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Caminho traçado! Em Cima da Hora faz ensaio organizado com canto forte, ótima bateria e sonha com o acesso ao Especial

Por Juliana Barbosa, Maria Estela Costa, Luiz Gustavo e Júnior Azevedo

A Em Cima da Hora realizou seu ensaio técnico na Marquês de Sapucaí, demonstrando que conhece o chão que pisa e o peso de uma nova agremiação, que mudou totalmente seu rumo, e, agora, sonha com o acesso ao Grupo Especial. Com a azul e branca de Cavalcanti ocupando a pista, a escola priorizou a leitura do conjunto, o canto da comunidade e a fluidez do desfile, em uma apresentação que reforça processo, consciência de pista e respeito à própria trajetória.

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A Em Cima da Hora volta à Sapucaí apostando em um desfile que dialoga com o sagrado feminino, a ancestralidade e a resistência, mantendo viva uma tradição que atravessa décadas e se reinventa sem perder identidade.

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente, comandada por Márcio Moura, apresentada no ensaio técnico cumpriu bem sua função de abertura, com uma coreografia organizada e alinhada à proposta do enredo. A dança foi correta, sem excessos, priorizando a leitura clara do movimento e a comunicação com o público.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação Liga-RJ

A apresentação deixa margem para expectativa. A exibição vista no ensaio técnico não abre espaço para que o quesito possa surpreender no desfile oficial.

“Foi um desempenho muito bom, importante porque foi um ano atípico de obras na avenida, em que fecharam setores, essa passada direta na pista a gente quase não fez. Hoje, a gente está estreando essa passada, e deu exatamente o tempo que a gente queria. O meu andamento deve ter 50% do desfile oficial. Gosto de utilizar o andamento quase oficial, pois é o que preciso fazer para ter a base. Estou muito feliz com a comissão; de 0 a 100, fomos 100 hoje. E, diferente do dia do desfile, aqui conseguimos conversar depois com o jurado para ver se deu tudo certo. Ficou muito bom”, analisou o coreógrafo.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O primeiro casal, Marlon e Winnie, apresentou boa qualidade técnica de dança. Um ponto de atenção foi o giro da porta-bandeira, que se mostrou mais lento em relação ao andamento do samba. Obviamente, o chão molhado é um dificultador. Apesar disso, a base técnica está presente, e o ajuste de tempo e conexão entre os dois pode elevar significativamente o rendimento do quesito.

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“Foi um bom ensaio. O ensaio técnico, para a gente, é super importante, porque testamos tudo o que vamos levar para a avenida: saber o que funciona, o que não funciona dentro do tempo do samba, saber o que cansa e o que não cansa. Assim, no geral, foi um ensaio bom. Há ajustes a serem feitos. Acho que até a semana do carnaval a gente vai ajustando algumas coisas, mas o grosso está encaixadinho. Eu acho que é botar a fantasia e, aí, reproduzir esses movimentos, porque deu para perceber que é um samba para frente. E tem que ser uma coreografia que acompanhe o samba, para a gente não ficar penalizado pela falta de potência, pelo ‘ah, está muito devagar’. Botar a fantasia e ver se cabe tudo isso que a gente está testando hoje. A gente está trabalhando bastante para que seja um bom trabalho. Este ano, a gente está com mais estrutura, está conseguindo montar, organizar, ter um pré-carnaval cansativo, mas bacana, estruturado, com preparação física e coreógrafa. A gente espera levar o melhor. Aquela esquina ali é uma incógnita. Todo mundo faz carnaval para ser campeão, e a gente acaba deixando de ser na avenida. Estamos tentando trazer para a avenida o melhor e entregar aqui, na Praça da Apoteose, o melhor”, disse a porta-bandeira.

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“É o momento de teste, para a gente ir testando o que vem ensaiando durante o ano todo. E, graças a Deus, a gente conseguiu executar o que vem fazendo durante os nossos treinos, fazer o tempo certinho; a nossa harmonia, a princípio, deu tudo certo. Vamos acertar os detalhes, é claro, para levar o nosso melhor e conseguir ajudar a Em Cima da Hora a, se Deus quiser, conquistar esse título. A gente sempre precisa melhorar. Hoje, depois de fazer uma análise do vídeo, vamos ver o que funcionou bem e o que não funcionou, para ver se há algum ajuste a fazer. Mas é claro que, até o desfile, muita coisa ainda vai mudar, muita coisa ainda vamos potencializar para chegar ao nosso melhor no desfile. Muita entrega, muita energia. A gente vem trabalhando muito para conseguir entregar o nosso melhor, sempre buscando encontrar a nossa excelência. A gente tem um samba maravilhoso, um enredo maravilhoso e uma comissão de frente que está entregando muita energia. A gente espera responder à altura”, completou o mestre-sala.

HARMONIA E SAMBA

A harmonia foi um dos pontos positivos do ensaio técnico. A escola cantou com animação, demonstrando envolvimento da comunidade com o samba e entendimento da proposta do enredo. O canto coletivo sustentou o desfile ao longo da pista, criando uma atmosfera favorável para a apresentação.

A resposta da massa ao carro de som manteve a energia constante, refletindo um trabalho que tem conseguido mobilizar seus componentes e transformar o samba em elemento de sustentação do conjunto.

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O intérprete Carlos Jr, enfim, fez sua estreia na Marquês de Sapucaí. Aliás, a Em Cima da Hora possui uma dupla perfeita de cantores. Igor Pitta é um craque no microfone. Muito bem servida, além de contar com um samba-enredo que é um dos melhores de 2026.

“Ficou complicado mostrar o que a gente está trabalhando nos ensaios, com algumas falhas no som. Já tínhamos trabalhado esse encaixe de voz, queríamos ter uma noção de como seria no ensaio técnico, porque é quando a gente coloca, derradeiramente, o trabalho do ano na avenida. Ficou claro que não conseguimos fazer isso em sua totalidade, ficou faltando algo. Espero que a comunidade não tenha esmorecido por conta dessas falhas”, comentou Igor Pitta.

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“Fizemos uma organização durante a semana junto com o nosso diretor musical para este ensaio e saímos com a sensação de que vamos sem muita referência para o desfile. Ficamos sem muita condição de dizer se foi bom ou ruim, já que o som apresentou essas inconsistências. É um sistema novo que está sendo implementado este ano e vai precisar de bastante trabalho para que se estabilize. Mas, dentro do possível, fizemos o nosso trabalho”, garantiu Carlos Jr.

EVOLUÇÃO

A evolução da Em Cima da Hora foi consistente e bem administrada. A escola desfilou com organização, mantendo o fluxo contínuo e o controle dos deslocamentos ao longo da Sapucaí. O tempo de ensaio, encerrado em aproximadamente 53 minutos, evidencia domínio de pista e consciência do ritmo necessário para uma apresentação equilibrada.

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As alas se movimentaram de forma ordenada, sem grandes interrupções, contribuindo para uma leitura limpa do desfile e reforçando a coesão do conjunto apresentado.

OUTROS DESTAQUES

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A bateria acompanhou o ensaio com segurança, mantendo o ritmo firme e sustentando o canto da escola ao longo de toda a pista, contribuindo diretamente para a fluidez da apresentação e para o clima de confiança demonstrado pela comunidade. A rainha Maryanne Hipólito esbanjou carisma e samba no pé.

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“É caminhada. Foi tudo certo. É porque a gente é perfeccionista e se cobra muito, a gente sempre quer mais, está sempre querendo mais, mas tudo aconteceu como foi planejado, como organizamos. Agora é preparar um pouquinho mais, organizar as coisas para o dia do desfile estar 100%, além do normal, e cair para dentro do problema. Muito obrigado, só tenho a agradecer. Só falta a gente desfilar. Vamos organizar uma coisa aqui e outra ali, coisa pouca, pouca mesmo. Acho que hoje já foi um aperitivo do que vamos fazer no dia do desfile. Tem umas coisinhas que vão ser só para o dia”, afirmou o mestre Léo Capoeira.

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Mais do que um ensaio técnico, a Em Cima da Hora apresentou na Sapucaí um retrato de maturidade carnavalesca. Sem buscar efeitos imediatos, a escola apostou na organização, no canto e no respeito à própria história.

Em um enredo que fala de força feminina, ancestralidade e resistência, a azul e branca mostrou que sabe que o impacto nem sempre está no excesso, mas na construção. Se o ensaio técnico revelou uma base sólida, o desfile promete ser o momento em que o mistério, tão presente na essência da escola e do enredo, finalmente se revela na avenida.

Embora canto eficiente, Morro da Casa Verde estoura tempo em ensaio técnico

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O Morro da Casa Verde realizou seu único ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, preparando-se para o Carnaval de 2026. A escola precisa realizar ajustes no quesito evolução, pois encerrou o ensaio com 57 minutos, ultrapassando o tempo máximo permitido pelo regulamento, que é de 50 minutos. A agremiação teve como destaques a harmonia e a parte musical.

A Verde e Rosa será a sétima escola a desfilar no sábado de Carnaval pelo Grupo de Acesso 2. A escola levará para a avenida o enredo “Santo Antônio de Batalha faz de mim batalhador”, assinado pelo carnavalesco Ulisses Bara.

COMISSÃO DE FRENTE

Os bailarinos, coreografados por Ana Carolina Vilela, representarão Exus no desfile oficial. Alguns integrantes masculinos da comissão vestiram saias vermelhas, enquanto outros utilizaram saias brancas, todos com palhas claras e sem camisa. As mulheres utilizaram a mesma parte inferior, combinada com regatas brancas. Um personagem central, que representa diretamente o Exu presente no enredo, destacou-se ao vestir palhas nas cores preta e vermelha.

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Durante a apresentação para a cabine julgadora, curiosamente, os componentes não realizaram encenações mais evidentes que remetessem à figura do Exu. Em determinado momento, o personagem central executou uma representação mais contida, mas, na maior parte do tempo, acompanhou a coreografia coletiva da comissão. Os movimentos apresentados seguiram o padrão tradicional do quesito, marcados sobre a melodia do samba-enredo. Em outro momento da apresentação, quatro personagens dançaram de forma livre, enquanto os demais executaram passos sincronizados. Trata-se de uma comissão de frente que instiga o público a querer entender o que será apresentado no desfile oficial, já que, no ensaio técnico, a leitura do enredo ainda se mostrou pouco explícita.

CASAL DE MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA 

João e Juliana, por mais um ano, formam o casal oficial de mestre-sala e porta-bandeira do Morro da Casa Verde e demonstraram forte conexão em sua apresentação. O bailado foi marcado pelo sincronismo e por movimentos coreográficos bem alinhados ao samba-enredo. Mesmo com vento durante o ensaio, a porta-bandeira demonstrou técnica ao manter o pavilhão bem desfraldado. Vestidos com figurinos que simulavam o traje do desfile oficial, a dupla realizou um bom ensaio técnico.

HARMONIA

A harmonia é um dos pontos altos do Morro da Casa Verde. Os componentes cantaram o samba de forma leve, empolgada e constante. O canto se destacou ainda mais no trecho em que o samba entoa o verso “Chama o casamenteiro”, evidenciando o envolvimento da comunidade com a obra.

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O intérprete Wantuir e a bateria, regida pelo mestre Léo, ajudaram a harmonia da escola a cantar ainda mais o samba-enredo, com entrosamento, cacos e notas que chamam o componente, além de envolver o público.

EVOLUÇÃO

Apesar de ter ultrapassado o tempo máximo permitido, a comunidade desfilou de maneira descontraída e solta, aproveitando o excelente samba-enredo da escola. Os componentes realizaram coreografias nos refrões, sendo uma delas voltada para a interação com o público — ação que, em um Sambódromo cheio, pode se tornar um ponto extremamente positivo para a agremiação.  A escola apresentou boa uniformidade visual, com exceção de alguns personagens que representavam diretamente o enredo, o que reforçou a organização do conjunto.

SAMBA-ENREDO

Interpretado por Wantuir, renomado cantor do Carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo, o samba-enredo do Morro da Casa Verde figura entre os melhores do Grupo de Acesso 2. Com uma letra de fácil assimilação, que em poucas passagens já permite a participação do público, e uma melodia dançante, a obra volta a ser um dos grandes trunfos da escola. Composição de Celsinho Mody, Rubens Gordinho, Tiago SP, Douglas Chocolate, André Ricardo, Márcia Macedo e Juninho FPA, o samba apresenta grande potencial e facilitou de forma evidente o trabalho da harmonia no canto dos componentes.

OUTROS DESTAQUE

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A bateria, comandada pelo mestre Léo, apresentou bossas que incentivam ainda mais os componentes a dançar e cantar. Em alguns momentos, os ritmistas realizaram apagões estratégicos e retornaram com ainda mais força rítmica, levantando o samba-enredo. A corte da bateria surgiu vestida de acordo com o enredo, demonstrando representatividade e comprometimento com os ritmistas. Outro destaque importante foi a ala das baianas que, vestida com as cores da escola, desfilou com alegria e orgulho, honrando o pavilhão como verdadeiras baluartes.

Casal, bateria e ala musical são destaques no ensaio técnico da Vigário Geral

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Por Luiz Gustavo, Juliane Barbosa, Maria Estela Costa e Júnior Azevedo

A Vigário Geral foi a quarta escola da noite da última sexta-feira a pisar na pista da Marquês de Sapucaí para os ensaios técnicos da Série Ouro. Após o surpreendente desfile de 2025, com o qual obteve uma boa sexta colocação, a tricolor da Zona Norte almeja voos maiores dentro do grupo, e o ensaio mostrou que a escola precisa lapidar alguns quesitos para alcançar esse objetivo.

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O canto dos componentes foi falho na maior parte das alas. A escola veio bem diminuta, com algumas alas mais espaçadas para o preenchimento da pista. Como destaques positivos, uma excelente apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Yuri Pires e Isabella Moura, além de um bom desempenho do samba, comandado por uma ótima ala musical, liderada pelo competente Danilo Cézar, em seu terceiro ano na Vigário.

A escola fechará a sexta-feira de carnaval com o enredo “Brasil Incógnito – O que os seus olhos não veem, a minha imaginação reinventa”, de autoria dos carnavalescos Alex Carvalho e Caio Cidrini.

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão, coreografada por Handerson Big, apresentou 14 componentes representando os portugueses quando avistaram as terras brasileiras. A apresentação foi jocosa e bastante teatralizada, apostando em expressões faciais como susto e encantamento, com o contingente dividido em dois grupos durante parte da coreografia.

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Na parte final da série, entrou a dança com o samba no trecho “Meu recado vira samba e carnaval”. Em um dos módulos, dois componentes tiveram leves desequilíbrios por conta do chão molhado. Nas demais cabines, a apresentação foi muito correta e bem sincronizada.

“O ensaio de hoje foi muito bom porque deu para sentir um pouco da energia do grupo e também alguns desenhos que precisam ser ajustados, sinto logo que dá aquele clima de carnaval. O que necessita melhorar é uma questão mais precisa e pontual em desenho ao posicionamento. E ao público, podem esperar uma comissão totalmente inusitada e talvez com bastante efeito tentando repetir o sucesso do ano passado até para ver se a gente consegue ser bicampeão do ESTRELA DO CARNAVAL, DO CARNAVALESCO”, comentou o coreógrafo Handerson Big.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Johny Matos e Isabella Moura realizaram uma grande apresentação na noite de sexta-feira, com uma sincronia impressionante no bailado, coreografia empolgante e desempenho soberbo de Isabella.

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A porta-bandeira exibiu um bailado robusto, aguerrido e, ao mesmo tempo, esbelto, com precisão cravada nos movimentos, alternando giros em que quase quicava na pista, tamanha a força e agilidade dos rodopios, com um girar mais clássico e bailarino.

Johny Matos foi ótimo na condução e no cortejo, exibindo um bailado mais tradicional, com execução muito correta. O casal fez ótimo uso do espaço para a dança, como na segunda parte do samba. A extrema energia de ambos também marcou a apresentação, com excelente sintonia nos movimentos coreográficos.

“É, hoje viemos bem. Botamos em prática tudo aquilo que a gente vem ensaiando ao longo do tempo. Estamos ensaiando desde agosto, e hoje foi o teste, né, para ver como ia ser, se a gente ia mudar alguma coisa. E, graças a Deus, deu tudo certo. Tudo o que a gente vem ensaiando, vem idealizando junto com a nossa coreógrafa, Vânia Reis, a gente botou em prática, e deu certo. Agora vamos nessa pegada até chegar ao desfile. Vamos trazer o novo. A gente vem com a pegada tradicional, é claro que não pode deixar a dança do mestre-sala e porta-bandeira de lado, isso aí conta para o jurado, a dança tradicional, mas vamos inovar. Vamos trazer algo diferente, que eu acho que todos vão gostar”, disse o mestre-sala.

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“Para mim foi um desfile emocionante. É meu primeiro desfile com a escola, é meu primeiro desfile defendendo o primeiro pavilhão aqui na Sapucaí, e o primeiro a gente nunca esquece. Foi muito gostoso. A gente conseguiu curtir e, ao mesmo tempo, executar o trabalho com seriedade. Fizemos toda a entrega que construímos durante essa jornada de ensaios, e agora é ajustar pequenos detalhes para o desfile, os detalhes finais. Eu acho que é esperar a entrega máxima, como nós fizemos hoje, esperar uma trajetória de felicidade. Vocês vão ver, por meio da nossa coreografia, o quanto estamos felizes com o trabalho como um todo, com o trabalho da escola. É um ano também de superação para a gente, devido a tudo o que aconteceu com o nosso barracão. Acho que o nosso desfile vai transmitir toda a emoção do enredo e do ano que está sendo para a Vigário Geral”, completou a porta-bandeira.

EVOLUÇÃO

A Vigário Geral desfilou com um contingente pequeno de componentes, optando por uma evolução mais lenta para melhor uso do tempo disponível. Em alguns momentos, porém, a evolução foi bastante morosa, melhorando na segunda metade do ensaio.

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Algumas alas passaram bastante espaçadas para ampliar o preenchimento da pista, o que teve certo êxito, mas deixou a visão da escola “suja”, sempre com pequenos buracos. A parte final da agremiação passou de forma mais compactada.

“Tivemos um clima ruim o dia todo, chuva constante, acabou que parou de chover na hora que começamos o ensaio, graças a deus, e seguimos bem, A escola tentou ser o mais alegre possível, sem o público às vezes o pessoal dá uma desanimada, mas tentamos manter o entusiasmo lá em cima. Nossa evolução foi de acordo com o que a gente planejou. Bateria show de bola, carro de som, evolução, tudo certinho”, analisou o diretor de carnaval, Renato Cosme.

HARMONIA E SAMBA

A harmonia da tricolor deixou a desejar no canto dos componentes, com irregularidades visíveis em diversas alas. Muitos desfilantes cantaram apenas o refrão principal, e mesmo este apresentou alguns momentos de queda.

A ala de passistas foi uma das exceções e, mesmo dividindo o foco com o samba no pé, entoou com força o samba da agremiação. A escola até demonstrou animação em alguns momentos, mas faltou samba no gogó.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação Liga-RJ

Já a harmonia musical do carro de som funcionou a todo vapor, com ótimo desempenho de Danilo Cézar e seus apoios. Danilo é um intérprete muito seguro, que conduz o samba sempre com correção e não apresenta quedas na voz durante a passagem da escola, facilitando o rendimento da obra.

O samba tem algumas passagens interessantes, e o refrão de cabeça se destacou. O refrão central apresenta uma variação melódica agradável e, apesar de não ter sido muito cantado pelos componentes, tecnicamente obteve um rendimento satisfatório.

“Eu estou feliz, foi emocionante ver a Vigário cantar e isso é o que mais importa. Nossa escola precisa melhorar mais ainda o canto, porque eu quero tirar essa assombração do 9,9. Precisa sair essa canção. A meta agora é que a escola consiga fazer tudo certo para terminar os carros após esse incêndio, mas estamos conseguindo e vamos vir muito bonita. Esperem pelo melhor carnaval da história de Vigário Geral”, prometeu o intérprete Danilo Cézar.

OUTROS DESTAQUES

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A bateria comandada por mestre Luygui se consolida, a cada ano, como uma das melhores e mais consistentes da Série Ouro. Mais um excelente desempenho. A rainha de bateria Patrícia Souza se destacou pela imponência e simpatia à frente dos ritmistas.

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Eu só tenho coisas boas a falar da minha bateria hoje. O que a gente fez já era o esperado, já era o programado por toda a temporada que a gente vem fazendo. É uma bateria que já toca junto há bastante tempo. Lógico que temos um detalhe ou outro para acertar para o dia do desfile, mas faço uma análise muito positiva. A bateria tocou muito, foi do jeito que eu esperava. Hoje foi mais um ensaio de vários que nós tivemos. Foi só mais um e, graças a Deus, a bateria teve um grande desempenho. Amanhã mesmo já vou me reunir com a diretoria para a gente trocar ideia e ver o que a gente pode melhorar para o dia do desfile. Espero uma escola muito forte, muito aguerrida, e tenho certeza de que vamos conquistar um excelente resultado”, comemorou o mestre Luygui.

Freddy Ferreira analisa bateria da Unidos de Padre Miguel no ensaio técnico na Sapucaí

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Um excelente ensaio técnico da bateria “Guerreiros” da Unidos de Padre Miguel, na estreia de mestre Laion na agremiação da Vila Vintém. Um ritmo com equalização primorosa foi apresentado, tudo isso com um andamento bastante confortável para ritmistas e para a comunidade.

Na cabeça da bateria “Guerreiros”, uma boa ala de cuícas tocou junto de um naipe eficiente de agogôs, que executou um desenho rítmico pontuando as variações melódicas do belo samba do Boi Vermelho. Uma ala de chocalhos de qualidade técnica inegável apresentou um trabalho de excelência, tudo conectado a um naipe de tamborins igualmente talentoso. O casamento musical entre tamborins e chocalhos foi um dos pontos altos das peças leves.

Na parte de trás do ritmo da UPM, uma afinação de surdos acima da média foi percebida. Marcadores de primeira e de segunda foram precisos e tocaram com firmeza durante todo o ensaio. O balanço envolvente dos surdos de terceira demonstraram eficiência tanto fazendo ritmo, quanto em bossas. Caixas sólidas e repiques coesos ajudaram no preenchimento dos médios da bateria “Guerreiros”.

Bossas que se aproveitavam das variações melódicas da obra da escola da Vila Vintém foram exibidas com segurança e eficiência. Um leque bem musical, além de bastante funcional. Numa das bossas, uma movimentação de ritmistas por dentro da bateria provocou ovação popular, podendo ser um trunfo energético para o dia do desfile oficial. Assim como o arranjo do estribilho também recebeu boa recepção popular, no qual os ritmistas abaixavam para cumprimentar o público. Tudo pautado por retomadas cadenciadas e execuções precisas.

Uma apresentação exemplar da bateria “Guerreiros” da UPM, dirigida por mestre Laion. Um ritmo com equalização privilegiada, bossas com boa musicalidade e sonoridade de excelência em todos os naipes foi exibido. Um ensaio para deixar bastante otimista o povo da Vila Vintém, com uma bateria que tem tudo para brigar pela sonhada nota máxima, quiçá disputar eventuais premiações.

Comissão de frente e casal se destacam em ensaio técnico consistente da Unidos da Ponte

Por Luiz Gustavo, Júnior Azevedo, Juliane Barbosa e Maria Estela Costa

A Unidos da Ponte foi a terceira escola a ensaiar na noite da última sexta-feira, no primeiro dia de ensaios técnicos da Série Ouro. A escola passou no embalo de seu enredo e apresentou uma evolução dançante e uma comunidade animada, mesmo com algumas inconsistências no canto dos componentes. O samba teve um rendimento satisfatório, e o casal formado por Thiaguinho e Jéssica se destacou com uma ótima apresentação. No conjunto geral, um ensaio que mostra boas credenciais da agremiação de São João de Meriti, com outros pontos a serem melhorados para o desfile oficial, que será realizado no dia 14 de fevereiro. A Ponte encerrará o sábado de carnaval apresentando o enredo “Tamborzão – O Rio é baile! O poder é black!”, desenvolvido pelo carnavalesco Nicolas Gonçalves.

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“A minha análise é mostrar que a Unidos da Ponte, de fato, é uma escola bem constituída, bem estruturada. A gente conseguiu mostrar que a Unidos da Ponte vai fazer carnaval, vai se estruturar a cada ano mais para poder apresentar um desfile de alto nível. Esse ensaio serviu para mostrar isso. Apesar de todas as questões que tivemos, do primeiro ensaio com esse som, que é uma novidade para todos, tivemos alguns pequenos acidentes em relação à técnica do som. A Ponte mostrou que está firme, que está forte e que vai, sim, fazer carnaval. Ainda estamos organizando essa questão da contagem da cronometragem da cabine. Hoje foi para entender esse tempo e, no dia do desfile, executar o que a gente percebeu”, garantiu Camarão Netto, diretor de carnaval.

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COMISSÃO DE FRENTE

A comissão coreografada por Juliana Frathane trouxe 14 componentes representando um baile funk, com os típicos passos do gênero, enxertados com elementos de balé. Uma comissão totalmente pautada na dança, bastante dinâmica e bem sincronizada, com alguns passos de nível mais alto de dificuldade, como acrobacias e o chamado passinho, de movimentos bem ligeiros. Uma apresentação agradável e de bom nível em todas as cabines.

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“Estou satisfeita, a escola está vindo com muita potência para honrar, e é o que a Ponte merece. Perfeito. Em prol da melhoria dessa comissão de frente, apenas o ensaio, pois é preciso ver as passadas de um jurado para o outro, porque agora a comissão está sempre trabalhando com a harmonia para tentar ajustar o que for melhor para a escola, apenas esses pequenos detalhes. Para o Carnaval 2026, todos podem esperar da comissão de frente da Ponte muita força! Nada do que está sendo apresentado nos ensaios eu vou mostrar no dia oficial. Sempre tem aquela surpresa, e vai ser uma surpresa mesmo, que não tem nada a ver com esta apresentação. O Nicolas, carnavalesco, me deu essa missão, e eu estou abraçando, e eu vou honrar”, afirmou a coreógrafa Juliana Frathane.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Thiaguinho Mendonça e Jéssica Ferreira tiveram um excelente desempenho neste ensaio, com o dinamismo e a agilidade nos movimentos que o enredo pede. O casal, que volta a dançar junto após mais de uma década, mostrou uma sintonia fina em toda a série. Destaque para o refrão central, em que Jéssica encaixou uma série de giros muito precisos, enquanto Thiaguinho caprichou em um bailado com ótimo trabalho de pernas. Na segunda parte, movimentos de cortejo e condução de Thiaguinho foram bem executados. Thiaguinho e Jéssica também foram felizes na adição de elementos do funk, sem exageros ou descaracterização da dança mais clássica, uma junção bem realizada que deu força à apresentação. Um momento de destaque do ensaio da Ponte.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação Liga-RJ

“Estamos voltando com nossa parceria como casal após mais de dez anos, e está maravilhoso. Todo o trabalho que a gente está fazendo tem dado supercerto. A coreografia, do nosso coreógrafo junto conosco. montamos a coreografia juntos. está ótima. É ótimo tê-los comigo, e o Thiaguinho me trouxe muita coisa neste ano. É uma troca, e está muito gostoso”, disse a porta-bandeira.

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“O ensaio técnico é um teste mesmo, é para a gente ver se a coreografia vai encaixar no ritmo oficial do desfile, se a voz do intérprete vai dar um caco que às vezes favorece a nossa dança. É realmente o dia de entendermos o que está acontecendo, e foi bem positivo. Gostei da energia do povo. Eu sou sempre muito positivo, mas não esperava a reação tão eufórica da galera quando a gente se apresentou. Estou indo embora com o coração a mil”, completou o mestre-sala.

EVOLUÇÃO

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A escola aproveitou bem o espaço da Marquês de Sapucaí para realizar uma evolução mais volumosa, com componentes soltando os braços e evoluindo para os lados. Algumas alas passaram de forma bem dançante, um destaque do quesito. Em relação ao ritmo do avanço pela pista, a Ponte teve alguns momentos em que esteve lenta na avenida, contrastando com o andamento mais firme impresso no início. As alas mantiveram boa organização durante todo o ensaio, sem maiores espaços entre elas, mesmo com os componentes mais soltos. A agremiação finalizou seu ensaio com 54 minutos na pista.

HARMONIA E SAMBA

O canto da Unidos da Ponte apresentou algumas irregularidades ao longo de sua passagem pela avenida, com diversos componentes entoando apenas o refrão principal e cantando pouco o restante do samba. As alas que vieram próximas do final do ensaio exibiram um canto mais quente, sobretudo, na reta final da apresentação, quando o quesito teve uma subida de desempenho.

“Felicidade muito grande com o ensaio de hoje. Meu irmão Thiago, que já trabalha junto comigo há um tempo pelas quadras da vida, me dá uma felicidade muito grande de estar fazendo esse grande trabalho com a Ponte. Ele está trazendo esse samba alegre, reverente e animado para a Marquês de Sapucaí. O ensaio é sempre para poder ajustar os possíveis erros. Um exemplo é que a gente, do carro de som, foca muito na nossa parte, mas acredito que a escola fez um grande ensaio e a comunidade veio cantando o samba muito feliz. E temos muita felicidade, nós, compositores, de termos feito esse samba”, comentou o intérprete Matheus Gaúcho.

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O samba, que é de fácil assimilação, mostrou uma funcionalidade correta no ensaio. Sem maior explosão, segurou de maneira satisfatória a passagem da escola. Matheus Gaúcho e Thiago Brito mostraram boa sintonia e sustentaram a obra na maior parte do ensaio. O refrão central obteve bom rendimento e foi um ponto de destaque da apresentação. A primeira parte teve um desempenho mais inconstante, com algumas quedas.

“A gente vem trabalhando já há bastante tempo na disputa do samba. Eu participei de toda a discussão e das adaptações para o samba e para as nossas vozes, já pensando na nossa forma de cantar. Eu acho que hoje é um teste. O som ainda está passando por alguns ajustes, mas foi bastante proveitoso. Agradeço ao máximo à minha dupla. A gente não tem vaidade, e o que importa é a nossa escola, a nossa bandeira, que é a Unidos da Ponte. Eu me considero um pé-quente, porque já participei de alguns títulos e de alguns vice-campeonatos. Que seja, então, a melhor colocação da história da Unidos da Ponte. Eu acredito, como estou falando agora, que será o maior desfile da história, porque o nosso presidente e a nossa diretoria não estão medindo esforços em todos os setores. Eu sou bastante chato, e o Matheus está aqui de prova, mas tenho recebido tudo o que exijo para o melhor, porque é a nossa vida. A gente ama o que faz, obviamente trabalha e vive disso, é o nosso financeiro, mas, se não tiver amor e se não tiver paixão, você pode ganhar milhões que nada vai superar”, citou o cantor Thiago Brito.

OUTROS DESTAQUES

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MC Serginho veio liderando uma das alas da escola, que pecou pela falta de canto. A bateria, comandada pelos mestres Alex Vieira e Juninho, potencializou o samba com um ritmo firme e boas bossas. A ala de passistas da Ponte mostrou que a mistura do samba com o funk dá um bom caldo e deu show de ginga na avenida.

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“Foi bom, foi bom. Pode melhorar, a gente é muito perfeccionista, então acredita que sempre pode melhorar. Teve uns impercalços em relação ao som, atrapalhou um pouquinho a gente, mas, fora isso, a bateria foi com êxito. Perfeita, perfeita não, perfeita só Deus, mas foi maravilhosa. Fiquei muito feliz e muito contente com o ensaio. Podem esperar um trabalho firme, com dedicação. Foi muita dedicação para ter um trabalho legal, dentro do enredo. Podem esperar bastante coisa: vai ter dancinha, vai ter funk, vai ter charme, vai ter tudo pra gente”, revelou mestre Juninho.

Freddy Ferreira analisa bateria da Vigário Geral no ensaio técnico na Sapucaí

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Um ótimo ensaio técnico da bateria “Swing Puro”, comandada pelo mestre Luygui. Uma bateria com uma afinação de surdos poderosa e impactante foi exibida. Ainda assim, tanto os médios quanto as peças leves também se sobressaíram, graças a trabalhos musicais de excelência entre os mais diversos naipes.

Na parte da frente do ritmo da Vigário, um naipe extremamente acima da média de chocalhos se exibiu de forma impecável. Tudo isso junto de uma ala de tamborins de imensa virtude musical, contando, inclusive, com um carreteiro uníssono e bastante potente. Ainda ajudaram a complementar as peças leves uma boa ala de agogôs, pontuando o desenho rítmico por meio da melodia do samba, e um naipe de cuícas de inegável qualidade. A talentosa cabeça da bateria “Swing Puro” ajudou demais na densidade musical das camadas rítmicas da bateria.

A cozinha da bateria “Swing Puro” contou com sua já tradicional afinação bem pesada de surdos. Os marcadores de primeira e segunda tocaram com firmeza, mas também com bastante precisão. O balanço irrepreensível dos surdos de terceira ainda auxiliou no preenchimento acima da média dos graves. Caixas consistentes e taróis com boa ressonância exibiram qualidade junto de repiques igualmente talentosos, garantindo uma camada musical privilegiada dos naipes médios.

Bossas altamente vinculadas à melodia do aguerrido samba-enredo da escola foram apresentadas, todas se aproveitando da irretocável pressão sonora dos surdos, graças à afinação pesada da bateria “Swing Puro”. O ponto alto musical dos arranjos é a paradinha do refrão principal, que, mesmo musicalmente complexa, mostrou-se perfeitamente casada com o estribilho da canção.

Um ótimo ensaio técnico da “Tropa do Amassa”, do mestre Luygui. Uma bateria “Swing Puro”, da Vigário Geral, apresentando um ritmo de excelência em todos os naipes. Mesmo com uma criação musical mais complexa e de difícil execução, as bossas foram apresentadas com precisão, além de notória pressão. Um tremendo sacode da bateria da Vigário!

Freddy Ferreira analisa bateria da Unidos da Ponte no ensaio técnico na Sapucaí

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Uma apresentação próxima do correto da bateria “Ritmo Meritiense”, da Unidos da Ponte, comandada pelos mestres Alex Vieira e Juninho. Uma sonoridade altamente vinculada ao funk (tema da escola de São João de Meriti) foi exibida, sendo o ponto alto dos arranjos a bela e musical bossa do refrão do meio.

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Na cabeça da bateria, uma ala de chocalhos extremamente acima da média foi o ponto alto das peças leves, junto de um naipe de tamborins que se exibiu de forma sólida. Uma boa ala de agogôs executou um desenho rítmico pautado pelas nuances melódicas da obra sobre o funk. Um naipe de cuícas eficiente também auxiliou no preenchimento das peças leves. Muito boa a execução de chocalhos e tamborins na bossa do refrão do meio, contribuindo demais para a musicalidade diferenciada do referido trecho, com um toque consistente que ajudou no balanço.

Na parte de trás da “Ritmo Meritiense”, foi notada uma boa e pesada afinação de surdos. Os marcadores de primeira e segunda tocaram com firmeza, assim como os surdos de terceira deram bom balanço aos graves. Tudo isso com o auxílio de um naipe consistente de caixas de guerra, tocando junto de uma boa ala de repiques.

Bossas bastante musicais foram apresentadas, desde uma da segunda parte do samba, que se aproveitava das diferenças de timbres dos surdos, até uma bossa um pouco mais complexa na cabeça do samba. A sonoridade produzida na paradinha do refrão do meio passou de forma sublime por toda a pista, sendo um dos pontos altos musicais dos arranjos, graças ao casamento de perfeita integração entre bateria, tema e a obra, contando com o balanço diferenciado no ritmo do funk.

Uma bateria “Ritmo Meritiense”, da Unidos da Ponte, dirigida pelos mestres Alex Vieira e Juninho, que apresentou margens para crescimento. Em um ensaio, sem dúvida alguma, produtivo, foi possível identificar eventuais questões que podem ser melhoradas até o desfile principal. O conjunto de bossas, embora bastante musical, ainda carece de maior precisão, e existe tempo hábil para isso. É usar o aprendizado do treino de hoje para colher os melhores frutos possíveis e otimizar o trabalho rítmico, visando ao desfile oficial.

Freddy Ferreira analisa bateria da Em Cima da Hora no ensaio técnico na Sapucaí

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Um bom ensaio da bateria “Sintonia de Cavalcante”, da Em Cima da Hora, comandada pelo mestre Léo Capoeira. Um ritmo profundamente vinculado ao tema de vertente africana foi exibido, garantindo uma integração plena do belo samba-enredo da escola com o ritmo de sua bateria. O andamento mais quente escolhido casou bastante com a obra da agremiação, impulsionando a comunidade durante o ensaio.

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Um naipe de tamborins, com bom volume, executou um desenho rítmico simples, com eficiência. Tudo seguido por uma ala de chocalhos extremamente acima da média, com um carreteiro simplesmente impecável, que auxiliou de forma luxuosa no preenchimento das peças leves. Uma boa ala de cuícas também ajudou na sonoridade da parte da frente do ritmo, junto de um naipe de agogôs bastante eficiente, que pontuou as nuances melódicas da obra da escola em sua convenção.

A cozinha da bateria “Sintonia de Cavalcante” contou com uma boa afinação de surdos. Os marcadores de primeira e segunda foram firmes, mas seguros durante o ensaio. Os surdos de terceira ficaram responsáveis pelo bom balanço envolvendo os graves, tanto em ritmo quanto em bossas. Um naipe de caixas esplêndido fez um ritmo impecável, junto de repiques coesos e de qualidade musical.

Um conjunto de bossas bastante musical foi apresentado. Sempre aproveitando as variações melódicas para consolidar seu ritmo, os arranjos exibiram conexão profunda com o enredo vinculado à matriz africana da Em Cima da Hora. Destaque para a bossa do estribilho, com solo dos tamborins fazendo “palminha de macumba”, junto de agogôs de uma campanha (boca) que tocavam junto de congas. Um arranjo bastante musical, além de proporcionar uma exibição energética diferenciada. O arranjo realizado na cabeça do samba explorou de forma eficiente os surdos, bem como se aproveitou da boa afinação para exibir as diferentes timbragens.

Um ensaio que fará os ritmistas do mestre Léo Capoeira, da Em Cima da Hora, voltarem satisfeitos pelo bom treino no campo de jogo. Uma bateria muito bem fundamentada, com o tema sobre Pomba Giras, foi apresentada, aproveitando-se das variações melódicas da bela obra da agremiação para consolidar seu ritmo. Tudo com bastante “Sintonia” com um carro de som bastante acima da média, garantindo uma musicalidade requintada da Em Cima da Hora.

Comissão de frente e força da comunidade são destaques no primeiro ensaio técnico do Vai-Vai

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Por Gustavo Lima e Will Ferreira

O Vai-Vai realizou na noite da última sexta-feira seu primeiro ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, visando à preparação para o desfile de 2026. O treino teve como destaque positivo a estreia da dupla de coreógrafos Diogo e Priscila, que apresentou uma comissão de frente de fácil leitura, satisfatória e que cumpriu todos os requisitos previstos no manual do julgador.

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira Pedro Trindade e Mirelly Nunes também merece atenção, em especial a porta-bandeira, que suportou uma forte ventania durante todo o ensaio, conseguindo conduzir o pavilhão com garra. O intérprete Luiz Felipe conduziu bem o samba-enredo, interagiu com o público e buscou levantar a comunidade durante todo o tempo.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Entretanto, um ponto negativo foi a evolução problemática apresentada pela escola. Com muito tempo parada em um mesmo local, o cronômetro da pista indicou um quase estouro de tempo, com risco de divisão de alas ou formação de buracos. Trata-se de um grande ponto de atenção para o departamento de harmonia e evolução da agremiação do Bixiga para o próximo ensaio técnico, que acontece na próxima semana, no dia 30/01.

De acordo com o cronômetro da pista, instalado para os desfiles e ainda em fase de testes, a escola fechou com 1h56m, indicando estouro de tempo. No entanto, o CARNAVALESCO apurou junto ao departamento de harmonia que, na contagem interna da escola, o tempo foi de 59 minutos. Fica, portanto, registrada essa divergência.

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O Vai-Vai tem como enredo para o próximo carnaval “A Saga Vencedora de um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Pauliceia”, um filme contado sob a ótica do cinema Veracruz sobre a cidade de São Bernardo do Campo. O tema é assinado por uma comissão de carnaval.

COMISSÃO DE FRENTE

Coreografados pela dupla estreante Diogo e Priscila, os bailarinos do Vai-Vai desfilaram representando operários, com figurinos de aspecto desgastado, transmitindo a sensação do trabalho árduo do povo de São Bernardo. A comissão contou ainda com quatro tripés que simbolizavam câmeras, carregados pelos próprios componentes durante a coreografia, reforçando a ideia de um filme em preto e branco do cinema Veracruz sobre a cidade.

De forma correta, os componentes estenderam os braços para saudar o público e a escola, cumprindo os requisitos básicos do manual do julgador.

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Havia também um tripé no qual os bailarinos entravam e saíam, mas não foi possível identificar exatamente sua função, pois ainda estava em fase de finalização e foi levado à pista coberto por saco plástico. Vale ressaltar que se trata de uma comissão de frente de fácil entendimento, que traduz de maneira simples o tema proposto, eliminando as dificuldades de compreensão da narrativa.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Pedro Trindade e Mirelly Nunes enfrentou o forte vento presente na pista do Anhembi e realizou um ensaio seguro. O destaque fica para a porta-bandeira, que conduziu o pavilhão de forma brilhante, sem deixá-lo enrolar no mastro.

Aparentemente, houve uma estratégia em que o mestre-sala demorava mais para estender o pavilhão, com o objetivo de ganhar alguns segundos e permitir que a bandeira fosse conduzida com maior delicadeza, minimizando os efeitos da ventania, incomum para o mês de janeiro na cidade de São Paulo.

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Não foi observada uma coreografia mais contundente dentro do samba, mas os giros no sentido horário e anti-horário do casal, especialmente da porta-bandeira, merecem destaque. Mirelly exala elegância e executa os movimentos com intensidade. Independentemente do resultado no carnaval, trata-se de um grande acerto do Vai-Vai, com potencial para ser uma das revelações do desfile.

“A gente vem ensaiando desde abril. É um trabalho muito intenso, forte e focado. Hoje descemos pela primeira vez na pista como casal oficial, com a responsabilidade de parar e apresentar para a cabine, com essa noção do quesito mestre-sala e porta-bandeira. Foi uma sensação muito forte, uma entrega muito boa. Conseguimos mostrar um pouco do que vem sendo ensaiado desde abril. Ainda há muita coisa para ajustar, mas, por enquanto, só tenho a agradecer. Foi muito boa essa entrega do primeiro ensaio”, disse a porta-bandeira.

“Como ela falou, a entrega foi feita. Demos o nosso melhor hoje nessa pista. As dificuldades no percurso existem: pegamos muito vento, teve a pausa da bateria e, logo depois, mais dois jurados. Não foi difícil, mas foi um outro tipo de treinamento. Foi a primeira vez que viemos e, nesta semana, teremos um ensaio específico aqui dentro. Já começamos a ajustar alguns pontos com a nossa técnica. Para uma primeira vez, entregamos o nosso melhor. Ficamos felizes com o que foi apresentado. Foi tranquilo, tudo por esse manto maravilhoso”, declarou o mestre-sala.

HARMONIA

Pode ser até injusto afirmar, mas a comunidade do Vai-Vai talvez seja a mais apaixonada do carnaval paulistano. A história comprova isso, e esse sentimento se reflete nos sambas que a escola canta. Para 2026, a “Escola do Povo” apresenta uma trilha sonora cuja safra inicial não ajudou, mas que, com o passar do tempo, foi completamente abraçada.

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A comunidade cantou forte um samba fácil de assimilar. É difícil apontar uma estrofe em que o canto se sobressaia mais, mas o refrão principal merece destaque pela explosão causada pelos versos que o antecedem na segunda parte da obra. O tradicional “vai, vai, vai, vai” empolga os componentes. Rimas simples e frases com melodia prolongada facilitam o canto, ponto importante a ser ressaltado.

Vale destacar ainda que os desfilantes não perderam a empolgação e cantaram forte durante todo o ensaio, algo relevante especialmente pelo fato de a última cabine de julgamento estar localizada próxima ao portão de fechamento.

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“A comunidade, quando abraça o samba, é porque é o samba que a comunidade queria. Abraçou, e vamos trabalhar juntos. O samba evoluiu demais, até diferente do que na quadra, porque aqui é de verdade. É muito bom trabalhar com essa comunidade. É muito fácil. O objetivo é melhorar ainda mais para o próximo ensaio”, comentou o cantor Luiz Felipe.

EVOLUÇÃO

O andamento das alas seguiu o padrão do Vai-Vai, com os componentes evoluindo no ritmo do samba e da bateria. Não há um estilo excessivamente coreografado, tampouco uma evolução rígida ou militarizada. Os componentes evoluem de forma solta, refletindo a leveza da pegada da bateria, como foi visto neste ensaio.

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Já a parte coletiva apresentou problemas. Quando a bateria se preparava para entrar no recuo, o movimento durou cerca de quatro minutos. A comissão de frente, por exemplo, ficou parada executando sua coreografia em frente ao Setor E. Os integrantes da harmonia aguardavam o andamento da escola com o bastão vermelho erguido, indicando a paralisação.

Isso fez com que o relógio da pista apontasse um tempo de 1h06. No entanto, o CARNAVALESCO apurou junto ao departamento de harmonia que, na contagem interna, o ensaio foi fechado em 59 minutos. Houve correria, com integrantes dos departamentos de alas e harmonia reclamando do espaçamento nos corredores. Não foram observados buracos ou divisão de escola, mas situações assim podem gerar esse tipo de problema e precisam ser corrigidas com urgência.

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Outra informação apurada é que a grande parada ocorreu por conta de um teste de efeito previsto para o próximo ensaio. Segundo a harmonia, no verso “Vai parar geral”, a escola inteira irá parar. Ainda não se sabe como isso será executado, mas, neste ensaio, o quesito ficou comprometido. É um ponto que exige atenção, pois não é a primeira vez que o Vai-Vai enfrenta dificuldades no quesito Evolução.

SAMBA-ENREDO

O samba é de fácil entendimento, com rimas e estrofes simples, transmitindo a sensação de rápida assimilação por parte do componente. E foi exatamente isso que ocorreu, especialmente no refrão principal. Trata-se do famoso samba “chiclete”.

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O intérprete Luiz Felipe, mais uma vez, realizou um ensaio em nível de carro de som do Vai-Vai. Extremamente identificado com a escola, buscou interagir com o público presente a todo momento, chamando a comunidade para cima. Vale destacar o arranjo da introdução com flauta na melodia “se liga na cena, coisa de cinema”, emendando diretamente no término do refrão principal com o início da primeira parte do samba.

“Primeiro ensaio, muito bom. Energia da escola lá em cima, componentes cantando, escola vibrando, evoluindo. Assim que a gente sai, assim que eu peço, e eles, graças a Deus, me escutam e atendem. Hoje foi muito bom”, afirmou Luiz Felipe.

OUTROS DESTAQUES

A bateria “Pegada de Macaco” sustentou o ritmo do samba naquele seu estilo de sempre e executou as bossas de forma correta, com destaque para o baião na parte dos “nobres imigrantes”.

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O mestre Beto explicou: “Nós estamos fazendo um xote, que é um entre vários ritmos nordestinos. O repinique faz a base como se fosse o samba de roda, que existe no Nordeste. E o surdo de primeira, segunda e terceira fazem como se fosse a zabumba. A caixa e o tamborim fazem como se fosse a vareta que bate embaixo da zabumba. A ideia saiu dentro da garagem de casa. Os arranjos do Vai-Vai sempre saem de lá, e eu divido com a minha galera”.

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O músico, que faz dupla com o histórico mestre Tadeu, avaliou o geral do ensaio. “O ensaio de hoje foi bom. Eu tive mínimos problemas, fiquei emocionado, gostei, e, quando você vier falar comigo na sexta que vem, vai ter sido melhor ainda. O surdo de segunda eu vou falar com eles para melhorar, o quesito evolução da escola, pelo que eu pude ver, e meus tocadores de segunda. O resto foi bom, mas nós vamos atingir o ótimo e entregar o excelente para vocês no dia do desfile”, completou.

A rainha de bateria Madu Fraga mostrou samba no pé e simpatia o tempo todo. Ela mostra na avenida o amor pelo Vai-Vai no olhar. Grande destaque para a coroada desde 2024.

Freddy Ferreira analisa bateria do Jacarezinho no ensaio técnico na Sapucaí

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Uma exibição muito boa da bateria “Show Mil”, da Unidos do Jacarezinho, sob o comando do mestre Pelezinho. Um ritmo envolvente de caixas e repiques se juntou a uma afinação bem diferenciada de surdos, garantindo um trabalho de qualidade dos naipes médios e graves. Nos naipes agudos, o lado positivo foi a simplicidade de desenhos rítmicos funcionais, complementando as camadas musicais da bateria do Jacarezinho com eficiência.

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Na parte da frente do ritmo, xequerês, pandeiro, reco-reco, tantã e repique de mão exibiram seu ritmo e auxiliaram na bossa, conectando a musicalidade do homenageado, Xande de Pilares. Uma ala de cuícas correta, junto de um bom naipe de agogôs, apresentou-se com eficiência. Uma ala de chocalhos de qualidade executou uma convenção rítmica simples, mas funcional. O mesmo trabalho, pautado pela simplicidade, foi desenvolvido pelo naipe de tamborins, aproveitando-se das variações melódicas do samba da escola para exibir um desenho rítmico objetivo e funcional.

A parte de trás da bateria do Jacarezinho apresentou uma afinação de surdos impactante e poderosa. Os marcadores de primeira e de segunda foram firmes durante o cortejo, aproveitando a pressão do impacto dos surdos, graças a uma equalização que fez sobressair um trabalho de afinação que resultou em bastante pressão. Os surdos de terceira exibiram um bom balanço, além de um trabalho eficiente nas bossas da bateria “Show Mil”. É possível dizer, inclusive, que a pressão do impacto sonoro dos surdos foi realçada no conjunto de bossas, bem marcada e sempre pautada pelas nuances melódicas da escola do Jacaré. Um naipe de caixas sólido tocou de forma consistente, acompanhado de repiques coesos. Um trabalho merecedor de exaltação da cozinha da bateria do Jacarezinho.

As bossas da bateria “Show Mil” aproveitaram-se da pressão dos surdos para provocar impacto sonoro nos arranjos. A paradinha executada no refrão do meio, por ser mais simples, exibiu uma execução superior. Muito boa a alusão musical a “Furiosa”, do Salgueiro, na virada para finalizar o arranjo no trecho “Nem melhor, nem pior, apenas diferente”. Mais uma vez, contando com o impactante trabalho dos surdos pesados, conectando a musicalidade do Jacarezinho à escola de coração do homenageado.

Já a bossa da segunda parte do samba, que prossegue no refrão principal, é um arranjo mais elaborado e complexo, também pautado pelas nuances da melodia, além de contar com um trabalho de maior grau de exigência dos tamborins, principalmente no trecho do solo do arranjo junto de um único surdo marcando. Mesmo sendo de difícil execução, foi bem exibida pela pista, mas, por ser uma bossa mais extensa, precisa de atenção dos ritmistas durante todo o arranjo.

Uma exibição muito segura e bastante consistente da bateria da Unidos do Jacarezinho, de mestre Rafael Pelezinho. Bossas com pressão sonora diferenciada e bom conceito musical foram exibidas com eficiência. Uma apresentação para encher de orgulho toda a comunidade do Jacaré, além de dar esperança à agremiação em um quesito de excelência musical e bastante disputado. Uma volta potente do ritmo do Jacarezinho à Marquês de Sapucaí.