OBATALÁ MANDOU AVISAR
QUANDO TUDO PASSAR VAI TER PROCISSÃO!
UM OLHAR ALTANEIRO NO CÉU
ABENÇOA A FIEL A SEGUIR A MISSÃO
DO PAI MAIOR APRENDER A LIÇÃO!
TIRAR AS ANGÚSTIAS DO NOSSO CAMINHO!
PRA AJUDAR SEU IRMÃO E CARREGAR SUA CRUZ
NA FORÇA DA FÉ, NUNCA ESTOU SOZINHO!

ARUANDA Ê! KIZOMBA!
NOSSA BANDEIRA É RELIGIÃO
NESSA CORRENTE EU SOU MAIS UM!
GUERREIRO DE SÃO JORGE
MENSAGEIRO DE OGUM!

ENFIM A NOSSA TERRA PROMETIDA
NA PAZ EU VI O POVO SE AMAR
NESSA TERRA QUE É DE AMÉM E DE AXÉ!
NA VERDADE DE IRMÃ DULCE E DE CHICO XAVIER!
O MAR SE ABRIU, TESTEMUNHOU
UM NOVO DIA ENFIM CLAREOU!
E LÁ NO CÉU ESSA LUZ QUE ILUMINA
UMA LÁGRIMA DIVINA
POR SEU FILHO A DERRAMAR
NOS BRAÇOS DO CRIADOR
ERA CRISTO OU OXALA?

SOU MAIS UM FIEL ABENÇOADO
É ALVI NEGRO MEU MANTO SAGRADO
EM NOME DO PAI, DO FILHO E ESPIRITO SANTO
SARAVÁ, AMÉM MEU CORAÇÃO CORINTHIANO

Em forte disputa, Gaviões da Fiel define samba para o Carnaval 2023

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Os Gaviões da Fiel definiram na madrugada deste sábado o samba-enredo que levará escola rumo ao carnaval de 2023. A final contou com três obras na disputa, onde nas apresentações das parcerias, as torcidas fizeram grande festa levando muita torcida e cantando as respectivas letras. De fato, foi uma grande decisão e, ao final, era difícil apontar um favorito para levar o título. Para fazer o anúncio, houve uma reunião muito demorada para bater o martelo. Após, o intérprete Ernesto Teixeira, seguido de sua ala musical, subiu ao palco e cantou o samba vencedor. A parceria de número 14, feita pelos compositores Araken, Fabinho do Cavaco, Armênio Poesia, Nando do Cavaco, Bruno Jaú, Maestro Jota Ilhabela, Sebastian e A. Filosofia, sagrou-se campeã e terá a oportunidade de colocar seu nome no carnaval dos Gaviões da Fiel em 2023. O enredo da agremiação para o próximo desfile é intitulado como “Em Nome do Pai, dos Filhos, dos Espíritos e dos Santos. Amém!”. * OUÇA O SAMBA DOS GAVIÕES DA FIEL PARA 2023

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Fotos: Gustavo Lima/Site CARNAVALESCO

Nando do Cavaco, um dos autores do samba, falou do sentimento que é vencer nos Gaviões da Fiel e revelou que as reuniões para a composição da obra foram feitas virtualmente. “É uma emoção diferente ganhar na escola do coração. Deu um frio na barriga, demorou um pouquinho mais que o previsto. Quase uma hora de atraso. Os bastidores estavam um pouco tensos, mas graças a Deus deu tudo certo. Apesar da pandemia estar bem melhor, nós não fizemos nenhuma reunião presencial. Foi tudo online. Mas foi tranquilo de fazer, a gente traçou uma linha para a intolerância religiosa, mesmo porque é a linha que a escola vem seguindo. Apostamos em uma gravação com um intérprete muito bom e melódico que é o Zé Paulo Sierra e deu tudo certo”, disse.

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Outro compositor do samba, Armênio Poesia falou que é especial ganhar nos Gaviões da Fiel. Ele é um dos mais famosos e experientes autores de samba do carnaval paulistano. Já ganhou samba em várias escolas e contou que vencer na escola alvinegra é especial, pois o amor pelo time fala alto. “Emoção muito grande. Eu tenho uma história razoavelmente longa no carnaval. Tive a oportunidade de ganhar por diversas agremiações e, nos Gaviões, é uma emoção diferente. Eu que sou corinthiano, poder compor um samba que fala de religião e poder conseguir o amor pelo time, que é algo que a Gaviões nunca quis mascarar ou disfarçar. É como uma religião de fato. Isso ajudou muito na parte poética do samba. Também nos desafiou a seguir um caminho diferente de melodia, que hoje em dia vai muito pro óbvio. Conseguimos ir pro caminho da oração e explorar tonalidades menores”, revelou.

Araken, que também compõe a parceria, disse que a emoção é maior por ser criado na entidade e associado há muito tempo. “Eu que sou sócio, fui criado na casa e meu pai era dos Gaviões, fui criado pela velha-guarda. 23 anos tentando e ganhei três. Isso que o Armênio falou é verdade. Ou a gente viria atropelando ou ficaria só como mais um na lista. E eu não quero isso. Eu quero ver a minha escola de volta, nas cabeças. Acho que a gente foi feliz. É difícil falar. Quem vai falar vai ser a história e o carnaval. Estou estourando, com a alma lavada, com a certeza de que eu fiz um trabalho limpo. Eu espero que na quarta-feira de cinzas a gente esteja conversando e no desfile das campeãs a gente se encontre de novo”, comentou.

Identidade dos Gaviões

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Carlos Tadeu Gomes (Miranda), que compõe a comissão de carnaval, opinou sobre o samba. Segundo ele, apesar de ter sido uma escolha difícil, a comunidade dos Gaviões da Fiel vai dar conta do recado. “Gostei do samba, é empolgante, nós discutimos muito. Os três sambas eram muito competitivos, mas cada um com sua peculiaridade. Porém esse daí é o que encaixa mais com os Gaviões da Fiel no jeito melódico. Não importa horário, se vamos desfilar de manhã ou noite. O samba é aquele que bate no coração e não tem horário certo. A decisão foi quase unânime. Pelo que eu conheço dos Gaviões, vamos vir cantando bastante”, disse.

Samba diferenciado e trabalho avançado

Um dos carnavalescos responsáveis por desenvolver o enredo, Júlio Poloni é enredista e trata muito das sinopses. Segundo o artista, a agremiação tem um grande samba para 2023. “Sobre a longa reunião, essa é a parte ruim de ter três grandes sambas na final. A gente tem noção do que fez, temos um baita samba nas mãos, uma poesia que narra o enredo, uma melodia muito diferenciada e acreditamos muito no potencial dessa obra pra encerrar o desfile na sexta-feira de carnaval”, opinou.

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Segundo Júlio, o trabalho para colocar a escola na pista está a todo vapor. “Já estamos trabalhando bastante, perdendo noites de sono, os carros em plena produção, apresentamos as fantasias recentemente e temos um material muito bom. Então agora é preparar tudo na minúcia, preparar tudo bonito para conseguir entregar esse projeto que é tão maravilhoso e diferenciado”, completou.

Confiança no canto da comunidade 

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Ernesto Teixeira, intérprete dos Gaviões da Fiel, exaltou a obra, a vontade da maioria e a confiança que tem no canto da escola. “A gente tinha três grandes sambas e isso acabou dividindo opiniões. No final, prevaleceu a vontade da maioria e chegamos ao consenso de que o samba 14 vai representar os Gaviões da Fiel no carnaval de 2023. A comunidade canta qualquer samba e esse samba, até por ter a aprovação da maioria, vai ser muito bem cantado e como sempre, vai ser um dos destaques do carnaval”, disse.

Samba excelente e ideias de bossas

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O diretor de bateria da agremiação, mestre Ciro, também confia no fato de que será um dos melhores sambas do carnaval paulistano e revelou que já têm bossas para a bateria fazer. “O samba é excelente. Eu acredito que vai disputar como um dos melhores do carnaval de São Paulo. Está todo mundo super feliz com a escolha e eu acho que vamos ter muito sucesso. Sobre as bossas, a gente já conversou bastante, até porque a gente já vai gravar na quinta-feira. Então a gente tinha que estar preparado para todos os sambas que viessem a ganhar. Temos algumas coisas na cabeça e vamos trabalhar que vai ser show de bola”, comentou.

Análise dos sambas na final:

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Samba 4: Os compositores dessa obra optaram por uma letra bem reflexiva. A ideia foi levar ao pensamento de que nos dias de hoje, muito se precisa de novas atitudes. Os versos na primeira parte do samba retratam isso: “E hei de ver florir, um novo tempo. A paz a refletir ensinamentos. Todas as tribos em comunhão. A dor se rendendo à compaixão”. No fechamento dessa primeira estrofe, se dá com os dois últimos versos: “São muitos caminhos e um só destino em busca do amor divino”. Essa é a característica da obra. Levar para um apelo emocional de união entre povo e religiões. Pouco se fala de divindades e não entra no mérito de determinada fé.

Samba 9: Nessa obra, claramente os autores tiveram a ideia de escrever três refrões fortes, especialmente o principal, que apesar de curto, já mostra muito bem o que é o enredo, além de ter uma melodia para cima. “Em nome do pai sou Gavião. Meu samba é uma prece, é religião. No coração fiel a fé vai além. Amém, amém!”. O refrão do meio tem uma letra impactante e reflexiva. “Graça é calar a guerra. Ver brotar a paz por toda a Terra. É abraçar o irmão e acabar com o rancor. O preconceito vencer o amor”. Por fim, o último refrão se trata exclusivamente à religiosidade e entidades. “Sou Javé, sou Alá. Axé de Obatalá. Vivo em Francisco, em São Jorge no Congá”. Vale ressaltar que na segunda parte do samba há uma passagem crítica: “Correndo risco pelas mãos de um falso Cristo, mesmo assim resisto por um novo Xangri-lá”. Portanto, é uma obra completa. Muita história, reflexão, crítica e letra forte. Tudo que um desfile com esse tipo de enredo pede.

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Samba 14: O samba campeão, é uma obra que se difere por focar quase que inteiramente na religiosidade. Há citações das entidades Obatalá, Ogum, Oxalá, São Jorge e Cristo, além de colocar personalidades religiosas como Chico Xavier e Irmã Dulce. Diferente das outras obras, essa tem como característica uma melodia mais lenta e cadenciada. Vale destacar o refrão do meio, que cita Aruanda e claramente faz um sincretismo religioso com as entidades São Jorge e Ogum: “Aruanda Ê! Kizomba! Nossa bandeira é religião. Nessa corrente eu sou mais um. Guerreiro de São Jorge. Mensageiro de Ogum”.

Resultado final: Claramente, a escola optou pela estratégia de 2022 e escolheu um samba melódico. As outras parcerias tinham andamentos mais acelerados e contagiantes. Porém, a letra retratada falou mais alto que o andamento que a escola quer, mesmo sendo a última agremiação a desfilar na sexta-feira.

Benção dindinha! Parceria de Noca da Portela vence samba-enredo na União da Ilha

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A União da Ilha do Governador escolheu já na madrugada deste sábado o samba que vai embalar o desfile na Série Ouro em 2023 para buscar o retorno ao grupo de elite do carnaval. A parceria de Noca da Portela foi a grande vencedora com o refrão “Benção Dindinha” pegando entre a torcida e os componentes que acompanharam as apresentações na grande final. Formam esta parceria os compositores: Noca da Portela, Almir da Ilha, Diogo Nogueira, Ciraninho, Queiroga, Claudio Gaspar, Nilton Carvalho, Valter, Emerson Xumbrega e DG. No próximo carnaval, a União da Ilha vai apresentar o enredo “O Encontro das Águias no Templo de Momo”, que exaltará a alegria da própria Ilha, mas também homenageará sua madrinha centenária, a Portela. Em 2023, a União da Ilha será a sexta escola a pisar na Sapucaí na segunda noite de desfiles da Série Ouro. * OUÇA AQUI O SAMBA-ENREDO DA ILHA PARA O CARNAVAL 2023

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Fotos: Lucas Santos/Site CARNAVALESCO

O compositor Cláudio Gaspar da parceria de Noca da Portela teve a felicidade de ganhar pela primeira vez na União da Ilha. “Eu estou há 10 anos tentando e hoje finalmente consegui. A nossa escola precisava de um samba como esse, eu acho que esse era o samba que a gente precisava que ganhasse. A nossa escola vai subir. Eu amo a Ilha. Acho que a presidência teve muita competência em escolher o nosso samba”.

Também vencedor na parceria, Ciraninho, com história na Portela, lembrou da infância quando a avó morava há poucos metros da quadra da União da Ilha. “É uma grande emoção ser campeão na Ilha, porque poucos sabem, mas eu fui criado, a minha vó mora a 500 metros aqui da quadra. Então eu dei os meus primeiros passos no samba, ainda em 2003, disputa do samba aqui na Ilha, ainda com o Gilsinho defendendo os meus sambas. Nem eu era campeão na Portela, e nem ele era o intérprete da Portela. Hoje a gente retorna a esse palco para ser campeão, ao lado de mestre Noca da Portela, Almir da Ilha, que são os maiores campeões das duas escolas e do meu irmão Diogo Nogueira. Obrigado por todos os parceiros que fizeram parte dessa caminhada, que não foi de hoje, mas de 20 anos de samba. Obrigado nação insulana, que o encontro das águias traga os dois carnavais para as duas escolas”.

Desta vez em voo solo, o carnavalesco Cahê Rodrigues vai para o seu terceiro carnaval seguido na escola insulana. Ele explicou um pouco de como surgiu a ideia do enredo.

“O samba campeão vem trazendo a alegria que a Ilha sempre cantou em seus carnavais. É um sentimento que fez com que essa escola se torna-se a escola da alegria. E em relação ao enredo, quem já fez Portela carrega a Portela no coração, não tem jeito. Quando eu cheguei na Ilha eu fui descobrindo aos poucos, essa ligação do insulano com a Portela, e fui pesquisar um pouco mais. Descobri muitas histórias. Essa ligação vem lá de trás e comecei a pensar em relação ao centenário da Madrinha. Isso acontece um em um milhão, uma madrinha centenária que tem tanto carinho pela sua afilhada e a sua afilhada que tem uma gratidão eterna pela sua madrinha”, explica o artista.

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O carnavalesco também contou como lida com a pressão que uma escola do tamanho da União da Ilha recebe em relação a necessidade de voltar ao Grupo Especial.

“A gente sabe que independente da força da União da Ilha, da popularidade e grandiosidade, fazer carnaval nos grupos de acesso é sempre um desafio muito grande. Eu costumo dizer que a Ilha é uma escola do Especial que está na Série Ouro. A responsabilidade é sempre muito grande, mas a gente sempre trabalha pensando no título, só que não depende só da gente. Ficou provado no nosso último trabalho, a Ilha passou como um trator na Avenida, carnaval digno de Grupo Especial, e acabamos amargando o terceiro lugar, vai pelo ponto de vista de jurados, outras questões, e esse não vai ser diferente, 2023 a escola está se preparando para fazer um desfile superior ao que foi o último, para poder ser consagrada a campeã “.

Presidente Ney Filardi e diretor Dudu falam sobre desafio de retorno ao Especial

O presidente Ney Filardi contou à reportagem do site CARNAVALESCO sobre sua impressão em relação ao enredo escolhido pela União da Ilha para o próximo carnaval e os desafios que a agremiação encontrará em mais um ano no Acesso.

“É uma homenagem bastante propícia, juntou-se o útil com o agradável. Nada mais justo que a Ilha homenagear a sua madrinha em seu centenário. Acho perfeito com toda a humildade. Os desafios são muitos. A Série Ouro tem o Wallace que é um presidente que corre atrás, mas o último dia que as escolas do Grupo de Acesso receberam aporte financeiro foi antes do desfile em 2022. Precisamos olhar com mais carinho para as escolas da Série Ouro. Mas a União da Ilha vai fazer de tudo para colocar um carnaval altamente digno e competitivo na Avenida”, promete o mandatário.

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O presidente também aproveitou para esclarecer sobre a saída do intérprete Ito Melodia e fez questão de ressaltar sua relação pessoal com o artista. “É bastante oportuno eu ter o prazer de falar sobre esse assunto. Em momento algum eu fiquei chateado, zangado com a saída dele, porque eu sei como amigo dele o sufoco que ele passa. Os boletos chegam na casa dele como chegam na casa de todo mundo. Então, eu estou feliz que ele progrediu. Quem sou eu para estar triste com ele, as portas vão estar sempre abertas”.

Estreando como diretor de carnaval na União da Ilha e se tornando mais um profissional cumprindo dupla jornada entre Especial e Série Ouro, Dudu Falcão, também na função na Viradouro, falou um pouco de como está sua rotina depois de aceitar o novo desafio.

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“Por enquanto ainda está muito fácil porque ainda não começou os ensaios de canto, ou de rua. Mas é claro que o telefone não para, as mensagens não param, vai para um barracão, vai para o outro, mas eu estou me sentindo como na Viradouro igualmente abraçado na Ilha, está sendo prazeroso, ainda que cansativo “, explica o diretor.

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Dudu acredita que seu grande desafio na Ilha é resgatar sua essência de gigante do carnaval fazendo com que os componentes acreditem no Acesso. O diretor pretende começar ensaios de rua já em novembro e imagina de 1300 a 1500 componentes no desfile.

“A primeira coisa que eu tenho que mostrar para as pessoas aqui na Ilha, é que ela de fato é uma escola gigante. Me incomoda muito olhar para o brasão da Ilha e não ver uma estrela. É um desafio muito grande, inúmeras escolas querem essa vaga. A gente precisa trabalhar muito para fazer merecer, se vai vir o título, não é uma coisa que vai estar nas nossas mãos, o que dá para fazer é trabalhar e mostrar que nós queremos esta vaga. E em relação ao samba escolhido, não pode faltar o enredo, a essência do que a gente quer homenagear e principalmente a essência da Ilha”, completou o diretor.

Marcelo Santos agora comanda sozinho os ritmistas

Agora sozinho no comando da “Baterilha”, mestre Marcelo Santos revelou que o trabalho já iniciou para o carnaval 2023. “Já estamos fazendo os nossos ensaios todas as quartas-feiras, e a galera está acreditando no projeto. Em 2022, foi um carnaval de muita aprendizagem. A gente sabe que em um carnaval competitivo, o vencedor erra muito pouco. Nós aprendemos muito com o último carnaval. Em relação ao samba campeão, tínhamos quatro grandes sambas que deram muita dor de cabeça ao presidente e aos jurados para escolher. O mais importante era que não faltasse essa alegria da União da Ilha, a União da Ilha é alegria e homenageando a nossa madrinha Portela vai ser um grande carnaval”, acredita o mestre.

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Marcelo também comentou sobre a chegada do novo intérprete da União da Ilha, Igor Vianna. “O Igor Vianna é um campeão, assim como o Ito é um grande intérprete. Nestes últimos quatro anos fui mestre com o Ito como intérprete, o Ito trabalhou com meu pai, um grande cantor, e o Igor não é diferente, é um intérprete muito musical, é um cara que vem com ideia de arranjos, e até mesmo de bossa e está dando muito certo e vai vir muitas surpresas”.

Igor Vianna assume microfone principal da Ilha e tem sua primeira final

Depois de mais de 20 anos com Ito Melodia à frente do carro de som da Ilha, neste próximo carnaval a escola terá uma novidade. Igor Vianna, que no último carnaval subiu com o Império Serrano, será a principal voz da União da Ilha para o carnaval 2023. Igor falou sobre a alegria de chegar a escola insulana e sobre a responsabilidade que terá na agremiação.

“Minha primeira final, estou muito feliz, a decisão ficou pelo presidente e jurados , é um grande samba para um grande carnaval que a Ilha está preparando. Ser campeão é sempre bom, a Ilha está preparada para isso, e respeitando todas as coirmãs, a gente vai trabalhar muito para conseguir o êxito. A União da Ilha é uma escola enorme, maravilhosa, não existe quem não goste da Ilha. Escola de Aroldo, escola de Ito, que ficou 20 anos, o peso é muito grande, mas com a ajuda dos orixás a gente está conseguindo conquistar um pequeno espaço dentro do coração de todo o insulano. E vamos fazer de tudo para que eles nos abracem como a gente já abraçou a União da Ilha”, revela o cantor.

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Igor ainda aproveitou para agradecer ao carinho que tem recebido em todos os lugares quando coloca o seu grito de guerra ” Nunca foi sorte, sempre foi Macumba”, e aproveitou para explicar o importante significado.

“Eu curti muito, porque meu grito de guerra é um grito de libertação, chamando a minha religião, é um grito tirando o que ficou por muito tempo preso dentro da gente. Não só na Ilha, mas em todo lugar que eu canto , quando eu dou meu grito de guerra e o povo cai para dentro é muito prazeroso se ver” .

Casal novo na Azul, Vermelha e Branca

Depois de perder os experientes Marlon Flores e Danielle Nascimento para o Império Serrano, a União da Ilha volta a apostar na experiência e trouxe Thiaguinho Mendonça e Amanda Poblete. A nova porta-bandeira da Ilha falou sobre a recepção que o casal recebeu da comunidade.

“É uma grande honra para nós poder fazer parte desse time maravilhoso que a Ilha montou para o próximo carnaval. A gente ficou muito feliz com a recepção que a gente teve, a forma que a escola vem apoiando nosso trabalho, esse contato nesse período de disputa é sempre interessante pra gente pois é assim que agente consegue criar mais laços, a gente acabou de chegar. As pessoas aqui nos abraçaram de forma incrível. E todo mundo pode ter certeza que a gente vai trabalhar muito, a gente já vem trabalhando muito para dar o nosso melhor na Avenida”, prometeu Amanda Poblete.

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Já Thiaguinho falou sobre a experiência que carregam do Grupo Especial, ressaltando o aprendizado que vem recebendo na União da Ilha e falou sobre a responsabilidade que o casal de mestre-sala e porta-bandeira carrega ao representar um quesito no desfile.

“Eu desmistifico sempre essa questão de o casal ser dois para uma responsabilidade tão grande. A gente tem uma equipe. Aqui do nosso lado a gente tem a Marluce Medeiros , nossa ensaiadora, temos outros apoios, tem a galera do ateliê, tem muita gente envolvida. E a questão de experiência, foi bom os tempos que eu passei no Grupo Especial, sou muito grato por tudo que eu vivi, aprendi bastante, mas acho que estou aprendendo mais com a Ilha do que colocando experiência para fora. E, aproveitar o máximo possível de sintonia que a gente já teve em todos os momentos, resgatar essa sintonia, trabalhar e agradar os jurados. É difícil, mas não é impossível e a gente está aqui para enfrentar”, afirmou Thiaguinho.

A grande final da União da Ilha começou com a apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira que dançaram ao som do samba de exaltação da escola. Baianas, passistas, musas e a bateria de mestre Marcelo Santos fizeram um show ao som de sambas históricos da Ilha como “Fatumbi”, Festa Profana”, “É hoje”, ” É Brinquedo, é brincadeira”, entre outros, e o samba de 2022 sobre Nossa Senhora Aparecida, todos na voz de Igor Vianna. As parcerias finalistas tiveram 20 minutos para se apresentar.

Como foram as parcerias finalistas:

Parceria de Noca da Portela: A primeira parceria a se apresentar trouxe o intérprete oficial da homenageada. Gilson da Portela comandou a apresentação da obra. Destaque para os dois refrões que eram as partes mais cantadas, o “Bença Dindinha” do refrão, que não se repetia, foi o que mais pegou. A torcida trouxe balões e bandeirões para dar maior imponência na parte visual.

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Parceria de Ginho: A segunda parceria a se apresentar na finalíssima da Ilha trouxe Niu Souza do carro de som da Portela para puxar o samba concorrente. A volta do refrão do meio a partir do “venho de lá” se destacava como uma parte mais melódica que foi evidenciada por um arranjo das vozes de apoio. Em termos de canto, o refrão principal se destacava na quadra. Com uma torcida um pouco mais tímida que a primeira parceria, o aspecto visual se destacou pela utilização de alguma bandeiras.

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Parceria de Marcelão: A terceira parceria a se apresentar na União da Ilha tinha como intérpretes Tinga e Wantuir, vozes principais de Vila e Tijuca respectivamente. Destaque para o canto da comunidade, em alguns momentos chaves do samba como na parte anterior ao refrão principal “Portela, um elo de paixão pra vida inteira…” e a galera sustentou o canto. No aspecto visual a parceria também se destacou com muitos balões e bandeiras, e também tinha um grande continente de torcida.

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Parceria de Marquinhus do Banjo: A última parceria a se apresentar na noite de final na Ilha teve como voz principal o intérprete Tem-Tem Jr da Vigário Geral. “Dindinha, a benção madrinha”, foi a parte que mais conquistou a torcida. O ” é” alongado do segundo refrão de um gingado animado ao trecho e deu a oportunidade de tanto os cantores como a torcida fazer coreografia. Sem ter um contingente tão grande como a primeira e terceira apresentações, a torcida fiel trouxe bandeiras e balões e pulou durante a apresentação.