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Sandro Avelar diz que enredo do Império Serrano é popular e vai comover o público no objetivo da escola seguir no Grupo Especial

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O desfile de 2023 marca a volta do Império Serrano ao Grupo Especial do Rio de Janeiro. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente Sandro Avelar falou da missão de comandar a escola neste momento. * OUÇA AQUI O SAMBA DO IMPÉRIO (NA VERSÃO CONCORRENTE)

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Ser presidente do Império representa muita coisa, o Império é uma escola muito de ancestralidade e eu sou filho desse fruto do Império Serrano, dessa ancestralidade. Meu pai foi quem me fez virar presidente do Império Serrano, participou aqui como meu avô também foi presidente. Acho que tenho essa missão de colocar o Império digno na Avenida para exaltar todo mundo que me dá apoio, os mais velhos que estão aqui presentes, que de fato me colocaram como presidente, e também essa ancestralidade que a gente preserva muito no Império Serrano”.

O dirigente falou qual será a tônica do desfile imperiano no Carnaval 2023: “Na verdade, é um enredo muito emotivo, o imperiano pedia muito, sempre teve esse desejo mostrar sua gratidão para o Arlindo Cruz, foi uma pessoa importante para o legado do Império Serrano, com a contribuição com os sambas, com seus shows, às vezes com recurso próprio ele ajudou o Império. Ele levou a marca da escola para diversos lugares, eu acho que a família imperiana vê esse enredo como uma forma também de mostrar as origens do Império Serrano. Essa ancestralidade que ele carrega e também de ter um enredo que cause um apelo popular que leve o Império Serrano a permanecer no Grupo Especial e comover o grande público. Acho que o Império Serrano é uma escola bastante emotiva, nós somos chorões, nós choramos na avenida, somos uma escola de samba de fato bastante voltada para emoção”.

O enredo ”Lugares de Arlindo” está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Alex Souza que fará sua estreia no Reizinho de Madureira. A ideia é passear pela carreira, vida e os gostos do grande baluarte da escola Arlindo Cruz. Em 2023, o Império Serrano vai abrir a primeira noite de desfiles do Grupo Especial.

De volta aos palcos: ‘Joãosinho e Laíla: Ratos e Urubus, larguem minha fantasia’

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Após a temporada de sucesso no Sesc Copacabana, o espetáculo “Joãosinho e Laíla: Ratos e Urubus, larguem minha fantasia”, com texto de Márcia Santos e direção de Édio Nunes, retorna aos palcos para apenas quatro apresentações, no Teatro Dulcina em cartaz de quinta a domingo, entre 10 a 13 de novembro, às 19h. A montagem propõe render sua homenagem ao samba e a essas relevantes figuras do carnaval carioca, cujas vidas fazem parte da história da cidade do Rio de Janeiro. Pode-se dizer até mesmo, da história do país, dada a importância deste patrimônio cultural popular e histórico que é o carnaval. O espetáculo percorre por acontecimentos de grande comoção midiática entre os anos de 1989 e 1990 e traz oito sambas enredo costurando a cronologia do espetáculo.

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Fotos Claudia Ribeiro/Divulgação

Cridemar Aquino e Wanderley Gomes dão vida aos ícones do carnaval, Laíla e Joãosinho Trinta, respectivamente, trazendo a genialidade do diretor de carnaval e carnavalesco no emblemático desfile da Beija-Flor de Nilópolis em 1989, com o enredo “Ratos e urubus, larguem minha fantasia”. O maior desfile da história do carnaval do Rio de Janeiro traz a Praça da Apoteose para o palco. O elenco, que ainda conta com Ana Paula Black, Milton Filho e Fábio D Lellis, leva ao público um pouco da dinâmica dos bastidores do carnaval, a rotina dos barracões, os sambas de enredo e as figuras que compõem esse universo.

Todo aquele contexto revolucionário de mendigos fantasiados e mendigos reais, com a réplica da estátua do Cristo Redentor – em farrapos – coberta por um plástico preto, que tantas reflexões levaram ao público que lotava a Marquês de Sapucaí chega agora ao teatro provando o quão importante é o carnaval para a quebra de paradigmas, a desconstrução de preconceitos, e para a formação da cultura e valores de um povo. A ideia surgiu de uma conversa de Édio Nunes, diretor da peça, que participou do histórico desfile, com o coreógrafo de comissão de frente Patrick Carvalho.

“Jamais esqueci a cena em que nós, os mendigos, arrancávamos o plástico preto (desfile das campeãs) que cobria a réplica da estátua do Cristo Redentor, um Cristo mendigo, que havia sido censurado pela Igreja e execrado pela mídia. Durante o desfile, a gente foi arrancando aquele plástico, desvelando aquele Cristo, provocando uma comoção. Essa memória me veio conversando com meu amigo Patrick, sobre Laíla e Beija-Flor. Fui percebendo que havia ali um espetáculo. Resolvi, então, levar para o palco aquela memória tão viva dentro de nós, aquele desfile que foi um divisor de águas”, exalta Édio.

O polêmico enredo – que sacudiu a sociedade com um profundo debate sobre a secular questão da desigualdade social no país – tinha por trás os incríveis Joãosinho Trinta e Laíla. Geniais e geniosos, os dois construíram uma trajetória de produção criativa e campeã, e uma relação pessoal repleta de admiração recíproca, de um lado, e de conflitos e embates entre temperamentos e vaidades, de outro.

O texto é assinado por Márcia Santos. Ela observou que este ano, uma escola de samba vencera o carnaval carioca levando para a avenida os diversos aspectos de Exu, arquétipo e entidade da religiosidade africana, confirmando a importância do carnaval na desconstrução de preconceitos, na formação de conhecimento e na divulgação de valores históricos.

“Joãosinho e Laíla são, com certeza, dois dos responsáveis pela construção do espaço de transgressão e de irreverência que tem a arte, essa poderosa ferramenta social e política”, explica Márcia. O texto de autoria mostra traços da personalidade de Joãosinho e Laíla, assim como os bastidores do desenvolvimento de um desfile, figuras e elementos do universo carnavalesco. Ela continua: “Minha sensação é de que, em sincronia com o tempo, nossa temporada no Dulcina crava a relação que o Centro da Cidade e o samba tem. Os fundamentos do carnaval nasceram no quintal da Tia Ciata. Os primeiros desfiles aconteceram no Centro do Rio de Janeiro, assim como nos dias atuais. Estar neste território é ratificar a importância deste lugar na construção de uma cultura popular”.

SINOPSE

O espetáculo foca em conflitos, tendo como recorte temporal o processo de criação do desfile “Ratos e urubus” e os acontecimentos dele decorrentes, buscando jogar luz nos temperamentos, visões de mundo e de vida de cada um dos artistas.

O elenco conta a história daquele desfile e seus personagens e leva ao público um pouco da dinâmica dos bastidores do carnaval, a rotina dos barracões, os sambas de enredo e as figuras que compõem esse universo.

Serviço
Joãosinho & Laíla
De quinta a domingo
Horário: 19h30
Local: Teatro Dulcina
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e 15,00 (meia)
Endereço: Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro
Informações: 21 2240-4879
Horário de funcionamento da bilheteria: Aberta 1 hora antes do espetáculo
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 75 minutos
Lotação: sujeito à lotação

‘Segue a lua, Marinheiro!’ Na festa de seus 70 anos, Tatuapé lança samba-enredo para carnaval de 2023

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A Acadêmicos do Tatuapé apresentou na noite de sábado seu samba ao vivo para o público presente na quadra, visto que a obra já havia sido disponibilizada nas redes sociais há uma semana. Sendo assim, com essa apresentação, a escola da Zona Leste fechou o ciclo de escolhas das obras para o carnaval de 2023. Agora, finalmente, os sambistas podem aproveitar de todos os hinos das escolas do Grupo Especial. O samba do Tatuapé tem autoria de Fabiano Tennor, Henrique Silva, Magoo e Kuka Monteiro. O evento também foi marcado pela comemoração de 70 anos de história da agremiação e da coroação da nova rainha de bateria, Muriel Quixaba.

O crescimento da escola

O presidente Edu Sambista falou do sentimento e do crescimento que a escola teve nos últimos anos. “Hoje é um dia muito especial, ter a oportunidade de vivenciar esse momento. De poder comemorar os 70 anos da minha escola, após um período de pandemia, é algo indescritível, inenarrável. Hoje poder encontrar nossa comunidade alegre, vemos que o povo está com uma felicidade, aquela alegria de poder voltar e viver sua vida normalmente, após esse susto da pandemia que tirou a alegria, a beleza, de todo o contexto mundial, se formos analisar e poder comemorar em uma escola tradicional como o Tatuapé. Uma escola que muitos pensavam que era uma escola nova, mas hoje a história do Tatuapé se perpetuou no carnaval paulistano e no carnaval brasileiro. Hoje o Tatuapé é considerado uma potência”, declarou.

Aniversario Tatuape

Edu Sambista além de presidente, acumula a função de diretor de harmonia e, segundo ele, o samba para 2023 pode funcionar grandiosamente na avenida. “Esse samba para ser sincero para você, a reação da comunidade foi surpreendente. A partir do momento que nós anunciamos esse samba oficialmente, após fazermos correções, ajustes, como fazemos todos os anos, a direção de carnaval da escola. Quando anunciamos foram só elogios, todo mundo, e nós percebemos na quinta-feira, fizemos um ensaio restrito para sentir como seria esse samba com o povo cantando. E foi para nossa surpresa, algo que nos trouxe muita alegria mesmo, e significa que vamos fazer bonito na avenida”, finalizou.

Casal

Grande história com a agremiação

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diego e Jussara, também falou da emoção que é desfilar pela comunidade da Zona Leste. “É uma emoção muito grande para nós fazer parte da história da Tatuapé. Principalmente por ostentar o pavilhão nesta data tão especial para a escola onde se completa 70 anos de história. Toda essa comunidade, a diretoria, o Diego e a Jussara que fazemos parte. Somos muito gratos por tudo que essa escola faz por nós. A Tatuapé não é apenas uma escola de samba, é uma casa de família, onde a partir do momento que você adentra, é acolhido, você é protegido, daqui você tira amigos, família, meu caso também, eu e minha família estamos aqui no Tatuapé. E sobre o samba, gostamos muito, é um samba que a cara da escola, é um samba que deu para ver que está na boca do povo, é um samba para frente, forte, tem tudo para dar certo”, declarou o mestre-sala.

“A nossa comunidade é muito maravilhosa, sempre acolhe muito bem todos os sambas, enredos que a diretoria da escola escolhe. E isso é muito bom, pois a gente consegue trabalhar junto, todos os setores, e tenho certeza que esse ano, carnaval 2023, a gente vai buscar nosso tricampeonato que está tão entalado em todos nós. Fazer parte da família Tatuapé é uma gratidão eterna, são 10 anos com o pavilhão oficial, é impossível não se emocionar por tudo que a gente já passou aqui. E pela forma que a escola trata as pessoas, isso é muito importante, nós aqui somos respeitados como ser-humano, depois como mestre sala e porta bandeira, e isso aqui é o diferencial. A gente trata bem as pessoas, pois são as pessoas que fazem o carnaval da escola. Está todo mundo de parabéns”, completou a porta-bandeira.

Bandeira Paraty

Uma letra rica de detalhes e forte canto da comunidade

Celsinho Mody, intérprete da agremiação, opinou sobre o samba e deu detalhes técnicos. De acordo com o cantor, a comunidade vai dar conta do recado. “Me sinto sempre muito feliz, pois a Tatuapé tem um molde de escolher um samba diferente, é dentro da escola. Desde que eu cheguei, foi em 2006, que eu voltei, cantei em 2006 e voltei em 2016, sempre foi interno, fechado, dentro da escola. Os componentes da escola que votam, a diretoria escolhe o que é melhor para ela. Sem influência externa, isso é maravilhoso, o samba tem a cara da escola. E esse é um samba lindo, cheio de balanço, de africanidade, representa a cultura de Paraty que é muito expansiva, que tem uma história, um legado muito profundo, tanto na história do Brasil, mas com a cultura, marujada, tem essa coisa das misturas das raças, índio, branco colonizador, e o negro, que se juntaram ali. Então o samba reflete tudo isso, cheio de swing, ginga, um samba fácil, de uma comunicação fácil, é um dos melhores sambas que cantei aqui. A comunidade vai se deliciar”, disse.

Mestre Higor

Novo samba, novas criatividades

De acordo com o mestre Higor, diretor de bateria da escola, a obra tem a cara da comunidade. O músico também revelou que está trabalhando em arranjos e bossas. “Na verdade, a gente fez a escolha como estamos acostumados há algum tempo. É um samba muito bom, com a cara do Tatuapé, e acredito que vai ser um samba que vai nos ajudar para um grande desfile. Já estamos trabalhando, fizemos primeiro ensaio na quinta-feira, mas estamos trabalhando sobre bossas, passagens, a gente crê que mais uns dois, três ensaios, a gente vai inserir tudo”, revelou.

Um trabalho diferente dos últimos anos

O carnavalesco Wagner Santos falou brevemente sobre o enredo de Paraty e o surgimento dele para a agremiação. “O enredo Paraty surgiu em uma reunião entre diretores da nossa agremiação, onde o contato foi feito com um dos nossos colaboradores e bateram o martelo que nossa homenagem seria a cidade Paraty. Fiquei muito feliz, gosto muito de desenvolver enredo de CEP, como se dizem, enredo CEP, e falar de Paraty para mim é maravilhoso. Pois é uma cidade que tem história, cultura, e tem todo um projeto visual sendo trabalhado em cima desse enredo. A gente esse ano, carnaval de 2023, juntamente com diretoria e todos os profissionais que estão trabalhando neste projeto, estamos desenvolvendo uma nova forma de apresentar carnaval, uma nova forma de apresentar fantasias, e até mesmo, um trabalho diferenciado dos demais que já tem feito”, contou.

Carnavalesco Wagner

O artista aproveitou para enaltecer a obra escolhida pela escola para o desfile de 2023. “A disputa da Tatuapé é aberta, as pessoas se inscrevem o seu samba e o samba vencedor foi um dos sambas escritos que ganhou. Teve alguns detalhes, alterações, foram poucas, mas estamos contentes com o nosso samba. É um samba muito bonito, para frente, que levanta a galera. A nossa comunidade está feliz com o samba, a diretoria e o intérprete maravilhoso, tem Celsinho Mody, tem tudo para fazer com esse samba aconteça como ele tem feito nos outros sambas, e já teve oportunidade de apresentar em nossa agremiação. Acredito que vai ser um carnaval fantástico, podem ter certeza que vão aguardar um carnaval fantástico. Ideias maravilhosas, um trabalho bem diferenciado, e o maior de tudo vai ser a oportunidade de ser a segunda escola a desfilar. É muito raro você ter a oportunidade de ser a segunda escola a desfilar. Você só pode ser a segunda escola se você cometer algum erro no carnaval anterior, e infelizmente nós cometemos um erro, mas fomos premiados com o melhor horário que uma escola possa desfilar. O Brasil inteiro vai estar assistindo, transmitido para o Brasil todo, avenida, as pessoas, público todo entusiasmado, para assistir ao desfile, não vamos pegar o público cansado, uma noite linda, iluminada, céu estrelado, e com certeza a oportunidade de apresentar um espetáculo e um grande diferencial que pretendemos apresentar neste ano”, concluiu.

Pavilhao Enredo

Análise do samba

É uma obra que segue o rumo que a escola desenha nos seus desfiles. Tem a melodia para cima, o intérprete Celsinho junto da bateria Qualidade Especial, jogou para cima na apresentação e deu para notar que grande parte dos componentes já estão com a letra na ponta da língua. É uma letra simples de entender, mas ao mesmo tempo é rica em informações.

Ouça o samba-enredo da Estácio para o Carnaval 2023

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Compositores: Samir Trindade, Fabrício Sena Pereira, Deiny Leite, Jeiffer Almeida, Felipe Pereira, Cara de Macaco e João Eduardo.

Lá onde moram santidades
O profeta e a majestade
Encontro divino
Um lembrava a França e as cruzadas
O orgulho e as espadas
O outro, as areias, seu destino
Amizade que o tempo eternizou
Lá de cima, sempre olhos seus fiéis
Um dia numa prosa o rei falou:
– Uma cidade fica ali aos nossos pés
– Batizada em nome e devoção
– Bendito seja São Luís do Maranhão

– Encantada no nordeste brasileiro
– Tem magia ali o ano inteiro
– Vamos, amigo, o povo abençoar
– Eu serei o padroeiro e você festejar

E ao chegar imaginaram uma ciranda
Colorido, união, o canto e a dança
E o santinhos encontraram na jornada
Bandeirinhas nas sacadas
Lençóis cobrindo o Bumba-meu-boi
Pai Francisco entrou na roda
Merci num balancê, quadrilha no arraiá
Crioula, toca o tambor
Cacuriá girou, henrança da cor
– Eu vou-me embora
Foi o que o Santo disse assim
– Em vou embora e levo o Leão pra mim

Berço do samba é batuque, é toada
Terra da Palmeira onde canta o sabiá
Um fogo arde do meu coração
São Luís, São João, viva a Estácio de Sá

Feliz na Vila Isabel, Paulo Barros ressalta ‘apoio fantástico da diretoria’

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Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Paulo Barros falou sobre o retorno para Vila Isabel e a expectativa pelo desfile de 2023. No ano que vem, a escola do bairro de Noel vai apresentar o enredo “Nessa festa, eu levo fé”, desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros, que retorna para agremiação em sua terceira passagem. A proposta é mostrar as mais diferentes festas e celebrações ao redor do mundo. * OUÇA O SAMBA DA VILA (na versão concorrente)

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Fotos: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

“Estou muito feliz e muito animado com esse retorno para Vila. A gente tem uma escola que com o Luizinho e o Guimarães tem um apoio fantástico que a gente precisa, eu não tenho do que reclamar. Estou feliz sim, a gente vai fazer uma grande festa, essa é a vontade da Vila Isabel. Queremos festejar a alegria, a gente rezou pra isso acabar (pandemia), essa reza se transforma em enredo, trouxe as festas religiosas, os ritos de alegria, de emoção e diversidade. Esse é o intuito do nosso carnaval, festejar a alegria”.

O presidente da Vila Isabel, Luiz Guimarães, prometeu um grande desfile em 2023. Segundo ele, será de fácil leitura e sem perder a essência do carnaval.

“O Paulo Barros está muito feliz, muito esperançoso. Ele conversa com a gente. Conseguimos entregar para ele a confiança novamente. Tenho certeza que tem tudo para dar certo essa dobradinha. Ganhar ou não é consequência, o carnaval é de alto nível, são grandes escolas, nivelado por cima. É um detalhe e estamos disputando. Vamos fazer um grande carnaval, acho que só tem como mostrar isso no dia, mas o pré-carnaval vai ser fundamental também. Carnaval de coisas bem tradicionais, de fácil leitura, mas também não perdendo a essência da escola, não perdendo a essência do carnaval. Temos um enredo altamente criativo”, garantiu Luiz Guimarães.

Novo livro de João Gustavo Melo investiga as alegorias do Carnaval e de Parintins

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Ao longo das últimas décadas, o trânsito entre os profissionais do Festival Folclórico de Parintins nos barracões das escolas de samba é cada vez mais notável. A tecnologia desenvolvia por esses artistas marcou profundas transformações no fazer alegórico das duas festas. É sobre esse intercâmbio cultural que se dedica o livro “Carnaval e Boi-bumbá: entrecruzamentos alegóricos”, fruto da tese em Artes Visuais do pesquisador e jornalista João Gustavo Melo.

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Embora distantes geograficamente, Rio de Janeiro e Parintins apresentam pontos de contato fundamentais na utilização das alegorias como recursos narrativos, visuais e estéticos de suas apresentações. É mergulhado nesse rico universo visual que a obra desenvolve reflexões sobre o processo de construção das alegorias. A pesquisa acompanhou ainda o processo de construção de uma alegoria da Vila Isabel, em 2019, no barracão na Cidade do Samba e mergulhou no galpão de alegorias do boi-bumbá Caprichoso no mesmo ano. Traçando assim diversas inspirações, correspondências visuais, trocas e influências entre os artistas das duas festas.

O livro será a décima primeira publicação do Selo Carnavalize, que vem se dedicando a produzir uma bibliografia sobre o carnaval e escolas de sambas. Para que a publicação seja possível, foi lançada uma CAMPANHA DE FINANCIAMENTO COLETIVO com com vários pacotes de recompensa, a partir de R$10 reais. Além do livro, há ainda brindes temáticos do Garantido e Caprichoso, como marcador do livro, broches, postais e adesivos. Além de uma aula exclusiva com o pesquisador e autor do título.

Porto da Pedra contará com a força de uma guerreira amazonense no abre-alas

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Diretamente da amazônia para o abre alas do tigre! A empresária e dançarina Johana Vizcarra está preparada para compor, pelo segundo ano consecutivo, o time de musa da Unidos do Porto da Pedra. A bela nasceu e cresceu em uma pequena cidade da Amazônia peruana, chamada Iquitos. Lá, ela ‘pegou’ muitas influências e costumes do Brasil.

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Foto: Arquivo pessoal

“Eu cheguei a este mundo com uma energia que não podia ser contida. Aprendi a nadar no rio Amazonas e a subir em árvores, e a comer mangas verdes com sal no topo da árvore. Cresci respeitando e admirando meus irmãos das tribos indígenas. Aprendi a dançar sem sapatos e a permitir que meus quadris se movessem com o som dos tambores. Dançar sentindo abençoado e agradecendo ao universo pelo seu bem”, contou.

Durante a infância, Johana não teve acesso a televisão. Sua pequena comunidade se reunia para assistir os desfiles do carnaval carioca na casa de uma vizinha. “No primeiro momento que eu vi o carnaval do Rio de Janeiro, fiquei apaixonada demais pelo samba. Fiquei atraída pelos looks que me lembravam os pássaros coloridos e selvagens que voavam perto de minha casa. Fiquei apaixonada por essa energia eletrizante”, confessou.

Aos 22 anos, a empresária se mudou para os Estados Unidos, onde começou a ensinar samba, e assim nasceu “Samba Conmigo”, onde se aprende a sambar, e há 12 anos, é bastante conhecida na Califórnia e na Flórida. Em 2014, Johana realizou o maior sonho de sua vida. Ela viajou pela primeira vez para o Rio de Janeiro. Veio sozinha, e sem conhecer ninguém, com a certeza de se incorporar ao mundo ‘maravilhoso’ do samba.

“Desde então, aprendi a falar português, a conhecer a cultura, a história e aprimorando sempre minhas habilidades de samba com os principais mestres de samba do Rio de Janeiro”, contou.

No ano passado, ela levou alguns de seus alunos para visitar a Unidos do Porto da Pedra, onde foram recebidos com muita alegria, e assim, desfilaram com o tigre na Marquês de Sapucaí. “Eu fico muito grata pela oportunidade de ser bem recebida e querida no Brasil. Nesses últimos 7 anos, eu sempre conto os dias pra voltar ao Brasil para fazer parte do desfile, do maior Carnaval do mundo e vivenciar a bela cultura do Brasil”, disse.

No Carnaval 2023, a Unidos do Porto da Pedra levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “A Invenção da Amazônia: Um delírio do imaginário de Júlio Verne”, desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes e pelo enredista Diego Araújo. O tigre de São Gonçalo será a quinta escola a desfilar no dia 18 de fevereiro, sábado de carnaval pela Série Ouro do carnaval do Rio de Janeiro.

Seminário sobre criação de desfile vai marcar o Dia Nacional da Cultura na Viradouro

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Algumas importantes etapas da criação de um desfile de escola de samba serão temas do seminário “Retratos Carnavalescos da Independência”, que vai acontecer no sábado, 5 de novembro, no barracão da Unidos do Viradouro, na Cidade do Samba, Zona Portuária do Rio. O evento, que tem patrocínio da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, foi contemplado pelo Projeto Retomada Cultural 2, com temas voltados ao Bicentenário da Independência, e vai reunir profissionais de alguns setores da escola de Niterói em palestras. Da programação, também consta uma oficina de figurinos, na qual os inscritos poderão criar fantasias inspiradas em enredos que fazem parte da história do carnaval carioca.

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Idealizador do seminário, Marcos Salles, de 46 anos, formado em Gestão de Carnaval e que atua na produção de fantasias há 14 anos (como aderecista, coordenador de ateliê e comprador), explica que o encontro foi pensado para profissionais e estudantes da área de moda e design.

“Ainda é grande o desconhecimento em relação à cadeia produtiva que a festa engloba. A maioria não tem ideia de como um desfile de escola de samba toma forma e é capaz de absorver gente com diversas especializações. Por isso, praticamente não existe renovação de mão de obra qualificada no seto”r.

Salles ressalta ainda que, na retomada das atividades nos barracões após um ano sem desfiles por conta da pandemia, muitos profissionais não retornaram.

“Quando começaram os preparativos para os desfiles deste ano, a escassez de mão de obra qualificada foi um problema. Muita gente competente decidiu não retornar, pois tinha arrumado emprego em outras áreas”.

Carnavalesco campeão e mais profissionais gabaritados integram projeto

A programação do seminário vai começar, pela manhã, com palestras que terão os seguintes temas e palestrantes: “Como carnavalizar enredos históricos”, com o pesquisador e jornalista João Gustavo Melo; “Como desenvolver harmonia e direção de carnaval em enredos históricos”, com o diretor de carnaval Alex Fab; “Pesquisa e criação na elaboração coreográfica de enredos de temática histórica”, com Marcio Moura, coreógrafo e professor de dança”; e “Do enredo ao figurino”, com Alessandra Reis, chefe de ateliê da escola, com o figurinista Roberto Monteiro e com o carnavalesco Tarcísio Zanon, que assinou, com Marcus Ferreira, o desfile que deu o campeonato à Viradouro em 2020.

À tarde, haverá oficina de figurinos, com os aderecistas Biano Ferraro, Rogério Sampaio e Waldimir Viana. O encerramento será com um desfile das fantasias criadas pelos inscritos.

As inscrições são gratuitas. Informações: (21) 98597-1478 (Whatsapp), com Marcos Salles.

Emerson Dias faz sucesso em Manaus cantando toada

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Movido a desafios e vivendo um momento especial na carreira, o intérprete Emerson Dias participou, nesta quarta, de um dos mais importantes eventos da região em termos de público e relevância. Convidado por Helen Veras, embaixador do Boi Garantido, o cantor que comanda o carro de som do Salgueiro, apresentou-se no palco do centenário Teatro Amazonas, no evento “Puracisawa, a Festa da Floresta”. Cantando duas toadas e seguindo todos os rituais do folclore parintinense, Emerson Dias revela que a experiência, além de ser nova, foi também enriquecedora para sua carreira.

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Foto: Divulgação

“Sair da nossa zona de conforto é sempre benéfico porque, além do aprendizado e da troca com tantos outros artistas renomados da região, a gente também mostra que este intercâmbio é possível e necessário para a propagação da cultura brasileira. O Carnaval é a maior festa do país e, através dele, a gente tem a possibilidade de conhecer um Brasil que está escondido até mesmo em nosso imaginário. Ao mesmo tempo, temos a oportunidade de mostrar o nosso trabalho em todos os lugares do mundo”, comenta o artista, único intérprete de escola de samba a se apresentar no show que reuniu centenas de pessoas e profissionais renomados da região.

Em sua apresentação, Emerson Dias entoou duas composições emblemáticas e reconhecidas em todo o Brasil. “Vermelho”, que tornou-se um grande sucesso na voz de Fafá de Belém e “De Parintins para o Mundo”, uma composição de Jorge Aragão e Ana Paula Perrone, arrancaram aplausos do público que prestigiou o show cuja ação principal foi a de arrecadar leite para doação a instituições de caridade.

“Estou realmente vivendo um momento que mistura desafio e realização. Ter a oportunidade de estar em um palco totalmente diferente daquilo que estou acostumado a fazer, mostra que o trabalho que a gente vem desenvolvendo ao longo destes anos de estrada, vem dando certo. Ao mesmo tempo, vivo a grande responsabilidade de estar à frente do carro de som do Salgueiro sem o meu professor, mas com a missão de representá-lo à altura no ano em que a minha escola completa 70 anos e volta a ter uma única voz na busca deste campeonato, após mais ou menos uma década. Sem dúvida alguma, será um momento inesquecível”, comenta o intérprete que este ano realizou sua primeira turnê pela Europa, se apresentando em países como a Suécia e Portugal.

Império Serrano abre inscrições para alas coreografadas

Já ensaiando para o Carnaval 2023, o Império Serrano abriu inscrições para as suas alas coreografadas. Com equipe comandada pelo diretor artístico Gabriel Castro, a escola vem preparando muitas surpresas para fazer bonito no próximo ano, quando será apresentado o enredo “Lugares de Arlindo”, desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza.

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Para se inscrever, a pessoa deve ter idade mínima de 18 anos, além de disponibilidade para ensaios noturnos e predisposição à dança. Para confirmar a vaga, é necessário o pagamento de uma taxa única de R$ 30,00. Segundo Gabriel Castro, as alas terão o DNA do Império Serrano:

“Quem gosta de dançar, vai curtir muito desfilar na escola, pois estamos fugindo um pouco do tradicional. Teremos quatro alas coreografadas e todas com representatividade imperiana porque serão figuras importantes para contar o enredo, mas com coreografias bem distintas. Os ensaios serão, em sua maioria, na Cidade do Samba”, revela Gabriel.

Para maiores informações e inscrições, os interessados devem fazer contato através dos WhatsApps (21) 99688-3630 e (21) 99893-0466. Em 2023, o Império Serrano será a primeira escola a cruzar a Marquês de Sapucaí pelo Grupo Especial, no dia 19 de fevereiro.