Nilópolis vai parar nesta quinta-feira. Isso porque a Beija-Flor, a principal referência da cidade, terá noite de gala e decisão em sua quadra de ensaios. A ‘Deusa da Passarela’ escolherá sua nova rainha de bateria. Três candidatas disputam a tão sonhada coroa: Lorena Raissa, 15; Aieny Mendes, 20; e Flávia Custódio, 40. As passistas, todas da comunidade, passaram por quatro etapas e concorreram com outras 21 candidatas até chegar à decisão. Além do samba no pé, foram avaliadas a vivência com a Beija-Flor, a postura, a oratória, a elegância, o carisma e a simpatia.
Fotos: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
“Foi uma disputa linda. Todas as três já são vencedoras, porque durante todo o concurso mostraram união e amor ao pavilhão. No final, independente do resultado, somos uma só família: a família Beija-Flor”, disse Dudu Azevedo, diretor de Carnaval.
Na final, as três se apresentarão em duas etapas. Na primeira, estarão de traje de gala e responderão a uma pergunta feita por Selminha Sorriso. Na segunda, estarão com fantasia de rainha de bateria e mostrarão samba no pé à frente da ‘Soberana’, de mestres Plínio e Rodney.
O júri será composto de personalidades da Beija-Flor. As ex-majestades Sônia Capeta, Neide Tamborim e Raissa de Oliveira também têm presença confirmada. A última, inclusive, fará sua despedida oficial do posto que ocupou por 20 anos.
“É uma emoção muito grande poder passar a coroa a outra representante da comunidade, e que vai continuar com esse lindo legado de valorização do seu povo que a Beija-Flor têm”, afirmou Raissa.
Lorena Raissa Souza da Silva foi eleita a favorita para vencer com 46,8% dos votos dos leitores do site CARNAVALESCO. Aieny Mendes de Araújo Nogueira recebeu 28,8% e Flávia Regina da Silva Oliveira Custódio ficou com 24,4%.
De volta ao Grupo Especial, o Império Serrano faz no sábado a sua final de samba-enredo para o Carnaval 2023. Três parcerias estão na disputa: Sombrinha, Aluísio Machado, Carlos Senna, Carlitos Beto Br, Rubens Gordinho e Ambrosio Aurélio; Paulo César Feital, Andinho Samara, Ronaldo Nunes, Igor Fininho, Anderson Lemos e Jefferson Oliveira; e Pretinho da Serrinha, André Diniz, Karinah, Hamilton Fofão, Thierry Alves e Fred Camacho. * OUÇA AQUI OS SAMBAS FINALISTAS
Abaixo, você pode votar e apontar qual é a favorita para vencer. Vamos divulgar o resultado no sábado.
Nascida e criada em Nilópolis, Aieny Mendes, de 20 anos, professora, filha de Mônica Mendes e Cláudio de Araújo é mais uma candidata ao título de rainha da Beija-flor. A jovem passista conversou coma reportagem do site CARNAVALESCO para contar um pouco mais sobre a sua vida e principalmente como chegou ao mundo do samba. A final é nesta quinta-feira.
Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
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“Minha mãe um belo dia resolveu ir no projeto da Selminha. E perguntou ‘quem vai comigo’ lá em casa. Eu resolvi ir com ela. A gente foi para um projeto de percussão. Chegando lá nós começamos a bater na mesa, essas coisas todas, mas aí eu me interessei pelo chocalho. E no chocalho da Beija-Flor, vi os meninos sambando. Aí eu gostei. Aí eu fazia o chocalho e a ala de passistas. Só que não estava batendo o tempo. Tive que escolher um dos dois. Escolhi então o ensaio de passista, o projeto. E assim continuei. Em 2015, eu tentei uma vaga na ala de passistas, e já estavam todas preenchidas. Então fui para a ala da ‘baianinhas’. Vim, desfilei de ‘ baianinha’. Em 2016, num corte de samba, eu sambando na lateral, e passou sete diretores de harmonia. Os sete diretores de harmonia me olharam e me colocaram para fazer teste na ala de passistas, onde estou até hoje”, conta a candidata.
Aieny leva em seu coração o desfile de 2018 da Beija- Flor de Nilópolis em que veio já na ala de passistas fantasiada de “Pomba Gira”, representando o povo das ruas.
“Meu desfile preferido é 2018. Foi um desfile que as pessoas estavam precisando colocar para fora o que sentiam. Tudo aquilo que acontece com a gente, no nosso dia a dia. A voz do negro ser exaltada, o negro ser exaltado ali, aquele ano a gente colocou para fora todas as dificuldades que a gente passa no nosso dia a dia, então acho que aquele desfile foi uma libertação”.
Para a candidata ao posto de rainha, ser passistas é uma relação de amor com a escola que defende. “Ser passista é ter amor ao pavilhão, é você chegar na sua comunidade, sambar, estar ali presente por gostar, por amor aquilo que faz, por amor a arte, que precisa muito ser valorizada”, entende Aieny.
E para a jovem passista, a comunidade da Beija-Flor lhe enche de orgulho e lhe traz muita emoção. “É gratificante demais, você chegar no desfile, com a sua escola de coração, nascida e criada naquela escola , você chegar no mesmo setor, ver todo mundo cantando o samba da sua escola, o samba do ano, é emocionante demais”.
A vida de Aieny deve ter mudanças obviamente caso vença o concurso e substitua um grande ícone como é Raíssa Oliveira. Mas a jovem passista acredita que o posto de rainha não vai tirar a essência do segmento que ela sempre vai continuar se sentindo pertencente.
“Uma coisa que eu sempre falo é que se eu virar rainha, eu vou ser uma eterna passista, porque a minha origem é ser passista, é passista. A única coisa que vai mudar é que eu não vou ter mais as pessoas ali do meu lado, vou estar sozinha, sendo a atenção do povo e sambando para o povo. Eu não vou estar na ala das passistas, mas vou ser uma eterna passistas”, completou a candidata.
A musa também revelou que ela tem como referência de samba no pé. “Eu tenho três pessoas que são as minhas referências, a Raíssa (Oliveira), a Evelyn Bastos e a Luciene Soares, rainha do Leão de Nova Iguaçu. Essas três mulheres são minha referência. Claro, a Sônia Capeta, mas esta em um patamar altíssimo, eu sou encantada por ela”.
Quando o assunto é referência de vida no carnaval, Aieny responde sem nem pestanejar. “Selminha Sorriso. Eu gosto muito do que ela faz, do trabalho que ela faz com as crianças no Instituto. Uma coisa que eu sempre falo, ela é mãe de todos ali. Então, o trabalho social que ela faz é muito importante hoje. Tenho ela como referência”.
Aieny sente também que as coisas estão melhorando para o mundo do samba, para o carnaval como um todo. “Eu acho que o carnaval já está sendo visto de uma forma que tem que ser, o carnaval já hoje tem uma propulsão importante, a gente está sendo visto, as passistas estão sendo vistas. Todos nós figuras artistas estamos sendo vistas. Isso é importante demais”.
Jogo rápido com Aieny Mendes
Time do coração: Vasco da Gama
Samba-enredo predileto: O chuveiro da Alegria ( Beija-Flor 2009)
Filme predileto: Minha mãe é uma peça
Comida favorita: Estrogonofe
Lugar inesquecível que visitou: Sapucaí
Lugar que sonha conhecer no mundo: Ilhas Maldivas
Carnaval é espaço para política?: Sim
A Portela faz na sexta-feira a final de samba-enredo mais importante da história da azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira. Será escolhida a obra que vai representar o desfile do centenário portelense. Três parcerias estão na disputa: Wanderley Monteiro, Vinicius Ferreira, Rafael Gigante, Edmar Jr, Bira e Marcelāo; Mariene de Castro, Marcelo Lepiane, Devid Gonçalves, Lico Monteiro, Leandro Thomaz e Leandro Reis; Noca da Portela, Diogo Nogueira, Ciraninho, Flavinho Bento, César Rezende, Son do Tramela e Alexandre Fernandes. * OUÇA AQUI OS SAMBAS FINALISTAS
Abaixo, você pode votar e apontar a parceria favorita. Vamos divulgar o resultado na sexta-feira antes da decisão.
O Salgueiro consagrou a parceria de Moisés Santiago, Líbero, Serginho do Porto, Celino Dias, Aldir Senna, Orlando Ambrósio, Gilmar L Silva e Marquinho Bombeiro como o samba-enredo para o Carnaval 2023. Moisés Santiago assinou a obra de 2009, o “Tambor, último título salgueirense. A final começou na noite de terça-feira e acabou depois das 5h30 desta quarta-feira. A quadra, como sempre, ficou lotada. Em 2023, o Salgueiro vai levar para a Sapucaí o enredo “Delírios de um paraíso vermelho”, desenvolvido pelo estreante na Academia, o carnavalesco Edson Pereira, que busca realizar uma valorização da liberdade de expressão mostrando que o paraíso cada um é que constrói o seu. * OUÇA AQUI O SAMBA-ENREDO CAMPEÃO
Moisés Santiago é um dos autores do samba de 2009 que deu o último título para o Salgueiro. Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
“Essa vitória é muito significante, vencer no Salgueiro é o sonho de ser campeão. Assim como o Salgueiro foi campeão em 2009 e o samba era de minha autoria, agora voltamos a vencer e eu estou muito emocionado, fica até difícil falar. Essa é a quarta vitória aqui, mas o gostinho é muito especial, é como se fosse a primeira, eu precisava disso”, disse o compositor Moisés Santiago.
“A vitória ainda não caiu na minha cabeça, eu estou pulando, chorando, mas ainda não sei a dimensão dela. Nssa parceria é todo mundo de samba há muitos e muitos anos, o Salgueiro está entre as quatro escolas que são a matriz do carnaval. Você ganhar numa escola que é a matriz é diferente, eu já venci em outras, mas aqui é outra energia. No Salgueiro é a primeira vez que escrevo e ganho, sou muito amigo do Serginho do Porto, do Moisés, já venci em outros lugares”, afirmou o compositor Aldir Senna.
Compositor campeão Aldir Senna. Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
“É uma alegria muito grande, foram muitos dias de concurso, de apreensão, chegar nesse momento é muito bom, é hora de externar toda essa emoção, é muita felicidade. Essa é minha primeira vitória no Salgueiro, eu sou oriundo da Unidos da Tijuca, já participei de quatro finais aqui e essa é a primeira vez que ganho, na Tijuca eu sou pentacampeão, mas essa vitória aqui é muito especial. Dizem que paixão é uma vez só, mas eu posso dizer que me apaixonei primeiro pela Tijuca e depois pelo Salgueiro, completou o compositor Gilmar L Silva.
Compositor campeão Gilmar L Silva. Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
“A vitória representa tudo. Depois de tantos anos, estou voltando a ganhar um samba no Salgueiro. A parte fundamental da letra para termos vencido foi o refrão: ‘Vermelha paixão salgueirense, que invade a alma, tá no sangue da gente’. Essa vitória é tudo pra mim”, garantiu o compositor e intéprete Serginho do Porto.
Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente salgueirense, André Vaz, falou da missão no segundo mandato na Academia. “O tamanho da missão é o mesmo do primeiro mandato, colocar a escola em dia, essa sempre foi a nossa tese, a nossa partida, colocar a escola sempre brigando pelo campeonato. A gente investiu em profissionais para que juntos dos que estavam aqui levar o nome do Salgueiro o mais alto possível, tanto no desfile, quanto na administração”.
O dirigente também fez promessa sobre o desfile de 2023. “Com certeza será um desfile grandioso. O projeto é muito grande, as fantasias estão lindas, luxuosas, os carros também grandes para que a gente possa levar para a avenida uma emoção, uma empolgação. O Salgueiro é uma atração que todos esperam e nós não podemos decepcionar esse público, tanto a torcida do Salgueiro quanto o público em geral do carnaval”.
Presidente André Vaz. Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
André Vaz também falou sobre o processo de escolha do samba-enredo e a pressão pela conquista do décimo título do Salgueiro. “Não existe pressão, existe a vontade de vencer, a saudade de vencer existe. O carnaval é muito disputado, o sarrafo está lá em cima, tem que inovar, investir, porque são detalhes. Uma escola campeã começa a se formar com as contas em dia, com pagamentos em dia, com fornecedores em dia, a partir consegue formar um grupo sólido, o título vai vir, consequentemente com esse trabalho ele virá. A disputa de samba-enredo no Salgueiro a gente tenta ser a mais parcial possível, bota a comunidade pra votar, temos uma equipe que vota, escutamos as pessoas. Fazemos uma análise de cada samba”.
Responsável pelo desfile do Salgueiro no Carnaval 2023, o carnavalesco Edson Pereira mostrou entusiasmo com o projeto da escola para o desfile do ano que vem. “Eu acho que para qualquer carnavalesco, qualquer artista do carnaval e do mundo do samba é muito importante alcançar, chegar numa escola como o Salgueiro. Numa proporção astronômica, para mim hoje é a realização de um sonho. O salgueirense pode esperar muito mais no conjunto das alegorias, porque chego com essa proposta. Já é uma proposta que faz parte do meu currículo. O Salgueiro é grandioso também, vamos somar o grande ao maior. E vai dar tudo certo, pois vai ser um grande carnaval e inesquecível para o Salgueiro e para mim também”.
Show do Salgueiro na final de samba. Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
O artista explicou o enredo salgueirense para 2023. “O enredo fala muito do que hoje é a nossa realidade de vida. A gente fala sobre o preconceito, sobre o que é o pensamento do certo e do errado. Acho que não existe certo ou errado, mas que existe respeito. O enredo fala muito sobre isso e pregando as possibilidades que nosso grande mestre João 30 já nos dizia, que era ter a liberdade de nos expressar. Acredito que é isso que a gente tem que olhar mais, para que assim possa entender mais o enredo do Salgueiro. O presidente tem o entendimento do que é o Salgueiro quanto potência no carnaval. O que eu faço nesse momento é somar com esse projeto grandioso que o Salgueiro vai apresentar no carnaval 2023. Estamos trabalhando com muita força e vontade. Acho que era a única pitadinha de tempero que faltava para o Salgueiro se mostrar cada vez maior”.
Carlinhos durante o show do Salgueiro. Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
Recém-chegado na Academia do Samba, o diretor musical Alemão do Cavaco contou como foi o processo de escolha do samba, inclusive, com a tradição audição com a comunidade salgueirense.
“A gente fez uma audição com os três finalistas, dando o mesmo padrão com o Emerson Dias e com o carro de som, para mostrar que não tem privilégio para ninguém. Foi para sentir como ficaria o campeão na voz do nosso cantor. É muito importante para comunidade já ouvir com o carro de som, com a assinatura da escola. Fiquei 14 anos numa outra escola (Mangueira), é claro que é um trabalho muito no início, nosso trabalho começa de fato agora, a partir da escolha, eu fiz uma leitura dos timbres, de colocação de vozes, uma adaptação pra shows, alguns arranjos pra show e gravação oficial dos três sambas finalistas ficou sob minha regência. Eu amplifiquei a bateria do Salgueiro, a quadra é muito grande, fizemos essa mudança para ter essa pressão de palco e todo mundo escutar, agora o nosso trabalho começa de fato focado na avenida. O principal é ter uma melodia de identidade, o samba é música, se fosse outra coisa a gente fazia uma redação, quando tem o DNA da escola, a pegada da escola, bateria, carro de som eu acho que isso favorece a escolha de samba”.
Alemão do Cavaco, diretor musical do Salgueiro. Foto: Luan Costa/Site CARNAVALESCO
O novo comandante da harmonia do Salgueiro é Fagney Lins. Ele conversou com o site CARNAVALESCO sobre o trabalho que pretende desenvolver para o desfile do ano que vem. “Os aprendizados que tive ao longo desses anos com o mestre Jô dá uma facilidade e tranquilidade de exercer o trabalho com perfeição. É uma escola muito boa de harmonia, onde pude aprender melhor a essência de ser um verdadeiro diretor de harmonia. Eu estou muito tranquilo com isso. A comunidade é muito preparada. Qualquer samba que eu colocar pra ela, ela canta, empolga e evolui muito bem. É adaptar a comunidade com as ideias do nosso carnavalesco. Tenho certeza que vai ser um carnaval maravilhoso. O entrosamento entre eu e o Alemão do Cavaco está muito bom. Ele é um profissional incrível e muito bem gabaritado. Tudo que vem pra somar e ajudar vale muito a pena. A gente se dá bem, nos falamos pelo olhar”.
Fagney Lins, diretor de harmonia do Salgueiro. Foto: Ingrid Marins/Site CARNAVALESCO
Quem também chegou esse ano na Academia foi o diretor de carnaval, Julinho Fonsca. Ele contou o que representa estar no Salgueiro. “Representa muito fazer parte dessa família, uma escola maravilhosa, eu já fui do Salgueiro, fiquei muitos anos como ritmista e agora volto como diretor de carnaval, pra mim está sendo maravilhoso, um mega desafio na minha vida”.
Julinho Fonseca, diretor de carnaval do Salgueiro. Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
O diretor contou como está o trabalho no barracão e revelou mudanças. “O barracão desde que nós chegamos passou por uma mudança radical, em nível de estrutura, de organização. Ele já era organizado, mas estamos colocando a nossa cara, a minha, a do Edson Pereira, estamos vindo com um carnaval muito diferente, um carnaval que o salgueirense nunca viu. Muito dinâmico e muito grande, podem esperar um mega Salgueiro na avenida, se Deus quiser. Acabamos nossos protótipos na semana retrasada, já estamos na reprodução das fantasias, estão maravilhosas, super arquitetadas pelo Edson. Os carros já estão se encaminhando, nosso cronograma está todo certinho. Dia 20 de outubro voltam nossos ensaios de quinta e no dia 10 de novembro já começam os ensaios de rua. O primordial é o canto da escola, vamos trabalhar muita coisa que aconteceu ao longo dos anos. Vamos procurar os erros e acertos, tanto em evolução quanto em harmonia, que é tudo que o jurado pede hoje. Vão ser entre 2.600 e 2.700 componentes, vamos trabalhar pesado”.
Desde 2014 juntos dançando na Academia do Samba, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Sidclei Santos e Marcella Alves, já estão se preparando visando o próximo ano. Sidclei conta que a dupla trabalha em cima das justificativas dos jurados.
“A gente procura observar as justificativas dos jurados, não só as nossas, mas de todos os casais para que a gente possa ter uma base. Até para a gente saber o que eles entenderam da dança, a gente tem que avaliar a justificativa do julgador e a análise dele final. Eu e a Marcella, minha porta-bandeira, já fizemos essa reunião alguns meses atrás, para elaborar o trabalho para o carnaval 2023”.
Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira do Salgueiro. Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
Marcella explicou também que a dupla procura não ficar muito tempo sem dançar e realizar uma rotina de treinamento. “Na verdade, a gente não para 100%. A gente separa treinamento. E precisa coloca esse treinamento em ciclos para o corpo poder responder da forma que a gente deseja. De fato, a gente vem tendo acompanhamento desde que acabou o carnaval. Tivemos apenas um mês de férias e depois voltou o acompanhamento, tanto do personal, quanto da coreografa, a nossa nutrição, equilibrando para a gente vir no sapatinho e agora com o samba cair em cima. A gente já começou um ritmo mais intenso há um mês e meio, dois meses dos nossos ensaios particulares”.
Sobre a fantasia que foi projetada pelo estreante na Academia do Samba, o carnavalesco Edson Pereira, a dupla já teve contato e ficou apaixonada pela roupa.
“Aqui no Salgueiro a gente sempre tem uma liberdade, o presidente nos dá essa liberdade para que a gente em conjunto com o carnavalesco possa elaborar a fantasia. A fantasia está linda. Eu acho que o Edson acertou também nos carros, estou muito feliz com a minha fantasia e tenho certeza que será uma fantasia apta para a gente evoluir”, conta Sidclei.
“Já vi o desenho, estou apaixonada, o Edson e a equipe mandaram muito bem. É uma fantasia legítima de Salgueiro, nem melhor , nem pior, apenas diferente. E respeitando a tradicionalidade do quesito”, revela Marcella.
Festa salgueirense
Se o Salgueiro já é conhecido pelos sábados especiais na Rua Silva de Teles com grandes apresentações de seus segmentos, em uma final de samba-enredo não poderia deixar por menos. O que se pode dizer? Foi um grande espetáculo. Passeando pelos grandes sambas antológicos. Com a apresentação da velha-guarda, baianas, e, principalmente, os passistas comandados por Carlinhos, que fizeram grandes performances, cada uma muito bem pensada e elaborada para cada temática do samba.
Carlinhos e André Vaz. Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
A elegância dos casais de porta-bandeira da Academia também chamou a atenção. Outro destaque ficou para a rainha das rainhas e nova mamãe. Viviane Arauújo mostrou que continua com muito carisma e samba no pé, sem abandonar o talento ao tocar tamborim.
Outro destaque ficou para o carro de som do Salgueiro comandado por Emerson Dias, e dirigido musicalmente por Alemão do Cavaco. Muito bem afinado, e entrosado com a Furiosa comandada pelos mestres Guilherme e Gustavo. Uma grande noite de alegria e festa em uma quadra do Salgueiro abarrotada de gente como nós velhos tempos.
Salgueiro caprichou no show da final. Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
O momento mais emocionante da noite foi a homenagem do Salgueiro para o intérprete Quinho, que esteve novamente na quadra, ainda no processo de recuperação da saúde. Ele cantou com Emerson Dias, foi ovacionado pelos presentes que gritaram o nome do cantor.
“Eu estou me sentindo maravilhosamente bem, hoje voltando a adentrar na quadra do Acadêmicos do Salgueiro, minha escola que eu amo de paixão, revendo pessoas que eu amo, pessoas que ao longo da minha vida sempre estiverem torcendo por mim, e continuam torcendo. Tenho que estar muito feliz”, disse Quinho ao CARNAVALESCO.
Emerson e Quinho na final do Salgueiro. Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
Voo solo de Emerson Dias na escola do coração
Agora, Emerson Dias comandará sozinho o carro de som do Salgueiro. Salgueirense de coração, o cantor falou sobre o momento que vive na escola. “É uma honra. Um sonho realizado meu e da minha família. Hoje estar aqui na frente da Academia do Samba, é uma consagração e responsabilidade. O Quinho é minha inspiração. Foi daí que veio minha identidade de cantar, transmitir alegria e passar isso através do meu canto. Tem um ditado que fala que ninguém é substituível, eu sou fã desse ditado. Ninguém substitui o Ayrton Senna, o Leonardo da Vinci, o Einstein. O Quinho também será insubstituível, ele é do Salgueiro para sempre. Meu grande desafio é conseguir criar essa mesma identificação de voz que ele teve com o Salgueiro. Estou indo para o meu quinto ano aqui dentro e agora vou caminhando sozinho”.
O intérprete também comentou sobre a ideia de fazer algo para lembrar de Quinho durante o desfile e a gravação do samba no álbum oficial da Liesa. “Com certeza, vou homenageá-lo. O presidente André já estipulou que o nome do carro de som é Quinho do Salgueiro. Sempre faço o grito de guerra dele, o “arrepia, pimba, pimba”. O Quinho é uma marca do Salgueiro hoje, e eu não tenho o porquê de querer apagar essa história. Muito pelo contrário, para mim ele tem a história dele, já está no hall da eternidade e se eu conseguir chegar 5% de onde ele chegou, fico feliz para caramba”.
Irmãos dominam a ‘Furiosa’
Mais um ano a frente da “Furiosa”, os irmãos Guilherme e Gustavo seguem mostrando que o entrosamento que vem de berço tem sido levado para dentro do trabalho com os ritmistas. “A minha relação com o Guilherme, apesar de nós sermos irmãos, a gente trabalha junto há muitos anos, apesar de ele ser seis anos mais velho do que eu, mas acabou que a gente começou na mesma época, e a gente viveu muito junto. Quando a gente está na bateria, ele está fazendo alguma coisa, eu já seguro para olhar, as vezes eu estou enxergando uma coisa que ele não está e vice versa. O nosso entrosamento vem de ventre da mãe mesmo”.
Furiosa, como sempre, deu show na final. Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
Mestre Guilherme também pensa da mesma maneira e conta que os dois sempre fizeram muitas coisas juntos. “A gente passou muito tempo dividindo o mesmo quarto, eu só saí de casa quando eu tinha 20 anos e fui morar sozinho. A gente passou esse tempo todo, dormindo praticamente na mesma cama e a gente toca junto desde muito novo. Essa parceria é natural, mas a gente briga a toda hora, eu penso de uma maneira e ele pensa de outra, toda hora um tem que ceder para que o trabalho saía natural”.
Viviane Araujo com os mestres de bateria do Salgueiro. Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
Sobre a pressão pela nota máxima que uma escola como o Salgueiro impõe, Guilherme acredita que essa pressão vem mais da própria dupla do que da diretoria ou componentes. “A pressão é nossa, vem da gente primeiro, antes da própria diretoria. Como a gente nasceu aqui dentro praticamente, então para gente é muito natural, a gente passou nossa infância aqui. A gente sabe da responsabilidade”.
Análise das apresentações das parcerias na final
Parceria de Pedrinho da Flor: A primeira parceria a se apresentar na grande final do Salgueiro trouxe como intérpretes principais Igor Vianna e Marquinhos Art’Samba. No aspecto visual, a torcida trouxe um bonito conjunto de balões no vermelho característico do Salgueiro, com dourado. O time de voz da parceria mostrou bastante empolgação e energia do início ao fim da apresentação. Em relação a quadra o samba teve alguns momentos de maior interação, mais para o início do canto, e outros de menor interação com o público. Destaque para o refrão principal para o forte “meu paraíso é vermelho” e para a entrada do refrão do meio “Nem vem! Sei que é de vidro esse seu telhado”.
Parceria de Moisés Santiago: A segunda parceria a se apresentar na final da Academia, tinha como vozes principais Serginho do Porto e Wantuir. No aspecto visual, a torcida trouxe bandeiras brancas, algumas com os dizeres Samba 1 , o número da parceria e Basta, fazendo referência ao trecho do samba que pede o fim da opressão, intolerância e violência. O início do samba gerou uma grande empolgação maior na quadra. Destaque para o refrão do meio “No meu sonho de rei…” com uma melodia bastante interessante e bonita, retomando os sambas antigos. A parceria sustentou bem a vibração e manteve o interesse do público.
Parceria de Marcelo Motta: A última parceria a se apresentar tinha como intérpretes Tinga e Evandro Malandro. No visual, a torcida também apostou nos balões nas cores da escola vermelho e branco com um pouco de dourado. Com a obra sendo entoada já as quatro da manhã, a quadra ainda estava cheia e mostrou uma boa interação com o samba. Na apresentação no palco, muita energia de intérpretes e compositores. Destaque para o refrão principal que fazia alusão ao personagem mitológico “Caronte”. A parte que vinha logo anterior “quem vendeu a eternidade”, que não repetia a letra totalmente, mas a estrutura, também mexeu bastante com o público.
Um mês após o parto, Viviane Araujo conseguiu um vale-night do filho, como ela mesmo disse, e compareceu à final de samba-enredo do Salgueiro, na noite de terça-feira. Apostando em look transparente, ela sambou muito à frente da bateria “Furiosa” dos mestres Gustavo e Guilherme. Como de costume, Vivi foi ovacionada pela comunidade.
Fotos: Luan Costa/Site CARNAVALESCO
Essa foi a primeira vez que Viviane saiu de casa desde que Joaquim nasceu, ela disse que esse retorno tinha que ser no Salgueiro, a casa dela. Por ser a final de samba-enredo, ela disse que não poderia ficar de fora e disse que o filho está sendo muito bem cuidado.
“Ai gente, eu estou feliz demais, minha primeira vez na rua depois do nascimento do Joaquim, e estou aqui, tinha que ser aqui na minha casa, na final do samba que é uma noite especial. Por isso também que eu estou aqui, uma noite feliz. Ele (filho) está lá em casa bem, graças a Deus, bem cuidado, então está tudo maravilhoso”, conta a mamãe.
Perguntada sobre sua relação com o Salgueiro, Vivi acredita que a história que ela construiu dentro da escola através dos vários anos a frente da bateria fizeram com que essa união se mantivesse tão forte e bonita: “Eu acho que é história, são vários anos, cria-se uma relação, um vínculo, um amor, uma cumplicidade e um respeito”, conta Viviane.
No próximo carnaval, Edson Pereira estreia como carnavalesco da vermelha e branca da Tijuca, Viviane conta que está ansiosa para conhecer sua fantasia, mas que tem certeza que virá coisa boa das mãos do artista: “Ele já falou comigo, disse que está cheio de ideias, mas eu ainda não tive tempo de conversar pessoalmente. Quer me mostrar figurino no barracão, mas tenho certeza que será tudo lindo”, pontua Vivi.
Viviane é uma rainha de bateria que mesmo não sendo cria da comunidade, caiu no gosto popular devido a sua dedicação e amor pelo Salgueiro, nos últimos anos muitas rainhas de comunidade estão ganhando espaço novamente no carnaval, para Viviane, existe espaço para todas brilharem e mostrarem seu valor.
“Acho que quem é rainha é rainha, não tem essa de ser da comunidade ou não. A Mayara Lima (Tuiuti) é rainha porque merece, Evelyn Bastos (Mangueira) é rainha, Bianca Monteiro (Portela) é rainha, como virão outras. Hoje eu estou aqui, amanhã virá outra, mas eu acho que é isso, é você ser rainha de verdade e elas estão mostrando que são”, frisa a rainha das rainhas.
Viviane impressiona a todos por conta de corpo perfeito apenas um mês o nascimento de seu primeiro filho, a rainha diz que o fato de sempre ter se cuidado e feito exercícios físicos a ajudou nesse processo, além da amamentação, que a fez perder peso, mas a mamãe diz que ainda não está com o corpo pronto para o carnaval.
“Eu já tenho um histórico de cuidar muito da saúde e do corpo, isso vem antes da minha gravidez. Isso me ajudou bastante durante a minha gravidez para que eu não ganhasse e nem perdesse muito peso. Agora eu acho que a amamentação ajuda muito, eu não voltei ainda ao meu corpo, eu emagreci porque de fato Joaquim me suga demais, mas ainda não estou com meu corpo para o carnaval”, finaliza Viviane.
Dando continuidade às entrevistas com as candidatas ao posto de rainha de bateria da Beija-Flor de Nilópolis, conversamos com Flávia Custódio, passista de 40 anos. Ela está na escola desde 1995 e hoje vive o sonho de alcançar o posto que pertenceu a Raíssa de Oliveira por 20 anos. Flávia nasceu em Nilópolis, mas atualmente mora em Realengo, se intitula dona do lar e tem em sua mãe, dona Regina, seu grande referencial de vida. A final acontece na quinta-feira.
Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
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Sua história com Beija-Flor vem antes mesmo de seu nascimento, seus avós e tios têm ligação forte com a agremiação, assim como sua mãe, que chegou na escola em 1969. Flávia diz que seu primeiro desfile foi em 1995, mas um ano antes ela conta que pisou na quadra pela primeira vez, participou dos ensaios e estava pronta para desfilar, porém, quando recebeu a fantasia viu que o peso era muito grande, ela que tinha 12 anos na época, foi convencida pelo diretor da ala a não desfilar, pois poderia passar mal.
“Eu iniciei a minha vida carnavalesca em 1995. Que foi o meu primeiro desfile. Mas a minha história com o Carnaval vem de bem antes, bem antes até mesmo de eu nascer, a minha família toda é de Carnaval. Minha mãe, o primeiro desfile dela na Beija-Flor foi 1969, esse histórico vem da minha mãe, dos meus avós, dos tios, a primeira vez que eu fui a quadra da Beija-Flor foi em 1994, eu consegui uma vaga na ala, eu ensaiei, só que quando foi pra buscar a fantasia, ela pesava mais do que eu, e aí o diretor falou que infelizmente não daria, então foi aquele banho de água fria, mas eu entendi, não teria e ele disse que eu poderia ter problema na avenida por não aguentar até o final. Permaneci, e em 1995 graças a Deus eu iniciei e tô aí até hoje. Eu tinha 12 anos”, conta Flávia.
Antes de chegar ao posto de Passista, Flávia passou pela ala das crianças, foi baianinha e ficou um longo período em ala coreografada, somente em 2019 ela estreou como passista.
“Eu iniciei como ala crianças, no ano seguinte eu fui pra Baianinha, fiquei até o carnaval de 2000 não, aí em 2001 eu ingressei na ala coreografada da Valéria Brito. Lá eu fiquei até 2018. Aí para o carnaval de 2019 eu fui fazer o teste pra ala de Passistas e onde eu me encontro no momento”, diz Flávia.
Muitos foram os desfiles inesquecíveis para Flávia, mas ela destaca que o primeiro ficou marcado em sua memória, mesmo que não tenha muitas fotos, ela diz que foi especial e se recorda de ficar admirando a queima de fogos e de estar muito emocionada por estar participando daquele momento.
“O meu primeiro ano com certeza. Eu tenho várias recordações, mas a minha maior recordação é que eu só sabia chorar, era tanta gente e aquela coisa linda, antigamente a fogos duravam muito tempo, então você ficava assim ali sem entender, vamos chorar porque isso aqui é muito bom, é gostoso de viver eu não consigo esquecer, e eu sempre gosto de de detalhar assim as minhas fantasia, quase não tenho foto, mas tenho tudo na memória, cada ano. Mas o meu primeiro ano foi inesquecível”, conta a passista.
Flávia diz que sempre teve o sonho de ser passista, mas que o tempo foi passando e ela achava que não seria mais possível, porém, a escola sempre a incentivou e abriu portas para que esse sonho se concretizasse, ela resolveu fazer o teste, passou e ama estar em todos os ensaios e sentir a comunidade.
“É o que eu já disse em outras entrevistas, não foi sempre que eu tive esse sonho, mas chegou um determinado momento da minha vida eu acho, eu comecei a botar esses sonhos pra trás, não, não dá mais pra mim, a idade já chegou, e sempre a minha escola abrindo portas, me encorajou, porque não? Vai lá tentar, por que não? E sempre que eu tentei eu obtive êxito, então eu estou muito com tudo. Eu sou muito feliz com a minha escola, eu sou feliz em ser passista, eu amo fazer aquilo ali, de estar toda quinta-feira ali. Eu adoro”, frisou a candidata.
Substituir Raíssa de Oliveira não vai ser tarefa fácil, afinal, a rainha marcou toda uma geração ao longo desses 20 anos de reinado, Flávia conta que ao fazer a inscrição para concorrer ao posto, sentiu medo, mas que ao olhar para dentro da comunidade viu que é possível, afinal, o mais importante para ser rainha ela tem: que é o amor pelo pavilhão.
“Iinicialmente, o meu sentimento no ato que eu fui pra me inscrever foi de medo. Medo por conta de não saber como lidar, de não saber como caminhar, dar mais um passo, mas eu olhei a comunidade, porque eu cresci no meio disso, no meio da velha guarda, da baiana, da tiazinha que cuida do banheiro, da que cuida da cozinha. Não está sendo uma dificuldade, mas lógico que é uma grande responsabilidade porque Raíssa é eterna. Não é ocupar o espaço dela, substituir uma menina que se tornou mulher e que fez com que a gente acreditasse nos nossos sonhos, que é capaz conseguir, é uma honra, uma grande responsabilidade, mas é uma honra e eu sinto que é o meu momento”, conta a candidata.
Para Flávia, nada mudará caso ela vença o concurso, ela hoje enxerga a escola como uma só, onde todos os segmentos têm suas responsabilidades, enquanto muitos tem o carnaval apenas como lazer, a passista diz que leva como se fosse um trabalho e que vai continuar se dedicando de corpo e alma.
“Acredito que dentro da minha vida pessoal não vai mudar nada. E dentro da escola eu acredito que também pra mim não vai mudar muito porque eu sempre vivi com aquilo ali com responsabilidade. Por mais que as pessoas vejam o Carnaval como o seu momento de lazer, o seu momento de distração, mas também é um momento de responsabilidade. Pra mim eu levo como se fosse um trabalho. Eu não vou saber diferenciar muito assim não, ser passista, baianinha ou ser rainha tem seus pesos, mas a responsabilidade é a mesma porque é uma escola só, quando a gente tem amor pelo que a gente faz, o cargo meio que indifere um pouco”, conta.
Ao ser perguntada sobre suas referências dentro do carnaval, Flávia prontamente cita o nome de Raíssa, ela conta que viu a rainha chegar ao posto, em 2003 e acompanhou seu crescimento e amadurecimento dentro da escola, ela diz também que respeita as musas de outras agremiações, mas que dentro de Nilópolis tem muita gente boa e cita também, Sônia Capeta, Neide Tamborim e Aline.
“Sem discussão, né? Raíssa. Porque que história, que legado, que caminho lindo, porque eu vi ela chegar muito menina, se tornar mulher aos olhos do público e a cada ano crescendo, agregando e somando a escola. Ela é uma coisa que me emociona de falar. Ela como muitas outras, eu gosto de falar de dentro do meu quintal. Respeitando todas, mas dentro do meu quintal tem muitas referências. Tem Sônia Capeta, tem a Neide Tamborim maravilhosa, tem a Aline. Então essas são as minhas referências”, diz Flávia.
Flávia finaliza defendendo que dentro do carnaval ocorra mais harmonia entre as escolas, que carnaval não é espaço para briga, mas sim para disputa saudável: “acho que tá faltando um pouquinho mais de harmonia entre as escolas, um pouquinho mais. Vamos sim disputar, mas nós não vamos guerrear”, finaliza Flávia.
Jogo rápido com Flávia Custódio:
Time do coração: Flamengo
Samba-enredo predileto: “A Saga de Agotime, Maria Mineira Naê” (Beija-Flor, 2001)
Filme predileto: “A Órfã”
Comida favorita: Churrasco
Lugar inesquecível que visitou: Brasília (foi com a Beija-Flor durante o enredo de 2010)
Lugar que desejaria visitar: África
Carnaval é espaço para política: Sim