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Encontro de baterias leva sambistas para Caxias e enobrece o quesito

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A Grande Rio realizou em sua quadra, na noite de sábado e que só terminou na manhã de domingo, o primeiro encontro de baterias das escolas de samba. A festa, que recebeu o nome de Guardiões da Favela, estava lotada de um público empolgado e contou com a participação de 14 escolas convidadas mais a dona da casa. Um encontro para celebrar o quesito de baterias. Foi assim que mestre Fafá tratou o evento que contou com a participação das 12 escolas do Grupo Especial, mais a União da Ilha do Governador, da Série Ouro, e ainda duas escolas de São Paulo: Mocidade Alegre e Mancha Verde. As escolas se revezaram em quase 12h de festa, que nem o avançar da hora tirou a alegria de quem estava lá para ver a escola que admira e prestigiar as demais. Haviam sambistas locais e também muita gente que veio em caravana de outros estados para sambar em Caxias. * VEJA AQUI GALERIA DE FOTOS DO EVENTO

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Fotos de Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

O anfitrião da festa, o mestre de bateria da Grande Rio, Fafá, contou que a ideia do evento partiu de um livro, que relatava a tradição do passado de se promover encontro de ritmistas. Estima-se que essa tradição acontecia a cerca de 60 anos atrás e, que ontem, começou a ser resgatada.

“A ideia surgiu junto com um irmão daqui, que é o Mozart da Lua, nosso diretor social, a partir de um livro que eu estava lendo. E eu falei que tinha vontade de fazer um evento de baterias, que não fosse competição. Queria que fosse uma confraternização entre os ritmistas. E ele embarcou comigo no projeto. E, felizmente, fomos prontamente atendidos pelas co-irmãs”, contou Fafá.

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A organização do evento por parte da Grande Rio, cuidou de detalhes para que as baterias se destacassem. Por isso, foram montados dois palcos, mais à frente em relação ao palco principal. Um de cada lado. Assim, os ritmistas tomaram certo protagonismo e se apresentam praticamente no meio do público. O clima de tradição resgatada também esteve presente nos nomes que cada palco recebeu e antigos mestres, que passaram pela tricolor de Caxias, foram homenageados. O palco principal, onde a bateria se apresenta sob a regência de Fafá, recebeu o nome de Du Gás. E os palcos laterais, Odilon e Maurício, grandes nomes da escola.

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O sucesso da festa e o abraço do público também passou pelo nome escolhido. Guardiões da Favela foi ideia conjunta entre Fafá e Da Lua, segundo o mestre. Que faz uma referência tanto ao consagrado samba para Exú, em 2022, quanto aos tantos ritmistas que moram nas comunidades do Rio.

Apresentações levantaram o público

Mesmo sendo um encontro de baterias com seus cantores, as escolas levaram segmentos para as apresentações, o que levou os presentes a interagirem ainda mais. A Grande Rio se apresentou duas vezes. A primeira para abrir o evento e dar as boas-vindas à Tijuca, primeira a se apresentar. E a segunda vez, após a apresentação da Mangueira, foi para levantar o povo com seus quesitos e sua badalada comissão de frente, que contou com a participação de Demerson D’Alvaro, o ator que interpretou Exú no desfile deste ano e, como sempre, arrancou aplausos e muitos gritos eufóricos do público.

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Quem também movimentou o palco Du Gás, durante a apresentação da tricolor, foi a rainha Paola Oliveira. A majestade da Invocada sambou, atendeu aos pedidos de fotos e interagiu bastante com os passistas. No final, uma merecida homenagem ao mestre Fafá, que desde que assumiu o posto, não sabe o que é perder um décimo.

E assim, as escolas foram se revezando durante a madrugada. Quando uma terminava sua apresentação, o cantor anunciava a outra. Não havia espaço para clima de competição, mas tiveram duas escolas que não perderam a viajem. Se era pra vir de São Paulo até Duque de Caxias, Mocidade Alegre e Mancha Verde não passariam discretas.

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Segmentos, com direito a baianas e carro de som completos, as escolas paulistanas deram um show e provaram que vale a pena pegar a Dutra para curtir um evento em suas quadras. A Morada do Samba, muito bem vestida, fez uma apresentação de fazer o público secar o suor depois de tanto sambar. Enquanto a Mancha, trouxe fantasias de desfiles em uma exibição digna da atual campeã de São Paulo.

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O sol já raiava, às 5h30, quando a Portela iniciou a sua apresentação. Depois, sobre raios cada vez mais fortes, Mocidade Independente e Viradouro subiram aos palcos. No fim, parecia meio-dia, mas ainda eram 8h da manhã, quando a Beija-flor encerrou em grande estilo e com bastante gente na quadra.

Força do evento prova qualidade do quesito

Nos dois últimos desfiles foram apenas duas notas 9,8 e uma 9,7, para baterias que não foram pra mesma escola. Prova de um quesito se fortalece a cada ano. Bateria, quesito tão aguardado pelo público leigo, agora conquista os ouvidos também dos técnicos. Para Fafá, o nível alto é resultado de um trabalho em conjunto, uma vez que, com baterias de alto nível, o carnaval só tem ganhar.

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“Temos muitas baterias boas. Hoje, é muito difícil você tirar algum ponto de alguma já que os mestres estão fazendo trabalhos belíssimos, cada uma com suas características. A galera começou a fazer um trabalho muito técnico e, isso tá se repercutindo na avenida. Nós, mestres, conversamos muito, sobre a questão do som, retorno, e outras questões. Então, é um trabalho em conjunto de todo mundo e vem dando dando. Espero que todos continuem tirando nota máxima. Quanto mais a gente melhora, só engrandece o carnaval”, contou o mestre da Grande Rio, em tom comemorativo.

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A tendência agora, é que em 2023 o nível seja ainda melhor, uma vez que os eventos e ensaios, parados por conta da pandemia voltaram a ser como antes ou até mais frequentes, em busca de excelência, tão importante em um quesito equilibrado.

A questão do evento da última noite é que ele precisa acontecer todos anos, pelo bem da Grande Rio, do carnaval e do público. Guardiões da Favela, deve destacar cada vez mais as baterias, muito além de palcos exclusivos, para que todo o público conheça e entenda a batida e as raízes de cada escola. Tendo como base o primeiro evento, a tricolor de Caxias já pode projetar a segunda edição. Todo mundo agradece.

Veja alguns vídeos:

Galeria de fotos: festa ‘Guardiões da Favela’ na Grande Rio

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O céu de Madureira é mais bonito! Saiba como foi a gravação do samba-enredo da Portela para o Carnaval 2023

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No próximo carnaval a Portela falará do seu centenário, através do enredo “O azul que vem do infinito”, do casal de carnavalescos Márcia e Renato Lage. A grandiosa história da Azul e Branca de Oswaldo Cruz e Madureira será retratada na avenida com um samba de autoria de Wanderley Monteiro, Vinicius Ferreira, Rafael Gigante, Edmar Jr, Bira e Marcelão. O site CARNAVALESCO esteve presente na gravação da faixa e conta alguns bastidores.

Marca registrada da Portela, o intérprete Gilsinho foi considerado por muitos o responsável por elevar o samba da escola no último carnaval, na gravação e também na avenida seu desempenho foi extremamente elogiado. Gilsinho falou sobre a preparação para gravar a faixa que irá embalar o centenário da águia altaneira.

“Sempre tem uma preparação especial, a gente bebe bastante água, já vem sabendo o samba, já com todas as modificações e grava tudo com calma pra não ter erro, para não ter nenhum tipo de transtorno no decorrer da gravação. Na hora da gravação usa mais a técnica e deixa a emoção mais pra avenida, mais pra pro ao vivo. Nada de demorar na hora da gravação é usar só a técnica mesmo, deixar a emoção totalmente pro ao vivo mesmo, pra avenida”, disse Gilsinho.

Sobre as modificações ocorridas no samba, o cantor pontuou que foi uma decisão da diretoria e que serviram para enquadrar o samba ao enredo, ele aproveitou para dizer a parte que mais gosta na obra.

“As modificações partiram da diretoria, foram questões técnicas, mais questões do sobre o enredo mesmo do que sobre o samba. O samba é muito certinho, muito correto, tinham essas modificações pra fazer, mas são coisas que diz respeito ao enredo mesmo. A parte final é muito bonita, né? Ser Portela é tanto mais que nem cabe explicação, basta ver os baluartes pra chorar de Emoção. A parte mais legal do samba é essa, acho até que vai levantar mais ainda a galera”, pontuou Gilsinho.

O vice-presidente da Portela, Junior Escafura comentou sobre a gravação, disse confiar muito em Gilsinho e na bateria do mestre Nilo Sérgio, ele ainda falou sobre as mudanças ocorridas no samba.

“Na verdade, acho que o Gilsinho já tá dentro do samba, a bateria também, era o samba da preferência do segmento da escola, do Gilsinho, da bateria. Acho que tá todo mundo já bem afiado pra fazer uma grande gravação. Nós fizemos algumas mudanças, mas foi uma questão para o entendimento melhor do enredo. Só por isso só”, disse Escafura.

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Escafura prometeu uma grande gravação, a altura do que a Portela merece, ele ainda comentou e sobre a dosagem entre a emoção e técnica na hora de gravar a faixa.

“Na Portela é sempre difícil conter emoção. É emoção o tempo inteiro, mas o Gilsinho especificamente tem que se concentrar muito pra fazer uma grande gravação e ele é um cantor que grava muito bem. É muito afinado. Então ele é muito concentrado pra isso. E a emoção flui realmente mais na quadra com a comunidade e principalmente na Sapucaí”, finalizou Escafura.

Mestre Nilo promete reviver desenhos antigos na Tabajara do Samba

Mestre de bateria da Portela há muitos carnavais, Nilo Sérgio falou ao CARNAVALESCO sobre o que ele preparou de especial para agravação da faixa oficial da escola, segundo o mestre, desenhos antigos na terceira e nos tamborins estarão presentes, ele acredita que quem conhece um pouco o estilo da Portela irá identificar esses desenhos. Ele também falou qual o andamento colocou na Tabajara do Samba para a gravação.

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“A gravação está 142 BPM. No desenho de tamborim são os desenhos antigos da Portela e também tem coisa nova, estamos ensaiados e vamos colocar em prática, colocamos desenhos antigos pra poder dar ênfase no centenário, tem muita história aí. Fizemos algumas bossas para a gravação, tem uma bossa pro Madureira sobe o pelo, tem um negócio ali das terceiras, a gente tentando botar as terceiras antiga da Portela, fizemos uma um negócio junto com o tamborim e quem escutar, quem conhece a Portela um pouco no passado vai identificar a terceira da Portel. Os tamborins também, é isso que nós tentamos, na verdade estamos trazendo o máximo dos cem anos da Portela para dentro dessa gravação”, disse Nilo Sérgio.

Alceu Maia, um dos responsáveis pela produção da faixa, falou ao CARNAVALESCO, sobre a gravação da Portela, ele elogiou bastante o enredo, disse que a gravação é bem tradicional e que serão feitas algumas homenagens.

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“Samba é sempre samba, não tem muito mistério. Esse samba da Portela tem uma característica mais tradicional, é Portela falando dela, da sua velha-guarda e personalidades, um deles é o Osmar do Cavaco e vamos fazer uma homenagem a ele, o cavaquinho dele é algo muito singular, um cavaquinho velha-guarda, então vamos começar com dois cavaquinhos tocando nessa onda, durante o samba vai rolar o samba nessa levada. O enredo ajuda muito, o samba é a cara da Portela e o Nilo foi bem sagaz em tudo que se propôs”, disse Alceu.

Em 2023 a Portela será a segunda escola a desfilar na segunda noite de desfiles do
Grupo Especial.

Vermelha, paixão Salgueirense! Saiba como foi a gravação do samba-enredo do Salgueiro para o Carnaval 2023

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“No toque sublime de amor, o profeta pintou o paraíso, intenso vermelho que tinge a emoção, tá no meu coração Salgueiro”. Os primeiros versos da cabeça do hino do Salgueiro para o próximo carnaval dão um apanhado da intenção do enredo de valorizar a liberdade de expressão e de enaltecer o carnaval e o samba como grandes referências do imaginário do sambista como ideal de paraíso. O enredo “Delírios de um paraíso vermelho”, desenvolvido pelo estreante na Academia do Samba, o carnavalesco Edson Pereira, pretende mostrar que o paraíso é cada um que constrói o seu. Como o artista mesmo disse em entrevista na final do concurso de samba-enredo da agremiação o objetivo é retirar alguns preconceitos presentes no pensamento do certo e do errado. A partir do respeito, valorizar a liberdade de se expressar.

Por mais um ano à frente da Furiosa, os irmãos Guilherme e Gustavo, tiveram pouco tempo de descanso em relação à final e a semana de gravação. Mas garantiram uma grande apresentação dos ritmistas na faixa da Vermelha e Branca. Mestre Guilherme explicou o que foi preparado para a gravação.

“A gente preparou uma bossa nova, só que como o samba foi escolhido há poucos dias, feriado, não deu tempo de preparar muita coisa, mas a gente sentou, conversou, já tinha algumas coisas em mente que a gente acaba adaptando, mas vamos colocar e ficará boa a gravação, vai ter surpresa aí” , promete Guilherme.

Já o mestre Gustavo falou sobre o trabalho desenvolvido com os ritmistas para que a bateria chegue muito forte para o desfile do próximo carnaval.

“Esse ano a gente resolver diminuir um pouco a bateria, não abrimos vagas, quem teve que sair por conta de trabalho, ou por outros motivos, a gente não abriu vaga. A galera saiu, a gente deixou, e diminuímos a bateria. A gente está 100% com a bateria que desfilamos no carnaval passado. Começamos os ensaios no início de agosto, e a galera já tem um entrosamento muito grande. A gente também está fazendo o trabalho de pegar a galera da mirim. Fizemos um trabalho muito forte de renovação da ala de tarol, com a galera prata da casa mesmo. Os ensaios acontecem toda a quinta e galera tem comparecido desde antes da escolha do samba”, conta mestre Gustavo.

Com o desafio de comandar o microfone oficial do Salgueiro sozinho em 2023 devido aos problemas de saúde de Quinho, Emerson Dias revelou como foi a preparação para gravar a voz oficial no samba da Academia.

“Eu faço uma preparação especial, faço um trabalho de fono com a Bianca Paes, e a gente deixa a voz aquecida, hoje tradicionalmente a nebulização, o tubo, muito exercício vocal e muito sono, dormi bastante para poder deixar tudo bem tranquilo para poder botar a voz bem”, revela Emerson.

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Intérprete Emerson Dias, do Salgueiro. Fotos: Lucas Santos/Site CARNAVALESCO

O samba tem a autoria de Moisés Santiago, Líbero, Serginho do Porto, Celino Dias, Aldir Senna, Orlando Ambrósio, Gilmar L Silva e Marquinho Bombeiro. O intérprete Emerson Dias também comentou o desafio de equalizar emoção e técnica em uma faixa que representa o samba da escola não só para a torcida vermelha e branca, mas para um público que nem sempre acompanha o carnaval o ano inteiro.

“Eu acho que tem que ter os dois (técnica e emoção). No meu caso são os dois juntos. Quando a gente consegue alinhar essas duas questões, a equalização fica perfeita”, acredita o cantor.

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O arranjador da faixa, o maestro Jorge Cardoso explicou como desenvolveu o trabalho para a obra que vai embalar o carnaval do Salgueiro em 2023.

“O samba do Salgueiro é um samba de fácil condução, nele vão ser utilizados os instrumentos normais e tradicionais da escola, não vai ter nenhum instrumento especial para o arranjo, até porque é um samba fluído, ele deixa tocar, ele leva, um samba de fácil execução. Quando um samba é muito redondo, muito certo, é um samba que a gente não precisa exagerar em nada, não precisar colocar muitos comentários no arranjo, você tem que deixar o samba fluir. Eu acho que com esse samba o Salgueiro vai impor a marca, o jeito dele de desfilar. Está muito a cara da escola, a letra, tem muito a ver com a história deles, eu acho que vai ter um bom resultado na Avenida”, espera Jorge Cardoso.

Diretor musical Alemão do Cavaco fala sobre ajustes na obra

Estreante na academia para o trabalho do carnaval 2023, o diretor musical Alemão do Cavaco, também presente na gravação da escola, explicou sobre algumas pequenas mudanças que a escola fez no samba em relação a letra e melodia.

“Eu não votei na disputa do Salgueiro e eu não escolhi o samba. A diretoria escolheu o samba e deu na minha mão para que fossem feitos alguns ajustes. Foram uns pequenos ajustes, sempre pensando no melhor para a escola, na condição de você desfilar em seu máximo, adequando ao DNA, a cara da bateria, andamento, sempre me preocupo muito em relação a isso. Esses ajustes melhoraram alguma coisas e para que pudéssemos atingir o máximo de tudo, de melodia, de letra, tudo no contexto do enredo, a gente está bem feliz com o resultado. Ficou bem funcional para a gente”, entende o profissional.

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Alemão do Cavaco, diretor musical do Salgueiro

Alemão explicou que para a faixa, o arranjo é mais comercial, de estúdio, que facilita o entendimento de letra e melodia da obra. Para o desfile, a escola vai preparar outros artifícios e vai dar a roupagem mais adequada ao trabalho de Sapucaí.

“Como o disco é um disco padrão, os mestres fizeram algumas assinaturas de bossas, e coisas em cima disso. O arranjo é um arranjo da Liesa, não é o meu arranjo, é o arranjo do Jorge Cardoso, ficou um arranjo comercial, bacana, porque é um produto comercial que vai para a rua. O outro produto é o arranjo que eu vou fazer para a Avenida, é um outro impacto, são as surpresas, impacto com bateria, um arranjo de show que é totalmente diferente de disco”, esclarece Alemão.

Em 2023, o Salgueiro será a quinta escola a pisar na Sapucaí na primeira noite de desfiles do Grupo Especial.

Lucas Donato e Rafael Tinguinha cantam o samba da Lins Imperial para o Carnaval 2023

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Compositores: Paulo César Feital, Cláudio Russo, Pezão, Naldo, Kiko Vargues, Genésio, Jefferson de Oliveira, Samuel Gasman e Matheus Pranto
Intérpretes: Lucas Donato e Rafael Tinguinha

Sua pessoa encarnou um Zé Pelintra
Deus pintou a preta tinta
Neste corpo brasileiro
João criança via três moleques guias
Protetores da vadia alma desse quizumbeiro
Felicidade nunca esteve no seu mapa
Se tornou a lei da Lapa
Respeitado arruaceiro
Bicha malandro, com seu fio de navalha
Orixá da sua laia e das moças do puteiro

Rabo de arraia, Meia-Lua: Ninguém derruba essa patente!
João Satã, senhor das ruas, do balacochê caliente
Era Josephine Baker, sem pudor e sem censura
Lá na Praça Tiradentes, enfrentava o cana dura

Dizia ele que apesar de ser tinhoso
No amor tão carinhoso
Também tinha mãos de lã
Era um deboche para todo desacato
Deu-lhe o nome um delegado
Salve Madame Satã!
Foi valentão e bom de briga
O rei da ginga, anjo das rebeliões
Este Brasil não pode mais silenciar
Quem nasceu para enfrentar
O furor das multidões!
A sua vida foi um palco de teatro
Negro drama do asfalto
Flor que ensina a resistir
Ó, entidade, de bonecas e mendigos
Renegados e vadios, baixe na sapucaí!

É a Lins Imperial, é um samba-manifesto!
Muito mais que carnaval, arte em forma de protesto!
Meu malandro bambamba, preconceito aqui não rola!
Não se brinca com Satã!
Mojubá a minha escola!

Personagens do carnaval ressaltam importância do programa ‘Seleção do Samba’

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O carnaval de 2023 já começou há bastante tempo, e o ‘Seleção do Samba’, chega neste sábado, 12 de novembro, para provar. Agora, sob comando de Milton Cunha no Rio de Janeiro e em São Paulo, o programa conta a história de personagens ligados à agremiação, entrevista carnavalescos, e apresenta numa roda de samba os sambas finalistas, ou só vencedores, no caso da capital paulista, que teve todos os sambas definidos com antecedência.

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Fotos: Divulgação/TV Globo

“Eu estou adorando apresentar e costurar todas essas cenas, carnavalesco falando e chama compositor, chama personagem. É uma loucura. É um vai e vem enorme, mas é a coroação da minha carreira, do meu esforço de comentarista quando a TV Globo me convida pra apresentar esse programa. Estou muito feliz e empenhado ao máximo de passar essa minha admiração pelos artistas do samba para o público”, festeja Milton.

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Gera, integrante do carro de som da Vila Isabel

Neste sábado, o público vai acompanhar as histórias e sambas da Vila Isabel, Paraíso do Tuiuti, Salgueiro e Portela. Pela Vila, o intérprete Gera, o ex-diretor de Harmonia Alair dos Santos, e diretora do departamento cultural Nathalia Sarro dão seus depoimentos sobre a escola.

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Jorge Honorato, presidente de honra do Tuiuti

Na Paraíso do Tuiuti, Mayara Lima, nova rainha de bateria, teve sua coroação acompanhada pelo programa, que também homenageia Jorge Honorato, presidente de honra e da Velha Guarda, e o intérprete Hudson Luiz.

“A emoção de estar à frente de uma bateria é única, a minha coroação foi a realização de um sonho. Estou muito feliz e muito realizada, feliz em poder ser uma representante de comunidade”, lembra ela.

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Nathalia Sarro, diretora do departamento cultural da Vila Isabel

Em seguida, pelo Salgueiro, João Vitor, diretor de bateria, Tia Glorinha, que comanda a ala das baianas, e Nilda Salgueiro, presidente da ala dos compositores, falam de sua relação visceral com a escola. E na centenária Portela, os personagens ouvidos são o intérprete Rafael Faustino, Nilce Fran, diretora artística, e o baluarte Jerônymo da Portela.

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Nilce Fran, diretora artística e da ala de passistas da Portela

Álbum com sambas-enredo do Grupo Especial do Rio chega ao streaming a partir de sábado

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Historicamente procurado nas prateleiras das lojas nesta época do ano, o álbum com os sambas-enredo do próximo Carnaval do Rio de Janeiro começará a ser disponibilizado nas plataformas de streaming a partir de sábado, 12. Pelo segundo ano consecutivo, as obras escolhidas para embalar os desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí poderão ser encontradas, de maneira oficial, no Spotify, Deezer e outros serviços de música — além das vendas em versão CD físico, para colecionadores, a partir de dezembro.

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Capa do álbum de 2023. Foto de Ricardo Almeida

Assim como na temporada passada, a liberação das faixas do álbum será feita semanalmente, em conjunto com a exibição do programa “Seleção do Samba”, da TV Globo, que estreia no sábado. Com isso, as primeiras escolas a terem as gravações oficiais de seus sambas disponíveis na internet serão Paraíso do Tuiuti, Vila Isabel, Salgueiro e Portela, que estrelam a edição de estreia da atração. Ela conta como cada agremiação escolheu os versos que levará para a Avenida.

Já na manhã de sexta-feira, 11, usuários das plataformas de música poderão realizar o “pré-save” do álbum. Nos próximos sábados, sempre após o programa “Altas Horas”, será possível ver a festa das outras comunidades na TV e ouvir o que resultou delas na internet.

O segundo programa, no dia 19, trará os bastidores e os sambas de Império Serrano, Viradouro, Imperatriz e Mangueira. Já no dia 26 será a vez de Unidos da Tijuca, Mocidade, Grande Rio e Beija-Flor.

Destaque para intérpretes e grandes estrelas

A produção do álbum foi feita pelo consagrado instrumentista Alceu Maia, um dos maiores cavaquinistas do país atuante em produções de centenas de artistas brasileiros. Na Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), a coordenação da produção ficou sob responsabilidade de Hélio Motta, vice-presidente da entidade.

As gravações aconteceram no estúdio da Companhia dos Técnicos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Ao longo do mês de outubro, os trabalhos contaram com a participação de um time pesado de músicos, técnicos, produtores e arranjadores. O tratamento final exalta a maneira como os intérpretes de cada escola entoam as composições.

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Contracapa do álbum de 2023. Foto de Eduardo Hollanda

“Fizemos um disco de estúdio, mais limpo, para apresentar os sambas a quem não conhece ainda. É o nosso cartão de visitas diante de ouvintes no mundo inteiro, sem deixar de focar também no público que mais consome o espetáculo, apaixonado pela festa e que a acompanha o ano todo”, diz Motta.

A produção do álbum também garantiu destaque para grandes estrelas e imagens icônicas do espetáculo, eternizadas na capa e na contracapa do CD.

É o caso do ator e modelo Demerson D’Alvaro, da Grande Rio, que interpretou o orixá Exu na comissão de frente da escola campeã do Carnaval passado. Ele aparece na foto da capa, ladeado pelas cores de todas as agremiações — nova forma de representá-la nesse espaço, geralmente dedicado exclusivamente à vitoriosa da temporada anterior. Selminha Sorriso, porta-bandeira da atual vice-campeã Beija-Flor, estampa o verso.

Liga-RJ divulga calendário dos ensaios técnicos da Série Ouro no Sambódromo para o Carnaval 2023

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A Liga-RJ apresentou o calendário dos ensaios técnicos da Série Ouro para o Carnaval 2023. Os treinos na Marquês de Sapucaí vão começar no dia 14 de janeiro. Confira abaixo o calendário completo.

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14/01/2023 (Sábado)
20h- Lins Imperial
21h- Estácio de Sá
22h- Inocentes de Belford Roxo

21/01/2023 (sábado)
19h30- Arranco
20h30- Unidos da Ponte
21h30- Bangu
22h30- União da Ilha

28/01/2023 (sábado)
19h30- União de Jacarepaguá
20h30- Acadêmicos de Vigário Geral
21h30- Unidos de Padre Miguel
22h30- Porto da Pedra

04/02/2023 (sábado)
19h30- Em Cima da Hora
20h30- Império da Tijuca
21h30- Acadêmicos de Niterói
22h30- São Clemente

Cria da comunidade! Imperatriz Leopoldinense anuncia rainha da bateria

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A Imperatriz Leopoldinense anunciou na madrugada desta sexta-feira o nome da nova rainha de bateria. Maria Mariá, cria da comunidade e integrante da ala de passistas, assume o posto que era ocupado pela cantora Iza até o Carnaval 2022. Moradora do Complexo do Alemão desde seu nascimento, ela fez parte da ala mirim da escola e, até o último carnaval, era da ala de passistas. A nova rainha é estudante e cursa comunicação social na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

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Fotos: Divulgação/Imperatriz

“A alegria de ser uma mulher preta, favelada, atleta, universitária de uma faculdade federal e do CPX carrega a gana e a vontade de representar tudo que a escola merece”, afirma Mariá, que também é faixa preta de taekwondo.

Maria Mariá recebeu a notícia da escolha através da presidente da Imperatriz, Cátia Drumond, que promoveu um encontro surpresa no barracão da escola, na Cidade do Samba. Ovacionada pelas colegas da ala de passistas, ritmistas e demais segmentos, Mariá reinará a frente da “Swing da Leopoldina”, do Mestre Lolo, em 2023.

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“A nossa gestão acredita que uma das principais figuras femininas de uma escola de samba, como a rainha, deve ter uma relação com a instituição, ritmistas e, principalmente com a comunidade, acalorada. Por isso, nossa escolha. Que seja um belo reinado para a nossa Maria Mariá e que ela seja vista como referência para tantas jovens das nossas favelas”, diz a presidente.

Escorpiana, vascaína e lepoldinense, Mariá Mariá será coroada na quadra da escola, mas a data do evento ainda não foi confirmada.

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Confira abaixo a publicação da escola.

“Rainha se faz em casa.

Com vocês, Maria Mariá! Cria de Ramos, do CPX e da Imperatriz Leopoldinense.

Nesta noite – com muita surpresa e festa – coroamos quem reinará a frente da Swing da Leopoldina.

Alô, Swing da Leopoldina, a festa está liberada!”

Em 2023, a Imperatriz Leopoldinense será a quarta agremiação a desfilar na segunda-feira de Carnaval, no dia 20 de fevereiro, com o enredo “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida”, do carnavalesco Leandro Vieira.

O tema se inspira em cordéis populares, como “A chegada de Lampião no inferno”, “O grande debate que teve Lampião com São Pedro” e “A chegada de Lampião no céu”, que se debruça nas hipóteses da literatura de cordel sobre o que teria acontecido com a alma do cangaceiro após sua morte, em 28 de julho de 1938.

’Seleção do Samba’: Escolas do Rio voltam à TV três meses antes do Carnaval 2023

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Começa neste sábado, 12, na TV Globo, a nova edição do “Seleção do Samba”, programa de alcance nacional que mostra os primeiros bastidores do Carnaval das escolas de samba. Comandada por Milton Cunha, a atração fez sucesso no ano passado e, agora, volta para revelar ao público quais foram os sambas-enredo escolhidos pelas agremiações do Grupo Especial carioca para os desfiles de fevereiro.

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Foto: Sergio Bittencourt/Divulgação

Para a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), a exibição da iniciativa, sob produção da Endemol, é uma oportunidade de antecipar em três meses a veiculação de conteúdos sobre o espetáculo na TV aberta. Serão três edições ao todo: a estreia do dia 12 e, depois, as dos dias 19 e 26, com exibições sempre após o “Altas Horas”.

A cada programa, quatro escolas de samba vão aparecer escolhendo os versos que vão embalar suas passagens pela Marquês de Sapucaí em 2023. No primeiro, abrem os trabalhos Paraíso do Tuiuti, Vila Isabel, Salgueiro e Portela. No segundo, será a vez de Império Serrano, Viradouro, Imperatriz e Mangueira. Por último, ganharão espaço Unidos da Tijuca, Mocidade, Grande Rio e Beija-Flor.

Os conteúdos foram gravados nas quadras das escolas ao longo do mês de outubro, quando foram realizadas as finais de samba num calendário unificado. Abertos ao público, os eventos reuniram milhares de foliões e dezenas de estrelas que vão encantar o público do Sambódromo em breve.

O Departamento de Marketing da Liesa, liderado pelo empresário Gabriel David, participou da elaboração do formato e atuou para facilitar as gravações junto às escolas. Além de mostrarem de que maneira seus sambas foram escolhidos, elas vão exibir detalhes de seus enredos e figuras marcantes de suas comunidades. Em dezembro, o mesmo acontecerá com a elite do Carnaval de São Paulo.