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Por dentro dos ritmos: saiba detalhes da bateria da Mangueira para o Carnaval 2023

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A Mangueira realizou mais um ensaio de rua no último domingo. A bateria da Verde e Rosa para o Carnaval 2023 pretende levar três paradinhas para o desfile oficial. Todas baseadas em se aproveitar das nuances melódicas do samba ou proporcionar um clima com levada baiana pela avenida, totalmente atreladas às boas intenções musicais do belo samba-enredo. Com um tema sobre ancestralidade africana que aborda o Candomblé e a musicalidade da Bahia, na tentativa de integrar culturalmente o enredo alguns instrumentos específicos serão utilizados, tais como xequerês e agogôs. Sem contar o trabalho dos “timbaques”, uma peça que mescla a musicalidade de timbal com atabaque, numa vertente musical que impacta positivamente a sonoridade em relação à africanidade.

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Uma marca registrada do DNA musical mangueirense é a pressão e vibração envolvendo seu tradicional surdo de primeira. Para mestre Rodrigo Explosão, além de base e pulmão da bateria, o surdo chega a estremecer o chão quando o ritmo mangueirense se aproxima. Tocando no contratempo da primeira, outra peculiaridade é a existência do surdo mor, que encaixa suas batidas buscando dar balanço ao ritmo. Esse fato, por si só, faz com que a bateria da Mangueira apresente uma sonoridade única em relação às demais baterias, já que na Estação Primeira não há o surdo de segunda, efetuando a resposta.

Ao contrário das outras escolas, os chocalhos são conhecidos e chamados de ganzás. Preenchendo musicalmente o ritmo da Mangueira, as caixas com batida rufada merecem ser ressaltadas, junto de uma ala que carrega o apelido da própria bateria, “Tem que respeitar meu tamborim”. A ala de tamborins vem recebendo atenção especial dos mestres, desenvolvendo um trabalho em franca evolução que busca sincronia, padronização da sonoridade, sem contar igualar a afinação da peça. A atenção com a batida de caixas também foi mencionada, bem como uma ponderação maior envolvendo os cortes do surdo mor.

Mestre Taranta Neto explica que o conceito do trabalho tem sido a limpeza técnica nas mais variadas batidas, em prol de um toque mais sincronizado entre todos os naipes do ritmo mangueirense. A busca é por igualar, inclusive, o volume produzido pelos instrumentos. O trabalho disciplinador tem nitidamente impactado na educação musical dos ritmistas da Mangueira, sem contar a definição de um andamento mais cadenciado, que costuma facilitar esse tipo de projeto. Mestre Rodrigo reflete sobre a importância de valorizar o conjunto. Bate na tecla que individualmente a bateria da Mangueira possui ritmistas de alto valor técnico, mas que às vezes produz mais em prol do individual do que pensando no aspecto coletivo do ritmo. Essa mudança tem sido a verdadeira filosofia musical que os mestres têm seguido.

Uma autêntica cultura da bateria da Mangueira, diferente de todas as outras escolas, é o mestre de bateria permanecer como ritmista após ser afastado do cargo de comando. Para Taranta Neto, a cultura enraizada e vinculada com o morro ajuda a compreender essa relação. Ser nascido e criado na comunidade, além de vivenciar na prática a agremiação é algo que faz parte do cotidiano do morador do morro da Mangueira, o que acaba aproximando intimamente da escola.

Já Rodrigo Explosão diz que é uma paixão inexplicável, uma espécie de amor de família, num legado costumeiramente passado para filhos e netos. Hudson é neto de mestre Taranta, enquanto Rodrigo é filho de Alcir Explosão. Ambos são mangueirenses desde o nascimento. Dentro desse âmbito, se faz necessário destacar o trabalho sólido do diretor musical Vitor Art, que também já foi mestre de bateria da agremiação. Graças à verdadeira sintonia fina de longa data, mestre Rodrigo Explosão afirma que o trabalho musical fica ainda mais integrado e caminhando por uma linha sincronizada de pensamento, ainda mais com mangueirenses que pelos tempos de convivência conseguem se falar pelo olhar.

Dentro do processo de renovação, a escola mirim Mangueira do Amanhã recebe uma importância fundamental. Primeiramente, levando em conta a relação comunitária, por salvar vidas, afastando jovens de caminhos perigosos. Portanto, além da formação musical, acaba sendo também vital na constituição do caráter de novos sambistas e ritmistas. Para compreender na prática essa ligação, o final do ensaio de rua da Mangueira ficou marcado por uma cena emblemática. Diretores de harmonia, que muito se esforçaram para manter o povão afastado da bateria segurando cordas, liberaram a passagem para a criançada poder sambar com a rainha de bateria Evelyn Bastos, que também é presidente da Mangueira do Amanhã.

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O ocorrido emocionou os presentes e mostrou efetivamente a importância social atrelada à Estação Primeira, numa verdadeira lição de representatividade e valorização cultural de sua comunidade. Um término de ensaio capaz de acalentar corações de sambistas, no qual foi possível atestar o crescimento musical da bateria da Mangueira. O samba vive e resiste. E no que depender da Estação Primeira de Mangueira sempre gerará frutos.

Opinião popular: Sambistas apontam pontos positivos e negativos dos mini desfiles do Grupo Especial para o Carnaval 2023

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A equipe do site CARNAVALESCO ouviu sambistas presentes na Cidade do Samba sobre os mini desfiles do Grupo Especial para o Carnaval 2023. A estrutura do evento, de maneira geral, foi aprovada. O público apontou os pontos negativos e positivos da festa. Performance das escolas, tempo de mini desfiles e quantidade de banheiros químicos foram aprovadas. Pedidos que os entrevistados avaliassem o evento. A nota média ficou em 9,85. * VEJA FOTOS DOS MINI DESFILES

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Fotos: Allan Duffes e Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Performance das escolas: O espetáculo produzido pelas escolas de samba do Grupo Especial foi bastante elogiado. O capricho e respeito das agremiações com o público, com efeitos pirotécnicos, belas fantasias e muito samba no pé tiveram destaque.

“As escolas deram um verdadeiro show aqui na Cidade do Samba e os sambas estão muito bonitos. Eu acredito que, caso se confirme o que nós vimos aqui hoje, temos tudo para ter um carnaval muito bonito e disputado na Sapucaí”, ressaltou Vania Costa, torcedora da Vila Isabel e também moradora do bairro de Noel.

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Tempo de mini-desfiles: O tempo de apresentação para cada escola, 35 minutos ao total, sendo 5 minutos para o esquenta e 30 minutos de evolução na pista, também não teve críticas por parte dos sambistas. As apresentações foram consideradas suficientes para apreciar as obras que embalarão o carnaval de 2023.

“As apresentações estão muito boas, gostei muito da Vila Isabel. Acho interessante que esse mini desfile dá uma ideia, uma pequena amostra do que realmente vai ser o desfile oficial. Sempre é uma disputa muito grande”, comentou Celeste, de Copacabana, torcedora e componente da Beija-Flor.

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Quantidade de banheiros de químicos: Quanto à estrutura em si, a quantidade de banheiros químicos disponível ao longo da Cidade do Samba também foi aprovada pelos sambistas. “O evento está ótimo, maravilhoso, super organizado, estão de parabéns. O banheiro está muito limpo e organizado”, disseram as irmãs Michele e Helena Silva, torcedoras da Imperatriz Leopoldinense.

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Preços, som e falta dos esquentas no palco são pontos a melhorar

Preços: Os preços, tanto dos alimentos e bebidas, quanto o valor das entradas, foram duramente criticados pelos presentes nos mini desfiles. Para muitos, os valores para comer e beber no evento, considerados “fora da realidade” afastou uma faixa de sambistas.

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“A estrutura do evento está muito legal, porém os preços estão um pouco caros, poderia ser um pouco mais acessível, tanto do ingresso quanto da alimentação aqui na Cidade do Samba”, criticou Gabriel Santos, de São Gonçalo e torcedor da Unidos do Porto da Pedra, escola da cidade.

“Em relação ao preço, acho que está fora da realidade da maioria do povo. A estrutura está legal, pode melhorar um pouco, mas no geral, a gente tem que incentivar, manter o otimismo que as coisas vão melhorar e o preço pode ajudar, entrar na realidade do nosso bolso”, completa Geovane, de Campo Grande e torcedor da Beija-Flor de Nilópolis.

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Som: O som, muitas vezes criticado pelos sambistas na Marquês de Sapucaí, também foi alvo de críticas na Cidade do Samba. O carro de som utilizado pelas escolas nas apresentações foi considerado insuficiente para parte do público presente, por não chegar de forma igualitária a todos os lugares do evento.

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“A Liesa precisa olhar com mais carinho para o som, pois uma vez que o evento é pago, diferente do ensaio técnico, que é gratuito e tem o som muito melhor que o daqui, que é pago. São coisas a serem acertadas e melhoradas”, critica o torcedor Felipe, da Mocidade Independente de Padre Miguel.

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Falta dos esquentas no palco: Outro ponto negativo apontado pelos sambistas foi a falta dos esquentas do palco da Cidade do Samba, como ocorreu no evento de fevereiro deste ano. “Duas coisas ano passado eram superiores a esse ano, que era o esquenta das escolas no palco e, para mim, não faz sentido grupo de pagode. Nada contra, adoro. Mas, quando as escolas esquentavam no palco, tinha um fluxo interessante das pessoas correrem pro palco e depois para largada e acompanhar até o final. A ausência do palco quebrou essa dinâmica”, completa o independente Felipe.

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Apesar dos problemas apontados, a percepção geral do público sobre o evento foi muito boa. Após o encerramento da festa, os sambistas foram praticamente unânimes ao apontar a necessidade de inclusão definitiva dos mini desfiles no calendário de eventos da cidade do Rio de Janeiro.

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“Para a gente que é sambista, o evento é muito bacana, é louvável e precisa acontecer mais vezes, entrar no calendário do samba, pois faz bem para a cultura. A gente não pode ficar só a mercê do ensaio técnico e dos desfiles, tem que ter mais movimentos como esse, a Cidade do Samba cheia, o sambista sendo representado, isso é bem bacana, conclui o nilopolitano Geovane.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

Grande Rio e Beija-Flor vão participar do Réveillon de Copacabana

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A Prefeitura do Rio anunciou nesta quarta-feira como será o Réveillon da cidade. A Grande Rio, atual campeã do Grupo Especial, e a Beija-Flor, a vice, vão ser apresentar na festa em Copacabana.

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Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio

A escola de Caxias estará no palco Copacabana que ainda terá os shows de Iza, Zeca Pagodinho, Alexandre Pires e DJs. A agrmeiação de Nilópolis ficará no palco Carioca com apresentações de Mart’nália, Gilsons, Bala Desejo e Djs.

Além de Copacabana, a Prefeitura do Rio será a responsável por estender as comemorações pela chegada de 2023 para outros oito pontos da cidade: Flamengo, Ilha do Governador, Madureira, Paquetá, Pedra de Guaratiba, Penha, Ramos e Sepetiba.

Números do Réveillon de Copacabana:

– 2 palcos
– 20 torres de comunicação com som
– 800 banheiros químicos
– 30 torres da PM
– 4 postos médicos
– 30 UTIs
– Base de órgãos públicos com 12 contêineres (em frente à Escola Municipal Cicero Penna)
– Central de monitoramento de câmeras
– 10 balsas
– 12 minutos de fogos

Carbono Neutro

Na edição de 2022, o investimento para neutralizar as emissões de carbono gerou os seguintes benefícios:

– Área preservada de floresta nativa: 14.210.53 m2
– Emissão evitada de carbono (carbono estocado): 1.080 CO2
– Madeira armazenada: 372.41 m2
– Preservação de espécies da fauna por hectare: 1.749
– Preservação de espécies da flora por hectare: 546
– Preservação de fluxo hidrológico em litros por ano: 46. 591.58

Torres de som e arte instagramáveis

Artistas plásticos vão criar ilustrações dando a sua interpretação sobre o que é a festa carioca. As instalações se tornarão ambientes instagramáveis exclusivos ao longo da orla de Copacabana.

Mini desfiles da Série Ouro revelam escolas preparadas para lutarem até o fim pelo único acesso ao Grupo Especial

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Pelo segundo ano consecutivo, a Liga-RJ fez na Cidade do Samba o lançamento dos sambas-enredos com os mini desfiles das 15 agremiações da Série Ouro. Mais uma vez, o evento foi um sucesso. Seguindo o trabalho pioneiro e bem feito pela Liga-SP, a Liga-RJ deu um tratamento ótimo na “passarela” montada no local e atraiu a atenção dos sambistas. Foi prazeroso ver e sentir o clima gerado pelas apresentações na pista. O som ainda é um ponto falho, e, infelizmente, em todos os eventos das escolas de samba, seja do Especial ou da Série Ouro. Confira como foram todas exibições, segundo o site CARNAVALESCO. * VEJA FOTOS DE TODOS OS MINI DESFILES

PORTO DA PEDRA: Apresentação magistral do intérprete Nêgo. Com toda experiência, o cantor aliou a força de puxador, animando e empurrando os componentes, a técnica da condução do samba. A obra, aliás, foi cantada o tempo inteiro. O Tigre de São Gonçalo está muito afiado e só pensa no título da Série Ouro. A bateria, de mestre Pablo, como sempre se destacou positivamente, como fez a comissão de frente, do coreógrafo Paulo Pina. Após a saída da porta-bandeira, Cintya Santos, o mestre-sala Rodrigo França ganhou um presente. A porta-bandeira Laryssa Victória mostrou um talento gigantesco na condução do pavilhão. Sem dúvida, ela brigará pelos prêmios de revelação no ano que vem. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

UNIÃO DA ILHA: Homenagendo a Portela em 2023, a Ilha realizou uma apresentação muito forte. Igor Vianna está perfeitamente encaixado na escola. A comunidade sempre canta forte e não foi diferente na Cidade do Samba. Mestre Marcelo Santos, agora está em jornada solo, e passou de forma magistral pela pista. Dançando juntos novamente o casal Thiaguinho e Amanda deixou a expectativa de um quesito que provavelmente será gabaritado. A escola possui grandes nomes na equipe, como o diretor de carnaval, Dudu Falcão, e o coreógrafo Márcio Moura, no comando da comissão de frente. Em um dos momentos mais emocionantes do dia, o carnavalesco Cahê Rodrigues passou pela pista com Wilma Nascimento, o Cisne da Passarela, que conduziu o pavilhão portelense. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

SÃO CLEMENTE: A escola de Botafogo mostrou que o seu padrão de apresentação é de Grupo Especial. Depois de muitos anos, os clementianos “berraram” o samba-enredo de 2023. Leozinho Nunes cresce de rendimento a cada ano que passa. Muito bom presenciar ao vivo a volta do casal Alex e Raphaela. Dança clássica. A dupla dignifica o quesito mestre-sala e porta-bandeira. Segurança no ritmo, a Fiel Bateria segue vivendo seus melhores dias sob comando de mestre Caliquinho. Após uma grande apresentação em 2022 pelo Império da Tijuca, o coreógrafo Lucas Maciel comprovou que tem totais condições de ser um dos melhores comandantes de uma comissão de frente. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

INOCENTES DE BELFORD ROXO: A Caçulinha da Baixada tem quesitos fortes para a disputa da Série Ouro. No comando do carro de som, o intérprete Thiago Brito é a segurança no desenvolvimento da obra. Aliás, mais uma vez, a escola acerta na encomenda e levará um grande samba para o desfile. Os componentes deram conta do recado no canto. Composta somente por mulheres, a comissão de frente fez alguns movimentos, mas não revelou muitos detalhes. Espetacular a performance do casal de mestre-sala e porta-bandeira. A Inocentes acertou na junção da experiência de Jaçanã com a juventude de Matheus Machado. Promessa de um dos melhores casais dos desfiles do ano que vem. A agremiação capricha sempre em suas apresentações, destaque para ala de baianas e a utilização de destaques. Fechando os desfiles em 2023, sem dúvida, a Inocentes é uma das postulantes ao sonhado título e a volta ao Especial. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

UNIDOS DE PADRE MIGUEL: A escola que o sambista mais torce é a UPM. Independente de ter outra agremiação no coroação, o apaixonado por carnaval se derrete pelo Boi Vermelho da Vila Vintém. Isso é facilmente percebido em qualquer apresentação. Não foi diferente na Cidade do Samba. A abertura imponente e vibrante deu o tom do espetáculo. Bruno Ribas, no carro de som, comandou o samba, e o público. Craque, fazia tempo que ele não tinha uma atuação tão espetacular. O casal Vinicius e Jéssica é um dos mais fortes da Série Ouro. Garantia de segurança para escola. A vermelho e branco está mordida com os últimos julgamentos. Os componentes pisaram com muita força na pista. O impacto era de um desfile oficial dentro de apenas uma prévia do Carnaval 2023. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

UNIDOS DE BANGU: Após o problemático desfile em 2022, que poderia ter resultado no rebaixamento, a escola pisou muito forte na Cidade do Samba. Comissão de frente com dança impactante e muito vibrante. No comando do carro som, Pixulé teve grande atuação na obra, que é uma das melhores do ano. Os componentes passaram pela pista cantando o tempo inteiro. Uma apresentação nunca vista da agremiação da Zona Oeste. O casal Anderson e Eliza muito seguro na dança. Ponto positivo e forte da vermelho e branco. Destaque para o tratamento dado para os figurinos e ao ao mini desfile como uma prévia importante do desfile. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

ACADÊMICOS DE NITERÓI: Com a base do Sossego, a escola trouxe a comissão de frente, comandada por Carlos Fontinelle, com bonito figurino e realizando diversos movimentos coreógraficos. Talento puro do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fabricio e Giovanna, um dos melhores do grupo. Em sua estreia no carnaval do Rio, o intérprete Danilo Cezar foi um dos destaques na condução do samba. Organizada, a escola levou um bom número de componentes. O canto pode melhor com os ensaios em Niterói. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

ESTÁCIO DE SÁ: Berço do samba nunca está fora do jogo. Quando a Estácio aparece a conversa muda. É comunidade na pista. Isso foi visto na Cidade do Samba. O estaciano abraçou a escola, mais uma vez, em um dos momentos difícieis. Até o momento, a escola não possui um barracão próprio e ocupa um espaço no Rio Comprido e que está cedido pela RioTrilhos. Comandada pela coreógrafa Ariadne Lax, a comissão fez uma apresentação consistente, mas sem revelar muitos detalhes do que será feito na Avenida. O primeiro casal não se apresentou, por motivo de saúde da porta-bandeira, e foi substituído pelo segundo. No comando do carro de som, o intérprete Tiganá fez uma ótima estreia pela escola. Sua performance favoreceu o canto dos componentes. Sem dúvida, a Estácio foi uma das escolas que mais apresentou samba no pé dos integrantes no mini desfile. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

VIGÁRIO GERAL: Exibição de craque do intérprete Tem-Tem Jr. A cada apresentação fica mais clara que sua presença na Série Ouro deve estar acabando. O cantor tem totais condições de estar no Grupo Especial. A escola promete um desfile muito alegre. O canto da comunidade pode ser mais forte. A comissão de frente, do coreógrafo Handerson Big, fez diversos movimentos coreógraficos. Em uma linda atitude, o casal Josias Araújo e Sophya Canuto, com síndrome de donw, arrancou muitos aplausos do público. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diego Jenkins e Thainá Teixeira, está cada vez mais entrosado e gerando um dos melhores quesitos da agremiação. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

IMPÉRIO DA TIJUCA: Escola de comunidade forte, como sempre, faz apresentação vibrante. O Primeiro Império do Samba pisou forte no mini desfile. Comandada por Jardel Lemos, a comissão de frente caprichou no figurino e na coreografia. Parecia desfile oficial. Daniel Silva, mais uma vez, fez uma ótima apresentação. O samba, um dos melhores do grupo, facilita o canto dos componentes. O casal Renan e Laís traz segurança para o quesito. A dupla é muito entrosada e dança sempre com muito talento. Sem dúvida, a apresentação do Império da Tijuca marcou território e revelou que a verde e branco é também candidata aos primeiros lugares no ano que vem. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

LINS IMPERIAL: Ótima condução do samba-enredo por parte dos intérpretes Lucas Donato e Rafael Tinguinha. A dupla está muito entrosada e casou bem demais com a bela obra da agremiação para o ano que vem. Escola de comunidade forte, a Lins Imperial teve um rendimento uniforme no canto dos componentes. A comissão de frente fez coreografia em cima do samba-enredo e arrancou aplausos do grupo. O casal Jackson Senhorinho e Manoela Cardoso “conversa” muito bem na dança e traz segurança para escola no quesito. Com o enredo homenageando Madame Satã, a Lins deixou no ar que não está de bobeira para o Carnaval 2023. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

EM CIMA DA HORA: Sem a presença do cantor Arthur Franco, Igor Pitta, anunciado recentemente como intérprete, correspondeu e deu um ótimo rendimento do samba para escola. A comissão de frente apresentou coreografia em cima do samba. Destaque para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Johny Matos e Jack Gomes, muita segurança na dança da dupla. A escola levou um bom contingente de componentes, incluindo, destaques de alegorias. O canto pode melhorar nos ensaios até o carnaval. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

UNIDOS DA PONTE: A escola optou por não levar comissão de frente. A velha-guarda abriu o mini desfile. A agremiação levou um bom número de componentes. O samba foi mais cantado em algumas partes, como “deixa em paz meu terreiro de Candomblé”, do que em outras. O intérpete Kleber Simpatia fez sua estreia e mostrou bom desenvolvimento na condução do samba-enredo. O casal Emanuel e Thainara teve uma exibição segura. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

UNIÃO DE JACAREPAGUÁ: Também de volta ao Sambódromo no ano que vem, a escola contou com a estreia dos cantores Leléu e Zé Paulo Miranda. A dupla conduziu muito bem o samba-enredo. Como o Arranco, a agremiação fez um mini desfile com alto número de componentes e de maneira organizada. O canto pode crescer nos ensaios com a comunidade. Destaque para a ala de baianas da verde e branco e também para a apresentação da comissão de frente brindando o público com uma exibição especial. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

ARRANCO: De volta ao Sambódromo em 2023, o Arranco pisou com comunidade forte no mini desfile da Série Ouro. Destaque para a equipe do intérprete Diego Nicolau, que possui em Pâmela Falcão, uma grande voz no carro de som. O samba-enredo é um dos trunfos da escola. Apesar de levar um bom número de componentes e estar organizada, a escola pode melhorar mais o canto da comunidade. A comissão de frente se destacou por fazer coreografia especial para o público. * LEIA AQUI A PERFORMANCE DA BATERIA

Prefeitura de Maricá realiza I Seminário Samba & Carnaval

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O carnaval é uma das principais festas da cultura brasileira que, com criatividade e muito samba no pé, transforma a maior expressão artística popular em geração de empregos e fonte de renda. Apenas no estado do Rio de Janeiro, a movimentação econômica chega a R$ 4 bilhões por ano. Para inserir a população maricaense neste mercado promissor, a Codemar (Companhia de Desenvolvimento de Maricá) realiza nesta quarta-feira o I Seminário Samba & Carnaval de Maricá, que acontece das 9h às 15h, no auditório do Banco Mumbuca, no Centro.

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“O Carnaval também é desenvolvimento econômico. O impacto do Carnaval na geração de empregos está em constante crescimento ao longo dos últimos anos e inúmeras são as profissões que atuam durante todo o ano nesta festa da cultura popular”, reitera o prefeito de Maricá, Fabiano Horta.

O objetivo é fomentar o debate sobre a temática “Carnaval” e “Samba” na cidade, uma vez que a Codemar desenvolve a proposta de um projeto de realização de cursos profissionalizantes na área. Com o tema “Carnaval Patrimônio Imaterial do estado do Rio de Janeiro, traduzindo saberes, fazeres, identidade e memória coletiva”, o evento irá homenagear o cantor e compositor Claudinho Guimarães, conhecido por assinar sambas como “Quando Gira Girou”, famoso na voz de Zeca Pagodinho. Guimarães faleceu em 2020, em Maricá, onde residia. A outra homenageada é a sambista Beth Carvalho, falecida em 2019, que também tinha uma residência na cidade, no bairro Cordeirinho.

“O grande evento que é o Carnaval não é apenas entretenimento e, sim, geração de renda para inúmeras famílias. A mão de obra não precisa, necessariamente, ficar na cidade do Rio. Maricá vai se tornar um polo de profissionais capacitados para atuação na área”, ressalta o presidente da Codemar, Olavo Noleto.

O seminário

Durante o evento, serão realizados debates com as temáticas: “O panorama do Carnaval no estado do Rio”, “A importância da indústria do Carnaval para o desenvolvimento de Maricá”, “Ritos e Identidades – A história do Carnaval em uma perspectiva antropológica, social e cultural”, “O Carnaval como direito à cidade, cidadania e pertencimento – Pluralidade do Carnaval”. Fechando o encontro, terá uma roda de samba com mulheres sambistas de Maricá.

“Este seminário representa um momento importante para Maricá, é uma abertura das próximas etapas de um projeto maior de economia criativa, assim como a Casa do Samba Beth Carvalho, que está sendo iniciada. Esta iniciativa alia a geração de renda que ronda o carnaval juntamente com nomes importantes da nossa cidade e cria no cidadão o vislumbre de um futuro artístico, alegre e promissor nas mais diversas áreas”, finaliza o diretor de Economia Criativa e Sustentabilidade da Codemar, Paulo Neto.

A mesa de abertura contará com as presenças do prefeito de Maricá, Fabiano Horta. do presidente da Codemar, Olavo Noleto, e da Secretária Estadual de Cultura e Economia Criativa, Danielle Ribeiro. O evento contará, ainda, com a participação de grandes nomes do Carnaval, como o diretor Cultural da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Luiz Carlos Magalhães, do presidente da Niterói – Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), Paulo Novaes; e do presidente da Federação da Indústria Criativa Cultural do Carnaval do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Firmino, além de demais presidentes e representantes de ligas e agremiações de Maricá, Niterói e Rio de Janeiro.

Serviço:
Data:14/12/22
Credenciamento: 9h às 14h
Horário: 9h às 18h
Local: Auditório do Banco Mumbuca
Rua Pereira Neves, 30 – Centro, Maricá

Programação:
• Mesa l – 10h: Mesa de abertura
• Mesa ll – 10h30: “O panorama do Carnaval no estado do Rio”
• Mesa lll – 11h15: “A importância da indústria do Carnaval para o desenvolvimento de Maricá”
• Mesa lV – 12h: “Ritos e Identidades – A história do Carnaval em uma perspectiva antropológica, social e cultural”
• Mesa V – 13h: “O Carnaval como direito à cidade, cidadania e pertencimento – Pluralidade do Carnaval”
• 14h/15h30: Roda de Samba com mulheres sambistas de Maricá

Vila Isabel escolhe nova musa da comunidade nesta quarta-feira

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A Unidos de Vila Isabel vai conhecer nesta quarta-feira a nova musa da comunidade. Após diversas etapas, onde as candidatas puderam vivenciar a experiência da função durante as atividades da agremiação, três sambistas chegam à final: Anna Karolina, Dandara Barreto e Kauany da Glória. A vencedora receberá a faixa durante o ensaio de rua, cuja concentração começa às 20h, em frente à Basílica Nossa Senhora de Lourdes, que fica no Boulevard 28 de Setembro, 200.

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Anna Karolina. Foto: Carlos Lucio/Vila Isabel
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Dandara Barreto. Foto: Carlos Lucio/Vila Isabel
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Kauany da Glória. Foto: Carlos Lucio/Vila Isabel

Anna tem 23 anos, mora na Tijuca, é estudante de Direito e chegou na Vila Isabel aos 16 anos. Essa idade é justamente a que possui atualmente a estudante Dandara. Ela e Kauany, de 19 anos, são crias do Morro dos Macacos, passaram pela Herdeiros da Vila e são passistas da escola.

A grande vencedora se juntará às musas Andrea de Andrade, Dandara Oliveira, Gabi Martins e Paula Bergamin no desfile de 2023, quando a azul e branca do bairro de Noel levará para a Sapucaí o enredo “Nessa festa, eu levo fé”, desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros.

Final do concurso de musa da comunidade e ensaio de rua da Vila Isabel
Data: 14/12
Horário: 20h
Local da concentração: em frente à Basílica Nossa Senhora de Lourdes – Boulevard 28 de Setembro, 200
OBS: o ensaio seguirá pela rua em direção à quadra da escola, no sentido da Praça Barão de Drummond.

Rainhas da bateria roubam a cena no evento Rio Carnaval e se preparam para fevereiro

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O evento da Liesa, Rio Carnaval, ocorreu no último sábado (03) e domingo (04), promovendo um mini desfile das escolas de samba e marcando o lançamento do CD dos sambas-enredo 2023. Apesar do carnaval ocorrer apenas em fevereiro, as escolas de samba e suas rainhas de bateria já estão empolgadas, mostrando durante o evento que a festa já começou.

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O Rio Carnaval funcionou como um “esquenta”, para que as escolas já mostrem parte do que trarão para a Sapucaí. Além de alegoria própria para o desfile, o evento trouxe rainhas de bateria dando show de beleza, vestindo looks produzidos apenas para a festa e trazendo muito samba. Um exemplo de rainha que chamou a atenção foi Viviane Araújo, que desfilou com o Salgueiro e a bateria Furiosa. O look especial da celebridade foi confeccionado por Guilherme Alves.

Já Sabrina Sato trouxe uma vestimenta temática para o seu desfile com a Unidos de Vila Isabel, sendo que o seu look exclusivo trouxe o espírito do Natal junto ao carnaval, com
muitas bolinhas e uma estrela prateada no topo da cabeça. Representando a árvore de natal, a artista mostrou estar preparada para fevereiro de 2023.

Mais aparições de cair o queixo foram as de Lexa, da Unidos da Tijuca, Erika Januza, da Unidos do Viradouro, Bianca Monteiro, da Portela, e Evelyn Bastos, da Mangueira. Uma ausência bastante sentida foi a de Paolla Oliveira, rainha da Grande Rio que não pode participar do evento.

Estreias

As duas noites do evento também contaram com estreias caprichadas à frente da bateria. Um exemplo foi a Imperatriz Leopoldinense, que apresentou a mais novíssima rainha, Maria Mariá, cria de Ramos. Já a Beija-Flor de Nilópolis trouxe a majestade Lorena Raíssa, vencedora do concurso da comunidade para ganhar o posto que foi de Raíssa de Oliveira. Wenny Isa, princesa de bateria, também estreou ao lado de Darlin Ferrattry, sua mãe e rainha que ficou à frente dos ritmistas do Império Serrano.

Essa foi a segunda edição do Rio Carnaval. O evento foi criado por conta da pandemia para que as pessoas tivessem um gostinho do carnaval. Na época, os desfiles ainda não podiam ocorrer por conta da situação sanitária, e aconteceram apenas em abril.

2020 – Ano dos cassinos

Os quatro dias do carnaval de 2020 foram intensos, e um tema que foi destaque em desfiles, blocos e festas foram os cassinos. Remetendo aos tempos em que a atividade era
permitida no território nacional, algumas das maiores alas e desfiles trouxeram o luxo e elementos clássicos dos cassinos. Hoje em dia, existe o caça niquel online encontrado no
sitedeapostasonline.net, mas as opções físicas ainda não podem operar por aqui. Mesmo assim, em ambiente virtual é possível se divertir sem gastar muito em máquinas caça-níqueis e aproveitando bônus de boas vindas exclusivos.

Em São Paulo, por exemplo, o camarote Bar Brahma levou um cassino para o Sambódromo do Anhembi. Nesse local, se misturou Las Vegas com o clássico Cassino da Urca, e houve até mesmo uma moeda própria para os convidados, que puderam “apostar” e
se divertir.

Já na Sapucaí, no Rio de Janeiro, o Camarote +Brasil instalou um cassino em plena passarela do samba, com mesas originais de poker, blackjack, roleta e máquinas de caça-níqueis vindas diretamente de Las Vegas. Transbordando luxo, o espaço teve diversas personalidades como visitantes, incluindo o governador de São Paulo, João Dória.

Quanto aos desfiles, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a escola Unidos do Bairro do Cruzeiro também falou de jogos, relembrando o bingo da Rua 14 de Julho. O seu samba de enredo foi: “Jogar é um desafio, desafio envolve riscos, riscos envolvem incertezas, incertezas envolvem perdas ou ganhos”. Em Santos, São Paulo, a escola de Samba Brasil trouxe o enredo: “Sem cartas marcadas”. Na passarela, a campeoníssima
chegou”, mostrando a arte do baralho e dos jogos de cartas.

Paraíso do Tuiuti realiza ensaio de rua com expressivo canto da comunidade

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Nem a chuva que caiu antes, ou a ameaça de que ela poderia voltar mais forte, impediu que a comunidade do Paraíso do Tuiuti comparecesse com força na noite de segunda-feira para mais um treino ao ar livre em preparação para o Carnaval 2023. O teste foi realizado na Rua Campo de São Cristóvão, com concentração em frente ao Colégio Pedro II, e os foliões evoluíram em direção à quadra. O treino teve duração de uma hora e meia e o destaque foi o bom canto da comunidade que sustentou o samba durante todo o ensaio amparado pelo ótimo desempenho do carro de som comandado por Wander Pires. A bateria, de mestre Marcão, que testou mais algumas bossas, o primeiro casal e a comissão de frente também se destacaram. Em 2023, o Paraíso do Tuiuti será a primeira escola a desfilar na segunda noite do Grupo Especial com o enredo “Mogangueiro da Cara Preta”, que está sendo desenvolvido pelos carnavalescos Rosa Magalhães e João Vitor Araújo.

O ensaio aconteceu mesmo com a ameaça de chuvas fortes ou moderadas na cidade do Rio de janeiro e contou com um bom número de foliões da comunidade do Tuiuti. A presença ainda pode ser um pouco maior, mas já está boa para essa época do ano. E o principal foi o desempenho do canto dos desfilantes e segmentos que se mantiveram de forma bastante uniforme e intensa durante todo o ensaio. Casal, comissão de frente e bateria já deram o clima de ensaio técnico apresentando muita coisa que vai para Sapucaí. O diretor de carnaval do Paraíso do Tuiuti, André Gonçalves, elogiou o desempenho da comunidade no treino desta segunda-feira.

“O ensaio hoje foi incrível, toda segunda-feira que passa a gente vem melhorando mais. É por isso que há o ensaio, para deixar tudo nos conformes, e acredito que até o ensaio técnico em janeiro vai estar tudo bem certinho”, imagina o diretor.

André também elogiou a obra como fator que ajuda bastante ao rendimento dos componentes, mas fez questão de ressaltar também o trabalho da escola, uma das primeiras a iniciar os treinos ao ar livre.

“O fato de ser um grande samba ajuda muito a ter esse desempenho da comunidade, mas é tudo também fruto de um trabalho. O Tuiuti foi uma das primeiras escola a começar os ensaios, e estamos colhendo os frutos de um grande trabalho mais uma vez. Hoje, a escola já está cantando muito, temos que trabalhar para manter esse rendimento até o ensaio técnico e posteriormente o desfile. Temos só que lapidar até o carnaval”, entende André.

Harmonia e samba-enredo

A obra que tem recebido muitos elogios desde que foi escolhida rendeu bastante na boca da comunidade. Apesar do forte calor, que nem a chuva que caiu antes do ensaio conseguiu amenizar, os desfilantes se dedicaram para sustentar o canto e não deixar com que ele diminuísse de intensidade. Ainda há margem de melhora para o desfile, mas faltando cerca de dois meses para a apresentação na Sapucaí, este treino já deu bons indícios do rendimento da obra. Setores como comissão de frente, casal, baianas, passistas também se dedicavam bastante ao entoar o samba-enredo do Paraíso do Tuiuti. Sem perder força nos outos trechos, o destaque ficou para o refrão principal e para o trecho que vinha logo anteriormente o “É lá, É lá…”.

O intérprete Wander Pires teve um desempenho muito intenso no samba com os seus cacos mais uma vez estando bem dentro da melodia do samba. Em entrevista ao site CARNAVALESCO no final do ensaio, Wander avaliou que a obra está sendo bem executada pela comunidade e com tendência de crescimento.

“O trabalho está indo por um bom caminho, o samba está na boca do povo, o samba está bem, abraçado pela comunidade, a tendência é melhorar sempre. Isso é fruto de um trabalho maravilhoso do carro de som sobre a regência do André Félix, cantores, as cordas. A tendência é a gente ficar cada vez mais completo, a gente já está preparado, mas ainda falta algumas coisas, mas vamos cada vez mais nos colocando a altura do que a nossa comunidade precisa. Graças a Deus o samba está na boca do povo, na boca do Rio de Janeiro e do Brasil”, avaliou o cantor.

Mestre-sala e porta-bandeira

Pelo segundo ano consecutivo dançando juntos no Tuiuti, Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane fizeram uma coreografia com muita intensidade como é característico do casal, sem perder a precisão nos movimentos, a graciosidade e o entrosamento. Eles se procuram o tempo todo no bailado. Em um trecho, Raphael fazia de forma bem rápida, bonita e precisa um passo no ritmo do Carimbó, voltando logo depois aos movimentos mais tradicionais. Dandara manteve sempre a precisão e a intensidade no girar e na defesa do pavilhão. Não se percebeu nenhum tipo de erro em relação a bandeira ou ao toque do mestre-sala. Os movimentos foram bastante coordenados e o casal não exitou em nenhum momento mesmo com o treino na rua.

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Bateria

A “Super Som” comandada por mestre Marcão foi com certeza a que mais trabalhou neste ensaio. Antes do treino, e já no final quando todos os segmentos e componentes já haviam terminado a apresentação, os ritmistas seguiam tocando e acertando algumas coisas. Tudo para que no dia do desfile, a bateria possa mais uma vez ser um destaque do Paraíso do Tuiuti. Durante o ensaio, em alguns momentos mestre Marcão colocava algumas bossas com bastante relação ao ritmo do carimbó, principalmente, uma no refrão do meio. O timbau também ajudava a “chamar” os outros instrumentos em algumas paradinhas. Mestre Marcão explicou um pouco do que vem preparando para os ensaios de rua.

“A questão do andamento já está bem resolvida, o samba já fala por si só. Hoje trabalhamos mais uma bossa, a bossa do carimbó, que é no refrão do meio. A gente vai trabalhando, ainda não chegou o ensaio técnico, por isso a gente está desenvolvendo ainda mais, limpando as bossas, o andamento já está legal” , entende o comandante da ” Super Som”.

Marcão também revelou que o trabalho principal agora com os ritmista é o de apurar algumas coisas para que tudo fique perfeito.

“A gente está usando 144, 145 BPM (batidas por minuto), que fica mais confortável para todo mundo. São cinco bossas sendo trabalhadas. Os ensaios de rua tem sido bastante produtivos e aqui a rapaziada pega rápido. Nós estamos fazendo aquele trabalho de formiguinha para poder colocar tudo certinho, aparando aquelas pontinhas que ficam deslocadas para poder ficar tudo certo no dia do desfile”, esclareceu o mestre.

Evolução

A escola teve uma evolução de forma correta, ainda perseguindo o melhor ritmo, mas sem apresentar buracos ou alas emboladas, e sem correria, já simulando o tempo de apresentação para casal e comissão de frente. Não houve entrada da bateria em recuo, e no final os ritmistas finalizaram já próximos a quadra tocando mais um pouco depois que os outros segmentos já havia encerrado a apresentação.

Destaque para as alas coreografadas, em uma delas, mulheres com saias coloridas realizavam passos do Carimbó, apresentando um bonito efeito para quem olhava mais de longe. Em comunhão com o samba que vinha sendo bastante cantado pelos foliões, a comunidade também evoluiu de forma espontânea, mesmo nas coreografias que também permitiam estes momentos, além de tudo a alegria era facilmente perceptível nos desfilantes que compareceram ao treino.

Outros destaques

A comissão de frente, dos coreógrafos Lucas Maciel e Karina Dias, estreantes no Grupo Especial no próximo carnaval, que já havia dado um show no mini desfile realizado na Cidade do Samba, mostrou bastante expressividade e intensidade no ensaio, com bastante foco para corrigir o que ainda é preciso limpar na coreografia. Em um momento uma das integrantes da equipe era erguida pelos outros dançarinos arrancando aplausos de quem acompanhava a apresentação.

A rainha de bateria Mayara Lima, mais uma vez, foi um show a parte sambando de forma bem coordenada com as bossas da bateria e com os passistas que vinham logo a frente. Mayara mostrou alguns passos do Carimbó, enriquecendo ainda mais o seu desfile e fazendo a alegria de quem acompanhava o ensaio. Como de costume, o presidente Renato Thor veio na frente da escola, e no final prestigiou a última apresentação de cada segmento e componente.

Voz do Tatuapé, Celsinho Mody se identifica cada vez mais com a comunidade e acredita no melhor carnaval da escola

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O intérprete Celsinho Mody, voz oficial do Acadêmicos do Tatuapé, tomou conta do microfone da escola desde 2016. Com seu jeito ‘brincalhão’, engraçado e, obviamente, considerado um grande cantor de samba-enredo, conquistou a comunidade de uma forma unânime. Em 2023, Celsinho vai para o oitavo ano na agremiação, sendo o sétimo carnaval, visto que em 2021 não tivemos a festa em decorrência da pandemia. Em entrevista ao CARNAVALESCO, ele falou um pouco de sua trajetória e de como se sente dentro da entidade.

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Foto: Magaiver Fernandes/site CARNAVALESCO

“No Tatuapé nós somos um só coração. Eu acredito que é uma ligação tão gostosa, que quem vê entende o que acontece. Nós estamos irmanados e abraçados em prol do grande projeto que em primeiro lugar é fazer as pessoas felizes e, depois, conquistarmos o melhor carnaval das nossas vidas. Tanto eu como o Tatuapé estamos juntos nesse projeto. A gente se abraça e usa tudo que a gente pode. Nosso talento, nosso carinho, nossa galhardia para conquistar isso. É essa sinergia que se vê. Esse samba para 2023 é o que eu mais estou me divertindo, é o que mais se encaixa na minha voz. Acredito que vai ser o carnaval das nossas vidas”, contou.

O intérprete falou da sua ligação com a direção da escola. Segundo ele, se sente grato por respeitar o jeito dele de ser. “Eu me sinto lisonjeado e muito grato ao carinho que a diretoria tem comigo, porque eles me respeitam e gostam de mim do jeito que eu sou. Eu sou um sambista, um negro brasileiro, trabalhador da música e eu tenho meu jeito de ser e cantar. Eles gostam de mim dessa forma. Então até o momento que estivermos juntos e irmanados nisso, nós vamos conquistar grandes coisas. Assim como eu também gosto do jeito que eles são e trabalham. Me sinto honrado. O presidente Eduardo Santos é um cara muito carinhoso e maravilhoso. Você vê também que a escola gosta, a escola grita junto. Nós estamos irmanados para fazer o carnaval das nossas vidas e tudo isso faz parte. Agradeço a minha diretoria, meus cinco presidentes e essa agremiação maravilhosa. Enquanto eu tiver voz, contem comigo”, disse.

O cantor, apesar de ser um dos mais jovens, já tem uma certa bagagem no carnaval paulistano. Passou por escolas como Mancha Verde, Nenê de Vila Matilde e Pérola Negra. Também ganhou vários prêmios e troféus. Porém, o intérprete pregou humildade ao falar de grandeza. “Não tenho noção, não tenho grandeza. Deus me deu o dom de cantar e me presenteou com grandes momentos. No Rio de Janeiro e em São Paulo. Então não existe grandeza. Existe um grande presente que Deus me deu. Existe uma galhardia que eu tenho de trabalhar. Eu trabalho muito. Você vê que eu tenho uma ala musical espetacular aqui. Nos anos em que eu estive no Tuiuti também tive alas musicais espetaculares. Então quando se joga só com jogadores bons, se tem a certeza de bons trabalhos, mas o resultado vem das mãos do criador. Me sinto agraciado com isso e a frase é ‘presente de Deus’. Mas não tem grandeza. Eu sou como todo mundo. Igual a velha baiana, igual a nova passista, igual ao ritmista. O que eu quero é cantar e ser feliz com as pessoas”, afirmou.

Celsinho teve uma grande experiência e destaque no Rio de Janeiro. Em 2018, chegou ao Paraiso do Tuiuti, onde ficou até o último carnaval. O cantor enalteceu sua passagem de cinco anos na agremiação carioca. “Foi tudo lindo. Tudo muito maravilhoso. Sou muito grato a uma pessoa muito especial, chama-se Renato Thor, que é um grande visionário, um cara maravilhoso e que me deu de presente esses cinco anos de interpretação em uma escola de samba que é maravilhosa. Logo nós veremos o Tuiuti ser campeão do carnaval. Eu fiz o que eu podia, fiz o meu melhor nesses cinco anos. É muito complicado juntar duas escolas de samba. Tatuapé trabalha muito e o Tuiuti também. Fui ao meu limite. Eu vivi esses cinco anos e foi o máximo dentro dessa proposta. Então sou muito grato. Sou apaixonado pelo Tuiuti. Então, no futuro vem coisas maravilhosas, mas a Deus pertence”, declarou.

Thalita Zampirolli é a nova rainha de bateria da Unidos de Padre Miguel

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A Unidos de Padre já definiu quem reinará à frente dos ritmistas da Bateria Guerreiros no carnaval de 2023. Trata-se da modelo e empresaria Thalita Zampirolli. Vivendo nos Estados Unidos desde 2018, mais precisamente em Boston, onde dedica-se ao próprio instituto de beleza, com serviços especializados em cabelos e tratamentos dermatológicos, a beldade assumirá o tão cobiçado posto do carnaval carioca.

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Foto: Divulgação/Unidos de Padre Miguel

“É uma honra para mim fazer parte desta família. A Unidos é uma grande escola, tem uma comunidade aguerrida, unida. Estou chegando para somar e para juntos buscarmos o tão sonhado título”, contou a majestade.

No carnaval de 2023, a Unidos de Padre Miguel levará para a Marquês de Sapucaí o enredo Baião de Mouros, que está sendo desenvolvido pelos carnavalescos Edson Pereira e Wagner Gonçalves. O Boi Vermelho da Vila Vintém será a quinta agremiação a desfilar na sexta-feira de carnaval.